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30/08/2009 - 19:28

Museu do Automóvel da Ulbra x Villa Mimosa, de Canoas

Tem-se constatado as mais diferentes manifestações em favor da manutenção do Museu do Automóvel de Canoas, nome que na realidade é Museu da Tecnologia da Ulbra e à ela pertence. Não é e nunca foi da comunidade, e menos ainda tem a haver com a história da cidade de Canoas, a não pelo fato de estar sediado no campus da Ulbra. Recentemente, tanto o prefeito Jairo Jorge da Silva, assim como o Simecan – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas de Material Elétrico e Metal-Mecânica de Canoas e Nova Santa Rita, tem-se manifestado pela preeservação do Museu do Automóvel de Canoas (?). Tal exigirá uma bela fábula de dinheiro, mas parece que os empresários, assim como as autoridades, pouco estão de importando com o dinheiro público. O Museu do Automóvel, se efetivamente de Canoas, coisa que contraria as prórprias decisões do Judiciário, pois que está leiloando carros antigo recuperados, tanto do acervo do Museu de Tecnologia da Ulbra comos os pertencentes à coleção particular do ex-retor Ruben Eugen Becker, que detém importante parcela do tal museu. O que as autoridades e alguns líderes empresariais ensejam é ajudar (?) na recuperação do complexo Ulbra, sem que seus ex-dirigentes sofram perdas de seus patrimônios, adquiridos por um viés que está previsto como crime de “lesa-pátria”, além de outros, como “enriquecimento ilícito”,  etc. A pretendida preservação do Museu do Automóvel de Canoas (?) é, subliminarmente, uma forma de proteção do patrimônio de quem praticou atos de ilicitudes. Com,o tem sido useiro e vezeiro nesse nosso espoliado “patropi”.

É querer jogar dinheiro que deveria ser destinado à saúde, que enfrenta um verdadeiro caos, mas assim permanecerá, pois serve de bandeira para muitos políticos se elegerem ou reelegerem; recursos públicos que deveriam ser direcionados à melhoria do ensino e das próprias escolas públicas, assim como proporcionar condições à presevação do patrimônio histórico e social da cidade de Canoas, que, gradativamente, devido ao desinteresse, à desimportância e ao menoscaso das autoridades, está se esvaziando, se perdendo no tempo e pelo tempo.

Assim, entendemos que é muitíssimo mais importante a Prefeitura de Canoas, com o apoio dos líderes empresariais, investir o dinheiro público no resgate e na preservação das coisas da cultura da cidade de Canoas para a busca e conservação da sua própria identidade. Além do que, no caso, a bela e imprescindível área da Villa Mimosa, poderia ser aproveitado como sede do Museu Municipal de Canoas, como havia pretendido e prometido a Administração anterior, em lugar de permitir que tal relíquia histórica dê lugar a um banalizante “pombal” de apartamentos, construção “vendida” como se uma obra de arte no coração de Canoas.

O Villa Mimosa, além de ser uma das poucas áreas verdes localizadas no centro da cidade e que sedia uma dos raros patrimônios da arquitetura antiga de Canoas do início do Século 20, guarda muitas histórias da própria história de Canoas, tal como a sede do surgimento do primeiro jornal de Canoas, “O Canoeiro“, que circulou em 1909, lançado por Frederico Guilherme Ludwig. O Villa Mimosa foi também local das muitas reuniões pró emancipação de Canoas, que tinha entre seus fervorosos membros, o médico Victor Hugo Ludwig.

Prá encerrar, parafraseando Arnaldo Jabor, “esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em Canoas. Os canoenses, muitos adotivos e insensíveis, outros paraquedistas oportunistas, alpinistas sociais e outro mais simplesmente parasitas, que sobrevivem das “tetas do governo”, perderam a capacidade de mobilização e de cidadania”.

De minha parte, eu acrescentaria, ainda, “… que sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra …”, como ensina a letra do Hino Rio-Grandense.

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
01/05/2009 - 03:46

Ministro do STF entra na gandaia das “passagens e favores”.

Hoje (30/05/2009), a revista IstoÉ revela que o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, também do STF (Supremo Tribunal Federa), é contumaz na requisição de privilégios proibidos para seus parentes e até para uma “amiga” da filha.

Os documentos reproduzidos por IstoÉ, registram o susposto “acesso ao esquema VIP” de pessoas indicadas pelo ministro Menezes Direito tiveram em embarque e desembarque no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro – o popular Galeão. Carlos Alberto Menezes Direito, que por 11 anos esteve no STJ (Superior Tribunal de Justiça), foi indicado ao STF em agosto de 2007.

É mais um no lugar certo ao lado incondicional da pessoa certa. Quem se interessar pelo texto inteiro, basta ir ao site da revista. (Revista IstoÉ -<http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/20660/artigo132858-3.htm>

MINISTRO DIREITO, DO STF, É ESPECIALISTA EM REQUISITAR PRIVILÉGIOS INDEVIDOS PARA SEUS PARENTES E ATÉ PARA “AMIGA” DA FILHA. 

FAVOR PARA O FILHO – Pedido de atendimento especial à Receita, à PF e à Infraero para Carlos Gustavo Direito e a mulher, Theresa, que chegavam de Paris.

Na mesma semana em que a Câmara dos Deputados se viu pressionada pela opinião pública a acabar com a chamada “farra das passagens aéreas“, documentos obtidos com exclusividade por ISTOÉ demonstram que, na Esplanada dos Ministérios, a obtenção de privilégios pessoais ou para parentes, graças à função pública, não estava restrita ao Legislativo. Doze ofícios do Superior Tribunal de Justiça (STJ), emitidos entre fevereiro e dezembro de 2008, com timbre oficial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) revelam que familiares e amigos do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal (STF), tinham acesso a um esquema VIP nos embarques e desembarques internacionais no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Assim, era possível ir a Paris numa classe superior à determinada pela passagem e voltar de Miami sem passar pelos trâmites impostos pela Receita Federal aos cidadãos comuns, que muitas vezes se veem obrigados a abrir as malas nos saguões de desembarque. Familiares e amigos do ministro também não ficavam nas filas que antecedem os equipamentos de raio X da Polícia Federal e tinham franqueado acesso a áreas restritas do aeroporto.

O Superior Tribunal de Justiça tem, no Rio de Janeiro e em São Paulo, representações destinadas a facilitar o deslocamento dos ministros quando estão a serviço da corte. Em agosto de 2007 o presidente Lula o indicou para o Supremo Tribunal Federal. Direito, contudo, continuou a usar a estrutura do outro tribunal para facilitar o trânsito da mulher, dos filhos, da nora e de amigos no Aeroporto Internacional do Galeão.

É a gandaia das passagens aéreas, favores e burla que alcança a mais alta corte do nosso sempre e cada vez mais espoliado Brasil.

Mas por outro, a Embaixada Brasileira na Argentina não teve nem dinheiro para o translado do corpo da jovem que foi asssassinada e nem consideração com os pais, familiares e parentes. Desculpa esfarrapada: não tinha condições. Mas para as altas cortes jamais faltou condições.

Este é o País da INJUSTA JUSTIÇA, dos PRIVILÉGIOS INDEVIDOS e da IMPUNIDADE ACOBERTADA.

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
01/05/2009 - 01:11

Canoas: Mudou o governo, mas a falácia é a mesma

A cada eleição o cidadão alimenta a esperança de uma renovação baseado nas promessas dos candidatos. E os candidatos, de modo geral, são bons de falácia: prometem com tal convicção o que sabem que jamais vão cumprir, que o eleitor menos atento ou ignaro ou alienado, ligado nas mesmices das novelescas manipulações globais, acredita … e piamente.

Logo após a confirmação da sua vitória nas urnas, o prefeito Jairo Jorge da Silva (PT) se mostrou enfático ao declarar que “Essa é a vitória da verdade e da ética. Nós derrotamos aqui o vale-tudo”. E mais enfático ainda sentenciou: “Viramos uma páginas da cidade de Canoas. Uma página do clientelismo, da tutela, da criminalização da política e também de todos esses episódios nefastos”. Referia-se aos escândalos de irregularidades administrativas denunciadas pelo MP e elaguns em tramitação na Justiça, como improbidade administrativa, desvios de recursos e contratação de empresas terceirizadas com valores super-faturados.

Assume o novo governo. A expectativa de melhores condições à população não é menor do que a vibração da vitória. Saúde, educação, segurança, saneamento básico e racionalização das despesas eram, no entender dos cidadãos canoenses, as questões que iriam merecer a prioridade do novo governo. Qual nada!

Das vinte secretarias, considerando-se a Procuradoria Geral do Município, Canoas tem hoje cerca de 26. E aí a que considerar o desperdício com a criação de quatro sub-prefeituras sem estrutura funcional, além de ter a burocracia aumentada, posto que nenhuma tem indpendência para resolver qualquer questão. Tudo tem que ser encaminhado através das demais secretarias.

Antes mesmo de praticamente começar o seu governo, e quase de imediato, foi lançada a campanha “Cidade Limpa“, sustentada na promessa de “Choque de Limpeza” (aqui estava subentendido dois sentido: limpeza pública e limpeza nos CCs – Cargo de Confiança), e veiculada através da mídia eletrônica da Capital. O lixo público, porém, continua à margem das vias públicas. Daí que é justo considerar que a “propaganda é enganosa”.

“Choque de honestidade” foi outra promessa de campanha. Porém, com o passar dos primeiros quatro meses, constata-se a prática do Nepotismo Cruzado, ou seja, familiares de vereadores em cargos de secretários e diretorias da Prefeitura Municipal, afrontando expressamente o que dita a Súmula Vinculante Nº 13, do STF – Supremo Tribunal Federal e o próprio Decreto baixado pelo prefeito Jairo Jorge. Enquanto alguns cargos foram preenchidos com nomes que estão sob suspeita e investigação do MPF – Ministério Público Federal, como são os casos do ex-reitor da Ulbra, Ruben Eugen Becker, que integra o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico, e o da ex-pró-reitora de Ensino à Distância, também da Ulbra, Sirlei Dias Gomes, como presidente das comemorações do 70º aniversário de Emancipação de Canoas, e que também passou a ser investigada pelo MPF por determinação do juiz federal Guilherme Pinho Machado, assim como investigação no Ulbra Saúde e de um escritório de contabilidade.

Na balada da indiferença está a Comissão de Ética Pública, presidida pelo ex-deputado federal e diretor do semanário O Timoneiro, Jorge Uequed que, sabendo da existência da prática de Nepotismo Cruzado, se faz de sonsa-monga e ainda não tomou as devidas, legais e necessárias medidas e nem o denunciou. Se verdade o que diz o ditado “Quem cala, consente”, aí está mais um exemplo de desimportância quanto as irregularidade que vem merecendo o desinteresse do Executivo Municipal. 

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
30/04/2009 - 22:32

Simon: Uma frase que mascara um comportamento

Pedro Simon e as tartufas frases de efeitoPois, o senador gaúcho Pedro Simon, diante da interminável escalada de escândalos que assola o Senado e a Câmara Federal, cuja repercussão internacional tem máculado a imagem do Brasil, se atraveu, numa formatação tartufa, de dizer: “Sou obrigado a reconhecer que, com toda a corrupção que está havendo de um tempo para cá, o que encontramos no governo Collor deveríamos ter enviado para o juizado de pequenas causas“.

Ora, Pedro Simon, em quem votei tanto para deputado federal, como para governador e nos seus três mandatos de senador – o que me dá o direito, além do de cidadão, de discordar do “nobre” senador – jamais se levantou contra a gama de ilicitudes que correm e escorrem no Congresso e sequer faz alguma denúncia com relação ao comportamento dos políticos nas duas casas legislativas. E não venha ele dizer que desconhecia. Aí será, mais uma vez, persistir na substimação da inteligência do brasileiro.

Também não pode e nunca poderá afirmar que desconhecia que o Senado, que tem 81 senadores, tinha 181 diretores ganhando altos salários e mais gratificações abusivas, ilícitas. Ainda n]ão poderá vir a público a declarar que não sabe que apenas algumas diretorias – cerca de 20 de fato – foram extintas pelo presidente do Senado, José (Marimbondo de Fogo) Sarney, cujo foi o autor da nomeação de no mínimo 50 diretorias “virtuais” ou de funções inexistentes.

Pedro Simon ao longo da sua carreira política – e parece que é só o que tem feito, mesmo sem fazer – sempre se mostrou muito experto, lúcido e inteligente orador que sabe buscar argumentos até mesmo onde não existe razão para tanto, não poderá, em mais uma falácia, declarar, afirmar, dizer que desconhece o que acontece, não só no Senado, mas também na Câmara Federal. Ou estará, ele próprio, se desmerecendo e transmitindo aos eleitores gaúchos que confiaram seus votos colocando-o como representante no Congresso, uma político alheio, ausente e inepto.

Lamentavelmente tais atos acontecem, como se algo tivesse ele fazendo para denunciar toda a gama de formas e fórmulas que os políticos vem usando para se locupletar com os dinheiro público, da mesma forma que ele quando se declarou contrário a moralização da questão das “passagens aéreas”.

Sabe-se até então, que o senador Pedro Simon jamais deixou uma sombra sequer de ter tido um comportamento discordante com a questão da moralização. Não quem possa dizer ou afirmar que o senador Simon cometeu algum ato ilícito. O que já é algo positivo diante da descarada avalanche de ilicitudes que políticos do Iapoque ao Chuí vem cometendo. Mas também não serve como motivo para silenciar diante do “caos ético e moral” por que vem passando o Congresso. Aliás, é dever de quem sempre se mostrou comelevado caráter moral e senso ético, denunciar as mazelas que são armadas para a auto-locupletação dos políticos. Poderão até dizer que é legal. Sim, é legal porque são eles próprios, os políticos, que fazem e aprovam as leis. Assim é fácil tornar o ilegal em legal, o anti-ético em ético, o imoral em moral, o ilícito em lícito. 

Por fim, e graças a pressão pública, o escândalo das “passagens aéreas” acabou merecendo um freio. Espera-se, por outro, que também não seja ele a favor do aumento dos salários dos congressistas, forma cretina de compensar a moralização das passagens, especialmente num momento em que o Brasil e o mundo todo se defronta com uma indefinida crise financeira, gerando desemprego, a falência de centenas ou milhares de empresas e uma instabilidade e insegurana sem igual.

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
30/04/2009 - 20:37

Ministra do STF namora jornalista que faz lobby

Lili Marinho (a primeira dama da Rede Globo), Mariza Gomes, o vice-presidente José Alencar e a top model Luiza Brunet.

 

O jornalista Roberto D´Ávila com a ministra Ellen Gracie do STF (de mãozinhas dadas) eamigox-x-x-x-x

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O jornalista Paulo França manda e-mail revelador, sob o título “Ministra do Supremo namora jornalista que faz lobby”. E conta mais: “Eu, Paulo França, acrescento a este texto, que estou repassando, que a ministra Ellen Gracie também deve ser considerada suspeita no caso do banqueiro Daniel Dantas, pois ela impediu o Polícia Federal de investigar os arquivos dos computadores do banqueiro-bandido. Será porque ela agora namora o jornalista-pimpão Roberto DÁvila, sempre tido como o mais elegante e bem vestido? Será que é porque esse jornalista tornou-se lobista de gente rica junto a Brasília? Segundo a PF, o investidor Naji Nahas teria reclamado que DÁvila é ganancioso e só aceita as altas quantias em dinheiro vivo. Há uma suspeita de que o jornalista namorado da ministra do STF estivesse fazendo lobby para o banqueiro Dantas no próprio Supremo Tribunal!

E essa agora?!

Abaixo, os ministros que trabalham para Gilmar Mendes, presidente do STF, na faculdade do próprio Mendes. É mole?!

Se alguém entrar no site do IDP, Instituto Brasiliense de Direito Público, http://www.idp.edu.br/web/idp/content/in… que é de propriedade do Ministro Gilmar Mendes, vai constatar que entre os professores desse instituto estão os senhores Eros Roberto Grau, Marco Aurélio Mello, Carlos Ayres Britto, Carlos Alberto Menezes Direito, César Peluzo e a senhora Cármen Lúcia Antunes Rocha.

Ou seja, seis Ministros do STF TRABALHAM para Gilmar Mendes. Daquela lista que assinou o documento de apoio ao presidente do STF, seis ministros na verdade estavam dando apoio AO PATRÃO, pois são obviamente remunerados por este ! E o problema é muito pior. Pode um STF funcionar de forma imparcial se o seu presidente tem vínculos empregatícios com seis de seus membros ?

Faltaram o Joaquinzão (isso mesmo, o Joaquim Barbosa, aquele mesmo que afrontou o presidente do STF), e a Hellen Gracie!!!!!!

*** Essas informações constam do blog do jornalista Paulo Henrique Amorim.

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Do site do próprio IDP: 

CORPO DOCENTE do IDP – Instituto Brasileiro de Direito Público

 ”O IDP reúne em seu corpo docente alguns dos mais respeitados juristas e doutrinadores do país, entre Doutores, Mestres, Juízes, Membros do Ministério Público, Ministros das mais altas Cortes e Ministros de Estado, que se dedicam à formação e ao aperfeiçoamento das novas gerações de profissionais.

 No IDP, os profissionais e estudantes têm a oportunidade de aprender diretamente com quem faz doutrina e jurisprudência no Brasil”.

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Pois é, … Resta, depois disso, ainda se acreditar na isenção do Judiciário? E em alguns jornalistas e certas organizações midiáticas?  

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
30/04/2009 - 19:31

Ministros do STF foram vítimas da “máfia das passagens”

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o ministro Eros Grau foram vítimas da “máfia das passagens aéreas” da Câmara Federal. É o que constatou uma comissão de sindicância da casa legislativa na sexta-feira (24/04/2009).

Conforme antecipou o Congresso em Foco, Gilmar Mendes e Eros Grau aparecem como beneficiários da cota de passagens de dois deputados. Os dois ministros, no entanto, apresentaram documentos para comprovar que não tiveram viagens pagas pela Câmara.

 De acordo com a sindicância da Câmara, agências de viagem tinham acesso direto às passagens de parlamentares. O esquema funciona da seguinte maneira: um cliente pagava normalmente por uma passagem aérea em uma agência de viagem, que ficava com o dinheiro e não emitia o bilhete.

Leia a reportagem completa no Congresso em Foco

Leia tudo sobre a farra das passagens 

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
22/02/2009 - 22:42

A Face Oculta da Tartufa Imprensa

Desde os remotos tempos da história, ou seja, desde que o homem existe, existe a manipulação das elites contra as massas, contra a grande maioria. As leis, bem antes do tempo dos romanos e dos gregos, sempre foram elaboradas para cada vez mais oprimir os oprimidos. E em relação a isso, e não há exceção na história, o ignaro e alienado povo, a grande massa, ou não se deu conta ou se se deu é impotente e covarde, pois é penalizado, espezinhado e jamais reage.

A Igreja sempre agiu dessa forma, subjugando o povo e servindo aos feudos. E ainda hoje é assim. Tal está bem explicitado na síntese que o escritor Mário Puzzo faz em “O Siciliano“, sobre o surgimento da Máfia. O livro de Mário Puzzo narra a trajetória de Salvatore Giuliano, um líder e bandido siciliano que ousou enfrentar a Igreja, o Estado e a Máfia (essa formada por pequenos proprietários de terras que eram roubados nas suas plantações e bens, tinhas suas mulhreres e filhas estupradas e, geralmente, depois eram mortos, enquanto a Igreja abria seus conventos para abrigar (esconder) os poderosos que ditavam as leis e a ordem na Sicília.

Maquiavel há muito já alertou ao dizer que “QUANDO EXISTE UM BOM COSTUME ELE BASTA“. Quiz ele dizer e alertar, que a grande maioria das leis forjadas pela elite escravagista, de baixo caráter e oportunista (no mau sentido), só servem para impor limites aos cidadãos comuns, enquanto ela (a elite) se permite tudo. Fui claro: TUDO.

O que seria de ti, ó som, se não tivesse a mim para te contemplar“, disse um filósofo, cujo nome me foge da memória. Tal significa, sob um certo ângulo, que se não houver quem obedeça servilmente de que valem as leis. E se não houver quem as obedeça mansamente a quem os membros das elites dominantes ditarão leis e regras?

E isso se repete, a cada dia, a cada ano, a cada século e a cada milênio. E hoje com uma maior velocidade dado a participação excrachada, explícita e desavergonhada da imprensa ou das organizações midiáticas, que mandam e comandam o mundo e as nossas vidas. O povo, incontestavelmente, se transformou – e com muita facilidade e credulidade – em massa de manobra. Assim, sabedores, os donos das organizações midiáticas, apoiadas, apadrinhadas, aconchavadas e patrocinadas financeiramente pelos governos, vão impondo a massificação e, através desse estratagema, a alienação dos cidadãos no mundo inteiro com a escrachante manipulação das informações ao prazer e interesse das elites dominantes.

No Brasil, segundo as últimas informações, só 41% dos que têm negócios são considerados na formalidade, enquanto que 59% estão na informalidade. Ou seja, conforme pretende a mídia e as elites – e na elites inclue-se os governos e os políticos, obviamente – querem responsabilizar 59% dos trabalhadores brasileiros pela defasagem (?) na arrecadação de impostos, quando na realidade o trabalho informal existe como forma de sobrevivência, fugindo da absurda, bárbara e escorchante carga tributária. Por outro, a mídia não usa o mesmo diapasão para denunciar que das 41%  das empresas inseridas na formalidade, ou seja, legalmente estabelecidas, não recolhem a maioria dos tributos (impostos, taxas, etc) que lhes cabe, como empresas legalmente estabelecidas, e sequer são fiscalizadas como é dever do próprio governo. E quando alguma empresa, geralmente de grande porte e influência, é apanhada propositadamente, entra a corrupção e o “jeitinho brasileiro” para parcelar em infinitas mensalidades, como se tudo fosse realmente uma penalização legal pelo descumprimento das leis.

É nesse embrólio que há o maior volume de sonegação de tributos, o que faz com que mais e mais impostos, taxas, etc. sejam criados e decretados, sobrecarregando a classe média e a pobre. E, como resultante, o aumento da famelidade, da marginalidade, da informalidade, o aumento das organizações criminosas extra-oficiais – sim, porque existem as organizações criminosas que se escudam na oficialidade -, o aumento da violência e, por conseguinte, dos assaltos, seqüestros, asassinatos.

Essa é a mais pura realidade do Brasil deste início do Terceiro Milênio, em que fica mais do que explícita e exposta ”A Face Cruel da Imprensa“. Poderia dizer-se também “A FACE TARTUFA DA MÍDIA“.  

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
31/01/2009 - 01:38

Copa do Mundo 2014: um janelão de desperdício do dinheiro público

Chega a ser cansativo ouvir os telejornais se repetindo diariamente com notícias sobre os efeitos da propalada crise financeira mundial. E todos no mesmo diapasão. Mudam apenas o cenário e os apresentadores, enquanto o conteúdo – é o que fica a transparecer - é gerido por uma agência central de notícias que faz a peneira – isso para não usar o corte ou a censura -, pois que os textos são praticamente os mesmos e as imagens nem se fala. Basta assistir o Jornal da Band, na sequência o Jornal Nacional e o Jornal da TVE. O repeteco acontece nas edições apresentadas horas depois, sem qualquer novidade. Apenas repeteco.

Mas o objetivo não é destacar o truste noticioso, mas o desperdício do dinheiro público diante de hiper-megas eventos, como o Forum Social Mundial que se realiza em Belém do Pará, bancado pelo Governo Federal brasileiro. Muitos já foram realizados, debatidos, geraram notícias e ajudaram a vender jornais e dar audiência à mídia eletrônica, mas de prático só valeram para milhares que buscam esse pretexto para o turismo a custa dos Estados (países). O resto, pelo que se tem como resultado, não passa de lero-lero, de falácias com conteúdo demagógico.

Não bastasse esse despropósito bancado pelo Governo Federal – despropósito ante a propalada crise financeira mundial – vem aí a escolha pela FIFA das 12 capitais que irão sediar jogos da Copa do Mundo de 2014. E a FIFFA se tornou tão poderosa e tão impostora, que não faz exigências apenas com relação aos estadios de futebol. Interfere, como fator compulsório, na própria estrutura das capitais, no chamado Caderno de Ações: estradas de acesso, rede hoteleira e uma séria mais de obras que pouco ou quase nada servirão depois de 2014.

Tanto os governos estaduais como o Governo Federal juram que não haverá investimento de dinheiro público, a não ser em algumas obras. Sim, algumas obras faraônicas e que demandará uma vultuosa soma de recursos públicos. Enquanto os estádios – é mais uma garantia dos governos municipais, estaduais e Federal-, só terão investimentos da iniciativa privada. Num primeiro momento é de se acreditar. Mas ouvindo e juntando-se trechos dos noticiários, um hoje outro amanhã, se comprova que o Governo já anuncia que para colocar os estádios nas condições mínimas exigidas pela FIFA demandará recursos na ordem de R$ 5 bilhões. Os clubes, na sua grande maioria estão completamente individados, tanto que o Governo se valeu da criação da loteria Timemania para saldar as dívidas dos clubes, praticadas irresponsavelmente – e nunca investigadas – pelos cartolas. A maioria acabaram riquíssimos. 

Vale lembrar que das 17 cidades inscritas para sediar jogos, apenas Porto Alegre (Estádio Beira-Rio e a futura Arena Gremista) e São Paulo (Estádio do Morumbi) são particulares. Os demais são estádios dos governos estaduais. Portanto, a responsabilidade de investir em estádios que são propriedades dos Estados será dos próprios Estados. Difícil acreditar que a iniciativa privada, que se defronta com sérios e gravíssimos problemas devido a crise financeira mundial, terão condições e disposição financeira para investir em alguma obra que jamais lhe resultará em lucro.

O Sport Clube Internacional fará apenas modificações para deixar o estádio Beira-Rio dentro das exigências da FIFA. Este, assim como o Estádio Morumbi, que pertence ao Sport Club São Paulo, serão, por certo, os que menos investimentos exigirão. E mesmo assim, nenhum terá custo inferior a R$ 1 bilhão. É aguardar prá conferir. Os demais nem se fala. Os R$ 5 bilhões anunciados pelo Governo, para cumprir as exigências da FIFA, a exemplo do que aconteceu com o PAN, serão insuficientes, sem a menor dúvida. O total ultrapassará em muito os anunciados R$ 5 bilhões. Sem contar as obras, exigência determinada pala poderosa FIFA. Acredite quem quiser.

O Rio de Janeiro, além dos milhões que já gastou com a reforma do Estádio do Maracanã, terá que desenbolsar outras centenas de milhões para deixar “o maior estádio do mundo” conforme as exigências da FIFA. E lá se vão milhões e milhões do dinheiro do hiper sacrificado contribuinte brasileiro. Se isso não bastasse, o governo carioca está fazendo todo o empenho para que o Rio de Janeiro seja a sede das Olimpíadas de 2016. Mais alguns bilhões serão desviados dos programas sociais para megas projetos-shows alienantes. Dirão alguns: muito do que foi feito para o PAN será aproveitado para as Olimpíadas. E lá foram gastos, repitimos, de R$ 3 a R$ 5 bilhões. Sim, mas alguns bilhões a mais terão que, obrigatoriamente, serem gastos nas múltiplas obras para abrigar as Olimpíadas. 

As contradições e as mentiras: O governo alardeia a questão da crise financeira mundial – prá mim séria e grave não fosse o interesse implícito dos megas-capitalistas e dos governantes dos países do G-8 insuflando os demais – como justificativa a escalada de quebradeira de empresas e desempregos, a falta de dinheiro circulante para financiar a produção industrial e agrícola, e de crédito ao consumidor que, em última instância, é quem faz o mercado se manter vivo e aquecido. Alega não ter recursos para obras fundamentais como estradas, incentivo à construção, melhoria da qualidade dos serviços médico-hospitalares, à contratação e pagamento condigno aos profissionais médicos e enfermeiros, à construção e recuperação das escolas municipais, estaduais e federais, ao saneamento básico, à segurança da população e salários decentes aos aposentados, este roubados a cada aumento e a cada ano, seja pela redução do percentual (80%), seja pelo maquiavélico fator previdenciário (é através dessas duas jogadas que o governo rouba descaradamente os aposentados).

Uma questão: Onde, de repente, foi parar todo o dinheiro que até alguns meses atrás circulava em todo o mundo? Quem guardou ou escondeu essas fortunas em euros, libras esterlinas, dólares, reais, iens, etc.? Me perdoem o realismo, mas fica um tanto difícil acreditar que de uma hora prá outra, e em razão da quebra de dois bancos de médio porte dos Estados Unidos, seria suficiente para provocar essa avalanche, esse desastre social em âmbito mundial. 

Por outro, O Governo Federal está escancarando janelas e portas para jogar o dinheiro que deveria reverter em benefício do povo brasileiro, bancando hiper-megas eventos. Se isso só não fosse o suficiente, o Governo Federal pagou uma fortuna para o famoso (?) Oscar Niemeyer (com a grana que ele recebe qualquer arquiteto e até mesmo não arquiteto faria projetos babilônicos) projetar um obelisco com toda a pompa e suntuosidade e pouco efeito prático em Brasília, junto ao complexo Esplanada, como tem sido todas as suas megas e faustosas obras.

Anotem. Tudo isso terá como desembolso dos recursos que deveriam retornar em serviços e benefícias à sociedade contribuinte, mais de R$ 20 bilhões. Isso num ligeiro cálculo otimista. E tal irá, como aconteceu com o PAN, servir para que muitos de auto-locupletem com o dinheiro público, impunemente. Dos denunciados desvios dos vultuosos recursos destinados ao PAN, até o momento inguém foi sequer indiciado. E, realisticamente, nem serão. Vai ficar o dito pelo não dito e o feito pelo não feito, como já é praxe neste nosso espoliado páis tropical.

Ficam as questões: até onde a crise financeira internacional tem fundo de verdade? A quem interessa propagar e aprofundar a divulgação sobre a crise mundial, enquanto Governos dos países mais ricos e poderosos estão injetando bilhões de dólares com o pretexto – ou seria desculpa – de reativar o mercado e aquecer a economia mundial?

Lula já liberou alguns bilhões aos bancos nacionais. George W. Bush já havia dado US$ 400 bilhões a bancos, montadoras e imobiliárias. Agora Barak Obama, nem bem assumiu como o 44º presidente norte-americano, está liberando a bagatela de US$ 819 bilhões (819 bilhões de dólares) para banqueiros.

A crise, pelo que temos acompanhado e a forma e a quem é liberado os bilionários recursos, é mais um processo de concentração de renda nas mãos dos que já são bilionários ou trilionários. Ou seja: os ditadores do capital internacional, tendo como objeto subliminar um estratagema genocida.

É como dizem os italianos, un doppio giocco com interesses e direcionamento bastante claros.

Quem, viver, verá!

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
29/01/2009 - 01:00

Crise mundial: Realidade versus manipulação

Está no noticiário televisivo e internético diário a tal de crise internacional, que teria emergido a partir da quebra de dois bancos de médio porte nos Estados Unidos. E de lá se espalhou, contaminando os países do mundo inteiro. Preocupante … não a quebra dos dois bancos, mas o oportunismo dos ditadores do capital internacional, com a cumplicidade e conivência da maioria dos governos dos mais poderosos países que formam o discriminante e elitista G-8. E estes vão levando, pelo processo de subjugação, os países do chamado G-20 e os excluídos a aceitarem e propalarem a existência do que não existe, se não pelo doppio giocco que só interessa e só satisfaz os bilionários que detém e comandam a DITADURA DO CAPITAL INTERNACIONAL.

George W. Bush consegui do Congresso norte-americano a liberação de mais de US$ 400 bilhões de dolares para injetar no mercado financeiro. Barak Obama, nem bem assumiu como o 44º presidente dos Estados Unidos, já convenceu o Congresso estado-unidense à liberação de mais US$ 819 bilhões. Esses, como também contece na Inglaterera, França e Brasil, são fatos evidenciais mais do que explícitos do estratagema urdido nas coxias dos poderes econômico e político.  

Anos passados no Brasil houve uma “quebradeira” de bancos: Sulbrasileiro, Finasa, Fin-Hab, Banco Nacional (com mais de 100 anos no mercado), entre outros. Não lembro de ter ouvido a mídia alarmar que o Brasil enfrentava uma crise financeira nacional, sequer. O Governo socorreu os bancos e os banqueiros, enquanto muitos brasileiros perderam milhões e milhões de reais (ou era ainda cruzeiro?). Em 1990, Fernando Collor de Mello ascendeu a presidência da República, com o claro e incontestável apoio da Rede Globo, “tomou” o dinheiro de todos os brasileiros, exceto alguns apadrinhados banqueiros, empreiteiros e membros da elite privilegiada que foi favorecida pelo tráfico de inflçuência, e assim sacaram todo o dinheiro antes da mais absurda e injustificável medida de sequestro do dinheiro dos caidãos brasileiros. E nem mesmo isso serviu à mídia para propagar que o Brasil estava falindo, financeiramente.

O desemprego, hoje, está numa escalada incontrolável. E a tendência, para quem é realista, é que vai aumentar ainda mais. Isto serve como alerta aos crédulos e ignaros. As empresas estão reduzindo seus quadros funcionais, demitindo ou negociando menos tempo de trabalho conjugado com a redução salarial. Os juros, para financiamento à produção de bens, ainda estão num patamar insuportável, assim como os empréstimos pessoais para movimentar o mercado. A carga tributária continua cada vez mais em alta. Os serviços que o Governo deve prestar como recíproca aos tributos cobrados, andam de mal a pior: basta se atentar para o setor da saúde pública à beira do caos, com os hospitais sem condições físicas, sem equipamentos, sem estrutura de funcionamento e de atendimento médico-hospitalar, etc. A educação com os professores mal pagos e a qualidade do ensino cada vez pior: uma vergonha nacional. A segurança pública inexiste. Os trenzinhos da alegria, ainda que de forma subliminar, continuam acontecendo. O nepotismo persiste em todos os níveis dos legislativos pelo processo subliminar. Os congressistas, desde a eclosão (?) da crise financeira não pararam de trabalhar para aumentar salários de funcionários apadrinhados e outros privilegiados, além do aumento concedido num vapt-vupt a 380 mil funcionários públicos federais. O tão propalado teto salarial para os servidores públicos foi jogado na lata do lixo.

Motoristas e proprietários de veículos sofrem a pressão diária com a incontida gana das multas, IPVA, licenciamento, seguro obrigatório (um abuso o preço), pedágios, etc. A arrecadação aumenta e as estradas estão cada vez em piores condições. A sonegação é o refúgio de muitas empresas para escaparem da quebradeira, enquanto outras muito bem de saúde financeira se aproveitam e correm na mesma pista, impunemente. A corrupção vai batendo mais recordes do que qualquer olimpíada e ninguém é penalizado e muito menos preso. Há uma quase explícito acobertamento. E assim formaram-se quadrilhas especializadas em corrupção, enquanto muitas dessas já ganharam status de organizações criminosas.

Mas a crise financeira mundial está aí. E está aí por forjada, quer acreditem ou não.

Por outro, a malfadada crise financeira mundial não tem impedido os governos de gastarem dinheiro público além do concebível com eventos caríssimos, forma de manter o povo cada vez mais massificado e, como resultado, alienado. Servil, tal qual a mídia.

Tudo se acaba, se abafa com a realização da Copa do Mundo em 2014 que, a exemplo do Pan (o governo anunciou que seriam investidos cerca de R$ 800 milhões, mas a conta girou entre R$ 3 e R$ 5 bilhões), só que em valores muitíssimos maiores, vai demandar gastos (úteis até que ponto?) de mais de uma dezena de bilhões de reais. São 12 cidades (capitais de Estados) que irão sediar jogos. Cada governo estadual – isso sem falar no Governo Federal – está injetando bilhões para ajudar os clubes a refazerem seus estádios. Serão obras, depois de prontas, de se emoldurar e guardar como preciosidades criadas sob a griffe da crise financeira mundial.

Como a massa é ignara, e se deslumbra com a massificação do carnaval, das temporadas de praia e, especialmente, com o futebol alarmado com a enxurrada de baboseiras diárias que são jogadas nos vídeo das televisões pela mídia servil, portanto, cúmplice desse bárbaro e maquiavélico estratagema, chegaremos a 2014, com uma significativa parcela da população mais pobre, mais brasileiros desempregados e, inevitavelmente, com uma população ainda mais famélica. Disso tudo, como resultado, teremos o aumento da violência, da criminalidade e de organizações criminosas que buscarão nas ilicitudes a forma de se sobreporem e sobreviverem. Vai ser, como já está sendo, o terrorismo oficial (que é muito mais violento, porém disfarçável) contra o terrorismo de organizações formadas por cidadãos.

Vivi e me criei num mundo de romantismo, de mais sinceridade e lealdade, de mais sentimento humano. Um mundo quase sem violência e raramente se ouvia alguma coisa sobre criminalidade. Apenas algum assassinato aqui ou acolá. Hoje, porém, diante da incontornáfel escalada da barbárie de crimes os mais hediondos que assola a humanidade e torna o ser humano sem sentimentos (é a lei da sobreviência na selva asfáltica), penso muito no futuro dos nossos filhos e nossos netos. E me preocupo e muito, pois acredito – apesar de torcer para que isso jamais aconteça – que eles viverão num mundo onde predominará “a lei da selva“vencerá sempre o mais forte e o mais audacioso.

Crise financeira mundial: acredite quem quiser, mas tal não passa de um estratagema para favorecer os capitalistas trilionários, fortalecer governos já poderosos e, através de um processo subjetivo, de efeito subliminar, manter a prática do processo genocida mundial.

Não é pessimismo e nem previsão de cartomante ou de pai-de-santo, mas o mais puro realismo. Lamentalvemnte! 

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
12/01/2009 - 02:53

“Black-out” moral e ético gera o ceticismo

Ouvimos e assistimos ditos especialistas falarem em estilo de vida assentada no romantismo como se isso fosse algo que deponha contra o viver com dignidade, com respeito à vida e com saudade de um tempo em que a fraternidade e a solidariedade tinham um sentido completamente humano. Romantismo – não confundir com nostalgia emocional – é  a mais forte expressão de bem viver em paz, sem violência, sem receios ou medos. É poder andar pelas ruas a qualque hora sem temer ou tremer pelo inesperado e surpreendente assalto, sequestro relâmpago ou até mesmo vitimados pela insensibilidade humana que campeia desbragada e impunemente.

Menores se tornam marginais da violência pela exclusão social, pelo menoscaso e desimportância da sociedade e pelo tanto-faz das autoridades constituídas, seja no âmbuito da política, da polícia ou do judiciário. Assim, para sobreviverem acabam reféns dos grupos de traficantes, grupos de extermínio, tornam-se matadores profissionais, pois para eles a vida não tem nenhum valor. Não aprenderam e ninguém lhes ensinou que a vida tem valor. Agora, e isso vem de bom tempo, querem reduzir a idade penal, como se uma solução ao desemprego, à fome, aos vícios que apreendem nas ruas. Os menores apenas buscam uma forma de sobrevivência nessa selva de pedras e asfalto que as cidades se tornaram. Ou melhor, que a sociedade elitista e corrupta a tornou.

Enquanto se vivia o romantismo não haviam a multiplicidade de crimes praticados, fundamentalmente, pela alta sociedade, pelos membros das elites dominantes, por médicos, advogados, jornalistas, promotores e magistrados. Hoje se constata, inconteste, a existência de um black-hole, onde e quando menos se espera explodem bombas recheadas de barbáries, acionadas pelas próprias elites sociais, políticas, educacionais e judiciárias.

Não bastasse os escândalos que eclodiram enegrecendo a imagem da cidade e praticados pela elite política citadina, de repente nos deparamos com surpreendentes e inimagináveis atitudes de barbárie cometidas por quem deveria dar o melhor exemplo educacional, de orientação pedagógica e psicológica, acomunados com os que têm o dever de fazer valer a Justiça com toda a sua intensidade de regras sociais e contra toda espécie de ilicitudes.

Ouve-se nos mais diferentes meios midiáticos, ditos e afirmados por jornalistas, comentaristas, analistas, experts, psicólogos, autoridades policiais, que a Justiça no Brasil não funciona. A Justiça no Brasil é, com quase absoluta certeza, uma das melhores do mundo. A gama de leis que contemplam o Código Penal e Criminal Brasileiro nos assegura disso. Ao contrário do que a quase totalidade vem propalando, e que se contrapõe a realidade enfática e a verdade factual, o problema reside essencialmente no seio daqueles que têm o dever legal e constitucional de honrar e fazer valer a moral e a ética.

E é exatamente isso que, num dia desses fomos tomados, mais uma vez, de surpresa ao constatar uma gama de ilícitos penais praticados por uma distinta (?) organização profissional. Surpresa pela forma e meios em que os ilícitos foram praticados, e pelas tramas que na condução juridicional tais fatos vem sendo guiados ou manipulados tendo como objeto o acobertamento e a livração dos culpados.

Mas como costumamos dizer, baseando-nos no filme da década de setente “Assim caminha a humanidade” … e para lugares em que o black-out da moral e da ética se faz latente.

E o ceticismo nas instituições, nas leis e na própria constituição nos vai tomando conta a pleno. E, pelo que se constata e se comprova no dia-a-dia, sem volta, sem esperança de uma mudança radical. Aí resta a desesperança, a descrença e, obviamente, o citicismo geral.

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
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