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30/04/2009 - 22:32

Simon: Uma frase que mascara um comportamento

Pedro Simon e as tartufas frases de efeitoPois, o senador gaúcho Pedro Simon, diante da interminável escalada de escândalos que assola o Senado e a Câmara Federal, cuja repercussão internacional tem máculado a imagem do Brasil, se atraveu, numa formatação tartufa, de dizer: “Sou obrigado a reconhecer que, com toda a corrupção que está havendo de um tempo para cá, o que encontramos no governo Collor deveríamos ter enviado para o juizado de pequenas causas“.

Ora, Pedro Simon, em quem votei tanto para deputado federal, como para governador e nos seus três mandatos de senador – o que me dá o direito, além do de cidadão, de discordar do “nobre” senador – jamais se levantou contra a gama de ilicitudes que correm e escorrem no Congresso e sequer faz alguma denúncia com relação ao comportamento dos políticos nas duas casas legislativas. E não venha ele dizer que desconhecia. Aí será, mais uma vez, persistir na substimação da inteligência do brasileiro.

Também não pode e nunca poderá afirmar que desconhecia que o Senado, que tem 81 senadores, tinha 181 diretores ganhando altos salários e mais gratificações abusivas, ilícitas. Ainda n]ão poderá vir a público a declarar que não sabe que apenas algumas diretorias – cerca de 20 de fato – foram extintas pelo presidente do Senado, José (Marimbondo de Fogo) Sarney, cujo foi o autor da nomeação de no mínimo 50 diretorias “virtuais” ou de funções inexistentes.

Pedro Simon ao longo da sua carreira política – e parece que é só o que tem feito, mesmo sem fazer – sempre se mostrou muito experto, lúcido e inteligente orador que sabe buscar argumentos até mesmo onde não existe razão para tanto, não poderá, em mais uma falácia, declarar, afirmar, dizer que desconhece o que acontece, não só no Senado, mas também na Câmara Federal. Ou estará, ele próprio, se desmerecendo e transmitindo aos eleitores gaúchos que confiaram seus votos colocando-o como representante no Congresso, uma político alheio, ausente e inepto.

Lamentavelmente tais atos acontecem, como se algo tivesse ele fazendo para denunciar toda a gama de formas e fórmulas que os políticos vem usando para se locupletar com os dinheiro público, da mesma forma que ele quando se declarou contrário a moralização da questão das “passagens aéreas”.

Sabe-se até então, que o senador Pedro Simon jamais deixou uma sombra sequer de ter tido um comportamento discordante com a questão da moralização. Não quem possa dizer ou afirmar que o senador Simon cometeu algum ato ilícito. O que já é algo positivo diante da descarada avalanche de ilicitudes que políticos do Iapoque ao Chuí vem cometendo. Mas também não serve como motivo para silenciar diante do “caos ético e moral” por que vem passando o Congresso. Aliás, é dever de quem sempre se mostrou comelevado caráter moral e senso ético, denunciar as mazelas que são armadas para a auto-locupletação dos políticos. Poderão até dizer que é legal. Sim, é legal porque são eles próprios, os políticos, que fazem e aprovam as leis. Assim é fácil tornar o ilegal em legal, o anti-ético em ético, o imoral em moral, o ilícito em lícito. 

Por fim, e graças a pressão pública, o escândalo das “passagens aéreas” acabou merecendo um freio. Espera-se, por outro, que também não seja ele a favor do aumento dos salários dos congressistas, forma cretina de compensar a moralização das passagens, especialmente num momento em que o Brasil e o mundo todo se defronta com uma indefinida crise financeira, gerando desemprego, a falência de centenas ou milhares de empresas e uma instabilidade e insegurana sem igual.

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:


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