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Arquivo de fevereiro, 2009

22/02/2009 - 22:42

A Face Oculta da Tartufa Imprensa

Desde os remotos tempos da história, ou seja, desde que o homem existe, existe a manipulação das elites contra as massas, contra a grande maioria. As leis, bem antes do tempo dos romanos e dos gregos, sempre foram elaboradas para cada vez mais oprimir os oprimidos. E em relação a isso, e não há exceção na história, o ignaro e alienado povo, a grande massa, ou não se deu conta ou se se deu é impotente e covarde, pois é penalizado, espezinhado e jamais reage.

A Igreja sempre agiu dessa forma, subjugando o povo e servindo aos feudos. E ainda hoje é assim. Tal está bem explicitado na síntese que o escritor Mário Puzzo faz em “O Siciliano“, sobre o surgimento da Máfia. O livro de Mário Puzzo narra a trajetória de Salvatore Giuliano, um líder e bandido siciliano que ousou enfrentar a Igreja, o Estado e a Máfia (essa formada por pequenos proprietários de terras que eram roubados nas suas plantações e bens, tinhas suas mulhreres e filhas estupradas e, geralmente, depois eram mortos, enquanto a Igreja abria seus conventos para abrigar (esconder) os poderosos que ditavam as leis e a ordem na Sicília.

Maquiavel há muito já alertou ao dizer que “QUANDO EXISTE UM BOM COSTUME ELE BASTA“. Quiz ele dizer e alertar, que a grande maioria das leis forjadas pela elite escravagista, de baixo caráter e oportunista (no mau sentido), só servem para impor limites aos cidadãos comuns, enquanto ela (a elite) se permite tudo. Fui claro: TUDO.

O que seria de ti, ó som, se não tivesse a mim para te contemplar“, disse um filósofo, cujo nome me foge da memória. Tal significa, sob um certo ângulo, que se não houver quem obedeça servilmente de que valem as leis. E se não houver quem as obedeça mansamente a quem os membros das elites dominantes ditarão leis e regras?

E isso se repete, a cada dia, a cada ano, a cada século e a cada milênio. E hoje com uma maior velocidade dado a participação excrachada, explícita e desavergonhada da imprensa ou das organizações midiáticas, que mandam e comandam o mundo e as nossas vidas. O povo, incontestavelmente, se transformou – e com muita facilidade e credulidade – em massa de manobra. Assim, sabedores, os donos das organizações midiáticas, apoiadas, apadrinhadas, aconchavadas e patrocinadas financeiramente pelos governos, vão impondo a massificação e, através desse estratagema, a alienação dos cidadãos no mundo inteiro com a escrachante manipulação das informações ao prazer e interesse das elites dominantes.

No Brasil, segundo as últimas informações, só 41% dos que têm negócios são considerados na formalidade, enquanto que 59% estão na informalidade. Ou seja, conforme pretende a mídia e as elites – e na elites inclue-se os governos e os políticos, obviamente – querem responsabilizar 59% dos trabalhadores brasileiros pela defasagem (?) na arrecadação de impostos, quando na realidade o trabalho informal existe como forma de sobrevivência, fugindo da absurda, bárbara e escorchante carga tributária. Por outro, a mídia não usa o mesmo diapasão para denunciar que das 41%  das empresas inseridas na formalidade, ou seja, legalmente estabelecidas, não recolhem a maioria dos tributos (impostos, taxas, etc) que lhes cabe, como empresas legalmente estabelecidas, e sequer são fiscalizadas como é dever do próprio governo. E quando alguma empresa, geralmente de grande porte e influência, é apanhada propositadamente, entra a corrupção e o “jeitinho brasileiro” para parcelar em infinitas mensalidades, como se tudo fosse realmente uma penalização legal pelo descumprimento das leis.

É nesse embrólio que há o maior volume de sonegação de tributos, o que faz com que mais e mais impostos, taxas, etc. sejam criados e decretados, sobrecarregando a classe média e a pobre. E, como resultante, o aumento da famelidade, da marginalidade, da informalidade, o aumento das organizações criminosas extra-oficiais – sim, porque existem as organizações criminosas que se escudam na oficialidade -, o aumento da violência e, por conseguinte, dos assaltos, seqüestros, asassinatos.

Essa é a mais pura realidade do Brasil deste início do Terceiro Milênio, em que fica mais do que explícita e exposta ”A Face Cruel da Imprensa“. Poderia dizer-se também “A FACE TARTUFA DA MÍDIA“.  

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
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