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Arquivo de outubro, 2008

27/10/2008 - 02:33

PT quebra tabu e Jairo Jorge é o novo prefeito de Canoas

As eleições deste dia 26 de outubro trouxeram uma grande surpresa para uma boa parcela dos canoenses: o PT, depois de 23 anos conquistou, através do voto popular, a Prefeitura Municipal de Canoas, com o candidato Jairo Jorge que, juntamente com a candaditada a vice-prefeita Bete Colombo (PP), mereceu a confiança de 52,63% dos eleitores contra os 47,37% do candidato Jurandir Maciel, do PTB, que teve como candidato a vice Luiz Roberto Steinmetz, o Beto. O PT obteve uma margem de vantagem sobre o opositor de 5,26%.

Jairo Jorge da Silva, nasceu em Canoas no dia 9 de maio de 1963. E assumirá a Prefeitura de Canoas no dia 1º de janeiro de 2009, antes de completar 46 anos de idade. A sua trajetória política registra que em 1982 ele foi o vereador mais votado de Canoas. Em 1985 concorreu à Prefeitura de Canoas pelo PT, não logrando êxito. Nesse intermeio trabalhou como jornalista na TVE-RS, TV Cultura, depois na administração do colega de partido e governador Tarso Genro. Foi secretário do MEC – Ministério da Educação e Cultura, quando também substituiu o ministro Tarso Genro. Retornou a Canoas para disputar uma cadeira na Assembléia Legislativa, sem alcançar os votos à eleição, e exerceu a Pró-Reitoria de Assuntos Intitucionais e Comunitários na Ulbra, quando se desincompatibilizou para concorrer à Prefeitura de Canoas.

Em seu discurso, logo após consolidada a vitória, Jairo Jorge se mostrou categórico, ao dizer “Essa vitória é a vitória da verdade e da ética.  Nós derrotamos aqui o vale-tudo. E nós esperamos que este tenha sido um episódio final na história política de Canoas“.

Lembrou dos colegas, amigos e parceiros da coligação que ajudou a conquistar a Prefeitura de Canoas, além do PT, o PP, PPS, PSB, PR, PC do B e o PDT, este com apoio já no segundo turno, e enfatisou que a companheira de chapa, Bete Colombo era a primeira mulher a se eleger como vice-prefeita de Canoas. Um marco, sem dúvida. Os partidos que compuseram a coleigação BOM – Bloco de Oposição Municipal, ressaltou Jairo Jorge “ajudaram numa mudança, mas também na mudança de um paradigma. É uma mudança de paradigma não apenas na história de Canoas, mas também do Rio Grande“.

Lembrou, ao dizer, “Eu fui o primeiro candidato a prefeito do PT, em 1985. São 23 anos de luta prá nós conquistarmos esta vitória. E eu tenho a honra, portanto, de ser, neste momento, o primeiro prefeito eleito representando o meu partido“.

Mais adiante, e ainda mais enfático, asseverou: “Viramos uma página na cidade de Canoas. Uma página de clientelismo, da tutela, da criminalização da política e também de todos esses episódios nefastos. Esse é um capítulo do passado. O capítulo do futuro que nós estamos iniciando significa um choque de honestidade. Vamos realizar uma limpeza profunda nesta Prefeitura, que já foi pivô de muitos escândalos. Vamos mudar o que está errado, o que nos envergonha, mas vamos fazer isso com responsabilidade“.

Destacou que fará uma getão pautada na “Honestidade para administrar, competência para governar e humildade para servir“.

Jairo Jorge fez o seu pronunciamento já vitorioso, ao lado da sua vice-prefeita Bete Colombo, do ministro Tarso Genro, do senador Paulo Renato Paim, do deputado federal Marco Maia, entre outras lideranças políticas do PT e dos partidos coligados.

Dessa forma, e até surpreendente para uma boa parcela da comunidade canoense, o PT quebra um tabu de mais de 23 anos de luta.

Como o próprio Jairo Jorge, já consagrado prefeito de Canoas, assegurou, todos nós canoenses, natos ou adotivos, alimentamos a esperança de que Canoas, efetivamente, resgate o seu bom nome, a sua boa imagem e retome a Administração Municipal com procedimentos e atitudes de mudança nas questões morais e éticas, e que a gestão do PT, em Canoas, seja pautada pela lisura, transparência e honestidade de propósitos.

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
25/10/2008 - 22:29

U$A x RESTO DO MUNDO: O Doppio Giocco

Leio o artigo do Marco Poli, sob o título ” Uma linha de crédito aos necessitados“, onde diz “Milhões, bilhões de reais, dólares e euros vem sendo gastos dia após dia para debelar a crise econômica mundial“.

De certa forma, como Poli coloca a questão da crise financeira, que dizem ter se espalhado pelo mundo, tem fundamento e coincide com a minha visão do fato. Porém, há uma distinta diferença, posto que creio que a tal crise seja fruto de um estratagema, de uma armação propositada e promovida pela elite capitalista com a conivência do próprio governo de George W. Bush. Uma quase repetição do bárbaro caso do World Trade Center, conforme foi revelado pelo cineasta Michael Moore em seu documentário “Fahrenheit 11 de Srtembro”, quando prova o envolvimento da família Bush com a família bin Laden.

Fica a pergunta: Como um ou dois bancos dos Estados Unidos poderiam deflagrar uma situação de reflexos mundial tão rapida e nefastamente, se nem são, efetivamente, os maiores bancos da “maior potência mundial, financeira, econômica e bélica”?

Como, é outra questão, uma crise mundial com tais proporções e efeitos se os grandes bancos estão absorvendo os bancos que enfrentam dificuldades, como os dois norte-americanos e muitos outros mundo afora? Melhror seria dizer: os grandes bancos estão engolindo os pequenos. Ou seja, concentrando poder financeiro e econômico e dando as cartas nesse jogo de Golias x David, em versão invertida, segundo como narra a Bíblia.

No Brasil, o presidente Luís Inácio Lula da Silva já determinou que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil socorram (?) os pequenos bancos, injetando dinheiro prá que eles possam continuar operando os financeiamentos. Como tal é aceito como um fato normal? Se os pequenos bancos não têm condições de operar por conta própria e precisam de injeções da Caixa e do Banco do Brasil, não seria mais lógico que a própria Caixa e o BB passassem a operar os tais financeiamentos às empresas, às construtoras, correntistas, etc ?

Não querendo ser descrente e menos ainda cético, a propalada “implosão” de dois bancos norte-americano, depois de terem financiado imóveis além de suas capacidades – é o que dizem ou alegam ou justificam -, numa análise mais fria e mais realista, não passa de mais um GOLPE patrocinado pelos mega-capitalistas, que mandam e comandam a globalização, no sentido de concentrar mais e mais poder financeiro e econômico, além de contar com a conivência dos governantes do segregadoramente chamado G-8.

Tal GOLPE, como aconteceu com a implosão do World Trade Center – as Torres Gêmeas -, justificada com o arremesso de dois grandes aviões e mais um que acertou o alvo e um quarto que caiu sem conseguir alcançar o objetivo, como denuncia o cineasta Micheal Moore em seu documentário “Fahrenheit 11 de Setembro“, está contido nos perversos e bárbaros estratagemas que tem como fim atitudes genocidas. Sim porque com a tal de recessão mundial, quam mais pagará por esse ato serão, como sempre, os países tidos discriminadamente como do Terceiro Mundo, onde inclue-se o Brasil. E tal ficou claro num dos pronunciamentos feito pelo presidente Lula.

Ora, essa crise não existiu. Foi forjada com objetivos obviamente escusos. E a mídia mundial servil, se presta a divulgar somente o que interessa à extrema-direita, aos mega-capitalistas e às elites governamentais e empresariais, enquanto os que investem nas bolsas – qual é mesmo o objetivo e o resultado dessas tais de bolsas para o país? – que se danem, especialmente os pequenos. 

Esse GOLPE é que nem corrida de cavalo nos hipódromos: os proprietários dos cavalos sabem, em geral e antecipadamente, o resultado de cada páreo. E para que não sejam suspeitados, contam com “laranjas” para fazerem as suas apostas. Assim acontece com essas forjadas crises de reflexo mundial, cujos resultados já foram prévia e devidamente calculados.

Em suma: esses tipos de iniciativas nada é por acaso.

E como diz o refrão: “Quem viver, verá!  

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
13/10/2008 - 02:58

Estação Ferroviária, o signo icônico de Canoas

Ao se rebuscar as pessoas, objetos ou signos que nos remetem ao início da criação da cidade de Canoas – RS, não há como ignorar a iconicidade representativa da Estação Ferroviária, localizada no exato ponto que originou a formação do então “Capão das Canoas”, assim como, não se pode da mesma forma separar a importância do “trem de ferro” ou “Maria Fumaça”, que marcou o surgimento do povoado rasgando ao meio o coração da cidade, fumegando com seu pulsar incansável.

Já nos anos dourados e diamantinos a “Maria Fumaça”, com seus vagões grávidos de gente operária, percorria o trajeto entre Canoas e Porto Alegre já nas primeiras horas da manhã, e retornava “estufada” ao entardecer. Eram instantes em que se ouviam os berros da locomotiva alimentada a vapor, ora que chegava, ora que partia, arrastando seu inseparável comboio. Vagões de madeira com bancos igualmente de madeiras, e o encosto reclinável. O maquinista guiava com zelo a barulhenta locomotiva pela estrada imutável, enquanto o foguista à alimentava com lenha e carvão para que mantivesse o vigor e a vibração em suas diárias idas-e-voltas à Capital.

Na estação, sobre a plataforma de cimento os operários que se dirigiam à Porto Alegre para trabalhar ou os passageiros que rumavam para a serra gaúcha, passando por São Sebastião do Caí, Montenegro, Carlos Barbosa, Garibaldi até o terminal em Bento Gonçalves, aguardavam a ordem de embarque e desembarque do Chefe da Estação, que avisava com o soar do pequeno sino pendurado próximo à grande porta que dava acesso ao saguão da estação.

A viagem, até seu ponto terminal, durava cerca de quatro horas. Assim, além dos banheiros disponíveis em cada vagão, havia também o “carro” que comportava um bar-lancheria, onde se podia fazer um lanche, beber algum refrigerante, enquanto se apreciava a paisagem cinematográfica que se descortinava ao largo e ao longo da estrada de ferro que, em determinados pontos, obrigava a “Maria Fumaça” mergulhar por longos túneis construidos nas encostas dos morros, quanto se era obrigado a fechar todas as janelas, devido a fumaça e as faíscas que eram exaladas da chaminé da locomotiva. À reboque, compondo o grande comboio, iam também os vagões de carga que, entre tantas encomendas, mercadorias e produtos manufaturados para o consumo da gente do interior e dos colonos, levava também o “Correio do Povo”, ainda em formato “standart”, com as últimas notícias da Capital, do Estado e do mundo.

A presença e a participação da “Maria Fumaça” na vida da cidade, como dizia o lema “que mais cresce no Estado”, teve tal relevância, que era através dela que um dos pioneiros habitantes de Canoas, Frederico Guilherme Ludwig fazia circular “O Canoeiro”, o primeiro jornal, manuscrito, com cópias tiradas em mimeógrafo, que surgiu em Canoas, em 1909.

Assim, a saudosa “Maria Fumaça” se transformou num dos mais importantes e efetivos símbolos da cidade de Canoas, um inquestionável marco da história do Município, então 4º Distrito de Gravatai.

Pois, hoje, passados praticamente 70 anos da independência política de Canoas, tornado município em 27 de junho de 1939, não se tem uma só referência a este signo icônico que ajudou a impulsionar o desenvolvimento e o progresso de Canoas. É o que estamos fazendo através desse singelo, porém singular, artigo.

*** Para ampliar as fotos basta clicar sobre as mesmas.

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
12/10/2008 - 15:17

“Carros de Praça” ou Táxis – Clássicos de Um Tempo

Aqui fazemos uma rápida volta ao passado, e rememoramos os anos 40, 50 e 60, quando ainda se chamava táxi de “carro de praça”. E os modelos eram os mais clássicos e mais charmosos. Isso nas principais capitais do mundo. Em Canoas – RS, como na maioria das cidades brasileiras que tinham “pontos de táxi” ou pontos de “Carros de Praça”, já vigoravam mais os modelos Ford 1946 e 1951, Chevrolet, Dodge, entre outros, todos praticamente na cor preta. Ah! E sem os conhecidíssimos taxímetros. O preço era a combinar.

Tempo em que já rodavam pelas ruas das cidades os DKW Vemag, os Fuscas, Fuscões e Kombis, os Dauphines, Gordinis, Cônsul, Austins, Citroens,  Buiks, Pontiacs, Oldsmobiles, Packards, Linconls, Chryslers, entre mais e mais automóveis. Os ônibus ainda do tempo em que a passagem era um bilhete destacado pelo cobrador de um talonário e, em momentos incertos, passava o fiscal que picotava o ticket. Logo surgiriam os microônibus, também conhecidos como “lotação” e mais depois os inusitados “papa-filas” (dois ônibus um preso na traseira do outro).

Tempo em que bairro ou vila era chamado de “arrabalde”, e de quando pelas ruas da cidade as pessoas passeavam tranqüilas, sem o receio dos bárbaros sobressaltos de hoje, dos assaltos à mão armada, dos seqüestros relâmpagos, das mortes sem razão. Em cada casa por que se passava sempre havia um cumprimento ou um sorriso.

Enfim, esse artigo serve como um rápido encontro com a nostalgia, onde reencontramos as raízes da nossa história, familiar e social, relíquias que não estão perdidas, mas apenas esquecidas no túnel do tempo. Um tempo de pouco tempo para termos tempo de rever os fatos, os registros e os amigos do tempo passado.

Assim, bom proveito nessa sua disposição de passatempo!

*** Clique sobre as fotos para ampliá-las.

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
11/10/2008 - 18:18

Fahrenheit 11/9 + O Documento R + Todos os Homens do Presidente: icônicos

 Não há como não se crer em livros ou documentários que, ainda que aparentemente feccionais, nos mostram uma realidade tão áspera, tão perversa e tão inacreditável. Realidades que escondem os estratagemas genocidas urdidos nas coxias dos palácios, dos gabinetes, das salas alhures por quem se diz, tartuficamente, defensor das minorias e dos excluídos socialmente, quando na verdade prática são insensíveis, gananciosos e desumanos. E assim ditam e impõem as regras do doppio giocco sem remorsos, sem o mínimo de escrúpulos e sem a mínima emoção de solidariedade humanitária.

Assim, se tem a clara e notória revelação quando se lê “O Documento R“, do notável escritor norte-americano Irving Wallace, que contém “um sinistro plano sobre um golpe de estado de direita, urdido dentro da Casa Branca“, e que abala as estruturas político-sociais dos Estados Unidos. Neste mesmo contexto e diapasão podemos constatar o que também revela o livro “Todos os Homens do Presidente“, dos jornalistas Carl Bernstein e Bob Woodward, então do Washington Post, que desvenda o que havia por detrás do Watergate, e que culminou com a renúncia do presidente Richard Nixon.  Da mesma forma, e não poderia ser diferente, quando se assiste o documentário “Fahrenheit 11 de Setembro“, do cineasta estadunidense Michael Moore, onde retrata as causas e conseqüências dos atentados de 11 de setembro, quando as Torres Gêmeas, nos Estados Unidos, foram derrubadas por ataques aéreos, atribuidos a membros da Al Qaeda, tendo Usama bin Laden como líder maior e idealista.

A partir disso, o governo George W. Bush que, segundo sugere Moore, tem vínculos entre a família Bush e os bin Laden, perpetrou ataques à invasão do Afeganistão, ainda em 2001 e o Iraque, em 2003. Ações que, conforme o cineasta, correspondem mais a proteção dos interesses das indústrias petrolíferas norte-americanas que o desejo de realmente libertar os povos afeganistãs e iraquianos ou evitar qualquer potecial ameaça à segurança dos Estados Unidos. O doumentário, é mais do que insinuante, quanto ao propalado pressuposto de capturar Osama bin Laden e os demais líderes do Al Qeada, mas promover o favorecimento à construção de um óleoduto, enquanto o Iraque não era, no momento da invasão genocida, uma real ameaça aos Estados Unidos, senão uma fonte potencial de benefícios às empresas norte-americanas.

Assim, resta como conclusão, a quem ler “O Documento R” e assistir “Fahrenheit 11 de Setembro“, a nítida e tendenciosa participação da chamada grande imprensa, sempre servil aos interesses maiores das minorias elitistas e contra os propósitos prioritários da maioria excluída das reais e efetivas decisões. A esses, leitores e espectadores, será difícil acreditar em tudo o que a mídia (impressa, eletrônica e internética) anuncia, divulga e propaga como “verdade”, quando na realidade a “verdade factual”, como enfatiza o jornalista Mino Carta, fica subjetiva ao grande público.

O hitoriador, que é o juiz do mundo, tem por primeira obrigação perder o respeito“, asseverou Jules Michelet. 

Este artigo não é uma janela para o mundo, mas um pequeno periscópio para o oceano do social e do jornalismo” (Xico Júnior)

*** Clique sobre a foto para ampliá-la.

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
09/10/2008 - 02:05

Chegou ao fim a “dinastia infiel”

Pois, oito anos, praticamente, se passaram. E com eles o fim de uma indesejada dinastia da infidelidade. Resta no ar a incerteza de quem tomará conta da nossa cidade, pois ainda dependemos de um segundo turno que, como aconteceu no primeiro, conforme as peesuisas publicadas na véspera, surpreendeu e superou muitas expectativas. Por outro, resta no ar também um programa que seja efetivamente voltado aos reais e fundamentais interesses da comunidade, ao contrário do que compulsoriamente fomos forçados a assistir de ferrolho na boca, chumaços de algodão nos ouvidos e venda nos olhos.

Resta, também, a expectativa de quie a dinastia da ifidelidade, que tanto fez em proveito próprio e pouco em favor da coletividade, seja efetiva e justamente responsabilizada pela Justiça, e não apenas como se tem lido alhures, hoje, de que a Justiça determinou a penhora dos bens dos envolvidos, no caso o prefeito Marcos Ronchetti, o secretário de Governo da Prefeitura de Canoas, Francisco Fraga e do secretário Municipal de Educação Marcos Zandonai, além dos proprietários da SP Alimentação. São bens existentes em Canoas, Porto Alegre, litoral gaúcho (as casas de Fraga em Tramandaí) e São Paulo. O TRT4 bloqueou as contas da pessoas jurídicas, mas manteve liberadas a das pessoas físicas. Deveria, a Justiça, não só bloquear todas as contas, como determinar o afastamento imediato, já que não respondem apenas por um processo, além das investigações que continuam sendo feitas pelos MPs – Ministério Público Federal, Ministério Púiblico Estadual e Ministério Público das Contas.

Esse processo, entre outros tantos, tem enlameado a Administração Municipal e envergonhado o povo canoense. Tanto que se ouve, além fronteiras, que o Município que mais arrecada no Estado, exceto Porto Alegre, tornou-se “A Meca da Corrupção”.

Com isso, retomamos a esperança de que Canoas volte a ter uma Administração Municipal que nos leva à lembrança dos saudosos José João de Medeiros, Sezefredo Azambuja Vieira, Hugo Simões Lagranha e outros que honraram a cidade com suas atitudes de elevado caráter público.

Tal passaremos a ter – e é nisso que se deve acreditar – a parrir de 1º de janeiro de 2009, quando então teremos, já empossado, o novo prefeito.

Por outro, constata-se a cada eleição que o “rei” Pelé, há mais de 20 anos, já tinha razão quando disse claro e em bom som: “O povo não sabe votar”. E foi, por isso, duramente criticado pela mídia servil. Tal ficou comprovado, mais uma vez, na questão do Legislativo Municipal, onde a renovação se deu em pouco mais de 20%. Pouco, muito pouco, depois de passarmos oito anos ouvindo os “lídimos representantes do povo” só dizerem amém ou fazerem homenagens a esse ou aquele e por qualquer motivo, ainda que não tão relevante.

Resta, junto com a esperança de resgatarmos a dignidade à Canoas, o otimismo de que daqui prá frente Canoas, em termos de Administração Municipal, se transforme no modelo de lisura, de transparência e de fidelidade à comunidade. Basta de jargões que depõem contra a imagem de Canoas e do próprio povo canoense.

É com essa esperança e com esse otimismo que, seja Jairo Jorge, do PT ou Jurandir Maciel, do PMDB, o escolhido como novo governante da nossa maltradada cidade.

*** Quem quiser saber mais sobre temas dessa ordem basta acessar ESPAÇO GÓTICO ( http://xicojunior.blogspot.com )

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
05/10/2008 - 21:26

Canoas: Um segundo turno de pegar fogo

Há bom tempo que o PT vem beslicando nas eleições de Canoas com o objetivo de conquistar a Prefeitura Muinicipal. Em 2000, com o atual deputado federal Marco Maia, ficou próximo, pouco mais de um por cento de diferença, na primeira eleição de Marcos Antonio Ronchetti. Em 2004, a situação teve ampla coligação, ficando o PT coligado apenas com os pequenos partidos de esquerda. O resultado foi um “verdadeiro chococlate”: Ronchetti se reelegeu com quase 70% dos votos válidos.

Nestas eleições de 2008, o PT voltou à disputa eleitoral com o canoense nato, Jairo Jorge, que já havia sido o vereador mais votado em 1982 e na eleição seguinte disputou a Prefeitura, enfrentando o experiente e tradicional político Hugo Simões Lagranha. Nesse intermeio, exerceu a função de Secretário do Ministério da Cultura, ao lado do Ministro Tarso Genro, tendo, também, ocupado o Ministério interinamente. Depois das eleições de 2006, quando disputou uma cadeira à Assembléia Legislativa, foi convidado a ocupar a Pró-Reitoria Institucional na Ulbra, onde desenvolveu uma ativa e profícua gestão voltada às causas comunitárias. Agora, ainda que inicialmente nem tão acreditado por um certo segmento da sociedade, correndo, portanto, pela terceira raia, de uma certa forma surpreendeu chegando em primeiro lugar com 46,51% dos votos. Superando de longe o candidato da situação, Nedy de Vargas Marques (PMDB), apoiado pelo prefeito Marcos Ronchetti e tendo, ainda, a seu favor a “máquina administrativa” que chegou aos 15,01% da votação.

Em último, porém defendendo a presença e o crescimento do PSOL na cidade, ficou o candidato Paulo Sérgio, que conquistou 1,02% dos votos dos canoenses

O surpreendente mesmo foi superar o candidato Jurandir Maciel, do PTB, tido como vencedor legítimo. Porém, falhas de estratégia durante a campanha eleitoral, foram levando o candidato que detinha, a princício, a preferência do eleitor, a uma queda após a outra, coforme apontavam as pesquisas. Jurandir Maciel optou por uma campanha sem ataques e sem agrassões aos demais prefeituráveis, além de ter pecado na dinâmica e na determinação da defesa de um programa efetivo de governo que correspondesse às principais prioridades dos canoenses. Jurandir Maciel só obteve a preferência de 37,46% dos votos dos canoenses.

Resta um segundo turno, que se anuncia como um dos mais árduos e mais acirrados em termos de conquista ou reconquista do eleitorado canoense. A se confirmar os resultados apurados no primeiro turno, o PT, com Jairo Jorge, quebra um velhíssimo tabu e assume a Prefeitura de Canoas, com o taurino, nascido no dia 19 de abril, natural de Canoas. Será, como prefeito eleito, o primeiro natural de Canoas.

Ficamos na expectativa do que nos reservará o segundo turno, com a certeza de que uma mudança efetiva acontecerá depois de Canoas ter aparecido nas páginas policiais como “A Meca da Corrupção”.

Assim, encerramos, desejando boa sorte aos dois candidatos, Jairo Jorge (PT) e Jurandir Maciel (PTB).

Autor: Xico Júnior - Categoria(s): Pessoal Tags:
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