Cheirinho de “maresia” no ar…
Um blog informativo sobre os assuntos que mexem com a Baixada Santista. Por Donniel Galdino

Bonde elétrico (VLT) de Paris, na França.
Fonte: http://pechini.blogspot.com/2008/10/vlt-baixada-santista.html
Hoje seguindo com a última parte da série, vamos com as últimas informações sobre o projeto e o impacto que ele trará para a população, principalmente na que se locomove entre Santos e São Vicente.
Nos últimos dias, tem ocorrido audiências públicas sobre o projeto em Santos e São Vicente. Os últimos foram para apresentar os estudos de impacto ambiental (ocorrido mês passado) e as partes técnicas do projeto, este ocorrido em Santos no último dia 08 de junho.
O que é fato no projeto é que vai haver uma grande redução de linhas de ônibus, tanto nos de Santos como os metropolitanos (EMTU), na ordem de 50%. Significa, obviamente, que teremos menos ônibus na rua, embora os que fiquem serão bem maiores que os que temos hoje, provavelmente carros trucados (com 3 eixos e 15 metros de comprimento) e articulados.
Esta redução, de cara, impacta em desemprego de motoristas. É lógico que temos pais de família no volante, enfim. Afinal, eu não sou nenhum crápula. Mas não devemos encarar isso como um empecilho para o VLT, até porque existe inúmeras formas de reaproveitar esta mão-de-obra, como na operação e manutenção dos trens, por exemplo. Algumas vagas de emprego deixarão de existir, mas outras serão criadas, e é fundamental que o projeto preveja esta situação.
Embora eu tenho alguns pontos discordantes em algumas partes do projeto, eu sou favorável à sua implantação. As melhorias de uma forma geral são gritantes: menos poluição, com a diminuição de ônibus de linhas redundantes (aquelas que fazem o mesmo caminho a maior parte do itinerário) e gradativa redução dos carros, com o consentimento da população, uma grande valorização de uma área nobre abandonada e mais qualidade de vida.
E para quem ainda é radicalmente contra o projeto, que insiste em procurar defeitos e confundir a população com informações descabidas, vai alguns exemplos de obras grandiosas que essa “Turma do Não” tentou evitar:
Pensem bem. A cidade já sofreu muito, e não podemos perder o bonde (ou o VLT) da história outra vez.
Autor: donniel@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:Hoje, seguindo com a parte 3 da série de postagens, vamos analisar e discutir sobre as quatro etapas do projeto SIM, sistema de integração metropolitano de transporte da baixada.
Na primeira e segunda partes, mostrei o que seria o projeto e o que ele representa para a baixada santista, além de mostrar as etapas do projeto.
Vamos citá-las novamente, mas agora analisando o impacto na cidade e minha opinião sobre o tema:
Etapa 1 – o VLT vai aproveitar o ramal existente, mas vai ser colocado um novo ramal do lado, para a linha de retorno. Precisará fazer desapropriações nos trechos entre o Porto e a rua 28 de setembro, no Macuco (é dentro de um terminal de conteiner), ao lado da rua Marquês de São Vicente, no Campo Grande (tem um posto policial lá) e a parte entre a antiga garagem da Cometa, no Marapé, e o Carrefour em São Vicente, o pior trecho, que tem um túnel fininho na divisa e várias casas margeando o trilho existente.
Um outro ponto que vejo com ressalvas é quando o trem cruzará as ruas do Macuco (Campos Melo, Silva Jardim, Manoel Tourinho, Batista Pereira, 28 de Setembro e Padre Anchieta). Uma composição de 40 metros a cada 5 minutos, nos dois sentidos. Levando-se em conta que a distância entre estas ruas é um pouco maior que isso, poderemos ter problemas na circulação de carros neste trecho.
Etapa 2 e 3 – aí começam os problemas. Não há a menor condição de um VLT de 40 metros entrar na Pedro Lessa, “cortar” a praça dos Rebouças ou sair da Avenida Francisco Glicério para a Conselheiro Nébias “por cima” da FEFIS, a faculdade que fica bem na esquina destas avenidas. Eu entendo que uma boa solução para as duas etapas seria uma linha troncal de trólebus padrons e articulados. São trechos densamente urbanizados, com avenidas muito estreitas. O projeto com trólebus baratearia o custo, com uma implantação mais rápida, manteria-se ecologicamente correto e integraria melhor com a cidade, pois não precisa fazer quebradeira pelas ruas.
Etapa 4 – esta ainda está em discussão, mas acho que qualquer que seja a opção escolhida, virá a calhar, seja VLT, ônibus ou trens comuns.
No próximo post, o último da série, comentarei sobre as últimas informações e o que podemos esperar em termos de qualidade.
Até lá.
Autor: donniel@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:
Fonte: http://www.emtu.sp.gov.br/PlanoDeExpansao/simMapa.htm
Como havia dito no post anterior, em 2007 o Governo do Estado retirou da gaveta o projeto do VLT, reformulando por completo o sisteme e acabando de uma vez por todas o problema de transporte público na baixada até 2010. Hoje comentarei sobre como é o projeto básico e por quê não era possível que o projeto saísse antes do anúncio do Governador José Serra. A questão já envolvia o porto.
O VLT é um trem médio, menor que o metrô, mas maior que um bonde ou um ônibus bi-articulado. Pode ter até 40 metros de comprimento e transportar até 350 pessoas. Um ônibus bi-articulado, por exemplo, tem 27 metros e transporta até 250 pessoas, dependendo da configuração. Ele pode ser movido a diesel ou a eletricidade, sendo esta com energia vindo de um terceiro trillho ou com catenária (aquela haste que vai em cima, encostando em uma rede suspensa).
O trecho que o VLT será feito era a do antigo TIM, que ia do bairro do Samaritá (São Vicente) até a estação de trem que fica na avenida Ana Costa, em Santos. E este mesmo ramal era operado por trens de carga que não podiam passar pelo trecho entre Cubatão e o bairro do Valongo, margem direita do Porto de Santos, pela bitola do trilho ser diferente. No final de 2007 foi colocado o terceiro trilho neste ramal, o que permitiu que os trens de carga parassem de circular no meio da cidade de Santos e São Vicente, em fevereiro de 2008. Antes disso, não tinha como o projeto do VLT sair do papel.
Ainda em 2008, foi feito um esboço do projeto básico, que não mudou quase nada em relação ao que está sendo discutido atualmente. Segue abaixo as etapas:
Como deu pra perceber, tirando a primeira etapa, as outras três ficaram, no mínimo, esquisitas, pra não dizer completamente sem sentido. E é isso que eu vou discutir na próxima postagem: os detalhes de cada etapa e o que, na minha opinião, poderia ser modificado.
Até lá!
Referencias: Jornal A TRIBUNA e sites da EMTU (www.emtu.sp.gov.br) e NovoMilenio (www.novomilenio.inf.br )
Autor: donniel@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags: