O que mais incomoda aos críticos da “jestão” Nayla Micherif no concurso Miss Brasil-Miss Universo é a liberdade de opinião da blogosfera brasileira e a independência editorial de certos setores da mídia ao noticiar certos concursos internacionais de beleza. Ou a recusa destes em noticiá-los. O texto “Putins da gaeta(*) jogam Miss Brasil 2010 aos leões. A ordem é emplacar Rayanne Morais no desespero” (26/10) despertou a ira desses setores que querem a manutenção dos jogos sujos do atraso que afundam cada vez mais a suposta credibilidade do certame.
O que irrita essa The Good Wife passageira da agonia, esse Lúcio Flávio do retrocesso missológico nacional, é a perspicácia da atmosfera livre da mídia de entretenimento em desnudar os podres poderes que regem a franquia pátria dos concursos Miss Universo e Miss Beleza Internacional. Espécie de Alicia Florrick (Julianna Marguiles) do tucanato mineiro, Nayla Fernanda Affonso Micherif parece viver uma atmosfera de parafuso quando é questionada sobre os maus resultados das representantes brasileiras em ambos os certames (O caso do Miss Universo para começar). Ou pior: nem sequer é questionada nem quer saber de perguntas negativas. Esse Nicolae Ceaucescu de saias do Lipstick Jungle das Alterosas não aceita mudanças mais flexíveis na concepção artística do Miss Brasil-Miss Universo de modo a equipará-lo ao Miss USA ou ao Miss Venezuela (o caso venezuelano é o que menos importa). Muito menos aceita mudança de calendário das etapas estaduais para alinhá-las à fall-season americana (é esse padrão que rege as datas dos concursos estaduais válidos pelo Miss USA).
Como na Romênia da “era Ceaucescu”, a Securitate da gaeta(*) usa a concessão da Rede Bandeirantes para erradicar divergências, manter controle sobre a liberdade de expressão e os meios de comunicação social e não tolerar qualquer tipo de oposição, principalmente aquela vinda de críticos como este, Rodrigo Vianna, Paulo Henrique Amorim, Chelsea Handler e Luís Nassif. Nayla ordena o culto à sua pessoa de forma a fazer com que o público missológico ache que o Miss Brasil tem uma só dona, uma pitonisa autoritária que pisa no pé de repórteres e agride cinegrafistas e humoristas da MTV Brasil. Atribui a si própria o título de Conducatorette (chefe) dos esquemas de fraude com cirurgias de implantes de próteses de silicone em candidatas estaduais, cooptação e aliciamento de jurados e manipulação de resultados no concurso nacional. Como Ceaucescu, Nayla não aceita que o Miss Brasil dela siga certos parâmetros do Miss Universo. Quer um exemplo? A introdução do sistema de pontuação exibido na transmissão televisionada, reintroduzido na disputa internacional em 2007.
Aqui, a jornalista da Record é impedida de entrar no set do The Good Wife do apagão de 11 de novembro de 2009
Da mesma forma que os assessores do Ministério das Minas e Energia fizeram com a equipe da Rede Record durante a edição desta manhã do Hoje em Dia com a repórter Verina Nunes, Nayla Micherif manda seus “assessores” e leões-de-chácara irem atrás dos blogueiros independentes que fiscalizam e denunciam a lentidão na elaboração de um calendário fixo para o concurso de Miss Brasil-Miss Universo. Nayla agride a liberdade de imprensa da mesma forma que a Xuxa. É por essas e outras que Julianna Margulies não assina o jornal Estado de Minas, nem lê a Folha da Ditabranda da gaeta(*). Nem vende a sua biografia para lobistas de ocasião travestidos de missólogos da milícia que quer eleger a todo custo Rayanne Morais como Miss Beleza Internacional 2009. De preferência, com o dinheiro suado do contribuinte mineiro (o qual pagou pelo apoio institucionnal às edições recentes do Miss Minas Gerais).
(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser escrita; sempre em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela ou um Porto Rico tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de misses.
Já se passaram pouco mais de dois meses da vexaminosa participação de Larissa Costa no Miss Universo e os (ir)responsáveis pelo Miss Brasil-Miss Universo ainda não moveram uma única palha em relação à edição 2010 do ceretame. Enquanto as demais competidoras da atual Miss Brasil no concurso nacional deste ano são tratadas a pão e água tanto pela mídia quanto pelas coordenações estaduais, Larissa segue recebendo o tratamento devido como se nada, absolutamente nada tivesse acontecido. Aconteceu sim.
Verdade seja dita, o reinado de Larissa Costa como Miss Brasil 2009 já acabou. Não há mais razão nenhuma de levá-la a participar de eventos, mesmo os seus organizadores e empresários estarem cientes de que a presença de uma Miss Brasil não-classificada nas semi-finais do Miss Universo não vai atrair atenção alguma. Pelo contrário: vai atrair a ira de torcedores insatisfeitos e de formadores de opinião estarrecidos com a farra de recursos públicos usada tanto na promoção de um lobby que jamais existiu como num voo promocional para Lisboa em junho último. O pagador do IPTU e da Taxa de Coleta de Resíduos (também conhecida como Taxa de Lixo) das cidades de Natal e São Gonçalo do Amarante sabe muito bem do que este Críticas está falando.
O mínimo que a sociedade brasileira pede agora, em nome do bom senso, da liberdade de imprensa e seu poder de fiscalização, da liberdade de expressão e do respeito ao uso do dinheiro público, é apenas uma coisa: Larissa Costa, renuncie ao título de Miss Brasil que não mereces vergar diante de tanta corrupção já tratada, abordada e comprovada por parlamentares e por defensores públicos. A sujeira que os dirigentes da Gaeta Promoções e Eventos insistem em varrer para debaixo do tapete para não afugentar os “contratos publicitários” da atual Miss Brasil é o retrato da degradação que atinge em cheio a indústria crescente dos concursos de beleza no Brasil.
Enquanto jornalistas de milícia brincam de serem as Ruths Ocumarez de ocasião nas redações refrigeradas do eixo Rio-São Paulo-Minas, o calendário das etapas estaduais do Miss Brasil/Miss Universo 2010 segue parado, sem um único planejamento super-prévio, como acontece no Miss USA. Ceará, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amazonas, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Pará e Bahia trataram de seguir a nossa convocação feita em setembro último para adequarem os calendários de seus certames ao da fall-season da etapa americana do Miss Universo. E os outros Estados e o Distrito Federal? Vão continuar na mesma masmorra, na eterna promessa de enviar uma pretensa representante potencial do Brasil para levar o título de Miss Universo ao invés de só pregarem a conversa mole do “quem sabe”? Esse pessimismo pragmático das coordenações estaduais do Miss Brasil precisa acabar. Assim como a cadeia de inverdades inventada pelos marqueteiros da Gaeta.
O sonho de Larissa Costa acabou. A hora é de a Gaeta e seus franqueados estaduais acordarem para a realidade nua e crua da missologia brasileira.
Está na primeira página do Accidentaly on Purpouse da gaeta(*) uma enquete que pergunta ao internauta o que achou do desempenho da potiguar Larissa Costa no Miss Universo 2009. Muito defasada em relação ao noticiário e à blogosfera, a falsa pesquisa manda perguntar o seguinte: “O que você achou do desempenho de Larissa no Miss Universo?”. Mas há uma desvantagem: a tralha manda responder apenas às opções “ótima”, “boa” ou “regular”.
Talvez para não perder os acordos publicitários e de transmissão televisiva, a gaeta(*) tenha omitido a alternativa “péssima”. Como foi a participação de Larissa no concurso, toda paga pelos contribuintes de Natal, de São Gonçalo do Amarante e do Rio Grande do Norte. Nesse caso, a alternativa correta seria “dinheiro público gasto a título de nada”.
(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser escrita; sempre em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela ou um Porto Rico tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de misses.
Afogada em dívidas depois de duas desclassificações consecutivas no Miss Universo após 2007 (ano em que o Brasil obteve sua última classificação para as finais), a Gaeta Promoções e Eventos, responsável pelo Miss Brasil-Miss Universo gasta seus últimos tubos na vã tentativa de fazer o lobby da segunda colocada do concurso nacional deste ano, a mineira Rayanne Morais, na participação desta no concurso Miss Beleza Internacional 2009, marcado para o próximo dia 28 em Chengdu (China comunista). Lobby esse que terá um custo muito grande para o bolso do contribuinte tanto o mineiro quanto o da cidade de Divinópolis.
É notório o desespero dos missólogos aliados da Gaeta quanto às críticas ao uso do dinheiro público na promoção abusiva da imagem de Rayanne na mídia, em grande parte custeada com a arrecadação desviada dos recursos do ICMS e de programas sociais aos quais a gestão Aécio Neves não dá a mínima atenção. Tratar concurso de beleza como “evento cultural”, ao contrário do que os tucanos ortodoxos pensam, não é o espetáculo a que se quer ver ao invés de “ver Dilma e Sarney mentirem”. Mentira: a “cultura da beleza” apregoada pelos milicianos de Rayanne na imprensa mineira é o câncer que só agrava a corrupção estatal. Sobretudo aquela praticada nos governos do PSDB e do DEM.
Com o rombo nos cofres cada vez mais evidente, fica cada vez mais difícil a sobrevida da Gaeta enquanto empresa organizadora de concursos de misses. Situação essa que não é nem nova: de 1999 a 2002 (anos iniciais dessa fase então não-midiatizada do Miss Brasil), nenhuma das representantes brasileiras no Miss Universo conseguiu vaga na semi-final do certame. Cenário idêntico ocorreu entre 1999 a 2005, em relação ao Miss Beleza Internacional. Curiosamente, também esses foram todos os anos em que a concessão brasileira do Miss Mundo esteve sob a sua tutela (1999 a 2005).
A Gaeta não tem projeto algum como firma organizadora do Miss Brasil. Inventa marolinhas. Sua principal fonte de renda de 2002 para cá tem sido os acordos de direitos de transmissão (inicialmente com a Rede TV! e depois com a Band). Mas é exatamente na fase da Band que a situação da Gaeta junto às direções do Miss Mundo, Miss Universo e Miss Beleza Internacional se torna cada vez mais crítica. Pobre em lobbies internacionais (ou, talvez, sem nenhuma cancha para tanto), a turma de Nayla Micherif tem se comportado de forma amadorística nesse campo. Não sabe usar direito seu tempo de televisão, exceto para fazer propaganda enganosa de si mesma. Nayla é uma mentirosa nesses termos. E, em termos missológicos, o Brasil está sim no fundo do poço.
Se quiserem fazer lobby para Rayanne Morais no Miss Beleza Internacional que o façam. Mas não saqueando as economias do povo de Minas Gerais, como propõem a Gaeta, a Look Top Beauty, a Band, os milicianos do PSDB-DEM, a Confederação Nacional da Agricultura e o movimento Cansei. Fazendo assim, Nayla e Boanerges Gaeta Jr. estão sim é abrindo portas para a decretação da falência da Soletur da missologia nacional.
Nos Estados Unidos e na Suécia, potências missológicas sérias da América do Norte e da Europa (no Miss Universo), essa prática dá cadeia. A democracia brasileira moderna não tolera aspirantes a Rod Blagojevich de saias e batom do atraso missológico do clubinho da esquina midiática-tucanófila-aecista-ruralista do Lipstick Jungle das Alterosas. Já nos bastaram os escândalos de corrupção envolvendo a venda da vaga do presidente Barack Obama no Senado americano para tamanha comparação.
(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser escrita; sempre em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela ou um Porto Rico tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de misses.
Não foi uma dessas grandes noites a de ontem, até porque o futebol feminino da Bandeirantes (Santos vs. White Star do Peru) foi de dar sono. Mas, para os internautas mineiros que conseguiram assistir (nas cidades cobertas pela Band Minas) ao concurso Miss Minas Gerais 2010, a noite parece ter sido de um verdadeiro pesadelo. O pesadelo da reprise de uma farsa desenhada ainda no concurso de 2009, vencido por Rayanne Morais, de Divinópolis.
Na manchete do UAI estava a evidência bem clara da farsa que se desenhou para atender aos interesses dos coronéis do concurso: “Candidata de Divinópolis vence o Miss Minas Gerais 2010″. Não se trata de uma matéria jornalística, mas de um press-release travestido de informe publicitário. “Ela (Débora Lyra, 20) pretende agora seguir os passos de Rayanne Moraes, que venceu o certame no ano passado, ficando em segundo lugar do Miss Brasil, e de Natalia Guimarães, vencedora da disputa em 2007, coroada Miss Brasil e conquistou o segundo lugar no Miss Universo(*)”, diz a nota assinada pela periodista Simone Lima.
De acordo com a matéria paga do jornal Estado de Minas para a Look Top Beauty (empresa que detém os direitos de organização do Miss Brasil-Miss Universo no Estado), “Débora Lyra precisou de muito esforço e determinação para vencer as 28 concorrentes, todas dignas de representar a beleza das mulheres mineiras”. Mas tamanho “esforço” e “determinação” como dito na reporcagem, traduziu-se em um único expediente: o júri direitista que julgou pelos métodos fraudulentos ditados pela organização do Miss Brasil à coordenação do concurso mineiro. O dedo do “choque de gestão” da censura de Aécio Neves à imprensa independente estava ali, para todo mundo ver.
Como se sabe, Aécio, em 2004, ordenou a demissão do jornalista Jorge Kajuru da Band por este ter feito críticas a seu governo durante o extinto programa Esporte Total (mais tarde substituído pelo Jogo Aberto de Renata Courteney Cox-Arquette-Love [Hewitt]-Fan), em função das represálias a jornalistas da emissora durante um jogo da seleção brasileira de futebol no Mineirão. O assunto voltou à baila durante o Congresso Nacional de Jornalistas, realizado em julho daquele ano em João Pessoa. Eu perguntei a alguns representantes da delegação mineira a respeito das relações de Aécio com a imprensa oposicionista de seu Estado. E as impressões que me foram passadas não foram nada agradáveis.
Com a autoridade de quem acompanhou bem de perto o drama dos colegas das Alterosas perseguidos pelos tacões de Aécio, fica fácil prever que, com a eleição de Débora Lyra, a grande farsa do Miss Brasil 2010 está a caminho. Farsa esta muito maior que a dos implantes de silicone e das oito cirurgias plásticas de Natália Anderle, em 2008. Dinheiro público para publicidade institucional travestida de jornalismo estilo CQC ou Saturday Night Live dos trópicos, claro, não vai faltar. Principalmente por se tratar de ano eleitoral e de uma TV sob concessão do Estado (a Band) que faz jornalismo faccioso de direita.
Relembrem: o Miss Minas Gerais 2009 (o de Rayanne) foi informe publicitário travestido de especial de televisão pago pelos contribuintes mineiros. A tunga do Palácio da Liberdade nos bolsos do contribuinte-telespectador da Band da Paraíba ou do Piauí, por exemplo, para este tipo de evento felizmente não se repetiu este ano. Ainda bem.
*** Em tempo 1: a vaia citada na “reportagem” do EM/UAI foi uma reação bem clara de nosso público (muito bem representado no Clube Estrela do Oeste, aliás) à fraude que estava se desenhando. Como de fato aconteceu. Em tempo 2: até o fechamento desta nota, não havia qualquer informação sobre o desempenho da transmissão do Miss Minas Gerais na medição do Ibope da Grande Belo Horizonte. Quem tiver alguma informação a respeito, favor comentar logo abaixo.
(*)Com a Canção (do Desespero) das Misses (da Band e da gaeta) com a provável não classificação de Débora, Mac Taylor do CSI: Divinópolis quer saber: você acredita que ela chegue às semi-finais do Miss Universo 2010 (ou outro concurso internacional), ainda mais em período eleitoral?
O post a seguir, na verdade, é uma resposta nossa ao internauta Antônio dos Santos de Oliveira Lima, de Cruz (CE). Veja, abaixo, a íntegra do comentário postado por ele no dia 27/08:
“O concurso Miss Mundo (na verdade, Miss Universo) aconteceu, a nossa lindíssima Larissa Costa não ganhou. tristeza para todos os brasileiros de bom senso. Mas não é motivo para decepção. Temos uma representante da beleza feminina brasileira muito bonita, como são todas aquelas que representam cada estado brasileiro. Este evento, de tamanha grandeza, nos deixou muitos questionamentos:
a) A beleza é fundamental mas precisa de outros ingredientes;
b) Ser miss não é apenas uma questão de beleza, precisa de muito profissionalismo;
c) Ser Miss é ser linda, ser simpática, ser educada, saber falar, saber desfilar, saber representar seu estado, seu país;
d) Ser miss é participar de eventos, fazer comerciais, dar entrevistas, pousar para fotos, servir de exemplo de beleza, ter admiradores, respeitar e impor respeito em todas as circunstâncias;
e) Ser Miss é ser símbolo da beleza de uma nação, com muito orgulho;
f) Ser Miss requer muita luta, trabalho, determinação, cuidado com o corpo, com a saúde, com a beleza física, espiritual, intelectual e social;
g) Ser Miss é ter a consciência do tamanho da responsabilidade e do compromisso assumido;
h) Ser miss é saber ouvir e ser ouvida, saber receber críticas e elogios, saber perder e saber ganhar.
i) Ser Miss é ser mensageira dos ideais de uma nação livre e soberana, do Amor e da Paz Universal.
j) Ser Miss é ver sua foto, em cada lar brasileiro, sendo venerada como um símbolo de sua Pátria;
l) Ser Miss é sorrir ou chorar conforme a ocasião.
Parabésn a todas as Miss.
Parabéns Larissa Costa. Nos orgulhamos muito de você.
Antonio dos Santos de Oliveira Lima
Um Potyguar nas Terras Alencarinas.
Cruz/CE”.
Agora, a explicação: Sobre o item a, beleza é fundamental sim, mas não deve ser financiada às custas do dinheiro dos contribuintes, seja do Estado (do Rio Grande do Norte) ou do município (Natal ou São Gonçalo do Amarante). No item b: Larissa não tem qualquer profissionalismo para vergar o que lhe resta de reinado como Miss Brasil. Ou seja, não há mais tempo algum. Item c: Através de seus coroneis midiáticos, Larissa tem a educação necessária para dar uma patada na cara da jornalista Katie Couric, do CBS Evening News. Ou mandar seu coordenador, Chico Oliveira, aplicar coronhadas na cabeça das repórteres Suzanne Malveaux da CNN, Anna Ruth da Tribuna do Norte ou Rodrigo Vianna da Rede Record. Item d: Larissa só participa de eventos para atender única e exclusivamente as obrigações dos patrocinadores do concurso nacional, entre eles as transnacionais Bunge (denunciada pelo Greenpeace por cultivar soja transgênica na região Sul), Colgate-Palmolive e Coca-Cola (responsáveis pelos maiores aportes financeiros às transmissões missológicas da associação Band-Gaeta).
Item e: Larissa deveria ter vergonha de estar reinando como Miss Brasil, sem necessidade alguma; não existe outro caminho senão a renúncia ao título. Item f: Larissa não tem mais como lutar até o fim para segurar a sua coroa. As denúncias do Ministério Público Potiguar sobre o Voo Colombo e a repercussão devastadora das séries NCIS: Natal, Law & Order: Criminal Grammar e CSI: Natal foram decisivas para acabar com o reinado a pouco mais de sete meses de não fazer a sua sucessora. Item g: Por ter viajado a Lisboa às expensas do Erário, Larissa feriu diversas obrigações e responsabilidades de uma Miss Brasil. Uma delas, não se envolver diretamente com agentes públicos e não se vender a monopólios da informação. Item h: Larissa já ouviu todas as críticas do mundo. Agora, a hora é de reconsiderar a sua vida após a desgraça que fez para o Brasil em Nassau. Devolva a coroa e os prêmios aos organizadores. Item i: Larissa não tem mais mensagem nenhuma a defender, a não ser a do coronelato de seu Estado. Item j: Nenhum grande anunciante de bom senso quer ver a foto de uma Miss Brasil eleita em certame marcado por compra de votos, extorsão e ameaça de morte a jornalistas. Item l: Larissa Costa Silva de Oliveira, você mentiu para o Brasil. Agora, saia de seu trono e volte para casa com as mãos vazias, como tudo começou.
Subscrevem este manifesto: Adam Lambert, A.J. Buckley, Alexandre Garcia, Ali Kamel, Amy Lee, Angela Bassett, Anna Belknap, Ana Paula Padrão, Anderson Cooper, Alicia Keys, Arnaldo Antunes, Arnaldo Jabor, Barbara Walters, Batista Neto, Calista Flockhart, Carly Smithson, Carrie Underwood, Carla Lamarca, Ciara, Cláudia Bomtempo, Clay Aiken, comediantes do Chelsea Lately, Courteney Cox, Courtney Love, Courtney B. Vance, Christina Rocha, Christina Applegate, Christopher Meloni, David Cook, David Archuleta, David Caruso, Deputado ACM Neto, Delegado Protógenes Ferreira, Edi Rock, Elio Gaspari, Emily Procter, Fantasia Barrino, Fausto de Sanctis, Glenn Close, Heraldo Pereira, Heródoto Barbeiro, Ice Blue, Jamey Sheridan, Jennifer Hudson, Jennifer Love Hewitt, Jorge Bastos Moreno, Katie Couric, Kathryn Erbe, Katryn Morris, Kelly Clarkson, KL Jay, Kris Allen, Luís Alborghetti, Luís Nassif, Mano Brown, Manoel Carlos, Marjorie Estiano, Maroon 5, Mariska Hargitay, Mary-Louise Parker, Miriam Leitão, Mônica Waldvogel, Nelly, Patricia Arquette, Paula Abdul, Rodrigo Bocardi, Rodrigo de Grandis, Ryan Seacrest, Ruben Studdard, Sally Field, Senador Demóstenes Torres, Shania Twain, Sheryl Crow, Simon Cowell, Soninha Francine, Suzanne Malveaux, Taylor Hicks, Tara Conner, Vincent D’Onofrio, Wolf Blitzer
Depois de uma semana tocando na mesma tecla, nós do Críticas notamos que é a hora inadequada de tratarmos de aspectos políticos das candidaturas tanto de Larissa Costa quanto de Mariana Valente. Em respeito a seu público, os blogs TV em Análise doravante só publicarão o essencial para o abastecimento noticioso de seus espaços.
É natural a rejeição dos internautas a nosso trabalho jornalístico crítico e independente. Mas, ao mesmo tempo, fica a sensação de que estamos diante de uma mordaça intimidatória maior que a da mídia golpista de Hannah Montana. Repudiamos toda a forma de censura, seja ela qual for. Mesmo em eventos importantes como o Miss Universo 2009, o que deve prevalecer em primeiro lugar é o interesse público no trato com as representantes brasileiras eleitas pela coordenação nacional.
O Críticas não admitirá nenhuma tentativa de intimidação contra a sua isenção editorial seja de que natureza for. Não queremos banir concursos de beleza da nossa mídia. Pelo contrário: queremos é alertar à sociedade sobre o quanto está sendo gasto dos nossos impostos para financiar esse tipo de evento. E, principalmente, as atividades das detentoras dos respectivos títulos, nacional ou estaduais. Não queremos agredir ninguém: queremos, como fiscalizadores da verdade editorial que essa mesma mídia quer ignorar, é saber qual o descaminho pecuniário que seus coordenadores em conluio com agentes públicos da direita conservadora apoiadores do pré e pós-revolução militar de 1964-85 e esse mesmo monopólio estão fazendo com a coisa pública em prol de um evento eleitoreiro como o Miss Brasil da gaeta e da Band.
Depois da Band ter levado ao ar uma estatística falsa sobre a predileção de Larissa Costa no site do Miss Universo, os agentes do NCIS(*) investigaram a existência do conteudo na Internet. A detetive Ziva (Cote de Pablo) acessou o portal eBand e tentou sem sucesso ver o vídeo do jornal da band com a nota coberta que dizia que Larissa liderava a enquete.
Mas, ao acessar a página que traz as estatísticas sobre as candidatas, Ziva teve uma surpresa:
Ziva: Capitain Gibbs (Mark Harmon), look at that!
Gibbs: What’s happened, Ziva?
Ziva: I accessed the website of Miss Universe Organization and noted Larissa Costa, the brazilian contestant, who was in 3rd placement at 1:30 p.m., now is in second.
Gibbs: So what thing we are have with this?
Ziva: The Rio Grande do Norte state Public Ministry investigates a recent trip of current Miss Brazil titleholder to Lisbon, Portugal, financed by public fundings, specially the municipal taxes from residence and garbage collect.
Abby Sciuto (Pauley Perrette, entrando na conversa): I read the same history in several independent bloggers and the local media about this case. Larissa Costa will be crowned Miss Universe with money of who?
Ziva: What money, detetcive Abby?
Abby: YOUR money, OUR money, MY money!
Gibbs: It’s a serious history! Is a case of disqualification in case of Larissa’s possibly win.
(*)Não é Navy Criminal Investigative Service e sim Natal City Information (futebol-full-high-definition television) Socieity, versão furreca da série americana derivada da célebre JAG, concebida por Donald Bellisario em 2003. Em setembro, a CBS americana vai colocar no ar a sexta temporada da trama (cá em Pindorama, o AXN passa a quinta)
Embora o post seja de 25 de junho, fica o registro: “Não fossem as matérias de Anna Ruth não ficaríamos sabendo desta viagem, tão ensurdecedor é o silêncio de boa parte das mídias locais.
Aqui ficamos nós com a greve dos ônibus, a crise na saúde, os alagamentos, e as tantas quadrilhas estilizadas que eu nem sei mais se estou aqui ou na Sapucaí”.
***
Anna Ruth é a corajosa repórter da Tribuna do Norte que ousou citar o nome da Miss Brasil Larissa Costa dentre os passageiros que viajaram a Lisboa às custas do Erário natalense e potiguar. Coragem tamanha a ponto de, ao lado do capitão Daniel Ross (Eric Bogosian) e dos deteives Zach Nichols (Jeff Goldblum) e Megan Wheeler (Julianne Nicholson), assistir à exibição da resposta de Larissa na entrevista que lhe deu o título. Falava de sua falecida avó lhe emprestar dinheiro. Mas Larissa não falava que foi o Erário natalense e potiguar emprestou dinheiro à gaeta para tentar subornar o apresentador Marcelo Tas (a cabeça independente e irreverente do CQC) a votar nas candidatas impostas pela turma de Divinópolis.
Após assistir a essa declaração no Miss Brasil 2009, repicada no dia dia da Band, Ross chegou à seguinte constatação:
“Now, we know the real reasons for the bailout of public money for a trip of Miss Brazil winner to Lisbon, Portugal, paid by taxpayers of Natal, Rio Grande do Norte city and the Rio Grande do Norte state”.
Wheeler: “Is a case for dethronation, if she will win Miss Universe pageant telecast on NBC, August, 23rd”.
Nichols: “If she a brazilian Oxana Fedorova? (miss russa destituída em 2002)”
Wheeler: “Yep, maybe”.
Dep. Mineiro: “Concordo com os senhores detetives”.
***
Agora, Nayla Micherif e Boanerges Gaeta Jr. querem a cabeça da jornalista Anna Ruth, da Tribuna do Norte. Antes de irem para as Bahamas, nos próximos dias, os dois vão tratar do assunto (a demissão da repórter) junto ao deputado Henrique Eduardo Alves, um dos mandarins da Cabugi Broadcasting System (CBS).
A CBS da InterTV Cabugi está na mira da Gaeta Promoções e Eventos. A Lilly Rush (atenção: não é a atriz americana Kathryn Morris) do Cold Case da Tribuna está com a cabeça a prêmio.
Um dia após assistir à entrevista da Miss Brasil Larissa Costa ao programa Dia Dia da rede bandeirantes, a detetive Abby Sciuto (Pauley Perrette) recebeu um telefonema anônimo e ameaçador:
ABBY: NCIS, Abby, can I help you?
ANÔNIMO: Tá na hora de vocês pararem com essa conversa de investigar os gastos da viagem da nossa Miss Brasil Larissa Costa a Lisboa. Quem vocês pensam que são? O jornal da globo? A globo news? A Saia Justa daquela chata da Maitê Proença? O que vocês querem, seus palhaços?!
ABBY: What’s your name?
(O telefone é desligado)
ABBY (já em desespero e aos prantos): Oh my God! Gibbs! Gibbs! Gibbs! I received a attempt of murder in my phone! Please help me!
O capitão Leroy Jethro Gibbs (Mark Hammon) vai ao encontro de Abby, já bastante atemorizada.
GIBBS: Calm down, Abby! Who are attempted to your person?
ABBY: An anonymous caller from Natal, Rio Grande do Norte, Brazil! The number is registred in my phone number ID system.
Gibbs descobre o DDI (55) e o DDD de Natal (84). “OK Abby, vamos pegar essas pessoas que te ameaçaram e saber quem está intimidando nosso trabalho”.
***
Alguns oportunistas estão querendo se aproveitar da nossa independência editorial para desancar nossas matérias feitas a respeito da gastança pública que se fez para eleger e para levar Larissa Costa não só a Portugal, mas principalmente ao que eles chamam de Olimpo: a disputa do título de Miss Universo 2009.
Os NCIS(*) de Natal não admitem de maneira alguma que seu trabalho sério e honesto seja intimidado e achincalhado por pseudo-missólogos travestidos em blogues espalhados pela Grande Rede. Há vários deles, mas por razões éticas seus nomes não serão divulgados.
Até a presente data, a imprensa golpista não deu uma linha sequer sobre a roubalheira que foi o Voo Colombo, patrocinado pelos recursos do IPTU e da taxa de lixo da cidade de Natal. Um verdadeiro desperdício e uma afronta aos cofres públicos.
As eleições de 2010 estão aí. É chegada a hora de dar um recado a esses ladrões, esses bandidos da coisa pública.
Brasília/Washington, 29 de julho de 2009,
Fábio Pannunzio, Donald Bellisario, elenco e produção de NCIS: Natal
(*)Não é Navy Criminal Investigative Service e sim Natal (full-high-definition-television-futebol) City Information Society, versão furreca da adaptação da famosa série JAG, não exibida no AXN. Porque nossos programadores (de rabo preso com a gaeta) não querem