A pretexto de defender os “bons costumes” do Padrão Global/Padrão Fantástico, Flávio Ric(c)o rasgou mais uma vez todos os procedimentos elementares de jornalismo independente, como o fez na nota “Morbidez”, de sua colona(*) Canal 1. Repare:
“O programa “Na Mira”, da TV Aratu (afiliada do SBT-ênfase minha, J.E.L.), na Bahia, ontem na hora do almoço botou no ar uma cena chocante (típica da Salvador dos dias atuais, ênfase minha, J.E.L.), aliás, especialidade (sic) do programa: um cidadão, vítima de latrocínio, com o corpo estirado no chão ao lado de uma poça de sangue.
Tudo mostrado nos mínimos detalhes (sic). Um circo do horror (sic)”.
Ric(c)o não cita que a Aratu é afiliada do SBT porque não quer. Se citasse, Daniela Beyruti teria um ataque de nervos com o “padrão de comportamento” de certas afiliadas nesta Terra de Gigantes. Ric(c)o cita o caso da Aratu porque é inimigo político da emissora e amigo de primeira hora da Globo, dos herdeiros políticos de ACM, de José Serra “Nosferatu dos velinhos paulistas”, de Aécio “financiador de fraudes em concursos de misses” Neves e das transnacionais americanas e espanholas escravagistas e opressoras do desespero.
Na mesma hora do almoço, a 949 km da sede da TV Aratu (ex-Globo, ex-Manchete e ex-CNT), o jpb dava um exercício deprimente de mau jornalismo, dantesco, grotesco, estúpido (para não dizer outras coisas) ao não noticiar o escândalo do programa “Leite da Paraíba”, no segundo governo do tucano Cássio Cunha Lima, cassado em fevereiro por abuso de poder e compra de votos. O mesmo jpb não noticiou que o Supremo Tribunal Federal negou a enésima liminar do tucano (apoiado por seus amigos do mass-media) que pedia eleições indiretas para governador, já que estamos a menos de um ano das eleições gerais em outubro de 2010 (Essas notícias foram dadas no Correio Debate, de Hélder Moura, sobre o qual Ric[c]o ainda não gritou).
De duas uma: ou Ric(c)o é analfabeto ou não sabe o que é o Brasil real, não manipulado pelas novelas imbecilizantes da Globo. Detalhe: ele já foi funcionário da emissora da famíglia Marinho.
Morbidez II
Se Ric(c)o tivesse o cuidado de ler os noticiários sobre o American Music Awards do último domingo, constataria que, logo na hora da janta de algumas famílias americanas, o cantor Adam Lambert (segundo colocado da oitava temporada do American Idol) protagonizou outra cena chocante, especialidade dele próprio. Com timbres vocais capazes de estourar até vidraça de barraca de praia na orla de Tambaú, Lambert protagonizou um verdadeiro circo de horrores contra a família americana ao fazer o debute de seu single de estreia, For Your Entertainment. Lambert usou das concessões de TV aberta (entre próprias e de afiliadas) da Disney/ABC para protagonizar uma cena mais nojenta que a descrita acerca do telejornal policialiesco do SBT da Bahia: beijou a boca de um dos integrantes de sua banda e protagonizou cenas de cunho sexual com um de seus bailarinos em cadeia nacional de televisão na base do grito.
Como na Aratu, a baixaria de Lambert foi mostrada aos americanos nos mínimos detalhes.
Circo de horror é Lambert protagonizar isso que o senhor e a senhora vão ver abaixo:
Qualquer universotário de redação de mente bem sensata saberia discernir um tipo de sensacionalismo (o da mídia de oposição ao esquema dos herdeiros de ACM) de outro (o do grito de Lambert regado a obscenidades em pleno primetime). Nenhum professor universitário de comunicação seria capaz de compactuar com circos de horrores, como o que Lambert fez na ABC (cá retransmitido pelo canal pago TNT). Agora, cabe aos executivos da Rede Record repensar a hipótese de “convidar” Adam Lambert para cantar na grande final do Ídolos, dia 16 de dezembro no Teatro Bradesco (SP). Se é que essa hipótese exista.
A Aratu é inimiga declarada da Rede Bahia desde criancinha (em 1987, perdeu na Justiça a afiliação global para a cáfila carlista).
Flávio Ric(c)o tem ódio da Aratu porque é lá que trabalha o repórter Alex Alves (editor do site Universo Axé), agredido covarddemente por leões de chácara da cantora (?) Cláudia Leitte.
Flávio Ric(c)o tem nojo da Aratu porque ela não pertence ao esquema midiático do PSDB/Demos na Bahia. E Ric(c)o é um de seus porta-vozes no plano nacional para a imprensa especializada em TV.
Ontem, Luciana Gimenez, recebeu um Zé Pedágio tão desesperado quanto Lambert para tentar ocultar a pesquisa CNT/Sensus que auferiu queda nos seus índices de intenção de voto para a disputa presidencial de outubro próximo.
Rede TV!, Globo, Folha, Abril, Estadão, Band e ABC parecem estar formando uma aliança para tentar colocar Serra no Planalto a partir de 1º de janeiro de 2011. E instaurar a Kristallnacht da democratização da informação na Internet brasileira por intermédio de seus pressupostos mineiros, Nayla Micherif e Eduardo Azeredo, encarregados de implantar a “Internet chinesa” nos nossos computadores.
(*)Não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. São jornalistas do PIG(*) que atuam na milícia para defender o monopólio da informação, derrubar o presidente Lula e fraudar o resultado da próxima edição do Miss Brasil. E assim se comportarão sempre que um presidente tiver origem no trabalho, e não no capital, uma ex-fratella tiver origem no Estado mais pobre da federação, e não na elite branca separatista de São Paulo, no Brasil, no mundo, na Galáxia, na história do Super Bowl, do American Idol e antes da aposentadoria do ônibus espacial. São jornalistas que, de acordo com Mino Carta, “costumam chamar o patrão de colega”. É essa gente aí. (**)In anyone serious democracy of the world, low technical, conservative and also sensationalist newspapers and only one television network has influence as have in Brazil. They were transformed in a political party, the PIG (Coupist Press Party). These are their stories
Em 1980, Roberto Carlos gravou uma das maiores aberrações líricas do romanceiro musical brasileiro. O Gosto de Tudo, concebida pouco depois do romance do “rei” com a atriz de telenovelas Myriam Rios (no presente dia, apresentadora de uma emissora católica), soou como um abafador da indústria da notícia ruim que começava a se formar para desvendar os podres dos porões da ditabranda militar que ainda comandava o Brasil. Num ano em que a Rede Tupi dava seu canto forçado de cisne, asfixiado pela tormentosa dívida, os versos a seguir davam o tom do resumo do que era o reinado da Miss Brasil da ocasião, a sulista Eveline Schroeter (eleita pelo Rio de Janeiro).
“Quando eu provo do seu beijo
Me confundo no sabor
Da pureza dessas fontes
Da beleza desse amor
Nesse campo farto e fértil
Eu desfruto do melhor
Da pureza dessas fontes
Na beleza desse amor”
No mesmo Natal de 1980 que testemunhara o assassinato estúpido do ex-beatle John Lennon por um fanático na frente do Edifício Dakota em Nova York, o Brasil de Eveline já estava a ponto de amargar 26 anos da mais profunda recessão econômica. Recessão essa agravada pelas megalomanias idiotas do regime militar como a Transamazônica, apoiadas pelo jornalismo panfletário da Rede Globo. A tara do padrão global pelas pautas prontas estilo chapa-branca para agradar os generais de plantão logo não era bem vista pelos telejornais da concorrência, aniquilada por um plano diabólico de concessões o qual favoreceu a famíglia Marinho até meados dos anos 80. No caso do Piauí, pior ainda a situação (a segunda concessão de TV para o Estado só seria autorizada em 1983).
***
Quando Ferreira Martins noticiara no Jornal Bandeirantes (boa época aquela) que “o Governo nega qualquer intervenção política no fechamento da TV Tupi, a primeira emissora do Brasil”, o canal paulista da família Saad não dissimulava, mas também não atacava o regime militar de ocasião (a Band só mostraria as suas garras contra a ditabranda ao cobrir os comícios das Diretas-Já, que a Globo se negava a mostrar, entre 1983 e 1984). Quando Ronaldo Rosas (então na sucursal carioca do canal, futuro co-apresentador do Jornal da Manchete) disse que “muitos (fúncionários do canal, ênfase minha-J.E.L.) choraram”, o mundo fora da esfera global parecia ter desabado tanto quanto no apocalíptico enredo da série americana FlashForward, da ABC, cujos primeiros promos no AXN já estão no ar (É ver os intervalos vespertinos do Law & Order: Criminal Intent do Brasil Urgente para comprovar).
Para terminar, uma pergunta: onde estavam os “700 moralistas” da Uni(o)ban (que “violentaram” a estudante Geysi Arruda) no dia em que a advogada Lyda Monteiro da Silva abriu uma carta bomba que a mataria um mês e 20 dias após Eveline levar um baile da americana Shawn Weatherly nas preliminares do concurso de Miss Universo, realizado em Seul? Onde estava o movimento Cansei, do qual faz parte o presidente da seccional paulista da entidade Luiz Flávio D’Urso? A impunidade desse caso é preocupante, mas ,de maneira alguma, deve ser acobertada por uma inocente letra romântica de Roberto e Erasmo Carlos, escudada nos tradicionais especiais de fim-de-ano. Aviso importante: o deste ano vai concorrer com a festa de Natal de A Fazenda 2 na Rede Record. Engulam essa, Armando Nogueira, Alberico Souza Cruz e Ali Camel(*)!
(*)É o indivíduo que se utiliza da Globo (e de suas empresas-satélite pertencentes a afiliadas, como a cearense TV Diário) para povoar mentes desérticas e disseminar idéias golpistas e conservadoras que dão errado
O que mais incomoda aos críticos da “jestão” Nayla Micherif no concurso Miss Brasil-Miss Universo é a liberdade de opinião da blogosfera brasileira e a independência editorial de certos setores da mídia ao noticiar certos concursos internacionais de beleza. Ou a recusa destes em noticiá-los. O texto “Putins da gaeta(*) jogam Miss Brasil 2010 aos leões. A ordem é emplacar Rayanne Morais no desespero” (26/10) despertou a ira desses setores que querem a manutenção dos jogos sujos do atraso que afundam cada vez mais a suposta credibilidade do certame.
O que irrita essa The Good Wife passageira da agonia, esse Lúcio Flávio do retrocesso missológico nacional, é a perspicácia da atmosfera livre da mídia de entretenimento em desnudar os podres poderes que regem a franquia pátria dos concursos Miss Universo e Miss Beleza Internacional. Espécie de Alicia Florrick (Julianna Marguiles) do tucanato mineiro, Nayla Fernanda Affonso Micherif parece viver uma atmosfera de parafuso quando é questionada sobre os maus resultados das representantes brasileiras em ambos os certames (O caso do Miss Universo para começar). Ou pior: nem sequer é questionada nem quer saber de perguntas negativas. Esse Nicolae Ceaucescu de saias do Lipstick Jungle das Alterosas não aceita mudanças mais flexíveis na concepção artística do Miss Brasil-Miss Universo de modo a equipará-lo ao Miss USA ou ao Miss Venezuela (o caso venezuelano é o que menos importa). Muito menos aceita mudança de calendário das etapas estaduais para alinhá-las à fall-season americana (é esse padrão que rege as datas dos concursos estaduais válidos pelo Miss USA).
Como na Romênia da “era Ceaucescu”, a Securitate da gaeta(*) usa a concessão da Rede Bandeirantes para erradicar divergências, manter controle sobre a liberdade de expressão e os meios de comunicação social e não tolerar qualquer tipo de oposição, principalmente aquela vinda de críticos como este, Rodrigo Vianna, Paulo Henrique Amorim, Chelsea Handler e Luís Nassif. Nayla ordena o culto à sua pessoa de forma a fazer com que o público missológico ache que o Miss Brasil tem uma só dona, uma pitonisa autoritária que pisa no pé de repórteres e agride cinegrafistas e humoristas da MTV Brasil. Atribui a si própria o título de Conducatorette (chefe) dos esquemas de fraude com cirurgias de implantes de próteses de silicone em candidatas estaduais, cooptação e aliciamento de jurados e manipulação de resultados no concurso nacional. Como Ceaucescu, Nayla não aceita que o Miss Brasil dela siga certos parâmetros do Miss Universo. Quer um exemplo? A introdução do sistema de pontuação exibido na transmissão televisionada, reintroduzido na disputa internacional em 2007.
Aqui, a jornalista da Record é impedida de entrar no set do The Good Wife do apagão de 11 de novembro de 2009
Da mesma forma que os assessores do Ministério das Minas e Energia fizeram com a equipe da Rede Record durante a edição desta manhã do Hoje em Dia com a repórter Verina Nunes, Nayla Micherif manda seus “assessores” e leões-de-chácara irem atrás dos blogueiros independentes que fiscalizam e denunciam a lentidão na elaboração de um calendário fixo para o concurso de Miss Brasil-Miss Universo. Nayla agride a liberdade de imprensa da mesma forma que a Xuxa. É por essas e outras que Julianna Margulies não assina o jornal Estado de Minas, nem lê a Folha da Ditabranda da gaeta(*). Nem vende a sua biografia para lobistas de ocasião travestidos de missólogos da milícia que quer eleger a todo custo Rayanne Morais como Miss Beleza Internacional 2009. De preferência, com o dinheiro suado do contribuinte mineiro (o qual pagou pelo apoio institucionnal às edições recentes do Miss Minas Gerais).
(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser escrita; sempre em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela ou um Porto Rico tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de misses.
“Eu vou olhar nos seus olhos e dizer: ‘críticas ao meu trabalho, independente de serem positivas ou negativas, eu não vou aceitar nunca’. Sabe por quê? Eu não preciso de parâmetro de ninguém, eu faço o que o meu coração me colocar para fazer. Quando eu subo no palco, eu dou a minha alma. Quem está comigo sabe e quem não está também sabe. Quando você falar comigo, seja jornalista, tenha ética, não faça o seu leitor pensar como você, faça ele ficar livre para pensar o que quiser. Exponha a verdade.”
(De Cláudia Leitte, na sua visão de “liberdade de expressão” ao jornalista baiano Alex Lopes)
O episódio da agressão de agentes de segurança da cantora Cláudia Leitte a um jornalista da TV Aratu (afiliada do SBT na Bahia) deixou lições claras do verdadeiro barril de pólvora que é a relação da imprensa com artistas estabelecidos da axé-music, os recording artists que gozam de livres espaços nos veículos de comunicação do PIG(*) e do movimento Cansei. Veja a nota do Universo Axé, do repórter Alex Lopes sobre o incidente
Os publicistas de Claudinha, como a cantora é conhecida nos meios musicais e fora deles, venderam ao site EGO (da Globocom, ligada à Rede Globo, mesmo site que “elegeu” Rayanne Morais como Miss Brasil 2009) a farsa montada para prejudicar o trabalho de Alex Lopes, jornalista formado em uma das principais universidades baianas e influente formador de opinião no mundo do Carnaval baiano e dos sub-gêneros musicais criados por ele, como a axé-music. Até o R7, da Record, entrou na conversa colocando na grade da Record News a seguinte manchete: “Cláudia Leitte acusa jornalista de se auto-promover”.
O curioso nessa história toda é que Cláudia estudou Comunicação Social (habilitação Jornalismo) sem ao menos ter concluído o curso, da mesma forma que fez com as faculdades de Direito e Música. Do alto de seus 29 anos de idade e oito de carreira, a ex-vocalista do Babado Novo parece não ter aprendido a discernir o que é fonte confiável do que não é. Trata certos jornalistas e blogueiros independentes na vara, no mesmo modus operandi com que a governadora tucana gaúcha Yeda Crusius agride a imprensa que cobre os escândalos de seu governo ora agonizante.
Escolhemos colocar a frase na abertura para resumir bem o estado de desrespeito com que Cláudia Leitte trata parte da imprensa baiana. Alex Lopes trabalha na Aratu, afiliada da Globo no Estado entre 1969 e 1987 (quando perdeu seu contrato para a TV Bahia). De lá para cá, a emissora do galinho já vergou as afiliações da antiga Manchete e da CNT até passar para a malha do SBT em 1997, em função da compra da TV Itapoan pela Rede Record. Cláudia só estrearia na cena musical baiana em 2001.
O caso Cláudia Leitte vs. Aratu remete logo a outro episódio, ainda mais tenebroso: o que, nas eleições para a Assembléia Nacional Constituinte em 1986, o senador Antônio Carlos Magalhães chamou o repórter Antônio Fraga (então na Itapoan) de “f.d.p.”. A história narrada por Leandro Fortes ainda soa atual, principalmente sob a dominação dos egos de uma diva da axé-music em suas relações conturbadas com a mídia independente.
(*)In anyone serious democracy of the world, low technical, conservative and also sensationalist newspapers and only one television network has influence as have in Brazil. They were transformed in a political party, the PIG (Coupist Press Party). These are their stories
Em 1978, o mais notório nativo de Cachoeiro do Itapemirim (ES), gravou uma das maiores pérolas da música romântica brasileira do século passado. Liberada pelos militares, Cavalgada descrevia uma relação carnal entre um homem e uma mulher, como descrito a seguir:
Vou cavalgar por toda noite
Por uma estrada colorida
Usar meus beijos como açoite
E a minha mão mais atrevida
Vou me agarrar aos seus cabelos
Pra não cair do seu galope…
Isso, na versão oficial, escrita por ele e por Erasmo Carlos (o qual, regravaria esses mesmos versos em 1980 ao lado de Maria Bethânia). A propósito de Maria Bethânia: certos comentaristas brasileiros de transmissões da NFL, a liga de futebol americano, lotados no Bandsports e na ESPN tem abusado muito desses versos de forma subliminar para se referir às longas cabeleiras de certos linebacks, quarterbacks ou seja lá que posição for. “Ah, esse sujeito parece a Maria Bethânia”, “ah, fulano é a cara do Derrick (Green) do Sepultura”.
Verdade seja dita, Ivan Zimmermann, Sílvio Santos Jr., Paulo Antunes e Everaldo Marques devem ter ouvido (de 1978 para cá) à exaustão os versos acima para tratarem de se afagar nos vastos cabelos de certos atletas de certas equipes não interessa se é da NFC (a Liga Nacional) ou da AFC (a Liga Americana da modalidade) e de integrantes de bandas de heavy-metal e rock progressivo dos anos 70 do século passado. Tirando da reta os comentaristas esportivos, vamos à parte que mais interessa neste texto: a ex-fratella Josy Oliveira.
Vou me perder de madrugada
Pra te encontrar no meu abraço
Depois de toda cavalgada
Vou me deitar no seu cansaço
Para quem leu nosso texto antológico “O que interessa ao PIG(*) não é o Miss São Paulo ou Miss Rio: são as ancas da cantora Josy” (15/4/09), a mão mais atrevida de quem se masturbou pela ex-fratella nas páginas de uma revista masculina explica perfeitamente o objetivo claro dessa música: fazer uma ode explícita às ex-integrantes do elenco do Brothers & Sisters da Julie Chen(***) da caravana jn nas Eleições Presidenciais Brasileiras de 2006(**) (inclusive misses estaduais em pleno reinado) que posam nuas para revistas masculinas. Não estamos falando de Gyselle Soares (não confundir com Sally Field, Nora Walker ou uma universotária qualquer de redação formada pelo professorado da USP e pelos milicianos midiáticos de redação do PSDB paulista, mineiro ou gaúcho) até porque o texto remete a 2009, ao dia presente (a piauiense participou da oitava temporada do seriado da rede americana ABC, camuflada em reality globelezado de acepção holandesa).
Como na letra de Roberto e Erasmo,
Estrelas mudam de lugar
Chegam mais perto só pra ver
E ainda brilham de manhã
Depois do nosso adormecer
E na grandeza desse instante
O amor cavalga sem saber
E na beleza desta hora
O sol espera pra nascer
A cada ciclo do Brothers & Sisters da Cantora Josy(**), estrelas foram mudando de lugar e chegaram mais perto só para os homens verem as suas vaginas e ancas. E continuavam brilhando de manhã depois de um belo adormecer proporcionado pelas mãos atrevidas que faziam amor impresso com as ex-fratellas na ânsia de descobrirem seus ninhos de amor. E na grandeza de cada instante, o amor temporário cavalgava sem saber. E na beleza de cada hora, de cada momento, o sol… Esse, no entanto, tinha que recorrer a uma música do GeraSamba (atual É o Tchan) gravada em 1995:
Depois de nove meses você vê o resultado
Depois de nove meses você vê o resultado
Sem se importarem nesse instante se são dominados ou se dominam as curvas da cantora Josy, os diretores da TV Diário de Fortaleza (ligada ao Sistema Verdes Mares, dono da retransmissora local da Globo) se sentem como gigantes ao pretenderem mostrar o concurso Miss Ceará 2010, programado para o dia 14 de dezembro no resort Vila Galé, em horário a ser definido aos humores de sua grade já complicada de uma segunda-feira à noite (programa religioso às 20h, jornal às 22h, e entretenimento às 22h30). Agindo ao modo global (ou o do SBT), os executivos da Diário acabam se sentindo como meninos na hora de acertarem sua não-transmissão em troca de chamadas publicitárias (as quais, a preço de agora, não foram sequer concluidas).
A infantildade da TV Diário (bem como da esfera global e suas empresas satélites) na experiência em transmissão de concursos de misses é bem explicada pelo léxico da letra de Cavalgada. Ao tentarem transmitir a etapa cearense do Miss Brasil-Miss Universo 2010, os teletecas do SVM agem como meninos como se o documento Responsabilidade e Sensibilidade, redigido pela alta cúpula global após o fim da Censura decretado pela Constituição de 1988, não tivesse nenhuma valia.
(*)In anyone serious democracy of the world, low technical, conservative and also sensationalist newspapers and only one television network has influence as have in Brazil. They were transformed in a political party, the PIG (Coupist Press Party). These are their stories (**)Não tem nada a ver com a saga da família Walker, protagonizada por Sally Field e Calista Flockhart. É um reality de verão da Globo cujo apresentador (Pedro Bial) comporta-se como um exímio comentarista de moda-praia e inventa neologismos dantescos e grotescos como “Gyselle Cajuína” para se referir depreciativamente à cantora e dançarina piauiense Gyselle Soares, competidora em 2008. (***)Pedro Bial é a Julie Chen do inverno americano do PIG(*), que em 2008, devido à greve de roteiristas, foi obrigada a apresentar uma edição especial do Big Brother americano na CBS. E Julie Chen, em 2006 no papel de Bial, fez parte da caravana jn que tentou impedir a reeleição do presidente Lula e tomou uma bela surra no segundo turno (61 a 39, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral)
Em meio à emoção da reprise do episódio Into the Blue, da série Cold Case (levada ao ar ontem à noite no canal pago Warner) fica a leve constatação de que os interesses eleitorais dos organizadores do Miss Brasil-Miss Universo se sobrepõem aos artísticos. Principalmente no trato ao respeito aos ouvidos dos seus telespectadores (com os da Band, pior ainda).
Nayla Micherif tem horror a música do Pearl Jam. Tanto é que proibiu seus funcionários na firma organizadora do concurso nacional de falarem em Black, música da banda de Seattle gravada em 1991 para o álbum Ten. Em Into the Blue (que tratava da investigação do assassinato de uma cadete dentro do próprio quartel), os versos de Eddie Veeder ilustraram a doce infância da detetive Lilly Rush (Kathryn Morris), remetida ao ano de 1976 (quando a então Miss Brasil, a paulista Kátia Celestino Moretto, foi obrigada a assinar papéis da violência do empréstimo compulsório imposto pelo general Geisel [apoiado pela Globo, é claro] aos brasileiros que viajassem ao exterior para participar do Miss Universo em Hong Kong). Parecia uma espécie de carta-testamento aos fãs de Cold Case, então na faca do cancelamento por parte da rede CBS.
Uma semana após a transmissão desse episódio, em 17 de maio, a CBS decidiu dar mais uma sobrevida a Cold Case. E deixar Lilly Rush em paz, ao menos, por mais uma temporada.
Com isso, Nayla perdeu a grande chance de mandá-la para o inferno dos esquecidos junto com o grande legado deixado pela cultura e pela música grunge dos anos 90.
(*)Não adianta escrever Gaeta Promoções e Eventos em maiuscula dado o grau de reincidência de denúncias de corrupção contra a direção nacional do Miss Universo no Brasil. Com uma imprensa conformista e complascente com as atividades criminosas da quadrilha de Nayla Micherif e Boanerges Gaeta Jr., fica cada vez mais difícil que, após Natália Guimarães, apareça outra candidata estadual neste país com a cancha de Rafaella Zanella e o carisma de Natália para arrebatar os corações e mentes dos jurados do concurso internacional.
Agora há pouco, quando cheguei para iniciar esta jornada dominical para os blogs TV em Análise, vim na cabeça com um único tema: tratar da edição especial de uma revista masculina, cuja capa é a funkeira Tatiana Gomes, a Tati do duo Princesa e Plebeu (sic). Não confundir com o filme muito menos com o quadro assistencialista do programa do Netinho de Paula, ora no daytime de sábado no SBT.
No violoncelo das doces curvas do corpo da bela loira Tatiana estão escondidas muitas impressões pseudo-intelectuais que o “Clube da Esquina” do atraso cultural e editorial deste país tentam passar sobre o que é o funk carioca. Não preciso escrever mais nada acerca do aspecto estético de sua beleza angelical, tão achincalhada por imbecis de redação e Tassos “tenho jatinho porque posso” Jerissati da ditabranda editorializada do Rage Against the Machine da mídia nordestina. Sobretudo, se esta for de uma Fortaleza (Ceará) administrada por uma mulher petista de fibra.
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Tatiana, capa de uma edição especial da Playboy a ela dedicada neste outubro de 2009, é o porta-retrato fiel da estereotipação oxigenada que os mass-media tentam incutir nas cabeças intelectualizadas à toa dos universotários de redação que saem todos os anos de nossas faculdades de jornalismo. Isso, antes da matança da obrigatoriedade do diploma pelo Último Imperador de Diamantino, coronel Gilmar Dantas Mendes, fantasiado de presidente de nossa mais alta corte judiciária protetor de bandidos de colarinho branco e ladrões da direita tucano-globelezada. Colonistas(*) do Law & Order da imprensa sulista anti-Gyselle Soares e anti-piauienses no Brothers & Sisters Brasil 8(**) da Julie Chen da caravana jn das eleições presidenciais de 2006 aí incluídos. Tatiana é a centerfolder de parede de um Brasil que acaba de conseguir a sede da Olimpíada de Verão de 2016. Conquista essa quase barrada pelo desespero de roteiristas de Law & Order: Criminal Intent incrustados no canal pago americano USA Network.
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O que nos motivou a traçar estas linhas não foi o universo do corpo de Tatiana da dupla Princesa e Plebeu. Mas uma nota da Folha(***) Online achincalhando com o documentário de Nelson Hoineff Alô Alô Terezinha, para o qual a colonista(*) Ana Paula Sousa acha que “leva à catarse e ao ódio” tanto quanto comentários idiotas do comunicador Paulo Oliveira da TV Diário sobre o Record News Paulista. Descer o pau (sic) em documentário sobre o Velho Guerreiro é tão fácil quanto chamar de “20 minutos de desgraça” matérias policiais e de serviço pautadas do (e para o) interior paulista a partir de Ararauquara, cidade geradora do sinal da Record News. Tanto quanto debochar de notícias sobre supostas ofertas da Record à Diário à época do corte de seu sinal das parabólicas a mando da Globo em fevereiro último.
Desgraça e sensacionalismo é o Grupo Folha(***), sócio da Globo no jornal de negócios Valor Econômico e dono da Gráfica Plural (aquela que imprimiu as provas vazadas do ENEM para o Estadão), ouvir “estudante (sic) de audiovisual” para reforçar sua linha de ódio ao daytime vespertino popular televisionado “nesta Terra de Gigantes”, como assinalou Humberto Gessinger em 1986 para os Engenheiros (gaúchos) do Hawaii. Desgraça é chamar chachretes e calouros de “ridicularização” como se essa coisa saísse da boca de um estudante mais acostumado a ver cinema armênio (para ninguém ver) do que as rodas de notas de celebridades do The View de Sônia Abrão.
Para a reportera da Folha(***) que cobriu (?) a exibição de Alô, Alô, Terezinha no Cine Odeon carioca aqui vai uma informação (e uma banana): Márcia Gabrielle, uma das poucas misses Brasil-Universo da “era SBT” que puderam entrar no júri do Chacrinha, não fazia parte da “anarquia” descrita por Ana Paula a respeito da banca julgadora que avaliava os calouros. Para chutar o rolo do filme, a colonista(*) parece dar a impressão de que assistiu à risadinha de Nick “I’m obsessed for this woman” Cannon depois da apresentação de Maraiah Carey com seu singleObsessed no America’s Got Talent da NBC americana em agosto último.
A Folha(***) acha que pode tapar com a peneira de sua cegueira “o sol nas bancas de revistas” que se desenha nas curvas e nas ancas de Tatiana Gomes, a Princesa da dupla já citada, depois da legalização do funk como patrimônio cultural do Estado do Rio de Janeiro. A Folha(***), como porta-voz do separatismo elitista paulista, pensa que ainda estamos na época em que Tim Lopes investigava a associação de certos bailes funk com a criminalidade a ponto de estereotipar o ritmo musical como coisa de bandido. Não estamos mais em maio de 2002, quando William Bonner-Simpson puxou os aplausos para o colega morto na redação do jn, e sim em outubro de 2009. Os barões da mídia da Rua Barão de Limeira precisam entender que os tempos na música brasileira mudaram. O funk carioca (seja como ritmo ou manifestação cultural) também. Tatiana é um de seus anjos. Só a Folha(***), a Globo, O Globo, o Estadão e a revista Veja não querem entender.
(*)Não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. São jornalistas mineiros do PIG(****) que atuam na milícia para derrubar o presidente Lula, falar mal do Piauí e tentar eleger Débora Lyra, na marra, como Miss Brasil 2010. E assim se comportarão na imprensa do Brasil, na cobertura da nona temporada do American Idol e na aposentadoria dos ônibus espaciais, prevista para 2010, sempre que uma ex-participante de Big Brother sair do Estado mais pobre do Brasil (e não dos Estados Unidos de Jennifer Aniston, Jennifer Hudson, Jennifer Garner, Jennifer Love Hewitt e Jennifer Lopez) para chamar a atenção da mídia. São jornalistas que, como diria Mino Carta, “chamam o patrão (geralmente ruralista e escravagista que apóia os “editoriais” da Band-J.E.L.) de colega”. É essa gente aí que quer denegrir, na chamada grande imprensa do eixo Rio-São Paulo, o projeto do Novo Piauí (**)Não tem nada a ver com a saga da família Walker, protagonizada por Sally Field e Calista Flockhart. É um reality de verão da Globo cujo apresentador (Pedro Bial) comporta-se como um exímio comentarista de moda-praia e inventa neologismos dantescos e grotescos como “Gyselle Cajuína” para se referir depreciativamente à cantora e dançarina piauiense Gyselle Soares, competidora em 2008. (***)Folha é o jornal da ditabranda, da Larissa Costa “classificada” para as semi-finais do Miss Universo 2009, do cancer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, do “pessimismo” com A Fazenda da Record, do ódio a piauienses (especialmente Gyselle Soares) encampado e incitado pelo Rafinha do Emocore e que, quando Elaine Thompson, Elaine Guimarães, Rejane Vieira e Sandra Mara Ferreira representaram o Brasil no certame internacional, emprestava os carros de reportagem aos torturadores (****)In anyone serious democracy of the world, low technical, conservative and also sensationalist newspapers and only one television network has influence as have in Brazil. They were transformed in a political party, the PIG (Coupist Press Party). These are their stories
O dia era 2 de junho de 1984, um sábado à noite na garoada São Paulo, sede da 31ª edição do Miss Brasil-Miss Universo. O país passava por um profundo transe político, entre o coma terminal da ditabranda e os primeiros suspiros da democracia e do começo da luta pela quebra do monopólio da informação. Em um desses prefácios, Sílvio Santos comandava e mandava pela quarta vez no concurso nacional. Errado: Sílvio nunca foi de fato o dono do Miss Brasil-Miss Universo do SBT. Seus poderes estavam delegados a duas de suas funcionárias, Marlene Brito (diretora-geral encarregada por Sílvio de dar a assepsia artística tão torpemente violentada pelo Law & Order: SVU da imprensa irresponsável liderada pelos grupos Globo, Folha e Abril) e Joyce Kermann (coreografa incumbida de ditar o ritmo certo para o certame-programa de auditório atender aos ditames da Miss Universe Inc., nos Estados Unidos).
Na mesma noite que se decidia a sorte do Brasil no Miss Universo 1984, realizado dali a mais algumas semanas em Miami Beach (no feriado de 9 de julho dedicado aos mortos na Revolução Constitucionalista de 1932), o país perdia os versos do escritor gaúcho Raul Bopp. Não seja ao acaso, mas a candidata do Rio Grande do Sul, Cristane Wellausen, estava entre as 12 semi-finalistas daquela noite triste para as letras, ridícula para a televisão, anacrônica para os anais da comunicação do Brasil e patética para a história do Miss Brasil.
Aqui, corrupto não entra
Numa época em que capas de revista eram dedicadas a cobrir os podres do Colégio Eleitoral que escolheria o último presidente indireto entre o ciclo militar e as eleições diretas que viriam mais tarde (1989), o Miss Brasil 1984 não foi marcado pela pontuação de políticos direitistas frequentadores de manchetes sobre escândalos de corrupção (seja hoje na imprensa ligada ao PIG dos Brothers & Sisters da cantora Jôsy ou nas denúncias das taras proibidas de certos diretores de jornalismo reveladas pela blogosfera independente). Numa época em que a Censura Federal ainda matava a liberdade editorial das redações, impedidas de noticiar até a votação da Emenda Dante de Oliveira, o SBT driblava essas restrições colocando artistas de seu escalão para fazer as honras de padrinhos das 12 pré-classificadas para a fase semi-final.
Esse foi o caso de Jacinto Figueira Jr., o Homem do Sapato Branco, Murilo Neri, Flávio Cavalcanti e o humorista Geraldo Alves, inicialmente para citar os mortos. E aí vai Denis Derkian, Sérgio Mallandro, o jornalista Décio Picinini (painelista do daytime show da Sônia Abrão), Wagner Montes, Gugu Liberato, Moacyr Franco, Raul Gil e até o palhaço Bozo. Aliás, o que raios tinha a ver o palhaço Bozo (de programa infantil) com concurso de miss? (Até onde se saiba, não há registro de que a Censura Federal nos anos militares [a não ser na Tupi] tenha mandado restringir ou mudar classificação indicativa/censura desse tipo de evento).
Com a redemocratização do país, no fim do reinado da local Ana Elisa Flores, o Miss Brasil do SBT acabaria se vendendo à cáfila da banda podre do sarcoma político que atrasa este país em cinco séculos. No caso das misses nordestinas, a festa dos oligarcas começou em 1986 e, por políticas da empresa, teve de ser suspensa em 1988, junto com a agonia terminal dos concursos de beleza sob a jurisdição dos tecnotratas da Rua Santa Veloso, ninho da era missológica moderna brasileira regada a certames camuflados em programas populares de domingo.
Ainda voltaremos a esse assunto para os casos de Márcia Gabrielle em diante.
Gravado em 1971, Gracias a La Vida(*) na voz de Mercedes Sosa se mostrou como a grande nota musical contra as atrocidades dos regimes autoritários patrocinados por grupos empresariais e monopólios da informação, sobretudo na Argentina natal da compositora morta neste domingo e no Brasil. No presente momento, rememorar o legado musical de Sosa na eterna luta pela democratização da informação é mais que conveniente: torna-se uma obrigação de todo blogueiro e jornalista independente que preza pelo respeito à liberdade de expressão e, principalmente à livre concorrência na mídia brasileira. Como visto no Youtube abaixo:
(*)Na verdade, a música foi composta em 1967 pela falecida compositora chilena Violeta Parra. E Sosa a regravou em sua memória, em pleno auge do autoritarismo latino
(**)Não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. São jornalistas mineiros que atuam na milícia para derrubar o presidente Lula, falar mal do Piauí e tentar eleger Débora Lyra, na marra, como Miss Brasil 2010. E assim se comportarão na imprensa do Brasil, na cobertura da nona temporada do American Idol e na aposentadoria dos ônibus espaciais, prevista para 2010, sempre que uma ex-participante de Big Brother sair do Estado mais pobre do Brasil (e não dos Estados Unidos de Jennifer Aniston, Jennifer Hudson, Jennifer Garner, Jennifer Love Hewitt e Jennifer Lopez) para chamar a atenção da mídia. São jornalistas que, como diria Mino Carta, “chamam o patrão (geralmente ruralista e escravagista que apóia os “editoriais” da Band-J.E.L.) de colega”. É essa gente aí que quer denegrir, na chamada grande imprensa do eixo Rio-São Paulo, o projeto do Novo Piauí
Passaram-se 41 anos, dois meses e dezesseis dias e as lições da vitória de Martha Vasconcellos no Miss Universo não foram aprendidas direito pelos vários organizadores que assumiram a coordenação brasileira do certame internacional. O episódio envolvendo a desorganização do concurso Miss Minas Gerais 2010 reflete apenas a ponta de um verdadeiro iceberg de irresponsabilidades que envolvem rede nacional de televisão e grupos econômicos que nada sabem sobre concursos de beleza neste país.
Aqui, a fórmula de um sucesso que não volta mais
Com a morte de Assis Chateaubriand, meses após a sagração de Martha no Miss Universo, os Diários Associados passaram os anos seguintes sentindo o Trauma causado não só pelas políticas monopolistas da Rede Globo. Mas pelo fisiologismo administrativo que envolveu os Associados e a direção do Miss Brasil. O Miss Brasil era um produto dos Associados até 1980 e Paulo Max era apenas a pessoa designada para dirigí-lo.
Proporcionalmente às crises da Tupi nos anos 70, o desempenho das misses brasileiras no Miss Universo só fazia degringolar: de 1969 a 1980 foram oito classificações para as semi-finais do concurso. Destas, três chegaram entre as cinco finalistas. Uma queda se comparada com o período de 1955 a 1968, onde apenas duas representantes não chegaram às semi-finais.
Em números, esta foi a participação brasileira no Miss Universo auspiciada pelos Diários Associados:
Após este período, os ativos da Tupi (menos o prédio da Rua Afonso Bovero, no Sumaré, que sedia a MTV Brasil) foram para as mãos do SBT. Eventos como o Miss Brasil e o Miss Universo foram para a carteira da nova rede formada por Sílvio Santos a partir dos despojos da extinta rede. Em relação a “gestão” do Miss Brasil no SBT, esta é uma história que merece uma estatística separada. Vamos aos números:
As ligações tanto do Grupo Sílvio Santos quanto da Bloch Editores (que publicava as revistas Manchete e Fatos & Fotos) com o regime da ditabranda eram tão fortes que chegava-se ao ponto de as misses eleitas no padrão do Programa Sílvio Santos serem capas da edição da terça-feira seguinte ao Miss Brasil-Miss Universo da Manchete. Sem, no entanto, assegurar direito a comerciais da publicação na Rede Manchete (outra cria dos escombros da Tupi) em semana pós-concurso. Não seria correto melindrar um concurso de beleza promovido pelo SBT, pensava a turma da Rua do Russel.
Em 1985, ano em que os militares voltaram para os quartéis após 21 anos, o Miss Brasil-Miss Universo mudou drastica e draconiamente de comportamento. Embora gozasse de prestígio e influência na mídia (a começar pela fina cepa de jurados), a gala que elegeria Márcia Gabrielle do Rio para o Mato Grosso e de lá para o mundo já não demonstrava a mesma aura de entusiasmo dos tempos da Tupi. Os índices de audiência só caíram e, em 1989, Flávia Cavalcanti venceu um Miss Brasil já em estágio terminal para os padrões do SBT. As relações com os tzares do regime se converteram na Semana do Presidente que só sobreviveu até o Day One do primeiro (des)governo de FHC, em 1995.
À luz do Plano Collor apoiado pela Rede Globo, o SBT chegava a 1990 com dúvidas nas mãos sobre o Miss Brasil-Miss Universo. Pior: na Vila Guilherme, ninguém sabia que o Miss Universo 1990 fora antecipado de maio para o dia 15 de abril de 1990, domingo, dia de Programa Sílvio Santos e de Sessão das Dez. Instalou-se o desespero e a incerteza maiores que as causadas pelo confisco e sequestro das cadernetas de poupança, Já em janeiro, desenhava-se um ambiente sombrio para a continuidade do concurso na rede paulista. Nenhuma chamada fora feita para promover os concursos estaduais (menos o da Bahia). Fez-se do silêncio a pior das incertezas. E da dúvida a pior violência missológica de todos os tempos neste país.
Dito e feito: em abril de 1991, a coluna Informe JB do Jornal do Brasil noticiava que o SBT enviara comunicado às afiliadas informando do cancelamento definitivo do Miss Brasil-Miss Universo de sua grade de eventos. O principal golpe veio na transmissão do concurso internacional, que só seria retomada em 1998 a duras penas. Logo, num momento em que o SBT precisava de eventos internacionais de porte para preencher o vácuo deixado pela transferência da entrega do Oscar para a Rede Globo. Esta, por sua vez, deu às costas para o Miss Universo por que quis. Bandeirantes, Manchete, Record e CNT também fizeram o mesmo. Não aceitaram transmitir embora o concurso tenha passado às mãos de Donald Trump, em 1996. Acharam que Trump era dono de cassino e só.
No Criminal Minds das seis grandes irmãs da TV brasileira, o que interessava a elas não era transmitir disputa de Miss Universo, mas as ancas de Carla Perez, a cantora Jôsy de seu tempo. Às produções de Gugu e Faustão, não interessava ter em seus programas a Miss Brasil do ano em curso: esta era uma tarefa do Jô Soares Onze e Meia. O Miss Brasil-Miss Universo ficou confinado a parcas conversas do late-night programming brasileiro durante toda a década de 90. E nesse ambiente sombrio, as estatísticas só pioraram:
Nessa verdadeira Dança do Bambolê (não-composta pelo baiano Cid Guerreiro) do câmbio da alta rotatividade do jogo de empurra da troca de organizadores, a missologia nacional foi asfixiada pela paranóia monetária da baixaria monopolista e privatizante. Na era FHC, o Miss Brasil-Miss Universo viveu seus piores dias. Dias de coma. Dias de letargia. Dias de medo e de um futuro incerto. Para comparar com o período atual, números são capazes de explicar tudo. Palavras, não:
Contra os fatos narrados acima, não há porque Nayla Micherif, José Alonso Dias, Boanerges Gaeta Jr. e Evandro Hazzy inventarem “argumentos” fajutas de propaganda enganosa.