Assunto da semana: Glee também começou
Série Glee tem um longo caminho a ser aproveitado
Não foi nem preciso ver a exibição do piloto da série musical Glee (FOX, 4ª, 22h) até porque a sua premissa já era sinal de futuro certo. Aprovada pelo exigente público americano, a proposta de transpor para a telinha o universo da geração loser já dá sinais de que esta é uma produção para marcar história neste início de século. Principalmente depois da saída de programas tipo ER, Lost e 24 Horas.
Concebida na mesma aba da onda do High School Musical, Glee, embora não tenha o aparato da Disney para ser essa onda potencial entre o público jovem, já cativa de cara a partir de sua promoção maciça. Fez-se até pré-estréia em solo pátrio com artistas de novelas da Globo e da Record para testar a sua aprovação. Mais lógico ainda é colocar a premissa de Glee associada ao fenômeno de audiência gerado pelo American Idol. Duvida?
Sem nomes da estirpe de um Zac Efron ou de uma Vanessa Hudgens capazes de abarrotar os noticiários e até as páginas deste caderno (como já ocorreu uma vez), Glee chega com as suas caras novas dignas de indicação já ao Globo de Ouro (pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros em Hollywood) e pelas premiações sindicais respectivas (SAG, Sindicatos dos Roteiristas, Produtores e Diretores).
A verdade verdadeira sobre Glee é que Glee não precisa de roteiro amarrado, pronto como um PF. Glee vive de letra e música. A da banda Journey (Don’t Stop Beleivin’, 1981) foi o passaporte certo para carimbar a primeira temporada completa de muitas outras que virão. Como Fama, transmitida cá pela antiga Manchete em 1984, Glee respira música do começo ao fim. Até domingo.
Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (8/11)
Autor: João Lima - Categoria(s): Canta USA, Música, Séries Tags: FOX, Glee (série), High School Musical, Journey (banda), letra, música, musicais, roteiro