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17/08/2009 - 18:04

Liberdade, essa palavra suspeita(***)

Amanhã, a confraria de jornais do PIG nominada ANJ vai completar três, eu disse TRÊS, décadas de existência com um verdadeiro festival de música em Brasília com nomes do porte de Kelly Clarkson, Jonas Brothers, Forró Cavalo de Pau, Cavalo Fantástico, Forró Muleca 100 Vergonha, SPC, dentre outros lixos tóxicos musicais globelezados que contaminam o lençol freático da democratização da informação.
Como bônus, o clubinho de editores da ANJ traz a este país (que, em palavras de Herbert Vianna, “algum dia alguém [que não foi a Renata Fan nem o William Bonner] te disse que era nosso”) o jornalista anglo-greco Iason Athanasiadis, que cobriu as convulsões de rua no Irã pós-reeleição de Ahmadinejad e ficou 20 dias preso por defender a “liberdade de expressão” via vídeos postados no Youtube ou nos site colaboracionista da CNN por celulares de última geração.
Essa liberdade de expressão defendida pelo anglo-grego junto aos coroneis da ANJ deve ser colocada sob suspeita: afinal, é a ANJ que patrocina a edição tendenciosa de matérias sobre o Miss Universo 2009 favorecendo a candidata com a faixa de Miss Brasil eleita pela máfia da gaeta em detrimento da outra brasileira que está na disputa, a paulista de São José dos Campos naturalizada canadense Mariana Valente. Coisa parecida com que a Globo fez na mixagem facciosa do debate entre Lula e Collor, realizado na Band (atual casa do Miss Universo na T.V. abertas brasiliensis) à véspera do segundo turno do pleito presidencial de 1989(**).
Ironicamente, a mesma turma da ANJ que defende o senhor Athanasiadis, é a mesma que, nos estertores do poder defende a criminalização da mídia independente e colaboracionista de jornalismo de interesse geral e jornalismo de entretenimento. O Globo, a CBN (a rádio que toca vinheta), a Globonews e os Grupos RBS, Estado e Folha, além de mandar seus painelistas, vão bancar os custos de produção desse mega-evento do sensascionalismo midiático que destrói as instituições deste país.

(*)In nonna severa democrazia del mondo, giornali conservatori, del povera qualitá técnica é incluso sensationalisti, e una solo rete de TV tene la influenza que tene a Brasile. Elli há transformati in un partito político, il PIG (Partito della Stampa Golpista). These are their stories
(**)Se ontem a Globo queria “o pior do Lula e o melhor do Collor”, a Band e a gaeta querem “nada da Mariana Valente e tudo pela Larissa Costa”. Nem que seja na base do sensacionalismo mais espúrio, estúpido e grosseiro.
(***)A inspiração veio do documentário Liberdade, Essa Palavra, produzido por estudantes mineiros e que retrata a censura à imprensa na jestão Aécio Neves (incentivador-mor dos concursos promovidos pela gaeta). Clique aqui para saber mais.

Autor: João Lima - Categoria(s): Em causa própria, Força da Grana, Globelezação, Ibopes da vida, Imprensa monopolista, Independência editorial, Mondo cane, Mídia regional, Oportunismo, Poderes ocultos, Podres poderes, Ética jornalística Tags: , , , , , , ,


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