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Arquivo de abril, 2009

30/04/2009 - 12:29

Fashion Weeks de Fortaleza: sejamos bem claros

A semana de moda que recebe globelezados, ex-fratellos* e afins em Fortaleza (CE) é a FMF (Feira de Moda), realizada no Parque Maraponga. O Dragão Fashion, evento alternativo que acontece dias antes, não. E nem precisa de holofotes para sobreviver.

*Tradução de Big Brohter para o italiano

Autor: João Lima - Categoria(s): Eventos, Mídia regional, Reality-shows, Variedades, personalidades Tags: , , , , ,
30/04/2009 - 12:04

Miss Brasil 2009: Márcio Prado, profissão estelionatário

Protegido da Mirante Network (a.k.a. rede mirante ou Rede Mentira), o fotógrafo Márcio Prado assumiu a coordenação do concurso (?) Miss Maranhão em 2007, com a ótica estreita de um magistrado do Supremo Tribunal Federal brasileiro que protege bandidos. E, pelo noticiário dos últimos dias envolvendo a substituição da descendente de mãe sueca Louisse Freire, Nayla Micherif parece ser o Gilmar Barbosa do Lipstick Jungle dos tucanatos mineiro e paulista, de saias Cavalli e batom das revendedoras de porta em porta da Avon.
Nayla, a pior miss Brasil de todos os tempos*, é também a pior promotora de certame nacional no trato com a saúde das candidatas estaduais. Deixa essa bola com coordenadores locais irresponsáveis e com ficha suja (caso de Prado).
Nayla não percebe que o seu próprio castelo de mentiras começa a cair à medida que os desmandos dos seus franqueados regionais começam a ser revelados por mães angustiadas de misses desclassificadas (caso de Silvana Andersson). Pensa que o povo é idiota.
Da mesma forma que a Rede Globo protege criminosos de colarinho branco, sua parceira no futebol e responsável direta pela midiatização de nossas misses (a Band) o faz em relação aos estelionatários (tucanófilos ou não) da beleza nacional.

*Foi 57ª colocada nas preliminares do Miss Universo 1997, realizado em Miami Beach (EUA).

Autor: João Lima - Categoria(s): Egos da mídia, Força da Grana, Independência editorial, Mídia regional, Política nos concursos de beleza, Projetos especiais, Variedades, Ética nos concursos de beleza Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
29/04/2009 - 18:43

Assunto da semana: o fim de Dirty Sexy Money

Fim de Dirty Sexy Money é digno de novela das oito

Da leva de séries que a rede ABC cancelou no fim do ano passado nos Estados Unidos, uma chama a atenção pela maneira como foi tratado o seu desfecho. Dirty Sexy Money (AXN, 3ª, 20h), acabou na última semana nas nossas telinhas deixando um gosto de “quero mais” que, remotamente, tem chances de ser consumado. Para a família Darling de investidores, o final foi uma oportunidade de ouro.
A atitude de se dar um fim digno a uma série cancelada (estava em sua segunda temporada) devido aos baixos índices de audiência foi bastante acertada. Até parece, num certo ponto, que os executivos dos estúdios da rede ABC andaram, teoricamente falando, fazendo laboratório com algum diretor global da mais fina cepa. E fizeram mesmo: o episódio derradeiro de DSM teve lances que lembravam uma Senhora do Destino satírica da Grande Maçã.
Traduzida para um português mais ao pé da letra, Dirty Sexy Money ficaria algo como “Dinheiro Sujo e Sedutor”. Regado a intrigas de herança e divórcio, DSM deixa marcas na ficção dramático-satírica de valores. Nesse caso, os valores monetários da alta burguesia de Manhattan (representada no magnata de Donald Sutherland) se confundiam com a antítese de valores morais do modo americano de viver.
Na mão totalmente oposta de produções medianas e ruins como Meu Pior Inimigo (da NBC, com Christian Slater, já transmitida no People + Arts), que nem passaram do teste da temporada inicial, DSM acaba prematuramente como uma espécie de Sex And the City adaptado aos conflitos familiares americanos pré-crise de outubro passado. Agora, a situação dos Darlings é a pindaíba. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (3/5)

Autor: João Lima - Categoria(s): Força da Grana, Informes e editoriais, Séries Tags: , , , , , , , , ,
29/04/2009 - 12:15

Law & Order: SVU Maranhão: Olivia Benson encontra Silvana Andersson. E fica horrorizada com o que ouve

Se fosse gravada em São Luís, a série Law & Order: Special Victims Unit da rede americana NBC (mostrada em Pindorama no Universal Channel, nas bases da NET e Sky) teria uma premissa bem diferente da proposta original. Lotada no escritório de Brasília do Federal Bureau Investigation, a detetive Olivia Benson* (Mariska Hargitay) chega a capital maranhense para investigar alguns crimes de cunho sexual. “Mãs”, como diria o gaúcho, uma mãe de miss estadual recém-eleita vem ao seu encontro e traz relatos escabrosos de corrupção envolvendo sua participação no Miss Brasil 2009.
Ao acessar um blog independente de entretenimento da Internet brasileira, Benson fica chocada com os relatos de uma senhora sueca, Silvana Andersson, postados em meio aos comentários de um artigo chamado “Miss Brasil 2009: As alternativas que restam no mar de lama”. Coisa parecida à que a detetive Alexandra Eames (Kathryn Erbe) vira ao investigar uma rede de suicídios na reprise vespertina de ontem de Law & Order: Criminal Intent, no canal pago AXN. Bingo: os responsáveis foram presos e enquadrados na ficção americana. Na realidade brasileira nua (como a ex-fratella Josy Oliveira) e crua (como as grosserias editoriais do jornal nacional contra os movimentos sociais e a livre concorrência e de Tony Show, seus comparsas tucanos da Paraíba e Alborghetti), não. Nayla Micherif acha que pode tudo, inclusive transformar a vida pacata de Silvana Andersson no inferno em que está em nome da força de sua (escassa) grana (para se ter uma ideia, o número de patrocinadores do Miss Brasil na Band caiu de seis no ano passado para dois neste ano).
Em seu depoimento à detetive Benson, Andersson apresentou denúncias graves contra a empresa organizadora do certame (a Gaeta Promoções e Eventos) e a rede de televisão que o transmite. No laudo da Unidade de Vítimas Especiais de Estelionatos de Concursos de Beleza do FBI, Micherif e seu pessoal seriam enquadrados por corrupção ativa e corrupção passiva. E o mais grave: a Band poderia ser proibida de exibir o Miss Brasil 2009, já agendado para o próximo dia 9. Vai ter polícia na porta do Memorial da América Latina. Pode escrever.

Autor: João Lima - Categoria(s): Em causa própria, Força da Grana, Independência editorial, Mídia regional, Pedidos dos leitores, Política nos concursos de beleza, Projetos especiais, Variedades, concursos de beleza, Ética nos concursos de beleza Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
29/04/2009 - 11:44

American Idol: Público elimina Lil Rounds e Anoop Desai, bota Louisse Freire e Thaís Portela na berlinda e salva coordenador de misses maranhenses

Para quem viu a eliminação dupla do American Idol no último domingo, a saída da mãe solteira Lil Rounds e do descendente de indianos Anoop Desai foi um refresco depois da maratona disco. No entanto, o que Ryan Seacrest não tinha na sua pauta era a obrigação de anunciar em inglês bem claro:

After the nationwide vote*, America decided**: Louisse, you are leave to home today. Thaís and Márcio***, you are safe.

Na verdade, não foi nem necessária a anuência de Kara DioGuardi, Paula Abdul, Randy Jackson e Simon Cowell para salvar a alma de Freire no Miss Brasil 2009. Até porque as regras da máfia da Gaeta não permitem resgate de misses por parte do júri prelimimar (que aliás, nem existe). No AI, Matt Giraud o foi com sua bela interpretação para Have You Ever Really Loved a Woman?, da película Dom Juan De Marco, na semana anterior.
Usar o pretexto de exames médicos de rotina (como qualquer ser humano faz) para trocar uma candidata estadual a Miss Brasil com fortes chances de disputar o título (Louisse Freire) por outra tecnicamente mais fraca (Thaís Portela), sob o pretexto de que a vencedora original “não é compromissada” (compromissada como?) e “não está na pauta” é tão humilhante quanto a covardia de Cowell ao não ter salvado um portorriquenho (Jorge Nuñez), duas mães solteiras (Alexis Grace e Megan Joy), uma afro-descendente (Jasmine Murray) e um deficiente visual (Scott McIntyre). É o que se chama, na prática, de desrespeito a minorias. E, sobretudo, a nordestinos. Os temidos “carecas do ABC” parecem ter se infiltrado na direção do concurso nacional. O couro ainda vai pegar.
***
Em tempo: seria muito mais sensato a organização do Miss Brasil trocar o lixo musical do pagode paulista do Raça Negra ou o mineiro de Alexandre Pires por alguém mais de categoria, de finesse, como David Archuleta. Para informação de Nayla e seus capangas: o rapaz tem só 19 anos e já está a campo, em território americano, divulgando seu primeiro álbum. Seu xará Cook, que o derrotou, está o fazendo há um bom tempo. Nada contra o Olodum ou o Araketu, mas não queremos nada que polua nossos ouvidos, que não são privadas de ônibus das viações Itapemirim, São Geraldo, Gontijo, Nacional ou Nacional Expresso, por exemplo.

*Em bom português, “depois da reunião dos tzares da Gaeta, da Band e do Miss Maranhão”
**Traduzindo: No Idol, o público decide sim, no Miss Brasil, só decide quem é capanga, Backstreet Boy ou N’Sync de recados de Nayla Micherif e sua gangue tucano-globelezada-monopolista
***Márcio Prado, fotógarfo e coordenador do concurso Miss Maranhão desde 2007

Autor: João Lima - Categoria(s): Eventos, Independência editorial, Música, Mídia regional, Pedidos dos leitores, Política nos concursos de beleza, Projetos especiais, Reality-shows, Variedades, concursos de beleza, personalidades, Ética nos concursos de beleza Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
28/04/2009 - 13:11

Miss Brasil 2009: A máfia de Divinópolis

Ainda procurando aprofundar essa coisa da máfia mineira que influi na manipulação de resultados do Miss Brasil de 2003 para cá, vamos direto à raiz de toda a coisa. Sediada em Divinópolis desde 1999, a organização do miss Minas Gerais só começou a mostrar as suas garras midiáticas a partir da indicação da segunda colocada da disputa de 2003, a patoense-de-minas Gislaine Ferreira, para preencher o vácuo deixado pela organização do concurso de Tocantins. Como se sabe, o que Gislaine sabia sobre Tocantins é que familiares seus possuiam à época do certame uma fazenda na região. Pouca coisa: o fato de ter uma propriedade no Estado pelo qual vai competir não significa que a miss represente a região em questão (Gislaine é mineira, mas vergou a faixa de um Estado amazõnico).
Com o esquema forjado, Gislaine levou a faixa de miss Brasil 2003 na base do aliciamento de jurados e de uma coisa remota ao Watergate revelado por Bob Woodward, do Washington Post (que jogou Nixon às feras em 1974). Tratava-se de uma coisa séria, mas os “media coachers”, os Backstreet Boys de recados da Gaeta teimaram em abafar. Seria caso de cassação por fraude e falsificação de informação. Mas a impunidade da turma divinopolitana prevaleceu.
De 2004 a 2006, as misses coordenadas por José Alonso Dias obtiveram, respectivamente, um segundo, quinto lugares e um top 10. Para Natália Guimarães tascar o título de Miss Brasil 2007, seguiu-se o mesmo script, a mesma cantilena, regada a uso de verbas públicas de publicidade, manipulação de informações, coação de jurados na disputa nacional e tentativa de aliciamento dos julgadores da etapa internacional, realizada na Cidade do México. Usaram santinhos e o CD Dante XXI do Sepultura para corromper Dave Navarro (ex-Red Hot Chilli Peppers e Jane’s Addiction). Como bom roqueiro que é, o ex de Carmen Electra achou de bom senso não “trair o movimento” em nome da politicagem brasileira. Navarro sabe, Navarro conhece o Brasil, já tocou no Hollywood Rock é conhece bem a nossa coisa.
Noves fora as pilantragens de Tony Romo, James Kyson-Lee e Lindsay Clubine (paus mandados da NBC), Dave Navarro é, ao menos, o que se pode chamar de jurado decente de concurso de beleza. Não se vender às máfias do Miss Brasil criadas do fim dos anos 90 para cá não é só seu princípio: é uma obrigação para com fãs e a sociedade de uma forma geral.
Para quem espera mais de Rayane Morais no Miss Universo 2009, caso esta vença o Miss Brasil, as linhas acima já são um aviso prévio da reprise da corrupção que pode vir a acontecer, envolvendo o nosso dinheiro e a imbecilização da nossa imprensa. Com uma nova locação, desta vez no resort Atlantis, de Paradaise Island/Nassau, no paraíso fiscal das Bahamas. A história, a princípio, já mostra alguma coisa.
***
P.S.: Para não comentarem que faltou alguma coisa a dizer, desde setembro do ano passado a Band puxa a bola sistematicamente de Rayane Morais. Da coroação como miss MG até a sua aparição ontem numa matéria do CQC sobre a festa de Tiradentes em Ouro Preto, está claro (e nítido, seja em SDTV ou HDTV) que a emissora e a Gaeta querem mesmo é formar um “comboio da alegria” para torcer por Rayanne em Nassau, amparadas no Erário mineiro. A mesma brincadeira se fez para apoiar Natália em 2007. E deu no que deu.

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27/04/2009 - 16:32

Essa é a mídia que o Miss Paraíba tem

Só a revista editada pelo coordenador Rogério Freire deu destaque (?) à coroação de Flora Meira como miss Paraíba 2009. E os outros veículos de comunicação, como os jornais do grupo Associados (dono da afiliada da Band no Estado), deram algum tipo de registro através de seus sempre atentos colunistas sociais? Até onde se sabe, na busca de notícias do Google, não.

Autor: João Lima - Categoria(s): Em causa própria, Eventos, Independência editorial, Jornalismo, Mídia regional, Variedades, concursos de beleza Tags: , , ,
27/04/2009 - 16:09

Miss Brasil 2009: O que diz o perfil do coordenador paraibano

Em sua página, o responsável pelo Miss Brasil na Paraíba, Rogério Freire, se apresenta como “empresário de eventos e colunista social”, o que realmente procede. No seu perfil, Freire diz ter conseguido “se firmar na área de eventos com projetos ousados” (sic) e que em 2009 “comemora 20 anos de carreira profissional”. Até aí, tudo bem. O grande problema de Freire, no entanto, é a sua atitude de inicainte ao pegar uma licença estadual do Miss Brasil que estava em franca ascensão (com David Franca, entre 2007 e 2008) para depois transformá-la num crepúsculo de desinformação e desorientação midiática dos órgãos de imprensa de seu próprio Estado. Por essas e outras, a Paraíba só tem capengado nas edições do Miss Brasil de 2003 para cá. Alguma coisa tem que ser feita. Agora.

Autor: João Lima - Categoria(s): Independência editorial, Informes e editoriais, Mídia regional, concursos de beleza Tags: , , , ,
27/04/2009 - 13:25

Miss Brasil 2009: O que falta à goiana é lobby para o Miss Universo

Finalmente, a Band começou a exibir hoje cedo, logo no Dia Dia, os perfis individuais das 27 competidoras ao título de Miss Brasil 2009. No clipe da representante de Goiás, Anielly Barros, o que se viu foi muita propaganda, muita promessa, muita falácia e pouco discurso. Coroada em seu Estado no dia 24 de maio, Barros, caso vá disputar o Miss Universo 2009, irá para as Bahamas padecendo de um problema grave aos Estados debutantes em títulos de Miss Brasil: a falta de um esquema poderoso de lobby junto ao concurso internacional. Coisa que (fora as máfias do Rio Grande do Sul, Minas e afins) veremos nos próximos capítulos. E, sem lobby, adeus top 15.

Autor: João Lima - Categoria(s): Mídia regional, Política nos concursos de beleza, Variedades, concursos de beleza Tags: , , , , , , ,
26/04/2009 - 12:19

A paralisia da mídia de Flora Meira

Como não poderia deixar de ser, grande parte dos órgãos de imprensa da Paraíba não deu destaque algum à indicação de Flora Meira para a disputa do Miss Brasil 2009. Com a faixa arranjada de Miss Paraíba, Flora vai a São Paulo apenas para cumprir tabela, como todas as suas antecessoras de 2003 para cá. Título de miss simpatia é só simbolismo para aparecer na mídia tucanófilo-globelezada (isso nos bons tempos da máfia Soprano de Campina Grande).
Com a cassação do tzar Cássio I pelos nobres ministros do egrégio Tribunal Superior Eleitoral do Brasil, Rogério Freire perdeu a “boquinha” natural a que tinha direito caso o tucanato permanecesse no Palácio da Redenção. Dizer que não houve tempo para fazer concurso é bobagem, é marola. O que se viu foi uma mostra de incompetência e incapacidade de organizar concursos de beleza de grande porte. E isso a direção dos Associados na Paraíba (dona da TV O Norte, afiliada local da Band) já notou de cara.

Autor: João Lima - Categoria(s): Eventos, Mídia regional, Política nos concursos de beleza, concursos de beleza, Ética nos concursos de beleza Tags: , , , , , , , , , , ,
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