Já faz muito tempo que alguém, em alguma ensolarada e ociosa tarde de domingo, tomando uma caprichada caipira, beliscando uma carninha assada e assistindo a uma final de campeonato, perguntou para si mesmo:
_ O que será que seria se sabia-se que porventura fossemos o que seríamos sempre antes e depois de sermos o que achamos que fomos, se somos o que nós éramos antes de sermos nós mesmos?
E hoje amigos…. Sabe-se que 99,8% da população mundial gosta de pizza…

“Santa pizza!”
Mas a muito mais tempo, em uma nebulosa manhã de segunda-feira, um triste e deprimido ser, olhando a relva encharcada da grossa chuva de Outono, em sua velha charrete rumo ao trabalho, se perguntou de surpresa:
_ Quem? sou… eu?
E até hoje não sabemos quem foi ele, e muito menos a resposta geral dessa pintalegrete pergunta que insiste em questionar o sagaz saber humano…
O que… quem! quando! qual? tem?! Mais cerveja?! Mas ainda não tomei nenhuma!!
E agora eu pergunto, pra mim e pra você:
Quem somos nós?

Nós.
Eu acho que até me lembro bem daquela tranquila noite sombria e etc. etc. onde fiz a mesma pergunta sacal…
E desde então, venho buscando no fundo da alma, garimpando minha tênue mente, dissecando meu frágil pequeno ego, subjugando minha consciência em sessões de tortura existencial, para achar uma resposta que sacie minha vontade de tomar cerveja ter o conhecimento de o que, de quem, quem sou eu?! E se sou eu mesmo, o que faz ser o que sou?!
Bom, então… devagar a divagar divagaremos… hmm…
Desdenhando de forma simples e singular, sabemos que o que faz você ser você mesmo, é a personalidade, o meio com que cada um se comporta e se expressa individualmente…
Pois bem, imaginemos uma mente vazia, sem nada, nenhum conhecimento, nenhuma personalidade, etc.
Teremos aí uma mente perto do que seria, digamos, uma mente recém nascida…
A personalidade, é ganha conforme se vai aprendendo novas formas de agir e pensar, se diferenciando conforme o grau de consciência…
A personalidade é o conjunto de todas as “ferramentas” que um cérebro vai aprendendo a usar…
A falta de personalidade, normalmente é atribuída a alguém que “copia” outra(s) pessoa(s), não possuindo um jeito de agir realmente próprio.
Mas se pensarmos bem, não existe falta de personalidade…
Isso é algo natural, todos fazemos isso desde sempre…
Pegamos o jeito de conversar de alguém, o jeito de brincar de outro, o jeito de contar piada, de discutir … Todas essas ferramentas já existem, apenas pegamos um tanto de cada um que conhecemos no decorrer da vida, e montamos uma maneira própria de agir, seja “mecanizada” ou espontânea.
A falta de personalidade do dito cujo, é apenas um atributo da sua personalidade, que deixa-se usar seja por pretensão, admiração, ou até seja algo inconsciente…
Quem nunca pegou um jeito de falar de um amigo, ou o jeito de dar risada, ou já se flagrou falando no mesmo tom que algum personagem de TV, ou voltou de uma viagem de três dias falando com um sotaque diferente?
Está no ser humano a capacidade de reter essas informações, copiá-las e usá-las, mesmo que seja pra transformá-las depois.
Claro que uns tem uma predisposição maior pra isso, outros menos…
O nível de consciência também é fundamental para moldar a personalidade, aliás, é ela que permite, se for a vontade do indivíduo, termos a noção de onde começa e termina o “eu”, tendo o trabalho também de nos dizer como ou quando usar nossos traços de personalidade, assim como mudá-los.
Mas isso é apenas uma ilhota no mar dos saberes existenciais…
Então pra resumir, cada um é cada um, e tudo isso é apenas versa-vice…

E agora sei que tudo acaba em pizza e principalmente que eu quero uma cerveja!