Na longa viagem ao encontro das novas descobertas, conseguimos fotografar novas galáxias, e o Universo, tornou-se pequeno… Ficou chato, comprido, alto, largo!
Colocamos uma sonda na barriga e outra no planeta Marte – somos os novos marcianos – vermelhos, brancos, negros, amarelos, sem cor ou raça: metal barato, cachaça, cigarro!
Tomamos posse sem violência, sem cara feia, com os pés de aço ou de lata, e a aparência – na forma de robô. Lunáticos: nunca mais seremos! Bebemos etanol; cheiramos fumaça!
E a Lua e Marte são velhas histórias ultrapassadas… Viva o Homo sapiens!
Derrubamos algumas torres. Levantamos outras. Talvez as que erguemos sejam mais altas que a bíblica “Torre de Babel”, ou mesmo: de papel… Estamos na batalha diária!
Não somos terráqueos malucos… Aprendemos as lições de casa. Nos novos edifícios existem as vozes do diálogo e da tolerância… É samba, rap, reggae, rock!
Nossas asas metálicas continuam evoluindo. Algumas quebraram! Caímos… Quem não cai? Pássaros também caem no primeiro vôo… É a lei da gravidade, Newton, Isaac…
A asa e o vôo são relações já dominadas… Viva o Homo sapiens!
Bebemos todos os vinhos possíveis. Brindamos em homenagem às novas conquistas profissionais, à saúde, à paz e à harmonia… Da literatura, do cinema, da música, da política!
Superamos várias tragédias humanas. Furacões, Terremotos, Tsunamis e Titanics, agora são roteiros do moderno cinema comercial. É trash, é atual, é over, é animal!
O podium ficou pequeno para tantos atletas e suas vitórias. Homens e mulheres conquistaram novos recordes… Alguns, com anabolizantes! Outros com Anas, aborígenes, antes e depois…
Os limites – físico e emocional – já não entram em conflito com a ética… Viva o Homo sapiens!
As fotografias coloridas e digitais mostram os continentes globalizados. Será que não existem conflitos religiosos, comerciais ou políticos? É viagem… Sem cigarro, pileque ou porrada!
Será que caminhamos para uma nova era? Calma internauta! É um sonho! Continuamos na velha e complicada rotina terrestre… Correndo, comprando, comendo, cagando!
Estamos em 2011, mais velhos, mais confiantes e talvez – mais tolerantes e humanizados… Viva o Homo sapiens!
E os viajantes da nave “Terra” seguem sua jornada… Até o novo Big Bang ou nova Big Band, ao som de Ray Charles, Cauby, Ângela Maria e Sinatra!
Lá na “Central do Brasil”
O santo “tá” no desgosto
No velho trem matutino
Um moço perde o pescoço
Os camelôs na avenida
Em Ipanema e Leblon
Vão deixando no asfalto
Um pedaço
Do bom papo
Que se tem
Na cabeça do louco
Que a polícia pára
Vim da “Rocinha”
E vou pra Paquetá
Sei, sou dengoso
Bem mais que Bagdá
Traço no subúrbio
As cartas do barulho
Se não foges de mim
Faço uma faca de marfim
Sem tua sedução
No meu coração
Sou mais um “Mané”
E no local que caiu
Um “cano” bem perigoso
O belo vem de mansinho
O feio sai no alvoroço
E o sacolejo em “Caxias”
Saquarema e Bangu
Na cidade é o retrato
Do espaço
Não é caso
Se não vem
Esperteza do pouco
Que a malícia traga
E no local que caiu
Um “cano” bem perigoso
O belo vem de mansinho
O feio sai no alvoroço
E o sacolejo em “Caxias”
Saquarema e Bangu
“Onde” vai o olhar deste mar azul
Vai se derreter no íris da estrela
“Pras” pupilas ruivas deste sol moreno
“Pros” lábios da chuva, lírios e roseira
Vai deter tristeza nos rios da vida
Vai viver alegre no final do medo
Vai amanhã cedo buscar dia branco
Desnutrir a dor, desvendar segredos
Vem comovendo, tende aumentar
Deslumbramento na terra e ar
Vai rasgar a brisa que tentou tristeza
Vai buscar beleza olor da margarida
Atinar as velas, fornir gaivotas
Depois ele volta em oceano ainda
Antes do mercúrio cortar os pingüins
Rins serão sadios nas baleias brancas
Tantas mil palavras calarão por fim
Assim que lavarem a garganta humana
Cio nos rios, foz na manhã
Novos cardumes nas águas sãs
Hoje é um dia especial… Estou feliz! Descobri que 01 molécula (+) 01 molécula (=) 02 moléculas. Sou um gênio! Estudo Ciências Biológicas. Com essa hipótese formulei a equação da molécula de “água em pó” e fui indicado para o Prêmio de Química Pernambucana – “PQP”. A votação, divulgação e premiação do “PQP” ocorrerão em Brasília no dia 30 de Fevereiro. Na entrega do prêmio máximo estarão como convidados: os mensaleiros, sanguessugas, lobistas, senadores (fixos, móveis e cassados), jornalistas arrependidas, deputados, senadores, prefeitos, ministros, donos de rádios, jornais, revistas e tv’s brasileiras que cobram o famoso jabá para divulgar a obra intelectual de um aprendiz da ciência. Não ache que sou apenas um chato, dependente e sem dinheiro no bolso ou no banco. Um dia ainda vou ser dono de um grande laboratório. Com meus tentáculos de polvo controlarei os famosos “puxa-sacos” – que dentro da cadeia alimentar do “tubarão político” – ficam abaixo dos parasitas. Por coincidência eles estão no Planalto Central Tupiniquim.
Haverá “comes e bebes”. A bebida oferecida será “Coca-Cola Pernambucana” – água tônica com café. Os pernambucanos não são bairristas… Apenas divulgam sua cultura. Para o petisco: carne de bode bem assada. Justa homenagem ao antigo político “Mr. Severino”. Oxente! Até “mainha” vai gostar e lamber os dedos… É bom demais! Só falta a farinha de mandioca e um cheiro no cangote! O secretário particular do Presidente “Lula Lá” ainda não confirmou a presença do Presidente “Lula Cá”. O apoio político é algo necessário a esse e outros humildes inventores. Sou pernambucano, socialista, naturalista, pacifista, mulherista… Desculpe! Errei! Quis dizer: feminista. Não devia ter bebido derivados de etanol!
PARTE 02
“PQP” não é Puta Que Pariu! Não colocaria algo obsceno em um texto da mais alta qualidade científica! As preocupações são muitas… Não quero problemas com a volta da censura ao que for escrito e comentado. Uma dor de cabeça: o voto do jurado Virgulino Ferreira (o “Lampião”) e seu bando ao “PQP”, está me deixando careca. A Bancada Evangélica – que apóia parte da minha invenção – não quer o envolvimento material e espiritual de bandoleiros. Sou democrata e vou aceitar essa observação. Negociar é o segredo para ganhar os votos tão importantes ao meu reconhecimento como gênio e pesquisador brasileiro. É a sabedoria do abraço e aperto de mão nas esquinas e vielas do acaso. Quem tem a pureza da “água em pó”? Quem?
Alguns colegas da área científica dizem que socialmente minha fórmula é inútil… “É coisa de amador…” Precisarei de 02 litros de “água líquida” para dissolver cada 01 litro de “água em pó”. Acho que eles estão com “dor de corno”. Já não conseguem ter déias brilhantes iguais às minhas. O “complexo do alce” está machucando alguns neurônios supérfluos!
PARTE 03
Não sou nordestino besta… Tenho consciência que o uso da “água em pó” secará todos os reservatórios de “água líquida” do Nordeste do Brasil. Não será fácil convencer os químicos e os grandes laboratórios no embarque da parceria comercial (x) projeto universal. Alguns têm pavor de canoa furada. O povo pernambucano não morrerá em naufrágios… A maioria dos rios, açudes e outros tipos de reservatórios estão secos. Lá é impossível morrer por afogamento. Até os peixes nascem e não aprendem a nadar! O carcará – águia do Sertão imortalizada na canção de João do Valle – voa com uma asa só! Com a outra ele se abana… O calor é insuportável!
Se você não entendeu o segredo ecológico e político de minha fórmula social… Perdoe-me! Procure estudar Ecologia. A “moringa” não foi feita apenas para segurar as orelhas e nem para servir de “garagem de chapéu”. Desculpe pela educação pessoal! Não quis ser grosseiro e nem inconveniente… Por possuir um “QI de Ameba” movido à meleca pura, consegui ser aprendiz de leitor nas “Ciências Ocultas e Letras Apagadas”. Tenho moral e sabedoria para dar e vender bons conselhos. Estude! Eu sou um espelho das ciências e coisas inúteis no desenvolvimento brasileiro. Não duvide da “água em pó”.
PARTE 04
Aproveitando o grande momento, quero pedir que a escolha do “PQP” (em Brasília) seja igual àquela da premiação do “OSCAR”… Nos EUA é assim: cartel (+) cartel (=) “Senhor Que Usa Anel”. Rimou? “Uai sô…” Não gostou? Chame o Itamar! É só assim que “nós vai de black-tie tomar um milk-shake com pão de queijo…” Lá mesmo: nas terras do Tio San e Pato Donald.
Quero e vou ganhar o Prêmio “PQP”. Mesmo com ou sem lobby! Sou nacionalista… O prêmio servirá pra eu colocar a “bunda” na cadeira cativa da ONU. Não perguntem pra quê! Não sei usar os “quês” da gramática… Tenho amigos poderosos… Até o “Bush” já entrou no “Etanol”… “Pra ele entrar na água em pó” é uma questão de uns “goles a mais…” Tenho dois assistentes: “XI” para assuntos hídricos; “XII” para assuntos do paladar e erros do português falado e escrito… Sou cientista! Não sou escritor! Bolas! A imprensa é “foda”!
PARTE 05
Um prêmio é sempre um prêmio! É mais um troféu para ser vendido ou fundido como ferro velho, e alguns reais ou dólares depositados nas contas dos paraísos fiscais. O grande problema é com relação à aliança com os mineiros. “Uai sô…!” Não gostou? Chame o Itamar! Será que eles toparão uma dobradinha: “água em pó” pernambucana (x) “leite em pó” mineiro? E se alguém achar que é monopólio? Posso convidar um paulista! Esse entrará com o café em pó… Solúvel! Será a política do “café com leite”. Desculpe ser sarcástico!
E a “água líquida” para dissolver tudo isso? Quem vai fornecer? Vai dar confusão e muita poeira “pra manga!” Não “tô nem aí!” Vou deixar que comam a farinha no mesmo saco!
A mulher é a luz em todos os “universos”
Nesses grãos de estrelas, poeiras cadentes
Brilham os olhos dela: nas constelações
No zodíaco é aquário, águas transparentes
Como seria esse mistério estrelar sem ela?
A mulher, nesse reino é princesa ou rainha
Nos relatos escritos há séculos ou milênios
Ela é a mágica da poção da fada madrinha
Tantos e tantos trovadores já cantaram…
A beleza sensual e feminina em serenatas
Muitos guerreiros e suas armaduras, caíram
Em duelos defendendo a honra das amadas
Os milênios correram no segredo do tempo
Iguais ao trote do cavalo no espaço sideral
E o homem em sagitário, procura os olhos
Na saga, ele verá a vitória do amor natural
São os seios, a inspiração na “Via Láctea”
Doce leite que corre, nos fartos mamilos
Saciando a fome de amor do “Astronauta”
Ícaros sem asas, nós somos todos meninos
Mamãe! Quando eu crescer quero ir ao topo
E sair em todos os canais da mídia moderna
Igual a você, mosquito da dengue… Famoso!
Que pica o povo do condomínio ou da favela
Vão dizer que sou mais um mosquito medroso
Por falar que favela não é lugar de mortandade
Lá se queima um bagulho no mosquito dengoso
E as crianças sobrevivem. Viva a comunidade!
O “fumacê” virou na contramão, sem uma meta
“Saci-pererê” fumou, baseado na forma amadora
Sou assim! Sou Aedes aegypti. Dengue na certa!
Ai de ti! Não é dengo… É epidemia assustadora
PAC deles, abandono, conversa fiada e picadas
Trinta e cinco mil sofrem aqui no Rio de Janeiro.
Quarenta pessoas embalsamadas… São almas!
Sofridas, penadas, por descaso do embusteiro
Mamãe! Quero ser um mosquito bem valente
É melhor que ser aquele vampiro impostor…
Livre em 2008… Bebo sangue! Mato gente!
Sem prevenção, sem direção… Aqui eu estou!
Hoje é o “Dia Internacional da Mulher” – data para reflexão e cobranças. É dia de festa e de homenagem à mulher. É dia de entender a atual situação das mulheres nos continentes ditos civilizados ou não, e as políticas sociais em benefício do sexo feminino.
Um brinde às mulheres rainhas, princesas, operárias, estudantes, atrizes, cantoras, compositoras, pintoras, professoras, senadoras, deputadas, juízas, advogadas, médicas, enfermeiras e escritoras. Um brinde ainda para as mulheres que vivem à margem da sociedade. São presidiárias (inocentes ou não), escravas (esperando a alforria), prostitutas maiores e menores, analfabetas, portadoras de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e outras que trabalham na cidade e no campo – sem as mínimas condições trabalhistas. São mulheres que sofrem de uma doença crônica moderna: a discriminação. Elas estão aprendendo a lutar pela sobrevivência e cidadania. São mulheres com alma, esperança, poder de sedução, poder de mudança, de educação, e aprendizes nas sociedades machistas.
O brilho da mulher está em todos os lugares. Brilha a mulher negra, branca, amarela, vermelha, azul e até a transparente – moradora das comunidades opacas. Brilha ainda a mulher amante, esposa, namorada, que apenas fica, amiga, inimiga, conselheira, confidente e inconfidente, mãe, tia, avó, filha, neta, nora, irmã, prima e mulher primazia. Viva a mulher! Viva a mãe da terra, da água, do ar, do fogo! Viva a mãe africana, européia, asiática, americana, brasileira, santa, profana, do terreiro, do templo budista ou judeu, evangélica, com ou sem religião, feminina ou não – apenas mulher!
O planeta Terra talvez um dia) será outro planeta na visão da poesia. Quando? Na medida em que o Ser Humano Homem perceber a importância vital do Ser Humano Mulher. E para felicidade geral das nações e dos poetas, acontecerá a verdadeira transformação na sensibilidade masculina. Serão os caminhos da perfeita harmonia tão perseguida na arte?
Brasil, primavera de 2007, ligo o aparelho de TV (quase digital), o computador com internet (banda larga e muda – sem placa de vídeo) e percebo que minha vida de rotina e de outros brasileiros está mudando. Será?
Leio jornais e revistas on-line, blogs, fofocas, e os assuntos já não são os mesmos: o consumismo e mania de grandeza voltaram a reinar nos templos dos faraós de “Brasília Teimosa”. O petróleo, Petrobrás, Lula, etanol, Tropa de Elite, Bolsa de Valores de São Paulo, Grammy Latino, Big Brother 8, e outros temas, fazem o “Brasil Brasileiro” parecer o país dos milagres. Será que não estamos brincando de sonhar os sonhos de “Alice no país das maravilhas?”
Analisando todos os meus erros e acertos - na busca da sobrevivência – nos últimos anos, percebo que a correria e teimosia não me levarão a nenhum pódio. Foram cursos profissionais, busca de reconhecimento pessoal, noites sem dormir, finais de semana formatando projetos e projetos, viagens e viagens, hospedagens em hotéis de cinco e zero estrelas e muito mais. Valeu à pena?
Novas perspectivas profissionais aparecem todos os dias, e em todas as áreas do conhecimento. Não serão miragens do deserto do Saara? Como lidar com essas ilusões e ondulações sociais? Como começar ou recomeçar uma nova vida, em um mundo tumultuado por concorrências desleais, jogos de amizades em troca de interesses políticos, intelectuais, financeiros, ou mesmo: poder pelo poder, exposição da vida privada e degradação moral. O que é um ser humano amoral?
Será que vale à pena a correria em busca de automação e de auto-suficiência em bens de consumo? E as brigas diárias por domínio da tecnologia de ponta e a falsa sensação de bem-estar individual e coletivo? O tempo diz a hora certa das mudanças. Uma pausa na vida de cada cidadão e alguns minutos de reflexão, para o entendimento das palavras “Limite e Ética”, poderá ser o caminho de uma nova forma de viver e o verdadeiro motivo da construção de civilizações não-materiais. O Brasil caminha… E daí?
Se o caboclo canta alto
O voar de “arribação”
Aparece na longínqua
Terra amada, o Sertão
Repentista finaliza
Um repente de cordel
Feito “aves de rapina”
Devorando a carniça
Varredor é sempre o vento
Que carrega dessa estrada
Um aboio da boiada
Ao olhar de um vaqueiro
Pois cantar já não basta
Nessa vida tão sofrida
“Repentistas de Rapina”
Suas rimas são mortíferas
Se abastece o carniceiro
Emudece o cantador
Lá se vai a esperança
De um velho lavrador
As rendeiras tecerão
As mortalhas engomadas
Se os filhos desse chão
Não saírem dessa desgraça