19/03/2009 - 16:20
O CEO da Microsoft, Steve Ballmer, afirmou nesta quinta-feira (19/03) que uma eventual fusão entre a Sun e a IBM poderia ajudar a Microsoft. Para o executivo, o tempo que a IBM levaria para incorporar os ativos da Sun em uma única empresa daria vantagem competitiva aos seus concorrentes.
“Nós competimos muito com a IBM e não acho que isso vai mudar estrategicamente, mas acho que eles levarão um ano ou dois para digerir tudo o que as duas empresas estão fazendo e eu vou saborear este período”, disse Ballmer durante um evento em Nova York.
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O executivo afirmou que a venda representaria uma “saída estratégica” para os acionistas da Sun, mas questionou as razões pelas quais a IBM faria o negócio. Para ele, a Sun tem hoje um portfólio complexo de produtos, que inclui uma série de equipamentos e software, muitos deles sobrepostos aos já desenvolvidos pela IBM. “Acho que a compra da Sun inclui uma série de coisas, e você precisa decidir se quer todas elas”, ponderou.
A Microsoft e a IBM competem na área de software, principalmente em middleware, infraestrutura de desenvolvimento de aplicativos, tecnologia para bancos de dados e softwares de colaboração e trabalho em grupo.
Já a ligação mais evidente da Microsoft com a Sun foi a batalha judicial de sete anos envolvendo a linguagem de programação Java. O processo foi concluído em abril de 2004, com a Microsoft pagando 2 bilhões de dólares a Sun para licenciar a linguagem.
FONTE: Por IDG News Service (EUA)
Autor: Alessandro da Silveira - Categoria(s): Sem categoria
Tags: balmer, Microsoft, noticias, steve
10/03/2009 - 12:24
A Oi estima investir entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões em 2009 para ampliar sua presença no mercado nacional, após a compra da Brasil Telecom (BrT). Cerca de 60% dos recursos serão aplicados na telefonia fixa e os outros 40% restantes vão para a área móvel.
Os novos investimentos foram anunciados no final da tarde desta quinta-feira (5/03), pelo diretor de finanças e relações com investidores da Oi, Alex Zornig, durante teleconferência com a imprensa para divulgação dos resultados do balanço companhia em 2008.
Com essa injeção de capital, a Oi espera até o final de 2009 concluir a integração da oferta de produtos da BrT e Amazônia Celular, unificando a marca em toda sua área de cobertura. O nome Brasil Telecom, sairá do mercado.
Segundo Zornig, os novos investimentos tem como objetivo conquistar novos clientes. Sua meta é trazer para a operadora mais cerca de 9 milhões de assinantes em 2009 e encerrar o ano com 65 milhões de usuários, somando telefonia fixa e móvel.
Para ampliar a base, o executivo destaca que a operadora vai, além de integrar a operação Oi e BrT, expandir a oferta de banda larga, criar pacotes convergentes e lançar o serviço de TV por satélite (DTH).
Aposta em 3G
No bolo destinado à telefonia móvel, está previsto um reforço na operação de São Paulo, onde a companhia está atuando desde outubro de 2008. Zorning diz que a empresa quer atrair cerca de 3 milhões de clientes no mercado paulista em 2009, além dos 2 milhões já conquistados com campanha agressiva da venda de chips pré-pagos. “Queremos ter 5 milhões de clientes em São Paulo até o final do ano”, projeta o executivo.
Uma das armas para atingir essa meta é o lançamento do serviço 3G, com ampliação da rede de dados. A empresa promete também a oferta de banda larga móvel pelo modelo pré-pago, a exemplo do que anunciou a TIM.
Apesar da crise, o diretor financeiro da Oi demonstra otimismo e diz que a operadora não teve seus negócios afetados pela recessão. Sua preocupação maior é com o desemprego, que pode fazer com que alguns consumidores dos planos pós-pagos cortem gastos.
“Não acho que as pessoas vão deixar de falar ao telefone, pois o celular já é um bem de primeira necessidade, mas pais desempregados poderão cortar o serviço dos filhos adolescentes”, diz o executivo.
Resultados de 2008
A Oi conquistou cerca de 8,7 milhões de novos clientes em 2008, considerada a maior adição líquida já registrada em um ano. No fim de dezembro, a operadora contabilizava 40,4 milhões de usuários.
Do total da base de clientes,13,9 milhões eram de telefonia fixa, 24,4 milhões usuários de celulares, 2 milhões de assinantes de banda larga (sendo 1,965 milhão em ADSL e 51 mil em cabo na Oi TV).
Com esses números, a empresa encerrou 2009 com participação de mercado de 30,3% em dezembro (ante 26,9% do fim de 2007).
Em volume de receita, a Oi encerrou 2008 com faturamento bruto consolidado de aproximadamente R$ 27,2 bilhões, aumento de 8,1% em relação à do ano anterior. Os ganhos líquidos subiram 6,6%, para R$ 18,7 bilhões.
O lucro líquido foi de cerca de R$ 1,2 bilhão. A comparação do resultado de 2008 com o de 2007 mostra recuo de 50,2% refletindo itens não-recorrentes que afetam a análise comparativa.
Já o Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciações e amortizações) consolidado atingiu R$ 6,068, queda de 6,9% em relação a 2007.
O resultado, contudo, foi influenciado pelos eventos não-recorrentes que também afetaram o lucro. Desconsiderando esses efeitos, o Ebitda teria atingido R$ 6,451 bilhões, com avanço de 1,6% em relação ao ano anterior.
Autor: Alessandro da Silveira - Categoria(s): Sem categoria
Tags: aplicativos, noticias