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22/09/2009 - 22:24
O meu primeiro contato com agrotóxicos aconteceu quando estava com quase 6 anos, em 1945, no final da 2ª Guerra Mundial. O governo da Holanda livre decidiu levar todas as crianças das escolas e jardins da infância para tomar banho em lugares improvisados com chuveiros de água quente. Depois de secar o corpo e se vestir, aplicaram um pó branco, DDT, com um polvilhador manual, cobrindo todo corpo, inclusive os cabelos. Conseguiram eliminar os piolhos, sarna etc.
Este mesmo DDT foi o começo da introdução do veneno na agricultura. Depois chegavam, a cada ano, novidades no mundo agrícola.
Lembro-me do parathion que chegou em frascos pequenos junto com as máquinas costais de pulverizar. Aplicamos parathion nas beterrabas contra larva minadora sem máscara ou outra proteção e sem saber dos perigos dos agrotóxicos. Chegaram os herbicidas em forma de um pó amarelo que era tão “sistêmico” que penetrava nas mãos e embaixo das unhas ficando meses. No domingo depois da missa comparávamos com os amigos, quem tinha mãos e unhas mais amarelas. Nós nos orgulhávamos de fazer parte da galera dos jovens agricultores modernos. Chegou depois o 2-4 D, outro herbicida poderoso, que continua sendo usado. Reconheço até hoje o cheiro de muitos tipos de agrotóxicos quando vou a uma propriedade onde usam estes produtos. A inalação do cheiro vem acompanhada com a sensação das glândulas aumentadas e dor de cabeça.
Minha maior experiência com veneno agrícola aconteceu mesmo aqui, no Brasil, quando trabalhei durante muitos anos com todo tipo de agrotóxico. Vi centenas de peixes mortos quando a chuva pesada lavava uma plantação recém pulverizada levando a água contaminada para os rios e açudes. Também vi muitos pássaros mortos que desenterraram e comeram sementes plantadas com veneno. Vi como um agrotóxico matou um burro que, no trabalho de puxar um sulcador, inalou tantos gases tóxicos de um dos mais terríveis venenos sistêmicos, Temik, que caiu morto no final da tarde. Tivemos muitos incidentes graves com herbicidas também matando ou prejudicando a própria cultura plantada. Certo ano levamos 5 pessoas intoxicadas para o hospital. Elas plantaram milho tratado com o terrível inseticida Furadan. Apesar de usar máscaras, elas inalaram mesmo assim, de alguma forma, um pouco do produto. Após este incidente abolimos de vez o seu uso. Tenho um cunhado que nos anos sessenta aplicou veneno Folidol nos tomates com uma máquina costal que estava com vazamento, molhando assim as costas dele. O produto sistêmico penetrou no seu corpo, atingindo os rins. Ficou meses em repouso absoluto e já falavam na necessidade de um transplante em que sua irmã Tini (hoje minha esposa) seria a possível doadora. Mas, graças a Deus, a situação dele reverteu.
Com essas experiências muito negativas, mudei para o orgânico, um caminho difícil. Os produtores orgânicos ficam muito sozinhos, quase não existe apoio das universidades e pesquisadores. Por que será? Mesmo assim, conseguir produzir e comercializar um alimento que só traz saúde dá muita satisfação.
Infelizmente o uso de veneno na lavoura só aumentou. Em 2008 o Brasil ganhou o título nada honroso de ser o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, comprando até muitos venenos proibidos em outros países. Razão a mais para consumir produtos orgânicos.
Joop Stoltenborg
http://www.aboaterra.com.br/artigos/
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Sem categoria
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09/04/2009 - 19:01

Amina, de cinco anos, ajudou a construir o protótipo
Forno solar “Caixa Quioto”
Caixa de cartão ganha prémio internacional “climático” de 75 mil dólares 
09.04.2009 – 16h55 Helena Geraldes
Um forno solar numa caixa de cartão que custa apenas cinco dólares (3,7 euros) a fabricar ficou em primeiro lugar no FT Climate Change Challenge, prémio internacional de ideias para lutar contra as alterações climáticas, foi hoje revelado. Jon Bohmer vai investir os 75 mil dólares (56,6 mil euros) a testar a “Caixa Quioto” em dez países e ajudar dois mil milhões de pessoas nos países mais pobres a deixar de usar lenha para cozinhar.A “Caixa Quioto”, que será distribuída gratuitamente, aproveita o efeito de estufa para cozinhar e pode levar dez litros de água ao ponto de ebulição em duas horas.
O dispositivo consiste em duas caixas de cartão, uma dentro da outra, com uma cobertura de acrílico que deixa a luz do Sol entrar e a acumula. A caixa de dentro está pintada de preto e a de fora está forrada com uma folha metálica para ajudar a concentrar o calor. Uma camada de palha ou jornais entre as duas caixas ajuda ao isolamento.
“Estamos a salvar vidas e árvores”, explica este norueguês à frente da Kyoto Energy, um negócio familiar sediado no Quénia, em comunicado. “Duvido que haja outra tecnologia que consiga ter tanto impacto com tão pouco dinheiro”.
A caixa de cartão, transformada em forno solar, pretende salvar as crianças que todos os anos morrem por beberem água não potável, permitindo às suas famílias ferverem essa água para matar os germes. Além disso, reduz os riscos de doença causados pela inalação de fumo, ao evitar a queima de lenha. Bohmer estima que, anualmente, sejam poupadas duas toneladas de carvão por família.O forno solar recebeu o apoio da família de Bohmer. O pai mobilizou apoio para o projecto na Noruega e a sua filha Amina, de cinco anos, ajudou a construir o protótipo.
“A ‘Caixa Quioto’ tem o potencial para transformar milhões de vidas e é um exemplo de uma inovação sustentável e passível de ser concretizada a larga escala”, comentou Peter Madden, director-executivo do Fórum para o Futuro (Forum for the Future), entidade que organiza o prémio.
A energia do Sol já é utilizada nos países mais pobres. Mas o que impressionou o júri – onde estiveram Richard Branson e Rajendra Pachauri – foi o potencial para a produção em larga escala. “Podemos começar a fabricar centenas e centenas de fornos solares todos os meses”, contou Bohmer à BBC online.
Bohmer espera obter financiamento do mercado internacional de carbono. Ao demonstrar que utilizar a “Caixa de Quioto” significa reduzir emissões de gases com efeito de estufa, ele pode ganhar créditos de carbono de empresas e países ocidentais.
Esta competição climática, que recebeu 300 projectos candidatos, teve o apoio financeiro do jornal “Financial Times” e da empresa Hewlett Packard.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1373536
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Energia, Sem categoria
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23/12/2008 - 13:59
Fora de Série
Data: 21/12/2008
Veículo: O GLOBO
Editoria: REVISTA O GLOBO
Conheça a escola que levou um modelo de ensino neo-humanista para crianças carentes de uma pequena cidade na divisa de Rio e Minas.
A poucos quilômetros de Belmiro Braga, uma cidadela próxima à divisa de Minas Gerais e Rio de Janeiro, surgiu nos anos 80 um povoado apelidado pelos moradores de Vila São Francisco. O lugar foi se formando mais ou menos assim: para evitar que empregados tomassem posse de terras por usucapião, uma lei que causou alvoroço na época, patrões das redondezas expulsaram levas de agricultores de suas fazendas. Sem ter para onde ir, as pessoas se amontoaram ali, naquele pedacinho de terra sem dono.Vila São Francisco apareceu no mapa desprovida de qualquer planejamento, de qualquer infra-estrutura. E com uma infinidade de problemas sociais — entre eles, a falta de uma escola para as crianças. Para poder estudar, os meninos tinham que percorrer pelo menos 15 quilômetros a pé pelas estradinhas de terra.
A história mudou com a chegada de uma turma de seguidores de um filósofo indiano chamado Shrii Ananda Murti, fundador do Centro de Ioga e Meditação Ananda Marga, que nasceu em 1955 na Índia e tem filiais em 150 países. No Rio, a base do instituto fica em Copacabana. Em 1990, o grupo comprou uma fazenda para retiros espirituais bem ali, em Vila São Francisco. E mudou a paisagem, criando a escolinha Sol Nascente, que levou para a meninada pobre, sem esperança, sem futuro, um modelo de ensino até então exclusivo de crianças bem-nascidas: o neo-humanismo, que prioriza o desenvolvimento emocional, intuitivo, criativo e espiritual. É uma linha de pedagogia parecida com a das escolas Waldorf, que fazem sucesso no mundo todo. Segundo essa filosofia, não basta aprender português, matemática etc. O desafio é formar pessoas bacanas.
— Trabalhamos as bases éticas e morais do ser humano. A idéia é que essas crianças cresçam saudáveis em todos os sentidos, criativas, inteiras, felizes — diz a pedagoga Sandra Brys, uma das fundadoras da Sol Nascente. — A fazenda foi comprada por 30 pessoas, que doaram cem hectares para projetos sociais. A escolinha, para crianças de 3 a 5 anos, é um deles.
O prédio da escola é uma graça, com jardim, playground e salas equipadas com toda a sorte de brinquedos pedagógicos.
Mantida com doações dos padrinhos — jovens freqüentadores do Ananda Marga no Rio —, a Sol Nascente foi mudando de cara ao longo dos últimos 18 anos. No início, funcionava numa casinha velha, sem estrutura, contando com a boa vontade de professores voluntários. Há quatro anos, o espaço foi finalmente inaugurado.
— Não tínhamos nem luz. O importante era conseguir introduzir uma nova filosofia de ensino para as crianças.
Elas se sentavam no chão, não tinham brinquedos, comiam com o pratinho apoiado em tocos de madeira — conta Dhiira Gomes, a tia Dhiira, uma mãe que resolveu arregaçar as mangas e colaborar com o projeto. — Tudo o que nos ofereciam a gente pegava. Percorríamos as lojas de xerox pedindo papel usado. Eu queria que os meus filhos tivessem acesso ao que o pessoal do Ananda Marga estava nos propondo. Então fui à luta. Meus três filhos estudaram aqui.
A rotina da criançada é mesmo especial.
Às 7h, os alunos iniciam o dia com o “círculo do amor”: cantam mantras e praticam ioga e meditação. Em seguida, vem o café da manhã. Depois, brincadeiras pedagógicas e livres, além das disciplinas convencionais. Às 11h, almoço. Tudo vegetariano e orgânico, colhido na horta da escola, plantada pelas crianças. Segundo Sandra, formada em pedagogia e com especialização na Universidade Gurukula, em Calcutá, no modelo de ensino neo-humanista, a ioga e a meditação são fundamentais para aumentar a concentração das crianças. E a alimentação vegetariana ajuda a desenvolver a consciência ecológica e o respeito à vida. Ninguém reclama de não ter carne.
Estefane, uma das aluninhas, diz que não gosta mais de comer “bicho morto”. Prefere os pratos vegetarianos preparados pela cozinheira da escola.
Até em casa não come mais carne.
— As crianças se dispersam com qualquer coisa. O que nós fazemos? Vamos conseguindo foco, através de vizualizações criativas. Pedimos que fechem os olhinhos e prestem atenção no canto dos pássaros, uma preparação para a meditação. Aos poucos, elas vão conquistando a introspecção — diz Sandra. — Já as posturas físicas da ioga são usadas para estimulação cerebral. A do leão trabalha a fala. A do coelho ajuda no desenvolvimento do pensamento lógico. A do pássaro traz equilíbrio emocional. Obviamente, uma criança não faz ioga como um adulto. A coisa é mais lúdica As atividades da Sol Nascente não se limitam ao espaço da escola.
Segundo a tia Dhiira, vira e mexe os professores vão bater na porta dos pais, propondo ações que os envolvam no novo mundo dos filhos, como bordar as toalhinhas usadas no lanche ou encapar os cadernos. Um dos principais focos do trabalho fora das salas de aula, no entanto, é a educação ambiental. Em Vila São Francisco, água limpa tornou-se um desafio diário. Não há rede de esgoto.
Então, aprender a manter a torneira fechada, a não poluir o rio local, a plantar perto das nascentes é fundamental para a sobrevivência do povoado.
— De um modo geral, as nossas escolas públicas não trabalham a valorização do amor, da natureza.
Essas crianças vêm de famílias problemáticas, às vezes com pais alcoólatras e mães que são vítimas de violência doméstica. Esse embasamento humanista é precioso e indispensável num contexto de miséria.
Posso afirmar: com a Sol Nascente, as crianças passaram a educar os pais — diz Dhiira. — As mães contam que as criancinhas chegam em casa e dizem que querem tudo igual na escola. Esse projeto me ajudou muito pessoalmente.
Quando os meus filhos começaram a estudar aqui, eu não sabia nada. Aprendi a me relacionar com o meio ambiente e com as outras pessoas vendo os meus filhos aprenderem.
A turma da Sol Nascente tem planos ambiciosos para o ano novo.
Já em 2009 vai funcionar em Vila São Francisco um centro de educação neo-humanista, com o propósito de formar educadores.
Outra novidade para o próximo ano é a implantação na escolinha de uma técnica de ensino chamada ginástica cerebral (do inglês brain gym). A pedagoga Sandra Brys fez uma especialização na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, onde nasceu essa história, e pretende replicar por ali a técnica cujo objetivo é a ativação da inteligência através da sincronia de movimentos. A brain gym é formada por movimentos bastante simples e agradáveis que aprimoram a experiência de aprendizado, utilizando os dois lados do cérebro.
Segundo os adeptos da técnica, essas atividades tornam mais fáceis todos os tipos de aprendizado, sendo especialmente eficazes no desenvolvimento das habilidades acadêmicas.
— A chamada ginástica cerebral é hoje top de linha no aprendizado infantil. No Sul do Brasil, por exemplo, ela já está bastante difundida.
Eu passei pela Califórnia e sou uma das instrutoras autorizadas no país. Agora você imagina só: com a brain gym e a ioga no currículo, essas crianças vão mesmo longe — aposta Sandra.
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Educação, Sem categoria
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08/12/2008 - 11:44
PERMACULTURA EM BELMIRO BRAGA – MG
03 a 15 de Janeiro de 2009
PDC completo em 72h mais 32h de oficinas
A Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes. (Rede Permear)
Facilitadores
SKYE
Marcelo Bueno
Guilherme Castagna
Ronaldo Alves – energias renováveis
Valmir Fachini – BSI – biossistema integrado
Programação
Introdução
Planejamento
Princípios básicos que orientam o planejamento sustentável
Leitura da paisagem e de mapas, construção de mapa de informações
Produção de alimentos
Energias renováveis – solar, eólica, biomassa e hidráulica
Água de chuva, sistema de reciclagem, filtros, biodigestores
Arquitetura Sustentável
Técnicas construtivas ecológicas
Sistemas Sociais – Ecovilas
PROUT – Sistema sócio-Econômico
Como?
* Palestras e Oficinas
* Práticas de Yoga, Meditação
* Atrações Culturais – Traga seus instrumentos!
* Alimentação Lacto-Vegetariana
Quando?
03 a 15 de Janeiro de 2009
Onde?
Ananda Kiirtana – Belmiro Braga – MG
Próximo a Juiz de Fora
Quanto?
R$ 820,00
Inclui hospedagem e alimentação completa
Inscrições (até 23 de dezembro)
proutsp@gmail.com
Danielle – 11 5077-4518 e 11 9846-2275
Realização
PROUT SP
Saiba mais sobre os facilitadores
Guilherme Castagna – Membro da Rede Permear de Permacultores, e do corpo técnico do OIA (O Instituto Ambiental, Petrópolis/RJ). Integra sua formação em engenharia civil com a visão da permacultura no desenvolvimento de projetos de design ecológico e sustentabilidade em água, de empreendimentos comerciais a projetos residenciais, incluindo a capacitação de comunidades tradicionais e de baixa renda. É também proprietário da Livraria Tapioca, dedicada à promoção de títulos voltados à sustentabilidade na prática;
Marcelo Bueno – Fundador do Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica (IPEMA), Ubatuba/SP, Membro do Ecovillage Network of The Américas (ENA), Bio-arquiteto, Permacultor, desenvolve projetos de construções ecológicas e sistemas de reciclagem e re-uso de águas servidas. Trabalha atualmente com desenvolvimento de projetos de residências sustentáveis.
Ronaldo Alves – Formado em energia eólica na Dinamarca em 1990 no Nordisk Folkecenter for Vedvarende Energy e no Risoe National Laboratory (Dinamarca). Aperfeiçoamento no setor de energias renováveis: EUROSOLAR, Associação Européia de Energias Renováveis. Participou na elaboração do projeto da primeira turbina eólica de grande porte instalada no Brasil, em operação em Fernando de Noronha desde 1991. Diretor técnico da Altercoop Energias desde 1986. Consultoria para Siemens, Petrobrás, Pepsico, Telemar e FINEP na preparação de editais de energia eólica RT-ENERG. Palestras no CREA em diversas unidades, IQPC, Rio5, Global Forum das Américas 2008, ECOBUILDING 2008, Fórum Internacional de Arquitetura e Tecnologias para a Construção Sustentável, Biodiesel & Fontes Alternativas e Renováveis de Energia, China International Wind Energy Exhibition & Symposium CWEE 2008, FIMAI 2008 e FEIPLAR 2008.
SKYE - Natural de Melbourne, Austrália. Ministrou Cursos de Permacultura na Austrália, México, Japão, Kênia, África do Sul, Cuba, Inglaterra, Alemanha e Argentina. Residente por 10 anos em Crystal Waters Permaculture Village, considerada uma das três melhores do mundo por ser o melhor centro de experiências em Permacultura e Ecovilas da Austrália. Co-autor do livro “Manual for Teaching Permaculture Creatively” (Manual para Ensinar Permacultura Criativamente). Ministrou Curso Avançado em Facilitação de Ensinamentos para a Associação de Mestres de Permacultura nos Estados do leste dos Estados Unidos. Co-fundador da instituição Earthcare Enterprises, especializada em organizar e ensinar cursos de Certificado de Design de Permacultura, onde foi focalizador por 6 anos em mais de 30 cursos. Co-fundador e sócio da Geelong Permaculture Design Collective, consultoria em permacultura. Foi Diretor de Educação no Instituto de Permacultura do México difundindo suas técnicas por diversos estados deste país, onde viveu por cinco anos. Sócio fundador do Instituto de Permacultura Cerrado-Pantanal/IPCP, em Campo Grande-MS, onde viveu por nove anos, ministrando de diversos cursos com comunidades rurais, quilombolas e indígenas. Hoje atua pelo Intituto de Permacultura Cerrado-Pantanal e Mata Atlântica, em Carrancas-MG, onde reside atualmente.
Valmir Fachini – É membro fundador e diretor executivo do OIA – O Instituto mbiental, em Petrópolis, RJ.Trabalha desde 1992 com projetos e implantação de Biossistema Integrado – BSI, desenvolvido no Brasil por iniciativa do especialista em Permacultura, Prof. George Chang; pelo presidente da Fundação Gaia, Prof. Jose Luzenberger e pelo presidente do Hamburger Umweltinstitut e V. Prof. Michael Braungarten, com patrocínio da União Européia, coordenação científica de Katja Hansen e direção internacional de Douglas Mulhall. Como consultor internacional, supervisionou o desenvolvimento da tecnologia de BSI em: República Dominicana, Matagalpa, Nicarágua e Espanha. Foi professor honorário da Universidade Agro Florestal de Jarabacoa, na República Dominicana, em 2007. O BSI foi escolhido como exemplo de tecnologia social para o lançamento do Prêmio Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil/Unesco.
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Eventos, Sem categoria
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03/12/2008 - 16:01

PROUT – Intensivo sócio-espiritual
Comunidade, economia e espiritualidade!
13 e 14 de dezembro de 2008 em Mogi das Cruzes – SP
PROUT (Teoria da Utilização Progressiva) é um novo sistema sócio-econômico, desenvolvido pelo filósofo indiano Prabhat Rainjan Sarkar cujas propostas, baseadas no cooperativismo, equilíbrio ecológico e em valores espirituais universais buscam um equilíbrio harmonioso entre crescimento econômico, desenvolvimento social e sustentabilidade ambiental, e entre os interesses individuais e coletivos da sociedade.
“Prout é muito importante para todos aqueles que almejam uma libertação que comece pelo econômico e se abra para a totalidade da existência humana.”
Leonardo Boff, teólogo e escritor
“A visão de Prout é ao mesmo tempo integral e sistêmica, com uma maneira concreta de reorganizar a sociedade. Tem a força de constituir-se num projeto pós-capitalista. Prout é uma teoria transformadora e profundamente revolucionária, com a qual eu compartilho em todas as dimensões.”
Marcos Arruda, economista, educador e escritor
“Visões alternativas são cruciais neste momento da história. O modelo cooperativo de Prout para uma democracia econômica, baseada em valores humanos cardinais e no compartilhamento dos recursos do planeta para o bem estar de todos, merece nosso sério reconhecimento.”
Dr. Noam Chomsky, lingüista e filósofo estadunidense
“O ser humano é parte de um todo que chamamos de universo, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele vê a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos como algo separado do resto, uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência. Essa ilusão de ótica é uma espécie de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos e afeições pessoais. Nossa tarefa é nos libertar dessa prisão, aumentando a amplitude da nossa compaixão, para abarcar todas as criaturas vivas e toda a natureza em sua beleza.” Albert Einstein
“Considerar a economia como o fundamento da vida é como adquirir uma doença fatal, porque o crescimento ilimitado não se ajusta a um mundo finito. A advertência de que a economia não deveria ser tomada como o fundamento da vida foi passada para a humanidade por todos os professores de economia; e hoje está evidente que ela não pode ser… Se o valor espiritual, que é inerente aos seres humanos, for negligenciado, então o egoísmo do capitalismo ditará a ordem, em vez de um sistema voltado para o amor entre os seres humanos.” E.F.Schumacher
O primeiro propósito de PROUT é construir comunidades saudáveis, sejam vilas, países ou uma comunidade global. Para isso é essencial a integração de uma compreensão da cultura com princípios de ecologia e de economia.
Programação
* PROUT, Neohumanismo e Espiritualidade
* Sama-Samaj-Tattva: Princípio da Igualdade Social
* Pensamento Sistêmico
* Visão para uma nova economia: Ecologia, humanidade e felicidade
* Comunidade: 5 princípios fundamentais e psicologia coletiva
* Asti, Bhati e Anandam
* Democracia Econômica
* Estudos livres! Cultura, arte, política e sustentabilidade
Como?
* Palestras Participativas e Vivências.
* Práticas de Yoga, Meditação e Kiirtan.
* Atrações Culturais – Traga seus instrumentos!
* Alimentação Lacto-Vegetariana.
* Entre outras atividades…
Quando?
13 e 14 de dezembro de 2008
*Chegada na sexta à noite, saída no domingo à tarde.
Onde?
Mogi das Cruzes – São Paulo – Sítio Olho D’água.
Quanto?
Preço de Custo: R$ 70,00
Preço Ideal: R$ 90,00
Não deixe de ir por questões financeiras!
Inscrições (até 10 de dezembro)
Danielle – 11 5077-4518 e 11 9846-2275
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Eventos, Sem categoria
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17/11/2008 - 19:15

Descentralização, auto-suficiência e tecnologia a serviço da vida!
Instituto Visão Futuro – Porangaba – São Paulo
29 e 30 de novembro de 2008
O objetivo desse curso é apresentar as principais fontes de energias
renováveis, proporcionando elementos para se repensar espaços urbanos
e rurais, com a finalidade de torná-los mais sustentáveis.
- Conceito e aplicação das principais fontes de energias renováveis:
eólica, solar fotovoltaica, termo-solar e biomassa;
- Visão estratégica e planejamento sistêmico de geração descentralizada;
- Ética, tecnologia e impacto ambiental;
- Eficiência energética: formas eficientes e inovadoras de redução de consumo;
- Políticas públicas de incentivo.
Todos os temas serão abordados em palestras e oficinas experimentais permitindo, além do conhecimento teórico, um contato direto com todas as tecnologias propostas.
Facilitadores:
Dr. Ronaldo Alves
Formado em energia eólica na Dinamarca em 1990 no Nordisk Folkecenter for Vedvarende Energy e no Risoe National Laboratory (Dinamarca). Aperfeiçoamento no setor de energias renováveis: EUROSOLAR, Associação Européia de Energias Renováveis. Participou na elaboração do projeto da primeira turbina eólica de grande porte instalada no Brasil, em operação em Fernando de Noronha desde 1991. Diretor técnico da Altercoop Energias desde 1986. Consultoria para Siemens, Petrobrás, Pepsico, Telemar e FINEP na preparação de editais de energia eólica RT-ENERG.
Palestras no CREA em diversas unidades, IQPC, Rio5, Global Forum das Américas 2008, ECOBUILDING 2008, Fórum Internacional de Arquitetura e Tecnologias para a Construção Sustentável, Biodiesel & Fontes Alternativas e Renováveis de Energia, China International Wind Energy Exhibition & Symposium CWEE 2008, FIMAI 2008 e FEIPLAR 2008.
Prof. Dr. Ing. Stefan Christof Werner Krauter
Göppingen, Alemanha
Estágio no Instituto de Física do Plasma Max-Planck, Garching, Munique. Tema: “Calibração dos Instrumentos de Medição da “Joint European Torus” (JET)”. Coordenador do projeto “Projektorientiertes Analogelektronik-labor im Grundstudium” –TU-Berlin: Professor Assistente do Instituto de Tecnologia em Energia Elétrica. Pesquisador do Instituto de Máquinas Elétricas – Departamento de Mecânica.
Membro fundador da firma SOLON AG Berlim para a produção de sistemas solares fotovoltaicos e térmicos. Membro da diretoria e responsável pelos processos produtivos e de desenvolvimento. Professor Visitante da UFRJ-COPPE. Chefe do Laboratório Fotovoltaico. Responsável pela criação do Laboratório das Fontes de Energias Alternativas. Professor Visitante da UECE. Chefe do Laboratório Fotovoltaico. Responsável pela criação do Laboratório das Fontes de Energias Renováveis e um curso de Mestrado de Energias Alternativas.
• 1993 Fundador do Centro Solar Internacional em Berlim.
• Prêmio “Berliner Solarpreis 1995″ do governo da cidade de Berlim.
• Participante da exposição em comemoração dos 50 anos da TU-Berlim.
• Idealizador e Organizador do RIO 02/3/5/6 – Eventos mundiais sobre Clima e Energia e da LAREF – Feira Tecnológica da América Latina de Energias Renováveis
• Presidente da divisão América Latino do Conselho Mundial das Energias Renováveis (WCRE)
• Parte da Mesa dos Diretores da Associação Internacional de Energia Solar (ISES) Rio de Janeiro
Augustin Woelz da Sociedade do Sol *
Paulo Fruigs da Unitron *
Abertura:
Dra. Susan Andrews
Coordenadora do Instituto Visão Futuro – Psicóloga e antropóloga pela Universidade de Harvard – EUA, Doutorada em Psicologia transpessoal na Universidade de Greenwich – EUA, estudou os Xamãs, Mayas do México e os curadores psíquicos das Filipinas antes de estudar na Índia com o mestre P. R. Sarkar e tornar-se Acarya, intrutora de Yoga e Meditação em 1972. Autora de mais de 12 livros, os quais foram traduzidos para 10 idiomas. Ministrou palestras e seminários sobre estes temas em 42 países. Domina 11 idiomas incluindo o Bengali, Chinês e Sânscrito.
Dr. Manuel Carlos Reis Martins
Coordenador Executivo – Certificação da Construção Sustentável – Processo AQUA e Coordenador Técnico – Certificação de Sistemas de Gestão Ambiental ISO 14000 da Fundação Vanzolini. Engenheiro Civil pela Escola Politécnica da USP e Ph.D. pelo Imperial College de Londres. Especialização: Processo AQUA – Construção Sustentável (HQE Francês) e Sistemas de Gestão. Foi: Diretor da Engenharia Civil do IPT, Coordenador da Qualidade do IPT e Diretor da ABNT.
Silvia Manfredi da ANAB
Roberto Campos da Ordem dos Parlamentares do Brasil
Márcio Pereira do C3I Capital Intelectual *
* Aguardando confirmação
Os palestrantes estão doando seus serviços em prol da restauração dos equipamentos do Instituto Visão Futuro.
Serviço:
Quando? 29 e 30 de novembro. Chegada prevista na sexta à noite, até às 22h e término no domingo às 17h.
Onde? Instituto Visão Futuro – Porangaba – SP (a 160 km de São Paulo capital)
Quanto? R$ 600,00
Incluso hospedagem e alimentação completa (café da manhã, almoço e jantar).
Inscrições
sustentabilidade@visaofuturosp.org.
Danielle 0xx11 9846-2275
Informações
www.blig.ig.com.br/sustentavel
www.visaofuturo.org.br
www.visaofuturosp.org
Realização
Instituto Visão Futuro SP
Apoio
Altercoop Energia
Fundação Vanzolini
ANAB
Semente Una
PROUT SP
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Eventos, Sem categoria
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12/11/2008 - 19:19
09/11/08 – 12h00 (Outros – Outros)
Fernanda Zandonadi
fzandonadi at redegazeta.com.br
Ao mesmo tempo em que o mundo tenta compreender o que vai acontecer com a economia diante de uma crise financeira e que políticos, aparentemente alheios aos acontecimentos, propõem aumento de até 147% no próprio salário, as organizações não-governamentais arregaçam as mangas e tentam fazer a diferença emprestando dinheiro para pessoas de baixa renda com intuito de promover o desenvolvimento de bairros carentes.
Há, na Grande Vitória, vários exemplos de economia solidária: o Banco Bem, em São Benedito, Vitória, Banco Verde Vida, em Aribiri, Vila Velha, o Banco Terra, em Terra Vermelha, também Vila Velha e o Banco Sol, que será inaugurado este mês em Cariacica. A idéia é simples e ética: financiar produtores e consumidores e criar uma rede de desenvolvimento econômico. Segundo a presidente da organização Artidéias e coordenadora do Banco Bem, Leonora Mol, uma outra forma de fomentar a circulação do dinheiro dentro do bairro foi a criação de uma moeda própria. No caso do Banco Bem, a moeda Bem.
“Com a moeda Bem, concedemos para a população crédito de consumo. O empreendedor que recebe esse dinheiro poderá utilizá-la para pagar contas no Banco Bem ou trocá-las pelo mesmo valor em Reais. Uma das idéias da economia solidária é estimular as pessoas a adquirir nos bairros onde moram os produtos que consomem. Com isso, potencializamos o comércio, e a economia da região, naturalmente, cresce. Além do crédito de consumo, fazemos empréstimos para construções ou reformas, que também geram trabalho e renda para os trabalhadores locais”, conclui.
Moedas sociais
Segundo Itamarcos Coutinho, coordenador de projetos do Movive, entidade gestora dos bancos Terra e Verde Vida, os empreendedores que pegaram empréstimos nas instituições conseguiram aumentar a renda, em média, R$ 442,95 a mais do que os empreendedores que não fizeram o financiamento. “Um outro fator interessante é o nível de inadimplência, que é de apenas 2%. Com base nesse apoio da comunidade, os bancos estão crescendo. O Verde Vida vai se instalar, ainda este ano, em uma sede própria, e o Terra vai lançar um projeto de sustentabilidade”.
Segundo o coordenador do curso de economia da UVV, Mário Vasconcelos, os bancos comunitários e as moedas sociais surgiram no Brasil na década de 1980 e se desenvolveram fortemente durante a década de 1990.
“A moeda social oferece um novo modelo de economia às comunidades que decidem complementar as atividades com um sistema econômico local, baseado na solidariedade. Na Grande Vitória temos iniciativas desse tipo e existem centenas de experiências no Brasil, em Cuba, na Europa, no Senegal, na Austrália, no Japão”.
Cifrão nasce após invasão da Espanha
Há símbolos tão arraigados na cultura que passam despercebidos. É o caso do cifrão, que precede a letra que indica a moeda de cada país. A história do símbolo universal do dinheiro é antiga. Em 711 d.C, os árabes invadiram a Espanha. Sob o comando do general Djebel-el-Táriq, os guerreiros atravessaram vários desertos e cruzaram o estreito das Colunas de Hércules (hoje, estreito de Gibraltar). Chegando à Espanha, o general mandou gravar, em moedas, uma linha sinuosa, em forma de “S”, representando o longo e tortuoso caminho percorrido. Cortando essa linha sinuosa, mandou colocar, no sentido vertical, duas colunas paralelas, representando as Colunas de Hércules, com o significado de força, poder, perseverança.
Compras são pagas com a moeda Bem
Há quatro meses, a comerciante Luciene Gomes da Silva e o marido, Laudimar Marques da Silva, tomaram um empréstimo no Banco Bem para investir em novas mercadorias. Segundo a comerciante, foi aos poucos que eles notaram que era hora de expandir os negócios. “Agora vendemos alguns produtos a mais, como ovos. Está sendo muito bom, porque mais clientes vêm à mercearia e acabam comprando também outros produtos”. O incremento no empreendimento não parou por aí. Agora, eles já fazem parte do grupo de empreendedores que aceitam a moeda Bem. “Aceitamos a moeda Bem e, com esse dinheiro, podemos pagar contas de água, de telefone e de energia no próprio banco. Alguns de nossos fregueses já pagam suas compras com a moeda”, afirma a comerciante.
Empréstimo vale para começar negócio próprio
A história do mecânico Valdir Meireles Santana mostra que ele é um empreendedor de mão cheia. Começou consertando automóveis mesmo sem ter uma oficina ou um espaço próprio para fazer o trabalho. Aos poucos, ele foi montanto o negócio. Segundo ele, a possibilidade de fazer um financiamento foi fundamental para melhorar o negócio. “Peguei um empréstimo para começar a equipar minha oficina e agora quero pegar mais dinheiro para comprar um macado hidráulico”. O mecânico diz que os novos equipamentos atraem mais clientes à oficina e ressalta que, se tivesse que pegar um financiamento por meio de outra fonte, talvez, o projeto tivesse que ser adiado por algum tempo. “Os juros do banco solidário são baixos e fica bem mais fácil de pagar as prestações”, conclui o mecânico.
Banco solidário financia até construção
Ela mostra orgulhosa a casa que conseguiu construir. O capricho está em todos os detalhes: na cortina verde da sala, na mesa nova e no armário da cozinha. A auxiliar de serviços gerais Marlene de Souza Deoclécio é a cara da mulher brasileira: batalhadora e pronta para o que der e vier. Sempre por perto e pronto para ajudar, o Banco Bem também é a cara do brasileiro. Foi por meio de um empréstimo na agência, que fica no morro de São Benedito, que dona Marlene conseguiu sair do barraco onde morava e erguer a residência nova. “Peguei um empréstimo a juros baixos e juntei a um dinheiro que já tinha guardado”. Ela já pensa em melhorar ainda mais o espaço onde mora com a filha, o genro e os netos. “Quando terminar de pagar, vou pegar outro para fazer o terraço”, planeja.
Crescimento natural
“Uma das idéias da economia solidária é estimular as pessoas a adquirir nos bairros onde moram os produtos que consomem. Com isso, potencializamos o comércio, e a economia da região cresce naturalmente”
Leonora Mol , Presidente da organização Artidéias e coordenadora do Banco Bem.
Alavancagem e…
Mário Vasconcelos , Coordenador de Economia da UVV
A crise mundial tem chamado a atenção para o papel do dinheiro nesse contexto. Os economistas falam em alavancagem, e poucos entendem o significado dessa palavra e o que isso pode representar no seu dia-a-dia. O gestor do dinheiro que circula na economia é o Banco Central, que tem entre outras funções a de servir de banqueiro dos bancos comerciais e ser o responsável pela emissão do papel-moeda. Por outro lado, os bancos comerciais também “criam” dinheiro na medida em que emprestam parte dos depósitos de seus correntistas, aumentando, dessa forma a capacidade de saque da economia (alavancagem). Daí a expressão que “dinheiro faz dinheiro”. Essa facilidade de se emprestar sem uma regulamentação mais rigorosa do Banco Central, sem dúvida, foi um dos grandes responsáveis pela atual crise nos EUA. As facilidades de concessão de créditos ganharam destaque nos dois últimos anos. Em função disso, as próprias comunidades mais organizadas passaram a buscar formas de criar seus mecanismos de auto-financiamento para alavancar suas atividades econômicas. Dessa forma criaram bancos comunitários. Essas “instituições financeiras”, todavia, não estarão imunes à crise que, pouco a pouco, vai atingindo a área social, uma vez que as incertezas fazem com que os setores privado e público apertem os cintos, com reflexos para o Terceiro Setor. É prioritário que bancos comunitários reavaliem o planejamento e busquem parcerias como forma de não permitir que a crise afete uma iniciativa tão ética e geradora de emprego, de renda e de cidadania.
…ética necessária
Angelita Feijó , psicóloga
Por que uma iniciativa do Terceiro Setor funciona e aquelas feitas pelo poder público demandam muito mais dinheiro e nem sempre dão o resultado desejado? O grande salto ético de programas como os bancos comunitários está no fato de eles criarem mecanismos econômicos baseados na frutificação. É o que falta em nossa política: ver o outro como um cidadão que merece oportunidades para gerir a própria vida. Os projetos sociais representam um contraponto a essa realidade. São louváveis, porque partem do princípio de que não é preciso explorar o outro para ter algum retorno financeiro. O contraponto está justamente nos empréstimos a pessoas de baixa renda. E essas iniciativas geram mais benefícios. Por exemplo, uma costureira que faz um empréstimo de R$ 500,00 para uma nova máquina, com o tempo, vai precisar de uma ajudante. No fim, ela melhorou de vida e criou oportunidade para a comunidade. Agora, um político que compra uma cadeira massageadora, qual é o benefício que isso gerará para a comunidade? O custo desse dinheiro mal empregado é muito alto. Quando falamos da relação do poder público no Brasil com o dinheiro entramos em uma seara histórica e cultural. Em nossa história de colonização, um grupo de pessoas ganhou a posse dos territórios sem terem feito nada para ganhar. É mais ou menos “Só sou amigo do rei”. Isso se reflete nos dias de hoje, quando alguns políticos fazem mau uso do dinheiro público. É mais ou menos “O mandato é meu. Se o dinheiro que entra em meu bolso não é fruto do meu trabalho, nunca acho que é suficiente”.
Poder do bem
Veja a história do dinheiro e o exemplo dos bancos comunitários
As cifras do crescimento
Bancos comunitários assumem papel de catalizares do desenvolvimento
Banco Terra – Terra Vermelha – Vila Velha
Criado em 25 de novembro de 2005, desenvolve as atividades com uma linha de crédito solidário e uma moeda social de nome Terra. A comunidade possui uma longa história de organização e empreendedorismo social e econômico.
Banco Verde Vida – Aribiri – Vila Velha
Inaugurado em 8 de maio de 2008, no bairro Ataíde, em Vila Velha, o Vida Verde conta com uma moeda social chamada Verde. As cédulas serão adquiridas mediante a troca de materiais recicláveis no posto de coleta instalado na sede do Banco.
Banco Bem – São Benedito – Vitória
O Banco Bem foi a primeira iniciativa do tipo na Grande Vitória. Inaugurado em 2005 por meio da associação Artidéias, o projeto visa a inclusão social e o desenvolvimento da comunidade, por meio de geração de renda. O nome do dinheiro diz tudo: moeda Bem.
Banco Sol – Vista Dourada – Cariacica
A inauguração será ainda esse ano e o banco vai funcionar no molde dos demais, com empréstimos e moeda própria..
Nosso dinheiro
Os brasileiros tiveram que se adaptar a uma nova moedas diversas vezes
Só nos últimos trinta anos, foram sete novas denominações e cortes de zeros. Muita gente ainda se lembra do Cruzado, que até rendeu o nome abrasileirado de um enlatado americano. Hoje, a moeda oficial é o Real, o mesmo que inaugurou a era da moeda brasileira.
1500 a 1833 Real (R)
O plural desta moeda era Réis.
1833 a 1942 Mil Réis (Rs)
Ainda ouvimos a expressão “Custa um conto”. É porque, na época, um conto de réis equivalia a um milhão de réis.
1942 a 1967 Cruzeiro (CR$)
1967 a 1970 Cruzeiro Novo (NCr$)
1970 a 1986 Cruzeiro (Cr$)
1986 a 1989 Cruzado (Cz$)
1989 a 1990 Cruzado Novo (NCz$)
1990 a 1993 Cruzeiro (CR$)
1993 a 1994 Cruzeiro Real (CR$)
1994 até hoje Real (R$)
Diferente do Real de 1500, o plural da nova moeda é Reais.
Como tudo começou
Escambo: No início não havia moeda. Praticava-se o escambo, simples troca de mercadoria por mercadoria, sem equivalência de valor.
Moeda-mercadoria: Algumas mercadorias passaram a ser mais procuradas do que outras. Aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando como elemento trocado por outros produtos. Eram as moedas-mercadorias.
Metal: Por apresentar vantagens como a possibilidade de entesouramento, a divisibilidade, a raridade, a facilidade de transporte e a beleza, o metal se elegeu como principal padrão de valor. Era trocado sob as formas mais diversas.
Moeda em formato de objetos: Os utensílios de metal passaram a ser mercadorias muito apreciadas. Como sua produção exigia técnicas de fundição e conhecimento dos locais onde o metal poderia ser encontrado, essa tarefa, naturalmente, não estava ao alcance de todos. A valorização, cada vez maior, destes instrumentos levou a sua utilização como moeda e ao aparecimento de réplicas de objetos metálicos, em pequenas dimensões, que circulavam como dinheiro.
Moedas antigas: Surgem no século VII a.C. as primeiras moedas com características das atuais: são pequenas peças de metal com peso e valor definidos e com a impressão do cunho oficial, isto é, a marca de quem as emitiu e garante o seu valor. Os primeiros metais utilizados na cunhagem de moedas foram o ouro e a prata.
Moeda de papel: Na Idade Média, surgiu o costume de se guardar os valores com um ourives, pessoa que negociava objetos de ouro e prata. Este, como garantia, entregava um recibo. Com o tempo, esses recibos passaram a ser utilizados para efetuar pagamentos, circulando de mão em mão e dando origem à moeda de papel.
Sistema Monetário: O conjunto de cédulas e moedas utilizadas por um país forma o sistema monetário. Esse sistema, regulado por meio de legislação própria, é organizado a partir de um valor que lhe serve de base e que é sua unidade monetária. Atualmente, quase todos os países utilizam o sistema monetário de base centesimal, no qual a moeda divisionária da unidade representa um centésimo do valor.
Cheque: Com a supressão da conversibilidade das cédulas e moedas em metal precioso, o dinheiro, cada vez mais, se desmaterializa, assumindo formas abstratas. Esse documento, pelo qual se ordena o pagamento de certa quantia ao seu portador ou à pessoa nele citada, visa, primordialmente, à movimentação dos depósitos bancários.
Cartão de crédito: Mais uma forma de transação financeira abstrata. O pagamento eletrônico surgiu na década de 1920, nos Estados Unidos. Mas foi na década de 1950, quando Frank MacNamara estava com executivos financeiros em um restaurante na cidade de Nova York e percebeu que tinha esquecido seu dinheiro e seu talão de cheques para pagar a conta, que ele teve a idéia de criar um cartão que contivesse o nome do dono, e que, após um tempo, o dono do cartão pudesse pagar a conta. Então, naquele mesmo ano, ele criou o Diners Club Card, que era feito de papel cartão. Em 1956, o Diners chegou ao Brasil, sendo inicialmente um cartão de compra e não um cartão de crédito. Em 1968, foi lançado o primeiro cartão de crédito de banco, o Credicard.
Fonte: Banco Central do Brasil
http://www.portaldovoluntario.org.br/site/pagina.php?idclipping=50028&idmenu=45
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Economia Solidária, Sem categoria
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31/10/2008 - 13:25
Os 12 passos da transição
Por Alexa Salomão
O movimento “Cidades em Transição”, que busca retirar o petróleo da vida urbana e promover economias municipais, acredita que não existe um modelo único de transição, nem que tenha encontrado todas as respostas para resolver o problema da escassez do petróleo e do aquecimento global. A idéia é que cada sociedade use a criatividade para fazer a mudança. Para as grandes cidades, uma alternativa é fazer a transição pelos bairros, reforçando o comércio regional. Bristol, no sudoeste da Inglaterra apostou nessa perspectiva. Com mais de 400 mil habitantes, a cidade foi “dividida” em 12 partes. Cada uma delas está procurando achar sua própria solução. Rob Hopkins, teórico do movimento, acredita que cada experiência vai servir de inspiração para novas ações e iniciativas.
Também não existe um calendário coletivo para a conclusão dessa transição entre a economia do petróleo global e a economia sustentável local. Cada cidade tem a sua.
Totnes, no Sul da Inglaterra, considerada o berço do movimento, espera concluir sua jornada em 2030. Na linha do tempo traçada pelo movimento, quando a tarefa for concluída muito dos hábitos e costumes da cidade terão sido modificados. As pessoas deverão consumir produtos locais e a dieta será baseada muito mais em vegetais do que na carne. As escolas passarão a preparar as crianças para as reais demandas da época, cozinhar, construir casas a partir de materiais naturais como adobe e barro e a fazer jardinagem. Os conceitos de sustentabilidade e resiliência, que é a capacidade que um sistema possui de resistir a choques externos, passarão definitivamente a fazer parte do currículo. O transporte público ganha espaço e andar de carro será sinônimo de comportamento anti-social.
Para orientar cidades interessadas em aderir ao movimento, Rob Hopkins, organizou “Os 12 passos para a transição”. Eles estão no seu livro “The Transition Hand Book” (Livro de Bolso da Transição, em uma tradução livre).
São eles:
1. Formar grupos na sociedade para discutir possíveis ações para diminuir o consumo de energia na sociedade. Temas como importação de alimentos, energia, educação, moeda local, urbanismo e transporte. É importante que o sucesso coletivo seja colocado acima dos interesses pessoais. Deve haver um representante para cada grupo;
2. Identificar possíveis alianças e construir networks. Preparar a sociedade em geral para falar das conseqüências do fim da era do petróleo barato e sobre aquecimento global. Palestras com especialistas e mostras de filmes como “The End of Suburbia”, “Crude Awakening”, “Power of Community” têm sido muito eficientes. Esses filmes se encontram para download no website www.transitiontowns.org;
3. Incorporar idéia de outras organizações e iniciativas já existentes;
4. Organizar o lançamento do movimento. Isso pode ocorrer entre seis meses e um ano após o passo número um;
5. Formar subgrupos que vão olhar para suas regiões específicas e imaginar como a sociedade pode se tornar resiliente, ou seja, ser auto-suficiente e capaz de suportar choques externos, como a falta do petróleo;
6. Fazer eventos em espaços abertos. É importante que a sociedade perceba o movimento e queira fazer parte dele;
7. Realizar atividades que requerem ação. Em Totnes, por exemplo, foi decidido que as árvores frutíferas poderiam trazer benefícios para a cidade. Houve um mutirão para fazer o plantio de mudas de castanheiras;
8. Recuperar a hábitos perdidos como fazer concertos públicos, cozinhar, fazer jardinagem, cultivar hortas e andar de bicicleta;
9. Construir bom relacionamento com governo local;
10. Escutar os mais velhos. As pessoas que viveram entre 1930 e 1960, época em que o petróleo ainda não era tão importante, podem ter muito a ensinar;
11. Não manipular o processo de transição para essa ou aquela tendência. O papel do movimento não é levar todas as respostas, mas deixar que a população encontre meios para a transição. O movimento deve ser um grande catalisador de idéias;
12. Criar um plano de ação para reduzir o consumo de energia da cidade.
Cada grupo mostra o que foi decidido para cada área antes de colocá-las em prática.
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Sem categoria
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29/10/2008 - 12:26
Apenas crescimento econômico não traz felicidade. Assim como o aumento do PIB, países também deveriam almejar um bom FIB, índice de Felicidade Interna Bruta, diz pesquisador do Ibmec/SP
Por Juca Rodrigues
Quando o Brasil for um país rico seremos todos felizes, certo? Talvez. Se não pensarmos no bem-estar das pessoas, de nada adianta ter dinheiro.
É o que diz o economista alemão Johannes Hirata, professor convidado do Ibmec/SP, atualmente desenvolvendo doutorado sobre o tema “Felicidade como política pública” na Universidade de St. Gallen, na Suíça. Filho de pai japonês e mãe alemã, o pesquisador de 28 anos passou no início deste ano dois meses no Butão, pequeno país da Ásia. Lá, o governo utiliza esse conceito na orientação de sua política econômica. O resultado disso pode ser traduzido em um índice de “Felicidade Interna Bruta”, que Hirata nos explica a seguir:
DINHEIRO Online – Crescimento econômico não traz felicidade?
Johannes Hirata – Os países ricos são mais felizes, mas a quantidade de riqueza de um país não está ligada diretamente à quantidade de felicidade das pessoas. Quando um país é muito pobre, quando a pessoa passa fome, ela não está feliz. Um aumento de bem-estar material traz felicidade, mas só até certo ponto, onde ela pára de crescer. Aí temos o índice de Felicidade Interna Bruta.
DO – Como podemos medir a Felicidade Interna Bruta de um país?
Hirata – São vários fatores, um dos principais é o índice de bem-estar subjetivo. A correlação entre renda e felicidade nos países ricos mostra que há uma contradição, ao longo do tempo eles não ficam mais felizes quando crescem. Isso acontece, por exemplo, com o Japão, onde existem dados desde 1958. Lá não há aumento de bem-estar subjetivo há cerca de 45 anos, apesar de um crescimento econômico de 800 % no período. Desde o começo da medição a felicidade é a mesma. Nos Estados Unidos também não há aumento do bem-estar subjetivo faz muito tempo, eles começaram a medir isso em 1946. A renda per capita lá deve ter aumentado no período entre 200 e 300%, mas não houve aumento significativo da felicidade.
DO - O senhor fez um estudo sobre o assunto em um país da Ásia, o Butão. Como isso funciona lá?
Hirata – O Butão é um país pobre, tem renda per capita de cerca de US$ 2 mil. Felicidade do povo é um dos objetivos do governo e esta busca se baseia em quatro pilares: incentivo à cultura, preservação do meio ambiente, independência econômica externa e bom governo. Esses pontos estão presentes em vários documentos oficiais e há uma proposta para inclui-los na Constituição do país.
DO - E como eles medem sua Felicidade Interna Bruta?
Hirata – Existe um debate no Butão sobre quantificar ou não este conceito, já que torná-lo um número pode fazer com que as pessoas acabem se esquecendo para serve o índice, afinal.
DO - A reconstrução do mundo após a 2ª Guerra Mundial não trouxe grande felicidade à população?
Hirata – Na Europa, logo depois da 2ª Guerra, o bem-estar aumentou um pouco, mas depois, na média, ficou estagnado. Em alguns países, como a Irlanda, ele aumentou. Mas na Bélgica, por exemplo, ele caiu.
DO - Quais os outros fatores que afetam o índice de Felicidade Interna Bruta?
Hirata – O desemprego, relações sociais ruins, o tempo que você consegue passar com família e amigos, saúde. Justiça, no sentido de se sentir discriminado ou prejudicado pela empresa e satisfação no trabalho também são fatores importantes, já que passamos metade da vida trabalhando.
DO - Como o crescimento econômico pode gerar felicidade?
Hirata – A pobreza é relativa, quanto maior a desigualdade, mais os pobres irão se sentir pobres. Subjetivamente, quanto mais pessoas ricas em uma sociedade, mais os pobres vão se sentir pobres. Não é só inveja, mas também porque o pobre tem mais desvantagens quanto se tem mais pessoas ricas. Isso se dá porque o acesso a muitos bens depende de competição. Por exemplo, o acesso a uma boa escola depende de quanto você pode pagar. Em meu bairro, há muitas pessoas que podem pagar mais do que eu. O acesso a determinados bens fica mais difícil quando há mais pessoas que tem mais dinheiro do que outras.
DO - Precisamos ter uma melhor distribuição de renda…
Hirata – Isso é uma coisa. Outra é a adaptação, você fica acostumado a muitos confortos, como o espaço em casa. Nos EUA, o tamanho médio das casas duplicou em 40 anos. Você se acostuma, fica comparando o tamanho de sua casa com o tamanho da casa de seus amigos. Isso gera um efeito psicológico muito grande.
DO - A globalização acabou com a felicidade? Nos anos 50, 60 e 70 o mundo era mais feliz?
Hirata – Não, não acabou. Talvez você possa culpar a globalização pela falta de aumento dela, porque se o avanço produtivo fosse gasto em fontes mais duráveis de felicidade, poderia haver um aumento geral do bem-estar.
DO – Antigamente as coisas eram melhores?
Hirata – Não é que antigamente era tudo melhor. Você não fica menos feliz, mas também não tem ganho, não tem avanço. O problema é que os avanços tecnológicos e o aumento da produtividade são aplicados em fontes temporárias de felicidade, por exemplo, comprar um carro novo. Não se aplica em relações de amizade, tempo livre, trabalho mais interessante e seguro, sem medo de ser demitido.
DO - Mas isso não foi uma coisa que a globalização prometeu, abram-se as fronteiras e todo mundo ganhará e será feliz?
Hirata – O que é muito claro é que nos países ex-comunistas a transição do comunismo para a economia de mercado está sendo muito dolorosa, mas não podemos especular e dizer que a globalização está provocando isso na vida das pessoas. Também não estou dizendo que comunismo é bom, não sou amigo do comunismo. Mas você vê, por exemplo, que em Cuba e Sri Lanka, comparado com outros países na mesma faixa de renda, a infra-estrutura de saúde e de educação é muito melhor porque eram uma prioridade dos líderes comunistas. Mas isso não justifica a falta de liberdade.
DO - A Alemanha tem problemas na região da antiga Alemanha Oriental. É um país feliz?
Hirata – Na classe dos países ricos, a Alemanha é um dos com índice de felicidade mais baixo, mas isso não quer dizer que eles sejam infelizes. O desemprego na porção do país que era a Alemanha Oriental é muito alto, cerca de 20%.
DO - Tanto o comunismo quanto o capitalismo mais selvagem podem produzir um índice de felicidade?
Hirata – Há alguns pontos que o comunismo colocou como prioridade que são negligenciados pelo capitalismo como, por exemplo, saúde e educação. No capitalismo, às vezes se esquece que competição também tem um custo. Quando há uma vaga em uma empresa, podemos ter 100 pessoas competindo por ela, mas só uma vai conseguir. Então, 99 pessoas vão trabalhar, fazer maior esforço para ganhar nada. Isso é um custo subjetivo, às vezes vale a pena, às vezes não. Essa competição pode ser exagerada e hoje em dia as pessoas acham que é. A globalização deixa essa competição mais acirrada.
DO – Trabalhar menos é uma das soluções para aumentar a Felicidade Interna Bruta? Estamos trabalhando demais?
Hirata – Sim, mas trabalhar muito pouco também é ruim. É importante que as empresas ofereçam um trabalho que dê satisfação ao empregado e não seja
apenas produtivo. Mas muitas vezes isso gera um custo que a competição não permite assumir.
DO - O que fazer para sermos ricos e felizes?
Hirata – Não existe mágica. Deveríamos dar maior valor ao tempo livre. A competição não deixa espaço para isso, você é dominado pelo interesse material. Dar mais valor ao tempo livre também traz satisfação ao trabalho.
http://www.zaz.com.br/istoedinheiro/reportagens/felicidade_hirata.htm
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Sem categoria
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27/10/2008 - 13:40
TÓPICOS DA CONFERÊNCIA:
* As limitações do Produto Interno Bruto (PIB) num mundo em plena crise ecológica e social
* As nove dimensões do FIB: bom padrão de vida econômica, boa governança, educação de qualidade, boa saúde, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo, e bem-estar psicológico
* Origem histórica do FIB no Butão, o místico Shangri-Lá no Himalaia
* A Ciência da Felicidade: fontes verdadeiras da nossa alegria
* Indicadores do FIB: medidas estatísticas de bem-estar
* Políticas de planejamento nas dimensões do FIB
* A aplicação prática do FIB na comunidade internacional
MEDINDO A FELICIDADE NA COMUNIDADE DAS NAÇÕES: UMA NOVA MÉTRICA PARA O PROGRESSO
A crescente busca por uma nova métrica de progresso no mundo pós-Kioto levou a um disseminado interesse no conceito butanês de FIB, Felicidade Interna Bruta, que provê uma estimulante abordagem quanto a medir o progresso, incluindo as dimensões sociais, ambientais, espirituais e econômicas. O recente interesse nesse conceito foi deflagrado pela evidência empírica de que níveis de felicidade e bem-estar têm estagnado durante as últimas três ou quatro décadas em diversos países, a despeito dos crescimentos econômicos dos mesmos e do aumento da expectativa de vida dos seus cidadãos. Essa constatação tem despertado o interesse quanto a considerar a felicidade como um tema de política pública, o que tem resultado numa crescente fascinação pela abordagem butanesa de Felicidade Interna Bruta. Durante essa conferência os palestrantes descreverão essa nova estrutura para o desenvolvimento de políticas públicas, bem como algumas das iniciativas que já foram tomadas para atingir mais elevados níveis de felicidade e bem-estar através do mundo.
AS LIMITAÇÕES DO PIB e o NOVO PARADIGMA DO FIB
A crescente percepção mundial de que o PIB é uma medida unidimensional, aliada a uma pressão cada vez maior por uma infusão de valores éticos e culturais no núcleo da política econômica, trouxe o FIB para debaixo dos holofotes. O inovador programa de Felicidade Interna Bruta do reino do Butão, no Himalaia, ressoa com várias iniciativas pelo mundo para definir a prosperidade em termos mais holísticos, e medir o bem-estar em vez do consumo. Originado em 1972 pelo benevolente rei Jigme Singye Wangchuck, FIB se remete não apenas aos critérios dos Índices de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, mas inclui também a sistemática análise de fatores ambientais, culturais e ecológicos.
EVENTOS:
No dia 29 de Outubro, das 16:00 às 21:30, ingresso R $2, $4, e $8 (veja folder)
No dia 31 de Outubro, às 10h30, uma segunda conferência sobre o FIB acontecerá no auditório DGA da UNICAMP (entrada franca).
Nos dias 1 e 2 de novembro (sábado e domingo), acontecerá um evento na ecovila Parque Ecológico Visão Futuro (www.visaofuturo.org.br), com o objetivo de elaborar uma estratégia de planejamento específica para a implementação do FIB no Brasil (mais informações e inscrições: 015 3257-1243 / 1540, ou visaofuturo@visaofuturo.org.br).
DEPOIMENTOS:
“Entre os economistas tem havido por muito tempo uma forte convicção que o PIB não é uma boa métrica. Não mede as mudanças em bem-estar. Se os líderes estão tentando maximizar o PIB, e o PIB não é uma boa métrica, estamos maximizando a coisa errada.”
“As medidas padrão do PIB não medem a degradação do meio-ambiente, o esgotamento dos recursos naturais e nem o agudo declínio na qualidade de vida dos cidadãos. Acho que em todos os lados do espectro político há o reconhecimento dessas deficiências, e a convicção que é importante desenvolver melhores métricas, independentemente se você estiver à esquerda ou à direita.”
Joseph Stiglitz , economista prêmio Nobel requisitado pelo presidente francês Nicolas Sarkozy para desenvolver um novo sistema de cálculo econômico incluindo fatores de qualidade de vida.
“Uma vez que as Metas de Desenvolvimento do Milênio quanto à saúde, educação, proteção ambiental etc., sejam atendidas em um determinado número países na data limite de 2015, necessitaremos de um novo conceito para ser discutido. O FIB pode ser a versão futura das Metas de Desenvolvimento do Milênio – considerando o bem-estar psicológico, a manutenção do equilíbrio na vida. Essas são coisas que serão mais importantes na próxima década.”
Bakhodir Burkhanov , um dos diretores do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) no Butão, ao explicar que a ONU está apoiando essa pesquisa e o desenvolvimento do FIB no Butão e no mundo.
“O Butão tem praticado aquilo que outros países precisam cumprir. Precisamos estender o conceito de Produto Interno Bruto para Felicidade Interna Bruta. Nós, do Banco Mundial, estamos aprendendo muito com o Butão.”
Graeme Wheeler, Diretor Gerente do Banco Mundial
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Sem categoria
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