Arquivo de outubro, 2008
31/10/2008 - 13:25
Os 12 passos da transição
Por Alexa Salomão
O movimento “Cidades em Transição”, que busca retirar o petróleo da vida urbana e promover economias municipais, acredita que não existe um modelo único de transição, nem que tenha encontrado todas as respostas para resolver o problema da escassez do petróleo e do aquecimento global. A idéia é que cada sociedade use a criatividade para fazer a mudança. Para as grandes cidades, uma alternativa é fazer a transição pelos bairros, reforçando o comércio regional. Bristol, no sudoeste da Inglaterra apostou nessa perspectiva. Com mais de 400 mil habitantes, a cidade foi “dividida” em 12 partes. Cada uma delas está procurando achar sua própria solução. Rob Hopkins, teórico do movimento, acredita que cada experiência vai servir de inspiração para novas ações e iniciativas.
Também não existe um calendário coletivo para a conclusão dessa transição entre a economia do petróleo global e a economia sustentável local. Cada cidade tem a sua.
Totnes, no Sul da Inglaterra, considerada o berço do movimento, espera concluir sua jornada em 2030. Na linha do tempo traçada pelo movimento, quando a tarefa for concluída muito dos hábitos e costumes da cidade terão sido modificados. As pessoas deverão consumir produtos locais e a dieta será baseada muito mais em vegetais do que na carne. As escolas passarão a preparar as crianças para as reais demandas da época, cozinhar, construir casas a partir de materiais naturais como adobe e barro e a fazer jardinagem. Os conceitos de sustentabilidade e resiliência, que é a capacidade que um sistema possui de resistir a choques externos, passarão definitivamente a fazer parte do currículo. O transporte público ganha espaço e andar de carro será sinônimo de comportamento anti-social.
Para orientar cidades interessadas em aderir ao movimento, Rob Hopkins, organizou “Os 12 passos para a transição”. Eles estão no seu livro “The Transition Hand Book” (Livro de Bolso da Transição, em uma tradução livre).
São eles:
1. Formar grupos na sociedade para discutir possíveis ações para diminuir o consumo de energia na sociedade. Temas como importação de alimentos, energia, educação, moeda local, urbanismo e transporte. É importante que o sucesso coletivo seja colocado acima dos interesses pessoais. Deve haver um representante para cada grupo;
2. Identificar possíveis alianças e construir networks. Preparar a sociedade em geral para falar das conseqüências do fim da era do petróleo barato e sobre aquecimento global. Palestras com especialistas e mostras de filmes como “The End of Suburbia”, “Crude Awakening”, “Power of Community” têm sido muito eficientes. Esses filmes se encontram para download no website www.transitiontowns.org;
3. Incorporar idéia de outras organizações e iniciativas já existentes;
4. Organizar o lançamento do movimento. Isso pode ocorrer entre seis meses e um ano após o passo número um;
5. Formar subgrupos que vão olhar para suas regiões específicas e imaginar como a sociedade pode se tornar resiliente, ou seja, ser auto-suficiente e capaz de suportar choques externos, como a falta do petróleo;
6. Fazer eventos em espaços abertos. É importante que a sociedade perceba o movimento e queira fazer parte dele;
7. Realizar atividades que requerem ação. Em Totnes, por exemplo, foi decidido que as árvores frutíferas poderiam trazer benefícios para a cidade. Houve um mutirão para fazer o plantio de mudas de castanheiras;
8. Recuperar a hábitos perdidos como fazer concertos públicos, cozinhar, fazer jardinagem, cultivar hortas e andar de bicicleta;
9. Construir bom relacionamento com governo local;
10. Escutar os mais velhos. As pessoas que viveram entre 1930 e 1960, época em que o petróleo ainda não era tão importante, podem ter muito a ensinar;
11. Não manipular o processo de transição para essa ou aquela tendência. O papel do movimento não é levar todas as respostas, mas deixar que a população encontre meios para a transição. O movimento deve ser um grande catalisador de idéias;
12. Criar um plano de ação para reduzir o consumo de energia da cidade.
Cada grupo mostra o que foi decidido para cada área antes de colocá-las em prática.
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Sem categoria
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30/10/2008 - 16:01
Índice internacional vira tema de encontro e secretário paulistano considera a possibilidade de aplicar avaliação
Vitor Hugo Brandalise
Estadão/Metrópole – Quarta-Feira, 29 de Outubro de 2008
Inspirada numa idéia de um país tão longínquo quanto o Butão, pequena nação asiática incrustada no meio do Himalaia, São Paulo pensa agora em medir o progresso com base na felicidade de seus cidadãos. O conceito de FIB (Felicidade Interna Bruta), instituído no Butão em 1972, com a proposta de incorporar conceitos díspares como felicidade e progresso, alegria e desenvolvimento econômico, será apresentado hoje, numa conferência internacional em São Paulo – e conta, desde já, com apoiadores dentro da administração municipal.
“A idéia do FIB é incorporar a felicidade, medida por critérios técnicos em questionários de até 150 perguntas, aos índices de desenvolvimento de uma cidade, Estado ou país”, explica a psicóloga e antropóloga Susan Andrews, organizadora da 1ª Conferência Nacional sobre FIB, que ocorre hoje no Sesc Pinheiros. Para medir o FIB, a percepção dos cidadãos em relação a sua felicidade é analisada em nove dimensões: padrão de vida econômica, critérios de governança, educação de qualidade, saúde, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo e bem-estar psicológico.
“O FIB situa a felicidade como pivô do desenvolvimento, em oposição ao PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma das transações econômicas de uma nação), que falha em contabilizar os custos ambientais e inclui formas de crescimento econômico prejudiciais ao bem-estar da sociedade, como o corte de árvores”, afirma Susan. “Os bons resultados no Butão chamaram a atenção da ONU (Organização das Nações Unidas), que passou a estudar a implementação do exemplo butanês em outros países”, afirma. Uma versão internacional está sendo elaborada no Canadá, com aplicação prática prevista para este ano.
Até o início da década de 1970, uma brutal política de isolamento levou o Butão a concentrar os mais altos índices de pobreza, analfabetismo e mortalidade infantil do planeta. Em 1972, juntamente com a abertura econômica, o recém-empossado rei Jigme Singye Wangchuck criou o conceito de Felicidade Interna Bruta, para redefinir o significado de desenvolvimento social e econômico.
Hoje o Butão – cuja capital, Thimphu, com 50 mil habitantes, não possui semáforos e só conheceu televisão e internet em 1999 -, vê os índices de analfabetismo e mortalidade infantil despencarem, a economia se recuperar e as belezas naturais continuarem intactas, com 25% de seu território delimitado por parques nacionais. Desde o fim da década de 1990, observadores da ONU viajam ao País anualmente para estudar o jeito butanês de levar a vida. “As mudanças foram reflexo da maneira como os butaneses passaram a observar a vida, valorizando somente o que realmente interessa”, afirma Susan. “Eles se dizem, hoje, o povo mais feliz do planeta.”
BRASIL
No Brasil, um protótipo de FIB foi colocado em prática em abril, em Angatuba, a 181 km de São Paulo (mais informações nesta página). Na capital, a idéia já conquistou um primeiro aliado: o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, que propõe, a partir de 2009, iniciar pesquisas de medição do FIB em subprefeituras da capital. “Seria uma maneira de a cidade contribuir com esse esforço internacional, com adaptações à realidade da metrópole”, disse. “O ideal seria começar numa subprefeitura central, como Pinheiros, e em outra periférica, como Parelheiros. É uma boa sugestão para a próxima gestão.”
Para pesquisadores, a adoção do FIB, em conjunto com outros indicadores, tem o mérito de informar a população sobre sua percepção de bem-estar. “O PIB foi elaborado na década de 1950 e está defasado há muito como indicador de desenvolvimento de um país. O FIB complementa os indicadores de qualidade de vida, juntamente com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)”, afirma o economista Ladislau Dowbor, consultor da ONU.
Como ressalva, há valores subjetivos que influenciam na avaliação das pessoas sobre a felicidade. “Para quem não tem nada, qualquer melhoria já representa um ganho enorme em relação ao bem-estar”, afirma o economista Flavio Comim, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). “Mas a ONU analisa o indicador com bons olhos.”
O QUE SE AVALIA
1. Padrão de vida econômica
2. Educação de qualidade
3. Saúde
4. Expectativa de vida
e longevidade comunitária
5. Proteção ambiental
6. Acesso à cultura
7. Bons critérios de governança
8. Gerenciamento equilibrado do tempo
9. Bem-estar psicológico
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Noticia
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29/10/2008 - 12:26
Apenas crescimento econômico não traz felicidade. Assim como o aumento do PIB, países também deveriam almejar um bom FIB, índice de Felicidade Interna Bruta, diz pesquisador do Ibmec/SP
Por Juca Rodrigues
Quando o Brasil for um país rico seremos todos felizes, certo? Talvez. Se não pensarmos no bem-estar das pessoas, de nada adianta ter dinheiro.
É o que diz o economista alemão Johannes Hirata, professor convidado do Ibmec/SP, atualmente desenvolvendo doutorado sobre o tema “Felicidade como política pública” na Universidade de St. Gallen, na Suíça. Filho de pai japonês e mãe alemã, o pesquisador de 28 anos passou no início deste ano dois meses no Butão, pequeno país da Ásia. Lá, o governo utiliza esse conceito na orientação de sua política econômica. O resultado disso pode ser traduzido em um índice de “Felicidade Interna Bruta”, que Hirata nos explica a seguir:
DINHEIRO Online – Crescimento econômico não traz felicidade?
Johannes Hirata – Os países ricos são mais felizes, mas a quantidade de riqueza de um país não está ligada diretamente à quantidade de felicidade das pessoas. Quando um país é muito pobre, quando a pessoa passa fome, ela não está feliz. Um aumento de bem-estar material traz felicidade, mas só até certo ponto, onde ela pára de crescer. Aí temos o índice de Felicidade Interna Bruta.
DO – Como podemos medir a Felicidade Interna Bruta de um país?
Hirata – São vários fatores, um dos principais é o índice de bem-estar subjetivo. A correlação entre renda e felicidade nos países ricos mostra que há uma contradição, ao longo do tempo eles não ficam mais felizes quando crescem. Isso acontece, por exemplo, com o Japão, onde existem dados desde 1958. Lá não há aumento de bem-estar subjetivo há cerca de 45 anos, apesar de um crescimento econômico de 800 % no período. Desde o começo da medição a felicidade é a mesma. Nos Estados Unidos também não há aumento do bem-estar subjetivo faz muito tempo, eles começaram a medir isso em 1946. A renda per capita lá deve ter aumentado no período entre 200 e 300%, mas não houve aumento significativo da felicidade.
DO - O senhor fez um estudo sobre o assunto em um país da Ásia, o Butão. Como isso funciona lá?
Hirata – O Butão é um país pobre, tem renda per capita de cerca de US$ 2 mil. Felicidade do povo é um dos objetivos do governo e esta busca se baseia em quatro pilares: incentivo à cultura, preservação do meio ambiente, independência econômica externa e bom governo. Esses pontos estão presentes em vários documentos oficiais e há uma proposta para inclui-los na Constituição do país.
DO - E como eles medem sua Felicidade Interna Bruta?
Hirata – Existe um debate no Butão sobre quantificar ou não este conceito, já que torná-lo um número pode fazer com que as pessoas acabem se esquecendo para serve o índice, afinal.
DO - A reconstrução do mundo após a 2ª Guerra Mundial não trouxe grande felicidade à população?
Hirata – Na Europa, logo depois da 2ª Guerra, o bem-estar aumentou um pouco, mas depois, na média, ficou estagnado. Em alguns países, como a Irlanda, ele aumentou. Mas na Bélgica, por exemplo, ele caiu.
DO - Quais os outros fatores que afetam o índice de Felicidade Interna Bruta?
Hirata – O desemprego, relações sociais ruins, o tempo que você consegue passar com família e amigos, saúde. Justiça, no sentido de se sentir discriminado ou prejudicado pela empresa e satisfação no trabalho também são fatores importantes, já que passamos metade da vida trabalhando.
DO - Como o crescimento econômico pode gerar felicidade?
Hirata – A pobreza é relativa, quanto maior a desigualdade, mais os pobres irão se sentir pobres. Subjetivamente, quanto mais pessoas ricas em uma sociedade, mais os pobres vão se sentir pobres. Não é só inveja, mas também porque o pobre tem mais desvantagens quanto se tem mais pessoas ricas. Isso se dá porque o acesso a muitos bens depende de competição. Por exemplo, o acesso a uma boa escola depende de quanto você pode pagar. Em meu bairro, há muitas pessoas que podem pagar mais do que eu. O acesso a determinados bens fica mais difícil quando há mais pessoas que tem mais dinheiro do que outras.
DO - Precisamos ter uma melhor distribuição de renda…
Hirata – Isso é uma coisa. Outra é a adaptação, você fica acostumado a muitos confortos, como o espaço em casa. Nos EUA, o tamanho médio das casas duplicou em 40 anos. Você se acostuma, fica comparando o tamanho de sua casa com o tamanho da casa de seus amigos. Isso gera um efeito psicológico muito grande.
DO - A globalização acabou com a felicidade? Nos anos 50, 60 e 70 o mundo era mais feliz?
Hirata – Não, não acabou. Talvez você possa culpar a globalização pela falta de aumento dela, porque se o avanço produtivo fosse gasto em fontes mais duráveis de felicidade, poderia haver um aumento geral do bem-estar.
DO – Antigamente as coisas eram melhores?
Hirata – Não é que antigamente era tudo melhor. Você não fica menos feliz, mas também não tem ganho, não tem avanço. O problema é que os avanços tecnológicos e o aumento da produtividade são aplicados em fontes temporárias de felicidade, por exemplo, comprar um carro novo. Não se aplica em relações de amizade, tempo livre, trabalho mais interessante e seguro, sem medo de ser demitido.
DO - Mas isso não foi uma coisa que a globalização prometeu, abram-se as fronteiras e todo mundo ganhará e será feliz?
Hirata – O que é muito claro é que nos países ex-comunistas a transição do comunismo para a economia de mercado está sendo muito dolorosa, mas não podemos especular e dizer que a globalização está provocando isso na vida das pessoas. Também não estou dizendo que comunismo é bom, não sou amigo do comunismo. Mas você vê, por exemplo, que em Cuba e Sri Lanka, comparado com outros países na mesma faixa de renda, a infra-estrutura de saúde e de educação é muito melhor porque eram uma prioridade dos líderes comunistas. Mas isso não justifica a falta de liberdade.
DO - A Alemanha tem problemas na região da antiga Alemanha Oriental. É um país feliz?
Hirata – Na classe dos países ricos, a Alemanha é um dos com índice de felicidade mais baixo, mas isso não quer dizer que eles sejam infelizes. O desemprego na porção do país que era a Alemanha Oriental é muito alto, cerca de 20%.
DO - Tanto o comunismo quanto o capitalismo mais selvagem podem produzir um índice de felicidade?
Hirata – Há alguns pontos que o comunismo colocou como prioridade que são negligenciados pelo capitalismo como, por exemplo, saúde e educação. No capitalismo, às vezes se esquece que competição também tem um custo. Quando há uma vaga em uma empresa, podemos ter 100 pessoas competindo por ela, mas só uma vai conseguir. Então, 99 pessoas vão trabalhar, fazer maior esforço para ganhar nada. Isso é um custo subjetivo, às vezes vale a pena, às vezes não. Essa competição pode ser exagerada e hoje em dia as pessoas acham que é. A globalização deixa essa competição mais acirrada.
DO – Trabalhar menos é uma das soluções para aumentar a Felicidade Interna Bruta? Estamos trabalhando demais?
Hirata – Sim, mas trabalhar muito pouco também é ruim. É importante que as empresas ofereçam um trabalho que dê satisfação ao empregado e não seja
apenas produtivo. Mas muitas vezes isso gera um custo que a competição não permite assumir.
DO - O que fazer para sermos ricos e felizes?
Hirata – Não existe mágica. Deveríamos dar maior valor ao tempo livre. A competição não deixa espaço para isso, você é dominado pelo interesse material. Dar mais valor ao tempo livre também traz satisfação ao trabalho.
http://www.zaz.com.br/istoedinheiro/reportagens/felicidade_hirata.htm
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Sem categoria
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27/10/2008 - 13:40
TÓPICOS DA CONFERÊNCIA:
* As limitações do Produto Interno Bruto (PIB) num mundo em plena crise ecológica e social
* As nove dimensões do FIB: bom padrão de vida econômica, boa governança, educação de qualidade, boa saúde, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo, e bem-estar psicológico
* Origem histórica do FIB no Butão, o místico Shangri-Lá no Himalaia
* A Ciência da Felicidade: fontes verdadeiras da nossa alegria
* Indicadores do FIB: medidas estatísticas de bem-estar
* Políticas de planejamento nas dimensões do FIB
* A aplicação prática do FIB na comunidade internacional
MEDINDO A FELICIDADE NA COMUNIDADE DAS NAÇÕES: UMA NOVA MÉTRICA PARA O PROGRESSO
A crescente busca por uma nova métrica de progresso no mundo pós-Kioto levou a um disseminado interesse no conceito butanês de FIB, Felicidade Interna Bruta, que provê uma estimulante abordagem quanto a medir o progresso, incluindo as dimensões sociais, ambientais, espirituais e econômicas. O recente interesse nesse conceito foi deflagrado pela evidência empírica de que níveis de felicidade e bem-estar têm estagnado durante as últimas três ou quatro décadas em diversos países, a despeito dos crescimentos econômicos dos mesmos e do aumento da expectativa de vida dos seus cidadãos. Essa constatação tem despertado o interesse quanto a considerar a felicidade como um tema de política pública, o que tem resultado numa crescente fascinação pela abordagem butanesa de Felicidade Interna Bruta. Durante essa conferência os palestrantes descreverão essa nova estrutura para o desenvolvimento de políticas públicas, bem como algumas das iniciativas que já foram tomadas para atingir mais elevados níveis de felicidade e bem-estar através do mundo.
AS LIMITAÇÕES DO PIB e o NOVO PARADIGMA DO FIB
A crescente percepção mundial de que o PIB é uma medida unidimensional, aliada a uma pressão cada vez maior por uma infusão de valores éticos e culturais no núcleo da política econômica, trouxe o FIB para debaixo dos holofotes. O inovador programa de Felicidade Interna Bruta do reino do Butão, no Himalaia, ressoa com várias iniciativas pelo mundo para definir a prosperidade em termos mais holísticos, e medir o bem-estar em vez do consumo. Originado em 1972 pelo benevolente rei Jigme Singye Wangchuck, FIB se remete não apenas aos critérios dos Índices de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, mas inclui também a sistemática análise de fatores ambientais, culturais e ecológicos.
EVENTOS:
No dia 29 de Outubro, das 16:00 às 21:30, ingresso R $2, $4, e $8 (veja folder)
No dia 31 de Outubro, às 10h30, uma segunda conferência sobre o FIB acontecerá no auditório DGA da UNICAMP (entrada franca).
Nos dias 1 e 2 de novembro (sábado e domingo), acontecerá um evento na ecovila Parque Ecológico Visão Futuro (www.visaofuturo.org.br), com o objetivo de elaborar uma estratégia de planejamento específica para a implementação do FIB no Brasil (mais informações e inscrições: 015 3257-1243 / 1540, ou visaofuturo@visaofuturo.org.br).
DEPOIMENTOS:
“Entre os economistas tem havido por muito tempo uma forte convicção que o PIB não é uma boa métrica. Não mede as mudanças em bem-estar. Se os líderes estão tentando maximizar o PIB, e o PIB não é uma boa métrica, estamos maximizando a coisa errada.”
“As medidas padrão do PIB não medem a degradação do meio-ambiente, o esgotamento dos recursos naturais e nem o agudo declínio na qualidade de vida dos cidadãos. Acho que em todos os lados do espectro político há o reconhecimento dessas deficiências, e a convicção que é importante desenvolver melhores métricas, independentemente se você estiver à esquerda ou à direita.”
Joseph Stiglitz , economista prêmio Nobel requisitado pelo presidente francês Nicolas Sarkozy para desenvolver um novo sistema de cálculo econômico incluindo fatores de qualidade de vida.
“Uma vez que as Metas de Desenvolvimento do Milênio quanto à saúde, educação, proteção ambiental etc., sejam atendidas em um determinado número países na data limite de 2015, necessitaremos de um novo conceito para ser discutido. O FIB pode ser a versão futura das Metas de Desenvolvimento do Milênio – considerando o bem-estar psicológico, a manutenção do equilíbrio na vida. Essas são coisas que serão mais importantes na próxima década.”
Bakhodir Burkhanov , um dos diretores do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) no Butão, ao explicar que a ONU está apoiando essa pesquisa e o desenvolvimento do FIB no Butão e no mundo.
“O Butão tem praticado aquilo que outros países precisam cumprir. Precisamos estender o conceito de Produto Interno Bruto para Felicidade Interna Bruta. Nós, do Banco Mundial, estamos aprendendo muito com o Butão.”
Graeme Wheeler, Diretor Gerente do Banco Mundial
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Sem categoria
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19/10/2008 - 22:06
Destruição ambiental, aquecimento global e extinção de espécies, desigualdade social, exploração… Estamos diante de paradigmas ultrapassados, que não proporcionam o bem-estar e o desenvolvimento por todos de todas as suas potencialidades humanas, físicas, intelectuais e supra-intelectuais… Paradigma que muito menos considera a vida de outras espécies. É uma situação insustentável que urge por soluções profundas, isto é, sistêmicas. Alcançar a interdependência entre os fenômenos econômicos, políticos, culturais, sociais e ambientais, restabelecendo conexões entre os âmbitos individual e coletivo. O que fazer? De atitudes simples e novas tecnologias, até complexas transformações sócio-econômicas. Repensar. Buscar soluções e construir alternativas. SER PROTAGONISTA. UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL!
Bem Vind@ à Semana do Meio Ambiente da USP!
Realização: DCE-USP e PROUT
Apoio: VLS copiadora
PROGRAMAÇÃO:
20.10 – SEGUNDA
10h00 – Mercado de Carbono - Ricardo Rosário e Ricardo Uchoa - Palestra transferida para sexta-feira, dia 24 de outubro, às 14h.
Local: Sala G-6 – FEA 1
13h00 – “Legislação ambiental: as unidades de conservação no Brasil” – Professor Sidnei Raimundo (EACH-USP)
Local: Faculdade de Direito USP – Largo São Francisco
17h30 – Documentário+Diálogo: Exibição do programa Roda Viva com o jornalista Washington Novaes
Local: Sala G-6 – FEA 1
21.10 – TERÇA
10h00 – Oficina: Horta vertical – Fernanda Silva Gonçalves – GEOGRAFIA – Ao AR LiVRe!
17h30 – Documentário+Diálogo:
Local: Sala G-6 – FEA 1
22.10 – QUARTA
10h00 – Oficina de Permacultura – Gabriel Assis e Roberta Thomaz
Local: História e Geografia - Sala 9
13h30 – “Grilagem e desmatamento na Amazônia” – Debatedores – Profs Mauro Leonel e Sergius Gandolfi - Local: EACH
18h00 – Documentário+Diálogo: Exibição da palestra “Energia e água” do prof. Carlos Vainer
19h30 – “Energias Limpas: Descentralização, auto suficiência e tecnologia a serviço da vida” – Ronaldo Alves
Local: Biênio da Poli
19h00 Transgênicos – Palestrante a confirmar – PIRACICABA – Departamento de Engenharia Florestal
23.10 – QUINTA
09h00 – Oficina de Arquitetura em Terra - Fernando Minto
Local: Canteiro Experimental da FAU
14h00 – Ciência, respeito pela natureza e bem-estar humano – Professor Hugh Lacey
Local: FFLCH – Prédio da Filosofia e Ciências Sociais – Sala 08
17h30 – “Sociedade do Automóvel” + Debate com o grupo Bicicletada e com o Movimento Passe Livre (MPL)
Local: Sala G-6 – FEA 1
19h00 – Sistema Sócio-Econômico e Sustentabilidade! - Dada Jinanananda + DOCUMENTÁRIO: “Cuba: sobrevivendo à crise do petróleo”
Local: ECA Sala 202 Prédio Principal
24.10 – SEXTA
10h00 – Sustentabilidade e Consumo Responsável: Mudança cultural, tecnológica ou ética? – Maluh Barciotte
Local: Prédio Principal da Física – Auditório Novo 1
14h00 – Mercado de Carbono - Ricardo Rosário e Ricardo Uchoa
Local: Sala 204 – ECA
17h30 – FILME+DIÁLOGO “A História das Coisas” e “Mudanças de Clima, Mudanças de Vida”.
Local: Sala G-6 – FEA 1
DOCUMENTÁRIOS
segunda-feira: Exibição do programa Roda Viva com o jornalista Washington Novaes, supervisor geral do programa Repórter Eco e consultor de meio-ambiente da TV Cultura em São Paulo. Nesse programa o jornalista trata de questões relativas ao meio ambiente em um polêmico debate com outros jornalistas, ambientalistas e inclusive um grande investidor de agronegócio.
quarta-feira: Exibição da Palestra “Água e Energia. As grandes barragens: a evolução de um debate”. O professor Carlos Bernardo Vainer, integrante do Instituto de Planejamento Urbano e Regional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ – debate a nova política energética baseada nas grandes hidrelétricas, enfatizando os impactos ambientais e sociais das barragens no Brasil e no mundo.
quinta-feira: Exibição do “Sociedade do Automóvel” – “11 milhões de pessoas, quase 6 milhões de automóveis; um acidente a cada 3 minutos; uma pessoa morta a cada 6 horas; 8 vítimas fatais da poluição por dia. No lugar da praça, o shopping center; no lugar da calçada, a avenida; no lugar do parque, o estacionamento; em vez de vozes, motores e buzinas. Trabalhar para dirigir, dirigir para trabalhar: compre um carro, liberte-se do transporte público ruim. Aquilo que é público é de ninguém, ou daqueles que não podem pagar. Vidros escuros e fechados para evitar o contato humano. Tédio, raiva angústia e solidão na cidade que não pode parar e que não consegue sair do lugar. ” – sinopse retirada do site CMI Brasil.
sexta-feira: A história das coisas – Partindo da pergunda “de onde vêm aquilo que consumimos?”, o filme “A História das coisas” (The story of stuff) examina o processo de produção industrial desde a etapa de extração de matéria-prima, até a etapa final, nós, os consumidores, destacando os impactos ambientais e as características culturais que incentivam um consumismo desenfreado.
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Sem categoria
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19/10/2008 - 01:14

No dia 29 de outubro, no SESC Pinheiros, das 16h00 às 21h00, acontecerá 1ª Conferência Nacional sobre Felicidade Interna Bruta, organizada pelo Instituto Visão Futuro, com o apoio do SESC.
Vivemos um momento crucial em que as economias por todo o planeta estão sendo sacudidas. Torna-se urgente buscarmos um curso alternativo para o progresso: em lugar de ganância e crescimento a qualquer custo, justiça, sustentabilidade e felicidade para todos. A nova proposta é Felicidade Interna Bruta (FIB), em vez de PIB (Produto Interno Bruto).
Dr. Eduardo Jorge, Secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, abrirá o evento, que incluirá a participação do grupo Doutores da Alegria. Para falar do FIB participarão especialistas mundiais como Karma Dasho Ura, e Michael Pennock. Também participam Dra. Susan Andrews e o economista Dr. Ladislau Dowbor.
Karma Dasho Ura, Coordenador das Pesquisas sobre FIB no Butão (patrocinadas pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas – PNUD) com o objetivo de formular as análises estatísticas do FIB, e membro da comissão do FIB no Ministério do Planejamento. O Sr. Karma Ura apresentará a origem histórica do FIB, sua conceituação e a estratégia de implementação no Butão, bem como explicará as sofisticadas análises estatísticas que atualmente são usadas naquele país para desenvolver seus indicadores e suas métricas.
Michael Pennock, Diretor do Observatório para Saúde Pública em Vancouver, Canadá, e consultor sobre o Índice de Genuíno Progresso de Canadá. Também presta consultoria para as Nações Unidas quanto ao desenvolvimento dos indicadores do FIB no Butão. O Sr. Pennock discutirá a adaptação do FIB do Butão para uma versão internacional que está começando a ser adaptada no Canadá, e que possa ser usada por comunidades para monitorar sua direção de autêntico progresso.
Dra. Susan Andrews, psicóloga e antropóloga formada pela Universidade de Harvard, fundadora e coordenadora da ecovila Parque Ecológico Visão Futuro no interior de São Paulo, e coordenadora do FIB no Brasil. Ela discutirá a nova ciência de Hedonics, a recente pesquisa no âmbito da psicologia sobre as fontes da felicidade humana, e suas relações com o crescimento material.
Dr. Ladislau Dowbor, economista, professor titular da pós-graduação da PUC-SP, consultor da ONU e de vários governos em gestão econômica descentralizada. Dr. Dowbor proferirá uma palestra, “Refazendo as Contas: As Limitações do PIB”, que será uma exposição sobre a necessidade de se reformular o PIB com novos índices estatísticos, e a importância desse esforço para o bem-estar de todos os brasileiros.
EVENTOS:
No dia 29 de Outubro, das 16:00 às 21:30, ingresso R $2, $4, e $8 (veja folder)
No dia 31 de Outubro, às 10h30, uma segunda conferência sobre o FIB acontecerá no auditório DGA da UNICAMP (entrada franca).
Nos dias
1 e 2 de novembro (sábado e domingo), acontecerá um evento na ecovila Parque Ecológico Visão Futuro
www.visaofuturo.org.br), com o objetivo de elaborar uma estratégia de planejamento específica para a implementação do FIB no Brasil (mais informações e inscrições: 015 3257-1243 / 1540, ou
visaofuturo@visaofuturo.org.br).
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Eventos
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