22/09/2009 - 22:24
O meu primeiro contato com agrotóxicos aconteceu quando estava com quase 6 anos, em 1945, no final da 2ª Guerra Mundial. O governo da Holanda livre decidiu levar todas as crianças das escolas e jardins da infância para tomar banho em lugares improvisados com chuveiros de água quente. Depois de secar o corpo e se vestir, aplicaram um pó branco, DDT, com um polvilhador manual, cobrindo todo corpo, inclusive os cabelos. Conseguiram eliminar os piolhos, sarna etc.
Este mesmo DDT foi o começo da introdução do veneno na agricultura. Depois chegavam, a cada ano, novidades no mundo agrícola.
Lembro-me do parathion que chegou em frascos pequenos junto com as máquinas costais de pulverizar. Aplicamos parathion nas beterrabas contra larva minadora sem máscara ou outra proteção e sem saber dos perigos dos agrotóxicos. Chegaram os herbicidas em forma de um pó amarelo que era tão “sistêmico” que penetrava nas mãos e embaixo das unhas ficando meses. No domingo depois da missa comparávamos com os amigos, quem tinha mãos e unhas mais amarelas. Nós nos orgulhávamos de fazer parte da galera dos jovens agricultores modernos. Chegou depois o 2-4 D, outro herbicida poderoso, que continua sendo usado. Reconheço até hoje o cheiro de muitos tipos de agrotóxicos quando vou a uma propriedade onde usam estes produtos. A inalação do cheiro vem acompanhada com a sensação das glândulas aumentadas e dor de cabeça.
Minha maior experiência com veneno agrícola aconteceu mesmo aqui, no Brasil, quando trabalhei durante muitos anos com todo tipo de agrotóxico. Vi centenas de peixes mortos quando a chuva pesada lavava uma plantação recém pulverizada levando a água contaminada para os rios e açudes. Também vi muitos pássaros mortos que desenterraram e comeram sementes plantadas com veneno. Vi como um agrotóxico matou um burro que, no trabalho de puxar um sulcador, inalou tantos gases tóxicos de um dos mais terríveis venenos sistêmicos, Temik, que caiu morto no final da tarde. Tivemos muitos incidentes graves com herbicidas também matando ou prejudicando a própria cultura plantada. Certo ano levamos 5 pessoas intoxicadas para o hospital. Elas plantaram milho tratado com o terrível inseticida Furadan. Apesar de usar máscaras, elas inalaram mesmo assim, de alguma forma, um pouco do produto. Após este incidente abolimos de vez o seu uso. Tenho um cunhado que nos anos sessenta aplicou veneno Folidol nos tomates com uma máquina costal que estava com vazamento, molhando assim as costas dele. O produto sistêmico penetrou no seu corpo, atingindo os rins. Ficou meses em repouso absoluto e já falavam na necessidade de um transplante em que sua irmã Tini (hoje minha esposa) seria a possível doadora. Mas, graças a Deus, a situação dele reverteu.
Com essas experiências muito negativas, mudei para o orgânico, um caminho difícil. Os produtores orgânicos ficam muito sozinhos, quase não existe apoio das universidades e pesquisadores. Por que será? Mesmo assim, conseguir produzir e comercializar um alimento que só traz saúde dá muita satisfação.
Infelizmente o uso de veneno na lavoura só aumentou. Em 2008 o Brasil ganhou o título nada honroso de ser o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, comprando até muitos venenos proibidos em outros países. Razão a mais para consumir produtos orgânicos.
Joop Stoltenborg
http://www.aboaterra.com.br/artigos/
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Sem categoria
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21/05/2009 - 21:11
21/05/2009 – 01h05
Carros: precisamos deles tanto assim?Por Neuza Árbocz, da Envolverde – especial para o Instituto Ethos |

Estilo de vida, sentimentos e status social estão ligados a ter ou não um automóvel. Confunde-se, não raro, a qualidade do objeto com seu proprietário. Reformam-se cidades para servir a esses pequenos tiranos, perdendo em tranquilidade, ar puro e convívio humano.
O apego aos carros tornou-se tão intenso que, mesmo estando o planeta mergulhado numa grave crise ambiental, em grande parte causada pelo seu uso, ainda há muita resistência em abrir mão desse conforto. Pelo contrário, ele continua sendo o sonho de consumo de muitos. Como resolver esse quadro?
No plano individual, pegar num volante traz uma agradável sensação de liberdade. Ter um automóvel à disposição dá mais autonomia no ir-e-vir e agilidade para compromissos, encontros, trabalho, diversão etc. No entanto, isola seu condutor de um contato mais estreito com as ruas que percorre e as pessoas pelas quais passa, e, não raro, leva-o a mergulhar numa pressa sem propósito. Pressa que se traduz em competição, na qual se dão fechadas, disputam-se centímetros de espaço e se acelera em ultrapassagens sem razão, só para ficar parado num semáforo metros adiante.
No plano coletivo, essa situação multiplicada por milhões de veículos pelas ruas ou estradas causa um stress constante, não só para as pessoas, mas também para os locais cortados por rodovias ou grandes avenidas. E afeta ainda quem mora em torno das áreas de muito tráfego ou viaja nos ônibus – que também participam dessa disputa e cooperam para congestionamentos que em muitas localidades não estão mais restritos aos horários de pico. Afeta, sobretudo, o clima na Terra. É, portanto, um cenário que pede mudanças urgentes.
Conciliando interesses
Algumas iniciativas pelo mundo afora estão mostrando que é possível modificar essa realidade, de forma criativa e inovadora.
Tudo seria bem mais simples se desde o início as cidades fossem planejadas priorizando o transporte público e serviços bem distribuídos, como imagina J. H. Crawford, autor do livro Car Free Cities (Cidades Livres de Carros – http://www.carfree.com/). Em sua obra, ele descreve um inteligente sistema para organizar o espaço e o dia-a-dia urbanos, de forma a anular a necessidade de caminhões, ônibus e veículos particulares, até mesmo em cidades já existentes.
Seu pensamento alinha-se com o movimento internacional formado por inúmeras iniciativas reunidas na World Carfree Network (Rede por um Mundo Livre de Carros – http://www.worldcarfree.net/), surgida a partir das atividades da ONG Car Busters (http://www.carbusters.org/). Mas talvez esta seja mesmo uma tendência muito radical, considerando todo o valor afetivo que (ainda) é atribuído aos veículos automotores por grande parcela da humanidade.
Uma alternativa mais branda, e que já prepara a transição necessária, é o sistema de compartilhamento de veículos chamado de Car Sharing (http://www.carsharing.net/), um tipo diferente de aluguel praticado na Europa, no Canadá e nos Estados Unidos. Os carros ficam estacionados em diferentes pontos da cidade à disposição do usuário, que paga pelo tempo de utilização, podendo pegá-los numa região e entregá-los em outra.
O modelo pode ser escolhido de acordo com a necessidade de cada viagem, incluindo até mesmo vans e pequenos utilitários. Os argumentos de seus criadores é que esse sistema ajuda as pessoas a se libertarem do hábito de possuir um carro. Ele é ideal para quem não precisa do veículo para ir ao trabalho todos os dias e dirige menos de 12 mil km por ano.
Lançado na Suíça em 1987, o sistema estendeu-se para a Alemanha no ano seguinte e chegou ao Canadá, via Québec, em 1993. Ali, até janeiro de 2009, segundo a Universidade da Califórnia, havia alcançado 46.802 membros e 1.758 veículos, em 15 organizações de car sharing. Nos Estados Unidos, já havia 24 programas, com 309.437 membros e 6.093 veículos.
Ligação perigosa
Dividir o uso de um mesmo carro traz de fato uma mudança de mentalidade, na qual o carro deixa de ser visto como a extensão de seu dono ou dona. Hoje em dia, ainda é bastante comum no Brasil ser chamado de “doutor” ou “doutora” ao entregar a chave de um luxuoso modelo importado a um manobrista. E há estacionamentos que se negam a receber modelos velhos, como uma Brasília por exemplo, ou os estacionam em locais distantes da vista de seus frequentadores.
Nas grandes cidades, carros podem ser necessários no dia-a-dia. Mas mesmo nas pequenas eles proliferam, tornando-se uma forma de se diferenciar socialmente. É sinônimo de sucesso ter um modelo caro, um esportivo de última linha, mesmo que este polua bem mais que um popular 1.0. Com um carro disponível, logo se instala o costume de usá-lo até para ir a locais muito próximos de casa, como a padaria a quatro quadras ou a casa do vizinho ali adiante.
A grande questão é saber o quanto de nossos sentimentos e valores permitimos que estejam ligados a esse objeto? Ainda há fundamento nas piadas que colocam o carro como verdadeiro “amor” de seu dono, a ponto de a norte-americana Katie Alvord ter escrito o livro Divorce Your Car! (Divorcie-se de Seu Carro), convidando os leitores a se libertar desse “vício”? A obra está recheada de dicas e relatos que mostram como a autora aprendeu a aproveitar bem a vida sem esse meio de transporte. Uma atitude rara, já que, nos Estados Unidos, enquanto, em 20 anos, a população aumentou 20%, o tráfego cresceu absurdos 236%, sendo comum casas com quatro ou cinco carros na garagem, um para cada integrante da família.
Nos anos 1970, o arquiteto e pintor austríaco conhecido como Friedensreich Hundertwasser criou a teoria das cinco peles que envolvem cada ser humano. A primeira é a própria epiderme; a segunda, a roupa; a terceira, a casa; a quarta, o meio social ao seu redor; a quinta, por fim, é o meio global. Ele defendia que o bem-estar de cada um depende de uma relação adequada com cada uma delas. “A compreensão mais ampla de nosso lugar no mundo passa pela melhor ambientação em face de cada uma dessas peles”, explica Euclides Guimarães, sociólogo e professor da PUC-MG, em seu artigo “Intimidade e Identidade”.
Seriam os carros mais uma pele, infiltrada na identidade de seus donos e na própria sociedade a ponto de a saúde de economias inteiras estar ligada à sua produção? É essa a razão de comemorarmos o crescimento de suas vendas, mesmo que isso signifique o esgotamento dos sistemas viários existentes, o aumento de doenças respiratórias e de mortes por poluição atmosférica – como tem comprovado o Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP? Ou que provoque o agravamento de mudanças climáticas capazes de ameaçar a presença humana na Terra?
É interessante ver surgir novas tecnologias, como carros elétricos ou o moderno carro solar Koenigsegg Quant. É louvável a oferta de modelos acessíveis a todos, como o indiano Tata Nano, projetado para ser o carro mais barato do mundo. Mas a verdade é que continuar a ampliar a presença de automóveis no globo é um ato de enorme imprudência. Já passou da hora de recolocarmos as pessoas e o convívio humano como foco central do planejamento urbano e recuperar a qualidade de vida que o número excessivo de carros tirou de nós.
(Envolverde/Instituto Ethos)
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Mobilidade
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29/04/2009 - 16:57
29/04/2009 – 12h04
Democratizando as finanças
Por Hazel Henderson* |

St. Augustine, Flórida, abril/2009 – A crise financeira, gerada por Wall Street e pela cultura do “muito grandes para quebrar” dos bancos e das instituições financeiras baseadas no dinheiro, está gerando iniciativas locais e chamados para descentralizar e democratizar as finanças. Enquanto as redes nacionais de segurança estão se desfazendo devido aos cortes orçamentários, as lideranças locais crescem e oferecem alternativas criativas para que as comunidades possam nutrir suas próprias economias.
Os clubes ou associações locais de troca, como Freecycle.com, Craigslist e Lets, e os vales como papel-moeda alternativo estão proliferando, como sempre o fazem quando os banqueiros centrais e o Fundo Monetário Internacional fracassam ou aplicam remédios equivocados. Algumas das moedas complementares de maior êxito são a WIR, da Suíça, e a norte-americana Berkshares, que tem o equivalente a US$ 2 milhões em circulação e aceitação em bancos e negócios de Massachussets. Moedas semelhantes estão servindo a mercados locais de compensação no Brasil, Canadá, Grã-Bretanha, Argentina, Austrália e em outros países.
Os empréstimos de pessoa para pessoa e os projetos de microfinanciamento estão no auge em muitos países. Womens World Banking, Grameen Bank, em Bangladesh, agora imitado em muitas nações, Finca e Acción, na América Latina, bem como novas versões on line, incluindo Microplace, Kiva e além de prestamistas como Prosper.com, nos Estados Unidos, e Zopa.com, na Grã-Bretanha, são exemplos. Bancos cooperativos de crédito, que operam na Europa e na América do Norte há um século estão se tornando mais ativos ainda.
As associações de bancos e comércios locais estão exercendo uma influência política maior. Nos Estados Unidos, estas associações estão reclamando igual tratamento na destinação dos multimilionários fundos governamentais disponíveis para o resgate financeiro das empresas em bancarrota, que choveram sobre os grandes bancos, cujos imprudentes empréstimos desencadearam o desastre financeiro.
Fundações como Rudolf Steiner Foundation, Acumen e a dos credores do Ebay, Pierre Omidyar e Jeffrey Skoll, estão investindo em empresas sociais que atendem necessidades sociais enquanto obtêm ganhos modestos. Tal capital social agora está criando um novo setor híbrido em muitas economias. No Reino Unido, a New Economics Foundation (NEF) gera iniciativas locais e sua proposta para salvar as 11.500 agências de correio britânicas com a agregação de funções bancárias locais é apoiada pelos sindicatos, pelos pequenos comerciantes, pelos grupos de interesse público e pelos aposentados.
Time Bank, uma criação de Edgar Cahn, nos Estados Unidos, que facilita o intercâmbio cooperativo de bens e serviços, agora ajuda as pessoas locais a se conectar e compartilhar serviços no Japão, na Europa e em países de outros continentes. Os serviços incluem ajuda a inválidos confinados em suas casas, cuidado de filhos de vizinhos, vigilância das propriedades, corte de grama e compartilhamento de aparelhos eletrodomésticos. Da modalidade de compartilhar o carro entre vizinhos ocupam-se novas companhias, como Zip Car, nos Estados Unidos, e outras no Canadá e na Europa.
A China é anfitriã de muitas iniciativas locais, como a que conecta pequenos comerciantes em redes que oferecem empréstimos acessíveis a 25 milhões de estudantes chineses. A Circle Pleasure, uma empresa que vende cartões de consumo pré-pagos, formou uma companhia conjunta com a Quifang para um serviço bancário de pessoa a pessoa. Esta é a primeira empresa privada que recebe uma licença do Banco Central da China. Em muitos lugares da Índia e de Bangladesh, as “damas do telefone” alugam o uso de seus telefones celulares para outras aldeias. Os camponeses e os pescadores podem, por esse meio, consultar os preços nos mercados vizinhos para saber os melhores lugares onde vender suas mercadorias.
Todas estas soluções locais provocam uma pergunta: como permitimos aos grandes bancos e ao setor financeiro centralizado se converterem em predadores das economias reais que produzem a verdadeira riqueza mundial? Em todo o mundo, as pessoas estão se dando conta de que simplesmente podem evitar os grandes bancos e as bolsas de valores e criar localmente serviços de crédito e de outros tipos. Os velhos e excessivamente inflados setores financeiros devem diminuir, baixar seus lucros e absorver as perdas de suas temerárias apostas. Um setor de serviços financeiros realmente eficiente deve ter menos de 10% do PIB nacional, enquanto, por exemplo, no Reino Unido superou os 20%, “sofrendo uma metástase” graças aos seus “engenheiros financeiros” que sugam a economia real.
Quanto mais longe puderem ir as finanças de pessoa a pessoa mais se evitará os e grandes bancos cheios de cobiça e se desafiará eticamente os financistas de Wall Street e seus aliados políticos. É um caminho longo, mas pode ser percorrido graças a todas as ferramentas das comunicações, agora amplamente disponíveis. IPS/Envolverde
(*) A economista Hazel Henderson www.ethicalmarkets.com) é autora de Ethical Markets: Growing the Green Economy (2007) e coautora do índice sobre qualidade de vida Clavert-Henderson www.calvert-henderson.com).
(Envolverde/Mercado Ético)
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Economia Solidária
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09/04/2009 - 19:01

Amina, de cinco anos, ajudou a construir o protótipo
Forno solar “Caixa Quioto”
Caixa de cartão ganha prémio internacional “climático” de 75 mil dólares 
09.04.2009 – 16h55 Helena Geraldes
Um forno solar numa caixa de cartão que custa apenas cinco dólares (3,7 euros) a fabricar ficou em primeiro lugar no FT Climate Change Challenge, prémio internacional de ideias para lutar contra as alterações climáticas, foi hoje revelado. Jon Bohmer vai investir os 75 mil dólares (56,6 mil euros) a testar a “Caixa Quioto” em dez países e ajudar dois mil milhões de pessoas nos países mais pobres a deixar de usar lenha para cozinhar.A “Caixa Quioto”, que será distribuída gratuitamente, aproveita o efeito de estufa para cozinhar e pode levar dez litros de água ao ponto de ebulição em duas horas.
O dispositivo consiste em duas caixas de cartão, uma dentro da outra, com uma cobertura de acrílico que deixa a luz do Sol entrar e a acumula. A caixa de dentro está pintada de preto e a de fora está forrada com uma folha metálica para ajudar a concentrar o calor. Uma camada de palha ou jornais entre as duas caixas ajuda ao isolamento.
“Estamos a salvar vidas e árvores”, explica este norueguês à frente da Kyoto Energy, um negócio familiar sediado no Quénia, em comunicado. “Duvido que haja outra tecnologia que consiga ter tanto impacto com tão pouco dinheiro”.
A caixa de cartão, transformada em forno solar, pretende salvar as crianças que todos os anos morrem por beberem água não potável, permitindo às suas famílias ferverem essa água para matar os germes. Além disso, reduz os riscos de doença causados pela inalação de fumo, ao evitar a queima de lenha. Bohmer estima que, anualmente, sejam poupadas duas toneladas de carvão por família.O forno solar recebeu o apoio da família de Bohmer. O pai mobilizou apoio para o projecto na Noruega e a sua filha Amina, de cinco anos, ajudou a construir o protótipo.
“A ‘Caixa Quioto’ tem o potencial para transformar milhões de vidas e é um exemplo de uma inovação sustentável e passível de ser concretizada a larga escala”, comentou Peter Madden, director-executivo do Fórum para o Futuro (Forum for the Future), entidade que organiza o prémio.
A energia do Sol já é utilizada nos países mais pobres. Mas o que impressionou o júri – onde estiveram Richard Branson e Rajendra Pachauri – foi o potencial para a produção em larga escala. “Podemos começar a fabricar centenas e centenas de fornos solares todos os meses”, contou Bohmer à BBC online.
Bohmer espera obter financiamento do mercado internacional de carbono. Ao demonstrar que utilizar a “Caixa de Quioto” significa reduzir emissões de gases com efeito de estufa, ele pode ganhar créditos de carbono de empresas e países ocidentais.
Esta competição climática, que recebeu 300 projectos candidatos, teve o apoio financeiro do jornal “Financial Times” e da empresa Hewlett Packard.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1373536
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Energia, Sem categoria
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10/01/2009 - 23:35
FREI BETO
Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças.
“Quem trouxe a fome foi a geladeira”, disse.
O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc. A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.
É próprio do humano – e nisso também nos diferenciamos dos animais – manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico.
A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais.
Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.
Marx já havia se dado conta do peso da geladeira.
Nos “Manuscritos econômicos e filosóficos” (1844), ele constata que “o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós”.
O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social.
Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão.
Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, tem alma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígine cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém.
Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um vinho guardado na adega, uma jóia?
Assim como um objeto se associa ao seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife.
Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em Cinderela…
Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.
Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela, mas não é ela: bens, cifrões, cargos etc.
Comércio deriva de “com mercê”, com troca. Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas.
Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de vizinhança, como ainda ocorre na feira.
Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo.
“Nada poderia ser maior que a sedução” – diz Jean Baudrillard – “nem mesmo a ordem que a destrói.”
E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.
Vou com freqüência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo.
“Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático”, respondo. Olham-me intrigados.
Então explico:
Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo.
Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas.
E, assediado por vendedores como vocês, respondia:
“Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz”
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Artigo
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04/01/2009 - 00:33
Muito além de futurologia…
Quem serão os profissionais do futuro? Dominar as novas tecnologias pode não ser suficiente. O novo profissional tem que dar conta de enfrentar desafios éticos, sociais, culturais e ambientais
Paula Alkimim
O Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares (Ieat) da UFMG mapeou uma lista com 80 profissões do futuro, buscando traçar ainda o perfil desses profissionais a partir de estudos das tendências de mercado e de entrevistas com pesquisadores e professores de várias áreas.
O gestor de resíduos ou lixólogo é uma dessas profissões, uma vez que a grande produção humana de lixo comum ou lixo de difícil eliminação como o radioativo torna-se um problema cada vez mais presente no mundo.
A nanotecnologia é outro campo com grande potencialidade. Destaque para profissionais como o nanotecnólogo – capaz de projetar microrrobôs para as mais diversas finalidades, de explorações geológicas a operações no corpo humano, ou o nanocirurgião – professional que saberá operar esses nanorobôs para realizar intervenções cirúrgicas.
Ser um especialista em ética também pode ser um bom caminho já que a ética é sempre chamada para a discussão de uma série de questões contemporâneas em áreas como meio ambiente, biologia e medicina. Outras profissões são a de tradutor cultural, cientista socioambiental, especialista em desastres e epidemias contemporâneas, gestor de cidades e organizador de dados.
Para o diretor do Ieat, Carlos Brandão, que coordenou a pesquisa, uma das características do profissional do futuro deve ser a capacidade de transitar por mais de um campo de conhecimento e não ficar preso apenas ao seu segmento específico.
“A gente tem que colocar em cena valores universais como justiça, ética e liberdade, que geralmente não são valores muito cultivados no mercado neste mundo contemporâneo”, ressalta Carlos Brandão. E acrescenta: “Mapear as profissões do futuro não é um exercício de futurologia, mas uma maneira de engravidar a possibilidade do presente, inclusive engravidar coisas que vão satisfazer o mercado ou mesmo contrariar os caminhos do presente”.
http://www.ufmg.br/diversa/15/index.php?option=com_content&view=article&id=24&Itemid=24
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Futuro
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23/12/2008 - 13:59
Fora de Série
Data: 21/12/2008
Veículo: O GLOBO
Editoria: REVISTA O GLOBO
Conheça a escola que levou um modelo de ensino neo-humanista para crianças carentes de uma pequena cidade na divisa de Rio e Minas.
A poucos quilômetros de Belmiro Braga, uma cidadela próxima à divisa de Minas Gerais e Rio de Janeiro, surgiu nos anos 80 um povoado apelidado pelos moradores de Vila São Francisco. O lugar foi se formando mais ou menos assim: para evitar que empregados tomassem posse de terras por usucapião, uma lei que causou alvoroço na época, patrões das redondezas expulsaram levas de agricultores de suas fazendas. Sem ter para onde ir, as pessoas se amontoaram ali, naquele pedacinho de terra sem dono.Vila São Francisco apareceu no mapa desprovida de qualquer planejamento, de qualquer infra-estrutura. E com uma infinidade de problemas sociais — entre eles, a falta de uma escola para as crianças. Para poder estudar, os meninos tinham que percorrer pelo menos 15 quilômetros a pé pelas estradinhas de terra.
A história mudou com a chegada de uma turma de seguidores de um filósofo indiano chamado Shrii Ananda Murti, fundador do Centro de Ioga e Meditação Ananda Marga, que nasceu em 1955 na Índia e tem filiais em 150 países. No Rio, a base do instituto fica em Copacabana. Em 1990, o grupo comprou uma fazenda para retiros espirituais bem ali, em Vila São Francisco. E mudou a paisagem, criando a escolinha Sol Nascente, que levou para a meninada pobre, sem esperança, sem futuro, um modelo de ensino até então exclusivo de crianças bem-nascidas: o neo-humanismo, que prioriza o desenvolvimento emocional, intuitivo, criativo e espiritual. É uma linha de pedagogia parecida com a das escolas Waldorf, que fazem sucesso no mundo todo. Segundo essa filosofia, não basta aprender português, matemática etc. O desafio é formar pessoas bacanas.
— Trabalhamos as bases éticas e morais do ser humano. A idéia é que essas crianças cresçam saudáveis em todos os sentidos, criativas, inteiras, felizes — diz a pedagoga Sandra Brys, uma das fundadoras da Sol Nascente. — A fazenda foi comprada por 30 pessoas, que doaram cem hectares para projetos sociais. A escolinha, para crianças de 3 a 5 anos, é um deles.
O prédio da escola é uma graça, com jardim, playground e salas equipadas com toda a sorte de brinquedos pedagógicos.
Mantida com doações dos padrinhos — jovens freqüentadores do Ananda Marga no Rio —, a Sol Nascente foi mudando de cara ao longo dos últimos 18 anos. No início, funcionava numa casinha velha, sem estrutura, contando com a boa vontade de professores voluntários. Há quatro anos, o espaço foi finalmente inaugurado.
— Não tínhamos nem luz. O importante era conseguir introduzir uma nova filosofia de ensino para as crianças.
Elas se sentavam no chão, não tinham brinquedos, comiam com o pratinho apoiado em tocos de madeira — conta Dhiira Gomes, a tia Dhiira, uma mãe que resolveu arregaçar as mangas e colaborar com o projeto. — Tudo o que nos ofereciam a gente pegava. Percorríamos as lojas de xerox pedindo papel usado. Eu queria que os meus filhos tivessem acesso ao que o pessoal do Ananda Marga estava nos propondo. Então fui à luta. Meus três filhos estudaram aqui.
A rotina da criançada é mesmo especial.
Às 7h, os alunos iniciam o dia com o “círculo do amor”: cantam mantras e praticam ioga e meditação. Em seguida, vem o café da manhã. Depois, brincadeiras pedagógicas e livres, além das disciplinas convencionais. Às 11h, almoço. Tudo vegetariano e orgânico, colhido na horta da escola, plantada pelas crianças. Segundo Sandra, formada em pedagogia e com especialização na Universidade Gurukula, em Calcutá, no modelo de ensino neo-humanista, a ioga e a meditação são fundamentais para aumentar a concentração das crianças. E a alimentação vegetariana ajuda a desenvolver a consciência ecológica e o respeito à vida. Ninguém reclama de não ter carne.
Estefane, uma das aluninhas, diz que não gosta mais de comer “bicho morto”. Prefere os pratos vegetarianos preparados pela cozinheira da escola.
Até em casa não come mais carne.
— As crianças se dispersam com qualquer coisa. O que nós fazemos? Vamos conseguindo foco, através de vizualizações criativas. Pedimos que fechem os olhinhos e prestem atenção no canto dos pássaros, uma preparação para a meditação. Aos poucos, elas vão conquistando a introspecção — diz Sandra. — Já as posturas físicas da ioga são usadas para estimulação cerebral. A do leão trabalha a fala. A do coelho ajuda no desenvolvimento do pensamento lógico. A do pássaro traz equilíbrio emocional. Obviamente, uma criança não faz ioga como um adulto. A coisa é mais lúdica As atividades da Sol Nascente não se limitam ao espaço da escola.
Segundo a tia Dhiira, vira e mexe os professores vão bater na porta dos pais, propondo ações que os envolvam no novo mundo dos filhos, como bordar as toalhinhas usadas no lanche ou encapar os cadernos. Um dos principais focos do trabalho fora das salas de aula, no entanto, é a educação ambiental. Em Vila São Francisco, água limpa tornou-se um desafio diário. Não há rede de esgoto.
Então, aprender a manter a torneira fechada, a não poluir o rio local, a plantar perto das nascentes é fundamental para a sobrevivência do povoado.
— De um modo geral, as nossas escolas públicas não trabalham a valorização do amor, da natureza.
Essas crianças vêm de famílias problemáticas, às vezes com pais alcoólatras e mães que são vítimas de violência doméstica. Esse embasamento humanista é precioso e indispensável num contexto de miséria.
Posso afirmar: com a Sol Nascente, as crianças passaram a educar os pais — diz Dhiira. — As mães contam que as criancinhas chegam em casa e dizem que querem tudo igual na escola. Esse projeto me ajudou muito pessoalmente.
Quando os meus filhos começaram a estudar aqui, eu não sabia nada. Aprendi a me relacionar com o meio ambiente e com as outras pessoas vendo os meus filhos aprenderem.
A turma da Sol Nascente tem planos ambiciosos para o ano novo.
Já em 2009 vai funcionar em Vila São Francisco um centro de educação neo-humanista, com o propósito de formar educadores.
Outra novidade para o próximo ano é a implantação na escolinha de uma técnica de ensino chamada ginástica cerebral (do inglês brain gym). A pedagoga Sandra Brys fez uma especialização na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, onde nasceu essa história, e pretende replicar por ali a técnica cujo objetivo é a ativação da inteligência através da sincronia de movimentos. A brain gym é formada por movimentos bastante simples e agradáveis que aprimoram a experiência de aprendizado, utilizando os dois lados do cérebro.
Segundo os adeptos da técnica, essas atividades tornam mais fáceis todos os tipos de aprendizado, sendo especialmente eficazes no desenvolvimento das habilidades acadêmicas.
— A chamada ginástica cerebral é hoje top de linha no aprendizado infantil. No Sul do Brasil, por exemplo, ela já está bastante difundida.
Eu passei pela Califórnia e sou uma das instrutoras autorizadas no país. Agora você imagina só: com a brain gym e a ioga no currículo, essas crianças vão mesmo longe — aposta Sandra.
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Educação, Sem categoria
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08/12/2008 - 11:44
PERMACULTURA EM BELMIRO BRAGA – MG
03 a 15 de Janeiro de 2009
PDC completo em 72h mais 32h de oficinas
A Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes. (Rede Permear)
Facilitadores
SKYE
Marcelo Bueno
Guilherme Castagna
Ronaldo Alves – energias renováveis
Valmir Fachini – BSI – biossistema integrado
Programação
Introdução
Planejamento
Princípios básicos que orientam o planejamento sustentável
Leitura da paisagem e de mapas, construção de mapa de informações
Produção de alimentos
Energias renováveis – solar, eólica, biomassa e hidráulica
Água de chuva, sistema de reciclagem, filtros, biodigestores
Arquitetura Sustentável
Técnicas construtivas ecológicas
Sistemas Sociais – Ecovilas
PROUT – Sistema sócio-Econômico
Como?
* Palestras e Oficinas
* Práticas de Yoga, Meditação
* Atrações Culturais – Traga seus instrumentos!
* Alimentação Lacto-Vegetariana
Quando?
03 a 15 de Janeiro de 2009
Onde?
Ananda Kiirtana – Belmiro Braga – MG
Próximo a Juiz de Fora
Quanto?
R$ 820,00
Inclui hospedagem e alimentação completa
Inscrições (até 23 de dezembro)
proutsp@gmail.com
Danielle – 11 5077-4518 e 11 9846-2275
Realização
PROUT SP
Saiba mais sobre os facilitadores
Guilherme Castagna – Membro da Rede Permear de Permacultores, e do corpo técnico do OIA (O Instituto Ambiental, Petrópolis/RJ). Integra sua formação em engenharia civil com a visão da permacultura no desenvolvimento de projetos de design ecológico e sustentabilidade em água, de empreendimentos comerciais a projetos residenciais, incluindo a capacitação de comunidades tradicionais e de baixa renda. É também proprietário da Livraria Tapioca, dedicada à promoção de títulos voltados à sustentabilidade na prática;
Marcelo Bueno – Fundador do Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica (IPEMA), Ubatuba/SP, Membro do Ecovillage Network of The Américas (ENA), Bio-arquiteto, Permacultor, desenvolve projetos de construções ecológicas e sistemas de reciclagem e re-uso de águas servidas. Trabalha atualmente com desenvolvimento de projetos de residências sustentáveis.
Ronaldo Alves – Formado em energia eólica na Dinamarca em 1990 no Nordisk Folkecenter for Vedvarende Energy e no Risoe National Laboratory (Dinamarca). Aperfeiçoamento no setor de energias renováveis: EUROSOLAR, Associação Européia de Energias Renováveis. Participou na elaboração do projeto da primeira turbina eólica de grande porte instalada no Brasil, em operação em Fernando de Noronha desde 1991. Diretor técnico da Altercoop Energias desde 1986. Consultoria para Siemens, Petrobrás, Pepsico, Telemar e FINEP na preparação de editais de energia eólica RT-ENERG. Palestras no CREA em diversas unidades, IQPC, Rio5, Global Forum das Américas 2008, ECOBUILDING 2008, Fórum Internacional de Arquitetura e Tecnologias para a Construção Sustentável, Biodiesel & Fontes Alternativas e Renováveis de Energia, China International Wind Energy Exhibition & Symposium CWEE 2008, FIMAI 2008 e FEIPLAR 2008.
SKYE - Natural de Melbourne, Austrália. Ministrou Cursos de Permacultura na Austrália, México, Japão, Kênia, África do Sul, Cuba, Inglaterra, Alemanha e Argentina. Residente por 10 anos em Crystal Waters Permaculture Village, considerada uma das três melhores do mundo por ser o melhor centro de experiências em Permacultura e Ecovilas da Austrália. Co-autor do livro “Manual for Teaching Permaculture Creatively” (Manual para Ensinar Permacultura Criativamente). Ministrou Curso Avançado em Facilitação de Ensinamentos para a Associação de Mestres de Permacultura nos Estados do leste dos Estados Unidos. Co-fundador da instituição Earthcare Enterprises, especializada em organizar e ensinar cursos de Certificado de Design de Permacultura, onde foi focalizador por 6 anos em mais de 30 cursos. Co-fundador e sócio da Geelong Permaculture Design Collective, consultoria em permacultura. Foi Diretor de Educação no Instituto de Permacultura do México difundindo suas técnicas por diversos estados deste país, onde viveu por cinco anos. Sócio fundador do Instituto de Permacultura Cerrado-Pantanal/IPCP, em Campo Grande-MS, onde viveu por nove anos, ministrando de diversos cursos com comunidades rurais, quilombolas e indígenas. Hoje atua pelo Intituto de Permacultura Cerrado-Pantanal e Mata Atlântica, em Carrancas-MG, onde reside atualmente.
Valmir Fachini – É membro fundador e diretor executivo do OIA – O Instituto mbiental, em Petrópolis, RJ.Trabalha desde 1992 com projetos e implantação de Biossistema Integrado – BSI, desenvolvido no Brasil por iniciativa do especialista em Permacultura, Prof. George Chang; pelo presidente da Fundação Gaia, Prof. Jose Luzenberger e pelo presidente do Hamburger Umweltinstitut e V. Prof. Michael Braungarten, com patrocínio da União Européia, coordenação científica de Katja Hansen e direção internacional de Douglas Mulhall. Como consultor internacional, supervisionou o desenvolvimento da tecnologia de BSI em: República Dominicana, Matagalpa, Nicarágua e Espanha. Foi professor honorário da Universidade Agro Florestal de Jarabacoa, na República Dominicana, em 2007. O BSI foi escolhido como exemplo de tecnologia social para o lançamento do Prêmio Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil/Unesco.
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Eventos, Sem categoria
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03/12/2008 - 16:01

PROUT – Intensivo sócio-espiritual
Comunidade, economia e espiritualidade!
13 e 14 de dezembro de 2008 em Mogi das Cruzes – SP
PROUT (Teoria da Utilização Progressiva) é um novo sistema sócio-econômico, desenvolvido pelo filósofo indiano Prabhat Rainjan Sarkar cujas propostas, baseadas no cooperativismo, equilíbrio ecológico e em valores espirituais universais buscam um equilíbrio harmonioso entre crescimento econômico, desenvolvimento social e sustentabilidade ambiental, e entre os interesses individuais e coletivos da sociedade.
“Prout é muito importante para todos aqueles que almejam uma libertação que comece pelo econômico e se abra para a totalidade da existência humana.”
Leonardo Boff, teólogo e escritor
“A visão de Prout é ao mesmo tempo integral e sistêmica, com uma maneira concreta de reorganizar a sociedade. Tem a força de constituir-se num projeto pós-capitalista. Prout é uma teoria transformadora e profundamente revolucionária, com a qual eu compartilho em todas as dimensões.”
Marcos Arruda, economista, educador e escritor
“Visões alternativas são cruciais neste momento da história. O modelo cooperativo de Prout para uma democracia econômica, baseada em valores humanos cardinais e no compartilhamento dos recursos do planeta para o bem estar de todos, merece nosso sério reconhecimento.”
Dr. Noam Chomsky, lingüista e filósofo estadunidense
“O ser humano é parte de um todo que chamamos de universo, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele vê a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos como algo separado do resto, uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência. Essa ilusão de ótica é uma espécie de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos e afeições pessoais. Nossa tarefa é nos libertar dessa prisão, aumentando a amplitude da nossa compaixão, para abarcar todas as criaturas vivas e toda a natureza em sua beleza.” Albert Einstein
“Considerar a economia como o fundamento da vida é como adquirir uma doença fatal, porque o crescimento ilimitado não se ajusta a um mundo finito. A advertência de que a economia não deveria ser tomada como o fundamento da vida foi passada para a humanidade por todos os professores de economia; e hoje está evidente que ela não pode ser… Se o valor espiritual, que é inerente aos seres humanos, for negligenciado, então o egoísmo do capitalismo ditará a ordem, em vez de um sistema voltado para o amor entre os seres humanos.” E.F.Schumacher
O primeiro propósito de PROUT é construir comunidades saudáveis, sejam vilas, países ou uma comunidade global. Para isso é essencial a integração de uma compreensão da cultura com princípios de ecologia e de economia.
Programação
* PROUT, Neohumanismo e Espiritualidade
* Sama-Samaj-Tattva: Princípio da Igualdade Social
* Pensamento Sistêmico
* Visão para uma nova economia: Ecologia, humanidade e felicidade
* Comunidade: 5 princípios fundamentais e psicologia coletiva
* Asti, Bhati e Anandam
* Democracia Econômica
* Estudos livres! Cultura, arte, política e sustentabilidade
Como?
* Palestras Participativas e Vivências.
* Práticas de Yoga, Meditação e Kiirtan.
* Atrações Culturais – Traga seus instrumentos!
* Alimentação Lacto-Vegetariana.
* Entre outras atividades…
Quando?
13 e 14 de dezembro de 2008
*Chegada na sexta à noite, saída no domingo à tarde.
Onde?
Mogi das Cruzes – São Paulo – Sítio Olho D’água.
Quanto?
Preço de Custo: R$ 70,00
Preço Ideal: R$ 90,00
Não deixe de ir por questões financeiras!
Inscrições (até 10 de dezembro)
Danielle – 11 5077-4518 e 11 9846-2275
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Eventos, Sem categoria
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17/11/2008 - 19:15

Descentralização, auto-suficiência e tecnologia a serviço da vida!
Instituto Visão Futuro – Porangaba – São Paulo
29 e 30 de novembro de 2008
O objetivo desse curso é apresentar as principais fontes de energias
renováveis, proporcionando elementos para se repensar espaços urbanos
e rurais, com a finalidade de torná-los mais sustentáveis.
- Conceito e aplicação das principais fontes de energias renováveis:
eólica, solar fotovoltaica, termo-solar e biomassa;
- Visão estratégica e planejamento sistêmico de geração descentralizada;
- Ética, tecnologia e impacto ambiental;
- Eficiência energética: formas eficientes e inovadoras de redução de consumo;
- Políticas públicas de incentivo.
Todos os temas serão abordados em palestras e oficinas experimentais permitindo, além do conhecimento teórico, um contato direto com todas as tecnologias propostas.
Facilitadores:
Dr. Ronaldo Alves
Formado em energia eólica na Dinamarca em 1990 no Nordisk Folkecenter for Vedvarende Energy e no Risoe National Laboratory (Dinamarca). Aperfeiçoamento no setor de energias renováveis: EUROSOLAR, Associação Européia de Energias Renováveis. Participou na elaboração do projeto da primeira turbina eólica de grande porte instalada no Brasil, em operação em Fernando de Noronha desde 1991. Diretor técnico da Altercoop Energias desde 1986. Consultoria para Siemens, Petrobrás, Pepsico, Telemar e FINEP na preparação de editais de energia eólica RT-ENERG.
Palestras no CREA em diversas unidades, IQPC, Rio5, Global Forum das Américas 2008, ECOBUILDING 2008, Fórum Internacional de Arquitetura e Tecnologias para a Construção Sustentável, Biodiesel & Fontes Alternativas e Renováveis de Energia, China International Wind Energy Exhibition & Symposium CWEE 2008, FIMAI 2008 e FEIPLAR 2008.
Prof. Dr. Ing. Stefan Christof Werner Krauter
Göppingen, Alemanha
Estágio no Instituto de Física do Plasma Max-Planck, Garching, Munique. Tema: “Calibração dos Instrumentos de Medição da “Joint European Torus” (JET)”. Coordenador do projeto “Projektorientiertes Analogelektronik-labor im Grundstudium” –TU-Berlin: Professor Assistente do Instituto de Tecnologia em Energia Elétrica. Pesquisador do Instituto de Máquinas Elétricas – Departamento de Mecânica.
Membro fundador da firma SOLON AG Berlim para a produção de sistemas solares fotovoltaicos e térmicos. Membro da diretoria e responsável pelos processos produtivos e de desenvolvimento. Professor Visitante da UFRJ-COPPE. Chefe do Laboratório Fotovoltaico. Responsável pela criação do Laboratório das Fontes de Energias Alternativas. Professor Visitante da UECE. Chefe do Laboratório Fotovoltaico. Responsável pela criação do Laboratório das Fontes de Energias Renováveis e um curso de Mestrado de Energias Alternativas.
• 1993 Fundador do Centro Solar Internacional em Berlim.
• Prêmio “Berliner Solarpreis 1995″ do governo da cidade de Berlim.
• Participante da exposição em comemoração dos 50 anos da TU-Berlim.
• Idealizador e Organizador do RIO 02/3/5/6 – Eventos mundiais sobre Clima e Energia e da LAREF – Feira Tecnológica da América Latina de Energias Renováveis
• Presidente da divisão América Latino do Conselho Mundial das Energias Renováveis (WCRE)
• Parte da Mesa dos Diretores da Associação Internacional de Energia Solar (ISES) Rio de Janeiro
Augustin Woelz da Sociedade do Sol *
Paulo Fruigs da Unitron *
Abertura:
Dra. Susan Andrews
Coordenadora do Instituto Visão Futuro – Psicóloga e antropóloga pela Universidade de Harvard – EUA, Doutorada em Psicologia transpessoal na Universidade de Greenwich – EUA, estudou os Xamãs, Mayas do México e os curadores psíquicos das Filipinas antes de estudar na Índia com o mestre P. R. Sarkar e tornar-se Acarya, intrutora de Yoga e Meditação em 1972. Autora de mais de 12 livros, os quais foram traduzidos para 10 idiomas. Ministrou palestras e seminários sobre estes temas em 42 países. Domina 11 idiomas incluindo o Bengali, Chinês e Sânscrito.
Dr. Manuel Carlos Reis Martins
Coordenador Executivo – Certificação da Construção Sustentável – Processo AQUA e Coordenador Técnico – Certificação de Sistemas de Gestão Ambiental ISO 14000 da Fundação Vanzolini. Engenheiro Civil pela Escola Politécnica da USP e Ph.D. pelo Imperial College de Londres. Especialização: Processo AQUA – Construção Sustentável (HQE Francês) e Sistemas de Gestão. Foi: Diretor da Engenharia Civil do IPT, Coordenador da Qualidade do IPT e Diretor da ABNT.
Silvia Manfredi da ANAB
Roberto Campos da Ordem dos Parlamentares do Brasil
Márcio Pereira do C3I Capital Intelectual *
* Aguardando confirmação
Os palestrantes estão doando seus serviços em prol da restauração dos equipamentos do Instituto Visão Futuro.
Serviço:
Quando? 29 e 30 de novembro. Chegada prevista na sexta à noite, até às 22h e término no domingo às 17h.
Onde? Instituto Visão Futuro – Porangaba – SP (a 160 km de São Paulo capital)
Quanto? R$ 600,00
Incluso hospedagem e alimentação completa (café da manhã, almoço e jantar).
Inscrições
sustentabilidade@visaofuturosp.org.
Danielle 0xx11 9846-2275
Informações
www.blig.ig.com.br/sustentavel
www.visaofuturo.org.br
www.visaofuturosp.org
Realização
Instituto Visão Futuro SP
Apoio
Altercoop Energia
Fundação Vanzolini
ANAB
Semente Una
PROUT SP
Autor: Denise Mazeto - Categoria(s): Eventos, Sem categoria
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