Hoje quero falar desse cara, que representa a independência e a música nacional muito bem e muito forte. Neto iniciou sua carreira em 1985 como baixista da banda punk Indecisus. Em 1987 gravou seu primeiro disco de vinil, numa coletânea com bandas do Brasil inteiro, intitulado “Contra Ataque”, lançado pelo selo Ataque Frontal. Em 1988 entrou para a banda paulistana 365, onde permaneceu até 1993, ano em que foi para a Argentina já como vocalista da Indecisus, realizando 8 shows em 8 províncias, durante um mês.
Quando voltou ao Brasil, conheceu Trindade em Paraty, no Rio de Janeiro, onde começou suas novas composições misturando o punk que já conhecia, com o rock, o forró, a MPB e o reggae. Foi locutor na rádio rock de Mogi Guaçu UniãoFM de 1989 a 1990. Em 1999 se juntou novamente com a 365 para gravar o CD intitulado “Do Outro Lado Do Rio” no estúdio Midas em São Paulo.
Em 2000 com um repertório de musicas próprias, se lança solo como “Neto Trindade e o Bando da Lua”, gravando seu primeiro CD no mesmo estúdio que gravou com a banda 365, o Midas, atingindo a marca de 10.000 cópias vendidas. Entre muitos shows por São Paulo (capital e interior), sul de Minas, Rio de Janeiro (capital e interior) e com um publico já formado, em 2003 grava seu CD ao vivo no Projeto Equilíbrio em São Paulo reunindo 2.000 pessoas na gravação do disco, lançado pelo Circuito Reggae (Kaskata’s Records). Nesse período teve suas musicas executadas nas novelas ”Jamais te esquecerei” e “Cristal” do SBT e na novela “Mandacaru”, da Bandeirantes.
Em 2007 grava seu terceiro CD autoral intitulado “Posso Voar”, desta vez produzido pelo antigo companheiro da banda 365, Mingau, além das participações de Edu Ribeiro e Serginho (Ultraje a Rigor). Com Neto muito mais maduro, consciente e extremamente dosado, esse CD reflete a transformação que as pessoas passam durante a vida. Em entrevista à revista Dynamite, em Julho de 2008, ao responder a uma pergunta sobre quem era o Neto de hoje, ele responde: “O Neto do começo era muito doido mesmo. No decorrer dos discos e do tempo, fui aprendendo a controlar a loucura e ajudar um monte de gente a enxergar que o exagero não leva a nada. Você tem que saber curtir”.
Neto também deixa mais dois recados, um aos leitores e outro, mais preocupante, ao Reggae:
Dynamite: Como você vê o Reggae hoje no Brasil? Neto: Hoje eu vejo o Reggae como uma coisa sem união. Já o Rock, o Forró Universitário e outros estilos, são bem mais unidos. Tem muita gente boa dentro do Reggae, mas parace que eles não se ajudam e isso me deixa muito triste. O Reggae de Brasília, por exemplo, é inteligente pra caralho, eu bato palmas para gente como Natiruts, Alma Djem, Edu Ribeiro. Tem muita coisa boa dentro do Reggae, muita.
Dynamite: Agora deixe uma mensagem para os leitores. Neto: A tranformação está aí, não importa se é Rock, Reggae ou Pagode. Todos têm direito de beber em todas as fontes, então, por sermos brasileiros, temos que incentivar a cultura do nosso país. E bola pra frente.
Segue abaixo o videoclip da música “Sei que ela vai”, uma das música de trabalho do novo trabalho.
Depois de tanto trabalho, os resultados surgem. O videoclip acima foi indicado por Schiavon, diretor de música da Globo e maestro da banda Domingão, a ser apresentado no programa. No SBT, a música “Céu Azul”, está na trilha sonora da novela “Vende-se um Véu de Noiva” e nos meses de Novembro e Dezembro, Neto fará shows em várias cidades do Japão. Japão!!!
Acima: Neto, Eu e o CD autografado que prometi sortear pelo Twitter (que dó).
No site oficial ele disponibiliza dois álbuns para download, o “Ao Vivo” e o último, “Posso Voar”.
Quero lhes apresentar meus conterrâneos: a banda “Filosofia Reggae” foi formada em 1998 por Ras Portuga e Veto, em São Caetano do Sul – São paulo, que em nessa formação inicial, contava com os músicos Fabricio Ramires (baterista e compositor da música “Minha Rosa”) e Lia, onde o primeiro show foi na Av. Kennedy em São Caetano do Sul e a partir dai a banda começou a fazer outros shows, no Bar “Milênio” em São Bernardo do Campo e no Bar “Chega Mais” em Santo André, em frente às Faculdades Uniban e UniABC, respectivamente. Veto, com seu carisma, foi conquistando o público e os dois bares começaram a lotar.
Fabricio Ramires convidou Sandro Chiaranda, para fazer a guitarra solo e Vagner, para a percussão. Ras Portuga convidou Alessandro Japa, para a guitarra base, completando assim a banda. Com essa formação a banda passa a tocar muito na cidade de Trindade, no estado do Rio de Janeiro, no Bar “Canoa Virada”, localizado na Praia do Meio.
Em 2000, Fabricio Ramires deixou a banda e logo André Antunes assimui a bateria. Veto, Ras Portuga e Sandro, começaram a compôr para o primeiro CD, sendo as músicas “África” e “De Quem é a Culpa”, compostas por Veto e Ras Portuga, a “Real Situação” por Ras Portuga, Veto e Rodrigo Picolo (vocalista da banda Mato Seco) e a música “Leve a Vibração”, composta apenas por Sandro.
No início de 2002, a banda começa a gravar o CD “Real Situação”, que foi interrompida em 7 de Outubro desse mesmo ano, quando Veto foi assassinado por um Policial Militar. Muito abalados, Sandro, Vagner e Alessandro Japa deixaram a banda, mas Ras Portuga resolveu dar continuidade ao trabalho e convidou as irmãs De Paula para fazerem parte da banda em seu recomeço, que nessa etapa teve o apoio da banda Nação Regueira, com Carlinhos Pontes compondo a música “Sentimento Bom” e Cremutho em parceria com Carlinhos, compondo a música “Justiça”, em homenagem a Veto, que vocês podem conferi-la abaixo e na TV Sessão Reggae.
A partir daí os músicos Júio Vibes (na época vocalista da banda Vibrações de Jah), Jonas Grilo (guitarrista solo) e o Happer Liu Mr apoiaram a banda e as músicas “Leve a Vibração” de Sandro Chiaranda, e “Sentimento Bom” de Carlinhos Pontes, fizeram muito sucesso e atingiram as principais rádios, fazendo parte da coletãnea “Circuito Reggae” da Kaskatas e em 2004 a banda ganha o prêmio de “Melhores do Reggae de 2004″, organizado pelo Expresso Brasil.
A banda gravou dois discos, o primeiro “Real Situação” e o segundo “Real Situação Ao Vivo”, com dois clipes. Os discos foram muito bem aceitos pelo público e em 2005, Liu Mr e Ras Portuga compuseram a música “Eu e Você” (versão da música de Alton Ellis, “I’m Still Love With You”) e Sandro compôs a música “Se o Dia Não Terminar”, outro sucesso.
No final de 2005, por idéias diferentes entre os integrantes, a bande se desfez e nasceu então a banda Roots Family. Mas com o tempo, todos ficaram com saudade de uma coisa que foi conquistada com muito sofrimento, luta e trabalho, com lembranças de Veto, Ras Portuga decide reassumir o nome “Filosofia Reggae Original & Roots Family Band”, que agora é formada pela vocalista Adriana Nogueira (compositora natural de São Luiz – Maranhão), Jonas Grilo (guitarra solo), Liu Mr (vocal e compositor), Denner Fulish (percussão), Ras Pixote (bateria) e Ras Portuga (fundador, compositor, baixista e produtor musical).
Uma banda com essa história deve continuar sua caminhada e ninguém pode tirar esse direito. Quando o Homem quer ser Deus, ele recebe de volta um recado com a mesma intensidade. Nesse caso, a força desse pessoal se aumentou e com ela, todo potencial está se mostrando.
Uma prova disso, está no show que farão em Santo André, no Bananeiras Bar, dia 24 de Outubro. Uma homenagem ao Veto. Compareçam e ajudem na luta contra a injustiça.
Em outubro de 2005, uns do rock, uns do reggae, um de cada lado, mas todos com o mesmo objetivo: não ser apenas mais uma banda. Assim surgiu a Luauê. No ano seguinte, a banda foi se consolidando. O repertório baseado nas influências musicais e a dedicação constante pela música levaram a banda a cair nas graças do público já nos primeiros shows.
Tornou-se destaque nas regiões dos Vales do Taquari e Rio Pardo, tocando nas principais cidades, Muçum, Encantado, Roca Sales, Arroio do Meio, Lajeado, Estrela, Teutônia, Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul, com shows nas principais casas como Depósito Rock Bar, Magic, Café Virtual, Lupus Land e Cia. Bar. Tocou em vários festivais de música como show principal da noite, destacando-se no Canto da Lagoa, um dos maiores festivais do Estado.
Show da Luauê é uma troca de energia constante entre banda e público. É dançar ao som de lindas mensagens de paz e amor, é viajar nas boas vibrações do reggae. Um reggae com um pouco de xote e uma sacada pop. Com essa mistura, a Luauê propõe um som diferenciado, agradando a todos que curtem os vários estilos de música. Entre as canções covers, Cidade Negra, Natiruts e as mais variadas músicas brasileiras de sucesso em versão reggae.
O grande diferencial da banda é contar na sua composição do auxílio da sanfona, que com certeza, traz uma nova e peculiar roupagem ao reggae, dando ainda mais uma cara regionalista da música gaúcha.
Nesses três anos, a Luauê já dividiu o palco com grandes bandas que se destacam no cenário gaúcho e nacional: Armandinho, Chimarruts, Papas da Língua, Maskavo, Nayah, Cachorro Grande, Reação em Cadeia, Alemão Ronaldo, Cidadão Quem, Ultramen, Comunidade Nin-Jitsu e Claus e Vanessa. Para a banda, tudo serviu como uma grande experiência de trabalho e crescimento musical. O amadurecimento foi notável.
Então, pouco a pouco, o trabalho próprio foi brotando. No final de 2008, a banda lançou seu primeiro disco: “Minha ilha, meu mar”. Foram quinze canções gravadas de autorias próprias e de amigos músicos. A sonoridade é legitimamente a cara da banda. Uma mistura de reggae com xote, a levada do pop e a pegada de sentimento e amor a música. As letras falam de comportamento humano até as mensagens de luta, esperança, união e paz.
Após o lançamento do disco, a banda foi se destacando e o sucesso foi dando forma através da grande veiculação das músicas próprias e entrevistas ao vivo nas principais rádios e programas de televisão. Entre as rádios, podemos citar as principais como Encanto FM e AM, Tropical FM, Sorriso FM, Transamérica e Transamérica Hits, Casca FM, Cultura FM, Gazeta FM, Vale Feliz, Univates FM, Studio FM, SP3 e as redes de rádio Mais Nova FM, Pop Rock e Atlântida. Na TV, a Luauê já gravou inúmeros programas para diversos canais e programas, destacando-se o “Jornal do Almoço”, um dos principais programas da televisão gaúcha na maior rede do sul do país, RBS, sucursal da Rede Globo. A primeira música a estourar nas paradas de sucesso foi “Não me espere”, a qual fez parte da coletânea de um projeto para bandas novas. Logo em seguida, “Vida passageira” e “Pequeno paraíso” já estavam rodando entre as mais pedidas. “Minha ilha, meu mar” virou hit de inverno e “Teus olhos” foi usada como “tema de verão 2009” de várias rádios.
O sucesso foi se expandindo e a banda tornou-se destaque no site PalcoMP3 www.palcomp3.com.br), do portal nacional Terra, atingindo números relevantes de audiência e downloads, tendo seu primeiro CD “Minha ilha, meu mar”, suas músicas, o seu trabalho, espalhados por todo país.
Segue abaixo o vídeo da “Minha Ilha, Meu Mar”, que segundo o Sessão Reggae, uma das mais bonitas do Pop Reggae do cenário atual.