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20/01/2010 - 11:40

Um marco da terra do sol nascente

cinemadireita

Blogindica – Por Sergio Batisteli

astro boyDivulgação

No futuro, o planeta terra vai virar um grande depósito de lixo, tornando-se impossível de ser habitada. A solução será viver em uma cidade suspensa. Metro City, é uma metrópole que flutua no céu e os robôs são os grandes aliados em prestação de serviços para a humanidade.

O genial cientista Dr. Tenma, pai do garoto Toby, é o chefe do Ministério da Ciência. A vida de pai e filho estava indo bem, com alguns problemas comuns na posição de um homem como Dr. Tenma. A falta de tempo para ficar mais com Toby, foi o principal deles.

Dr. Tenma participa de um experimento científico para o mal intencionado Presidente Stone. Trata-se de uma descoberta revolucionária. Eles conseguem separar duas fontes de energia, (positiva e negativa). Através de dois núcleos (azul e vermelho). A maldade de Stone nos é apresentada quando ele insere um dos núcleos em um enorme robô. Seu objetivo é simular uma guerra contra os humanos, a fim de vencer as eleições. Mas, a experiência foge do controle, o robô ataca os cientistas. Toby que também estava presente é atacado e o Dr. Tenma perde seu filho.

Astro Boy (Idem, EUA/ Hong Kong/ Japão – 2009, 94 min.) é o segundo longa-metragem do diretor David Bowers de Por Água Abaixo (2006). Bowers, que também é o roteirista, foi Influenciado por roteiros de histórias como Pinóquio e Oliver Twist ao escrever a animação. O personagem Astro boy é um ícone da cultura pop japonesa. Ele foi criado por Osamu Tezuka (1929-1989), surgiu primeiramente em 1951, no personagem do lendário mangá (gibi japonês). Em 1963, ele estrelou em uma série de televisão preto e branco produzida no Japão. Astro Boy tornou-se o padrão para uma nova forma de animação que ficou mundialmente conhecida como anime. Passados mais de 45 anos, finalmente o ídolo nipônico estreia no cinema.

Numa cena digna de um filme de ficção, o pai cientista através do DNA, trás seu filho de volta em forma de robô. O “novo” Toby é muito parecido fisicamente ao outro e sua essência permanece a mesma. Seu pai e criador não o aceita e ele vai embora de Metro City. Toby vai parar em um cemitério de robôs, onde conhece outras crianças e o antigo cientista do Ministério da Ciência, Dr. Hamegg. Um cientista que no decorrer da trama mostra à sua cara.

Com cópias também disponíveis em 3D, Astro Boy é uma animação funcional, até certo ponto simples em termos de roteiro e bastante marcante na psicologia de seus personagens.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=22844&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Blogindica, Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , , , , ,
01/01/2010 - 08:52

Lula, o filho que merecia muito mais

cinemadireita

Por Sergio Batisteli – direto da redação

LULA.posterDivulgação

Em uma triste despedida um pai deixa a mulher grávida e seis filhos pequenos em Caetés, estado de Pernambuco. Aristides (Milhem Cortaz), para esconder a vergonha de engravidar outra mulher fora do casamento, Mocinha (Rayana Carvalho), partem para São Paulo.

Nasce o sétimo filho de Dona Lindu (Glória Pires). Luiz Inácio da Silva. Através de uma carta escrita de forma alterada pelo irmão Jaime (Maicon Gouveia), Luiz Inácio e toda sua família vão parar na cidade de Santos.

A simplicidade impera na abertura do filme desde os caracteres iniciais, trilha sonora e enquadramento com planos fechados de câmera. O que revela a intenção de focar somente o mundo de seus personagens.

(Lula, O Filho Do Brasil – Brasil, 2009, 128 min.) é uma cinebiografia baseada no livro A História De Lula, O Filho Do Brasil (2009) da escritora e jornalista, Denise Paraná. O oitavo longa-metragem do diretor Fábio Barreto, não chega nem perto da profundidade de detalhes e da linguagem clara do livro de Denise.

A montagem de Letícia Giffoni Fabricando Tom Zé (2005), Caixa Dois (2007), Última Parada 174 (2008), entre outros. Algumas vezes se perde, por não haver harmonia entre uma sequência com outra no filme.

Na fase adolescente-adulta, nos é apresentado sempre um Lula como um ótimo moço, politicamente correto, disposto a ajudar o próximo e sem defeito algum. Há exageros em santificar sua imagem. Nem os fatos de domínio público são contados no filme. Como a filha Lurian que tardiamente foi reconhecida por Lula, e da mãe dela, Miriam Cordeiro, caso que veio à tona como um escândalo na campanha presidencial de 1989, em que o petista perdeu a eleição para Fernando Collor de Mello.

Lula, O Filho Do Brasil é um melodrama perdido e superado no tempo. Daqueles que enjoam até o espectador mais paciente. Não existe a preocupação de empregar uma linguagem estética narrativa, que cative a plateia em acreditar que o Lula da telona, seja real e não o idealizado. Não são criados climas, ou seja, algo que surpreenda cinematograficamente. Muito pelo contrário, à fórmula utilizada por Fábio Barreto é muito próxima das telenovelas. O longa-metragem tem o uso excessivo da trilha sonora dramática e um ritmo extremamente linear.

Um ponto positivo do filme é o elenco que se esforça e tem seu brilho, porém a linguagem de telefilme se encarrega de apagar.

Coletiva do filme Lula, o Filho do Brasil

LULA coletivaFoto: Sergio Batisteli
Da esquerda para a direita: Milhem Cortaz, Rui Ricardo Diaz, Glória Pires, Fábio Barreto, Guilherme Tortolio e Juliana Baroni

Estive presente no hotel Renaissance, em São Paulo, para acompanhar a coletiva, com a participação dos atores e equipe técnica, do filme “Lula, O Filho Do Brasil”. Com o orçamento de R$ 12 milhões, esse é o filme mais caro feito no Brasil. Também é a maior distribuição de um longa-metragem nacional, estimada em 500 salas de exibição.

O que mudou ao conhecerem a história de vida do Lula?
Glória Pires (atriz): Não tinha uma expectativa especial, o que mudou foi conhecer trechos da vida do Lula que não conhecia.
Rui Ricardo Diaz (ator): Eu não conhecia a vida desse brasileiro, passei a ler livros e ver documentários feitos sobre ele.

Vocês tiveram algum receio em fazer um filme sobre a história do presidente da República?
Glória Pires (atriz): Não tive medo pelo fato do Fábio querer fazer um filme com a história do Lula. Adorei fazer o personagem e o que ele me ofereceu.
Milhem Cortaz (ator): O que me cativa como artista é a forma de como as histórias são contadas e um roteiro lindo. Tudo que fiz, foi esquecer que era a história de um presidente e fazer o longa-metragem.
Rui Ricardo Diaz (ator): Esse é meu primeiro longa. Depois que li o roteiro, vi que era uma história que deveria ser contada. Isso foi o que mais me encantou quando o Fábio me mostrou o roteiro.
Juliana Baroni (atriz): Recebi por e-mail o roteiro de teste era para eu fazer o filme. Envolvi-me profundamente com o texto. Meu personagem, Mariza, é uma leoa!
Fábio Barreto (diretor): Tive que acabar com o medo e a insegurança. O que me inspirou foi um discurso do Lula, que dizia “Acredite em você e assim vai ter o que quiser na sua vida”. Um dos pontos altos do filme é o elenco, a credibilidade que ele passa e a qualidade dos atores. É um grande prêmio e valoriza o filme.

Qual é o seu melhor filme?
Fábio Barreto (diretor): Não comparo muito os filmes que faço. Essa é a minha obra mais madura, uma trama muito difícil de fazer. Eu o coloco entre meus três melhores trabalhos, ao lado de Índia, a Filha do Sol “1982”, minha estreia e meu xodó, e O Quatrilho “1995”, por ter me trazido tantas alegrias.

Como foi o processo de construção do personagem Lula?
Rui Ricardo Diaz (ator): Tenho a impressão que construí pelo olhar. O Lula tem um olhar muito forte e brilhante. Assisti há alguns documentários que ele discursava e utilizei esses materiais. Essas coisas juntas foram me dando suporte para fazer o Lula. Nunca me pediram para falar como ele ou imitar a voz.

Você não tem medo de ficar estigmatizado por ser o Lula?
Rui Ricardo Diaz (ator): Eu não tinha um papel fechado para o filme, depois o meu agente contou que eu iria ser o Lula. Sou ator antes de qualquer coisa, não tenho medo e tenho que estar preparado para fazer personagens. Encaro dessa forma, essa segurança foi dada pelo diretor e produtor.

Como foi a preparação dos atores?
Fábio Barreto (diretor): Sergio Penna preparou o elenco. Ele é uma pessoa competente, de um astral super positivo, nota mil para ele!

Você prefere usar a estética ou a verossimilhança como linguagem cinematográfica?
Fábio Barreto (diretor): Entre a verossimilhança e a estética fico com os dois. O filme se passa por quatro décadas de 45 a 80. Fizemos um filme de ficção sobre uma história que beira o documentário. A opção estética se adéqua com material de arquivo junto com o material que filmamos.

Como é ser considerada a atriz e musa da retomada?
Glória Pires (atriz): Penso que é muito bom ter amigos que me chamam para filmar.
Fábio Barreto (diretor): Musa a Glória sempre foi. Ela me inspira muito, me faz uma pessoa melhor e essa parceria vai continuar. Tem muita coisa que ainda queremos fazer. Nós dois vamos longe, exemplo disso é o filme O Quatrilho.

Como foi trabalhar com a filha Cléo Pires?
Glória Pires (atriz): Nossa convivência no set de filmagem foi pequena. Os nossos papéis não tinham muitas oportunidades para aturem juntas.

Onde foi rodado o filme e qual foi o período de filmagem?
Fábio Barreto (diretor): O filme foi rodado em Pernambuco e em São Paulo, além de sete cidades e setenta locações. As filmagens começaram no dia 20 de janeiro e terminaram no dia 18 de março de 2009.

Qual foi a maior dificuldade nas filmagens?
Fábio Barreto (diretor): Não teve um momento especifico que fosse mais difícil. Filmamos num local em São Paulo, onde cai muito raio e que nenhum cineasta paulista filma. Difícil foi o imponderável, como o mau tempo e o trânsito congestionado. Difícil também foi reunir os elementos artísticos que compusessem a linearidade artística no filme.

Não é muita coincidência que o filme seja lançado no ano de eleição. Esse lançamento não pode ser usado politicamente?
Fábio Barreto (diretor): Não tive nenhuma intenção de ter um caráter político. Trata-se de um filme entretenimento, o intuito é ajudar a nossa indústria do cinema. Não vejo como poderia ajudar numa eleição.

Como foi a pré-estreia com a presença de Lula e família na plateia?
Glória Pires (atriz): Depois da sessão o presidente estava muito feliz e emocionado. Também estavam presentes outras pessoas da família. Foi uma noite emocionante e especial.
Rui Ricardo Diaz (ator): Sem dúvida foi uma noite especial, pois estavam presentes várias pessoas importantes. Não cheguei a conversar com ele, mas foi muito tocante.

O longa-metragem foi bancado com a lei de audiovisual do governo federal?
Paula Barreto (produtora): O filme não foi beneficiado por nenhuma lei de incentivo. O orçamento foi de R$ 12 milhões. Os custos foram bancados por 50% de empresas setor cinematográfico e a outra metade contou com o apoio de 80% dos parceiros da produtora.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=22696&tipo=1
Crítica publicada no Ig:
http://minhanoticia.ig.com.br/editoria/Cultura_Diversao+9264222.html
Coletiva publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=22697&tipo=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Entrevistas, Estreias da telona Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
04/12/2009 - 02:06

Uma astúcia bem humorada

cinemadireita

Blogindica – Por Sergio Batisteli

fantastico sr raposoDivulgação

O bom humor já é nítido na primeira sequência da animação e facilmente percebemos que não se trata de um inocente conto de fadas infantil. Embora o longa-metragem possivelmente agrade os filhos dos pais que forem ao cinema, é uma obra adulta. Principalmente pela linguagem sarcástica e piadas de humor negro.

O Fantástico Senhor Raposo (Fantastic Mr. Fox, EUA – 2009, 87 min.) é uma adaptação do livro clássico Raposas e Fazendeiros (1970), do escritor britânico Roald Dahl (1916-1990). Ele participou da Segunda Guerra Mundial, como piloto da Real Força Aérea da Inglaterra. Curiosamente começou a escrever quando era membro da embaixada inglesa em Washington. Roald foi autor de obras importantes, escreveu também o romance A Fantástica Fabrica de Chocolate, que já foi levada às telas duas vezes.

O sedutor senhor Raposo (voz de George Clooney), não perdeu o instinto de ladrão e devorador de animais. Mas, ele prometeu que não iria mais fazer isso para a doce esposa senhora Raposo (voz de Meryl Streep), quando soube que iria ter um filhote. Passam-se doze anos e o senhor Raposo torna-se um colunista do jornal local. Ele não consegue mais segurar a onda de ser um simples trabalhador e pai de família.

Ao atender o chamado da sua natureza predadora, o senhor Raposo muda de residência com a família para uma árvore próxima de três grandes fazendas, dos implacáveis: Bino, Boque e Bunco. Eles dão por falta de seus gansos, patos, galinhas, perus e sidras de maça. É aí, que começam grandes problemas canídeos com os fazendeiros.

O filme mostra o lado malvado do trio de ferro e que são capazes absolutamente de tudo para tentar capturar as raposas.

“Stop motion” foi à estética utiliza pelo diretor de animação, Mark Gustafson. Técnica na qual os bonecos são fotografados quadro a quadro milhares de vezes para cada uma das cenas.

O Fantástico Senhor Raposo é um divertido longa-metragem, pois tem um roteiro dinâmico que dá ritmo e vida a história. Os diálogos são inteligentes e astutos, como suas raposas! Além de ter uma ótima trilha sonora, que conta com Rolling Stones, Beach Boys, entre outros.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=22469&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Blogindica, Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , , , , , ,
06/11/2009 - 18:56

Fama 2009

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Por Sergio Batisteli – direto da redação

fama2009Divulgação

Na tela vemos um grande ensaio com músicos, atores, dançarinos. Corpos e almas dedicando-se ao máximo para entrarem na cobiçada Escola de Artes Dramáticas de Nova Iorque. Essa é uma instituição que realmente existe nos EUA, onde estudaram nomes como Robert De Niro, Al Pacino, Liza Minnelli, Jennifer Anniston etc.

Fama (Fame, EUA – 2009, 106 min.) trata-se da refilmagem produzida em 1980, vencedora de dois Oscars (melhor trilha sonora e melhor canção original). O filme não é uma simples copia do original, porém as raízes bem plantadas do importante diretor inglês, Alan Parker, Pink Floyd – The Wall (1982), Coração Satânico (1987), Mississipi em Chamas (1988), Commitments – Loucos Pela Fama (1991), germinaram novamente em linguagem cinematográfica. Com corte seco, super close e histórias paralelas que se juntam em outros takes (planos-sequência). Essa forma de costurar várias cenas sucessivamente dá um grande dinamismo ao filme, pois é uma excelente forma de mostrar o ritmo intenso dos alunos, na escola onde são formados artistas completos. (dança, interpretação, música).

O produtor de televisão, Kevin Tancharoen, que também tem uma carreira como dançarino e coreógrafo, marca sua estreia como diretor de cinema com a refilmagem de Fama. Kevin seguiu a cartilha de Parker ao pé da letra.

A nova versão do musical dos anos 80, só não é uma cópia fiel pelas mudanças de personagens e dos contextos históricos que eles vivem. O responsável pelas alterações do roteiro original, veio pelas mãos do roteirista Allison Burnett. Um dos exemplos de mudança é uma famosa cena do original. Quando o taxista, pai de um dos alunos instala um potente aparelho de som no carro e para em frente à escola. Logo os alunos ouvem, vão dançar no meio da rua e param o trânsito de Nova Iorque. Essa sequência faz parte de um tempo que a juventude saia às ruas para protestar, nas décadas de 60, 70 e a primeira metade de 80. No Fama de 2009, essa cena não foi feita, pois certamente ficaria sem sentido atualmente. Allison inseriu linguagens como o rap e o cinema. Vale destacar as boas atuações de Collins Pennie (Malik), Asher Book (Marco) e Naturi Naughton (Denise).

Fama pode ser uma opção para os fãs de musical, sem preconceito de gêneros. Nessa nova versão há espaço para o rap, música clássica, jazz-groove, pop/rock, entre outros.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=22054&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , , , ,
23/10/2009 - 23:21

Um belo corpo e nada mais

cinemadireita

Por Sergio Batisteli – direto da redação

garota infernalDivulgação

A loirinha Needy Lesnicky (Amanda Seyfried) está internada em um sanatório. Needy é uma paciente extremamente violenta, mas ela não era assim, muito pelo contrário. A jovem garota era uma pessoa doce e amistosa. Amiga da garota mais desejada do colégio Jennifer Check (Megan Fox), elas partem para uma balada que mudará suas vidas para sempre.

Numa cidadezinha norte-americana com poucas opções de divertimento para a moçada, as meninas vão assistir ao show de uma banda de pop/rock em um bar com música ao vivo. A sensual líder de torcida, Jennifer está numa noite de volúpia e dá em cima dos roqueiros.

O bar pega fogo com a banda tocando a primeira canção do show, que depois vira um verdadeiro hino na pequena cidade. Needy e Jennifer fogem do incêndio, o vocalista Nikolai Wolf (Adam Brody) aparece do lado de fora tomando um drink, na maior calma do mundo com ar de sarcasmo e desdém pela situação ao redor. Nikolai convida a Jennifer para dar uma volta na van da banda e ela num estado de transe aceita o convite.

Jennifer, depois dessa voltinha surge mais tentadora do que nunca e dona de um afiado humor negro. A partir daí a bela moça passar a agir como uma agente do demônio.

Garota Infernal (Jennifer´s Body, EUA – 2009, 102 min.) tem a direção da nova-iorquina Karyn Kusama, a diretora segue a cartilha dos filmes enlatados do gênero para adolescentes.

O longa-metragem traz vários componentes de um filme de terror já produzidos pela indústria cinematográfica como, por exemplo, porta rangendo, barulho de pessoas entrando em casas com assoalho de madeira, sustos e assassinatos previsíveis etc. Com uma das cenas entre Needy e Jennifer, O próprio filme faz uma piada sobre o uso de clichês.

Garota Infernal não empolga, pois faz parte de um tipo de produção cinematográfica, que há muito tempo não há inovação nos roteiros. A dificuldade está justamente em criar novos argumentos e romper com o que já foi criado. Geralmente quando ocorre um destaque na qualidade de criação, ainda são os antigos cineastas de terror que conseguem dar um dinamismo nesse tipo de produção. No Brasil, o mestre Zé do Caixão, permaneceu 40 anos com o roteiro até conseguir filmar Encarnação do Demônio (2008). Com a ajuda de efeitos especiais que hoje a tecnologia oferece, ele soube tirar proveito disso e resultou em num filme atual, assustador e sem usar às ultrapassadas narrativas que entregam o final de uma cena. O mestre preservou um recurso que é fundamental para a magia do cinema, o efeito surpresa.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=21864&tipo=&UM+BELO+CORPO+E+NADA+MAIS

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , , , ,
01/10/2009 - 20:21

Olhai por mim Argentina

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Blogindica – Por Sergio Batisteli

vila21Divulgação

Com uma agilidade que permeia o longa-metragem do início ao fim, vemos os fragmentos de vários flashes que sinalizam os acontecimentos futuros no filme. A abertura da Copa do Mundo do Japão e Coréia do Sul (2002), uma mulher seminua, consumo de drogas e armas.

Pelo vidro de um restaurante, três jovens Fredy (Julio Zarza), Lupín (Fernando Roa) e Cuzco (Jonathan Rodriguez), assistem a abertura da Copa. Eles são enxotados por um funcionário para saírem da frente do estabelecimento.

Vila 21 (Villa, Argentina – 2008, 88 min.) utiliza o futebol como pano de fundo, para contextualizar o cotidiano longe dos cartões postais de Buenos Aires. Enquanto a seleção nacional da Argentina, com jogadores que ganham milhões de euros por mês logo mais vai estrear na Copa, o trio da Favela 21, faz um pacto para assistirem a partida em uma boa televisão. Para isso, eles não medirão esforços para conseguirem o seu objetivo.

Alejandro Millán Pastori assina à exuberante e ágil fotografia. Arte da imagem de Alejandro acompanha o ritmo inquieto, impulsivo e caótico de seus personagens. Como segue o ritmo do filme.

Além de diretor, Ezio Massa, também é o roteirista de Vila 21. Ezio traça o mapa das favelas de Buenos Aires e localiza para o resto do mundo onde está a miséria na capital de seu país. O diretor mostra um pouco do preconceito dos argentinos contra os peruanos. Insere no longa-metragem o rap argentino e aproveita os músicos que são da Favela 21, para expressar uma dura realidade.

Chega a ser comovente o momento da execução do Hino Nacional Argentino, pois absolutamente ninguém canta o hino. Desde os jogadores que estão em campo, até os cidadãos argentinos. Esse é um claro reflexo dos enormes problemas, principalmente econômicos que nossos vizinhos passaram naquele período.

É notável a boa influência do atual Cinema Brasileiro, em Vila 21. Filmes, como Cidade de Deus (2002) e em particular com Linha de Passe (2008), de Walter Salles e Daniela Thomas. As obras têm muito em comum a miséria, a criminalidade, o futebol e a narrativa entrecortada.

Vila 21 é um longa-metragem que merece ser visto, como um dos panoramas cinematográficos realizados atualmente no Cinema Latino-Americano.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=21358&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Blogindica, Crítica de cinema Tags: , , , , , , , , , ,
25/09/2009 - 23:07

Cine Privê para a telona

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Por Sergio Batisteli – direto da redação

jogando com prazerDivulgação

Com um ar de superioridade, um jovem rapaz em Los Angeles, estado da Califórnia diz que quase tudo que queria fazer na vida, já fez.

O jovem Nikki (Ashton Kutcher) entra num sofisticado restaurante francês e faz uma relação das mulheres que já transou. Conversa com uma loira de meia-idade, Samantha (Anne Heche), que o leva para sua mansão. Eles transam várias vezes, em muitos locais da casa e as cenas são bem tórridas. Samantha vai para Nova Yorque, ela permite que ele fique na casa dela. Nikki dá uma tremenda festa, convidando vários amigos e “amigas”.

Jogando Com Prazer (Spread, EUA – 2009, 97 min.) é um longa-metragem com os elementos dos filmes eróticos, que passam numa grande rede de televisão aberta de São Paulo, ou seja, às películas vão da comédia ao drama, sempre com muita sensualidade e erotismo. Até nos títulos essas obras lembram Jogando Com Prazer, como Intriga Sexual, O Jogo do Sexo, etc.

A diferença está basicamente no elenco com nomes que estão em evidência. O ator Ashton Kutcher que trabalhou nas grandes bilheterias Cara, Cadê Meu Carro? (2000), Efeito Borboleta (2004), Jogo de Amor em Las Vegas (2008), entre outros. A atriz Anne Heche participou de filmes conhecidos do grande público. Entre eles, Mera Coincidência (1997), Psicose (1998), Reencarnação (2004).

O diretor David Mackenzie não inova em nada a linguagem cinematográfica. A atuação dos atores é morna, o que acaba entediando o espectador, pois a trama dessa forma demora a se desenrolar.

Esse é apenas mais um filme entre tantos, que envolve triângulos amorosos, sem um compromisso criativo com o roteiro produzido por Hollywood.

Para os fãs de um cinema sensual que tem um elenco bonito fisicamente, óculos escuros à beira da piscina em mansão e cenas picantes, Jogando Com Prazer, acerta em cheio.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=21312&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , , , , , , ,
25/09/2009 - 22:01

Um coração do tamanho do mundo

cinemadireita

Por Sergio Batisteli – direto da redação

goodbyesoloDivulgação

O longa-metragem começa direto na ação. Não há os tradicionais caracteres com a ficha técnica da obra, trilha sonora ou posicionamento de câmera que indique uma abertura de filme.

Um senhor pega um táxi e pede para o taxista levá-lo ao cinema. A partir daí, é que se desenvolve a história. São através dos diálogos, entre o motorista e o passageiro que o espectador compreende o que se passa na tela.

Goodbye Solo (Idem, EUA – 2008, 91 min.) nos apresenta o diretor norte-americano Ramin Bahrani, desconhecido até em seu país. Ramin trabalha com o chamado “Cinema Independente”, ou seja, são filmes de baixo orçamento. Mas isso não significa que são filmes de pouca qualidade técnica ou intectual.

O fio condutor da trama é a inusitada amizade que surge entre o emburrado passageiro William (Red West) e o sorridente taxista senegalês Solo (Souléymane Sy Savané). William vende o apartamento e decide morar num hotel. Solo vai buscar o senhor na porta de um cinema e o convida para curtir à noite na periferia de Winston-Salem, no estado da Carolina do Norte. Eles acabam perdendo à hora de William encontrar um hotel para ficar e dormem na casa de Solo.

O filme mostra a beleza da auto-superação de um ser humano em outro país, Solo quer ser comissário de bordo, para oferecer uma vida melhor à sua família. Ele se dedica e se esforça para estudar. William, ao seu modo silencioso respeita e admira isso.

O motorista de táxi tem um coração do tamanho do mundo!

Pode haver certo exagero na amizade de Solo, em proteger e agradar William.
Talvez esse exagero seja, porque desde o começo da história quando William descreve o lugar para onde pretende ir, algo muito ruim possa acontecer.

Goodbye Solo tem como característica fundamental a humanização de seus personagens. O diretor Ramin Bahrani, consegue com muita competência desenvolver uma linguagem sutil, sobre um roteiro simples e direto.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=21189&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , , , ,
17/09/2009 - 09:50

Um cinema sem maquiagem

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Blogindica – Por Sergio Batisteli

kinatay Divulgação

Logo no início da apresentação dos caracteres do filme, o título surge com uma guilhotinada na tela.

Travelling aéreo e câmera na mão mostram o cenário da grande metrópole de Manila. O cotidiano beira à realidade de um documentário na capital das Filipinas, com o olhar da câmera e mostra o lado pobre dos menos favorecidos economicamente.

Apenas com o som ambiente e depois de aproximadamente dez minutos de filme ouvimos a primeira trilha sonora. Os meios de transporte são parte integrante da narrativa, seja um furgão, moto-táxi, carro ou ônibus.

Peping (Coco Martin) é um jovem noivo com cara de menino, religioso e estuda para ser um investigador policial.

Kinatay (Idem, Filipinas/ França – 2009, 105 min.) nos apresenta várias cerimônias de casamento que existem em Manila, inclusive o casamento de Peping. A família toda, “confortavelmente” acomodada dentro de um furgão vai comemorar a união do casal numa espécie de restaurante por quilo.

O noivo, aos poucos mostra que não é tão íntegro como demonstrava ser anteriormente, pois para completar o orçamento da nova família trabalha com negócios ilegais.

A partir desse momento o espectador deve estar preparado para uma radical mudança de roteiro, porque o filme toma um rumo completamente diferente do que estava seguindo.

O terror toma conta da telona. A visão de acontecimentos sórdidos por Peping, seus conflitos internos, suas angustias, nos faz mexer da cadeira e pensar o quanto o ser humano pode ser desumano.

O polêmico diretor filipino, Brillante Mendoza, traz uma simplicidade genial na forma de trabalhar com a ausência de luz, desfoque de câmera e arrepiantes ruídos quando o longa-metragem muda do ambiente familiar para o mórbido.

Kinatay não tem aquela obviedade tradicional dos personagens, quem é moçinho ou bandido. Não está estampado no rosto dos personagens como vemos no chamado “cinemão”, ou seja, quando tudo é muito claro e sabemos que não haverá grandes surpresas no decorrer dos acontecimentos.

Com exibição exclusivamente nas Cinesesc, Kinatay, pelo contrário surpreende por ser uma obra que não tem receio de mudar e chocar o público.

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Blogindica, Crítica de cinema Tags: , , , , , , ,
01/09/2009 - 00:57

O terceiro mundo explodiu!

Blogindica – Por Sergio Batisteli

Divulgação

Antes de aparecerem os caracteres com o nome do longa-metragem na tela, o filme já se apresenta diferente da concepção que a maioria das pessoas tem de cinema, principalmente na abertura que vai direto para a ação, com ritual satânico, orgia e necrofilia.

O protagonista Macário (Ricardo Vuono) bebe vinho com Satã e pede a maligna entidade em forma de mulher levá-lo para São Paulo. A câmera participa desse lisérgico encontro, como um corpo quando sofre os efeitos do excesso do álcool, ela treme e desfoca. Numa espécie de pacto com o diabo, Macário, fuma um cachimbo que o translucifera.

(O Fim da Picada – Saci, Exu e Satanistas – Brasil, 2008, 80 min. 35mm) é o primeiro longa-metragem de Christian Saghaard, diretor de cinco filmes curta-metragem, como Demônios (1999) e Isabel e o Cachorro Flautista (2002). O Fim da Picada representa uma continuidade na escola do chamado Cinema Marginal, iniciada no final da década de 60. Livremente inspirado na obra Macário (1852), do escritor Álvares de Azevedo (1831-1852), o filme utiliza elementos da estética experimental do crítico e diretor Jairo Ferreira (1945-2003).

Não é por acaso, mas sim em forma de homenagem que observamos pontas no filme de diversos cineastas que construíram essa corrente cinematográfica, intitulada também como Cinema de Invenção. Ivan Cardoso vende cachorro-quente, José Mojica Marins contracena com Macário; Hermano Penna, Aloysio Raulino e Carlos Reichenbach estão reunidos num bar perto da Boca do Lixo. Essa foi uma região de São Paulo, que ficou conhecida por ser o local desses cineastas marginais e Reichenbach com a sua voz aterrorizante, diz “Antigamente o diabo procurava os homens, hoje em dia os homens é que vão atrás do diabo”.

Só a coragem de um cineasta da atual geração do cinema brasileiro em fazer uma obra com essas referências experimentais, nos tempos atuais é motivo de admiração. Mas, Christian tem seu lado autoral, trabalha muito bem a relação com o non-sense e o fantástico. Por exemplo, na cena que Macário surge vestido com uma roupa e capacete de dedetizador. Ele anda na rua cambaleando de tanto beber, lembra um astronauta perdido no espaço, ao som de Assim Falou Zaratrusta, de 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968).

Além da direção, o roteiro também é de Saghaard, que inter-relaciona de forma primorosa personagens aparentemente desconexos um do outro. Um garoto cheira cola, a mulher rica com filho no carro, uma mulher que tem um cachorro, homens que bebem num bar, o caos etc.

Uma outra homenagem, porém mais indireta é para o clássico do genial Rogério Sganzerla, O Bandido da Luz Vermelha (1968), pois o terceiro mundo novamente explodiu!

Ousadias cinematográficas, críticas sociais, simbologias religiosas, referências pops que se misturam com folclore fazem, O Fim da Picada, um grande filme.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=20659&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Blogindica, Crítica de cinema Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
29/08/2009 - 00:26

O milagre da música

Blogindica – Por Sergio Batisteli

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Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu na cidade de Exu, sertão de Pernambuco, em 1912. Ele representa um divisor de águas na música regional nordestina para o Brasil e o mundo. Luiz Gonzaga nasceu no mesmo dia de Santa Luzia, em 13 de dezembro e o milagre se fez.

Patativa do Assaré, um dos maiores representantes da música nordestina de todos os tempos, com um estilo próprio recita uma longa homenagem para Gonzagão.

José Domingos de Morais, seu maior discípulo aparece em um plano aberto tocando sanfona no meio da estrada. O ângulo da câmera se estreita aos poucos, fecha nos olhos de Dominguinhos e ouvimos em off um trecho do livro Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha.

Com corte seco, o caminho da sanfona pelo Brasil guiado por Dominguinhos, começa pelo nordeste. O diretor Sergio Roizenblit, em alguns momentos homenageia Glauber Rocha de Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964). Com câmera na mão, movimentos rápidos de câmera e homens andando a cavalo no seco sertão.

(O Milagre de Santa Luzia, Brasil – 2008, 35mm, 104 min.) é um documentário musical que trata de algo extremamente importante para nós brasileiros. Tema que é pouco filmado principalmente em um longa-metragem, que é a cultura brasileira.

O encontro de Dominguinhos com um grupo de vaqueiros na estrada, que vêm de uma missa da cidade de Custódia (PE), provavelmente seja o momento mais marcante do filme. Os vaqueiros estão caracterizados e fazem uma bela homenagem em forma de repente para o discípulo do Rei do Baião.

A viagem de Dominguinhos para divulgar a sanfona pelo país depois do Nordeste, passa pelo Centro-Oeste, Sul e a capital de São Paulo. A cada encontro o maior sanfoneiro vivo do Brasil, toca com os personagens do documentário.

Esse importante registro cultural traz importantes depoimentos de diversos sanfoneiros brasileiros, como Arlindo dos 8 Baixos, Camarão, Pinto do Acordeon, Renato Borghettti, Mario Zan, Oswaldinho do Acordeon, Sivuca, entre outros.

Sergio Roizenblit produz documentários desde 1988. O Milagre de Santa Luzia é o seu primeiro longa-metragem. Sergio consegue mostrar vários brasis através da música. Pobreza, simplicidade, seca, religiosidade, folclore, tradições, riqueza de grandes fazendas estão presentes nesse excelente filme.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=20794&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Blogindica, Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
29/08/2009 - 00:05

Vivendo por viver

Por Sergio Batisteli – direto da redação

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Na tela embarcamos em uma agradável viagem de trem, abordo de uma bela fotografia pelos campos da Noruega, assinada por John Christian Rosenlunda. A música composta por John Erik Kaada dá o tom da sutileza fílmica que trilha todo o longa-metragem.

Um motorista de trem que trabalhou durante 40 anos na mesma profissão está à beira da aposentadoria, Odd Horten vivido pelo ator norueguês Bard Owe, é homenageado pela associação dos maquinistas. Odd, não demonstra estar contente em encerrar a longa carreira de ferroviário. O semblante no seu rosto é de quem está à beira da morte.

Caro Senhor Horten (O’Horten, Noruega/ Alemanha/ França – 2007, 90 min.) é um filme baseado na obra do desmedido poeta e escritor alemão, Charles Bukowski (1920-1994). O diretor Bent Hamer já havia adaptado o romance de Bukowski, em “Factótum” (2004).

Odd, que está com 67 anos, é uma pessoa solitária, prestou anos de serviços sem se dar conta de que sua carreira como maquinista, um dia iria acabar. Viveu uma vida automaticamente, sem olhar e sentir o mundo ao seu redor. E agora o que fazer? Como viver uma vida cheia de experiências para quem passou 40 anos vivendo por viver?

O cachimbo é seu grande companheiro, apesar do velho Odd ter um passarinho em casa, é com seu cachimbo que ele passa a maior parte do tempo.

Selecionado para a seção Un Certain Regard do Festival de Cannes 2008 e candidato norueguês ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009, OHorten é um drama cômico. Os momentos engraçados são sutis e contidos, como seu protagonista, o Senhor Horten. Em uma das cenas ele é pego fumando cachimbo no meio da pista de avião, procurando um amigo e depois passa por uma abordagem nada amigável por parte das autoridades do aeroporto.

Caro Senhor Horten é um longa-metragem que faz rir, mas não arranca longas gargalhas. Traz, sobretudo, a reflexão ao espectador na forma de viver a vida, se atitudes que tomamos hoje, irão trazer felicidade e uma boa vida amanhã.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=20793&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , ,
28/08/2009 - 23:32

Coletiva – Os Normais 2

Por Sergio Batisteli – direto da redação

Fotos: Sergio Batisteli
Da esquerda para direita: José Alvarenga Jr., Fernanda Torres, Luiz Fernado Guimarães, Alexandre Machado e Fernanda Young

Estive presente no hotel InterContinental, em São Paulo, para acompanhar a coletiva, com a participação dos atores e equipe técnica, do filme “Os Normais 2 – A Noite Mais Malucas de Todas”.

Quais as mudanças do primeiro filme para “Os Normais 2”?
Alexandre Machado (roteirista): Só parto para um projeto se o roteiro for bom. Tivemos tempo para acertar nossas agendas, buscamos coisas básicas do ser humano, como a crise de relacionamentos. No caso a crise da Vani e do Rui é dos 13 anos. Sobre como eles estariam hoje, se eles seriam tão ligados sexualmente como estão atualmente.
Fernanda Young (roteirista): A ideia do ménage à tros sempre passa na cabeça dos casais, com a inclusão de uma terceira pessoa no relacionamento, sou totalmente favorável ao ménage à tros, mas poucas pessoas admitem isso.

Até que ponto é considerado uma boa sacanagem?
Alexandre Machado (roteirista): No cinema podemos ser mais naturais, mais próximos da realidade, como usar palavrão. Todo mundo fala palavrão não fala? No filme há uma tese a ser defendida, há algo que prende os dois como o amor.
Fernanda Young (roteirista): Trata-se da inteligência na indecência.
José Alvarenga Jr. (diretor): Essa sacanagem é perto da inocência não revive a pornochanchada. Não há ninguém nu, não aparece bunda e seios em “Os Normais 2”. O que tem são tarjas, o filme não é para um público específico.

Por que o intervalo de seis anos entre o primeiro filme e “Os Normais 2”?
Alexandre Machado (roteirista): Foi um tempo necessário para sair o filme, se fizéssemos antes ele não ficaria como ficou.
Fernanda Young (roteirista): Com esse tempo tivemos a chance de melhorar e de pontuar erros.
José Alvarenga Jr. (diretor): Com os DVDs que são bastante vendidos e alugados foi um grande estímulo para continuarmos o projeto.

Como foi a adaptação do seriado para o cinema?
José Alvarenga Jr. (diretor): No cinema há um discurso que tem que ser maior que a televisão. “Os Normais 1” tem um lado mais romântico e agora no segundo é mais sexual. Mostramos coisas que na TV não é possível, procuramos explorar o máximo do lado engraçado e da boa sacanagem. Tive mais tempo para trabalhar ângulos de câmera. No filme o que predomina é a ação e na TV o diálogo.
O filme é uma mistura do programa que sempre foi muito prazeroso fazer com o cinema, com sacanagem, comédia e para nós “Os Normais 2” é uma grande conjunto de linguagem cinematográfica.

Como é usada a trilha sonora no filme?
Alexandre Machado (roteirista): Quando escrevemos as histórias ouvimos muita música. Não é um enfeite, ela é necessária para o roteiro. Eliminamos a possibilidade de colocar uma música de sucesso na trilha.

É mais fácil escrever roteiros para determinados atores?
Fernanda Young (roteirista): O Rui e a Vani foram escritos para o Luiz e a Fernanda. A Fernanda faz um texto como ele é, quem ganha é a personagem de ser como ela faz. É um grande orgulho são os melhores atores.

A comédia de “Os normais” foi influenciada pelas comédias norte-americanas?
Alexandre Machado (roteirista): A parte do roteiro foi influenciada sim, mas não há uma tentativa de fazer um humor como os norte-americanos.

Como formam as filmagens do segundo filme?
Fernanda Torres: Tinha uma saudade de estar com o Luiz em cena e com sua inteligência. Nosso começo foi lento, os personagens exigem uma grande rapidez.
Luiz Fernando Guimarães: Criamos uma métrica nesses seis anos, tivemos que retomar o ponto certo. Tínhamos uma equipe super atenta, foi muito mais cansativo que o primeiro. Ficávamos no estúdio com ar condicionado até as 8h da noite, por cinco semanas. Todo mundo se curtindo na maior brincadeira.
José Alvarenga Jr. (diretor): Não teve ensaio, confiamos muito nos dois

Qual foi o orçamento do filme e quantas cópias serão distribuídas?
José Alvarenga Jr. (diretor): Orçamento foi de R$5 milhões, com distribuição de 450 copias, é o maior lançamento do Brasil.

Qual é a expectativa para o número de espectadores?
José Alvarenga Jr. (diretor): Esperamos de 2 a 3 milhões de pessoas.

Como foi a escolha do ator convidado?
José Alvarenga Jr. (diretor): A Claudia Raia já havia trabalhado com a gente na TV, a Daniele Winits também. É importante que os atores já conheçam a Fernanda e o Luiz, por causa da grande velocidade e envolvimento que há entre eles. A Claudia, que entrou na banheira com o dois entalou, realmente ela entalou não foi proposital.

O que é mais complicado fazer drama ou comédia?
José Alvarenga Jr. (diretor): Acho que a comédia é mais precisa que o drama. O drama tem o recurso da trilha sonora, de enquadramentos. A comédia é muito mais difícil de fazer. Temos uma característica de filmar comédias, vinda da escola da chanchada. Tentamos trazer prazer com a reflexão.

Agora finalmente eles se casam, vem aí “Os Normais 3” com filhos e tudo mais?
José Alvarenga Jr. (diretor): Há planos para o fazermos o terceiro e continuarmos na TV também. É numa coletiva como essa que conversamos sobre isso, olhamos um para o outro e pensamos.

Aproveitei a oportunidade para falar com os atores Luiz Fernando Guimarães (Rui), Fernanda Torres (Vani) e o diretor José Alvarenga Jr. sobre o atual momento do cinema nacional, a realização do filme e projetos futuros.

+ Para saber mais assista os vídeos +


Entrevistas publicadas no Ig:
http://minhanoticia.ig.com.br/editoria/Cultura_Diversao+8108037.html
http://minhanoticia.ig.com.br/editoria/Cultura_Diversao+8108036.html

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Entrevistas, Estreias da telona Tags: , , , , , , , , , ,
14/08/2009 - 20:43

Uma dupla perfeita

Por Sergio Batisteli – direto da redação

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Uma abertura apoteótica com imagens da Segunda Guerra Mundial, através da fotografia carregada de cores fortes e escuras dá o clima da densa história que está por vir.

(Tempos de Paz, Brasil – 2009, HD, 80 min.) é baseado na peça teatral Novas Diretrizes de Tempos de Paz (2002), do autor Bosco Brasil. O diretor Daniel Filho gostou da atuação da dupla Clausewitz (Dan Stulbach) e Segismundo (Tony Ramos) nos palcos. A partir daí surgiu a ideia de fazer um longa-metragem.

A adaptação do teatro para o cinema é pobre em relação a linguagem cinematográfica, ou seja, não é passada ao espectador a sensação de assistir um filme e sim a transposição de uma peça de teatro em uma tela grande.

O polonês Clausewitz (Dan Stulbach) está feliz no navio que chega ao Brasil se deslumbra com a beleza do Pão de Açúcar, no porto do Rio de Janeiro. Clausewitz, para tentar esquecer-se da guerra aprende a falar o português.

O governo de Getulio Vargas estreita as relações com os Estados Unidos e sofre influências democráticas. Havia uma pressão interna e externa para que não fossem aceitos imigrantes nazistas no país e o responsável por barrar a entrada dos adoradores de Hitler no Brasil, é Segismundo (Tony Ramos). Um ex-torturador que tem um longo passado em “cuidar” de presos políticos, antes de ser de tornar-se chefe da imigração da Alfândega do Rio de Janeiro.

O destino encarrega-se de cruzar Clausewitz e Segismundo. Esse é um ponto que merece ser destacado em Tempos de Paz, pelas deslumbrantes atuações de Dan Stulbach e Tony Ramos. A câmera posicionada para uma arena de teatro ajuda bastante a enfatizar o desempenho dos atores. O palco que a dupla trava um emocionante duelo de diferentes experiências de vida, são os porões do porto da cidade maravilhosa.

Infelizmente no aspecto geral, Tempos de Paz deixa muito a desejar, como diálogos perdidos e anticlímax no roteiro.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=20536&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , , , , , , ,
13/08/2009 - 22:10

Tecnologia que traz realidade

Blogindica – Por Sergio Batisteli

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Como ser criativo, original e emocionante no mundo dos filmes de animação atualmente?
A Walt Disney Pictures, a partir da fantasia de uma criança de cinco anos e a sensação visual de realidade que só o 3D proporciona conseguiu.

Força G 3D (G Force 3D, EUA – 2009, 89 min.) é o primeiro longa-metragem em animação como diretor de Hoyt Yeatman, que já foi premiado com o Oscar de Efeitos Visuais em, O Segredo do Abismo (1989). O supervisor de efeitos visuais de Força G 3D, Scott Stokdyk (da Sony Imageworks), ganhou dois prêmios da Academia com o trabalho de Melhor Realização em Efeitos Visuais, em Homem-Aranha 2 (2004).

A criança que imaginou a possibilidade de porquinhos-da-índia virarem desenho animado foi de Hoyt Yeatman Jr., filho do diretor do longa-metragem.

Força G 3D mostra que tamanho não é documento. A animação conta as aventuras de um grupo de agentes de elite do governo formado pelos pequenos porquinhos-da-índia. Darwin, o corajoso líder do esquadrão; Blaster, o especialista em armas e Juarez, a profissional em artes marciais. A mosca Mooch, o perito em reconhecimento; e a toupeira Speckles, o mago da informação. Juntos, eles buscam derrotar um núcleo de espiões que fornece segredos militares a quem pagar melhor.

A inspiração de usar insetos e animais treinados para operações secretas, também vêm de inúmeros contos na internet, como baratas (equipadas com câmeras minúsculas) golfinhos (treinados para detectar minas) ou esquilos (equipados com sistemas de gravação de espionagem) etc.

Câmeras especiais foram criadas para capturar cenas do mundo real no ângulo de visão dos animais. A câmera Grilo (chamada assim pelo barulho que faz) filmou o cenário em 360 graus, que possibilitou os cineastas recriarem com perfeição os cenários no computador, e a “Visão Mooch” um equipamento de 35mm equipado com lentes muito amplas, criou o ponto de vista de Mooch.

Os agentes secretos da Força G 3D são uma diversão inteligente e inovadora para toda a família.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=20535&tipo=2&cot=1
Crítica publicada no Ig:
http://minhanoticia.ig.com.br/editoria/Cultura_Diversao+7945933.html

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Blogindica, Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , , ,
07/08/2009 - 10:45

Orgulho de ser brasileiro

Blogindica – Por Sergio Batisteli

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Brasil, Belo Horizonte, 1978. Um garoto negro de 13 anos de idade está na Febem há alguns anos e conta uma mirabolante história sobre um assalto a um banco em família. A mãe vestida de black power, ele e os irmãos como os Jackson Five. A explicação é dada pelo garoto para uma pessoa interessada em saber como ele foi parar na instituição, a pedagoga francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros).

O jovem de 13 anos foge da Febem, Margherit vai atrás dele em uma praça de Belo Horizonte, o convida para ir a sua casa e ele aceita o convite. A partir de um turbulento encontro na residência entre a educadora francesa e o menino de rua mineiro, é formado um raro e sólido relacionamento.

(O Contador de Histórias, Brasil – 2009, 35mm, 110 min.) é uma cinebiografia baseada no livro A Arte de Construir Cidadãos: As 15 Lições da Pedagogia do Amor (2004) do pedagogo e contador de histórias, o mineiro Roberto Carlos Ramos, 44 anos. Ele é o bom fruto de uma plantação que se colhe em longo prazo. Para isso, foi usado um adubo que é fundamental para o amadurecimento na terra, a educação.

Para mostrar a existência desse contador de histórias que nos orgulha de sermos brasileiros, pela perseverança e pelo talento de deixar a imaginação fluir até nas situações mais adversas na vida. Roberto Carlos Ramos é interpretado por três “não-atores”, antes de fazerem o filme. Marco Antonio seis anos, Paulo Henrique 13 anos e Clayton dos Santos da Silva 20 anos.

Roberto monta um romântico retrato das primeiras favelas de BH, ao narrar o cotidiano dos moradores com sua bela voz radiofônica. Pela televisão, sua mãe assiste há um comercial enaltecendo a Febem, dizia que na instituição eram formados médicos, engenheiros e advogados. Roberto vem de uma família de dez irmãos, a mãe iludida pela propaganda da TV, deixa-o na Febem e não pode nem se despedir do próprio filho.

Uma equipe técnica de primeira linha proporciona ao espectador um impecável conceito estético do filme, como o excelente diretor de fotografia Lauro Escorel Bye-Bye Brasil (1979), Eles não Usam Black-Tie (1981), Jogo Subterrâneo (2005), Batismo de Sangue (2006), entre outros. A trilha sonora composta pelo experiente André Abujamra Bicho de Sete Cabeças (2000), Durval Discos (2002), Encarnação do Demônio (2008). A preparadora de elenco Laís Corrêa, que foi a responsável pela escolha das crianças de 2 Filhos de Francisco (2005). O diretor de Por Trás do Pano (1999) e Cristina quer Casar (2003), Luiz Villaça, é o comandante dessa renomada equipe de profissionais do cinema brasileiro.

Luiz caminha na contramão do fatalismo das recentes produções nacionais, como Tropa de Elite (2007), Era Uma Vez… e Última Parada 174 (2008). Embora o roteiro de O Contador de Histórias tenha momentos de violência, a maneira de filmar a trajetória de Roberto Carlos, é que faz a diferença. Villaça ressalta principalmente o bom humor e a relação de afeto entre duas pessoas completamente diferentes. O diretor conta a história de um ser humano que venceu honestamente na vida, após passar inúmeras dificuldades. Esse é um tema pouco explorado em nosso cinema atualmente, ou seja, mostrar à existência de brasileiros que pode ser transformada em filme.

O elemento fundamental para Luiz narrar com otimismo, sem ser piegas a transformação do mundo de Roberto, foi à personagem Margherit Duvas, vivido pela atriz franco-portuguesa Maria de Medeiros de Henry e June (1990), A Divina Comédia (1991), Tempo de Violência (1994), entre outros.
Afinal cuidar de uma criança comportada é fácil para uma pedagoga, mas onde fica o desafio, o estímulo de mudar a vida de alguém através da educação?
Margherit representa o aspecto corajoso, disciplinador e humano do longa-metragem. Ela chega ao ponto de abrir a porta de casa para um garoto que foi considerado irrecuperável pela Febem.

O Contador de Histórias levanta questões importantes como o descontrutivo papel da Febem dos anos 70 e 80. O filme nos leva também a analisar que não é só o imediatismo e o individualismo da vida moderna que fazem parte da sociedade atual. Ainda há espaço para uma formação humanista.

Crítica publicada no portal Emdiv:
http://www.emdiv.com.br/pt/entretenimento/cinema/2989-o-contador-de-historias-de-luiz-villaca-nos-cinemas.html

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Blogindica, Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , , , , , , , ,
17/07/2009 - 19:29

Sessão da tarde

Por Sergio Batisteli – direto da redação

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A brincadeira com o tempo é o fio condutor de uma comédia que parece que foi filmada na década de 80, essa sensação só é quebrada nas cenas em que aparecem os aparatos tecnológicos de comunicação pela moçada da nova geração.

17 Outra Vez (17 Again, EUA – 2009, 102 min.) é um filme que o espectador vai perceber que já assistiu por aí, mas com algumas alterações de roteiro. O jovem músico e ator Zac Efron protagonista de Hairspray (2007), interpreta o papel as avessas de Tom Hanks em Quero Ser Grande (1988).

Em 17 Outra Vez, Mike O’Donnell (Matthew Perry), vemos um homem de 37 anos, perto da meia-idade que está insatisfeito com própria vida. Mike tem um místico encontro com o enigmático funcionário da escola onde estudou e para seu espanto aparece 20 anos mais novo.

Agora jovem, O’Donnell, tenta aproximar-se da família. Em sua casa tenta reconquistar a esposa, no mesmo colégio que frequentou estuda o filho tímido e tenta dar uma força para o rapaz. Tem ciúme da filha que namora o tradicional loiro metido, seu novo inimigo de colegial.

O diretor Burr Steers trabalhou como ator com Quentin Tarantino, o diretor de Cães de Aluguel (1992) e Tempo de Violência (1994). Burr faz uma tentativa de retomar a temática adolescente de duas décadas atrás. O diretor apresenta um filme com momentos de comédia pastelão e em uma das cenas inspirou-se no primeiro episódio do consagrado, De Volta Para o Futuro (1985). Quando Marty McFly (Michael J. Fox) cai no sono, acorda pensando que tudo o que aconteceu durante o filme foi apenas um sonho, porém alguém da família conta a verdade e ele pula da cama desesperado.

O lado cômico do longa-metragem fica na mão do realmente engraçado Ned Freedman (Thomas Lennon), que tem um figurino pra lá de brega, daqueles que fazem seu amigo, Mike passar vergonha. Ned com seu hilariante charme tenta conquistar a bela diretora do colégio.
Outro ponto positivo do filme é a trilha sonora pop que da vida a história.

Para os fãs das descompromissadas comédias da sessão da tarde da TV, 17 Outra Vez não decepciona.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=19822&tipo=2&cot=1

Crítica publicada no site Jornal Livre:
http://www.jornallivre.com.br/309694/critica-do-filme-17-outra-vez-por-sergio-batisteli.html

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , , , ,
11/06/2009 - 22:05

Profissão repórter

Por Sergio Batisteli – direto da redação

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Um jovem negro corre desesperadamente pela rua. Parece fugir de um assalto, ele é assassinado por um homem que o mata friamente e que também atira em um rapaz branco que presencia a cena quando passa de bicicleta.
Cal McAffrey (Russell Crowe) é um jornalista que vai escrever uma matéria sobre esses e outros crimes.

O senador Stephen Collins (Ben Affleck), se envolve emocionalmente com uma assistente do congresso Sonia Baker (Harry Lennix). Ela morre misteriosamente e o caso é divulgado pela imprensa. Stephen é casado e vem a público se desculpar pelo envolvimento amoroso.

Cal é amigo do senador, ele é um repórter veterano da edição impressa do jornal Washington Globe e divide a matéria com a jovem jornalista da edição online Della Frye (Rachel McAdams).

Intrigas de Estado (State of Play, EUA, Inglaterra – 2009, 127 min.) é um filme que aborda o polêmico tema sobre a parcialidade versus imparcialidade no jornalismo. Mostra quando existe o envolvimento pessoal do jornalista que escreve uma reportagem e as possíveis conseqüências que podem acontecer.

Ao deixar de lado a rixa entre jornalismo impresso e jornalismo digital, Cal e Della se unem. Juntos eles investigam a identidade do assassino. Embora essa seja uma profissão atualmente em constante transformação com o uso de novas tecnologias, uma coisa não mudou. O espírito de querer escrever uma boa matéria permanece o mesmo.

O diretor Kevin MacDonald de “Um Dia Em Setembro” (2000) e o “Último Rei da Escócia” (2006) tem o mérito de contar uma história de certa forma comum, como um triângulo amoroso sem recorrer a clichês e a diálogos com frases prontas. Em Intrigas de Estado, Kevin mescla no longa-metragem atualidades, como por exemplo, a discussão política sobre o desvio de verba pública norte-americana nas guerras contra o Afeganistão e o Iraque. Aqui representada pela empresa de segurança privada Pointcorp.

O filme pode empolgar pela maneira que é conduzida à trama. Uma das responsáveis por isso é a editora Justine Wright de “Desafio Vertical” (2003) e “Último Rei da Escócia” (2006). Justine passa para o espectador as dificuldades de se fazer uma matéria jornalística investigativa, com o ritmo acelerado de uma cena para outra e com elementos que ocorrem dentro das redações. Correr contra o tempo, juntar os fatos, as entrevistas, persuadir fontes para que elas revelem o que sabem, ou alguém que saiba dar informações relevantes, entre outros.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=19256&tipo=2&cot=1
Crítica publicada no portal Emdiv:
http://www.emdiv.com.br/pt/entretenimento/cinema/2952-profissao-reporter-no-filme-intrigas-de-estado-state-of-play-2009.html

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , , , ,
04/05/2009 - 20:34

O tempo é o tormento

cinemadireita

Por Sergio Batisteli – direto da redação

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A atriz Marcelline (Valeria Bruni Tedeschi), já passou dos 40 anos, não tem marido, filhos e tem uma carreira bem sucedida. Mas, a sua vida estável muda, pois ela é atormentada por visões da própria personagem que interpreta numa peça de teatro.

Atrizes (Actrices, França – 2007, 107 min.) traz novamente a versatilidade de Valeria Tedeschi. No filme além de atriz, ela é roteirista e diretora. Repete a dose de Il est plus facile pour un chameau… (2003), não exibido no Brasil. Em Atrizes, a diretora usa o teatro como uma linha narrativa a fim de contextualizar a história.

Numa das cenas, Valeria utiliza um ônibus como metáfora. Com essa figura de linguagem, realiza uma leitura de como está a vida de Marcelline e como pode ser o seu destino. Transparece a idéia de movimento, que continua no barco a remo, seguido de música clássica.

O fio condutor da história é Marcelline, que encarna o papel de Natalia Petrovna, heroína de Um Mês no Campo, escrito por Ivan Turgenev. Marcelline está no palco e depois sua mãe (Marysa Borini), faz uma visita ao seu camarim. A mãe dá uma inflamada bronca. Diz que não estava reconhecendo a própria filha no palco e que ela perdeu a risada. Os outros encontros com ela são sempre muito tensos.

O filme tem basicamente atuações alucinadas e teatrais. Atrizes segue com diversos cortes secos, que permeia a obra do início ao fim. O som do longa-metragem é muito bem utilizado, ou seja, barulhos e ruídos ajudam a fazer o espectador entrar no ambiente da trama. O recurso de ator atormentado pela própria imagem pode em algumas cenas enganar um espectador menos atento. Confunde até que ponto é o personagem no palco e qual é o personagem no filme.

Marcelline quer ser amada, ter filhos e sente o seu tempo passar. Numa de suas apresentações no teatro, ela sai correndo desesperadamente e caracterizada. Temos um final em aberto, com pelo menos duas interpretações sobre o seu destino.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=18546&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , , ,
23/04/2009 - 16:39

Eu te amo, clichê

cinemadireita

Por Sergio Batisteli – direto da redação

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Um jovem casal, o noivo adorável que toda mulher gostaria de ter pede de joelhos a mão da noiva em casamento em frente a sua futura casa. Até aí tudo bem, o problema surge quando o corretor de imóvel Peter klaven (Paul Rudd), descobre que não tem amizades masculinas. Peter, em toda a sua vida foi um namorador de carteirinha e nunca se preocupou em ter amigos homens. Numa reunião de família pegam no seu pé, pois não pode escolher um padrinho. A partir daí, Peter sai numa cruzada bizarra e hilária a procura de um pretendente para ser seu padrinho de casamento.

Pelo caminho ele encontra com gays, caros chatos e mal-humorados. Por acaso conhece o descolado Sydney Fife (Jason Segel). É estabelecida uma relação de amizade com fortes contrastes entre duas personalidades diferentes. Deu um lado o comportado e controvertido Peter. Do outro lado da moeda o carismático e bicho grilo Sydney, mas com alguns pontos em comum.

Eu Te Amo, Cara (I Love You, Man, EUA – 2009, 105 min.) é um filme recheado de clichês das comédias norte-americanas e que costumam conquistar o público. Mensagens e ensinamentos que explicam o valor da amizade também estão presentes no longa-metragem.

O diretor de Quero Ficar com Polly (2004), John Hamburg, trabalha fundamentalmente com planos de câmera fechados, o que revela a intenção de focar somente o mundo de seus personagens.

O maior ponto em comum entre Peter e Sydney é a paixão pela música do grupo de rock progressivo, Rush. A forte amizade entre eles ameaça o relacionamento de Peter, que provoca ciúme na noiva Zooey Rice (Rashida Jones) e faz com que o corretor reflita sobre a importância o casamento. Em um determinado ponto do filme ele toma uma radical decisão.

Eu Te Amo, Cara, estréia sexta-feira nos cinemas.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=18369&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , ,
16/04/2009 - 23:40

Uma família atormentada pelo além

cinemadireita

Por Sergio Batisteli – direto da redação

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Um problema de câncer faz com que uma família se mude para perto de uma clinica. A nova casa parece ser um alicerce para a família Campbell se estabelecer, mas é justamente ali que o pesadelo se inicia e nem imaginam o que o destino reserva para eles.

Evocando Espíritos (The Haunting In Connecticut, EUA – 2009, 103 min.) é um filme baseado na história real dessa família. Quando eles se mudam, descobrem que a casa havia sido uma funerária na década de 20. Deparam-se com um pequeno cemitério nos fundos da casa, uma câmara de embalsamento no porão e fotos de cadáveres. Essa era uma prática comum no início de século XX, fotografava-se parentes antes de serem enterrados.

Jonah, filho do antigo proprietário era vidente e foi um mensageiro demoníaco. Ele oferecia passagem para maléficas entidades espirituais atravessarem. Mas, o espírito de Jonah ficou preso na casa e o mensageiro precisa alertar a nova família sobre algo que precisa ser feito.

A comunicação com o sobrenatural é feita através do jovem Matt (Kyle Gallner), conhecido em atuações em seriados televisivos como (Veronica Mars). No filme Matt é o protagonista da história, que também é vidente e sofre na pele os danos causados pela sua sensibilidade.

Por não compreender que o problema de Matt é espiritual e não psicológico, sua mãe Sara (Virginia Madsen) leva-o em psiquiatras. Em um hospital, Matt encontra seu grande aliado, Popescu (Elias Koteas). O reverendo ajuda a explicar que suas visões não são apenas uma criação da mente.

O diretor do curta-metragem Enfermaria 13 (2003), Peter Cornwell estréia com o pé direito seu primeiro longa-metragem, Evocando Espíritos. Em uma das cenas o diretor homenageia o gênio Stanley Kubrick do filme O Iluminado (1980). No momento que Matt pega um machado e entra violentamente na casa, percebemos principalmente pelo enquadramento de câmera a influência de Kubrick.

Evocando Espíritos, agrada os fãs de suspense. Embora tenha o uso de efeitos especiais, Cornwell não excede esse uso e preserva a atmosfera sombria da obra.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=18263&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , ,
16/04/2009 - 23:37

O divã do bom humor

cinemadireita

Por Sergio Batisteli – direto da redação

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Na tela a seguinte frase “para mudar, é preciso dar o primeiro passo…” A infelicidade bate na porta de Mercedes (Lilia Cabral), o seu primeiro passo é buscar ajuda e aterrissa no divã do psicanalista Lopes.

Mercedes conta como foi à cerimônia do seu casamento com Gustavo (José Mayer), fato extremamente marcante e até certo ponto comum na vida de uma mulher. Mas, é a partir daí que o filme mostra a que veio, ou seja, fazer o espectador rir. Por falar em primeiro passo, o ator e diretor Marcelo Saback, que também assinou a adaptação do livro Divã (2002) de Martha Medeiros baseado na peça homônima, marca sua estréia como roteirista de cinema.

(Divã, Brasil – 2009) é interessante a maneira como o texto de Saback, toma corpo quando é narrado pela Mercedes. Como, por exemplo, acontecimentos corriqueiros numa cerimônia de casamento tornam-se pitorescos e divertidos.

O fio condutor de história é Mercedes, uma mulher de 40 anos vivida pela atriz Lilia Cabral. Divã é o primeiro filme que ela faz o papel de uma protagonista. Em seu début assistimos uma ótima atuação de Lilia. Uma mulher que ao mesmo tempo é firme em suas convicções é naturalmente divertida e consegue manter o bom humor até nos momentos tensos da trama.

Uma escolha de narração pontual do longa-metragem acontece, quando Mercedes é analisada pelo psicanalista e apenas ela fala. Isso oferece um leque de opções para surgir várias Mercedes, que o espectador vai descobrindo no decorrer do filme.

Gustavo assiste a final de um campeonato do seu time pela TV, Mercedes resolve contar um encontro que teve com uma senhora desagradável e para completar resolve discutir a relação. Ela está entediada com o casamento, pois acha que todos os dias na cama com o marido são como o marasmo de um domingo. Gustavo também está infeliz. Ambos mantêm uma relação água-com-açúcar e desgastada.

Coisas como irem ao teatro juntos torna-se um martírio.

O fato de a esposa achar que Gustavo tem um caso, não abala e nem assusta, pois para ela isso pode ser de certa forma um tempero para o casamento.

A protagonista se envolve com Theo (Reynaldo Gianecchini), um rapaz mais novo sem o menor pingo de arrependimento. Da mesma forma devastadora que Theo aparece na vida dela, ele vai embora e ela se sente magoada. O affair a faz chorar, coisa que não acontecia há muito tempo.

Mônica (Alexandra Richter) é a fiel amiga de Mercedes, que tem uma vida de casada à moda antiga. Ela não trabalha, tem uma postura passiva em relação ao mundo e vive para o marido. Mônica fica escandalizada, quando sua amiga revela que se masturba e sente prazer com isso.

No seu 28º longa-metragem, Guto Graça Mello, assina a excelente trilha sonora já demonstrada em outros filmes. Cazuza – O Tempo Não Pára (2004), Beijo No Asfalto (1981), Amor Bandido (1979).

A direção é de José Alvarenga Jr., que transporta para a telona a atmosfera televisiva das produções populares da Rede Globo. Como Os Normais, A Diarista etc.

Pegando carona no sucesso de comédias recentes como Se Eu Fosse Você 2, que levou mais de 2 milhões de pessoas ao cinema. Divã também deve atingir um grande público.

Coletiva do filme

Foto: Sergio Batisteli
Da esquerda para direita: Paulo Gustavo, Marcelo Saback, José Alvarenga Jr., Lilia Cabral, Reynaldo Gienecchine e José Mayer

Estive no hotel Blue Tree Tower, em São Paulo, para acompanhar a coletiva, com a participação dos atores e equipe técnica, do filme “Divã”.

Como foi a adaptação do teatro para o cinema?

Marcelo Saback: No teatro tem um plano aberto e no cinema temos que nos adaptar.

Até que ponto a personagem Mercedes pode ser transportada para a vida real e até que ponto ela é ficção?

Lilia Cabral: Não sinto que meu personagem é fantasioso, é um personagem muito próximo de uma realidade, hoje em dia. Há uma identificação. Tem um ponto no coração que pulsa, ele atinge não sei até que ponto, porque é uma sensação de que tudo é verdadeiro.

Iafa Britz (produtora): Na Mercedes existe uma identificação, com a dor da transformação. O interessante é trazer essa sensação para o público.

Quais as dificuldades de se fazer cinema e como você vê as produções hoje no Brasil?

José Alvarenga Jr. (diretor): Fazer cinema no Brasil é sazonal, trabalhamos com todo o material técnico que é importado. A qualidade dos filmes hoje é uma pluralidade de vários gêneros, como a comédia, favela etc. é difícil fazer cinema porque é tudo muito caro.

Iafa Britz (produtora): É necessário o financiamento, que é uma realidade da maior parte dos países no mundo, com exceção dos EUA.

Como foi atuar num filme onde uma protagonista é uma mulher?

José Mayer: Eu já era fã de Martha Medeiros, vim fazer esse filme por uma série de qualidades. José Alvarenga é um parceiro com que já trabalhei em “Mulher”. Não acho que os personagens masculinos são menores. Faz com que sejam personagens admiráveis, é uma comedia com conteúdo, não busca o riso puro simplesmente. Isso transforma todos eles em grandes personagens. O filme propõe uma mudança que esta ao alcance de todo o mundo e todos podem mudar.

Reynaldo Gianecchini: Achei um roteiro bem redondo, eu busco sempre a comunicação em todo o trabalho que faço, não existe essa coisa de papel pequeno.

Do que se trata o filme?

José Alvarenga Jr. (diretor): “Divã” não fala do baixo astral, ele fala de algo positivo.

Aproveitei a oportunidade para falar com o ator José Mayer e com o roteirista do filme Marcelo Saback sobre o atual momento do cinema nacional e projetos futuros.

+ Para saber mais assista os vídeos +

Crítica, coletiva e vídeos publicados no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=18258&tipo=2&cot=1
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=18260&tipo=2
http://almanaquevirtual.uol.com.br/videogaleria.php?id=119

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Entrevistas, Estreias da telona Tags: , , , , , , , , , , , , ,
09/04/2009 - 18:54

O caminho das pedras

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Por Sergio Batisteli – direto da redação

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Lucinda (Lara Robinson), uma criança introvertida teve o dom de prever as grandes catástrofes dos próximos 50 anos. Ela deposita um envelope com vários números seguidos dentro de uma cápsula do tempo, no ano de 1959.

Um professor de astrofísica passa por um conflito interno causado pela morte da esposa e isso faz com que o professor John Koestler (Nicolas Cage), torne-se cético em relação à vida. Ele acha que acontecimentos são uma mera coincidência como, por exemplo, a criação do universo.
John, mora com o filho Caleb (Chandler Canterbury) e juntos eles vivem um clima de melancolia.

O envelope vai parar nas mãos de outra criança, Caleb, 50 anos depois de Lucinda tê-lo colocado na cápsula do tempo. Seu pai descobre que o papel com um monte de números na mão do seu filho contém na verdade códigos criptografados. Além, de todas as previsões catastróficas de Lucinda terem se confirmado, ainda existem mais três que estão para acontecer. A última com proporção mundial. Aí então, John parte em missão para tentar impedi-las e salvar o planeta.

Seres sussurrantes comunicam-se com Caleb e sua amiga Abby. Um desses seres entrega uma pedra escura para Caleb e nos deixa com um grande ponto de interrogação até o filme.

Presságio (Knowing, EUA – 2009, HD, 122 min.) é um filme que podemos classificar nos gêneros de suspense, ação e ficção cientifica.
Para ajudar o professor a salvar o mundo, observamos o uso de algumas armas da comunicação atual, como a internet, GPS e telefone celular. São presença constante também na telona, os noticiários “cinematográficos” das tragédias nas grandes redes de TV.

Em Presságio, o sexto longa-metragem do diretor egípcio Alex Proyas, mantém a característica de outras obras como em O Corvo (94), Eu, Robô (2004) que é deixar as emoções humanas fluírem para contextualizar suas histórias.

Crítica publicada no site Almanaque Virtual:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=18202&tipo=2&cot=1

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Crítica de cinema, Estreias da telona Tags: , , , , ,
12/03/2009 - 16:53

Entrevista com Cacá Diegues

Cultura

Por Sergio Batisteli – direto da redação

Em 11 de março foi realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo, o debate “Identidade e o Cinema Latino-Americano”. Tive a oportunidade de fazer uma breve entrevista com um dos participantes da mesa, Cacá Diegues, diretor dos filmes “A Grande Cidade” de 66, “Xica da Silva” de 76, “Bye, Bye Brasil” de 79, entre outros.

+ Para saber mais assista o vídeo +

Entrevista publicada no Ig:
http://minhanoticia.ig.com.br/editoria/Cultura_Diversao/2009/03/12/+4699928.html

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Entrevistas, Reportagens Tags: , , , , , ,
20/01/2009 - 23:36

Dois ótimos lançamentos em DVD trazem dois veteranos do cinema brasileiro

cinemadireita

Blogindica – Por Sergio Batisteli


Da esquerda para direita: José Mojica Marins1 / Júlio Bressane2
Créditos das Fotos: Sergio Batisteli1 / Mônica Campos2

O terror que o tempo não apaga

Depois de 40 anos, o mestre do terror Zé do Caixão, finalmente encerra a trilogia: À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967), com o filme Encarnação do Demônio (2008).

Esse tempo todo para ser produzido o último episódio da trilogia, deve-se principalmente à censura imposta pela ditadura militar no Brasil. O lado bom dessa história, é que além de não vivermos mais em um regime governamental opressor, hoje existe uma tecnologia que permite o uso de efeitos especiais de primeira linha. O que é um importantíssimo aliado dos filmes de terror. André Kapel é o responsável em mostrar aranhas, ratos, baratas e três mil e oitocentos litros de sangue falso de uma maneira assustadora e moderna.

Com um orçamento de R$1,8 milhão para a produção de Encarnação do Demônio, o diretor José Mojica Marins manteve as principais características dos seus filmes, como o humor negro, rituais sádicos e ingenuidade.

O coveiro Zé do Caixão, desta vez monta o seu calabouço em São Paulo, onde possui várias mulheres de etnias diferentes, dispostas em gerar o filho perfeito.

O corcunda Bruno (Rui Rezende), o padre Eugênio (Milhen Cortaz), a feiticeira (Helena Ignez), o coronel Claudiomiro Pontes (saudoso Jece Valadão), fazem parte de um elenco que literalmente dá o sangue e escorre todo o seu talento pra cima do espectador.

A trilha sonora fica a cargo da dupla, André Abujamra e Marcio Nigro que criam genialmente os compassos musicais nos momentos certos do DVD.

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Encarnação do Demônio
Disponível em DVD (21/01/2009)
Gênero: Terror
Distribuição: Fox Filmes
Duração: 95 minutos
Idiomas: Português
Áudio: Dolby Digital 2.0 / 5.1
Legendas: Português, Inglês e Espanhol
Formato da Tela: Widescreen
Preço médio: R$119,90

Extras:
- Menu Interativo
- Seleção de Cenas
- Making-of

Cleópatra é brasileira

Câmera aberta expandindo os diálogos com os atores em planos abertos no decorrer do filme, o samba de Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa ajudam a dar o tom de uma Cleópatra brasileira, criada pelo diretor Júlio Bressane.

Alessandra Negrini, na pele da personagem principal encarna uma rainha extremamente visceral, despudorada, lírica e culta. Ela tem um ar contemplativo e superior que sempre a mantém acima dos líderes romanos.

Ao assistir Cleópatra (2008), tem-se a sensação de presenciarmos uma peça de teatro, como é característico de Bressane em Cara a Cara (1967), Matou a Família e Foi ao Cinema (1969), São Jerônimo (1998). Também vemos surtos do comportamento humano e sangue na tela.

Walter carvalho, assume a impecável fotografia já comprovada em outras obras. Lavoura Arcaica (2001), Abril Despedaçado (2001), Amarelo Manga (2003).

O DVD traz uma linguagem poética e filosófica. Algumas cenas de sexo possivelmente criam polêmica. Loucuras, reflexões, viagens miológicas em plena praia do Rio de Janeiro, regadas a muito vinho são os elementos da Cleópatra de Júlio Bressane.

Divulgação

Cleópatra
Disponível em DVD (21/01/2009)
Gênero: Drama
Distribuição: Flash Home Vídeo
Duração: 116 minutos
Idiomas: Português
Áudio: Dolby Digital 2.0 / 5.1
Legendas: Português e Inglês
Formato da Tela: Widescreen
Preço médio: R$29,90

Extras:
- Menu Interativo
- Seleção de Cenas

Crítica publicada no Ig:
http://minhanoticia.ig.com.br/editoria/Cultura_Diversao+3525947.html
http://minhanoticia.ig.com.br/editoria/Cultura_Diversao+3546929.html
Crítica publicada no site Overmundo:
http://www.overmundo.com.br/overblog/lancamentos-de-filmes-dvd-traz-perolas-brasileiras

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Blogindica, Crítica de cinema Tags: , , , , , , , , , , , ,
12/01/2009 - 22:33

Noite de luar no dia mais quente do ano em SP

Cidades

Por Sergio Batisteli – direto da redação

Hoje foi o dia mais quente do ano na cidade de São Paulo, segundo medições no aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. Foram registrados 33°C, às 15h.

À noite, com o céu sem nuvens e sem nenhum sinal de chuva, foi possível observar a lua em vários pontos da cidade.

Foto: Sergio Batisteli
Imagem tirada às 21h30

Reportagem publicada no Ig:
http://minhanoticia.ig.com.br/editoria/Cidades/2009/01/13/+3299975.html
Reportagem publicada no site Tempo Agora:
http://tempoagora.uol.com.br/interativo.html/View/410/

Autor: Sergio Batisteli - Categoria(s): Reportagens Tags: , ,
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