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31/12/2008 - 16:54

BEM VINDOS, AZAMBONAUTAS!

 

Gotas_dagua

Essa é uma extenção do blog de Sergio Azamb, baterista da banda de rock progressivo brasileira SOLIS.

Aqui o Sergio apresenta um pouco da sua história, sobre como surgiu o seu interesse pela música e como aprendeu a tocar bateria.

Sergio Azamb

No final da década de 70 eu comecei a prestar atenção nas músicas que meus pais ouviam, geralmente de LPs ou de rádio e o meu interesse cresceu. Na década de 80, na adolecência, eu e meus amigos ficavamos caçando músicas nas rádios para gravar em K7, na intenção de tocá-las nas festas que fazíamos. Nessa época eu comecei a me interessar pelas batidas das músicas, enquanto os outros se interessavam pelas letras e arranjos, eu só prestava atenção nas batidas e isso me deu uma boa noção de ritmo. Quando dava por mim, estava batucando na mesa, no chão na parede ou em almofadas.

Mas um belo dia, acompanhando meus pais nas compras de mês na antiga Cooperativa do Banco do Brasil (Supermercados exclusivos para funcionários do Banco do Brasil que existia na época na Praça da Bandeira), e eu vi uma bateria mirim, daquelas para pequeno aprendiz. Fiquei enfeitiçado por aquilo, o ano era 1983, a bateria era uma Caramurù de fabricação nacional, concorrente da famosa Pinguim, que era uma cópia da Ludwig.

É lógico que eu enchi o saco do meus pais para comprar aquela bateria e é lógico que eu ganhei um “Não!”. Mas eu era bastante persistente, como sou até hoje, e no final do ano acabei ganhando a tão esperada bateria.

No princípio as coisas foram meio complicadas, pois a bateria fazia muito barulho e não era para menos, era um instrumento musical e não essas porcarias que vendem hoje por aí. O kit era caixa 10′, ton 10′, surdo 14′ e bumbo 16′ e um prato 10′, não tinha outros pratos e nem máquina de contra-tempo. Logo arranjei emprestado um par de pratos daqueles usados em bandas de coreto e coloquei-os numa estante de partituras.

Assim surgiu o meu contra-tempo improvisado, comprei um prato Ziltannam crash 14′. A essa altura eu tinha de tocar com a bateria abafada com durex e algodão, mas a minha mãe percebeu que apesar do barulho eu ensaiava em casa e ela podia acompahar o que eu fazia e com quem eu andava.

No ano seguinte comprei a minha 1ª máquina de contra-tempo da marca Gope de fabricação nacional e um prato Ziltannam Ride medium 18′ e aí sim, eu tinha um kit completo.

Apesar das peças de tamanho menor o som era bem legal. Aprendi muito rápido, já que tocava todo os dias e me interessava por vários ritmos e estilos. Aos poucos fui adquirindo peças e acessórios e aprimorei o kit que passou a ser: Caixa clara 12′ da marca Weril de fabricação nacional, tons 8′, 10′ e 12′, surdo 14′, bumbo 16′, pratos de contra-tempo 13′, crash 14′ e 15′, e ride medium 18′. Usei esse kit até 1988, quando comprei uma Aeroson de fabricação nacional.

O tempo passou, eu pesquisava sempre batidas novas e diferentes, minhas influências sempre foram boas: Peter Cris, Eric Carr, Nicko MacBrain, Carl Palmer, Ian Paice, Neil Peart, Bill Brufford e Alan White.

Eu continuei comprando acessórios e logo eu tinha um kit muito grande: Caixa Aeroson 14″, tamborins 6′x2′ e 6′x4′, tons 6′, 8′, 10′, 12′, 13′, 13′ e 14′, 2 surdos 16′, 2 bumbos 22′, pratos contra-tempo 14′ da marca Octagon, splash 10′, crash 14′, 15′, 16′, China 16′, Ride medium 18′, a-go-gos, cowbel e rakc de percussão esotérica.

Nessa época o kit impressionava muito, o visual era realmente incrível e tinha um som muito bom, tanto que fiquei com ela até 2008. Mas em abril de 2009, eu  finalmente comprei um instrumento personalizado, um kit muito bom da RMV modelo Road cor de madeira, padrão mogno fosco, madeira copaíba de ótima qualidade e muito leve. Ao novo kit acrescentei itens de hardware de alto nível, comprei um pedal duplo e um hi-hat Odery Privilege Series. Consegui, com essa aquisição, compor um kit mais leve e compacto, com ótima sonoridade e que permite uma performance profissional.

 O kit atual é constituído por: Caixa 14′, tons 6′, 8′, 10′, 12′, surdos 14′ e 16′, bumbo 22′ com pedal duplo, pratos Hi-hat 14′, Splash 10′, Crash 14′, 15′ , 2 x 16′, China 16′, Ride Medium 18′, Ride 20′, extenor de Hi-hat 14″  ago-gos e cowbel. É com esse kit que eu aprimoro a minha performance no Solis.

 Kit híbrido RMV Odery
  Mapa do kit atual de bateria de Sergio Azamb.
 
 No momento, Sergio Azamb está trabalhando as músicas para o próximo CD da sua atual banda, o SOLIS

 Kit híbrido RMV - Odery 

Foto atual do kit híbrido RMV Road – Odery.
Autor: sergioazamb@ibest.com.br - Categoria(s): Música Tags:
31/12/2008 - 14:46

SOLIS – GEMINI

Capa do álbum Gemini

Capa do álbum Gemini

O projeto do álbum Gemini começou a ser desenvolvido em 1996, quando o Sergio foi convidado pelo amigo Marco de Pinho (guitarra) para fazer parte de um projeto que originou o Solis. Nesse mesmo ano foi concluída a primeira gravação – “Sete luas de Andrion” que que só foi mixada, no entanto, em 1999 quando as outras músicas já haviam sido gravadas. De 1996 a 1999 muita coisa aconteceu, entre outras coisas a saída do baixista Claudio Hamilton, que precisou se dedicar à sua carreira (economia). A conclusão do álbum foi um processo lento, pois pouco tempo após a gravação da primeira música o baixista deixou a banda. A formação original do SOLIS era:

Ricardo Figueiredo – Teclados e vocal

Marco de Pinho – Guitarra e violão

Claudio Hamilton – Baixo

Sergio Azamb – Bateria

 Atualmente a formação é:

Ricardo Figueiredo – Teclado e vocal

Marco de Pinho – Guitarra

Fernando Resende – Guitarra

Gabriel - Baixo

Sergio Azamb – Bateria

 Solis-a banda

 

 

 

 

 

 

 

 Da esquerda para a direita:

Fernando, Sergio, Marco, Ricardo e Gabriel.

Foto: Cláudia Gomes.

Autor: sergioazamb@ibest.com.br - Categoria(s): Música Tags:
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