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	<title>sera o benedito?</title>
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	<description>Caminhos de rato na Babilônia da Informação!!!!!! fellini?</description>
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		<title>Comunicação Guerrilha é isso!!!!</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 11:22:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
A revista Trip  teve esse &#8220;start&#8221; de colocar uma nota de R$ 2,00 reais verdadeira na capa. Tema. Honestidade. a pessoa que comprasse a revista teria que devolve-la a redação. A empresa distribuidora se recusou a colocar a revista nas bancas, pois não se distribuir dinheiro de verdade era dentro da lei. Mas o embrolho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-70" src="http://blig.ig.com.br/serabenedito/files/blog_28_10_trip_nota2.jpg" alt="blog_28_10_trip_nota" width="500" height="375" /></p>
<p>A revista Trip  teve esse &#8220;start&#8221; de colocar uma nota de R$ 2,00 reais verdadeira na capa. Tema. Honestidade. a pessoa que comprasse a revista teria que devolve-la a redação. A empresa distribuidora se recusou a colocar a revista nas bancas, pois não se distribuir dinheiro de verdade era dentro da lei. Mas o embrolho foi resolvido..não se sabe ainda quantas notas foram devolvidas , mas a ideia foi genial.</p>
<p>abraços</p>
<p>fellini ?</p>
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		<title>Nós não assistimos as aulas do Humberto Eco</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 20:09:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
Tudo que tenho ponho aqui. quem ganha é o texto. farei a caça mental ao queijo de lindeburgh. infiltrarei o texto na virilha da literatura e do poema. Um coito de rinocerontes! E mais um! A cada segundo esporra o macho&#8230;tu deves tornar compreensivel o q eu escrevo&#8230;mas eu mesmo&#8230;não entendo!!!!
ouça uma folha do meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-41" src="http://blig.ig.com.br/serabenedito/files/bey.JPG" alt="bey" width="640" height="480" /></p>
<p>Tudo que tenho ponho aqui. quem ganha é o texto. farei a caça mental ao queijo de lindeburgh. infiltrarei o texto na virilha da literatura e do poema. Um coito de rinocerontes! E mais um! A cada segundo esporra o macho&#8230;tu deves tornar compreensivel o q eu escrevo&#8230;mas eu mesmo&#8230;não entendo!!!!</p>
<p>ouça uma folha do meu livro de mandalas.</p>
<p>fellini ?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>que as ideias voltem a ser perigosas!!!</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 19:28:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fellini ?</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
 
Há quem continue achando que internet é só abobrinha e as novidades no meio sejam cidades virtuais e blogs. Por falta de informação, falta de criatividade ou preguiça, estas pessoas não percebem que a internet atualmente é o melhor suporte para experimentações artísticas, midiáticas, intectuais e humorísticas. O marasmo digital não faz parte apenas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blig.ig.com.br/serabenedito/files/blissettpanfleto.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-37" src="http://blig.ig.com.br/serabenedito/files/blissettpanfleto.jpg" alt="" /></a></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 10pt;font-family: Tahoma">Há quem continue achando que internet é só abobrinha e as novidades no meio sejam cidades virtuais e blogs. Por falta de informação, falta de criatividade ou preguiça, estas pessoas não percebem que a internet atualmente é o melhor suporte para experimentações artísticas, midiáticas, intectuais e humorísticas. O marasmo digital não faz parte apenas do cotidiano daqueles que raramente têm acesso a internet, este alerta serve também para os &#8220;descolados&#8221; que só caçam novidades digitais em revistas como a Wired ou a Mondo 2000. </span><span style="font-size: small"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;font-family: Tahoma">O projeto<strong> Luther Blissett</strong> pode ser considerado um dos melhores exemplos de interseção entre tecnologia, teoria crítica, arte e política radical. No Luther Blissett Project, decidiu-se usar  o potencial da nova mídia e seu impacto iminente sobre aquelas tradicionais com a finalidade de lançar um novo &#8220;produto&#8221;, uma mercadoria intangível, imaterial: criar um mito de luta, comum a todas as comunidades rebeldes.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;font-family: Tahoma">e vc..viu????????????????????</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;font-family: Tahoma">obs&#8230;hj, o coletivo atende pelo nome de Wu Ming..então mexa essa bunda gorda!!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;font-family: Tahoma">scream&amp; yell</span></p>
<p> </p>
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		<title>Seja realista &#8211; peça o impossivel</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 20:06:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fellini ?</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
a foto acima tirei da belissima exposição no Museu da Lingua Portuguesa sobre a influencia Francesa no Brasil, frase do movimento estudantil frances de 68, me parece atual até, cheia de romantismo, sem armas, sem luta, mas com uma verve moderna e lancinante.
evoé !
fellini ?
 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blig.ig.com.br/serabenedito/files/seja-realista.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-35" src="http://blig.ig.com.br/serabenedito/files/seja-realista-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>a foto acima tirei da belissima exposição no Museu da Lingua Portuguesa sobre a influencia Francesa no Brasil, frase do movimento estudantil frances de 68, me parece atual até, cheia de romantismo, sem armas, sem luta, mas com uma verve moderna e lancinante.</p>
<p>evoé !</p>
<p>fellini ?</p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Varrendo a sujeira pra debaixo do tapete&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 18:10:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
Presente da Lilian&#8230;mas sobrarão algumas perguntas para serem feitas, não que eu tenha muito tempo, mas&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blig.ig.com.br/serabenedito/files/lorylamb.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-33" src="http://blig.ig.com.br/serabenedito/files/lorylamb-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Presente da Lilian&#8230;mas sobrarão algumas perguntas para serem feitas, não que eu tenha muito tempo, mas&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title></title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 18:55:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
-Ja foi fundado o Falanstério Peixe &#8211; Mergulhe na confusão!
REPUBLICA DE FIUME &#8211; DEFINAÇÃO
Refúgio de boêmios, artistas, piratas e anarquistas no século XX, a República de Fiume (localizada numa então parte da Iugoslávia que hoje corresponde à cidade de Rijeka, na Croácia) estruturou-se com sua constituição baseada na idéia da música como a única força [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-44" src="http://blig.ig.com.br/serabenedito/files/fiume.jpg" alt="fiume" width="602" height="232" /></p>
<p>-Ja foi fundado o Falanstério Peixe &#8211; Mergulhe na confusão!</p>
<p>REPUBLICA DE FIUME &#8211; DEFINAÇÃO</p>
<p>Refúgio de boêmios, artistas, piratas e anarquistas no século XX, a República de Fiume (localizada numa então parte da Iugoslávia que hoje corresponde à cidade de Rijeka, na Croácia) estruturou-se com sua constituição baseada na idéia da música como a única força de organização social. República deriva do termo latino reles publica que significa coisa pública. Fiume é uma palavra italiana que significa rio, assim como Rijeka.</p>
<p>Conceito extraído dos livros Utopias Piratas, de Peter Lamborn Wilson, e TAZ, de Hakim Bey.</p>
<p>Falando a respeito das zonas autônomas temporárias, Hakim Bey cita Fiume na seguinte passagem:</p>
<p>Antes do &#8220;fechamento do mapa&#8221;, uma boa quantidade de energia anti-autoritária foi gasta em comunas &#8220;escapistas&#8221; tais como a Modern Times, os vários falanstérios, e assim por diante. De maneira interessante, algumas delas não pretendiam durar &#8220;para sempre&#8221;, mas apenas enquanto o projeto provasse ser eficaz. Para padrões socialistas/utópicos, esses experimentos foram &#8220;fracassos&#8221; e, portanto, sabemos muito pouco sobre eles.</p>
<p>Quando a fuga para além das fronteiras provou-se impossível, começou a era das comunas revolucionárias urbanas na Europa. As comunas de Paris, Lion e Marselha não sobreviveram o suficiente para criar qualquer característica de permanência, e nos perguntamos se elas foram de fato criadas para serem permanentes. Do nosso ponto de vista, o principal elemento de fascínio é o espírito das comunas. Durante e depois destes anos, os anarquistas adquiriram a prática do nomadismo revolucionário, perambulando de revolta em revolta, procurando manter viva em si mesmos a intensidade do espírito que eles experimentaram no momento do levante. Na verdade, certos anarquistas da estirpe stirneriana/nietzscheana encontraram nessa atividade um fim em si mesmo, um modo de sempre ocupar uma zona autônoma, a zona intermediária que se abre no meio ou no despertar de uma guerra ou revolução (cf. a &#8220;zona&#8221; de Pynchon em Arco-Íris da Gravidade). Eles declararam que se alguma revolução socialista tivesse êxito, eles seriam os primeiros a se voltar contra ela. Não tinham nenhuma intenção de parar antes de alcançar o anarquismo universal. Em 1917, na Rússia, eles saudaram os sovietes livres com alegria: esta era a sua meta. Mas assim que os bolcheviques traíram a revolução, os anarco-individualistas foram os primeiros a voltar para as trincheiras. Lógico, depois de Kronstadt (15), todos os anarquistas condenaram a &#8220;União Soviética&#8221; (uma contradição em termos) e seguiram em busca de novas insurreições.</p>
<p>A Ucrânia de Makhno e a Espanha anarquista foram criadas para terem duração e, apesar das exigências de guerras contínuas, ambas foram relativamente bem-sucedidas: não duraram muito tempo, mas eram bem organizadas e poderiam ter durado se não fosse pela agressão externa que sofreram. Por isso, dentre os experimentos do período entre-guerras eu me concentrarei na impulsiva República de Fiume, que é menos conhecida e não foi criada para durar. Gabriele D&#8221;Annunzio, poeta decadente, artista, músico, esteta, mulherengo, doidivanas aeronauta pioneiro, bruxo negro, gênio e mal-educado, emergiu da Primeira Guerra Mundial como herói e com um pequeno exército à sua disposição e comando: os arditi. Ávido por aventura, ele decidiu capturar a cidade de Fiume, na Iugoslávia, e entregá-la para a Itália. Depois de uma cerimônia necromântica com sua amante num cemitério de Veneza, ele partiu para a conquista de Fiume, e foi bem-sucedido sem nenhum problema digno de ser mencionado. Porém a Itália recusou sua oferta generosa. O primeiro-ministro chamou-o de idiota.</p>
<p>Ofendido, D&#8221;Annunzio decidiu declarar independência e ver por quanto tempo conseguiria mantê-la. Ele e um de seus amigos anarquistas escreveram a Constituição, que instituía a música como o principio central do Estado. A Marinha (composta por desertores e sindicalistas anarquistas dos estaleiros de Milão) se autonomeou Uscochi, em homenagem aos antigos piratas que em tempos passados viviam nas ilhas da região e saqueavam os navios venezianos e otomanos. Os modernos uscochi foram bem-sucedidos em alguns de seus golpes malucos: vários polpudos navios mercantes italianos de repente deram à República um futuro: dinheiro em seus cofres! Artistas, boêmios, aventureiros, anarquistas (D&#8221;Annunzio se correspondia com Malatesta), fugitivos e refugiados sem pátria, homossexuais, dândis militares (o uniforme era preto com a caveira e os ossos cruzados dos piratas &#8211; depois roubado pela SS) e excêntricos reformadores de toda espécie (incluindo budistas, teosofístas e seguidores do vedanta) começaram a aparecer em Fiume aos bandos. A festa não acabava nunca. Toda manhã, do seu balcão, D&#8221;Annunzio lia poesia e manifestos; toda noite havia um concerto, seguido por fogos de artifício. Nisso se resumia toda a atividade do governo. Dezoito meses mais tarde, quando o vinho e o dinheiro haviam terminado e a frota italiana finalmente apareceu e arremessou alguns projéteis contra o Palácio Municipal, ninguém tinha energia para resistir.</p>
<p>D&#8221;Annunzio, como muitos anarquistas italianos, voltou-se mais tarde para o fascismo &#8211; na verdade, o próprio Mussolini (o ex-socialista) seduziu o poeta para este caminho. Quando o poeta percebeu o seu erro já era tarde: já estava muito doente e muito velho. Mas o Duce mandou matá-lo de qualquer modo &#8211; foi empurrado de um balcão &#8211; e o transformou num &#8220;mártir&#8221;. Quanto a Fiume, embora não tenha a seriedade de uma Ucrânia ou Barcelona liberadas, provavelmente pôde nos ensinar mais sobre certos aspectos de nossa busca. Ela foi, de certo modo, a última das utopias piratas (ou o único exemplo moderno), e também, talvez, algo muito próximo da primeira TAZ moderna.</p>
<p>Acredito que se compararmos Fiume com a Paris revolucionária de 1968 (e também com as insurreições urbanas da Itália dos anos 70), assim como com as comunas contraculturais americanas e suas influências anarco-New Left, poderíamos notar certas similaridades, tais como: a importância da teoria estética (cf. os situacionistas) e o que poderia ser chamado de &#8220;economia pirata&#8221;, viver bem, do excedente da super-produção social &#8211; e até mesmo a popularidade dos uniformes militares coloridos; o conceito de música como transformação social revolucionária; e, finalmente, um certo ar de impermanência que compartilham, de estarem prontos para seguir em frente, mudarem de forma, mudarem-se para outras universidades, topos de montanhas, guetos, fábricas, &#8220;aparelhos&#8221;, fazendas abandonadas, ou até mesmo para outros planos da realidade. Ninguém mais tentava impor uma ditadura revolucionária, seja em Fiume, Paris ou Millbrook. Ou o mundo mudaria, ou não. Enquanto isso, continue na estrada e viva intensamente.</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 12:41:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[FRACASSAR É PRECISO!!!!!
Acabei de ler uma entrevista do Saramago dizendo uma coisa que muito me incomoda Tb.
Hoje quem quer ser realmente bom??? Simplesmente bom????
Hoje o necessário é triunfar e exigir da vida mais do que ela é.
Afinal o q nos leva a continuar neste vida, apesar das derrotas, das perdas e das poucas vitorias
. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>FRACASSAR É PRECISO!!!!!</p>
<p>Acabei de ler uma entrevista do Saramago dizendo uma coisa que muito me incomoda Tb.<br />
Hoje quem quer ser realmente bom??? Simplesmente bom????<br />
Hoje o necessário é triunfar e exigir da vida mais do que ela é.<br />
Afinal o q nos leva a continuar neste vida, apesar das derrotas, das perdas e das poucas vitorias<br />
. O que é esse impulso suicida que nos leva ir até o fim da linha?? Num post anterior sobre Bukowyski fala mais ou menos sobre isso quando ele quando subiu num berçario viu aquele centenas de recém-nascidos ali, atrás daquele vidro, chorando. Sem parar. Esse negócio de nascer. E de morrer. Cada um na sua hora. A gente chega sozinho e vai-se embora do mesmo jeito. E a maioria passa a vida sem ninguém, assustada e sem entender nada. Uma tristeza indizível tomou conta de mim. Vendo todas aquelas vidas que teriam que morrer. Que primeiro se transformariam em ódio, em crime, em nada. Nada na vida e nada na morte.<br />
E Martin do perplexo vai mais longe a loucura é caso clínico e não traz glória. Mas o fracasso, amigos, o fracasso, a derrota humana têm um esplendor profundo e imaterial que eu admiro. Admiro intensamente os que fracassam, os que perdem. O fracasso é infinitamente preferível à vitória. Quem perde, ganha uma angústia metafísica, uma compaixão existencial. Merece respeito. E merece ainda mais respeito se perde de propósito, se é um perdedor nato e intencional. Os vencedores aborrecem-me, escandalizam-me, oprimem-me. Não exalam uma única vergonha, um único constrangimento, uma única incerteza. E são cinicamente inverossímeis no seu brilho estudado e elefantino. Meias da cor dos sapatos, sapatos da cor das calças, cuecas da cor da gravata. Uma voz segura, um perfil de estátua. Os vencedores sabem o que dizer, o que fazer, o que esperar. E permanecem sempre os mesmos, aconteça o que acontecer. Se tivesse coragem, digo-vos que fracassaria com afinco todos os dias. É muito mais saudável perder do que ganhar. Ganhar é um luxo, uma embriaguez fácil, uma descaracterização. Fracassar não é nada disso. Fracassar é muito mais difícil, muito mais exigente e muito mais conservador do que ganhar. É a única utopia conservadora em que eu acredito: a utopia do fracasso. Tenho há muito tempo esta certeza e não me peçam para explicar: o mundo será melhor no dia em que for universalmente feito de fracassados.</p>
<p>abraços &#8211; fellini</p>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 13:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fellini ?</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Das Coisas que me interessam &#8211; Parte II

FODA-SE
Foda-se! Esta é a frase que mais ouvi em minha vida. Quando nasci, prematura, fui apartada de minha mãe e colocada em uma incubadora &#8211; FODA-SE &#8211; murmurou satisfeita minha irmã, louca de ciúmes, por não ser mais o centro das atenções.
Ainda menina, levaram-me para estudar balé com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-51" src="http://blig.ig.com.br/serabenedito/files/fodase.JPG" alt="fodase" width="314" height="400" />Das Coisas que me interessam &#8211; Parte II</p>
<p><img src="http://serabenedito.blig.ig.com.br/imagens/fodase.jpg" alt="" /></p>
<p>FODA-SE</p>
<p>Foda-se! Esta é a frase que mais ouvi em minha vida. Quando nasci, prematura, fui apartada de minha mãe e colocada em uma incubadora &#8211; FODA-SE &#8211; murmurou satisfeita minha irmã, louca de ciúmes, por não ser mais o centro das atenções.</p>
<p>Ainda menina, levaram-me para estudar balé com uma professora de renome internacional. D. Vera, assim chamava-se, brindava-me com aulas especiais pois reconhecia um talento nato em minha pequena figura &#8211; FODA-SE &#8211; disse o pediatra, ao proibir-me de dançar. Alegava, do alto de sua empáfia, que a poeira levantada pela profusão de sapatilhas só faria desencadear minha bronquite asmática.</p>
<p>Matriculada aos quatro anos no colégio de freiras, era perseguida pelas colegas mais velhas e pelas irmãs de caridade &#8211; FODA-SE &#8211; gritavam sem dó nem piedade, ao surrarem-me sistematicamente. As primeiras, por me considerarem um &#8220;bezerro desmamado&#8221; , sempre a chorar. As freiras, por simples impaciência, frente ao meu despreparo infantil.</p>
<p>Na adolescência, todas colegas usavam e abusavam da maquiagem, namoravam e davam beijo de língua. Experientes e enturmadas adotavam um dialeto próprio<br />
para se referir à ereção dos namorados:<br />
- Ontem eu vi Aurora!<br />
Eu, que era a mais nova da turma, obrigada por ordem materna a andar de cara lavada, não tinha namorado e perguntava, ingênua, o que significava Aurora -<br />
FODA-SE &#8211; gargalhavam as meninas, debochando da minha ignorância e marginalizando-me por ser pura demais.</p>
<p>Com 18 anos, ao fazer vestibular para Biologia, depois de ter passado com facilidade pelas provas mais difíceis, abandonei a última delas. Quis, com isso, tornar patente meu amor extraordinário pelo namorado ( o primeiro), reprovado logo de início &#8211; FODA-SE &#8211; xingou o dito cujo, ao esbofetear-me<br />
com violência, por não tê-lo deixado me desvirginar.</p>
<p>Ainda jovem, na faculdade, apaixonei-me por meu melhor amigo, que veio a ser meu primeiro homem &#8211; FODA-SE &#8211; riu-se ele sarcástico, rodando como trunfo minha calcinha na mão, ao trocar-me pela feia herdeira de um rico fazendeiro de sua terra natal.</p>
<p>Quando mulher, já diplomada em Biologia, apaixonei-me por meu chefe, homem mais velho e casado &#8211; FODA-SE &#8211; esbravejou ele, quando fui obrigada a abortar nosso filho. Em hipótese alguma admitia abandonar a pobre esposa.<br />
Afinal, ela era sua companheira, sempre o apoiara, principalmente na época do dinheiro curto.</p>
<p>Aos 35 anos, casada por carência e amizade, com um homem com idade suficiente para ser meu pai (complexo de Electra assumido), fui obrigada a acompanhar de perto a degeneração de sua personalidade, pela instalação de uma arteriosclerose precoce &#8211; FODA-SE &#8211; maldisseram as amigas invejosas.<br />
Quem mandou dar o golpe do baú? Agora segura o tranco!</p>
<p>Viúva, na idade da loba, caí nas garras de um farsante, mau caráter, que namorei na Internet &#8211; FODA-SE &#8211; cuspiu ele, ao dar-me um chute na bunda, depois de apoderar-se de todos os bens que meu marido me deixara. Velha, perto de morrer, resolvi passar minha vida a limpo. Ouço, repetidamente e com impressionante nitidez, todos os FODA-SE com que fui<br />
brindada até hoje. Agradeço a deferência e faço questão, em nome de uma reciprocidade um pouco tardia, de brindar todos aqueles que, de uma forma ou outra, me desfeitearam.<br />
Assim sendo dedico a vocês, meus queridos, minhas últimas palavras:<br />
- FODAM-SE!</p>
<p>(texto Barbara Amar)</p>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 19:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fellini ?</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
BUK-VELHO SAFADO-MORREU SEM ME EXPLICAR ESSAS COISAS DIREITO!
DAS COISAS QUE ME INTERESSAM- PARTE I
Bukowski é um dos meus escritores favoritos. militante contra a hipocresia teve a vadiagem transformada em arte. deixo aqui alguns dos seus fragmentos.Portanto remexa essa sua bunda gorda do sofá, vai ler alguma coisa que presta na vida e mergulhe na confusão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-46" src="http://blig.ig.com.br/serabenedito/files/buk.JPG" alt="buk" width="300" height="400" /></p>
<p><strong>BUK-VELHO SAFADO-MORREU SEM ME EXPLICAR ESSAS COISAS DIREITO!</strong></p>
<p>DAS COISAS QUE ME INTERESSAM- PARTE I</p>
<p>Bukowski é um dos meus escritores favoritos. militante contra a hipocresia teve a vadiagem transformada em arte. deixo aqui alguns dos seus fragmentos.Portanto remexa essa sua bunda gorda do sofá, vai ler alguma coisa que presta na vida e mergulhe na confusão peixe!!!!</p>
<p><img src="http://serabenedito.blig.ig.com.br/imagens/bikowski.jpg" alt="" /></p>
<p>&#8220;&#8230;sabia que tinha alguma coisa fora do lugar em mim. Eu era uma soma de todos os erros: bebia, era preguiçoso, não tinha um deus, idéias, ideais, nem me preocupava com política. Eu estava ancorado no nada, uma espécie de não-ser. E aceitava isso. Eu estava longe de ser uma pessoa interessante. Não queria ser uma pessoa interessante, dava muito trabalho. Eu queria mesmo um espaço sossegado e obscuro pra viver a minha solidão. Por outro lado, de porre, eu abria o berreiro, pirava, queria tudo e não conseguia nada. Um tipo de comportamento não se casava com o outro. Pouco me importava.&#8221;</p>
<p>&#8220;Quando ando no meio de outras pessoas não me sinto bem. O que elas falam e o intusiasmo que demonstram nada têm a ver comigo. O mais curioso é que justamente quando estou na companhia delas é que me sinto mais forte. Me vem a idéia seguinte: se podem existir só com esses fragmentos de coisas, então eu também posso. Mas é quando estou sozinho e todas as comparações se reduzem a mim mesmo contra a história, contra o meu fim, contra as paredes, contra a minha própria respiração, que começam a ocorrer coisas estranhas. Sou um sujeito evidentemente fraco. Experimentei ler a bíblia, os filósofos, os poetas, mas para mim, de certo ponto, erraram de alvo. Ficam falando de uma coisa completamente diversa. Por isso há muito tempo desisti de ler. Encontro um pouco de conforto na bebida, no jogo e no sexo, e dessa forma me assemelho bastante a qualquer membro da comunidade, da cidade e do país; a única diferença é que não tenho o menor interesse em &#8220;vencer&#8221;, constituir família, ter casa própria, um emprego respeitável etc e tal. Portanto, lá estava eu: sem ter nada de intelectual, de artista; nem tampouco as raízes redentoras do homem comum. Me sentia dependurado com uma espécie de rótulo indefinido e muito receio, sim, que isso marcasse o início da loucura.&#8221;</p>
<p>&#8220;O que eu queria era uma caverna no Colorado com provisões e bebidas para três meses. Limparia a bunda com areia. Qualquer coisa, qualquer coisa que me fizesse parar de afundar nessa existência tediosa, trivial e covarde.&#8221;</p>
<p>&#8220;Me alegrava não estar apaixonado e não estar de bem com o mundo. Gostava de me sentir estranho a tudo. As pessoas apaixonadas, em geral, se tornam impacientes, perigosas. Perdem o senso de perspectiva. Perdem o senso de humor. Ficam nervosas, tornam-se chatas, psicóticas. Podem virar assassinas.&#8221;</p>
<p>&#8220;&#8230;entrei no elevador e subi para ir olhar no berçário. Devia haver uma centena de recém-nascidos ali, atrás daquele vidro, chorando. Sem parar. Esse negócio de nascer. E de morrer. Cada um na sua hora. A gente chega sozinho e vai-se embora do mesmo jeito. E a maioria passa a vida sem ninguém, assustada e sem entender nada. Uma tristeza indizível tomou conta de mim. Vendo todas aquelas vidas que teriam que morrer. Que primeiro se transformariam em ódio, em crime, em nada. Nada na vida e nada na morte.&#8221;</p>
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		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 19:57:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fellini ?</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
INFORMAÇÃO NÃO SE PEDE. SE TOMA!!!!

Quando a midia ainda insiste em ignorar debates sobre o copyright/copyleft, a revista sesc deste mes tenta jogar luz sobre a &#8220;propiedade intelectual&#8221;&#8230;lembro que quem tem a edição original da obra de oswald de andrade no seu romance invenção ta lá &#8220;&#8221;Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado em todas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-49" src="http://blig.ig.com.br/serabenedito/files/copyleft1.png" alt="copyleft1" width="225" height="300" /></p>
<p><strong>INFORMAÇÃO NÃO SE PEDE. SE TOMA!!!!</strong></p>
<p><img src="http://serabenedito.blig.ig.com.br/imagens/copyleft11.jpg" alt="" /><br />
Quando a midia ainda insiste em ignorar debates sobre o copyright/copyleft, a revista sesc deste mes tenta jogar luz sobre a &#8220;propiedade intelectual&#8221;&#8230;lembro que quem tem a edição original da obra de oswald de andrade no seu romance invenção ta lá &#8220;&#8221;Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado em todas as línguas&#8221;..isso em 1933..ainda até hj a frente do seu tempo..o mesmo que fez sua alma gemea Burroughs que linko aqui sua receita de Cut Up&#8230;que no fim é a mesma coisa, né não!!!<br />
&nbsp;<a href="http://www.rizoma.net/interna.php?id=128&amp;secao=colagem" title="http://www.rizoma.net/interna.php?id=128&amp;secao=colagem" target="_blank">http://www.rizoma.net/interna.php?id=128&#8230;</a><br />
como diria o bom selvagem : Só me interessa o que não é meu.lei do homem.lei do antropofago&#8221;</p>
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