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24/05/2009 - 10:23

Seminário – Humanismo

Najara, Jéssica e Vanessa,

Segue abaixo um texto referente ao assunto acima. Leiam com atenção e façam um resumo.

SEMINÁRIO

 

 

O QUE É O HUMANISMO?

 

 

Sumário:  Humanismo – Atitude humanista – Exemplos de humanismo – Novo Humanismo ou humanismo universalista – Documento do Movimento Humanista

 

 

Humanismo é toda a posição que sustenta os valores definidos pela atitude humanista, e toda a atividade prática de compromisso com esses valores, a saber:

 

1) colocação do ser humano como valor e preocupação central.

2) afirmação da igualdade de todos os seres humanos.

3) reconhecimento da diversidade pessoal e cultural.

4) desenvolvimento do conhecimento por sobre o aceite como verdade absoluta.

5) afirmação da liberdade de idéias e crenças.

6) repúdio da violência.

 

Em poucas palavras, podemos dizer que estamos diante de um humanismo quando se afirma que o mais importante é o ser humano e que todos os homens são iguais, inclusivamente no seu direito de partilhar idéias e crenças diversas.

 

A atitude humanista, por sua vez, mais do que uma perspectiva teórica é uma “sensibilidade”, um “modo de sentir” pelo qual me situo perante os outros reconhecendo-lhes a sua intenção e a sua liberdade, ao mesmo tempo em que assumo o compromisso de lutar contra a violência e a discriminação, sempre que com elas me deparo.

 

Há um humanismo empírico, que se dá na prática, sem especial fundamento histórico ou filosófico. Esse é o caso claro e quotidiano de se exercitar simplesmente a atitude humanista.

E há diferentes casos de humanismo filosófico: o humanismo cristão (de Maritain); o humanismo marxista (de Bloch, Shaff, Garaudy, Mondolfo, Fromm e Marcuse, inspirados nos textos da juventude de Marx); o humanismo existencialista (de Sartre)…

 

Antes, temos o humanismo histórico, processo que começando em Florença (Itália) no final do século XIV, desemboca no Renascimento e expande-se por toda a Europa. Durante este período, incentivou-se a preocupação pelo genericamente humano e pelos descobrimentos das coisas humanas, daí o grande impulso que tiveram a arte e as ciências. Por outro lado, enquanto se produziam mudanças econômicas e nas estruturas sociais da época, os humanistas tomavam consciência desse processo, davam-lhe direção, gerando-se uma catadupa de produções nas quais se foi perfilando essa corrente que ultrapassou o âmbito do cultural e acabou por pôr em questão as estruturas do poder em mãos da Igreja e do monarca. Porém, depois das revoluções americana e francesa, começou essa declinação em que a atitude humanista ficou submersa.

 

Temos também o humanismo teocêntrico, que põe no centro a divindade (por exemplo, o humanismo cristão) e o humanismo antropocêntrico, que põe no centro o Homem excluindo toda a perspectiva teísta e definindo a natureza como o meio sobre o qual se deve exercer um poder ilimitado.

 

O humanismo universalista ou Novo Humanismo, ao invés, partindo da posição central do ser humano não descarta as posturas teístas. Por outro lado, considera a natureza não como um meio passivo, mas sim como uma força que interactua com o fenômeno humano, afirmando a necessidade de desenvolver uma ecologia social que preste atenção ao impacto humano sobre a natureza tanto como à melhoria das condições de vida dos seres humanos.

O humanismo universalista sustenta que em todas as culturas, no seu melhor “momento” de criatividade, a atitude humanista impregna o ambiente. Assim, repudia-se a discriminação, as guerras e, em geral, a violência. A liberdade de idéias e crenças ganha um forte impulso, o que motiva por sua vez a investigação e a criatividade na ciência, arte e outras expressões sociais. O Novo Humanismo propõe um diálogo não abstrato nem institucional entre culturas, mas sim o acordo em pontos básicos e a mútua colaboração entre representantes de diferentes culturas, baseando-se em “momentos humanistas” simétricos.

O Novo Humanismo tende à modificação do esquema de poder, com o objetivo de transformar a estrutura social atual, que se dirige para um sistema fechado em que predominam as atitudes práticas e os “valores” teóricos do anti-humanismo.

O ideário geral do Novo Humanismo está plasmado no Documento do Movimento Humanista, onde se definem as posições que os participantes no Movimento sustentam no momento histórico atual.

 

Os membros do Movimento Humanista propõem um humanismo que contribua para a melhoria da vida, que faça frente ao fanatismo, à exploração, à discriminação e à violência.

Num mundo que se globaliza aceleradamente e que mostra os sintomas do choque entre culturas, etnias e regiões, propomos um humanismo universalista, plural e convergente, no meio da diversidade.

Num mundo que cada vez mais se submete aos ditames do capital financeiro internacional, capital que se concentra mundialmente endividando Estados e empresas e asfixiando as pessoas através do crédito, realçamos o valor do trabalho. Propomos a participação do trabalhador na gestão e decisão nas empresas, assim como o reinvestimento produtivo dos lucros de forma a gerar novas fontes de trabalho.

Num mundo manejado por dirigentes corruptos que, respondendo apenas aos grandes interesses que os financiam, não duvidam em traír quem lhes votou logo após serem eleitos, os humanistas lutam por uma democracia real que transforme a prática da representatividade priorizando a consulta popular, o plebiscito e a eleição direta de candidatos. Ao mesmo tempo, propõem leis de responsabilidade política, para que todo aquele que não cumpra o prometido aos seus eleitores possa ser submetido a julgamento político e destituído do seu cargo.

Num mundo em que se desestruturam os países, as instituições e as relações humanas, impulsionamos um humanismo capaz de produzir a recomposição do tecido social.

Num mundo em que se perdeu o sentido e a direção da vida, equacionamos a necessidade de um humanismo apto para criar uma nova atmosfera de reflexão na qual se não oponham já de modo irredutível o social ao pessoal nem o pessoal ao social. 

 

Autor: sxho@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:


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