Hospitalidade – visão global
Ano de 2012 e a Copa, as Olimpíadas etc…….
E, o termo passa a ser “Hospitalidade diferenciada”. Ou seja, mais do que simplesmente atender/acolher bem o cliente, você terá que fazer um atendimento especial. Atender bem as pessoas no geral, saber lidar com cada situação distinta. E ainda, não causar um indesejado desgosto às vítimas, no caso de pessoas extremamente conservadoras. Então, pensei: -Qual será o verdadeiro significado da palvra “Hospitalidade”. Com certeza os melhores especialistas vão dizer: – É preciso acolher bem o cliente,mas não como fazemos comumente, talvez, antecipar mentalmente ou via telepatia imaginar as diversas situações e acolher o cliente dá melhor forma possível como ele espera ser atendido. Mas será que é só isso mesmo? Claro que não. O que me fez refletir sobre esse assunto foi um contato que mantive pela internet com uma amiga. Pedi a sua opinião e ela me deu. Então, decidimos fazer um brief a partir da experiência da sua vida. Ela mesma propôs essa pequena tarefa, aos poucos ela foi me mandando o material/ texto por e-mail, e eu fui colocando no formato, li várias vezes e ai, decidimos publicar no blog porque percebemos que tinha tudo a ver com a Hospitalidade se for vista no modo geral. Não está ligada diretamente a área de estudo da Hospitalidade, mas tem a ver um pouco com a forma como lidamos com as pessoas, como fazemos a Gestão de Pessoas. Este artigo não foi revisado por um especialista gramatical, então no decorrer do texto vocês vão encontrar os tais erros gramaticais que falo. Leiam, reflitam e tentem concluir quais são os verdadeiros sentidos da palavra “Hospitalidade” e depois mandem os comentários. Um forte abraço Susan Segue abaixo o texto pronto.
São Paulo, 01 de janeiro de 2012.
QUERO DEDICAR A TODAS AS PESSOAS QUE AINDA COMO EU ACREDITAM NO SEU PRINCIPE ENCANTADO. ELE NÃO VEM MONTADO SOB UM CAVALO, MAS DEUS DÁ UM JEITINHO DE TRAZÊ-LO. MUITAS VEZES ACREDITAMOS NO FALSO AMOR, É PRECISO DAR VALOR A QUEM REALMENTE NOS AMA, E VOCÊ VAI VER QUE A VIDA VAI TER UM OUTRO SENTIDO. EM ESPECIAL, À MINHA FAMÍLIA QUE ME APOIA MUITO, AS MINHAS AMIGAS E AMIGOS QUE SÃO FIÉIS ATÉ HOJE. SEJAM BEM VINDOS AO PALCO DA VIDA… O SHOW VAI COMEÇAR…
Todos os nomes foram trocados para manter sigilo absoluto, me baseie em um fato real, algumas partes foram alteradas também a pedido da própria e das pessoas envolvidas.
O SHOW DA VIDA NAS ONDAS DO MAR – só para mulheres, mas se algum homem quiser fazer parte desse conto, pode entrar, mas tem que fazer jus a… O inusitado sempre nos oferece o inesperado e sentir friozinho na barriga é gostoso. Por que decidi colocar esse título? O que tem a ver com a minha vida? Tudo. Eu sempre surfei conforme o som da música, do mar e da vida, nunca planejei qualquer tipo de coisa. Quando eu era ainda criança sempre dizia para a minha mãe que queria ser isso ou aquilo, na medida em que eu ia crescendo fui mudando de opinião, e até mesmo no cursinho eu não tinha ainda definido o que prestar, tudo sempre aconteceu de imediato na minha vida. Contrário as outras opiniões de que planejar é melhor, sempre fiz o que tinha vontade, o que vinha na minha cabeça. Tudo de repente…
APRESENTAÇÃO
Gostaria apenas de expressar alguns pensamentos próprios sobre a vida, o que ela tem me ensinado até agora. Quero compartilhar com todos as minhas experiências, os meus aprendizados, com o mundo, as minhas tristezas, angústias, e as pessoas, e os animais com quem eu tive contato. Pode ter certeza que hoje eu deito sobre o travesseiro e consigo respirar aliviada e dormir em paz. Mas será que vamos conseguir dormir em paz com tanta violência? Parece ser impossível. Sempre gostei dos animais, tenho alguns deles em casa. E o que já vi na rua é chocante. Então, a mensagem que deixo aqui é: os animais são como nós humanos, eles sentem dor, choram, ficam tristes, sofrem de depressão, tem doenças, ficam doentes e é muito triste vê-los serem judiados pelos humanos. O mar é um mistério sempre gostei de ir a praia, apesar da minha pele pálida não aparentar ser de uma freqüentadora assídua de praia, como qualquer ser humano normal, amo a praia, gosto de ficar horas andando sob a sua extensão, admirando o som e ouvindo a quebra das ondas do mar. O som de dentro das conchas. Adoro catar conchinhas no chão de areia. Pássaros voando sob a minha cabeça e pessoas caminhando ao vento. Quando eu era ainda menina, por volta dos meus treze anos ganhei uma prancha do meu pai, e viajávamos nos fins de semana para a praia, e aproveitava para aprender a surfar, primeiro foi em cima da areia, não tinha muito jeito para isso, mas simulava estar surfando sob o mar. Depois de uns três meses de constante tentativa, consegui pegar algumas ondas, mas eram pequenas. O rústico sempre me chamou atenção, as praias, a erosão, a calma dos lugares a simplicidade, tudo isso me atraiu e ainda atrai muito. Sempre sonhei em morar na praia e viver num local onde houvesse caiçaras e pessoas mais simples. Com menos problemas. Quero conhecer a Polinésia Francesa, as pessoas de lá, aprender a falar francês, comer comida típica de lá, surfar bastante, pegar uma onda não tão gigante, mas grande. Durante essa minha jornada eu conheci “n” tipos de pessoas, normais, loucas, enfermas, artistas, músicos, de todo tipo que você possa imaginar. Mas nenhum deles chegou a me afetar, digo, influenciar a agir daquele jeito. É claro que me espelho em algumas pessoas, escritores, famosos, artistas e até pessoas comuns. Quando freqüentei o curso de teatro, aprendi lá que a gente tem que ser feliz, extravasar. Só assim você vai encontrar o verdadeiro caminho da felicidade. A vida não é bela, mas enfrentando desafios, passando fome, sem dinheiro, você entende melhor a vida. A minha rotina é comum igual à de uma pessoa normal. Sem muito exagero ou ataque de estrelato. Gosto também de ajudar pessoas, não sou muito religiosa, mas o meu mentor é Dalai Lama. Já li livros a seu respeito e sinto que devo agir da mesma forma, mas como vivemos num país totalmente instável, a gente tem que andar conforme a música. Não é fácil lidar com as pessoas. Principalmente, quando elas não querem entender e não fazem questão alguma de entender. Estudar a gestão de pessoas foi o meu maior desafio, eu tive que sair para fazer pesquisa de campo, ai você se depara com uma série de “pessoas”, coisas, essas das quais eu falo, meio problemáticas, mas depois me veio na cabeça, será que eu também sou vista da mesma forma? Às vezes temos um entendimento errado das coisas, então agora, eu me pergunto, sou normal? Somos normais? Os espíritas têm um jeito legal de ver a vida, não sei bem explicar, mas acreditam na reencarnação e na vida pós-morte, as pessoas vão para um outro plano, mas continuam a viver. É bem complicado, mas interessante. O Felício é espírita, e tem uma filosofia de vida bem legal, igualmente a mim, ele gosta de ajudar pessoas, animais, se preocupa com a natureza. Ele aceita e vê a vida da mesma forma como eles vêem. É impressionante como ele fala de tudo isso…Ele aceita facilmente as mudanças, de qualquer tipo, gosta de desafios, sejam eles bem difíceis ou arduamente articulados, consegue atingir facilmente os seus objetivos. Como já falei, gosto de ajudar pessoas também. Já andei noites afora, levando comida, roupas e colchões para os mendigos, pessoas solitárias, o difícil foi lidar com os drogados, com os traficantes que lideram a comunidade carente. Fui lá não só nos dias normais, mas natal e ano novo também. Querem saber o que senti? Alivio de poder colocar a minha cabeça no travesseiro e ter uma noite extremamente agradável. O Felício já fazia esse tipo de trabalho voluntário, então não foi difícil unir as atividades que chegaram depois da nossa união. As esferas municipais, estaduais e federais, não têm culpa alguma e dever algum de salvar todas essas pessoas. É preciso que as pessoas sejam mais unidas para ter uma força maior e assim, tentar acabar com a fome e a miséria. Esse é o meu ponto de vista, nada de ficar culpando os políticos, nós podemos mudar a realidade de outras pessoas e isso se chama solidariedade. Vamos gerar mais ONGS… As diferenças existentes entre os homens e as mulheres tornam-se cada vez maiores. É preciso acabar também com essa indiferença, intolerância e preconceitos. Acho que se isso diminuir, as pessoas vão conseguir ser mais feliz e mais tolerantes consigo mesmas. Já vi tanto homem bater em mulher, agredir com violência e sempre acaba em morte. Por que não diminuir essa estatística? O que está acontecendo com os homens e com as mulheres? Por que de tanta ignorância? Uma amiga minha foi morta a facadas pelo marido porque ela simplesmente é bonita e chama a atenção dos homens. Ela morreu por causa do ciúme do marido? Só por causa disso? É motivo para ser morta? Já presenciei também homem morrer por amor, um conhecido meu, morreu por que amava realmente a noiva dele. O caso aconteceu da seguinte forma: o rapaz era ainda estudante e conheceu obviamente a noiva quando ele ainda estudava, eram colegas de sala, apenas isso. No começo era amor aqui, ali, depois ficaram noivos, por aproximadamente quatro anos, resolveram se casar depois de alguns anos. Tiveram dois filhos. Ai, o casamento começou a cair na rotina, ele ficou desempregado. E ela a esposa dele começou a tratá-lo com uma certa indiferença, arranjou um amante, começou a voltar tarde da noite para casa. Sempre arrumava desculpas para ficar no trabalho. Ai, um dia ele foi até lá e descobriu a traição da esposa. Não pensou duas vezes se atirou na frente do ônibus em desespero e teve morte instantânea. Até hoje ela se culpa pelo que aconteceu. Outro caso que acho lindo é dos meus queridos amigos de infância: Tadeu e Angélica. Éramos todos vizinhos. As Casas eram umas coladas nas outras. Era um bairro pequeno. Vivíamos na rua, depois que voltávamos da escola nos reuníamos para jogar bola. Éramos em seis. A rotina era a mesma todos os dias. Mal estudávamos ou fazíamos lição de casa. Não sei como conseguimos passar de ano…mas então, continuando, crescemos todos juntos e quando estávamos entrando na adolescência, por volta dos treze anos, começamos a nos interessar pelo namoro, pelo proibido. O Tadeu começou a namorar a Angélica. Fazíamos todos os seis pares de namorados. Foi assim até os nossos quinze anos, algumas famílias mudaram para outro bairro, mas a Angélica e o Tadeu permaneceram lá também, como eu permaneci. Acompanhamos de perto tudo. Veio o namoro, noivado e casamento. Eles eram um casal perfeito. Brigas?qualquer casal briga, mas conseguiam se entender. A vida deles lembra bem o caso Romeu e Julieta, um amor meio proibido porque os pais se preocupavam com eles, mas no final deu tudo certo. O Tadeu é parecido com o Felício, uma pessoa amável, sabe o que quer, pé firme no chão, educado, não era ciumento, não sofria doença alguma. A Angélica, um pouco parecida comigo, também uma pessoa batalhadora, persistente, determinada, humilde, de caráter, solidária, altruísta e sempre alegre. Foi um outro casal que continua ainda unido. Os filhos cresceram, casaram e têm também filhos, netos.. vive uma vida tranqüila e são muito felizes. Um outro lugar que adoro e continuo a visitar é o lar dos ANCIÃES. Conhecidos como lar dos velhinhos, adoro levar frutas, mimos e muito carinho. Lá a vida aprece ser mais leve. Apesar da maior parte dos familiares não visitares os seus entes queridos, eles vivem felizes, com os seus companheiros e o amor dos funcionários e voluntários que lá aparecem para levar um pouco de amor a eles. O centro dos ALCÓOLICOS ANÔNIMOS também é um outro lugar que me faz sentir bem. Todos os alcoólicos que realmente saem em busca de ajuda saem de lá curados. Mas é preciso muita garra para continuar a lutar pela vida, pela família. Mas vale a pena visitar. É uma lição de vida. O Centro de ZOONOSE é um lugar triste, não gosto de ir até lá. Já fui duas vezes levar dois filhotes de cachorro que foram abandonados pelos seus próprios donos. Não gosto de lembrar. É um lugar triste que me faz constantemente chorar. O Zoológico é um lugar para você ir visitar porque precisa espairecer. É tem que ser assim, senão você não se diverte. Os veterinários de lá são um amor. Quando você consegue programar a sua visita com um monitor, dá para alimentar os bichos, vale a pena conferir. Divirtam-se. O GRAAC ajuda as crianças com câncer a se recuperarem da dor, do sofrimento, de tudo. É difícil lidar com a diferença e voltar para casa bem. Parei de reclamar das coisas que temos, mas que não sentimos satisfeitos por tê-los. Acho que não enxergamos que temos uma vida quase perfeita. Não dá para viver em paz, sem criar problemas, enxergar dificuldade onde não existe? Esse ainda é um desafio que eu ainda vou ter que estudar muito para desvendar. E foram os meus amigos, e amigas que me incentivaram a escrever e relatar tudo o que eu já vi, experimentei, e ainda, tudo o que eu não consegui experimentar. também A vida vai ser uma constante luta para aqueles que ainda carregam muitas dúvidas. Os meus pais a essa altura estão com orgulho de mim. Certeza? Não tenho, mas eles são a prova real de que eu estou escrevendo certo por linhas tortas. Muitas coincidências aconteceram e continuam a acontecer, mas somos nós escrevemos o nosso próprio destino. Quem sabe em Marte, se lá existir vida… será mais uma estória para contar…
PARTE 1 Os meus pais são super tranqüilos, flexíveis, abertos a conversas. Fui criada de maneira correta, aprendi desde cedo que o importante é ter caráter. Não importa se eu sou inteligente, se tenho habilidades suficientes para desenvolver tais assuntos, naquela época o mais importante de tudo era ser eu mesma, querer fazer o bem, sem ter qualquer tipo de preconceito. Então, desde pequena eu gostava de ajudar as pessoas, quando via uma criança indefesa logo partia em direção a sua defesa. Eu sempre queria ser a líder da turma. Quando tinha que dividir brinquedo ou boneca, eu fazia sozinha, ditava as horas e tudo mais. Até quando comprávamos doces, eu dividia para todos. Foi sempre assim até os meus 12 anos de idade. Eu gostava muito de subir em árvores e comer jabuticaba, naquela época era comum encontrar a fruta, também gostava de catar amoras silvestres. Eu morava em uma pequena vila, e toda a vizinhança era legal, era difícil entrar em discussão. Os meus pais trabalhavam fora o dia inteiro e eu ficava com uma babá. Eu sou a filha do meio. Minha irmã mais velha já gostava de ficar sozinha, não gostava de brincar com as outras crianças e o meu irmão menor ficava o tempo todo jogando bola com os amiguinhos da escola. Estudávamos perto, a escola ficava praticamente na mesma rua. Sempre estudamos em escola particular, os meus pais faziam questão de oferecer uma boa educação. Tivemos uma boa base familiar, a minha festa de quinze anos foi inesquecível. Quem diria, naquela época era raridade fazer festa de debutante. Consegui reunir as minhas amigas de infância e foi uma festa em tanto. Muita música, dança, agitação, foi realmente inesquecível. Minhas primas não tiveram a sorte que eu tive, algumas ainda moram no interior e vive uma vida mais simples do que a minha. A adolescência foi uma fase muito boa que eu tive, gostava muito de freqüentar altas festas, salões de beleza, carros importados, foi realmente uma fase marcante. Hoje em dia, é comum ver jovens tendo a mesma vida de luxo. Mas, confesso que eu não tenho saudades de tudo que tive, mesmo tendo de tudo ainda sentia alguma necessidade de carinho, não era escassez de material, mas de amor. Eu só não sabia que tipo era: de amor, familiar, amizade, ou compromisso. Apesar de naquela época ter muitos amigos, amigas, colegas, etc….. Com o tempo, fui crescendo e os meus interesses foram mudando, o luxo já não mais me interessava. Dia dezoito de janeiro de 1987. A lista da faculdade com os nomes dos aprovados tinha acabado de sair, já estava fixado na parede da cantina do colégio e eu, estava super ansiosa para ver o meu nome registrado nela. Não acreditei!!!!!!, mas estava lá: Sara Van Lee. Pedi para um rapaz me beliscar. _ ai, doeu! Para cara! Já vi o meu nome! Mas foi você quem me pediu, droga! Como toda adolescente eu estava estressada, cansada e louca para ir embora para casa para contar a novidade. Mal podia esperar para pegar o ônibus. ☼ Eu estava voltando para casa com um pedaço do jornal, daquele onde constava o meu nome, sim, tinha rasgado para guardar de lembrança. Tenho até hoje, que exagero!!!!!! Tenho um baú onde guardo muitas lembranças, fotos que roubei de alguém, pedaços de jornal, roupas, maquiagem, brinquedos, as bonecas antigas que eu brincava, objetos doados por alguém, roubados de alguém, enfim, o que você podem imaginar que existe lá dentro. A sala de aula de um cursinho está sempre cheia, tem nerd, vagao, esforçado, intelectual, o chato que fica amolando as meninas, o interessado que não aprende nada, todo tipo de gente que você possa idealizar. Tive poucos namorados e no cursinho eu era meio encrenqueira adorava disputar, paquerar os mais saidinhos e os mais bonitinhos. Namorei o Rafael, o Sérgio, e o Gyorgy. Já não era mais virgem. Perdi aos quatorze anos com um amigo francês que estudava comigo. Não foi bom porque não sabia de nada. Nunca falamos de sexo em casa. Aprendi na escola com as minhas amigas. O Rafa é intelectual demais para o meu gosto vivia sempre na frente do computador, baixinho e gordinho gostava de ficar me enchendo o saco para aprender a mexer no computador… hoje, sei que ele trabalha como jornalista em um famoso jornal… o Sérgio continua solteiro, um nerd, adorava vídeo games, alto, magro mas muito inteligente, ficava o tempo todo me corrigindo, trabalha em uma editora que cria jogos de computador. O Gyorgy terminou a faculdade de artes e trabalha no bar quiosque do pai dele. Ele era um encanto de pessoa, mas muito orgulhoso. Freqüentei o cursinho por um ano e conheci muita gente diferente. O que me fez ter certeza de escolher Psicologia, era engraçado, mas me via vestida de jaleco branco dentro de um consultório e um divã. Gostava de outras áreas também, como por exemplo, publicidade e propaganda, direito, artes cênicas, moda, mas não sei bem porque acabei optando por lidar com pessoas. Sempre convivi com pessoas, de diferentes tipos e espécies, caráter, qualidade… Conheci pessoas muito conservadoras que não aceitam o novo, vivem da forma como foram criados, conheci também pessoas boas que só fazem o bem e esquecem que tem família, conheci pessoas solitárias que hoje moram na rua porque querem viver livres e sem problemas, conheci pessoas influentes que vivem no luxo e gostam de dinheiro, ou seja, jogam muito dinheiro fora, conheci pessoas famosas que fazem parte do elenco de uma rede de televisão, essas eu conheci no curso de teatro que freqüentei há algum tempo atrás, conheci pessoas carentes de amor, carentes de aprendizado e carentes porque não tem família. São pessoas como nós que tem vida, mas não tiveram tanta sorte como as pessoas comumente têm. Isso tudo me fez ter uma outra visão do que é ser gente e algum dia eu ainda vou terminar o meu curso de Psicologia. A minha primeira formatura aconteceu no antigo colegial, hoje corresponde ao ensino médio. Naquela época eu só me preocupava no vestido que eu ia usar. A turma toda estava muito empolgada, e só se falava em festa de formatura. Lembro que foi muito bonito. A festa aconteceu no ginásio de um clube. Ela estava toda enfeitada com luzes do tipo discoteca, naquela época lembrava a novela Dancing Days. É bem antiga, não é? Pois é, continuando, fiquei o dia inteiro no salão, parecia que eu ia casar, mas era apenas uma simples festa. O meu vestido era todo de cetim, na cor violeta, o sapato forrado na cor preta, a maquiagem leve, o cabelo em formato de rabo de cavalo com mousse no topete da franja… Ah! Purpurina no cabelo e nos braços, naquela época, era também moda…. ficamos dançando até as 4:00 da manhã. Ainda tenho todas as fotos.
PARTE 2 Quando criança eu aprontava muito, tive uma infância difícil. Como já disse anteriormente, gostava de liderar a turma, gostava de manipular as outras crianças, e quando conseguia o que queria me sentia feliz, satisfeita. Até hoje, eu sou um pouco assim. Se não consigo o que quero logo fico brava. A minha irmã mais velha já é diferente: ela é mais quieta, mais tímida. Minhas primas são todas conservadoras, de difícil aceitação, apesar de levarem uma vida mais simples, eu sempre falo para elas que isso é ruim. Às vezes é preciso ser mais tolerante e mais flexível e dependendo da situação, você tem que abaixar a cabeça e dizer, tudo bem. A vida nos leva a caminhos diferentes e quando você cai no chão tem que aprender a se levantar sozinha. Então a minha dica é não seja tão cabeça dura quando receber uma crítica. Tente analisar e se precisar, mude, mude para melhor. Sempre fui levada da breca e sempre fui muito namoradeira. Acho que sou até hoje…o importante agora, é viver o presente, porque o futuro será fruto uma parte do presente, e uma parte do passado, então se preocupe em planejar, para futuramente colher tudo aquilo que você plantou no passado e no presente. Não esqueça da lei da continuidade. Ainda tenho contato com as minhas amigas da infância e muitas delas estão casadas e trabalhando. Amigos homens? Sim. Todos eles os seis que ainda tenho contato estão solteiros e procurando a sua cara metade, mas eles não querem casar, mas querem morar junto e dividir as despesas e só. Pelo perfil do orkut, eles continuam a expandir muito charme… Festas sociais? Ah! Sempre convivi bem com elas, não sinto falta. Foi até um pouco estafante, monótona. Hoje não sinto falta delas porque existe coisa melhor para se fazer e pensar. Festas são como a todas as festas comuns, rola muita briga, óbvio tem o seu lado bom para quem gosta de namorar, fazer sexo e beber. Mas acredito que não é algo essencial. Apenas prazeroso. A melhor parte é conhecer gente da classe A, você vê cada coisa…. fica sabendo de coisas, bem… é melhor não continuar. Sai correndo que nem uma doida em direção a cozinha, foram meses de estudo e finalmente, daqui a alguns meses serei uma grande Psicóloga! – mãe, pai, eu passei!!!!!!!!!!!!!!!!!! Liguei para todas as minhas amigas, de infância, do colegial, da balada, do cursinho, e todos compartilharam comigo essa alegria. Eu estava oito horas por dia de domingo a domingo, mal saía de casa para ir a praia ou cinema. Foram horas e mais horas de estudo. Tirava todas as dúvidas e usava muito o plantão de dúvidas para esclarecer as fórmulas de física, química e matemática, sinceridade? É o meu ponto fraco, odeio as matérias de exatas. Contrário as minhas amigas, elas amam estudar, estudar, estudar. Estava chovendo muito, era final do mês de fevereiro, já eram 7:00 horas da noite e a sala de aula estava praticamente lotada, não havia uma cadeira disponível, não conhecia ninguém, dei uma olhada em volta da sala e não vi um só rosto conhecido na minha sala. Toda sala de aula tem cheiro de novo, é não sei explicar, você sente que é novo. Tentei puxar papo com algumas pessoas que estavam ao meu redor, mas não pareciam ser sociáveis… todas as primeiras aulas de uma faculdade são parecidas, ou seja, ninguém conhece ninguém e ninguém quer puxar papo com ninguém, sem antes saber se vão se dar bem ou não durante o ano letivo. Têm também panelinhas, as amigas prestam vestibular na mesma faculdade e curso para ficarem juntas o ano inteiro.Ah! isso tem em muito. O professor que havia entrado na sala há pouco era alto, tinha os cabelos encaracolados, de cor preta e lembrava um pouco o Renato Russo por aparentar seriedade. A aula dele era sobre Introdução a Sociologia. A sala inteira estava em silêncio quando ele começou a explanação não se ouvia um pio. O nome dele era Fernando, mas para nós ficou como Nando. Ele era muito legal e sempre fazia gracinhas durante as aulas. Foi o único professor a abrir espaço entre os alunos. Ele era totalmente aberto a conversas. As demais matérias eram específicas, e bem interessantes. Mas tinha que estudar muito para entender qualquer coisa. Aliás, o curso de Psicologia é para quem realmente gosta da área. Entender Freud já é difícil, analisar um perfil, é bem mais complicado do que qualquer outra coisa. Mas todos estavam bem animados para aprender, também e era ainda o começo do curso. Os demais professores não chamavam atenção, eram praticamente pessoas comuns, mas o Nando…bom, cada um é cada um e todos pensamos diferentemente e mutuamente, é claro que diziam que ele era muito chato, mas como sabemos as opiniões variam. A Teka era uma outra professora também legal, meio nerd dava aula de introdução a Psicologia, metodologia I, as aulas eram bem dinâmicas e ela ficava brincando o tempo todo, e outro professor que também marcou bastante foi o Frank. Esse professor dava aula de gestão humana e ele era anormal, meio aloprado. Aliás, todos são assim. Ele gostava de dar aulas fantasiado. É, cada aula era diferente. Fiquei horas pensando sobre a possibilidade de fazer análise, sim, análise. Qualquer aluno do curso de Psicologia sempre faz análise… dito e feito, a maior parte que eu conhecia e que era da turma do 2º ano já tinham feito análise e diziam que era muito bom. Mal podia esperar para ver, freqüentar uma sessão. Fiquei imaginando como seria fazer análise. Sentar num sofá e filosofar? Contar a verdade sobre a sua vida? Depositar culpa nos outros? Só na primeira sessão é que você vai descobrir… Os seis primeiros meses de estudo é sempre estafante, primeiro você se esforça, quando surti efeito, você se empenha e no final você está no limite, ai é o seu corpo que fala mais alto. Eu ainda fazia o curso de teatro e era complicado sair para fazer os testes e as apresentações também. Foi muito estafante. Continuei o curso até o final. Depois de formada passei a usar o nome artístico de kristen Barth. As apresentações das peças foram todas realizadas ao ar livre. Atuamos nas praças, nos parques, algumas realizadas nos shoppings centers, na parte dos brinquedos infantis. Tenho boas lembranças da época em que eu era feliz e não sabia muito. Se eu pudesse voltar alguns anos atrás faria talvez tudo melhor. Aproveitar a vida é viver a vida sem maldade. Mas desde que você faça o bem, faça tudo da melhor forma possível, sem esperar algo em troca. As minhas roupas e fantasias eu tenho ainda guardado até hoje. As fotos, estão todas registradas no meu álbum. O primeiro palco da minha vida foi montado em frente a minha casa, por coincidência. Estávamos todos ansiosos pela primeira apresentação do grupo, éramos em dezoito, cada um tinha um papel distinto, mas todas ligadas a uma trama central. A primeira peça foi uma comédia da nossa vida privada. A segunda foi montada em uma festa infantil, aliás, adorávamos trabalhar com crianças, elas são mais imaginativas do que os adultos e acabam imaginando o impossível, talvez o que exista no mundo da magia dos sonhos. Do conto de fadas. E ai, é mais interessante. A terceira peça foi numa festa de casamento, a noiva tinha resolvido registrar o encontro marcante do casal numa festa aberta a todos os familiares e amigos e as pessoas que contribuíram a esse sonho. Foi também inesquecível. A quarta peça, lembro foi na faculdade. No nosso segundo ano letivo, fizemos um palco grande e lá executamos vários papéis desde cantar até interpretar grandes artistas. E assim, foi a minha performance até a minha transferência para Ouro Verde. Durante esse primeiro ano letivo, fiz amizade com a sala inteira, embora participasse de uma turma de panelinha e sala do lado era do curso de Pedagogia e eu tinha muita amizade com as meninas dessa sala também e a maior parte dela eram mulheres. Eu adorava ficar perguntando sobre tudo, acho que eu era muito curiosa, e, ainda sou. A minha sala era mista. E falando em mista….. havia um rapaz em especial que chamava muito a minha atenção, não só minha, mas da sala; porém, acabei namorando ele, alto, esbelto, corpo atlético, branco, branco e quase loiro, eu disse, quase… Felício esse é o seu nome. Eu deveria falar sobre todos os outros alunos, alunas também, mas não sei bem porque o meu instinto pede para falar sobre as pessoas com quem tive amizade. Voltando ao Felício, ele estava sempre no meio das mulheres, mas eu não importava porque ele estava comigo. Ah! O Felício fazia parte da minha panelinha! Ele era de uma cidade litorânea e vinha todos os dias estudar em Sampa. A nossa turminha era composta pela Bruna e Tancredo, Olímpia e Cadu, Giordana e Sandro e é claro, eu Sara Van Lee e Felício. Éramos totalmente chicletes, ou seja, grudados mutuamente. Quando era dia de balada saíamos todos juntos, para comer, dançar, fofocar, só ficávamos separados quando voltávamos para as nossas devidas casas. É claro……. o Felício era um cara legal, todas as mulheres ficavam babando e até hoje, ficam babando e por esse motivo, eu não gosto de apresentá-lo as minhas amigas, principalmente as solteiras fogosas que correm atrás dos maridos das outras…… o Felício é muito simpático e logo faz amizades, ele é uma pessoa de fácil comunicação, então, eu fico me policiando para não dar qualquer brecha as outras. Tudo começou, bem, quero dizer, o nosso namoro começou no final do primeiro ano letivo, mais especificamente em dezembro, no natal, como o Felício não queria voltar para casa convidei-o para passar o natal em casa…ele ficou hospedado por uns três meses ao todo. Não dá para contar tudo o que aconteceu nesse período. Saímos bastante, namoramos o suficiente e transamos muito também. Como eu morava com os meus pais tinha que ir ao motel. Confesso que no início sentia muita vergonha, mas depois fui me acostumando. Foi quando começamos a namorar para valer a ponto dele falar com os meus pais também que queria casar logo depois de formado.Foi a princípio um presente, passei o final do ano praticamente em estado de choque porque a ficha não tinha caído ainda e demorei a acreditar que estava namorando aquele cara!!!!!!! Lindo!!!! Maravilhoso!!!!!!!!! Lá na escola eu era vista como uma garota muito oferecida, diziam que eu tinha rostinho de santa, mas que não era santinha…. vivia colada no Felício. Mas não me importava com nada. Naquela época falavam muito de mim. O Universo estava começando a conspirar a meu favor, é acreditem na magia do Universo. Quando desejamos acontece!!!!!! Foi tudo maravilhoso, como ele é muito simpático e amoroso, não tem como não gamar. Acho que ele é o único homem desse Universo que é legal, não consigo achar defeito, ele tem talento, faz tudo com carinho, não reclama, é dedicado ao que faz, com que ele está… sei lá, não consigo ver defeitos nele. Vocês a essa altura estão se perguntando porque eu falo muito em o Universo conspira a nosso favor, não é mesmo? Pois então, vou explicar, quando eu completei quinze anos conheci uma menina chamada Amile, ela veio do Irã. Os pais dela morreram cedo na guerra, ficou logo órfã aos quatro anos de idade, ela foi adotada por militares do exército e desde cedo começou a atuar na força militar de lá. Aprendeu a atirar aos nove anos de idade. Quando completou onze anos fugiu do Irã, conseguiu atravessar as fronteiras e chegar nos Estados Unidos, lá conheceu uma escritora que tinha acabado de sair de uma crise de depressão e ela começou a seguir essa escritora por onde ela viajava. Desde então começou a escrever livros. Depois de um ano veio ao Brasil e lançou um livro chamado de esperança nas borboletas. Esse livro fala do dia em que o Universo conspirou a favor dela. Tudo começou no dia anterior a sua fuga, ela viu uma estrela cadente e algumas borboletas passar por sob a sua cabeça, talvez tivesse imaginado ter visto algo passar. Subitamente, decidiu que tinha que fugir, foi tudo tão rápido e tão mágico que mal podia acreditar que tinha feito tal coisa. Ela passou então a acreditar na magia do Universo, naquela noite anterior a sua fuga, ela tinha rezado e pedido muito a Deus. Entendeu então que Deus tinha atendido ao seu pedido. Já no Brasil. Ela lançou esse livro na Bienal infantil, passei por lá por acaso e a vi sentada timidamente numa cadeira. Como não sabia se falava o nosso idioma, eu arrisquei algumas palavras em português, a princípio ela fez uma careta e então arrisquei algumas palavras em Inglês. Foi ai que começamos uma pequena amizade. É eu tenho o livro dela até hoje. Primeiro dia da sessão de análise. O consultório ficava numa alameda comprida, se não me engano Alameda Jaú. Próximo da Rua da Consolação. Lá fui eu toda contente pensando no que ia falar, mas quando cheguei no consultório, senti um frio na espinha. A sala era gelada, clássica e, a recepcionista usava um óculo bem exótico do tipo sou socialite. Demorou muito para eu entrar já tinha visto três revistas e nada. Quatro, cinco e finalmente, quando eu ia pegar a sexta revista à recepcionista disse: _ pode entrar, o Dr. Pablo vai atender a senhora! Quando entrei fiquei toda arrepiada o Psicólogo era careca, baixo, tinha um ar de intelectual, inteligente e que sabia exatamente o que eu estava pensando: _ pode sentar no divã! Seja bem vinda, me fale sobre você, sua família e o que te trouxe até aqui. Disse apenas que queria fazer análise, experimentar o inusitado. Era tantas sessões de análise que não sou capaz de totalizar quantas foram. Fazia três vezes a semana. Mas no final acabei falando de tudo, contei que tinha muitos problemas pessoais e que precisava de ajuda. Ele riu muito e disse: – vamos lá! O Dr. Pablo era legal, é legal porque ainda não morreu, aparentava ter uns trinta e sete anos e tinha um ar sério, mas era só aparência porque é brincalhão e tem um jeito de ver o mundo diferente. Ele é uma pessoa aberta, tem uma capacidade grande de analisar tudo e sempre tem uma resposta para tudo. E isso acabou me motivando a ser diferente, a ser mais tolerante e solidária, menos raivosa, menos comparativa, acho que me fez bem. Todo mundo quer ter uma vida boa, e isso acaba mexendo com a cabeça da gente. Sempre fui louca para ter tudo, mais do que os outros, ou seja, as outras meninas da minha idade. Roupas, sapatos, bonecas, materiais de escola, maquiagem, viagem, namorados, mesadas, etc…Quanto mais você tem mais quer ganhar. Aprendi que dinheiro significa dor de cabeça. Então, o melhor é pensar que a vida tem dessas coisas, tudo faz parte do aprendizado e é algo que vai te acompanhar pelo resto da vida. Pessoas, como lidar com elas, ah! Esse é o ponto, você tem que saber ouvir, tolerar, saber conversar no momento certo. É algo muito difícil, mas as pessoas têm a capacidade de fazer você ficar louca…. mas não se desespere. Tem solução….
PARTE 3 Convivi muito com pessoas de poder aquisitivo elevado, como já disse anteriormente, acho que isso influiu muito para que eu me tornasse também uma pessoa do mesmo interesse, graças a Deus, consegui me curar e hoje não penso tanto assim em ganhar mais e mais. Outra coisa que mexia muito comigo era a mania das pessoas de querer se meter na minha vida. Faça isso porque é bom. Vai lá porque é legal, compra isso porque é interessante, fala para ele fazer isso. Sabe como é, todo mundo se acha um pouco sabichona. Principalmente as mulheres. Fiz análise até o segundo anos letivo antes de começar a estagiar. O Pablo se transformou num grande amigo. Até hoje tenho contato com ele e quando me sinto frustrada, saio correndo a sua procura. Voltando ao segundo ano letivo, ele foi bastante promissor. Todos os alunos, por milagre ou não já estavam estagiando. O Felício e eu, por ironia do destino começamos a estagiar na mesma empresa de RH. Ele viajava todos os dias da sua cidade litorânea para Sampa. Já tinha conhecido a família dele também, descíamos para o litoral todos os finais de semana para ficarmos juntos. Saíamos bastante por lá. Eu tinha até a pele bem bronzeada por causa das nossas pequenas viagens para lá. Estava muito feliz e extasiada.O Universo então, tinha dado mais um jeitinho de nos unir. A empresa em que estagiávamos era cheia de problemas, as pessoas mais experientes e que trabalhavam lá há anos eram pessoas corruptas e ninguém se importava com isso. Os demais ficavam quietos, com medo de denunciar qualquer coisa e serem mandados embora. A empresa continuava em pé, mas não sabíamos até quando. Era uma empresa que atuava na área da comunicação. As pessoas influentes visitavam sempre os dirigentes da empresa e é claro negociavam corrupção, mas tínhamos que ficar calados. Apareciam semanalmente nos relatórios da empresa as diferenças na totalização do cálculo. Tinha sempre menos dinheiro na conta da empresa. Era uma empresa de médio porte e dinheiro era movimento constante. Mas no final, ela sobreviveu com a saída e aposentadoria de alguns deles. No começo do curso, a sala estava cheia, mas durante os anos que se passaram os alunos começaram a desistir e outros a mudar de curso por não se adequarem ao perfil exigido. Apesar da sala ter ficado um pouco apática os poucos que permaneceram no curso conseguiram se formar e se estabelecer na área. Tinha chegado o tão sonhado dia do juramento, da colação de grau, da formatura, mas nesse curso eu já não estava mais presente. Leiam mais adiante o que aconteceu… Seis meses depois, já estava levando o curso nas costas, já não me preocupava muito em tirar notas boas. Mas eu até que estava bem nas matérias. Contaram-me depois que a formatura tinha sido algo irreal. Os poucos que permaneceram tinham resolvido arrecadar todos os meses uma certa quantia em dinheiro para a festa de formatura. Graças a Deus conseguiram realizar a festa de formatura com direito a filmagem, bolo, vestido, carro de luxo, música ao vivo, viagem, e muita, muita bebida. A empresa que filmou tudo e providenciou as fotos é a Gala formatura que pertence a um dos filhos da família Setúbal. Foi tudo a mil maravilhas. A Bruna era minha melhor amiga, e ainda é. Ela era muito parecida comigo, gostávamos das mesmas coisas, de falar, de ensinar, ela era alta, loira, magra e chamava atenção dos homens por causa dos seus olhos verdes. O Tancredo era de estatura mediana, era baixo, gordinho, mas muito, muito inteligente e simpático. E acreditem namorava a Bruna… a Olímpia ao contrário não namorou o Cadu, mas brigavam muito, discordavam de tudo, eram opostos, mas dizem por ai que os opostos se atraem, então,….. a Giordana e o Sandro também não chegaram a namorar, mas eles ficaram juntos por um bom tempo, eu falei ficaram apenas juntos, interpretem como quiser… hoje em dia, dizem que são apenas bons amigos, acreditem se quiser…. o professor Nando continua ainda lecionando na faculdade, mas ganhou uma certa promoção e hoje é Diretor Acadêmico do centro de Psicanálise da faculdade. A mim, o segundo semestre foi meio chato. Porque não tinha novidades. Eu quase não participei das saidinhas da turma. Fiquei muito ligada no lance do estágio. Fim do segundo ano letivo. No ano seguinte fui transferida para outra sede da empresa e o Felício tinha ficado em Sampa. Os pais do Felício eram muito legais, tinham um ar juvenil e davam muito apoio ao nosso namoro, aos estudos e ao trabalho. É uma família unida, mas a única que saí totalmente do perfil é a Janaina, mãe solteira por três vezes até hoje, freqüenta a sessão de Psiquiatria de um hospital para complementar o tratamento que faz até hoje. Ela é irmã mais jovem do Felício, ele tem um outro irmão mais esse é normal, que também é gente boa. Seu nome é Cléber. Casou-se com a minha melhor amiga de trabalho e hoje tem um casal de gêmeos. O nome da minha amiga é Rebecca e seus dois filhos são Caio e Marcos. Estão trabalhando muito no Bar que abrimos há pouco e somos ainda sócios de tudo. Bom, voltando a transferência de cidade, a cidade era de Ouro Verde. Cinco horas de viagem, tive que me mudar. Foi um baque deixei família e o Felício. Aí, pensei: “ser ou não ser?” essa é a questão. Um dilema que carrego até hoje por não ter feito diferente. Perdi um bom tempo da minha vida aceitando desafios e a felicidade só chegou até a mim, porque o Universo deu mais um jeitinho. A proposta inicial de transferência era de permanecer lá em Ouro Verde por cinco anos, mas depois tudo acabou diferente tive que me mudar definitivamente. Fui, experimentei o novo. Foi um chororó e só na despedida da rodoviária. O Felício chorou muito e não tinha se conformado com a mudança, mas depois aceitou numa boa. O que é bom, dura pouco… tinha acabado de assumir o cargo de Analista de RH Senior e as minhas responsabilidades eram tantas que mal podia viajar aos fins de semana. Fiquei meses sem voltar a Sampa. Mal falava ao telefone com o Felício. Tinha esquecido também de trancar a faculdade. No final não consegui abonar as faltas, as provas estavam pendentes e as aulas eu tinha perdido praticamente todas ….. uma confusão. Porém, a minha turminha continuava animada, mesmo sem a estrela principal. Eu saia bastante em Ouro verde porque não tinha nada para fazer em casa e sozinha, então tinha que me aliar à turma da empresa. Eles eram legais, a maior parte era masculina, aliás, eu sempre me dei bem com a ala masculina. Então, continuando, fazíamos altas festas nos apês, é claro que revezávamos os lugares para não cair na rotina. Sentia falta da turma da faculdade, mas não podia me arrepender, senão poderia cair na depressão. Tinha noites que eu não saia e ficava a noite inteira chorando de raiva. Mas com o tempo fui me recuperando. Mas jamais esquecia dos meus amigos, apesar de não mais ter contato com eles. A cidade de Ouro Verde é pequena tem poucos habitantes, na rua principal tem um banco, uma pequena vendinha, tem um só museu, um cinema, e lojinhas, podia contar nos dedos. Mas sobrevivi bem. Tinha duas faculdades particulares, uma escola municipal, um clube local, o rio Paraupé corta uma outra cidade chamada Platina, não havia problemas de assalto e podíamos deixar o portão da casa aberto. Toda a vizinhança ficava nas janelas de suas casas observando o movimento, e qualquer novidade, todos corriam para a praça fofocar. Foi o meu caso, quando cheguei em Ouro Verde foi uma fofocada e só. Fiquei sabendo pela dona que alugou a casa para mim. O Felício vivia desanimado, e triste. Faltava muito nas aulas. Com o passar dos meses fomos perdendo contato, no final do quarto ano eu já tinha perdido muita coisa da faculdade e não tinha mais jeito de voltar e tentar recuperar o atraso, então, tinha decidido abandonar o curso. Mas quando eu voltei a Sampa, não consegui mais notícias da turma ou nem do Felício. Conformei-me com toda a situação e retornei novamente para Ouro Verde. E assim, continuamos cada um até o final do quinto ano, a turma toda se formou e eu continuei a minha vida pacata em Ouro Verde. No ano seguinte, voltei a Sampa, mas foi tudo em vão. Fiquei dias procurando todos, mas não consegui nem um contato. O Felício já estava namorando, os meus amigos trabalhando em algum lugar e eu começando uma nova vida com o Mauro. Não me senti intimidada com o medo, sabe aquele medo de mudar, de tentar experimentar o novo ou de talvez, ter escolhido o incerto pelo certo, ou coisa parecida? Então, não sei bem explicar, mas não senti medo algum em conhecer o Mauro. Eu já estava trabalhando em Sampa, mas numa outra empresa. E eu tinha acabado de prestar vestibular em outra faculdade particular. Desta vez, tinha decidido terminar. Foram cinco anos e alguns mais, para terminar as especializações na área. Dias longos esses, mas finalmente consegui terminar. Seria o dia da minha formatura? Da tão famosa e cogitada colação de grau? Sim!!!!!!!! O vestido era lindo, da cor vinho e os cabelos, tinha decidido fazer baby liss. Os cachos longos. A maquiagem a mais suave possível. Sapatos altos e família a tira colo. Á propósito adoro a cor vinho. Vai ser sempre a minha cor preferida. Foi tudo maravilhoso! O Mauro era meu chefe e gostava muito de artes. Tinha resolvido estudar e largar o seu trabalho, dois anos depois eu tomei a mesma decisão e juntos fomos trabalhar numa Entidade Filantrópica. A família do Mauro tinha todos os filhos problemáticos, a família é grande, então não dá para falar de todos, mas vou falar de alguns deles. O Mauro era o único que parecia normal, o outro irmão dele era adotado, quando ele nasceu foi abandonado no lixo, o nome dele era Emerson. O outro irmão dele o mais novo não parava em casa e não fazia nada, não queria saber da vida e sequer de trabalhar. A irmã do meio queria ser modelo e não queria saber de nada. O pai dele era doente crônico e a mãe dona de casa. Às vezes fazia um bico aqui e ali para sustentar a família. Com o tempo um dos irmãos acabou sofrendo um acidente e morreu. Então, os únicos que permaneceram normais, sustentam a casa. O Emerson que foi adotado por eles, casou e tem um casal de filhos e trabalha como autônomo é dono de uma loja de vídeo locadora. Está feliz e bem. . O Mauro, é bem, ficamos juntos por alguns anos e depois de uma traição nos separamos. Vou contar mais adiante… Durante essa nossa nova jornada na Entidade filantrópica viajamos muito, fomos para a Espanha, Inglaterra, Bélgica e França atrás de recursos e patrocínios para essa entidade. Conseguimos algumas, e até hoje, e o sustento dessa entidade é garantido por nós através da doação nacional e também de doação internacional. Tinha aproveitado também para fazer intercâmbio cultural, eu e o Mauro ficamos hospedados em uma casa de família bem legal. Saíamos quase todos os dias para estudar e para passear também. Era uma época boa. Apesar de tudo ser muito caro, digo, roupas, comida, e os ingressos dos locais, como shows, museus, teatros, etc, mal percebíamos que estávamos gastando muito. Tivemos até que arranjar alguns bicos para pagar a nossa estadia na casa em que havíamos ficado. Boas lembranças…lavamos muito prato em restaurantes, passamos muita roupa nas lavanderias, lavamos muito carro, e até fizemos muita pizza. Fora às horas que gastamos lavando os banheiros dos hotéis….. As alunas e alunos fazem um curso direcionado ao mercado atual dos hospitais. O emprego é 100 % garantido anualmente através das parcerias concebidas a essa entidade. As aulas são ministradas de segunda a segunda e os professores são todos formados e recebem o seu salário de acordo com a jornada de trabalho estabelecido pelo MEC. O registro é aprovado pelo MEC e segue as normas estabelecidas pelo mesmo. O estágio das alunas e alunos é remunerado, trabalham por volta de 8 horas semanais e no final são efetivados de acordo com as necessidade e aberturas de vagas. Algumas empresas de hotéis contratam também os nossos alunos (as). Todo ano é a mesma coisa, muita luta para fazer essas alunas estudarem, quem é que gosta de estudar? Alguns vão dizer, eu gosto, porém a maior parte não gosta, estuda porque precisa. E é isso que me faz ficar mais triste ainda. Mas tenho certeza de que um dia vou conseguir mudar essa visão.
PARTE 4 O Felício viajava muito e em cada lugar que ele aportava namorava alguém diferente e essa foi a sua rotina de vida por pelo menos vinte anos. Ele diz que deve ter filhos distribuídos por ai… mas nem ele sabe direito se tem ou não. Quando nos reencontramos, ele me disse que pedia todos os dias a Deus para me encontrar em algum lugar. Essa era a sua rotina. E ele ainda tinha esperança guardada no coração de que um dia iria me encontrar. E finalmente, esse dia tinha chegado. Eu não me casei com o Mauro até pouco tempo vivemos juntos e compartilhamos bons momentos da vida. Não tivemos filhos e nunca planejamos ter. Vivíamos a nossa vida de forma rotineira, trabalhávamos muito, mas vivíamos poucas horas juntos. Trabalhávamos muito para preencher o tempo perdido e para suprir as nossas carências diárias. Apenas isso. É difícil falar em sexo, porque quase não pensávamos sobre esse assunto, não fazíamos muita questão de falar sobre isso. Nesse meio tempo comecei a trabalhar em uma outra entidade filantrópica. Agora, já estava atuando em dois lugares. … mais ou menos vinte anos depois, o Universo resolveu conspirar mais uma vez, a nosso favor. Durante um passeio de escuna com as minhas alunas, percebi que havia alguém conhecido no barco, mas até então não lembrava da sua fisionomia, mas parecia ser alguém conhecido. Algo me incomodava muito, parecia que conhecia aquela pessoa, mas não sabia de onde… a coordenação de professores dessa entidade tinha incluído no currículo do curso uma aula prática e por coincidência tinha que ser um passeio pela orla marítima. Além de ter outras matérias mais específicas, essa foi inserida para aumentar o contato entre pessoas nos mais diversos e exóticos lugares já imaginados por nós. Já tínhamos feito vários passeios até então, mas nunca tinha percebido a sua presença no barco. Ele sempre esteve presente nos passeios. O passeio começa com a orientação quanto ao uso do colete de salva vidas, depois pela orla da cidade, a história do local, o barco passa por outras praias isoladas e próximas da orla, faz-se uma pausa para o banho no litoral, almoço e o passeio segue pela região até voltar ao início da seqüência. Sem esquecer da aula de primeiros socorros, natação, mergulho e pesca. O barco fica lotado com a presença das alunas, dos alunos, de outros turistas, a tripulação principal do barco, que é o mestre e mais dois marinheiros, exigência da Marinha Mercante. A professora é claro e o coordenador do curso. Naquela linda manhã, resolvemos todos ir ao passeio, subimos na plataforma e fomos recepcionados por um homem alto e era muito parecido com o Felício, ele tinha uma fisionomia que lembrava muito, mas naquele momento pensei, impossível. Coincidência????? Tentei esquecer. Durante o passeio tentei evitar falar com ele, mas a força do destino nos uniu novamente. Ele veio até a mim, e começou a falar…. ficamos um bom tempo batendo papo, quando descobrimos que já éramos amigos… é parece filme, mas não é, verdade… ironia do destino ou não, nos re-encontramos depois de vinte anos. Foi mais um baque, e esse re-encontro acabou fazendo com que o nosso relacionamento, ou seja, eu e o Mauro terminássemos. Foram meses de crise, ciúmes e muitas brigas. Porque eu e o Felício tínhamos começado uma nova amizade, não tinha como evitar. Os passeios programados pela entidade eram constantes, e a convivência passou a ser também constante. Mas resolvi estender a mão a uma nova chance de poder conhecer novamente o Felício. Porque ele sempre pareceu ser legal. Lembrei da Amile e pedi muito ao Universo que conspirasse mais uma vez a meu favor. Não sei dizer também se é sorte, só sei que hoje posso dizer que eu sou uma mulher muito feliz, encontrei a felicidade plena com uma pessoa que nasceu para ser a minha alma gêmea. O Felício é uma pessoa que me trata com muito amor, é cavalheiro, ele nunca demonstrou ter ciúmes, confesso que às vezes ele cobra de mim mais tempo, porque eu gosto de ajudar a pessoas e sempre acho um tempinho para preencher esse espaço, e não sobra tempo para ele. Ele se dedica totalmente a mim. Faz tudo por mim, ele demonstra amor nas suas atitudes, no seu jeito de falar, de pedir, de orientar de se expressar, não sei bem explicar, ele é sincero, fala o que pensa, sabe se comunicar bem, fala com clareza, e isso me fez mudar também, hoje eu consigo analisar bem a situação antes de falar, parece um conto de fadas. Saímos muito, dividimos o nosso tempo precioso com muita dedicação e vontade. Ele sabe compartilhar cada pedaço e momento da vida. Sem cobrar nada de volta. E aprendi que quando alguém gosta muito da gente tem que dar mais valor. É assim, que você se sente mais feliz. É como eu realmente me sinto. Amada e feliz. Ele nunca me cobrou retorno das coisas que faz e já fez por mim. O Felício é uma outra pessoa. Uma metade que me faltava, mas o destino já estava escrito nas estrelas. Ele é o homem da minha vida, então acreditem na magia do Universo, rezem para que ela possa efetuar as suas mágicas. Eu me casei recentemente com o Felício e nós temos uma linda filha chamada Bianca. Ele me completa e vice-versa. Na cama ele é um verdadeiro homem, só tenho algumas dúvidas ainda, acho que o Felício é um pouco viciado em sexo, talvez para suprir as suas carências daquela época em que nos separamos e cada um foi para um lado diferente da vida. Nunca conversei com as minhas amigas casadas sobre esse assunto, se é normal transar quase todos os dias… Fica aqui a minha dúvida no que diz respeito à vida de casada??????? E, mais um assunto que poderíamos abordar. Tenho certeza de que não teríamos tempo suficiente para discutir esse assunto por ele ser muito extenso. O casamento foi a principio realizado no cartório da cidade onde ele nasceu, foi uma cerimônia simples armada pelos nossos amigos mais íntimos. Cléber e Rebecca. Depois nos casamos recentemente na igreja também de lá. Mais uma vez, foi realizado pelos nossos amigos mais íntimos. Cléber e Rebecca. Eu não sabia de nada. Não tinha preparado vestido e nem dia da noiva, fui levada às cegas. Só depois, um pouco antes da cerimônia fiquei sabendo do casamento. E foi uma loucura. A igreja estava lotada de gente conhecida de Sampa também. Minha mãe, pai, irmão, irmã, primas, etc…… postei algumas fotos no meu orkut. Muita decoração, flores, mesas, doces, bolos, amigos, amigas, parentes, boas lembranças. Só senti falta dos bichanos. Parecia uma adolescente. É, o Cleber e a Rebecca vão ser os nossos amigos eternos. Amigos e parentes eternos. Muita gente me pergunta: – se isso não é muita sorte, ou exagero de sorte? E eu respondo: – acho que mereço porque me dedico, eu me esforço em ser uma pessoa cada vez melhor. Não sou perfeita, mas quero atingir um certo grau de excelência dentro da minha vida que me faça sentir mais feliz do que já sou. Em cada dia da minha vida, eu tento me espelhar em algo para me sentir satisfeita, com tanta coisa ruim acontecendo no mundo é difícil viver e não se preocupar com o amanhã. Não é todo mundo que pensa assim, a maior parte das pessoas ainda, são egoístas. É só ver o noticiário do dia e do mundo para termos a certeza que as pessoas precisam ainda aprender muito para então o mundo tentar ser um pouquinho melhor. Hoje conseguimos reaver todos os nossos amigos da faculdade e é uma satisfação plena. O Mauro está se recuperando de uma forte depressão, se bobear ainda vai se casar com uma mulher que é maravilhosa, Bruna? Coincidência? Graças a Deus somos grandes amigos. É, o amor existe de verdade. Mas tem que merecer, nunca cobre da sua pessoa amada o favor que você fez a ela algum dia da sua vida.
FINAL “a felicidade é um sentimento constante, não é dinheiro, casamento, paz, saúde, e nem prosperidade, ela não tem valor simbólico e nem monetário”. É preciso buscá-la. Só saberemos se ela é verdadeira ou não, quando conseguirmos sentir a satisfação plena. Se alguém vier até você e pedir uma chance, dê a ela o valor o reconhecimento porque a magia do Universo volta em dobro. A distância não separa o amor, mas o esquecimento fere e mata a alma. Viva e seja feliz. Talvez essa seja a fórmula verdadeira da felicidade. Saber viver. Espero que essa mensagem lhe ajude a refletir e a re-ver as suas atitudes com as outras pessoas e que a partir de hoje você seja uma outra pessoa. Nada me abala mais, só o fim do mundo, para onde correr, o que levar para comer, o que estocar, como vai ficar os animais, as pessoas, se as pessoas que são solitárias e vivem na rua, não tem para onde fugir, o que dirá de nós no amanhã… Essa é uma questão que ainda eu não vou conseguir responder. Entre outras inúmeras que ainda existem por ai…
BOA NOITE!!!!!!!
Autor: sxho@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:



