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08/11/2011 - 02:19

Há tempos são os jovens que adoecem

Toda mudança começa pelas lutas da juventude. A juventude é o motor de uma sociedade e o relógio da revolução dos tempos. O século 20 tem varios exemplos disso. Hitler subiu ao poder apoiado fortemente pela juventude do Partido Nacional, os nazistas. Nesse caso, foi uma mudança, drástica, para o mal. Mussolini, por sua vez, teve uma legião de fanáticos seguidores jovens na Itália. Ambos, Adolf Hitler e Benito Mussolini arrastaram o mundo para a segunda guerra mundial, com resultados por todos sabidos.
Os jovens nas ruas fizeram a revolução dos costumes no final dos anos 1960, e esse movimento transformou o mundo no que é hoje. Queda de ditaduras, fim de guerras sangrentas, revolução sexual, entre tantas.
E nas ruas os jovens brasileiros exigiram a democracia com eleições diretas para presidente e também derrubou o presidente louco e mauricinho, Fernando Collor de Melo.
Mas, o recente episódio da invasão da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) faz a historia se repetir como comédia. E mais cômica ainda a repercussão dada pela mídia em geral, repercutindo um movimento tosco, sem sentido e errôneo por parte de uma minoria de estudantes que reivindicam a (acredite) saída da Polícia Millitar das dependências da universidade, e pelo que consta, para não atrapalhar o sossego da moçadinha que quer fumar sua maconha em paz.
Isso numa época em que reporteres cinematográficos morrem de tiro de fuzil no peito por parte de traficantes de drogas. Isso em uma época em que as populações menos abastadas clamam pela presença de policiais para evitar roubos em suas residencias.
Percebe-se claramente ao ver as imagens que se trata de um movimento minoritário, porque os invasores da reitoria não respeitaram a decisão da assembléia dos estudantes que deliberou pelo fim da ocupação, caracterizando-se assim em um movimento autoritário e antidemocratico. E também é facil notar que se trata de meninos abastados, com boa situação social, a ponto de passar dias dentro de um prédio que é de todos os estudantes exigindo coisas absurdas como esta.
Pena ver movimentos jovens caminharem nesta direção. Há que se dizer a eles que não há ditaduras a derrubar, mas existem diversas bandeiras para o movimento da juventude levantar, como questões ecológicas gravissimas e a melhora dos serviços de educação pública.
A juventude está doente. Deus nos proteja…

Autor: rogerio-zanetti-ms@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:


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