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12/04/2012 - 05:13

O outro lado da notícia

Esta semana duas notícias, entre tantas, me chamaram a atençao. Ainda ontem – quarta-feira, o cantor Luciano, dupla de Zezé di Camargo, foi hospitalizado em Londrina com suspeita de diarréia, acabou internando-se no Hospital do Coraçao (??) da cidade paranaense. Bastou a notícia pipocar, que a assessoria da famosa dupla sertaneja disparasse realeses tranquilizando os fãs, bem como o irmão Zezé pedir calma aos fãs pelas redes sociais. E ainda assim tem fã atormentado com a idéia da enfermidade de Luciano.
Dias antes, um menino de apenas 2 anos de idade foi internado em um hospital público em Belo Horizonte, MG, após sofrer uma queda. Na sequência, uma técnica em enfermagem cometeu um erro absurdo e o garoto, ao invés de ingerir um medicamento, acabou tomando ácido. Parece que ele sairá vivo dessa, felizmente, com algumas sequelas minimas.
Pois bem, lendo as duas notícias fiquei imaginando o contrário. Imaginem se o cantor Luciano trocasse de lugar com o pequenino Alan Breno Castro, a esta hora o país estaria vivendo momentos histéricos. Televisões, jornais, rádios e sites fariam plantão na porta do hospital esperando o próximo boletim médico. Fãs estariam chorando atrás do cordão de isolamento da tropa de choque da PM, com rostos pintados e faixas com todo tipo de declaração de amor e saúde para o artista enfermo. Sites já estariam preparando retrospectivas com as melhores imagens do cantor e a gravadora, rapidamente, já selecionaria faixas para um CD póstumo.. vai que o cara morra.
Porém, Luciano parece estar bem. E o menino Alan também. Felizmente para os dois. E infelizmente, casos como o do hospital da capital mineira são mais recorrentes que pensamos. E mais triste ainda, não há ninguém protestando em Belo Horizonte ou em qualquer parte do País para os graves caso de erros nos hospitais, principalmente os públicos. E a caravana segue.

Autor: rogerio-zanetti-ms@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/11/2011 - 02:19

Há tempos são os jovens que adoecem

Toda mudança começa pelas lutas da juventude. A juventude é o motor de uma sociedade e o relógio da revolução dos tempos. O século 20 tem varios exemplos disso. Hitler subiu ao poder apoiado fortemente pela juventude do Partido Nacional, os nazistas. Nesse caso, foi uma mudança, drástica, para o mal. Mussolini, por sua vez, teve uma legião de fanáticos seguidores jovens na Itália. Ambos, Adolf Hitler e Benito Mussolini arrastaram o mundo para a segunda guerra mundial, com resultados por todos sabidos.
Os jovens nas ruas fizeram a revolução dos costumes no final dos anos 1960, e esse movimento transformou o mundo no que é hoje. Queda de ditaduras, fim de guerras sangrentas, revolução sexual, entre tantas.
E nas ruas os jovens brasileiros exigiram a democracia com eleições diretas para presidente e também derrubou o presidente louco e mauricinho, Fernando Collor de Melo.
Mas, o recente episódio da invasão da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) faz a historia se repetir como comédia. E mais cômica ainda a repercussão dada pela mídia em geral, repercutindo um movimento tosco, sem sentido e errôneo por parte de uma minoria de estudantes que reivindicam a (acredite) saída da Polícia Millitar das dependências da universidade, e pelo que consta, para não atrapalhar o sossego da moçadinha que quer fumar sua maconha em paz.
Isso numa época em que reporteres cinematográficos morrem de tiro de fuzil no peito por parte de traficantes de drogas. Isso em uma época em que as populações menos abastadas clamam pela presença de policiais para evitar roubos em suas residencias.
Percebe-se claramente ao ver as imagens que se trata de um movimento minoritário, porque os invasores da reitoria não respeitaram a decisão da assembléia dos estudantes que deliberou pelo fim da ocupação, caracterizando-se assim em um movimento autoritário e antidemocratico. E também é facil notar que se trata de meninos abastados, com boa situação social, a ponto de passar dias dentro de um prédio que é de todos os estudantes exigindo coisas absurdas como esta.
Pena ver movimentos jovens caminharem nesta direção. Há que se dizer a eles que não há ditaduras a derrubar, mas existem diversas bandeiras para o movimento da juventude levantar, como questões ecológicas gravissimas e a melhora dos serviços de educação pública.
A juventude está doente. Deus nos proteja…

Autor: rogerio-zanetti-ms@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/09/2011 - 03:01

Depende de nós, quem já foi ou ainda é uma criança


Quando nasce um filho, renasce um adulto. E quando esses filhos crescem, o pai rejuvenesce. E quando alguém tem a felicidade de ter Isabela e Davi como filhos, ai então tudo isso se maximiza.
O grande desafio para as pessoas dos dias de hoje é criar filhos. Um tempo atrás, tinha-se 4 ou 5 deles, mandava para a (boa) escola de manhã, dava-se o alimento ao chegarem e depois bastava soltá-los no quintal e ver o dia passar, com um intervalo para um lanche a tarde. Esquecia-se da molecada, e gritava por eles na hora do banho, início da noite.
Nos dias atuais, a coisa complicou. Criar filho ficou mais caro, e os cuidados com eles devem ser multiplicados. Vivemos a época das informações rápidas e fáceis, mas também da violência banalizada, inclusive contra crianças.
Além disso, hoje se nota pequenos seres sendo criados como se adultos já fossem. Isso reflete na maneira com que se vestem, no linguajar que utilizam e na cultura que consomem, seja vendo novelas até tarde da noite ou ouvindo e cantando músicas que arrepia até adultos mais experientes. Tudo fácul, tudo banal, tudo forma de “compensar” (bota aspas nisso) o pouco tempo que os pais cada vez menos dedicam a eles com pequenos presentes contemporâneos.
Como renasci com a chegada dessa duplinha ai acima, tento ao máximo escapar dessa realidade. O que me encanta nessas crianças é que elas são…. incrível.. são.. são crianças.
Lamento perceber que as crianças dos dias atuais aprendem muito rapidamente a serem adultas. Gosto da fórmula antiga, e a cada dia procuro aprender a ser crianças com meus dois tesourinhos.
É só.

Autor: rogerio-zanetti-ms@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/08/2011 - 04:09

Só a música pode salvar o mundo


Grandes eventos artísticos, principalmente musicais, para arrecadar fundos para ações beneficentes não são grandes novidades. Eu mesmo trabalhei no domingo (01/07/2011), organizado pelo vereador Vanderlei Cabeludo. Denominado Vida Sertaneja Fest, em doze horas de sertanejo (haja atitude beneficente, então), conseguiu-se 5 mil quilos de alimentos, uma quantidade enorme de agasalhos e até dinheiro.
Não sei exatamente quando foi criada essa modalidade filantrópica unida à cultura. Mas, sei que ela se popularizou, e até virou mania mundial, a partir dos anos 1970, quando o ex-guitarrista dos Beatles, George Harrison, e o indiano Ravi Shankar organizaram o Concerto para Bangladesh, na tarde e na noite de 1 de Agosto de 1971 no Madison Square Garden, em Nova York, e foram assistidos por mais de 40.000 pessoas, com a intenção de ajudar os famintos do país asiático. O conceto arecadou no total US$243,418.51 que foi administrado pela UNICEF, fundo das Nações Unidas pelas crianças. Nesse evento também estiveram presentes Bob Dylan e Eric Clapton.
Pouco tempo depois, os Rolling Stones fizeram o Concerto Pela Nicarágua. A tragédia aconteceu em 1972, e o show dos Stones no ano seguinte. Mas, o grande evento dessa natureza, e que é referência até os dia de hoje foi o Live Aid, dois grandes show de rock, simultâneos, realizados em 13 de julho de 1985. O evento foi organizado por Bob Geldof e Midge Ure com o objetivo de arrecadar fundos para os famintos da Etiópia. Os concertos foram realizados no Wembley Stadium em Londres (com uma platéia de aproximadamente 82,000 pessoas) e no John F. Kennedy Stadium na Filadélfia (aproximadamente 99,000 pessoas). Alguns artistas apresentaram-se também em Sydney, Moscou e Japão.
O Live Aid também foi uma das maiores transmissões em larga escala por satélite e de televisão de todos os tempos, para 1,5 bilhão de espectadores, em mais de 100 países, e ao vivo. Muito provavelmente foi a maior reunião de grandes artistas de uma época em um unico evento. Pelos palcos do Live Aid desfilaram U2, Sting, Pretender, Simple Mind, RUM-DMC, Bruce Springsteen, Black Sabbath, B.B. King, Bryan Adams, Madonna, Eric Clapton, Judas Priest, Duran Duran, INXX, The Who, Phill Collins, Dire Straits, Queen e Paul McCartney, entre tantos.
Bob, o cara que pensou o evento, queria mudar o mundo. Queria salvar um país inteiro da fome. Não conseguiu, mas ajudou bastante. Para ele, aquela constelação de artistas era secundário. o que valia era quando se poderia arrecadar. Quase sete horas depois do início do concerto em Londres, foi informado a ele que o montante recebido não passava de 1,2 milhão de libras. Desapontado, se dirigiu à cabine de transmissão da BBC, depois da apresentação do Queen. E ali, ao vivo, Geldof deu uma entrevista que se tornaria célebre, na qual declarou: “Pessoas estão morrendo neste exato momento. Nos dê o dinheiro agora. Me dê o dinheiro agora”. O apresentador da BBC, David Hepworth, tentou então divulgar um endereço para onde as doações poderiam ser enviadas. Geldof o interrompeu, gritando “Foda-se o endereço, dê só o telefone, aqui está o número…”. Depois de sua aparição, as doações aumentaram para 300 libras por segundo, em doações pelo cartão de crédito.
O Live Aid não mudou o mundo. Mas mudou a madeira do mundo ver como a arte, a cultura, pode salvar o mundo. E eventos como este acontecem todas as semanas em todo o mundo, sempre com a intenção de ajudar quem mais precisa. Já é alguma coisa.
É só.

(Vídeo acima: Paul McCartney não queria se apresentar. Estava afastado dos palcos haviam 6 anos. O organizador do evento o convenceu dizendo que, com ele no palco, meio bilhão de pessoas a mais estariam de frente à TV. E ele topou cantar uma musica, Let it Be, e no momento de cantar, seu microfone falhou. E isto tornou o show ainda mais historico, porque o público cantou por ele.No meio da musica, sua “voz voltou”.)

Autor: rogerio-zanetti-ms@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/08/2011 - 05:04

Pode dar certo uma copa do mundo no país que nada dá certo

A copa do mundo é o maior evento do planeta. Um único esporte, que une bilhões de corações, tem mais capacidade de mobilizar pessoas do que, por exemplo, as olimpíadas, outro evento gigantesco.
O futebol é uma entidade privada. A organização que o controla com mão de ferro, a FIFA, tem mais países associados quê a propria ONU – Organização das Nações Unidas. As regras e leis que a FIFA determina são seguidas à risca por grandes confederações nacionais, clubes poderosos e ricaços e até por peladeiros de bairro das periferias de qualquer cidade no mundo.
A copa do mundo é o evento que, a cada quatro anos, traz para a frente das televisões até quem diz detestar futebol. Talvez a disputa entre seleções seja um dos poucos momentos em que disputa entre países são realmente levadas a sério, principalmente depois do fim da Guerra Fria. Ninguém gosta de perder um jogo de copa, principalmente rivais regionais como Brasil e Argentina, Inglaterra e França, Japão e Coréia, e tantos outros.
O Brasil – ou República Federativa dos Estados Unidos do Brasil, é o maior país da América do Sul e o quinto maior do mundo em densidade territorial, com 47% do território sul-americano. Tem mais de 190 milhões de habitantes nos dias atuais, e é banhado pelo Oceâno Atlântico. E é neste território de 9.372,614 km2 que vai acontecer a próxima copa do mundo de futebol, entre 12 de junho e 15 de julho de 2.014 (isso se o mundo não acabar mesmo em dezembro de 2.012).
Qualquer observador atento que se debruçar sobre os preparativos brasileiros para receber o mundial de futebol diria, rapidamente, que o evento aqui acabará em um fracasso retumbante. Obras atrasadas, licitações suspeitas, interferência política exagerada, vaidades exarcebadas, e tantas outras mazelas a contornar. Mas, historicamente, notaremos que, por aqui, não tem outra forma de se fazer as coisas. Ta bom, você pode dizer que estou com discurso conformista, mas, não, não é. Trata-se da mais pura realidade. Vivemos num País que, ao contrário da américa do norte e da maioria dos nossos vizinhos, foi colonizado por portugueses, que tinham neste imenso pedaço de chão nada mais que uma área a ser devastada e transformada em riquezas para o colonizador. Já no descobrimento, houveram sinais claros de nepotismo. A carta de Vaz de Caminha, comunicando El Rey sobre o paraíso descoberto, tem em suas entrelinhas, um pedido de emprego para os parentes do escrevinhador. Em seguida, a família real portuguesa se estabelece aqui apenas com uma fuga covarde de Napoleão Bonaparte, que andava enfezada com o rei comilão português. Foi nessa época que se criou o Banco do Brasil, tão somente como uma forma organizada de carrear recursos para ser enviado aos lusitanos.
E mesmo assim, desde então, as riquezas produzidas aqui são incontáveis. Para se ter uma idéia, o abusivo aumento dos impostos recolhidos da cachaça brasileira – basicamente a mineira, foi responsável pela quase total reconstituição da cidade de Lisboa, destruída por um violento terremoto no ano de 1.775.
Por aqui, a escravidão era mais que lei. Era um luxo. E o fim desta violência se deu mais por pressão dos ingleses e americanos do norte – que precisam vender suas máquinas produzidas a partir da Revolução Industrial, do que propriamente por questões humanitárias. E essa mentalidade, escravista, colonialista e egoísta ainda prevalece, principalmente na mente doentia dos que podem mais, economica e politicamente.
Porém, mesmo com este atraso cultural “dazelistes”, temos a mania de tudo acabar dando certo, ao final. Mesmo com jeitinhos e traquejos, o Brasil vem se destacando no cenário mundial, já batendo países extremamente certinhos e arrumadinhos. Por aqui detestamos padrões nórdicos e europeus. Abominamos chegar na hora certa, cortamos fila, não paramos no sinal vermelho… e mesmo assim, ainda temos gente de bem, afeita ao trabalho e que faz o país caminhar. Claro, temos muito que aprender e melhorar em termos de relações humanas, mas a ginga que nos faz o país do futebol também aparece nas coisas mais importantes e delicadas, como fabricar os melhores aviões médios do mundo, construir plataformas e explorar petróleo de qualidade, entre tantos.
O que quero dizer é que não teremos uma copa certinha. Não se fará os melhores aeroportos, em sua grande maioria. Não teremos os estádios ultramodernos em sua plenitude. Nosso sistema de transporte nas cidades sedes da copa ainda não serão adequados e como se estão planejando. Mas, mesmo assim, será uma copa inesquecível. E o turista que vem ao Brasil não verá, e talvez nem queria ver, um país perfeito. Somos o que somos em nossas imperfeições, e de alguma forma isso encanta o povo dos países totalmente certinhos. A copa vem ai. E talvez realmente ajudará a dar uma ajeitadinha a mais no nosso País. Ou não..
É só.

Autor: rogerio-zanetti-ms@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/07/2011 - 05:40

Quem te U.S.A. não te ama

Quando adolescente tinha uma camiseta com a inscrição que emprestei para o título acima. Eram os anos 1980, o Brasil acabara de sair da sanguinolenta ditadura militar e caminhava a passos lentos para a redemocratização, e ter ódio dos Estados Unidos da América era a palavra de ordem.
E haviam dezenas de razões para isso. Os ianques patrocinaram golpes de estado em toda a América Latina e nos impunha uma política econômica injusta, desigual e predatória.
Passados duas décadas, mudanças ocorreram. E não só na minha forma de ver o mundo e minha circunferência. Mudou-se significativamente o cenário político mundial. A guerra fria virou saudosismo de filmes de 007, o muro de Berlin ruiu e levou junto os antigos regimes da União Soviética e a China passa a assumir um papel decisivo no mundo – principalmente econômico. E para isso juntou a experiência político-centralizadora do pseudo comunismo de Mao Tse Tung com as regras mais duras do capitalismo.
E nos ultimos tempos algo mais novo ainda me surpreende ainda mais: a posição estratégica que o Brasil vem assumindo no mundo econômico. E esta semana li uma notícia no jornal Gazeta Mercantil – a Biblia dos economistas brasileiros, que me deixou de queixo caído. Os Estados Unidos têm grande dívida com o Brasil e, ainda mais “assustador”, endividado internamente, poderão nos dar o calote.
Isso, dez anos atrás, era para mim banana comendo macaco. Mas, na verdade, trata-se do novo cenário mundial, na qual o Brasil sai do eterno papel de coadjuvante e vira ator de primeiro escalão. Claro, nos falta muito, como corrigir a extorsiva política de juros e criar condições de melhoria para pequenos e médios empresários – quase sempre trabalhando com a faca na garganta tamanha quantidade de impostos e tributos, e esse é um dos desafios a serem encarados para, definitivamente, nos colocar no primeiro mundo. Mas, já é um bom começo.
E o que mais me surpreende, lendo os noticiários quase sempre negativo a respeito dos E.U.A. é que, ao contrário de anos atrás, não torço pela queda do império norte-americano. Ruim com eles, pior sem eles. Esse gigante país consome 70% da energia gerada no mundo, e produz apenas 30%. E esse é apenas um dos motivos para se atestar que a queda dos Estados Unidos também seria a queda do mundo, fato comprovado alguns poucos anos atrás com a crise imobiliária deles.
Não tenho mais a camiseta. Se ainda tivesse, não mais usaria. Hoje me preocupo com o bem estar de meus filhos, e sei que qualquer crise econômica mundial afetará decisivamente a vida dos pequeninos. Só resta então torcer para que políticos e economistas encontrem novamente o caminho do progresso e do desenvolvimento. Dos Estados Unidos e do Brasil.
É só. Até mais…

Autor: rogerio-zanetti-ms@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/07/2011 - 04:35

Errar é o mano

O que dizer sobre a desclassificação da Seleção Brasileira diante do “poderoso” Paraguay, pela Copa América? Talvez nada que você já não tenha lido ou ouvido.
Apenas acrescento que para jogar na seleção brasileira não precisa ser um craque, um gênio. O essencial é ter personalidade e compromisso. É ter vergonha de perder e vontade de ganhar. É saber que ainda existem mais de cento e cinquenta milhões de pessoas que deixam tudo para se juntarem de frente a um aparelho de televisão e gritarem o teu nome. É entender que para o brasileiro a sua seleção é quase uma religião.
E essa seleção está longe disso. São bons jogadores, alguns execelentes, mas longe de formar um time, uma equipe. E Mano Menezes não é, nem de longe, o treinador ideal. Ele daria um bom comentarista, cheio de teses futebolísticas e linguajar rebuscado, mas ainda é fraco. E incoerente, mantendo algumas figuras estranhas e facilmente substituíveis por atletas muito melhores. E para isso nem precisa ir aos que atuam na Europa, aqui mesmo no Brasil tem vários deles merecendo uma chance de vestir a amarelinha.
Alguns técnicos fracos (Mano foi campeão da segunda divisão e já virou comandante da seleção) já se deram bem. Acontece. Mas, dessa vez to achando difícil.

Autor: rogerio-zanetti-ms@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
13/07/2011 - 05:30

A todos que curtem o rock and roll, eu saúdo


Hoje é 13 de julho. Hoje é o dia do rock and roll. Hoje, é o dia de as pedras rolarem. Hoje é o dia se Satisfação. Hoje, meu amigo, a resposta está no ar. Hoje, 13 de junho, é de dia fumaça sobre as águas. Hoje, comemoramos o dia do delicado som do trovão.
E para comemorar, escolhi um som que todo mundo gosta. Aé os sertanejos. Bom dia do rock a todos. Daqui, eu te saúdo…

Autor: rogerio-zanetti-ms@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/07/2011 - 11:23

Os gols mais incríveis que me lembro


É disso que o povo gosta! O importante é bola na rede! E é verdade, por melhor que seja o jogo, sem um golzinho fica difícil. E cada gol tem uma história. As vezes um golzinho chorado não é esquecido, e o que esquecemos é que o time que o fez sofreu pressão o tempo todo, mereceu perder, etcétera e tal. Mas, quem se importa? A bola não morreu no fundo da rede, de que adiantou tudo isso?
E como gol cada um tem o seu, ou os seus, vou abrir essa nova série, relembrando alguns que nunca me esqueci, como o de Zidane, acima, numa final de Copa dos Campeões da Europa, num lançamento doido-sem-querer de Roberto carlos.
E como não posso deixar de tirar uma onda com a curintianada, também tem esse ai do Edilson, antes de vender a alma para o parque sao jorge (minúsculo mesmo) e jogava pelo gigante Palmeiras.

E como era linda essa camisa verde mais claro, com listas branças!

Autor: rogerio-zanetti-ms@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
06/07/2011 - 04:37

Dormindo com o inimigo

- Bêbado atira contra mulher com criança nos braços;
- Idosa é queimada após discussão com companheiro;
- Insatisfeito com separação, homem mata esposa a tiros;
- Mulher recebe 18 facadas após discussão banal com namorado.
Quem lê um ou outro jornal, tem notado o crescente número de casos de violência contra mulheres. E em quase todos os casos são agredidas, quando não mortas, por maridos, namorados ou companheiros. As autoridades policiais e estudiosos do assunto já tratam isso como epidemia. Um grande número de mulheres brasileiras têm o inimigo dentro da própria casa, na própria cama.
Casos de violência contra a mulher têm no mundo inteiro. Em alguns países parecem ter mais, e o Brasil parece figurar bem nesta lista. Qualquer mulher, em qualquer parte do mundo, está sujeita a isso. O que diferencia um caso do outro é a coragem para enfrentar o valentão e o denunciá-lo, e também que o Estado tenha a capacidade de acolher a vítima agredida e punir o agressor.
O cinema já tratou desse assunto em muitos filmes interessantes. O mais famoso dele – e isso não quer dizer que seja o melhor, é Dormindo com o Inimigo, estrelado por Julia Roberts, e o roteiro pode ser a história de muitas mulheres brasileiras. Laura conhece um cara que parece o sonho de sua vida, bonito, bem sucedido e coisa e tal. Em pouco tempo, mostra sua verdadeira personalidade: compulsivo, dominador e perigosamente violento.
O fato é grande parte dos homens não entendem, e não aceitam, a nova realidade feminina. As mulheres dos anos 2000 consolidaram as conquistas da mulherada de décadas para cá, e hoje se mostram determinadas, independentes e conquistando boa parte do mercado de trabalho,antes privilégio e território masculino. Dados oficiais mostram que o número de mulheres que sustentam suas famílias passa de 40%, e as mulheres nos dias de hoje já apresentam escolaridade superior aos homens.
O fato é que a violência é crescente e visível, e é necessário dar um basta nisso. Como homem me envergonho das manchetes dos jornais, e como pai de um menino e uma menina faço o possível para ensinar a eles viver harmonicamente respeitando as diferenças e particularidades de cada gênero. De resto, é torcer para que as autoridades também tenham essa preocupação, e que diminua – ao menos -, a vergonhosa e covarde estatística que nos saltam aos olhos.

Autor: rogerio-zanetti-ms@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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