A Deputada Sivana Covatti esteve reunida com enfermeiros, discutindo proposta para categoria.
É assim que devemos fazer.
A Deputada Sivana Covatti esteve reunida com enfermeiros, discutindo proposta para categoria.
É assim que devemos fazer.
Obrigado aos alunos e profissionais de enfermagem de Santa Cruz do Sul, principalmente a Enfermeira Cátia Cordenadora do Curso Técnico de Enfermagem da Faculdade Dom Alberto que esteve junto conosco nesta organização.
Grande abraço e agradecemos a atenção de todos vcs.
Neste dia 26/03/2009 a ONG ENFERMAGEM: Onde a Saúde Começa, realizou no Bairro Vila Nova em frente ao Mercado Hoffmann um trabalho voluntário para comunidade de verificação de Pressão Arterial, Controle de Glicose e orientação de saúde. Mais de 170 pessoas da comunidade atendida. Também contou com a participação das Conselheiras do Conselho da Assistência Social de Porto Alegre daquela região. Agradecemos a participação de todos.
É muito gratificante nosso trabalho, conhecemos pessoas queridas e com uma experiência de vida exemplar.
Venha fazer parte deste grupo.
Grande abraço
Enfermeiro Ricardo Rivero
O que é
É doença infecciosa, uma zoonose, causada por uma série de bactérias de aspecto muito peculiar lembrando um saca – rolhas, chamada leptospira. A forma mais grave da doença e com mais alta mortalidade é associada ao Leptospira icterohaemorrhagiae, chamada, com mais propriedade, doença de Weil.
Como se adquire ?
A infecção humana na maioria das vezes está associada ao contato com água, alimentos ou solo contaminados pela urina de animais portadores do leptospira. As bactérias são ingeridas ou entram em contato com a mucosa ou pele que apresentem solução de continuidade. Os animais classicamente lembrados são os roedores mas bovinos, eqüinos, suínos, cães,e vários animais selvagens são responsabilizados pela difusão da doença. A contaminação entre pessoas doentes é absolutamente rara.
O que se sente ?
A doença é classicamente descrita como se mostrando em duas fases distintas. Após um período médio de 2 semanas desde a contaminação surgem os 1os sintomas (incubação) febre, calafrio, conjuntivite, dor nos músculos (mialgia), fotofobia (incômodo na presença da luz), dor de garganta, gânglios no pescoço, estes sintomas vagos permanecem por 3 a 7 dias. Quando parece que está chegando a cura, recrudescem as queixas. A piora é secundária à disseminação da doença, agora com envolvimento de vários órgãos e do sistema vascular. Surgem novos e importantes sintomas icterícia (amarelão) e hemorragia que dão nome à própria bactéria ( Leptospira icterohaemorrhagiae), no maior número de casos a doença é autolimitada, persistindo por 1 a 3 semanas. A moléstia pode ser mortal em 5 a 20 % dos casos principalmente em idosos. A morte se dá freqüentemente por insuficiência renal.
Como se faz o diagnóstico ?
A suspeita clinica, mialgia (dores musculares), febre e conjuntivite, acrescidas da possibilidade de contato com: água, alimentos, vísceras, solo, etc. contaminados por animais que estejam excretando leptospira, principalmente o contato com urina de roedores autorizam a investigação laboratorial. A leptospira pode ser isolada do sangue ou do líquor nos1os 10 dias da doença; da urina a partir da 2a semana onde persiste por 30 dias ou mais. As técnicas de cultura são demoradas e difíceis. Anticorpos podem ser identificados sorologicamente durante ou após a 2a semana. De maneira geral estes testes são realizados em laboratórios oficiais.
Como se previne ?
A leptospirose é problema de saúde pública.A imunização de animais domésticos está indicada de rotina.A falta de controle dos ratos e as más condições de vida da população estão ligados à maioria dos casos no Brasil. Algumas profissões (agricultores, trabalhadores em abatedouros, caçadores, veterinários, lenhadores, pessoas que trabalham em esgotos, em arrozais e militares), têm tal risco de pegar a doença que tanto a vacinação humana como os usos profiláticos de antibióticos podem ser indicados.
UNIVERSIDADE TÉCNOLOGICA NACIONAL
UTN
MESTRADO EM DOCENCIA UNIVERSITÁRIA
A UNIVERSIDADE COMO ORGANIZAÇÃO
DOCENTES:
Silvia Grinberg
Silvina Sturniolo
ALUNOS;
Ricardo Roberson Rivero
Claudir Lopes da Silva
Outubro/2008
LIVRE COMÉRCIO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR
INTRODUÇÃO
O presente artigo tem por finalidade abordar o tema de Livre Comércio da Educação Superior, assunto este abordado no Seminário do Mestrado em Docência Universitária da Universidade Tecnológica Nacional – UTN. A universidade vista como uma organização passou por grandes mudanças, pois o conhecimento é um fator chave no desenvolvimento econômico e que as mudanças no contexto sóciopolítico interferem diretamente ao nosso ensino sendo que o livre comércio trouxe diretrizes que norteiam o processo de cooperação internacional da educação e que a ALCA seria uma forma da internacionalização da educação inserindo no contexto das políticas públicas .
A educação é abalizada como instrumento garantidor de maior eqüidade, dessa forma pressupõe-se que uma sociedade será mais justa e democrática se fundamentada em uma educação igual para todos.
A reestruturação produtiva e o processo de globalização, nas últimas décadas, determinaram relações econômicas mais flexíveis, revidando a nova configuração assumida pelas economias mundializadas, sistematizada em meio a um movimento tão rápido como jamais se viu na história. O mundo do trabalho é redesenhado tendo esse novo delineamento pautado na atuação da maioria dos países capitalistas, provocando significativas transformações em todos os setores da sociedade, no socioeconômico, no político ou no cultural, conferindo novas ordens a esses setores, como também gerando importantes alterações tecnológicas, contribuindo na redefinição dos papéis e das práticas das instituições sociais e políticas, fazendo com que se estabeleçam novas formas de relações entre o Estado e a sociedade (OLIVETTO, 2006). No decorrer do trabalho vamos ver as influencias internacional e os benefícios que o livre comércio trouxe para educação superior.
DESENVOLVIMENTO
No mundo globalizado em que vivemos quando falamos em livre comércio da educação superior se torna um tema realmente complexo e há muito o que dizer sobre ele. Em 1998, em Paris, a comunidade acadêmica internacional e governos de mais de 180 países manifestaram, de maneira clara e insofismável, durante a Conferência Mundial sobre Educação Superior na UNESCO, sua decisão de manter o ensino superior como um direito e como um bem público. A grande idéia é de formar cidadões conscientes e responsáveis aprovaram a Declaração de Paris, manobravam para criar normas que o ensino superior fosse tratado como uma mercadoria.
Segundo Dias (2000), destaca que a situação é dramática. Em realidade, representa um elemento a mais na transformação que se opera no mundo desde 1989, quando do advento do fim da guerra fria e do início de uma era de pensamento único e de domínio das economias, das culturas, dos povos, por um poder exclusivo, único, monopolista e manipulador. Não há dúvidas de que o Século XX marcou uma época sem precedentes de progressos científicos e tecnológicos. Mas, parece claro, a cada dia que surge, que os processos democráticos desenvolvidos após a segunda Guerra Mundial tornaram-se obsoletos, pois permitem manipulações que fazem com que minorias detenham o controle das sociedades; que responsáveis pela indústria armamentista controlem governos de certos países; que guerras sejam organizadas à vista de todos para benefício apenas dos industriais do horror; que os meios de comunicação frequentemente deixem de esclarecer sobre pontos fundamentais da ação de governantes que nenhum pejo tem em proceder a atos de genocídio explícito apresentados como ações de autodefesa e de proteção de uma suposta democracia que beneficia apenas a alguns poucos e que favorece o domínio de uns povos sobre os outros.
No campo do ensino superior, o autor Jospin, (1998), refere que a grande tendência dos últimos anos é a comercialização, favorecida pelo desenvolvimento das novas tecnologias e estimulada pela Organização Mundial do Comércio. O desenvolvimento da sociedade do conhecimento que representaria se bem administrado, um grande instrumento para dividir as riquezas no mundo, corre o risco de se tornar um fator adicional de dominação por parte de poucos e de exclusão da maioria.
Neste quadro, controlar a educação pode representar, em tempos de internet e de novas tecnologias, lucros fabulosos. Significa também – e isto é o essencial- o controle sobre as mentes e representa uma pá-de-cal final no pouco que resta, nestes tempos de globalização, de soberania aos estados nacionais. Neste particular, o quadro que observamos, nas relações internacionais, marca uma volta a tempos de barbárie incontrolados.
O tratado de livre comércio fez com que as universidades buscassem novas definições para o ensino superior e que a educação fosse tratada como um comércio na quais as universidades privadas aqui no Brasil buscam uma educação com excelência baseado nas necessidades de cada região.
Livre comércio da educação superior fez com que as universidades redefinissem o seu real papel no ensino superior através de acordos com outros paises. A ALCA propõe assegurar o livre comércio de capital e mercadorias segundo Feldfeber, My Safarcada, F.(2005), destaca com bastante clareza que a ALCA basea-se em uma proposta neoliberal assegurando o livre comércio de capital e mercadorias sendo uma zona econômica da escala continental em beneficio das corporações internacionais norte americanas e alguns sócios locais, decidindo assim as políticas publicas descentralizadas e em bem comum tendo um melhor entendimento social das nossas necessidades.
Em geral o trato de livre comércio tem como objetivo assegurar a circulação do capital e mercadorias baseando-se nas propostas neoliberal, no que se refere a educação superior a ensino passa ser tratado como uma mercadoria vendendo a educação, existe as categorias no ensino: Educação primária, secundaria, educação superior, educação de adultos,entre outros serviços educativos. Podemos dizer que o livre comércio ainda está em construção visto as barreiras que ainda enfrentamos no intercambio do ensino e que muitas vezes ficamos presos nas ações governamental dos nossos estados falta de reconhecimento dos nossos títulos em outros paises e que a revolução da comunicação vem sim para quebrar várias barreira entre elas a do ensino a distancia tão empregada em universidade privadas, claro que o cuidado e acompanhamento temos sim que avaliar de que forma está sendo este ensino e qual o aproveitamento e não apenas uma venda de mercadoria.
o ensino superior poderá, sim, se equiparar a um parafuso, pelo menos no plano dos negócios, caso prevaleça a vontade dos Estados Unidos, da Nova Zelândia e Austrália. Estes três países, interessados no crescimento de escolas particulares na educação de nações em desenvolvimento, solicitaram a inclusão do ensino superior entre os 12 serviços comerciais inseridos no Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços (Gats), da Organização Mundial do Comércio (OMC), “com o menor número possível de restrições aos fornecedores”.
O Gats reconhece quatro formas de oferta de serviços educacionais como livre comércio:
• Fornecimento além de fronteiras, que prevê a atuação das instituições de ensino em outros países que não os de origem;
• Ensino no exterior, para alunos estrangeiros que aderem a programas de intercâmbio;
• Estabelecimento de uma presença comercial, que implica na abertura de um campus no exterior ou na fusão com outras escolas;
• Oferta de especialistas para cursos especiais, palestras ou equipes de pesquisas.
Segundo Leher, (2005) ressalta que a intenção é de que o ensino superior entre na roda do comércio mundial como um produto qualquer, riscando o principal do texto da Declaração Mundial sobre a Educação Superior no Século XXI, aprovada durante a Conferência Mundial de Ensino Superior, em 1998, que diz que a educação superior é um serviço público. A previsão é de que este mercado se amplie de forma acelerada nos próximos anos, especialmente se forem levadas em conta as possibilidades do ensino a distância, da universidade virtual e dos cursos abertos. Aqui no Brasil, mudança tão radical no conceito de ensino esvaziaria a função reguladora do Ministério da Educação (MEC), prevalecendo às regras internacionais de transações comerciais. Neste caso, a pasta ficaria impedida de impor regras e controles de qualidade aos cursos oferecidos e, o mais grave, de programar projetos educacionais. Isso porque medidas restritivas ou de direcionamento político representariam um desrespeito às regras do mercado internacional, abrindo espaço a ações contestatórias por outros países na OMC. A educação superior estaria, portanto, enquadrada definitivamente na lei da oferta e da procura.
CONCLUSÃO
A revolução do mundo globalizado fez com que novas políticas fossem implementadas, sendo que a educação de nível superior é considerada como formadoras de novos conhecimentos e que os mercados dominantes da nossa economia mundial tem ligação direta com o ensino. Muitas barreiras ainda têm que desvendar, pois encontramos algumas limitações o ensino superior ainda está limitado por regiões e necessidades dos mercados. Outro fator importante é o intercambio cultural as formas que são impostas pelos governos não avaliando apenas o intercambio cultural, mas sim os interesses políticos. Temos sim ainda que desvendar um universo de múltiplas combinações e embates ideológicos ficando claro que as universidades exercem importantes funções que se desdobram em atender desde a economia a aspectos, tais como, o avanço científico, a cultura, a emancipação, entre outros, contribuindo para as transformações tecnológicas, dos meios de comunicação e para as conseqüentes melhorias quantitativa e qualitativa, e da circulação da informação.
Em decorrência do célebre processo de internacionalização científico e tecnológico, ocorrido nas últimas décadas, as instituições de ensino superior, particularmente as universidades, buscam a ampliação de seu espaço de modo a adequar-se ao cenário que ora se apresenta. Tal fato advém da necessidade dessas instituições funcionarem competindo em condições de igualdade tanto em âmbito nacional quanto na esfera internacional. É preciso, portanto, que estas instituições tornem-se preparadas para atender as desafiadoras demandas originadas pela mundialização sociopolítica, econômica e cultural, revisando e atualizando as suas estratégias, “a fim de que seus estudantes e egressos passem a contar com as competências essenciais, acadêmicas e profissionais que lhe permitam interagir”. “Numa sociedade cada vez multicultural e internacional, com rápidas mudanças em seus sistemas” (STALLIVIERI, 2004, p. 24).
REFERENCIAL TEÓRICO:
01. Olivetto, Marlene Goretti Cabral. Mudanças nos modelos de gestão: a política
02. educacional e os (des) acertos da experiência no Rio Grande do Norte (1995-1999). Natal,
03. 2006. Dissertação
04. Dias, Marco Antonio Rodrigues (2000)- Ensino superior, ciência e tecnologia : bases para a utopia da construção de uma sociedade mais justa- palestra no seminário « Ciência e Tecnologia : um instrumento para a paz ». realizado em Porto Alegre, no dia 3 de fevereiro de 2002, no quadro do Fórum Social Mundial.
05. Jospin, Lionel (1998) – cérémonie d’ouverture – CMES- Paris, 5 de outubro de 1998- encontrado no site da UNESCO e em publicações editadas no Brasil e Espanha.
06. Feldfeber, M. Y Saforcada, F (2005) OMC, ALCA y educación. Uma discusión sobre ciudadanía, derechos y mercado em el cambio de siglo. Cauderno de Trabajo Nº 58. Centro Cultural de La Cooperación, Buenos Aires, Argentina.
07. Leher, Roberto. Y Sutubal, M. (ORG.) (2005) Pensamento Critico e movimentos sociais – Cortez Editora, San Pablo, Brasil.
08. STALLIVIERI, Luciane. Estratégias de internacionalização das universidades brasileiras. Caxias do Sul: Educs, 2004. UNESCO. Educación Superior en una sociedad mundializada. Sector de educación de la UNESCO. Documento de posición. 2003. Disponível em: www.iesalc.unesco.org.ve Consultado em 02/10/2008.
UNIVERSIDADE TÉCNOLOGICA NACIONAL
UTN
MESTRADO EM DOCENCIA UNIVERSITÁRIA
CURRICULO UNIVERSITÁRIO ENFOQUES E MODELOS
DOCENTE:
Suzana Giannatassio
ALUNOS:
Ricardo Roberson Rivero
Claudir Lopes da Silva
OUTUBRO/2008
UNIVERSIDADE MODELO AMERICANO OU EUROPEU
INTRODUÇÃO:
O presente trabalho tem como finalidade abordar nosso entendimento durante o Seminário de Currículo Universitário, Concepção e Modelos, no Curso de Mestrado em Docência Universitária pela UTN. Durante este seminário foi trabalhado três grandes enfoques: 1º. – Enfoque Latino americano; 2º. – Enfoque Latino americano Coguinetivista; 2º. – Enfoque Europeu. Ficando claro que várias coisas são aparentemente imutáveis. Uma é o fato de a Universidade estar em “crise” (que, de tão contínua, deveria ser chamada de outro nome) e a segunda são as promessas dos candidatos a Reitor e outros cargos da administração superior durante as épocas eleitorais: defesa da autonomia e do caráter público da Universidade, administração competente, manutenção do trinômio ensino/pesquisa/extensão, valorização do material humano, recuperação da infra-estrutura, etc.
O autor MACAMBIRA (2007) destaca com bastante clareza que o governo pretende impor mudança no sistema público de ensino superior proposta essa já apresentada Ministério da Educação e Cultura “MEC” através do documento intitulado “AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA” (”Fundamentos para uma lei que regule a autonomia das universidades federais, nos termos do que estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, assim como disponha sobre a possibilidade de ampliação da autonomia, mediante contrato de desenvolvimento institucional”). A proposta do governo tem por objetivo regulamentar a autonomia apenas das universidades federais, eximindo-se de qualquer forma de controle das instituições particulares de ensino superior. Ficam várias perguntas e devemos sim pensar na universidade como um todo não as publicas e privadas separadamente.
No Brasil são evidentes os modelos Latino-americano e Europeu no ensino Superior tema este em discussão no decorrer deste trabalho.
DESENVOLVIMENTO:
Falamos que a Educação Universitária em outros paises não existem problemas muitas vezes buscamos soluções dos nossos problemas em outros paises, mas até quanto vamos ter está cultura de buscar soluções em outros paises se aqui no nosso país temos pessoas muitas preparadas para ajudar.
Nossa grande pergunta que fica é se a Universidade brasileira é tão medíocre como tantos gostam de afirmar, se há elementos para pensar na sua reforma e se existem critérios para definir se uma Universidade é boa ou má hoje temos os sistemas de provão para avaliar o ensino daquela universidade, tornando um grande problema para o aluno primeiro por ser realizado este provão no último semestre juntamente com o trabalho de conclusão de curso nota esta necessária para concluir seu estudo em segundo lugar o formando já esta preocupado na sua inserção no mercado de trabalho e ainda a preocupação do seu rendimento no provão que as universidades principalmente as particulares dependem de uma boa nota para realizarem um bom marketing na busca de mais adesão de alunos, metodologia esta aplicada não indo ao encontro com que o autor Paulo Freire (Pág. 136 – 1996) destaca que a universidade deveria ter o aluno como um sujeito que se abre ao mundo e que a relação do diálogo seria mais importante do que qualquer avaliação, pois através do dialogo desperta a inquietação e curiosidade, como inclusão em permanente movimento na história.
Talvez queiram crer que seja uma situação de ajuda ao nosso ensino evidentemente, nesse espaço restrito, não imagino ser possível uma longa discussão sobre modelos internacionais de Universidade. Do mesmo modo, não vejo porque idealizar a situação no exterior, como se lá fora só existissem sucessos e tudo funcionasse como um relógio. No entanto, talvez valha a pena colocar os nossos problemas em contato com os dos outros, de forma que possamos conhecer melhor esse mundo acadêmico mundial de que fazemos parte.
Realmente, esse mundo é mais parecido do que imaginamos. As vezes, escutando os franceses ou canadenses se queixando dos cortes de verbas, da caminhada da Universidade para a “privatização branca”, das salas super lotadas ou dos alunos que entram semi-analfabetos e saem ainda piores, percebemos que nossos problemas são mais gerais do que parecem. Claro que as proporções dos problemas são diferentes (sendo até engraçado, para um latino americano, escutar queixas sobre bibliotecas sucateadas na Itália ou na Bélgica quando elas seriam um sonho na maioria dos campi brasileiros), mas a realidade é mais ou menos a mesma.
Hoje as universidades brasileiras caminham cada vez mais para um modelo americano, mas um americano piorado.
O modelo americano e, em menor escala, britânico, é realmente peculiar. A maior parte dos jovens é atendida pelo sistema, mas as Universidades não são iguais. Nos Estados Unidos, é possível encontrar desde “Liberal Art Schools” centradas no ensino e “Community Colleges” regionais destinados a atender alunos menos preparados até as Universidades top de linha, como Harvard, Yale ou Princeton, que são particulares, mas recebem enormes financiamentos públicos e são responsáveis pelo grosso da pesquisa e da formação da elite intelectual do país. Mesmo nas Universidades voltadas ao ensino, porém, a infra-estrutura física e humana é, em geral, invejável e a formação fornecida é de qualidade.
No Brasil, parecemos estar caminhando para um sistema parecido efetivamente, eu vejo o sistema universitário brasileiro hoje como formado por três níveis: no topo, um punhado de instituições de elite, com pesquisa de ponta, razoáveis condições de trabalho e possibilidade de falar de igual para igual com as melhores do mundo. Aí se encaixam a USP, a Unicamp e algumas federais. No segundo nível, as boas Universidades, que combinam pesquisa e ensino e lutam para se aperfeiçoar. Estas seriam a maioria das estaduais e das federais e algumas particulares. Por fim, uma grande massa de Universidades que o são apenas no nome, com dedicação exclusiva ao ensino ou pura e simplesmente uma farsa, uma máquina de produzir dinheiro e analfabetos diplomados. Nessa categoria, entram parte substancial das particulares e algumas públicas.
A princípio, não vejo grandes problemas em utilizar o sistema americano, que, afinal de contas, tem méritos. No entanto, não adianta copiar a forma sem a substância. Como visto, nos Estados Unidos, há muitas boas escolas, privadas, onde a pesquisa é mínima, mas onde o ensino é ótimo. No Brasil, porém, não se controla essa qualidade e o resultado é a proliferação de faculdades destinadas apenas ao lucro, o que é apenas uma fraude para os alunos e para a sociedade.
De qualquer forma, as instituições centralmente dedicadas ao ensino, apesar de poderem cumprir um papel importante na formação escolar de muitas pessoas, não podem, em minha opinião, cumprir aquilo que imagino ser a função central da Universidade, ou seja, produzir conhecimento, idéias e cidadãos. Esse é o papel das Universidades que aliam pesquisa, ensino e extensão. São elas que deverão gerar os conhecimentos e os cérebros de que o país precisa para se desenvolver e para pensar a si próprio e são elas que mais precisam, a meu ver, de reformas urgentes.
A Universidade brasileira padece de várias mazelas. Entre elas, destaco a falta de recursos financeiros; a acomodação de professores, alunos e funcionários; a falta de cobranças internas e externas e o corporativismo. Sobre elas, o sistema universitário americano pode nos ensinar algo.
O primeiro tópico é dos mais polêmicos. Os governos federal e estadual dizem gastar montanhas de dinheiro com as Universidades e seus alunos ricos, em detrimento do ensino básico. É questionável se a Universidade pública tem apenas alunos de elite (o que talvez seja verdade para cursos como Medicina, mas não para o conjunto) e não me parece que gastamos somas tão altas assim na Educação, em todos os níveis. Em termos de percentual do PIB, nós gastamos somas parecidas com a de alguns países de Primeiro Mundo.
No entanto, esses países não têm uma população largamente jovem e com séculos de atraso para compensar. Nações que enfrentaram a mesma necessidade de suprir séculos de descaso pela educação e pela ciência, como os Tigres Asiáticos, transferiram uma percentagem muito maior de recursos nacionais para a educação, em todos os níveis. Assim, mais dinheiro para salários, bibliotecas e laboratórios é essencial. Dinheiro gasto com critérios, obviamente. E, a propósito, se há algo que não falta no sistema americano, é isso: dinheiro, infra-estrutura, recursos, no Brasil as Universidades Particulares a infra-estrutura e recursos são inquestionável, já as públicas estão bastante sucateadas.
No sistema americano, aliás, todos os alunos pagam pelo seu período de estudos. Em principio não seriamos contrário a que os alunos pagassem algo pela sua educação, desde que houvesse um sistema compensatório eficiente para financiar os incapazes de sustentar as despesas. No entanto, o grosso dos recursos despendidos pelas Universidades de pesquisa americanas se origina ou do Estado ou de patrimônio próprio. Nenhuma Universidade digna do nome se sustenta apenas com mensalidades de alunos.
Outra característica do sistema americano são as cobranças e busca de eficiência e qualidade. Ninguém de bom senso espera avaliar a ciência com base em critérios quantitativos (“publicar x artigos em período y”) ou medir a qualidade de um professor com algum aparelho. No entanto, há critérios mínimos para avaliar se o profissional está cumprindo suas tarefas e as Universidades americanas os seguem, em geral, com cuidado. O professor é avaliado continuamente em suas atividades de docência e pesquisa, tem todas as condições materiais para cumpri-las e recebe incentivos salariais e outros em caso de avaliação positiva e punições, podendo chegar a perda de emprego, em caso de comprovação de pouca eficiência. Um sistema não isento de falhas, mas muito melhor do que o que temos no Brasil, onde muitos professores e pesquisadores se acomodam frente a falta de cobrança ou de recursos para fazer o seu trabalho e ficam a espera da aposentadoria, sem pesquisar e sem publicar.
Não é a toa que as pesquisas internacionais nos colocam como dos mais improdutivos do mundo. Para piorar, o clima de mediocridade geral acaba atingindo os alunos, mais preocupados em “passar na moleza” e não fazer nada do que realmente estudar e se aperfeiçoar.
Este, na verdade, é o ponto chave do sistema americano, todos, professores e alunos, recebem condições para cumprir suas tarefas e são cobrados por elas. Não é um sistema isento de falhas, mas funciona melhor do que o sistema brasileiro, tanto que não espanta o domínio do sistema científico americano no mundo.
O modelo europeu é um pouco diferente, pois quase todas as Universidades são públicas e essencialmente gratuitas. No entanto, guardadas as proporções, a mesma situação dos EUA se repete: existem condições de trabalho, pesquisa e debate acadêmico e cobrança para que resultados sejam apresentados (especialmente em países onde a tradição acadêmica e o sistema de avaliação e cobrança são mais enraizados, como na Alemanha). Ou seja, aqui também a Universidade cumpre a sua função de produzir conhecimento, estimular a busca de soluções e a criação de idéias na sociedade e formar mão de obra e cidadãos.
Não sei honestamente qual o melhor modelo para o Brasil. Eu prefiro o sistema europeu. Educação, pesquisa e ciência não são apenas investimentos; são direitos da população e ensino gratuito e de qualidade com pesquisa científica e tecnológica de ponta é o ideal para todas as Universidades. No entanto, para isso se reproduzir aqui e para a Universidade pública absorver toda a população em idade universitária, seria necessário um investimento financeiro imenso do governo brasileiro, que talvez não seja possível.
O sistema americano não muito agradável, mas talvez seja o mais viável por agora no Brasil. Mas desde que seja usado como modelo tanto para as mazelas como para as qualidades. Copiar só as formas para esconder problemas e fingir que tudo vai bem é inútil.
Na Universidade Luterana do Brasil Canoas-RGS, na qual cursamos o nosso curso de Graduação em Enfermagem existe uma grade curricular exigindo que o aluno siga uma evolução gradativa seguindo um pouco do modelo Europeu na qual tenhamos uma inter-relação da pesquisa, ciência e educação através de produções científicas, outro fator bastante produtivo são as disciplinas teóricas com práticas um exemplo é Semiotécnica o que é aprendido em sala de aula é aplicado na pratica, no que se refere a estrutura, recursos humanos, bibliotecas de ponta somos mais do modelo americano.
CONCLUSÃO
Na verdade, o que me parece através desse giro por vários exemplos internacionais é que não importa tanto se nos baseamos no modelo europeu ou no americano; se a Universidade é estatal ou não. O importante é ter infra-estrutura humana e material e gente motivada pela avaliação contínua e pela sensação de estar fazendo um trabalho essencial para o país. Importante também destacar que as organizações tradicionais do currículo reflete em algum modelo já estruturado dando compreensão de vários fatos e ou problemas. Também os autores Camargo e Anastasiou,(2007 – pág. 58) em um dos seus depoimentos destaca que a fragmentação das ciências criou corpos especializados de conhecimentos com objetivos específicos: geográficos, históricos, biológicos, matemáticos, etc, determinados por campos, objetos, instrumentais, metodologias, aplicações e análises. Esses campos diferenciados foram transplantados como disciplinas ou matérias de estudo nas organizações curriculares.
Fica claro que o conhecimento não se reduz a informação e que os currículos seja a origem que for o mais importante são as estratégias de abordagem para a construção do conhecimento e que a proposta do modelo Americano ou Europeu contribuiu sim para o nosso desenvolvimento, claro que não devemos ficar estático a este sistema, pois no mundo globalizado em que vivemos devemos sim atuar em torno dos princípios da complexidade da metodologia.
No Brasil seguimos os dois modelos claro que com algumas adaptações foram realizadas, alguns fatores são fundamentais como carga horária de cada curso, Organização da grade curricular, sistema de avaliação, produção científica entre outras coisas. Devemos seguir as palavras de Paulo Freire que diz que “o mundo da cultura que se alonga em mundo da história é um mundo de liberdade que cada um de nós devemos desvendar”.
REFERENCIAL TEÓRICO:
01. Acesso: http://www.ufrn.br/servicos/auto_auto.html – 07/10/2008ÀS 19:20h.
02. Freire, Paulo – Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à prática educativa/ São Paulo: Paz e Terra,1996 (Coleção Leitura)
03. Anastasiou, Leonir Pessate. Processo de ensinagem na universidade: Presupostos para as estratégias de trabalho de aula. Joinville, SC: UNIVILLE, 2007
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA NACIONAL
FACULDADE REGIONAL BUENOS AIRES
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO
GESTIÓN ACADEMICA UNIVERSITARIA
Docentes: Claudio Suasnábar
ALUNOS:
Ricardo Roberson Rivero
Claudir Lopes da Silva
Porto Alegre
2008
GESTÃO UNIVERSITÁRIA NO BRASIL
O presente estudo tem por finalidade discutir o panorama do ensino superior no Brasil, após o Seminário de GESTIÓN ACADEMICA UNIVERSITARIA, ministrado pelo professor Cláudio Suasnábar, tema este de grande relevância no presente momento sendo uma grande preocupação aos estudiosos da educação para implantação de políticas voltadas a área. O que observamos é que ocorreu várias mudanças no cenário da educação seja ela publica ou privada, mas o nosso ensino mesmo falando na gestão universitária no Brasil ainda carece de muitas informações e de determinados diagnósticos que dêem conta das transformações do nosso ensino e sociedade.
O impacto do desenvolvimento cientifico-tecnologico chamado de globalização trouxe novas oportunidades aos profissionais, acompanhado de tudo isso também existe uma pressão da sociedade internacional, este cenário faz com que o ensino superior passe por várias transformações, o cuidado que devemos ter é a proliferação de várias instituições sendo as mais variadas compondo um quadro bastante heterogêneo e complexo. Políticas estão sendo implantadas para o ensino superior no Brasil, voltadas a melhoria da qualidade do ensino, ainda temos muitos obstáculos a ser superados, um deles bem definido é a burocratização principalmente as universidades tradicionais.
A gestão Acadêmica venho para que as Universidades tradicionais principalmente as públicas busquem a melhoria e a reformulação de antigos padrões de funcionamento, para que entendemos um pouco faz-se necessário definir um pouco as instituições do ensino superior no nosso país e em que se baseiam-se o ensino superior no país.
De modo geral, as Instituições de Ensino Superior (IES) são inicialmente
classificadas pela Lei 9.394, nos artigos 16 e 20, e, posteriormente, por alguns decretos que
a complementam, nesse particular assunto. Em seus artigos 16 e 20, verifica-se o seguinte texto na citada Lei:
Art. 16. O sistema federal de ensino compreende:
I – as instituições de ensino mantidas pela União;
II – as instituições de educação superior criadas pela iniciativa privada;
III – os órgãos federais de educação.
Art. 20. As instituições privadas de ensino se enquadrarão nas seguintes
categorias:
I – particulares em sentido estrito, assim entendidas as que são instituídas
e mantidas por um ou mais pessoas físicas ou jurídicas de direito privado
que não apresentem características dos incisos abaixo;
II – comunitárias, assim entendidas as que são instituídas e mantidas por
uma ou mais pessoas jurídicas, inclusive cooperativas de professores e
alunos que incluam na sua entidade mantenedora representantes da
comunidade;
III – confessionais, assim entendidas as que são instituídas por grupos de
pessoas jurídicas que atendem a orientação confessional e ideologia
específicas e ao disposto no inciso anterior;
IV – filantrópicas, na forma da lei.
Além do sistema federal, o ensino superior brasileiro compreende, também,
os sistemas estaduais e municipais. No sistema federal, estão as IES federais (mantidas pela
União), as faculdades e universidades particulares, e chamados centros universitários particulares.
As universidades estaduais estão sob a jurisdição dos respectivos sistemas
estaduais.Uma forma organizacional muito importante, atualmente, no panorama do ensino superior brasileiro, consiste nas chamadas “universidades comunitárias”, que mantém elementos típicos de uma instituição pública – são criadas e mantidas por conselhos formados por membros da comunidade municipal ou estadual, o que confere o caráter público à organização jurídica da citada instituição -, e características da estrutura e funcionamento de instituições particulares com independência e grande autonomia para gerir orçamentos e tomar decisões administrativas – bem próximas da forma privada de determinadas instituições de ensino superior.
Para efeito de conceitualização, conforme o Decreto 3.860, de 9 de julho de
2001, Art. 8º, as universidades, na forma do disposto no Art. 207 da Constituição Federal, caracterizam-se pela oferta regular de atividades de ensino, de pesquisa e de extensão, atendendo ainda ao que dispõe os artigos 52, 53 e 54 da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996; são pluricurriculares que, além de atendem os requisitos acadêmicos e de infraestrutura, devem necessariamente, realizar as três atividades: ensino, pesquisa e extensão.
As atividades devem contemplar programas de mestrado ou doutorado em funcionamento regular e avaliados positivamente pela CAPES. As universidades podem ser criadas somente por credenciamento de instituições de ensino superior já credenciadas e em funcionamento regular, com qualidade comprovada; poderão criar cursos superiores em diferentes municípios, desde que na mesma unidade da federação (Decreto 3.860, de 9 de julho de 2001, parágrafo 3º e 10º).
Já, os “centros universitários”, segundo o decreto nº 3.860, artigo 11, “são
instituições de ensino superior pluricurriculares, que se caracterizam pela excelência do ensino oferecido, comprovada pelo desempenho de seus cursos nas avaliações coordenadas pelo Ministério da Educação, pela qualificação do seu corpo docente e pelas condições de trabalho acadêmico…”; estes, assim como as universidades, têm autonomia para criar, organizar e extinguir cursos e programas de educação superior; gozam da autonomia universitária nos termos do parágrafo 2º do artigo 54 da LDB, observados os limites definidos no plano de desenvolvimento da Instituição, aprovado quando do seu credenciamento e recredenciamento. Os Centros Universitários são criados somente por credenciamento de instituições de ensino superior já credenciadas e em funcionamento
regular (Decreto nº 3.860, artigos 1º a 5º).
Verifica-se, nesse dispositivo legal, a extensão da autonomia universitária
aos Centros Universitários, definindo limites a estes, no plano de desenvolvimento da Instituição. O Parecer CNE 600/97, abaixo transcrito parcialmente, reconhece essa extensão:
“A nova LDB prevê a extensão de prerrogativas de autonomia
universitária a outras instituições que comprovem alta qualificação para
o ensino ou para a pesquisa, com base em avaliação realizada pelo
Poder Público (art. 54, § 2º). Tal hipótese ganhou vida na figura dos
Centros Universitários, estabelecida inicialmente pelo Dec. nº 2.207 de
16 de abril de 1997 e, posteriormente, nos arts. 8º e 12 do Dec. nº 2.306,
de 19 de agosto do mesmo ano, que lhes atribuiu prerrogativas de
autonomia didático-científica, além de outras que possam ser
estabelecidas em seu credenciamento. Os Centros Universitários,
gozando de prerrogativas da autonomia universitária, devem pautar a
organização e composição de seus colegiados de ensino e pesquisa pelas
mesmas diretrizes que regem análogos órgãos nas universidades”
(Parecer CNE 600/97).
Um outro tipo de instituição consiste nas faculdades integradas. Estas são
definidas no Decreto 3.860, como instituições com propostas curriculares em mais de uma área do conhecimento, organizadas para atuar com regimento comum e comando unificado.
A criação de novos cursos superiores nas faculdades integradas, bem como nos institutos superiores e faculdades depende de autorização do poder executivo (Decreto 3.860, artigos
12 e 13). As faculdades integradas compreendem, então, vários cursos, os quais se pautam por um único estatuto e regulamento jurídico, possuindo conselhos superiores e diretorias acadêmicas e administrativas, que governam o conjunto das faculdades. Estas faculdades não são, necessariamente, pluricurriculares, nem precisam, obrigatoriamente, desenvolver a pesquisa e a extensão, nos termos das universidades.
Finalmente, tem-se os chamados “estabelecimentos isolados”. As faculdades
isoladas são instituições de ensino superior que, em geral, desenvolvem um ou mais cursos e que apresentam estatutos próprios e distintos para cada curso. São formas organizacionais muito encontradas na realidade brasileira, conforme se poderá verificar, mais adiante, nos dados sobre os quantitativos destas instituições no País.
A reforma universitária se deu em 1968, época em que as universidades sofreram modificações mudanças em sua estrutura acadenica e administrativas, uma das mudanças mais conquistadas foi a abolição do regime de cátedras
Importante entender um pouco a lei nº 5.540/68, já consta a definição do processo decisório para dirigentes das Universidades Federais através de órgãos colegiados, tendo como base estatutos e regimentos. Esta lei estabelecia ainda que “o Reitor e o Diretor de universidade, unidade universitária ou estabelecimento isolado, de caráter particular, serão escolhidos na forma dos respectivos estatutos e regimentos”.(Lei, 5.540/68, Par.III)
Assim, a partir da legislação de 1968 as universidades federais passaram a
ser estruturadas pelos seguintes órgãos:
Órgãos supervisores
- Conselho Universitário – CUN – órgão colegiado obrigatório vinculado à
administração superior – composto pelo Reitor, Vice-Reitor, ex-Reitor, decano dos
Reitores, Pró-reitores, representantes docentes e discentes, diretores das unidades de ensino
e representantes da comunidade acadêmica e dos diferentes setores da sociedade.
- Conselho de Curadores – órgão obrigatório nas universidades estruturadas
sob a forma da Autarquia -, responsável pela fiscalização da execução econômica e
financeira (função de auditoria), composto por representantes da comunidade acadêmica,
do setor produtivo do Estado-sede da instituição e por um representante do MEC.
- Conselho Diretor – órgão da administração superior, existente nas universidades organizadas sob a forma jurídica de Fundação – que desempenha funções de
natureza administrativa e fiscal.
- Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CEPE – órgão de supervisão e
coordenação das atividades de ensino e pesquisa, em nível de administração superior, composto pelo reitor, vice-reitor, pró-reitores de áreas, representantes de cada uma das unidades universitárias, docentes de todas as categorias e representantes discentes.
- Reitoria – órgão que dirige todas as atividades universitárias, tanto
administrativas como acadêmicas, em nível executivo. Seu poder é exercido pelo reitor, vice-reitor e pró-reitores.
Órgãos Setoriais
- Centros (ou faculdades/Institutos/escolas) – de caráter facultativo -,
resultante da fusão de institutos e faculdades, com a função de coordenar os departamentos.
- Conselho Departamental – de caráter deliberativo e consultivo -,
constituído pelo diretor e vice-diretor da unidade acadêmica, chefes de departamentos acadêmicos, representantes do corpo docente nas diversas categorias, e por representantes discentes.
- Diretoria – órgão executivo – que dirige, coordena, fiscaliza e superintende
as atividades das unidades acadêmicas e administrativas.
O governo colegiado é aquele que se apóia em órgãos colegiados. Uma boa
maneira de caracterizar esse tipo governo é tomar como exemplo o caso de uma instituição federal de ensino superior. Na Universidade de Brasília, por exemplo, os principais órgãos, isto é, os órgãos colegiados superiores, são o CONSUNI, seguido pelo Conselho de Ensino,
Pesquisa e Extensão – CEPE (na prática, funciona através de câmaras específicas: de pós-graduação),
de ensino de graduação e de extensão) e o Conselho de Administração – CAD -,
que envolve diretores de institutos e faculdades. No estatuto da UnB, esses órgãos são definidos da seguinte forma: O CONSUNI é o órgão final deliberativo da universidade, para traçar a política universitária e funcionar como instância de recurso. É composto por membros do Conselho de Administração e do Conselho de Ensino e Pesquisa, representantes da comunidade e representante da Associação de Ex-alunos.
O CEPE, por sua vez, é o órgão superior deliberativo e consultivo da Universidade, em matéria de ensino, pesquisa e extensão. É constituído pelo reitor, vice-reitor e pelos decanos de graduação, de pesquisa e pós-graduação e de extensão. Finalmente, o CAD é constituído por órgão superior deliberativo e consultivo da Universidade em matéria administrativa.
Dele fazem parte o reitor, o vice-reitor, os decanos de assuntos administrativos e
financeiros e de assuntos comunitários, diretores de faculdades, diretores de órgão suplementar e representantes do corpo discente.
A autoria de Jacques Velloso destaca em um dos seus artigos que para garantir a autonomia didático-científica das universidades, caberá aos seus colegiados de ensino e pesquisa decidir, dentro dos recursos orçamentários disponíveis, sobre:
I – criação, expansão, modificação e extinção de cursos;
II – ampliação e diminuição de vagas;
III – elaboração da programação dos cursos;
IV – programação das pesquisas e das atividades de extensão;
V – contratação e dispensa de professores;
VI – plano de carreira docente.
Fica claro que hoje o nosso ensino superior tem dois caminhos o público e o privado e que o IES venho com uma nova oportunidade Entre novas oportunidades para as IES, destacam-se as inúmeras parcerias como por exemplo as organizações não governamentais envolvendo, por exemplo, a problemática ambiental -, com secretarias municipais e estaduais – incluindo a participação conjunta em programas de alfabetização de adultos, de atendimento odontológico e hospitalar e no controle e prevenção de doenças -, e com várias empresas e indústrias, sobretudo as pequenas e micros, interessadas nos conhecimentos produzidos e disponíveis nas IES.
Muitas vezes, as empresas e outras organizações da sociedade procuram, preferencialmente, as IES particulares por estas apresentarem maior velocidade nas respostas às demandas que lhe são dirigidas, e menos “burocracia”, comparativamente às instituições públicas, facilitando a ação conjunta e a realização de novas parcerias com essas empresas e organizações. A esse respeito, algumas IES privadas apontam que determinadas “ONGs” manifestam claramente que têm preferido realizar convênios com essas instituições, por considerarem muito “restritivas” as possibilidades de acordo com as públicas. Significando, tais restrições, o que consideram um forte “academicismo” e uma visão muito “teórica” presente nas IES públicas, de “difícil aplicação na realidade concreta”. Ou seja, as particulares estariam em melhores condições de responderem a essas demandas da sociedade, segundo tais interpretações, a despeito de não possuírem, em geral, o mesmo escopo de conhecimentos científicos e tecnológicos das IES públicas, especialmente as federais. Essa é uma sinalização importante para o campo da disputa que se apresenta proximamente entre as IES do País.
Não obstante as possibilidades apontadas anteriormente, resultados
provenientes de pesquisas anteriores, junto às universidades públicas, revelam que é muito forte a “marca” de uma instituição deste tipo junto a importantes setores da sociedade, especialmente o meio empresarial, desejoso de estabelecer contatos e realizar convênios com instituições de reconhecido nome e peso científico e acadêmico. Empresários e organizações da sociedade não estão interessados apenas no conhecimento necessário à solução de seus problemas concretos, mas, sobretudo, na “chancela”, no “nome” da instituição. E, nesse caso, muitas universidades públicas ainda levam certa vantagem competitiva, em relação às particulares.
Diante dessas considerações e levando em conta ainda o grande potencial de pesquisa e ensino instalado nas IES públicas, bem como do quadro de docentes, em geral bem qualificado, é difícil sustentar que as particulares tomarão o lugar das públicas, pelo menos no curto ou médio prazo, modificando as hegemonias atuais. Sem dúvida que novos espaços de concorrência e especialização ocupados por IES particulares poderão alterar algumas posições no conjunto e afetar o jogo de disputa; porém, nenhuma evidência empírica parece sustentar o “fim das públicas” e a hegemonia das instituições privadas.
Talvez, no ensino e na extensão, as particulares possam adquirir maior
visibilidade e importância, comparativamente à situação atual e no confronto com as IES públicas. Estas ainda permanecem com grande peso e importância no campo da pesquisa brasileira, e, apesar da crise atual, das restrições orçamentárias, dos crescentes custos da ciência contemporânea, dos problemas decorrentes de uma limitada transferência de conhecimentos das universidades para amplos setores da sociedade, a base científicotecnológica já consolidada nessas instituições ainda representa um diferencial importante nesse campo de atividades acadêmicas. Entretanto, mesmo essa vantagem comparativa poderá não se manter ou ser inviabilizada, caso essas instituições não iniciem programas
amplos de reformas e mudanças estruturais, sobretudo em sua gestão, que passam pela necessidade de formulação de projetos de desenvolvimento institucional e de direcionamento estratégico, a fim de lidar com um ambiente altamente competitivo e diferenciado.
Por outro lado, as particulares, que poderão dispor de novas oportunidades e benefícios provenientes de um ambiente mais dinâmico, têm a enfrentar, especialmente no curto prazo, um conjunto de importantes desafios, oriundos de pressões as mais diversas.
Entre estas, destacam-se o que me pareceram as principais preocupações dos dirigentes das IES privadas: as exigências e restrições decorrentes do novo aparato normativo e da legislação recente voltada ao ensino superior, especialmente a atual LDB, bem como problemas apontados nas relações com o MEC.
REFERENCIAL TEÓRICO:
universidades: um debate atual.ANDES. Ano VI, nº10. Brasília. 1996.
federais brasileiras. Revista do Conselho de Reitores das Universidades
Brasileiras. Volume 13, nº 26. Brasília, 1991.
experiência das universidades paulistas. ANDES. Ano VIII, nº 17. Brasília
1998.
Paralelo 15 – São Paulo, Marco Zero, 2000.
Universidades Brasileiras. Volume 12, nº 25. Brasília,1990
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