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Grande abraço
ENFERMEIRO RICARDO RIVERO
E-mail para contato: riversilvacursosenfermagem at gmail.com
Arquivo de janeiro, 2009
http://blig.ig.com.br/riversilvacursosenfermagem/
RUBÉOLA
RUBÉOLA
O que é?
Doença infecciosa causada por vírus (classificado como um togavirus do gênero Rubivirus), que acomete crianças e adultos, embora esteja entre as que os médicos comumente denominam como próprias da infância. Trata-se de doença comumente benigna que cursa com febre, “rash” (manchas tipo “urticária” na pele) que dura aproximadamente 3 dias e aumento de gânglios linfáticos (linfonodomegalias para os médicos e ínguas para os leigos) embora possa apresentar-se de forma “subclínica” (quando o paciente praticamente não sente nada). Pode tornar-se potencialmente grave quando acomete mulheres grávidas, pois pode causar mal-formações no feto, sobretudo quando contamina gestantes no primeiro trimestre. Raramente pode ser causa de inflamação em articulações (artrite) em adultos. Outra designação que os médicos comumente usam para doenças virais que causam manchas na pele como a rubéola é de viroses exantemáticas (que causam exantema que é a expressão médica para designar as manchas da pele).
Como se adquire?
Através da inalação de gotículas de secreção nasal de pessoas contaminadas que contém o vírus ou via sangüínea, no caso do feto, a partir da mãe grávida. Os períodos mais “contaminantes” ocorrem desde 10 dias antes do “rash” até 15 dias após o seu surgimento. Crianças nascidas com rubéola, por contágio da mãe grávida (rubéola congênita) podem permanecer fonte de contágio por muitos meses.
O que se sente?
Após o contágio leva-se em média 18 dias até ter o primeiro sintoma ( período de incubação). A apresentação inicial é em geral indistinguível de uma gripe comum e dura de 7 a 10 dias com febre , dores nos músculos e articulações, prostração, dores de cabeça e corrimento nasal transparente até o surgimento das ínguas (linfonodomegalias) e posteriormente o “rash” (manchas na pele), que duram 3 dias e desaparecem sem deixar seqüelas, estes dois últimos achados com início na face e no pescoço e disseminação pelo tronco até a periferia.
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico clínico (pelo conjunto dos sintomas e achados ao exame físico feito pelo médico) somente é confiável em vigência de epidemia, uma vez que os sintomas são comuns a muitas viroses, inclusive a gripe comum, e as manchas de pele também são achados de um significativo número de viroses (mononucleose, sarampo, dengue, etc). E é justamente esta a forma mais freqüente de diagnóstico. Naqueles casos em que há necessidade de precisão no diagnóstico (excluir doenças mais graves que determinarão intervenções e/ou tratamentos) dispõe-se de exames de detecção de anticorpos (substâncias que o nosso corpo produz contra o vírus da rubéola) no sangue que são bem mais específicos e sensíveis.
Como se trata?
Não há tratamento específico antiviral. Poucos pacientes demandam tratamentos sintomáticos, em geral analgésicos comuns controlam as dores articulares e musculares ou febre.
Como se previne?
Para diminuir a circulação do vírus da rubéola, a vacinação é muito importante, a qual é recomendada de rotina aos 15 meses de idade (vacina MMR) e para todos os adultos que ainda não tiveram contato com a doença (vacinação de bloqueio). Gestantes não podem ser vacinadas e as mulheres vacinadas devem evitar a gestação até o mês seguinte à vacinação. Isolamento: todas as crianças e adultos devem ficar afastados de outras pessoas durante o período da doença.
As gestantes devem fazer controle por exames de sangue quando necessário.
Para as pessoas hospitalizadas é feito isolamento até a cura da doença.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico?
Quando algum familiar for portador de rubéola a preocupação maior recairá sobre mulheres grávidas e potencialmente grávidas que eventualmente entrem em contato com o portador da infecção. O que fazer em caso de contato?
SARAMPO
Dr. Bruno Vaz da Costa
Médico Pediatra de
doenças infecto-contagiosas
O sarampo é uma doença viral, infecto-contagiosa e atinge com mais severidade populações de baixo nível sócio-econômico.
O contágio acontece através de secreções respiratórias. Os indivíduos expostos podem adquirir as infecções através de gotículas veiculadas por tosse ou espirro, por via aérea, podendo as partículas virais permanecerem por tempo relativamente longo no meio ambiente.
A transmissão inicia-se antes do aparecimento da doença e perdura até o 4º dia após o aparecimento da erupção.
Antes da existência da vacina, o sarampo era considerado uma doença incurável. O período de incubação, geralmente, é de 8 a 12 dias.
Vírus Morbillivirus
Quadro clínico
O vírus se instala na mucosa do nariz e dos seios ( 1 ) para se reproduzir e depois para ir para a corrente sanguínea.
A indisposição que antecede a doença têm duração de 3 a 5 dias e caracterizam-se por:
febre alta;
mal estar;
coriza(2 ) ;
conjutevite;
tosse;
falta de apetite.
Nesse período podem ser observadas na face interna das bochechas as manchas brancas (Koplik) que são características da doença.
O exantema maculopapular (pinta na pele) inicia-se na região retroauricular, espalhando-se para a face, pescoço( 3 ) , membros superiores, tronco e membros inferiores. A febre persiste com o aparecimento do exantema.
No 3º dia, o exantema tende a esmaecer, apresentando descamação fina com desaparecimento da febre, sendo a sua persistência sugestiva de complicação.
Presença de gânglios é manifestação comum do sarampo em região do pescoço e nuca. A diarréia é ocorrência freqüente em crianças com baixo nível sócio-econômico.
LEPTOSPIROSE
O que é
É doença infecciosa, uma zoonose, causada por uma série de bactérias de aspecto muito peculiar lembrando um saca – rolhas, chamada leptospira. A forma mais grave da doença e com mais alta mortalidade é associada ao Leptospira icterohaemorrhagiae, chamada, com mais propriedade, doença de Weil.
Como se adquire ?
A infecção humana na maioria das vezes está associada ao contato com água, alimentos ou solo contaminados pela urina de animais portadores do leptospira. As bactérias são ingeridas ou entram em contato com a mucosa ou pele que apresentem solução de continuidade. Os animais classicamente lembrados são os roedores mas bovinos, eqüinos, suínos, cães,e vários animais selvagens são responsabilizados pela difusão da doença. A contaminação entre pessoas doentes é absolutamente rara.
O que se sente ?
A doença é classicamente descrita como se mostrando em duas fases distintas. Após um período médio de 2 semanas desde a contaminação surgem os 1os sintomas (incubação) febre, calafrio, conjuntivite, dor nos músculos (mialgia), fotofobia (incômodo na presença da luz), dor de garganta, gânglios no pescoço, estes sintomas vagos permanecem por 3 a 7 dias. Quando parece que está chegando a cura, recrudescem as queixas. A piora é secundária à disseminação da doença, agora com envolvimento de vários órgãos e do sistema vascular. Surgem novos e importantes sintomas icterícia (amarelão) e hemorragia que dão nome à própria bactéria ( Leptospira icterohaemorrhagiae), no maior número de casos a doença é autolimitada, persistindo por 1 a 3 semanas. A moléstia pode ser mortal em 5 a 20 % dos casos principalmente em idosos. A morte se dá freqüentemente por insuficiência renal.
Como se faz o diagnóstico ?
A suspeita clinica, mialgia (dores musculares), febre e conjuntivite, acrescidas da possibilidade de contato com: água, alimentos, vísceras, solo, etc. contaminados por animais que estejam excretando leptospira, principalmente o contato com urina de roedores autorizam a investigação laboratorial. A leptospira pode ser isolada do sangue ou do líquor nos1os 10 dias da doença; da urina a partir da 2a semana onde persiste por 30 dias ou mais. As técnicas de cultura são demoradas e difíceis. Anticorpos podem ser identificados sorologicamente durante ou após a 2a semana. De maneira geral estes testes são realizados em laboratórios oficiais.
Como se previne ?
A leptospirose é problema de saúde pública.A imunização de animais domésticos está indicada de rotina.A falta de controle dos ratos e as más condições de vida da população estão ligados à maioria dos casos no Brasil. Algumas profissões (agricultores, trabalhadores em abatedouros, caçadores, veterinários, lenhadores, pessoas que trabalham em esgotos, em arrozais e militares), têm tal risco de pegar a doença que tanto a vacinação humana como os usos profiláticos de antibióticos podem ser indicados.
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