Jane Isabel Biehl
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SEMINÁRIO
Trabalhadores da área de enfermagem
debatem qualificação profissional
Evento é parte de projeto desenvolvido pelo Ministério da Saúde. Cespe/UnB é um
dos parceiros da iniciativa
Vagner Vargas
Da Assessoria Técnica de Comunicação do Cespe/UnB
29/10/2008
Dentre todas as ações na área da saúde brasileira, 75% são desempenhadas
por profissionais de enfermagem. Com base neste número, que mostra a
importância desta classe no país, foi realizado, nos dias 27 e 28 de outubro, o
seminário “Avaliação de competências e certificação profissional: limites e
possibilidades no âmbito da saúde”, organizado pelo Ministério da Saúde (MS).
O foco do evento foi o Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da
Área de Enfermagem (Profae), criado em 1999 com o objetivo de qualificar mais de
200 mil trabalhadores que atuavam no Sistema de Saúde brasileiro sem a
capacitação necessária. O Profae também foi desenvolvido com as metas de
promover a escolarização de 95 mil profissionais que não haviam concluído o
ensino fundamental e complementar os estudos de outros 90 mil auxiliares com o
intuito de habilitá-los como técnicos de enfermagem.
De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
do MS, Francisco Campos, o trabalho de capacitação realizado pelo Profae é
importante, mas deve ter continuidade. “Não basta formar e capacitar um vasto
contingente de profissionais, temos de dar sustentabilidade a essa pessoas,
precisamos ter a certeza de que elas estão aptas para realizar um trabalho tão
importante”, destacou o secretário.
Para garantir essa sustentabilidade, foi criado o Sistema de Certificação de
Competências, cujo propósito é avaliar o conhecimento adquirido pelos profissionais
capacitados pelo Profae em três dimensões: teórico, prático e ético-profissional. Foi
nesta etapa do projeto que o Ministério da Saúde contou com a parceria do Centro
de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB).
O Centro foi o responsável por validar os instrumentos de avaliação antes
que eles fossem de fato utilizados. Para isso, foram realizados testes, entre 2007 e
2008, em cinco cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Natal e Rio
Branco.
Como explica a psicometrista do Cespe/UnB, Fabiana Quiroga, as provas
passaram por uma análise criteriosa. “Todos os itens foram classificados por nível
de dificuldade. Também observamos a característica das questões que tiveram
mais erros e mais acertos”, revela. Os resultados obtidos com as análises foram
apresentados durante o seminário e comporão um relatório técnico a ser entregue
ao Ministério da Saúde em novembro.
Para o diretor-geral do Cespe/UnB, Joaquim José Soares Neto, o trabalho
desenvolvido com essa parceria proporcionou um crescimento muito grande para a
instituição. “É de extrema importância para a UnB que haja mais ações como esta,
tendo em vista que a Universidade é um grande laboratório para a formação de
avaliadores na área da saúde”, ressalta. Neto ainda faz questão de elogiar a equipe
do projeto. “Gostaria de parabenizar o pessoal que se envolveu neste projeto e
seguiu à risca tudo que foi proposto. Eles foram sempre muito rigorosos e fizeram
um excelente trabalho”, completa.