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06/11/2008 - 17:09

Álcool: Diversão ou Dependência?

Soa-se entre alguns amigos e familiares a expressão muito comum: “bebo por diversão, quando quiser eu paro”.

De certo, é o que deveria acontecer: o indivíduo ter domínio sobre a bebida alcoólica, porém, em muitos casos o que acontece é ele ser dominado pelo álcool, desenvolvendo então, a dependência alcoólica.

Percebe-se que há uma passagem rápida e quase imperceptível pelo usuário: da diversão à dependência.

Aquele que alegrava e divertia o grupo passa a ser inconveniente, rejeitado e discriminado pelos próprios amigos, algumas vezes pela família e por toda a sociedade.

Nesta fase inicia-se uma problemática para o dependente e seus familiares, pois o alcoolista tem dificuldade de perceber as perdas que estão ocorrendo em sua vida, sejam materiais ou morais, prejuízos financeiros, profissionais e inclusive os desajustes familiares conseqüentes do uso abusivo do álcool e diante desta panorâmica, encontra-se toda uma família doente e desestruturada.

Quando o alcoolista é questionado, afirma que pode parar de beber quando quiser.  Este mecanismo de defesa, a negação, é muito comum entre os usuários de drogas lícitas ou ilícitas, eles mesmos recusam ser dependentes e acreditam que não dependem de ninguém, pois bebem com seu próprio dinheiro.

Livrar-se do alcoolismo sem ajuda médica, psicoterapêutica, uma referência espiritual ou grupos de auto-ajuda é quase uma utopia.

Há alguns que se arriscam a parar de beber sem auxílio profissional, mas 90% dos casos recaem, pois sofrem com a síndrome da abstinência, que são sintomas e sensações desagradáveis e para evitá-las, mantêm o uso do álcool.

Lembrando que todo alcoolista começou bebendo “socialmente”.

O grupo de auto-ajuda AA, (Alcoólicos Anônimos), tem como lema: “Evitar o primeiro gole e Sóbrio só por hoje”.

É preciso encontrar uma motivação para desejar ter uma excelente qualidade de vida. Como sempre digo: “Quem ama cuida e também se cuida”

 

Adriana dos S. Ramos

Psicóloga responsável pela Renascense Clínica

 

 

Fonte da notícia: Jornal Mais Notícias – 06/11/2008 – Ed 270
Autor: adrianaramos.psi@ig.com.br - Categoria(s): Psicologia Tags:
17/10/2008 - 12:05

Tricofagia e Tricotilomania

Arrancar e comer cabelos?
Sim, este mal existe!

Já ouviu esta expressão popular: “Fiquei nervosa de arrancar os cabelos”?

Talvez esta expressão não tenha nada a ver com a doença que irei discorrer aqui, mas com certeza esta doença tem tudo a ver com esta expressão.

Tricotilomania é uma compulsão que consiste em arrancar os próprios fios, normalmente são os cabelos. Outra compulsão correlacionada é a Tricofagia: o indivíduo ingere o fio arrancado. Alguns picotam os fios com os dentes antes de ingeri-lo, outros, os engolem inteiros.

Houve um caso no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu/SP, que foi necessária uma cirurgia para retirar o acúmulo de fios de cabelos que tomou o formato do estômago da paciente.

A ansiedade favorece comportamentos atípicos para os pacientes aliviarem-se de suas tensões, que por sua vez, até lhe oferecem prazer momentâneo, porém estão sujeitos a adquirir doenças graves, como uma destas.

Segundo a paciente E.C., 33 anos, que sofre de Tricotilomania e Tricofagia, tudo começou quando por um acaso pegou um fio de seu cabelo e o mordeu. Na época, estava com 13 anos, desde então, sofre deste Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Resistir ao impulso de arrancar os cabelos é algo quase incontrolável, apesar de os pacientes serem Dra. Adriana Ramos, Psicólogaconscientes dos danos causados à sua saúde, como: problemas estomacais; intestinais; capilares; irritação nas gengivas devido aos pequenos pedaços de fios de cabelo dentre os dentes e por debaixo da gengiva. Além destes, há os danos psicológicos: o paciente sente-se impotente, culpado, sente até nojo de si mesmo, priva-se do contato social temendo ser julgado, o que acontece quando as pessoas desconhecem esta patologia.

Como em quase todas as doenças psicológicas, os pacientes que sofrem de Tricofagia são resistentes a reconhecer que precisam de ajuda profissional.

Nem sempre é possível detectar visualmente um paciente que sofre deste transtorno, pois ele evita arrancar os cabelos publicamente (o que nem sempre consegue), e ainda, as falhas capilares são normalmente na região da nuca.

Devido a isto, é importante que os profissionais das áreas da saúde, beleza (cabeleireiros e estética), familiares e amigos fiquem atentos, e se julgar necessário sugira uma entrevista com um psicólogo, pois como sempre digo: “Quem ama cuida”.

Por

Adriana dos S. Ramos
Psicóloga e Consultora em Recursos Humanos
CRP 06/73966

(11) 4828-6828

Autor: adrianaramos.psi@ig.com.br - Categoria(s): Psicologia Tags:
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