Metáfora da Carruagem – Katha Upanishad
Atma (Eu) é o dono da carruagem.
Buddhi (discernimento) é o cocheiro.
Manas (funções pensantes) sao as rédeas.
Indriya ( forças sensoriais) sao os cavalos.
Sharira (corpo) é a carruagem.
Vishya (objetos de percepçao) é o campo de pastagem.
Uma forma de entendermos o conhecimento do Ser é atraves de metaforas pois guardamos mais facilmente.
A metáfora usada na Katha Upanishad é que a carruagem é como fosse nosso corpo. Os cavalos que puxam a carruagem sao nossos sentidos, como percebemos o mundo, ou no caso, o campo de pastagem. As rédeas para direcionar os cavalos sao os nossos pensamentos. Quem controla os cavalos é o cocheiro, ele que direciona o cavalo ir mais rápido, mais devagar, desviar de pedras, buracos, a hora de parar, e isso é que chamamos de discernimento. O papel dos cavalos é apenas sair andando, pastar, sem distinguir se come a grama lisa ou a mais enrugada pois faz melhor para o intestino dele. Esse é o papel do cocheiro, de Buddhi. O dono da carruagem é aquele que diz ao cocheiro qual o trajeto que deve ser feito, sem o dono da carruagem, nao existe carruagem, cocheiro, cavalos, rédeas…. o dono independe da carruagem, Ele simplesmente é. Ja o resto depende do Ser para existir.