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Arquivo de outubro, 2009

22/10/2009 - 15:06

Estimulo dos sentidos

Dentro dos 6 tesouros dentro da escola Vedanta, um que me chamou muito a atenção foi DAMA, subjugação dos sentidos.

Estamos em um período onde somos hirperestimulados o tempo todo e com isso, perdemos a nossa capacidade de perceber coisas mais sutis, fora e dentro de nos.

Quanto mais voces estimula um sentido, mais ele atrofia. Isso é facil de perceber quando uma pessoa ouve musica muito alta por anos seguidos e depois desses anos, a audiçao dela fica debilitada, fica dificil de ouvir tudo no som ambiente ou baixo.

Esse tesouro dentro do Vedanta, nos ensina que nós deveríamos fazer jejum dos sentidos, para assim perceber coisas que nao se percebe com o excesso de estimulo, como a sutileza do som do silencio. Jejum de som, da fala, da comida… com isso se percebe sons nunca percebidos, evita falar coisas desnecessárias e sabores nunca antes saboreados.

So quando experimentamos essas açoes, vemos os benefícios ou malefícios que podem trazer. Segundo o Swami Dayananda, experiencia todo mundo tem, o tempo todo. Experiencia nao é conhecimento. Somente quando aprendemos com as experiencias, é que se torna conhecimento.

Namaste!!

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
08/10/2009 - 14:45

Metáfora da Carruagem – Katha Upanishad

Atma (Eu) é o dono da carruagem.

Buddhi (discernimento) é o cocheiro.

Manas (funções pensantes) sao as rédeas.

Indriya ( forças sensoriais) sao os cavalos.

Sharira (corpo) é a carruagem.

Vishya (objetos de percepçao) é o campo de pastagem.

Uma forma de entendermos o conhecimento do Ser é atraves de metaforas pois guardamos mais facilmente.

A metáfora usada na Katha Upanishad é que a carruagem é como fosse nosso corpo. Os cavalos que puxam a carruagem sao nossos sentidos, como percebemos o mundo, ou no caso, o campo de pastagem. As rédeas para direcionar os cavalos sao os nossos pensamentos. Quem controla os cavalos é o cocheiro, ele que direciona o cavalo ir mais rápido, mais devagar, desviar de pedras, buracos, a hora de parar, e isso é que chamamos de discernimento. O papel dos cavalos é apenas sair andando, pastar, sem distinguir se come a grama lisa ou a mais enrugada pois faz melhor para o intestino dele. Esse é o papel do cocheiro, de Buddhi. O dono da carruagem é aquele que diz ao cocheiro qual o trajeto que deve ser feito, sem o dono da carruagem, nao existe carruagem, cocheiro, cavalos, rédeas…. o dono independe da carruagem, Ele simplesmente é. Ja o resto depende do Ser para existir.

Exemplo extraido da aula da Lia Diskin, 8/10/2009.
Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/10/2009 - 13:26

O poder da palavra

Uma vez, um santo estava fazendo uma palestra sobre o mantra. Ele dizia: “O mantra é grande. O mantra nos leva a Deus”. Alguém gritou do fundo da sala: “Como você pode dizer que um mantra nos leva a Deus? Se eu digo pão, pão, vai me ser dado esse pão?”

Senta-te, bastardo!” gritou o santo. Quando o homem ouviu isso, ficou furioso. Começou a tremer e seus cabelos ficaram arrepiados. Até mesmo sua gravata começou a vibrar. Ele gritou: “Como pode, você que é considerado como sendo um homem santo, utilizar-se de uma palavra tão suja comigo?”

“Sinto muito, senhor”, disse o santo. “Por favor, acalme-se e diga-me o que aconteceu.”

“Você tem a audácia de me perguntar o que aconteceu? Não percebe que me insultou?”

“Apenas utilizei um insulto, e que efeito tão poderoso causou sobre você”, disse o santo. “Se é isso o que acontece com um insulto, o que o faz pensar que o nome de Deus, que é a Verdade suprema, não tem seu próprio poder e não vai afetá-lo? Se os insultos podem fazer nosso sangue ferver, por que não terá o nome de Deus poder para os transformar?”

Página extraída do livro: Medite – Swami Muktananda – Editora Pensamento.

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
06/10/2009 - 22:19

Por que gosto disso e nao daquilo

“Quando o primeiro contato com algum objeto nos surpreende e o consideramos novo ou muito diferente do que conhecíamos antes ou então do que supúnhamos que ele devia ser, isso faz com que o admiremos e fiquemos espantados com ele.

E como tal coisa pode acontecer antes que saibamos de alguma forma se esse objeto nos é conveniente ou não, a admiração parece-me ser a primeira de todas as paixões. E ela não tem contrário, porque, se o objeto que se apresenta nada tiver em si que nos surpreenda, não somos emocionados por ele e o consideramos sem paixão.”

René Descartes, em “As Paixões da Alma”.

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
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