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Arquivo de abril, 2009

25/04/2009 - 03:04

Hora de voltar

Depois desses meses viajando, muita coisa passou, mudou, inovou, transformou, renovou, desandou, e terminou.

Queria terminar essa viagem com um poema que eu conheci nesse período que estava na Índia. O autor é Antonio Machado e traduz muito bem o que está acontecendo e o que foi essa viagem para mim.

Caminante son tus huellas

El camino y nada mas

Caminante no hay camino

Se hace camino al andar

Al andar se hace camino

Y al volver la vista atras

Se ve la senda que nunca

Se ha de volver a pisar

Caminante no hay camino

Sino estrelas en la mar.

 

Namastê!

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
24/04/2009 - 17:58

O dia mais engraçado

Hoje, em meu último dia em Amsterdam, aconteceu de tudo!! Claro que para manter o padrão da viagem, não poderia ser diferente. Quando eu digo tudo, é tudo mesmo… Tudo engraçado, lógico!

Primeiro, eu resolvi alugar uma bicicleta. Fui a um lugar que me indicaram, mas não deu certo. Então, dei umas voltas pelo centro e acabei alugando num lugar onde o cara não era muito amigável. Peguei a bicicleta, saí empolgada e, de repente, vi que não tinha breque. Quase atropelei uma moça. Voltei ao lugar onde eu tinha alugado e o cara me disse que para brecar eu tinha que pedalar para trás… Ahhhh, tá bom que eu vou conseguir fazer isso, pensei. Peguei outra, com breque normal e fui desbravar Amsterdam em duas rodas.

No começo, estava um pouco insegura, achando que ia cair, essas coisas, mas depois peguei o jeito. Fui tentar achar novamente o Museu de Tulipas, mas não consegui… Juro que procurei em toda parte, mas não achei. Olhei no mapa e, mesmo assim, não funcionou.

Fiquei meio perdida no caminho porque o timing com bicicleta é totalmente diferente de quando estamos andando a pé… Me perdi pra caramba hoje, vocês não tem idéia do quanto. Depois de um tempão pedalando, parei para almoçar perto do parque dos museus. Super agradável, pegando uma cor, lendo um livro, comendo uma saladinha gostosa, tomando um ice tea e aí, do nada, surge um cara vestindo um terno todo colorido, mais dois outros segurando uma câmera e microfone e começaram a perguntar se eu poderia falar o que eu achava de Amsterdam. Eu falei que a cidade era muito bonita, muito alegre, tinha tanto a parte cultural quanto a parte de entretenimento, bares, shows etc. Depois falaram que ia sair no programa tal… mas não guardei o nome. Vou ficar famosa em Amsterdam!!! hahhahahahha

Depois disso, fui tentar achar a minha bicicleta porque, só para vocês terem uma idéia, existem 60.000 bicicletas aqui. Bom, depois de pelo menos uns 20 minutos, achei minha bicicleta e fui em direção à escola de yoga para fazer uma aulinha. Não tinha erro, era pegar uma reta, virar à direita e pronto, estava lá. Pelo menos foi isso o que eu achei… Fiquei perdida por uma hora!!! Devo ter ido para o subúrbio de Amsterdam… Não me achava no mapa e as pessoas para quem eu perguntava onde estava, simplesmente me ignoravam.

É engraçado que quando estamos perdidos sempre tentamos achar um ponto familiar. Eu achei uma rua chamada Beethoven, me lembrava o filme dos cachorrinhos. E não é que deu certo! Eu estava bem longe de onde deveria estar, mas peguei as ruas certas e cheguei à aula. Um pouco atrasada, é verdade. 

Fiz uma aula muito boa, meditei, assentei e voltei para minha peregrinação em duas rodas. Ah, um conselho: não andem de bicicleta com banco duro e façam aula de yoga no mesmo dia, isto pode deixar seus ísquios sensíveis. Ganhei um monte de incenso e chá do professor e da mulher dele!! Até me chamaram para dar aula aqui em uma próxima vez.

Fui devolver minha bicicleta e deu tudo certo para chegar ao lugar, não me perdi e nem atropelei ninguém. Teve uma hora que estava subindo uma pontezinha e estava difícil porque a minha perna já estava cansada de tanto peladar e da aula de yoga e aí passou um carro por mim e o motorista disse: “Go go go… you can do it!”. Ri tanto que quase não consegui subir.

Tinha me planejado para comprar uns presentinhos no final do dia, depois de deixar a bicicleta, só que não contava que todas as lojas fechavam às 19hs. No caminho para o hotel, todas as lojas estavam fechadas!!!! hahhahahaha. E vieram umas ucranianas pedir informação sobre a rua do hotel delas. O bom é que era na rua detrás do meu hotel, então pude ajudar!

Cheguei super cansada de peladar o dia inteiro e ainda tenho que arrumar as minhas malas. Não sei como vou fazer, porque se eu abrir as malas, tenho que ficar para fora do quarto: não cabe tudo junto dentro! Pelo menos tenho uma boa trilha sonora, pois está tendo uma festa embaixo da minha janela, com pessoas bêbadas e animadas, ouvindo de blues a rock!

Namaste!!!

 

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
23/04/2009 - 23:07

Yoga em Amsterdam

Hoje fui fazer uma aula de yoga, meu corpo estava sentindo falta e para falar a verdade, a cabeça também.

Procurei na internet e escolhi um lugar com um nome sugestivo, “Unlimited Health”, e que não ficava muito longe de onde estou hospedada.  O lugar era bonito, tinha um restaurante com comida sattvic (sem cebola, alho e muito menos carne) e paguei 5 euros, sendo que por esse valor poderia fazer todas as 5 aulas do dia. Realmente, o Brasil é um dos lugares em que se paga mais caro para praticar yoga.

Bom, deixei minhas coisas no vestiário, fui para uma sala bem grande, devia caber umas 50 pessoas, que estava à meia luz e tinha um sonzinho de fundo. Já gostei… tinha um clima. Chegou o professor com cara de indiano e pensei: “De duas uma, ou dei muita sorte, ou caí numa roubada porque professor indiano na Europa nem sempre é um bom professor”. Eu estava sentada no meu tapetinho, de olhos fechados e começou a meditação, sem instrução nenhuma. Somente todos ficaram quietos e o professor ficou sentado de olhos fechados sem falar nada.

Depois, ele fez uma saudação com as mãos na frente do peito, aumentou o som com o mantra Om Namah  Shivaya, que repetimos por algumas vezes. E aí comecou a aula, fizemos um tipo de aquecimento junto com a respiração. Primeiro sentados, depois em pé, com muitas variações, lembrando um pouco uma aula de Kundalini Yoga. Fizemos algumas saudações ao sol e depois teve uma pausa para tomarmos um pouco de água e voltamos para continuar a aula. A prática terminou sem relaxamento, sem mantra, nem um namaste.

A aula física em si, foi mais energizante, mais para suar, mas as coisas que ele falava, fiquei impressionada… Muito boas, coerentes, passando conhecimentos que iam desde o que as posturas faziam no corpo até sobre o propósito do yoga: que é uma forma de vida e não colocar o pé atrás da cabeça.

No final, fui falar com o professor, que se chama Anil, nasceu no Quênia há 62 anos, mas os pais são indianos. Quando eu perguntei qual era o estilo de yoga da aula dele, ele me respondeu: ” Yoga!”. ADOREIIIII!!!! Ficamos conversando um tempão, almocei no restaurante da escola que é comandado pela mulher dele. Caminhamos no parque e ele me contou a história dele e dos mestres. Até ganhei um cd do Baba dele. Divertido! Sempre é bom encontrar pessoas que estão no mesmo caminho que o nosso, parece que fazemos parte da mesma família, e de certa forma, somos uma grande família de yoguis.

Hari Om!

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/04/2009 - 15:11

Inspirando

“Wisdow tells me

I am nothing.

Love tells me

I am everything.

And between the two, my life flows”.

Sri Nisargadatta Maharaj

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/04/2009 - 22:29

Dias especiais

Acabo de passar dias muito especiais. Minha viagem está chegando ao fim, ainda fico mais alguns dias em Amsterdam. Vindo para cá, algumas coisas passaram pela minha cabeça: tudo o que passei nessa viagem de três meses, as pessoas que conheci, momentos que vivi, coisas que descobri… 

Ontem, presenciei um momento muito especial, um pôr do sol da “laje” do apartamento que estava em Paris, com vista para a Torre Eiffel. Sensacional!!! Hoje, para me despedir de Paris, fiz um almoço bem francês. Comi uma baguette com queijo no parque de Luxemburgo, aproveitando o sol. Coisa bem típica comer no parque aproveitando o sol, mesmo que o vento esteja frio, como hoje.

A viagem de trem Paris- Amsterdam é relativamente curta, quatro horas e pouco e tem uma vista maravilhosa. A estrada passa por lagos e plantações de tulipas… uma das coisas mais bonitas que já vi. Tulipas vermelhas, amarelas, laranjas…. lindo demais. Até me inspirou a visitar o museu das tulipas, aqui em Amsterdam.

E, para fechar o dia com chave de ouro, quando cheguei e estava indo para o hotel (diga-se de passagem que se meu quarto tiver 3 metros quadrados é muito, mal cabe minha mala) eu vi outro pôr do sol lindo refletindo no canal.

Ai ai… depois disso não posso pedir muita coisa, né?? Só agradecer…

Namaste!

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
19/04/2009 - 18:50

Paris.. sempre Paris

Paris é uma cidade para todos os gostos. Tem quem ame, tem quem deteste. Eu fico no meio termo, amo, mas tenho algumas restrições.  Por exemplo, os parisienses não podem ser chamados de simpáticos. Aliás, muito pelo contrário. Lógico que tudo tem suas exceções, às vezes, muito às vezes, encontra-se alguns que são super simpáticos, ajudam, agradam. Mas, como eu disse, são exceções.

Mas, em compensação, a cidade é o máximo. É uma delícia poder caminhar por horas e não sentir cansaço porque podemos ver os monumentos, museus (para mim, o D’orsay é o melhor), pessoas elegantes -sempre na última moda (bem diferente do que eu vi em Budapeste), vários cafés com mesas na calçada, onde se fica tomando um chocolat chaud e admirando os tipos estranhos que passam. E, o melhor de tudo: lojas, lojas, lojas e mais lojas…. porque, afinal de contas, aqui é um paraíso para se comprar. Apesar de que, por incrível que pareça, nunca vi Paris tão vazia… Acho que a crise pegou.

Dessa vez, fiquei num apartamento e estou amando. Uma experiência bem diferente do que ficar em hotel. É bom poder comprar um queijo (quanto mais fedido, melhor), um vinho (o nacional é o melhor.. hahahha), um pão francês, que aqui é baguette e chegar em casa e poder ficar à vontade para saborear essas maravilhas. Ainda mais que o clima está ajudando, está fazendo um friozinho, e ficar em casa acaba sendo um super programa.

Aqui percebo o valor das coisas. O essencial é a vida e o que lhe dá requinte. Nem preciso comentar o contraste que há entre Delhi e Paris… E, como já escrevi anteriormente, me causa muito espanto que uma cidade com tantas coisas boas e bonitas tenha, ao mesmo tempo, pessoas tão infelizes e mal humoradas. Em contrapartida (com a reforma ortográfica acho que é assim que se escreve, agora), Delhi, uma cidade enorme, barulhenta, suja, mas com templos maravilhosos, pessoas gentis e dispostas a ajudar e sempre sorrindo.

Esse contraste é que me faz dar valor a tudo que tenho, mostra para mim que o conforto e a segurança estão dentro de nós e que o que pode ser fútil para alguns é essencial para outros. Saber que tudo são prazeres da vida e devem ser desfrutados e apreciados de forma correta e sem apego. Isto significa que bebo um bom vinho, como um belo queijo, compro o que o meu dinheiro me permite, mas com consciência de que se não puder fazer nada disso, ainda assim vou continuar muito feliz, pois tem coisas que não podem ser compradas e que substituem esses requintes, que é poder contemplar tudo que a vida tem a oferecer.

A vida é muito curta. A gente nunca sabe quando a nossa hora está chegando, não existe um relógio ao nosso lado falando: “agora faltam 26 anos”. E muito menos sabemos se existe prorrogação. Por isso, nunca devemos nos esquecer de desfrutarmos a vida e tudo o que ela tem a nos oferecer.

Namastê!

Obs: Em memória do Leo, que nunca deixou de aproveitar a vida.

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
15/04/2009 - 08:23

Buda – Peste

Cheguei a Budapeste, vindo de Praga, depois de algumas horas de carro. A estrada é muito boa, apesar do motorista achar que não. Acho que meus parâmetros,depois da India, estão meio desregulados, afinal, não encontramos nenhuma vaca na estrada. Na República Tcheca, o motorista comprava um ticket de pedágio, colova no parabrisas e passava como se fosse um sem parar. Na divisa com a Hungria, ele reclamou muito e disse que esse país é muito esquisito, as pessoas tem que parar no pedágio, pagar e pegar um recibo. Realmente, muito esquisito, principalmente para os brasileiros que nunca viram coisa igual.

A cidade é uma das mais bonitas que eu já visitei, especialmente a paisagem com o Rio Danubio dividindo Buda e Peste. O clima está bem quente, parece verão com as flores colorindo toda a cidade, especialmente com tulipas e cerejeiras.

Chegamos no domingo de Páscoa e a segunda tambem é feriado: Pascuela. Entäo, tudo estava fechado, inclusive os museus e as igrejas. Nunca vi igreja fechar aos domingos!!! “Afinal, os padres também säo filhos de Deus”, brincou minha mãe!

A única coisa que podiamos fazer era bater perna. Fizemos um lindo passeio pelo Danúbio, pois estava sol, e tivemos uma explicação sobre a história da cidade e de todos os monumentos que beiram o rio, como o castelo de Buda, o Parlamento, que é maravilhoso, e foi completamente destruído durante a guerra e depois reconstruído, assim como todas as pontes. Dá até vontade de estudar história depois de conhecer essa cidade pois eles foram invadidos por quase todos os povos, desde os hunos, passando pelos romanos, turcos e austríacos, só para citar alguns.

Eles carregam uma marca muito forte do comunismo, sairam da segunda guerra mundial e cairam nas mãos da União Sovietica, com o comunismo. As pessoas não podiam frequentar as igrejas, e os padres tiveram que começar a trabalhar nas fábricas para se sustentarem. Segundo o nosso guia, todo mundo trabalhava, dava o dinheiro para o governo dividir, só que eles ficavam com quase nada e o governo com tudo. Isso me lembra o Brasil, só que o apelido não é esse!!

A lingua é impossivel, só para vcs terem uma idéia, vejam as teclas que tem nesse computador: Ö, Ő, Ű, Ü,ß Đ, đ, Ł, ł, ˘. Como contribuicäo para a cultura geral de vcs para qdo vierem para cá: köszönöm=obrigado. Pronúncia: cossonome.

Uma coisa muito curiosa aqui é a moda. As pessoas tem um gosto muito duvidoso, e por isso, fizeram uma rua chamada Fashion Street, com todas as marcas internacionais, porque o resto é.. como posso dizer… bem brega! E não estou sendo crítica, depois coloco uma foto para vocês verem os modelitos. Ah!, amarelo vai estar na moda. Mas amarelo gema, geeeeema.

Namaste! E Niszlát (tchau)!!!

 

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/04/2009 - 13:24

Praga

Nada com chegar em Praga e encontrar os meus pais!!! Matar um pouco da saudade.

Na verdade, cheguei antes deles e para ja comecar a entrar no clima do novo estilo de viagem que vou fazer com eles, fui fazer uma massagem no hotel. Adorei!!! O cara sabia fazer massagem direitinho e foi bom para soltar toda a tensao do meu pescoco porque nao eh facil andar com uma mochila de quase 20kg nas costas pelo metro de Vienna.

Passeamos bastante, colocamos as fofocas em dia, ate ganhei ovo de pascoa!!!!

E nao poderia ficar melhor, a lua esta cheia e o clima esta quente. Como eh bom poder aproveitar essa viagem com meus pais, num outro estilo, mas me divertindo muito.

Namaste!

 

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/04/2009 - 21:42

Vienna – lua quase cheia

Essa foi uma das cidades que mais gostei nessa viagem. As pessoas são simpáticas, prestativas, bonitas, arrumadas e educadas.

Os lugares que visitei são maravilhosos. O gostoso mesmo é andar pelas ruas porque em cada esquina tem um monumento! Andei o dia inteiro e isso me causou um pequeno problema… bolha no pé.

Como não poderia faltar, fiz um programa cultural depois de passear um dia inteiro, parei para comer a torta de chocolate mais famosa da Áustria, no Cafe Sacher, em frente a Ópera, com um belo pôr do sol e vendo a lua quase cheia nascendo.

Inspirador!!!!

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
06/04/2009 - 18:10

Encontro

Da profundeza do Ser

Transpondo a limitacao de um Ser ilimitado

E na essencia,

Resgatar a beleza de um amor sublime, com todas as formas, sabores e sorrisos.

Uma entrega numa certeza incerta.

Um encontro chamado liberdade.

Um encontro chamado amor.

Um encontro chamado reconhecer- Ser!

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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