Arquivo de fevereiro, 2009
28/02/2009 - 14:20
dia 16 de fevereiro….
Levantamos e saímos às 9 horas porque tinhamos um passeio de barco pelo lago Udaipur. A vista do restaurante do hotel Fateh Garh (www.fatehgarh.in) é maravilhosa, dá para ver toda a cidade e o serviço, para o padrão indiano, é muito bom.
O passeio de barco foi uma delícia, vimos o Lake Palace Hotel, um dos mais caros da Índia, o palácio do Marajá, que é o segundo maior da Índia. Paramos numa ilha chamada Jag Mandir, onde tinha acabado de ser realizado um casamento.A Glau falou que o próximo casamento que vai acontecer lá, vai ser o dela.
Depois fomos ao City Palace, um museu que fica ao lado do lago e que é bem bonito. Na verdade, esse museu faz parte da propriedade do rei local, só que eles começaram a transformar os palácios em hotéis e abriram os museus para visitação pública como forma de trazer renda para a família.
Almoçamos no The Whietling Teal – Jhadol Haveli e depois fomos à casa do Vikran, nosso guia. Foi muito legal, a família inteira estava lá para nos receber. O pai dele, um senhor super simpático, ficou o tempo todo conosco, conversando, contando histórias, fazendo a gente comer um monte. O Vikran mostrou o vídeo do casamento dele: ele em cima do elefante, todo nervoso porque não conhecia a noiva, nunca tinha visto sequer uma foto dela. Um festão!!!
No dia seguinte, fomos para Delhi à tarde. Detalhe, de excesso de bagagem foram quase 100kg, mas o cara deixou a gente pagar apenas a metade!
Depois de um hora e meia de trânsito em Delhi, chegamos ao hotel e as meninas ainda estavam com forças para comprar as pashiminas para um amigo da Maria Amélia… Ai, que pique!
O fundador da cidade de Udaipur foi Rama Udai Singh, por isso que a cidade se chama Udaipur, Pur significa cidade e Udai é o nome do fundador.
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Viva o presente. O ansioso vive no futuro. O rancoroso vive no passado. Aproveite o aqui e o agora. Nada se repete, tudo passa. Faça seu dia valer a pena.
Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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28/02/2009 - 14:07
Estou em uma cidade muito linda, da qual dá para ver os Himalaias bem branquinhos. Fica perto do Tibet.
A viagem de trem foi divertida. O vagão tinha camas, mas não no estilo inglês, todo bonitinho, eram triliches: três camas, uma em cima da outra. Um pouco claustrofóbico! Para nossa sorte, minha e da Debbie, conseguimos arrumar uma cama ao lado da janela, que só tinha uma cama em cima e, o melhor é que a pessoa que iria dormir na cama acima da minha mudou para a cama ao lado. Foi muito engraçado, foi uma noite sinfônica: cheia de arrotos e roncos, por todos os lados.
No caminho, vimos neve e ficamos um pouco preocupadas porque não viemos preparadas para a neve. Temos apenas o Croc para usar nos pés!
Quando chegamos a Kathgodam, tinha um motorista nos esperando e seguimos em uma viagem de três horas e meia, por uma estrada em zigue-zague. Dormi metade da viagem, senão ia passar mal.
Fomos direto para a casa da irmã da Shambhavi, a Saby. Ela é super simpática e nos levou direto para nossa casinha, com vista para os Himalaias. Nem acredito que vou passar 10 dias aqui, só meditando, indo a templos, fazendo yoga e caminhando… Tudo que precisava.
Só tem um probleminha….a Saby cozinha muito bem e do jeito que estou comendo, vou engordar uns 20kg!!! hahahahahaha
Visitamos um templo maravilhoso chamado Jhula Devi, fizemos uma cerimônia linda lá com o panjiti, uma espécie de sacerdote do templo. Depois de 25 dias de viagem ficando hospedada em palácios, fazendo compras e viajando sem parar, estou agradecendo imensamente poder fazer um pouco da minha prática espiritual aqui. É muito silencioso, calmo, com pouca coisa para fazer…. É muito bom parar um pouco, contemplar.
Tem uma coisa que aprendi com minha nova amiga Kanika…. Todo dia é um dia de sorte!
Namaste!
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Tags: Himalaia, India, Sorte, Templo, Tibet, Trem
28/02/2009 - 13:55
Dia 23 de fevereiro, foi dia de Shiva, um dia super auspicioso e de sorte.
Fomos ao correio para eu despachar meus 4 kg extras e demoramos apenas 2 horas. Primeiro, fomos a uma agência do correio, que ficava ao lado do hotel, mas eles só mandavam cartas. Então, fomos a pé para um correio JPO que despachava coisas maiores. Foi uma aventura, pois tínhamos que atravessar as ruas sem sermos atropeladas. Aqui existe a seguinte regra: é melhor atravessar andando, porque se você correr, a chance de ser atropelada é bem maior. E, no final deu certo!
O correio não atende na hora do almoço e, é claro que chegamos na hora do almoço. Tá todo mundo lá, mas ninguém trabalha nesse horário, só às 13:35. Conhecemos um brasileiro na fila de costurar o pacote, o Otávio. Sim, não existe caixa, o pacote é feito com um pano que é enrolado nas coisas que você vai despachar e tem um funcionário que fica costurando. Ficamos conversando com o Otávio e ele contou que está viajando há quase um ano e só vai voltar para o Brasil no final desse ano, 2009. Que já conheceu toda a América do Sul fazendo trabalho voluntário. Foi para a Europa e agora está aqui e pretende conhecer toda a Ásia.
Depois de conseguir despachar as minhas coisas, preencher todos os papéis que vocês possam imaginar, fomos almocar em um restaurante que nem parecia ser indiano. Era todo arrumado, estilo americano, com balcão, mesa de salada, parecia até um Rascal… hahahhahaa… Comemos muito bem.
Fomos para o hotel fazer o check-out. A Kanika nos buscou para fazermos a nossa oferenda num templo, bem pequeno, de Ganesha. Rodamos atrás de leite, porque tínhamos que oferecer leite para Shiva, no dia dele, para dar mais sorte. Paramos num mercadinho, esvaziamos 4 garrafas de água e colocamos leite dentro, numa máquina que você coloca moeda e sai leite… Foi tão engracado que só faltou ter um vaca atrás da máquina com os negócios de tirar leite.
Chegamos ao templo e as únicas que não eram indianas, eramos eu e a Debbie. Compramos um saquinho com algumas coisas para oferecer para Shiva e dentro tinha de tudo: manjericão,côco, pétalas de rosa, umas frutas e Hemp, mais conhecido como maconha!!! hahhahahahaha… Achei engraçadíssimo, mas, com todo respeito, ofereci a folha de maconha para Shiva. Se ele gosta, quem sou eu para falar alguma coisa, né?
Saímos de lá e fomos jantar em um restaurante super gostoso, perto do Can Market. Saindo de lá, fomos direto para a estação de trem, para ir para Ranikhet.
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28/02/2009 - 13:35
Saímos às 4 da manhã da Glass House para pegar o trem em Haridwar. Conheci uma jornalista inglesa que estava ao nosso lado na estação, colocando a mãe no trem. Ela está fazendo matérias para um guia turístico sobre a India, então está viajando para conhecer lugares para se hospedar, comer etc. Belo trabalho!!
O trem que pegamos era meio ruinzinho, tinha até rato passeando. Obviamente o trem atrasou e chegamos bem na hora do almoço. Fomos para o hotel, deixamos as malas e fomos comer no Mac. Um Mac Veggie, uma delícia, vale a experiência!
Com o estômago cheio, a mulherada partiu para as compras e eu fui atrás de um novo aparelho de celular, para eu usar aqui nos próximos 40 dias. Voltei para o hotel para encontrar a Debbie e a Kanika, uma indiana, nora da minha professora Shambhavi. A Shambhavi vai casar em março, aqui na Índia.
Fomos, as três, comprar roupa para o casamento. E a Kanika não deixou a gente pagar nada, dizendo que estamos acostumados a dar e precisamos aprender a receber. Então tá bom!!!
Fomos ao Q’BA, um restaurante&bar, aquele da baladinha com o Ricky, para o nosso último jantar com todas as meninas do grupo. Não teve tanta agitação como da última vez. Mas, como na comida da Pati veio um prego da panela, nós ganhamos a sobremessa de graça.
Se fosso em outro lugar, a gente não pagaria nem o jantar.
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23/02/2009 - 11:05
Glass House, a 28 km de Rishikesh, é um dos meus lugares preferidos. A estrada está bem melhor do que da última vez em que passei por ela, mas isso não quer dizer que esteja boa. É um lugar muito gostoso, sem nenhum barulho que não seja o do Ganges…. Maravilhoso, perfeito!
Chegamos e já entrei no rio Ganges para me banhar e tirar a inhaca, porque, afinal de contas, esse rio é sagrado. Muito gelado, mas vale muito a pena! Fiquei tomando sol na pedra, meditei, fiquei em silêncio. Tudo que estava precisando.
Fiz uma massagem mais forte porque estava toda tensa por causa da viagem. Foi uma delícia, um pouco forte demais, fiquei cheia de manchas roxas nas pernas. Mas, pelo menos estou bem relaxada. Fiz uma sauninha, tomei um banho quente e fui dormir cedinho.
No dia seguinte, foi aniversário da Joana. Fizemos um rafting lindo! Imaginem a cena: a gente no bote, vendo as montanhas verdinhas, o Ganges com cor de esmeralda, um sol quentinho e várias corredeiras gostosas que refrescavam a gente de vez em quando.
À tarde, fomos a uma caverna ao lado do hotel para conhecer um Baba. Babas são aqueles homens que renunciam a tudo para viver numa caverna. Ficam meditando, quase sem roupa. Foi muito engraçado porque ele tinha relógio, rádio e até celular. A rotina dele é dormir das 18 à meia noite, acordar, meditar 4 horas e depois banhar-se no Ganges, dormir das 6 às 10 e atender as pessoas no resto do dia. Não senti muita sabedoria nele, mas tem um ótimo humor. Ele tem 70 anos e um corpinho enxuto, apesar de não ter mais nenhum dente na boca. O que não faz falta porque ele só toma líquido.
Depois fizemos um ritual para a Joana e jantamos. O céu estava maravilhoso, cheio de estrelas!!!
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23/02/2009 - 10:54
Fomos visitar o templo de Durga, que fica bem no alto, em Rishikesh. Uma hora subindo, bem perto do céu, numa estradinha que nem dramin ajuda. No meio do caminho, paramos para comer no super, mega resort, Ananda Spa. O almoço foi maravilhoso, nem parecia que estávamos na Índia. Até comi salada e nem passei mal. Não foi muito caro, 1200 rupees, mais taxas.
Depois do almoço, fomos para o Templo de Durga. Durga é conhecida como uma deusa guerreira que representa a energia feminina dos deuses Brahma, Vishinu e Shiva. A chegada ao templo foi muito engraçada, porque quanto mais a gente subia, pior ficava a estrada. A Regina que estava no mesmo carro comigo, deixou o japa mala de lado e pegou o terço pois disse que não estava funcionando e se ela morresse queria ir direto para o céu. Começamos a cantar a última música das nossas vidas, da Vanessa da Mata, ” that’s no way, it’s over, good luck..” hahahhaha. Pelo menos a gente estava mais perto do céu do que do inferno.
Apesar do drama da subida, chegamos muito bem. Depois da estradinha, ainda faltavam muitos degraus para chegar de fato ao lugar, mas valeu muito a pena. Tem uma vista espetacular , dá para ver até os picos nevados dos Himalaias. Fizemos um ritual para Durga, contemplamos e voltamos.
Obviamente que, depois de tanta devoção, a mulherada se acabou em compras!!! hahhahahaha… E viva os opostos!
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19/02/2009 - 14:15
Cheguei a Rishikesh há uns dois dias e estou em casa!!!!! Putz, como amo esse lugar, a energia, o astral… Tudo!!!
Fui a vários satsangs, com o Prem Baba, Shanti Mayi e Swamiji. Ontem foi um dia muito especial. Eu já tinha marcado uma reunião com o Swamiji, um dos três santos da India, e encontramos com ele em sua sala particular. Fui muito bem recebida por ele, como se nós estivéssemos estado juntos na véspera. A última vez que eu o vi foi em agosto, quando ele e a secretária estiveram em São Paulo, e eu tomei conta dos dois. Conversamos rapidamente com ele e depois ele convidou todo o grupo para o puja com as criancas na frente do ashram dele, onde tem um Shiva enorme, e também para jantar com ele.
Foi muito melhor do que eu esperava. Ele me chamou para ficar ao lado dele durante todo o tempo do ritual do fogo. Fiquei sentada ao lado dele e enquanto cantávamos os mantras, víamos o pôr do sol. Incrível! Uma grande honra!!!!!
Depois, voltamos para dentro do ashram e tivemos um satsang com ele, no qual ele falou bastante da importância de conciliar a meditação com a ação doada (karma yoga). E também, que ninguém precisa se converter ao hinduísmo, budismo, e sim permanecer na própria religião, adotando uma postura correta e exercendo o yoga na própria religião. O grupo do Dr. Rugue, que está fazendo um curso de ayurveda aqui no asharam fez o satsang conosco, e foi especial para todos.
Uma das coisas que ele falou e que eu gostaria de compartilhar com vocês, porque mexeu muito comigo, foi a resposta que ele deu a uma pergunta sobre o apego: o se sentir apegado às pessoas que a gente gosta. Ele disse que existe uma bela diferença entre desapego e indiferença. Desapego é você se preocupar com as pessoas que você ama, cuidar de todos sem se esquecer de deixar um tempo para você, para se conectar com o divino. E, se por acaso, alguém partir por qualquer situação, aceitar que não ficou somente a metade de você, mas um ser inteiro, que está triste com a partida, mas que continua inteiro. E a vida é assim mesmo, mas na essência existe só um. E o apego é achar que quando estamos com outra pessoa e ela parte, sua metade foi embora, e isso nao é real.
O exemplo é muito bom: uma mãe quando vai levar o filho para escola, faz o lanche, se preocupa para colocar tudo, vestir o filho, ensinar que tem que estudar antes da prova. Mas depois quando ele já está na escola, ficar pensando se ele colocou o casaco porque está esfriando, se ele vai comer o lanche ou estudou o suficiente para a prova, isso é apego. Você tem que direcionar sua energia nas suas ações enquanto você está presente com as pessoas que você ama. Depois disso, o que se ensinou vai dar certo se a pessoa agir correto. Então, temos que agir da forma correta e deixar as coisas fluirem, aceitando o que vier.
Vou ficar meio off-line nos proximos dois dias… depois mando notícias!!!
Namaste!!
Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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19/02/2009 - 14:09
Hoje fui conhecer o Prem Baba, que é um Guru brasileiro que está no ashram do mestre dele, aqui em Rishikesh, e também é o lugar onde grande parte dos brasileiros se reúnem. O satsang é uma reunião na qual as pessoas fazem perguntas ao guru e cantam mantras.
A pergunta de hoje foi: Quais são as palavras mais valiosas que você gostaria de dividir conosco?
Resposta, depois de um longo silencio: “O que quero dividir é o silêncio. Mas como sei da sua dificuldade em compreender o silêncio é que uso as palavras. Apesar do esforco, faço isso por compaixão. Assim, quais são as palavras mais valiosas para mim?? Presença, e o que nasce dela, como calma, silêncio e simplicidade. Essas são as palavras mais valiosas para mim.
Mas não são as palavras que quero dividir com vocês. O que quero transmitir esta além das palavras. A mente se tornou muito esperta, roubou muita energia para ela e deixou pouca para o coração. Então, queremos entender… entender… entender…. aquilo que não pode ser entendido. Você não pode entender o silêncio, você o experimenta. Mas, a mente está sempre desejando algo mais.
Essa é sua maior defesa, você quer entender tanto e isso o impede de ser natural e espontâneo. O silêncio é o perfume do seu Ser. E, as principais notas desse perfume são a calma e a simplicidade.
O principal mecanismo de defesa contra sua real natureza é a racionalizacao. Sua mente é ávida, quer assaltar o céu. Veja que curioso, você quer assaltar porque quer ter, mas é justamente isso que te impede de tê-lo.
Existe uma história que fala de uma grande batalha no céu, entre Durga e Mahisha (que simboliza o egoísmo). Mahisha fez muita austeridade, meditação e mantras até que Brahama apareceu para ele e lhe perguntou:
- Voce fez muita asteridade, o que você quer com isso?
Mahisha responde: – Eu quero a imortalidade.
- Mas todos os seres tem que morrer, assim é a vida.
- Como assim, fiz tudo isso por nada???
Mahisha estava ávido, louco por poder e fez um pedido para Brahma: queria morrer pelas mãos de uma mulher. E Brahma concedeu.
Mahisha pensou: Um figura tão frágil como uma mulher jamais poderá me matar! Assim tenho a imortalidade.
Foi com seu exército para o céu, para assaltá-lo e encontrou Indra pronta para guerrear. E aconteceu uma grande batalha, onde todos os devas saíram correndo porque ninguém conseguia enfrentá-lo. E Indra perdeu seu trono para Mahisha.
Mahisha mudou a ordem cósmica dizendo que ninguém mais poderia adorar Brahma, Vishinu e Shiva e quem o fizesse seria morto. Revoltados, Brahma, Vishinu e Shiva se reuniram e por causa de sua fúria nasceu uma forma feminina, que brilhava mais que 1000 sóis, chamada Durga. Ela foi para o céu, com o exército de todos os deuses, e disse que iria acabar com Mahisha.
Quando ela chegou, Mahisha sentiu um frio na barriga e aconteceu outra grande batalha, onde só restaram os dois. Ele se transformou num búfalo e ela arrancou a cabeça dele com sua espada. Só que cada gota do sangue dele se transformava em um novo guerreiro. Então, uma parte de Durga se transformou na deusa Kali, que bebia cada gota do sangue, ganhando a batalha.
Essa historia tem várias interpretações, mas eu quero falar daquela que diz que nada pode ser meu, tudo é emprestado e só Deus sabe o que é bom para mim. Então, precisamos aprender a nos entregarmos a ele.”
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Viva o presente. O ansioso vive no futuro. O rancoroso vive no passado. Aproveite o aqui e o agora. Nada se repete, tudo passa. Faça seu dia valer a pena
Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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18/02/2009 - 13:13
Vc não sabe, hoje fiz a primeira massagem da minha vida!! Foi super esquisito, um homem passando a mão em mim todo, argh, nojento… E ainda mais com um monte de óleo…. Nossa, já tomei uns 3 banhos e to todo melecado ainda!!!
Vc não tem idéia, começou que entrei na sala do cara e ele mandou eu tirar toda a roupa!! Eu que já não gosto de homem passando a mão em mim, fiquei imaginando ele passando a mão na minha bunda ou pior ainda perto do meninão!! Adivinha, fiquei de cueca e mesmo ele insistindo não tirei nem por um katzo!!
Daí começou o tormento, passa a mão daqui, passa de lá, passa de novo daqui, enfim aquele passa ou repassa que nem Gugu Liberato ou Celso Portioli aguentariam…
Eu tava parecendo aqueles frangos de padaria, virava prá um lado e botava óleo, virava pro outro e tchatcha mais óleo, de costas e mais óleo, de frente e joga óleo no meninão!! Meu Deus, eu pensava, da onde esse moço tira todo esse óleo quente?? Ah, importante, a porra do óleo era quente e tinha cheiro de gergelim com ervas, ou seja, de frango de padaria, já tava quase sendo servido ali mesmo, temperado e pronto pro abate!!!
Enfim, calma que não acabou, depois de todo esse vira-vira, passa e repassa, o cara bota uma venda nos meus olhos e começa a jogar um líquido na minha testa, ou como eles falam, no meu terceiro olho!! Daí, não sei como, não sei porque e não sei exatamente quando, apaguei!! Isso mesmo, dormi de repente!! Foi muito louco!!!
Quando acordei, o cara mandou eu sentar na maca, tava tão cheio de óleo que a minha bunda não sentava, escorregava pra um lado e pro outro, sambando!! Depois ele me colocou dentro de uma mini sauna que só ficava com a cabeça pra fora… Eu com 1.91m e 100 kg numa mini sauna… Eu que já não gosto de sauna e me irrito passando muito calor, fiquei lá dentro 5 min, quando deveria ter ficado 30, mas faz parte, sou assim mesmo!!
Depois de tudo isso, quando eu já não aguentava mais, queria ir embora e tava de saco cheio, o cara cisma de passar um pó no meu corpo dizendo que neutraliza o óleo todo!!! Adivinha, não aguentei, desencanei do pó e fui embora correndo daquela sala de tortura!!
Eh essa foi minha experiência ayruvedica!!
Bjinhos e Bjoes,
Ricardo Gentil.
PS: Ricardo Gentil é um amigo meu, brasileiro, que está trabalhando em Nova Delhi.
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18/02/2009 - 12:04
Rohet foi escolhida como uma parada estratégica para não fazermos uma viagem muito longa de Manvar a Udaipur. Mas a cidade acabou surpreendendo a todas. Pegamos um atalho por uma estrada do exército, um certo “agrado” deles claro, e levamos menos tempo para chegar do que as 4 horas programadas.
Ficamos hospedadas num palácio, ainda habitado pela casta dos guerreiros, e o irmão do dono veio nos recepcionar. Incrível o que uma viagem longa, só com mulheres, pode fazer:foi só aparecer um indiano mais ajeitado, sem usar aquelas roupas bizarras, que a mulherada caiu matando… hahahahha. Brincadeira. Mas até que o menino era ajeitadinho.
Um lugar muito legal para ficar e relaxar. Umas meninas até arriscaram fazer a mão e o pé, mas não tem jeito, só no Brasil mesmo para fazer a mão e o pé direito. Comemos no hotel, passeamos pela cidadezinha e, por sinal, viramos novamente a atração da cidade. Jantamos sob um céu estrelado. No dia seguinte de manhã, fizemos uma aula de yoga com a Lucila… Foi uma delícia para soltar o corpo e relaxar a mente.
Um bom lugar para recuperar as energias das longas viagens de ônibus….
Namaste!
Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
Tags: ônibus, dicas, India, manvar, palácio, Viagem
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