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24/11/2009 - 16:33

Autobiografia em Cinco Capítulos

1)Ando pela rua

Há um buraco fundo na calçada

Eu caio

Estou perdido… sem esperança.

Não é culpa minha.

Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2)Ando pela mesma rua.

Há um buraco fundo na calçada

Mas finjo não vê-lo.

Caio nele de novo.

Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.

Mas não é culpa minha.

Ainda assim leva um tempão para sair.

3)Ando pela mesma rua.

Há um buraco fundo na calçada

Vejo que ele ali está

Ainda assim caio… é um hábito.

Meus olhos se abrem

Sei onde estou

É minha culpa.

Saio imediatamente.

4)Ando pela mesma rua.

Há um buraco fundo na calçada

Dou a volta

5)Ando por outra rua.

*Poema de Portia Nelson, citado por Sogyal Rinpoche em “O Livro Tibetano do Viver e do Morrer” pág: 55, cedido gentilmente pela professora Lia Diskin.

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
10/11/2009 - 09:01

Amazonia – cristalina e acabando

Acabei de voltar de uma semana na Amazonia, em um lugar incrivel chamado reserva Cristalino, no Cristalino Jungle Lodge. O pessoal do Cristalino faz um trabalho maravilhoso de preservaçao da floresta e isso é visivel desde o momento em que se esta chegando de aviao, em Alta Floresta. É uma regiao completamente desmatada para o plantio de soja e criaçao de gado… quando eu digo completamente, nao é brincadeira. Fiquei chocada em ver varios quadrados desmatados, somente com pedaçoes minusculos de floresta.

Chegando em Alta Floresta, fiquei feliz em ver que o hotel Cristalino na cidade, preserva a floresta da propriedade do hotel, fazendo um trabalho com a comunidade local de eduçao ambiental. Para chegar na reserva Cristalino, onde fica o Lodge, passamos por algumas madereiras que tinham toras 2 vezes maiores que uma caminhonete grande… deu vontade de chorar, nunca tinha visto uma coisa daquela.

Para a minha felicidade e do mundo tambem, existe uma regiao imensa preservada pelos donos do Cristalino Lodge. É mata mesmo, intocada, do mesmo jeito que foi encontrada quando o Brasil foi colonizado. Um lugar maravilhoso, cheio de vida, energia vital, com especies de animais que so existem la, rio com pesca proibida, infraestrutura com o minimo impacto ambiental… simplesmente incrivel!!!

 http://www.youtube.com/watch?v=7HKocrR9b…

Mas eu fiquei com o sentimento de acabou a floresta…. nao gosto muito de coisas radicais, mas vi esse video radical mas acho que é um “chacoalhao”que precisamos para fazer alguma coisa porque nao é mais uma coisa que vai acontecer, esta acontecendo e acabando. Temos que ter consciência das nossas açoes e nos responsabilizar por elas!

 http://www.youtube.com/watch?v=PiuOp7Vzm…

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
22/10/2009 - 15:06

Estimulo dos sentidos

Dentro dos 6 tesouros dentro da escola Vedanta, um que me chamou muito a atenção foi DAMA, subjugação dos sentidos.

Estamos em um período onde somos hirperestimulados o tempo todo e com isso, perdemos a nossa capacidade de perceber coisas mais sutis, fora e dentro de nos.

Quanto mais voces estimula um sentido, mais ele atrofia. Isso é facil de perceber quando uma pessoa ouve musica muito alta por anos seguidos e depois desses anos, a audiçao dela fica debilitada, fica dificil de ouvir tudo no som ambiente ou baixo.

Esse tesouro dentro do Vedanta, nos ensina que nós deveríamos fazer jejum dos sentidos, para assim perceber coisas que nao se percebe com o excesso de estimulo, como a sutileza do som do silencio. Jejum de som, da fala, da comida… com isso se percebe sons nunca percebidos, evita falar coisas desnecessárias e sabores nunca antes saboreados.

So quando experimentamos essas açoes, vemos os benefícios ou malefícios que podem trazer. Segundo o Swami Dayananda, experiencia todo mundo tem, o tempo todo. Experiencia nao é conhecimento. Somente quando aprendemos com as experiencias, é que se torna conhecimento.

Namaste!!

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
08/10/2009 - 14:45

Metáfora da Carruagem – Katha Upanishad

Atma (Eu) é o dono da carruagem.

Buddhi (discernimento) é o cocheiro.

Manas (funções pensantes) sao as rédeas.

Indriya ( forças sensoriais) sao os cavalos.

Sharira (corpo) é a carruagem.

Vishya (objetos de percepçao) é o campo de pastagem.

Uma forma de entendermos o conhecimento do Ser é atraves de metaforas pois guardamos mais facilmente.

A metáfora usada na Katha Upanishad é que a carruagem é como fosse nosso corpo. Os cavalos que puxam a carruagem sao nossos sentidos, como percebemos o mundo, ou no caso, o campo de pastagem. As rédeas para direcionar os cavalos sao os nossos pensamentos. Quem controla os cavalos é o cocheiro, ele que direciona o cavalo ir mais rápido, mais devagar, desviar de pedras, buracos, a hora de parar, e isso é que chamamos de discernimento. O papel dos cavalos é apenas sair andando, pastar, sem distinguir se come a grama lisa ou a mais enrugada pois faz melhor para o intestino dele. Esse é o papel do cocheiro, de Buddhi. O dono da carruagem é aquele que diz ao cocheiro qual o trajeto que deve ser feito, sem o dono da carruagem, nao existe carruagem, cocheiro, cavalos, rédeas…. o dono independe da carruagem, Ele simplesmente é. Ja o resto depende do Ser para existir.

Exemplo extraido da aula da Lia Diskin, 8/10/2009.
Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/10/2009 - 13:26

O poder da palavra

Uma vez, um santo estava fazendo uma palestra sobre o mantra. Ele dizia: “O mantra é grande. O mantra nos leva a Deus”. Alguém gritou do fundo da sala: “Como você pode dizer que um mantra nos leva a Deus? Se eu digo pão, pão, vai me ser dado esse pão?”

Senta-te, bastardo!” gritou o santo. Quando o homem ouviu isso, ficou furioso. Começou a tremer e seus cabelos ficaram arrepiados. Até mesmo sua gravata começou a vibrar. Ele gritou: “Como pode, você que é considerado como sendo um homem santo, utilizar-se de uma palavra tão suja comigo?”

“Sinto muito, senhor”, disse o santo. “Por favor, acalme-se e diga-me o que aconteceu.”

“Você tem a audácia de me perguntar o que aconteceu? Não percebe que me insultou?”

“Apenas utilizei um insulto, e que efeito tão poderoso causou sobre você”, disse o santo. “Se é isso o que acontece com um insulto, o que o faz pensar que o nome de Deus, que é a Verdade suprema, não tem seu próprio poder e não vai afetá-lo? Se os insultos podem fazer nosso sangue ferver, por que não terá o nome de Deus poder para os transformar?”

Página extraída do livro: Medite – Swami Muktananda – Editora Pensamento.

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
06/10/2009 - 22:19

Por que gosto disso e nao daquilo

“Quando o primeiro contato com algum objeto nos surpreende e o consideramos novo ou muito diferente do que conhecíamos antes ou então do que supúnhamos que ele devia ser, isso faz com que o admiremos e fiquemos espantados com ele.

E como tal coisa pode acontecer antes que saibamos de alguma forma se esse objeto nos é conveniente ou não, a admiração parece-me ser a primeira de todas as paixões. E ela não tem contrário, porque, se o objeto que se apresenta nada tiver em si que nos surpreenda, não somos emocionados por ele e o consideramos sem paixão.”

René Descartes, em “As Paixões da Alma”.

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
21/09/2009 - 17:09

Evento body & soul 17 de outubro

Esse é um evento muito especial, chamado Body & soul, que fui convidada para dar aula sobre o Poder Feminino.

Entrem http://www.suavidaemequilibrio.com.br/ para maiores informações.

Dia 17 de outubro, Hotel Hyatt, das 9 as 18 horas.

Namaste!

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/09/2009 - 10:24

Meditação

Ontem comecei a fazer um curso de Atenção e concentração nas praticas meditativas com a Lia Diskin, no Palas Athenas. A primeira aula foi simplesmente incrível!! Sai emocionada com a beleza do trabalho dela.

Eu ja tinha feito algumas aulas com ela e também assisti algumas palestras, mas esse curso, a energia e a forma como ela passa as informações, fiquei realmente surpresa. Ja fiz vários cursos, participei de milhares de palestras e workshops, e esse curso me chamou a atenção. Ela é mais didática, usa transparência no projetor, parece uma aula de filosofia na faculdade, mas a profundidade e a simplicidade que ela transmite, torna tudo que a gente complica tanto nessa busca por Moksha, Liberdade, mais próxima e nao distante, com tantas técnicas.

Lembrei do Pedro Kupfer. No ultimo fim de semana, ele veio para Sao Paulo dar uma aula e compartilhou a experiência que teve em Portugal com uma mulher sábia mas com discurso mais radical que dizia, Moksha Now!! Liberdade agora!!!! E vendo pelo lado da Lia, que é uma pessoa com muito bom senso e nada radical, ela disse mesma coisa, “se mantenha no presente pois quando você nao esta no presente, você nao esta em lugar nenhum.”. É agora, já… e nao esperar que o dia esteja com sol, que eu ganhe mais dinheiro para poder me dar ao luxo de ser  quem sou, ou que eu me coloque dentro de um padrao para depois perceber que nao sou nada daquilo e quero ser diferente…. perdemos tempo e muitas vezes a vida inteira nessa luta desnecessária de nao ser o que a gente é. No final das contas, a coisa que a gente mais quer é nao precisar fingir ser alguem que nao somos. Ser o que nos somos… isso traz muita paz, e liberdade.

E para manter a motivação, vou usar uma frase da abertura do curso de ontem, de William James.

“ALI ONDE VOCE COLOCA SUA ATENçAO, VOCE CRIA A SUA REALIDADE”

Namaste!!

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
14/09/2009 - 20:44

Aos professores, amigos e alunos – Por Bruno Jones

Ontem recebi uma foto por email, enviada por uma amiga praticante de yoga. Esta foto evidenciava um “mito” que assombrava este “mestre” que nela aparecia. Muito se falava sobre abusos sobre algumas alunas por parte deste “mestre”. Em muitos lugares já havia visto discussões, fóruns onde algumas pessoas também relatavam estranhos comportamentos desta pessoa. Mas nunca tinha visto a “prova visual”. Por mais que já tenha ouvido de fontes seguras, pela primeira vez pude constatar o que poderia haver de pior em um “profissional do yoga”.

Uso a palavra profissional, pois esta foto acabou sendo alvo de um grupo humorístico que faz charges aqui no Brasil. Imagina, se um grupo humorístico que não tem nada a ver com o yoga, descobriu esta foto, o quanto ela não deve estar viajando pelo mundo?

Muitas pessoas dizem que não devo me incomodar com este tipo de coisa. Que o único prejudicado na questão é o “profissional” flagrado na foto. Que estamos na kali yuga e então vamos ter que deixar estes fatos acontecerem naturalmente. Mas o fato é que não é bem assim.

Como disse, esta foto caiu na rede de computadores a agora alcança um público que não sabe do que yoga se trata. Qual seria a sua opinião se você se deparasse com uma foto desta que alega que aquilo é yoga? Eu não ficaria confortável sabendo que minha esposa ou filha pratica yoga com uma pessoa que abusa de seu corpo. Pior, eu estaria recebendo a informação de que aquilo é a prática, já que sou leigo. E que talvez devesse achar tudo isto muito normal.

Pois bem, eu não acho normal. E nem agüento mais fechar os olhos para isso. Eu não consigo omitir a minha opinião porque ela também é minha defesa. Sou profissional de yoga e o que ensino não tem nada relacionado a colocar minhas mãos ou outras partes do meu corpo nas genitais de alunas que ali, confiam no meu procedimento.

Hoje já recebi um email de amigos com a tal foto me “parabenizando” pela profissão de abusador de mulheres. Claro, isto é uma brincadeira por parte deles que são leigos no assunto, mas sabem que sou professor de yoga.

Eu não quero ser taxado como esta pessoa que usa do seu nome ou posição para levar vantagem sobre os outros. Eu não quero ser como políticos, que só pelo que são, já são taxados de ladrões ou maus caráteres.

Este não é o único exemplo, existem vários outros por aí, que são seguidos de forma cega. O interessante é que naturalmente o podre vai aparecendo. O triste é que nem assim as pessoas enxergam. Muitas outras histórias vêm à tona, desmascarando falsos mestres, mas ainda não há foto ou pessoas que queiram falar abertamente sobre isso.

Eu resolvi fazer a minha parte porque não tenho sangue de barata, e o mínimo que faço é escrever. Orientar meus amigos e alunos e passar para eles o ensinamento que, com muita ética e respeito me foi passado.

Yoga é dharma. E segunda minha professora, “dharma é aquilo que sustenta algo ou alguém, é o papel de cada um, sua função enquanto indivíduo inserido em vários e diferentes grupos; é também o entendimento e a prática da ética, dos valores universais. Revelar o dharma e inspirar o ser humano a segui-lo é o objetivo dos Vedas e do Yoga.”

Autor: Bruno Jones, professor de Yoga. www.satyavrata.com.br
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10/09/2009 - 14:03

Coisas estranhas

Confesso que as coisas mais estranhas, são aquelas que me agradam.

Posso escolher entre acreditar sempre em uma única pessoa ou talvez deixar com que ela faça que eu não acredite.

Porque tudo que é muito bem calculado se torna chato aos olhos de quem vive.

Não importa o quanto a confiança seja dura, o que importa é você saber que confiança é uma coisa tola, ninguém vai dançar conforme a musica para você e para sempre.

E que recordações não seriam recordações se não existissem as coisas estranhas.

Porque mais vale uma aventura sem regras, do que uma vida com pessoas que você já sabe o que vão dizer e fazer por você.

Autor: renatabmendes@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
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