Manifesto contra a Arte
Eu retirei a palavra arte do meu vocabulário e posso afirmar que ela desapareceu sem nenhuma perda. Não sinto a sua falta. Arte não significa nada, na verdade, tem tantos sentidos que acaba não dizendo nada. As pessoas quando falam em arte querem na verdade comunicar uma idéia de beleza, bom gosto, emoção, superioridade ou algum outro sentimento. A palavra Arte em si não acrescenta nada. Como disse Ernst Gombrich, famoso historiador de arte: “Não existe nada a que se possa dar o nome de arte, existem somente aritistas.”
Cada pessoa interpreta o que quiser de um objeto de arte. O que pensar de um olho sendo cortado? Como no filme “Um cão andaluz” de Luiz Buñuel? O que você acha de uma mesa de jantar onde as cadeiras são privadas? Ou de uma mulher vestida com pedaços de carne podre? Tudo isso é chamado de arte. Como a essência da arte está fora dela mesma, ou seja, na mente do observador, tudo pode ser chamado de arte. Qualquer porcaria, depende somente do que se convenciona como artístico.
O que mais me irrita (e acredito que isso também irrite muita gente) é alguns membros da elite posarem como intelectuais e afirmarem que determinada obra signifca isso ou aquilo. Como se eles enxergassem algo que os outros não enxergam. Quando na verdade eles estão impondo uma interpretação particular e que nada tem de verdadeira ou especial. Esses energúmenos nem ao menos percebem o quão distantes estão da discussão que é realmente relevante, a estética na filosofia. Essa sim trata de temas fundamentais e não essa baboseira que normalmente se chama de arte.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Reflexão Tags: arte, Buñuel, elite, Gombrich