Arquivo da Categoria Séries
03/11/2009 - 19:17

E mais uma série que eu desisto de ver. Supernatural já é uma série bem antiga, no momento em que escrevo ela está na quinta temporada, mas eu nunca me interessei pela saga dos irmãos winchester. Até recentemente.
Decidi, obviamente, começar pelo episódio piloto e logo de saída vi que a série tinha uma excelente premissa. O inexplicável sendo tratado como real, algo palpável e ameaçador. Os episódios seguintes não acrescentaram nada a trama e vi que a fórmula ia apenas se repetir. Casos isolados sobre seres sobrenaturais que os irmãos Dean e Sam iriam resolver. No entanto, da mesma forma que Arquivo X repetia sua fórmula em cada episódio, mas tinha uma história maior por trás das cortinas, imaginei que o mesmo aconteceria em Supernatural. Sendo assim avancei em mais alguns capítulos. O que me incomodava nesses primeiros episódios não era a inexistência de história, mas como os irmãos Winchester conseguiam dinheiro para viver. Isso é explicado de forma tola dizendo que eles usam fraude de cartões de crédito e dinheiro do poker. Nenhum dos dois tem perfil de jogador de poker e fraudar cartões atrás de cartões sem ser pego precisa de muito mais do que um mero streetwise.
O ponto crítico para eu deixar de assistir a série foi o capítulo 9 da primeira temporada, chamado de Home. Nesse episódio fica claro que os roteristas não tinham a menor noção do que estavam fazendo. Eu esperava que Supernatural construísse uma mitologia para o seu cenário. Estabelecesse, por exemplo, quais são os tipos de fantasmas que existem. Quais são as criaturas físicas que assombram à noite? Vampiros? Lobisomens? Como elas se relacionam? Existe algum tipo de organização? E os demônios? Eles podem invadir o nosso mundo sempre que quiserem? Existem regras para esse mundo de trevas? E tantas outras perguntas… No entanto, quando aparece uma personagem que pode começar a construir essa mitologia, ela simplesmente diz que não sabe de nada?!? Decepcionante.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Séries
Tags: Irmãos Winchester, Mundo das Trevas
30/09/2009 - 18:18
Estamos em setembro e grande parte das séries americanas estão de volta. O que é sempre uma enorme felicidade. Como alguém pode gostar de novela depois de assistir uma série bem produzida é algo que insistentemente me pergunto. Enfim, esse post é para dar a minha impressão do episódio de retorno de cada uma das séries que acompanho.

The Big Bang Theory – The Electric Can Opener Fluctuation: Não foi tão bom quanto eu esperava. Está abaixo da média dos episódios da primeira e da segunda temporada, mas eu não me incomodo, o seriado tem muita gordura para queimar e tenho certeza que ele vai melhorar. O ritmo estava um tanto lento e a tentativa de desenvolver os personagens foi esquisita. As cenas do relacionamento da Penny com o Leonard não foram engraçadas e o Sheldon teve que levar o episódio quase todo sozinho.

Two and a Half Man – 818-JKLPUZO: Charlie é demais! Não é a toa que Charlie Sheen é o ator mais bem pago da TV americana. O seu personagem domina todo o premier dessa sétima temporada, mas tenho receio que se ele continuar comprometido com Chelsea, a graça do personagem acabe morrendo. Alan, Jake e Berta continuam bons, mas não brilharam aqui. Destaque para a psicóloga do grupo que mandou muito bem na cena em que aparece.

House – Broken: Os primeiro minutos desse episódio duplo são um presente para os fãs da série. House sozinho, sofrendo com a desintoxicação de Vicodin e tentando manter a sanidade funcionam como uma reaproximação perfeita do espectador com o personagem. Logo em seguida, quando House vai para a ala de longa permanência, temos uma cena memorável onde ele destila todo o seu rancor nos outros “desajustados” enquanto caminha para fazer uma cesta. Inacreditavelmente cruel e verdadeiro, mais House do que isso é impossível. O restante do episódio perde um pouco o caminho, mas é uma reestréia mais do que digna.

The Mentalist – Redemption: E o melhor por último. A premier da segunda temporada de Mentalist foi simplismente fenomenal. Espetacular. O início do episódio onde Patrick Jane resolve o caso em apenas alguns minutos é hilário, instigante e trágico. Na sequência a equipe da agente Lisbon é retirada do caso “Red John”, o que deixa Jane extremamente insatisfeito e introduz um novo personagem que causa asco logo de cara, um agente abusado chamado Bosco. As reações de Jane e a felicidade de Van Pelt ao conseguir fazer seu trabalho adequadamente são ótimas. The Mentalist voltou com tudo!
Agora só falta esperar pela premier da sexta e última temporada de Lost.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Séries
Tags: House, The Big Bang Theory, The Mentalist, Two and a Half Man
25/09/2009 - 11:27

Imagine ser capaz de saber quando alguém está mentindo. Não apenas desconfiar, e sim, saber. Ter certeza absoluta, indubitável. O Doutor Cal Lightman possui essa habilidade e ele não é um super-herói ou algo assim. É através da ciência das microexpressões que o Doutor lê as pessoas, sabe se elas estão com medo, surpresas ou imersas em ódio. Esse é o argumento principal da mais nova série da Fox e devo dizer que me contagiou logo de princípio.
Sou bastante cético em relação a universalidades. Temos a tendência de considerar geral aquilo que é específico. Isso acontece recorrentemente e costuma ser um grande equívoco. Estamos habituados a pensar que todos os seres humanos repudiam a dor e se deleitam com o prazer, mas esse é somente um traço da nossa cultura, enquanto existem outros grupos e tradições que pensam exatamente ao contrário.
Por isso a minha cautela ao assistir a série que defende a ideia de que todos nós temos as mesmas microexpressões. Não importa se você é de uma região agrária na China ou de uma metrópole americana, você terá o mesmo desenho facial quando mente. Essa teoria foi estudada por Darwin ainda no século XIX e o próprio seriado se baseia em um psicólogo real do meio do século passado. No entanto, mesmo com a minha descrença inicial, fui sendo convencido dessa premissa e sendo conquistado pelo programa.
Não sou nenhum especialista em poligrafia humana. Porém, afirmo que o seriado trata do assunto de uma forma interessantíssima e empolgante.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Séries
Tags: Cal Lightman, Fox, Microexpressões
23/08/2009 - 23:47

(Esse post é uma continuação desse aqui)
Essa segunda temporada começa com Anakin perseguindo Ventress e desobedecendo explicitamente as ordens de Obi-Wan, quanto a isso nenhuma novidade. No capítulo 12 e 13 temos uma aventura solo do poderoso Jedi Mace Windu e o que poderia ser muito bom, torna-se desastroso. Isso é uma coisa que me irrita muito no universo expandido de Star Wars. Há uma inclinação a colocar os poderes dos personagens de uma forma desmedida. Mace Windu chega a destruir centenas de droids com apenas um force push. Quanto exagero e incoerência. A única coisa que salva nesse episódio é o final, onde o menininho olha com admiração para o grande mestre Jedi e lhe dá um copo d’água. Um desfecho tocante e sensível.
Em seguida, Yoda resgata Luminara e sua padawan no distante planeta de Ilum. Uma missão interessante e que revela a personalidade sempre leal e sábia do mais poderoso dos mestres Jedi. Nada que seja fundamental para a trama, muito diferente do que estaria para vir, porque no episódio seguinte, Anakin finalmente encontra Asajj Ventress e a Dark Side User tem a chance de cumprir a tarefa que lhe foi dada por Darth Tyranus. A luta dura 3 capítulos e é muito boa. O momento em que Anakin perde o seu sabre e segura os pulsos de Ventress, forçando ela a soltar uma de suas armas, é excelente. A metáfora é ótima. Skywalker com o sabre vermelho cedendo ao lado negro. Muito bom.
A temporada termina com a apresentação do General Grievous. Um personagem espetacular. O que pode ser melhor que um droid poderosíssimo assassino de Jedi? Na primeira cena, ele já aparece dando conta de um grupo de cavaleiros acompanhados de 2 mestres!!! Ki-Adi-Mundi e Shaak Ti. Não é a toa que foi um dos poucos personagens do universo expandido incorporado a cronologia oficial de Star wars.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Séries
Tags: Asajj Ventress, General Grievous, Star Wars, TV, Universo Expandido
16/08/2009 - 16:08

Parei uma hora do meu dia para rever a primeira temporada da fantástica série criada por Genndy Tartakovsky no longínquo ano de 2003. Com episódios curtos, entre 3 e 5 minutos, o seriado era um presente para os fãs que esperavam ansiosamente pelo terceiro filme da nova triologia. Passava nos intervalos da programação da Cartoon Network e fez tanto sucesso que depois ganhou o seu próprio espaço.
A trama gira em torno da captura do líder do clã bancário que está sendo protegido pelo antecessor de General Grievous, o bounty hunter Durge. Uma das melhores cenas dessa primeira temporada é a batalha de Durge com Obi-Wan no episódio 8. Outro momento memorável é a apresentação de Asajj Ventress e a risada cheia de gosto do Conde Dooku quando ela diz que é uma Sith. Pobre Dark Side User, se achando muito poderosa. No capítulo seguinte, o episódio 7, ela é humilhada pelo poderoso Conde. Sensacional.
Os dez primeiros episódios que formam essa primeira temporada são excelentes. É sempre gostoso rever as boas produções do Universo Expandido de Star Wars.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Séries
Tags: Durge, Obi-Wan, Star Wars, TV, Universo Expandido
07/08/2009 - 12:49

Aproveitando que não está passando nada de bom nos cinemas atualmente (Efeito Borboleta: A Revelação, G.I. Joe – A origem da Cobra???) decidi começar a assistir uma série nova. Já tentei acompanhar diversas séries além das 5 que vejo regularmente, mas geralmente sou muito crítico e acabo desgostando do programa lá pelo terceiro ou quarto episódio. Foi assim, por exemplo, com Fringie. O seriado teve uma enorme publicidade (Foi vendido até como O Novo Arquivo X), mas quando fui assistir… Nada. Muito fraco mesmo.
No entanto, esse novo seriado Mental superou em muito minhas expectativas. A primeira cena do Piloto é fantástica! Inteligente e interessante, a série cativa o expectador ali, logo nos primeiros minutos do episódio (sem spoilers). O programa é claramente uma cópia de House, o que na minha opinião não é problema algum. Se for copiar, copie os melhores. Porém, a história de Jack Gallagher tem suas próprias peculiaridades. O seriado trata com sensibilidade de questões relacionadas a psique humana. Apesar de ter assistido somente os 6 primeiros episódios, estou convicto de que vou acompanhar Mental religiosamente.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Séries
Tags: Efeito Borboleta, Fringie, G.I. Joe, Jack Gallagher
19/04/2009 - 23:15

Eu vejo muitos seriados. Gostaria de escrever sobre cada um deles aqui no Blog. É uma infelicidade que o tempo seja um recurso escasso. Neste aspecto, muito escasso. O interessante é que com a facilidade da internet e dos downloads atualmente, podemos assistir uma infinidade de séries gratuitamente. Vislumbro um futuro onde isso passe a ser institucionalizado e não seja mais necessário comprarmos nada. Hoje podemos ouvir música, ver filmes e ler livros sem pagar um centavo. Amanhã, talvez, poderemos comer, nos vestir e viajar sem nos preocupar com restrições orçamentárias. Se essa utopia não for possível que, pelo menos, a máxima “As melhores coisas da vida são de graça” continue valendo.
A lista dos seriados que acompanho, isso quer dizer que espero ansiosamente por cada episódio:
- The Mentalist
- House
- The big bang Theory
- Two and a half men
- Lost
House, por exemplo, é fantástico. The Mentalist é a nova sensação. Fica melhor a cada capítulo. The big bang theory é a “menina dos olhos”. A série pela qual tenho o maior carinho. As cenas mais engraçadas que já vi pertencem a esse sitcom nerd. Two and a half men é um clássico, Charlie e Alan Harper são simplesmente hilários. E Lost? O que falar sobre Lost? A história tem altos e baixos. Alguns episódios foram horríveis, principalmente, durante a terceira temporada. No entanto, a partir da quarta o show voltou a ser ótimo. Afinal, o que há sob a sombra da estátua?
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Séries
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05/04/2009 - 13:38
Eu adoro House. É um seriado inteligente, engraçado e extremamente interessante. O personagem principal é fascinante, o exemplo vivo do que Thorstein Veblen chamou de idle curiosity. O Doutor Gregory House é tacanho, grosseiro e não possui nada de empatia, mas ainda assim rouba nossa simpatia com sua visão visceral do mundo. Mas esse post não é sobre ele. Quero dizer que a atriz que interpreta a Dra. Remy Hadley é lindíssima. Perfeita. Olivia Wilde está de parabéns. Com apenas 25 anos conseguiu ser parte do elenco principal de uma das séries mais importantes da história da televisão. Conhecida pelos íntimos como Dra. Thirteen, ela encanta e seduz qualquer um que assista ao programa. A história da personagem é trágica, o que aumenta ainda mais nossa compaixão e afago.
Alguns amigos meus tem a ousadia de dizer que a Dra. Cuddy é mais bonita e interessante do que a minha querida Thirteen. Só tenho uma coisa para dizer a eles: Loucos!
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Séries
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17/02/2009 - 16:03
Lost segue por um caminho complicado. Tentar entrelaçar suas tramas através das passagens no tempo é engenhoso, no entanto, bastante arriscado. Os furos são inevitáveis. E o pior, tudo pode ficar confuso e sem sentido. Esse episódio demonstra bem isso, mas não posso negar que colocar Locke pedindo para Richard visitá-lo quando criança foi uma idéia muito legal.
Ok. Eu consigo me divertir bem mais com a série quando esqueço a lógica e paro de tentar encontrar explicações para cada detalhe. Afinal, é justamente sobre isso que Lost trata. É um seriado sobre o metafísico, sobre personagens interessantes e não sobre porque raios o governo americano abandonaria uma bomba de hidrogênio na ilha.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Séries
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28/01/2009 - 23:40

Viagem no tempo é um assunto deslumbrante. Muitos físicos enriqueceram ao descobrir isso e escrever livros para leigos que tratam do tema. São incontáveis as histórias de ficção que tratam dessa fantasia humana. Não seria incrível passear pelo tempo? É por isso que Lost acertou em cheio ao focar a trama desta quinta temporada nos conhecimentos de Daniel Faraday que não por acaso tem esse sobrenome.
Preciso reconhecer que não sou um aficionado por Lost como muitos são. Gosto da série, mas não acho que ela esteja nem entre as cinco melhores da atualidade e esse início de temporada não fez nada para ajudar. Os produtores de Lost continuam com o velho erro de embolar a trama em numerosos mistérios que nunca terão respostas. Alguém realmente espera que os dois esqueletos na caverna do início da primeira temporada terão explicação? Essa insistência em entulhar a história com diversos enigmas já cansou há muito, não é à toa que a audiência da série caiu amargamente, 11.4 milhões de pessoas que pode parecer um número elevado, mas é a pior estréia de temporada de todo o seriado.
Os responsáveis pelo roteiro deveriam dar mais destaque para aquilo que é mais interessante na história: A viagem no tempo. Ou, então, as grandes revelações da próxima temporada ficarão reservadas apenas para aqueles que conseguiram resistir bravamente diante de tanta enrolação.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Séries
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