Arquivo da Categoria Cinema
18/11/2009 - 23:30

Como não tive tempo de escrever sobre cada um dos filmes que vi durante esse mês, decidi fazer uma minicrítica de todos eles de uma só vez. Está certo que ainda não estamos no final do mês, mas da próxima vez que eu entrar em uma sala de cinema, pretendo ter tempo de expressar minhas opiniões por aqui.
This is it – O filme é um documentário. Só isso já seria suficiente para eu reclamar. Esse formato é um “soco” na bela tradição de contar histórias. É tudo tão mecânico, tão repetitivo. Além disso, Michael Jackson é uma figura trágica e tratá-lo como um Deus é insano.
500 dias com ela – Eu adorei o filme. O personagem principal, Tom, usa headfone e ouve The Smiths. Seria impossível criar uma empatia maior com ele. A história é de uma honestidade ímpar e a forma como o diretor Marc Webb filma é extremamente criativa, vide a cena onde há a separação entre “Realidade” e “Expectativa”.
Coco antes de Chanel - Se eu concordasse com essa história de público alvo, eu diria que certamente esse filme não foi feito para pessoas como eu. Mas é óbvio que há problemas aqui independentes da platéia. A história é contada sem ritmo, não possui foco algum e, o que é pior, em nenhum momento somos envolvidos pelos personagens.
Os Fantasmas de Scrooge – Robert Zemeckis era um grande diretor. Alguém com Forest Gump, Náufrago, Contato e a trilogia De Volta para o Futuro na filmografia tem que ser colocado no escalão mais alto. No entanto, seus projetos em motion capture não convencem. Aqui é ainda pior por se tratar de um conto de natal com um discurso moral infantil e bobo.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema
Tags: Michael Jackson, Robert Zemeckis, The Smiths
20/10/2009 - 13:55

Esse post é para fazer uma crítica as distribuidoras brasileiras. O aguardadíssimo Fanboys estreiou em fevereiro nos EUA e nunca chegou por aqui. Nem em DVD! Como ardoroso fã de Star Wars eu quero ver o filme e simplesmente não posso. Afinal quem não iria querer ver um filme onde a Kristen Bell aparece vestida com o Leia Golden Bikini? Faço coro a todos aqueles que clamam para assistir ao filme.
Enquanto não temos acesso ao projeto, vamos ficar com mais algumas fotos dessa loira maravilhosa.



Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema
Tags: Fãs, Kristen Bell, Star Wars
05/10/2009 - 18:11

Eu gosto dos filmes da Pixar. Os caras tentam inovar, são audaciosos e muitas vezes conseguem emocionar o público, algo cada vez mais incomum em um mundo cinematográfico dominado por produções debilóides no estilo de Transformers ou G.I. Joe.
Em Up – Altas Aventuras o estúdio de John Lasseter cria um protagonista idoso o que é um conceito extremamente diferente e interessante. Todas as possibilidades de gags referentes a idade avançada de Carl são exploradas e devo dizer que são todas muito divertidas. Não gostei foi do pequeno escoteiro (Ele se diz explorador, mas para mim é um escoteiro). Mas Dug, o cachorrinho, é engraçadíssimo.
A história do filme é sobre ficar preso as memórias e ao passado enquanto se deixa de viver. Um tema muitíssimo adulto dentro de uma fantasia voltada para as crianças, o que já se tornou uma tradição dos filmes da Pixar.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema
Tags: Fantasia, Pixar, Transformers
04/08/2009 - 22:39
Estava vagando pela internet quando encontrei uma brincadeira muito legal. O site Beta Challenge propõe uma brincadeira curiosa: Pegar pôsteres de filmes conhecidos e transformá-los em pôsteres de outros filmes! Muito divertido! Veja abaixo os que eu mais gostei.

Pôster do Clássico E.T transformado na divulgação do filme Alien: o oitavo passageiro.

The Simpsons transformado em The Lord of the Rings, genial.

300 alterado para Titanic!
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema
Tags: 300, Alien, ET, pôster, Simpsons, The Lord Of The Rings, Titanic
31/07/2009 - 12:54
Eu gosto de listas. Há muitas delas por aí na internet, mas nenhuma delas me agrada. Decidi, então, fazer as minhas próprias listas, começo com essa: As 10 melhores frases do cinema. Palavras que são inesquecíveis para mim.

- Luke I’m your father – Star Wars episodio V: The Empire Strikes Back.
- I believe in America – The Godfather.
- May the force be with you – Star Wars episodio IV: A New Hope.
- Adrian, I did it! – Rocky.
- First rule of Fight Club is: You do not talk about Fight Club – Fight Club.
- Say “hello” to my litle friend – Scarface.
- Freedom! – Braveheart.
- The dark side of the Force is a pathway to many abilities some consider to be unnatural - Star Wars episodio III: Revenge of the Sith.
- This is Sparta! – 300.
- Why so serious? – Batman: The Dark Knight.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema, Pessoal
Tags: frases, Star Wars
29/07/2009 - 13:48

Jonny Depp é um ator injustiçado. Já deveria ter ganho o Oscar há muito tempo. Jack Sparrow, uma das melhores interpretações de sua carreira, não é apenas “engraçadinho” ou o aventureiro de uma história infantil. É um papel construído em detalhes, repare como o pirata usa diversos adereços pelo corpo, como se ele “pegasse” algo de cada lugar que ele visita no mundo. O jeito destrambelhado, a lábia inconfundível, o exagero nas história que conta, enfim, um personagem perfeito. Isso para não falar em Edward mãos-de-tesoura, onde Jonny Depp no início da carreira realiza uma das melhores interpretações da história do cinema.
Inimigos Públicos é mais um filme onde Depp pode demonstrar todo o seu talento. Ele faz John Dillinger, um gângster real do início dos anos 30, período de recessão da economia americana. Depp consegue impor uma dualidade ao personagem. Ao mesmo tempo que é um assassino frio e calculista, Dillinger é charmoso, apaixonado e possui uma espécie de moral que o impede de roubar os clientes dos bancos que assalta. Além disso, como não simpatizar com um homem que se encanta com o cinema?
Não que Depp tenha feito tudo sozinho. A direção de Michael Mann (responsável pelo excepcional Colateral) é segura, realista e coerente. As cenas de ação são verosimilhantes, o som dos tiros é seco e a quantidade de sangue adequada. A minha única reclamação é que o filme ficou muito longo. Algumas cenas poderiam ter sido cortadas sem perda. Palmas também para a bela Marion Cotillard que faz uma mulher insegura e completamente apaixonada com um tom plausível. Cristian Bale fica um pouco apagado com seu detetive obsessivo, mas não compromete a projeção.
Por último não poderia deixar de fazer uma comparação entre Inimigos Públicos e Inimigo Público número 1, filme francês que conta a história de Jacques Mesrine. Esse último é o que normalmente se denomina como cult e passa somente em um circuito limitado. Não vou comentá-lo, só queria dizer que ao ver esses dois filmes parece muito óbvio porque o cinema americano é o melhor do mundo.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema
Tags: gângster, John Dillinger, Jonny Depp
20/07/2009 - 19:12

É difícil falar de Harry Potter. Eu acompanhei a série por vários anos, sempre esperando ansioso pelo próximo livro, participando compulsivamente de listas de discussões e fóruns pela internet, lendo e relendo os capítulos lançados. Fui realmente apaixonado pela saga do jovem bruxo. A decepção com o último livro da série, As Relíquias da Morte, foi inacreditável. O desfecho da história foi tão ruim que de fã número 1, eu me tornei indiferente a saga. No entanto, esse post não é para falar dos livros de Harry Potter. Certamente, no futuro farei uma resenha de cada um dos livros e um texto com os motivos que me fizeram abandonar o menino-que-sobreviveu. Aqui vou comentar o sexto filme da série, lançado recentemente.
Harry Potter e o Enigma do Príncipe é um filme fantástico. Divertido do início ao fim e com momentos de grande tensão, o novo longa da franquia explora indubtavelmente o que há de melhor na criação de Rowling: Os objetos mágicos e maravilhosos, as partidas de quadribol, personagens muito interessantes e, principalmente, as relações enre eles. O roterista Steve Kloves tomou a liberdade de fazer diversas adaptações ao texto original, o que funciona extraordinariamente bem, pois respeita a “alma” da criação de Rowling. Logo no início do filme, por exemplo, Harry flerta com uma garçonete trouxa, o que demonstra a sua completa despreocupação quanto as origens da moça.
Destacar que Harry não tem nenhum preconceito é essencial para a trama (O fato da garçonete ser negra é ainda mais apropriado). Muitos fãns não compreendem o valor de uma boa adaptação cinematográfica (Isso não vale apenas para os fãns de Harry Potter, na verdade esse fenômeno atinge todas as obras que já conquistaram muitos entusiastas e, posteriormente, são levadas para o cinema). Esse pessoal reclama de qualquer alteração do material original, o que é uma grande besteira e uma completa incompreensão de como funciona a sétima arte.
Enigma do Príncipe conta também com atuações admiráveis. Aliás a seleção de elenco dos filmes de Harry Potter é algo magnífico. Para citar apenas alguns nomes: Richard Harris, Michael Gambon, Maggie Smith, Alan Rickman, Ralf Fiennes, Robbie Coltrane, Emma Thompson, Jason Isaacs, Helena Bonham Carter, John Cleese (John Cleese!), Kenneth Branagh, David Thewlis e Gary Oldman. Tenho difilculdades de acreditar que foi possível reunir em um mesmo projeto tantos atores fenomenais.
A narrativa desse sexto filme flui de forma consistente. O ritmo é acelerado, o diretor David Yates não deixa o expectador cansar em nenhum dos 150 minutos de projeção. A câmera passeia pelos corredores de Hogwarts te envolvendo no contexto da história. Direção de arte e fotografia são impecáveis. O castelo grandioso, o beco diagonal abandonado, o trem apinhado, enfim, tudo é mostrado com esmero. Um belíssimo filme.

Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema
Tags: Harry Potter, Rowling
24/06/2009 - 15:48
Nunca fui grande fã dos bonecos da Hasbro, afinal não vivi minha infância na década de 80 onde o hyppe dos transformers atingiu seu auge. Devo dizer que acho a idéia muito divertida. Carros que se transformam em robôs gigantes é tudo o que um menino pode querer. No entanto, quando esse conceito mais do que simplório dá origem a um longa metragem, o resultado só pode ser rasteiro e infantilóide. Se o diretor do projeto for Michael Bay, então, não haverá nada de bom no filme.
Com uma carreira digna de um chimpanzé, Michael Bay não tem nada a dizer. Seus filmes são sempre recheados de ação desenfreada e sem sentido algum. Um diretor que tem Armagedon, Pearl Harbor e A Ilha no currículo deveria imediatamente pedir desculpas ao mundo cinematográfico pelas atrocidades que cometeu.
Contudo, o que mais me incomoda é a ligação de Steven Spielberg com o filme. Como alguém do calibre de Spielberg produz uma porcaria como essas? Isso eu jamais vou entender.
O primeiro filme dos Transformers já tinha sido algo terrível. Uma trama que não era apenas infantil, era verdadeiramente retardada (Cubo gigante que cai no planeta terra? Robôs ultra avançados que precisam de um garoto para achar um objeto no e-bay? O governo americano pedindo ajuda a uma hacker gostosa?). Entretanto, é incrível como esse segundo filme conseguiu ser ainda pior. Apontar falhas do roteiro parece desnecessário, já que toda a história é um fracasso só.
O incrível é que as pessoas costumam dizer que esse é um filme de ação, o chamado filme pipoca. “Não é para ser levado a sério!” dizem por aí. Realmente, ninguém seria idiota de levar Transformers a sério. No entanto, nem as cenas de ação prestam! Michael Bay insiste em usar um milhão de vezes o slow motion. É muito irritante. E como se entreter com uma batalha se os personagens dela não te cativam?
Chega. Já falei muito sobre algo tão ruim. É uma pena que semana passada eu não tenha tido tempo de escrever aqui no blog. Assisti a dois bons filmes. Apenas o fim do brasileiro Matheus Souza e Intrigas de Estado com Russell Crowe e Ben Affleck. Dois projetos tão diferentes um do outro, mas que mostram que felizmente o cinema não está entregue nas mãos de canalhas como Michael Bay.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema
Tags: Michael Bay, Steven Spielberg, Transformers
11/06/2009 - 17:52

Essa semana está difícil. Quando será que vou ver um bom filme de novo? A sessão em que assisti Star Trek parece estar tão distante, em um passado glorioso onde o cinema era pura diversão. Esse novo longa da série Terminator foi novamente uma grande decepção (Exatamente como foi o terceiro filme da franquia. Parece que ninguém irá chegar nem se quer perto do talento de James Cameron quando se trata de exterminadores).
O projeto tenta se sustentar nos efeitos especiais empregados nas sucessivas (e cansativas) cenas de ação. Porém, a verdade é que a história não possui brilho. Somos finalmente apresentados a tão falada guerra entre os humanos e as máquinas, no entanto, a trama não se desenvolve a partir daí. Ela simplesmente fica estancada nesse ponto. E o pior. Há várias incoerências com os filmes anteriores. Toda a idéia do universo Terminator é o fato de John Connor ser o líder e salvador da humanidade durante esse período bélico. Quando finalmente temos um filme sobre a guerra, John Connor tem que obedecer ordens de outro? Ele responde a um comando? Que espécie de líder é esse? Aliás, o filme não mostra em momento nenhum porque Connor é tão especial. Discursos vazios no rádio?
Além de um roteiro capenga, nós ainda somos obrigados a ver cenas de ação ridículas de tão absurdas. Não posso aceitar que um exterminador que possui um braço de ferro ao socar o peito de um humano não exploda a sua caixa toráxica. Como Marcus Wright não esmigalhou os pequenos vilões quando estava defendendo seu par romântico? Como se não bastasse isso, no final ainda temos uma explicação no estilo Doctor Evil. Também não poderíamos esperar nada de diferente da dupla de roteristas John D. Brancato e Michael Ferris, responsáveis por catástrofes como A rede e Mulher-Gato. Ainda mais quando o diretor é McG, o indivíduo que trouxe ao mundo As Panteras 1 e 2. Preciso dizer algo mais?

Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema
Tags: James Cameron, John Connor, Terminator
10/06/2009 - 15:52

Eu vejo muito mais filmes do que aqueles que eu comento aqui no blog (A sensação da falta de tempo é um dos maiores problemas da modernidade). Fico me perguntando, então, quais “merecem” uma crítica aqui nesse espaço. O critério que tenho usado é simplismente: A minha vontade de falar sobre o filme. Perceba que isso não tem relação nenhuma com a qualidade daquilo que está sendo comentado, ou jamais publicaria esse post. No entanto, depois de ter assistido A mulher Invisível, tenho pensado até onde posso descer. Fico me perguntando se devo escrever sobre qualquer lixo.
A verdade é que Cládio Torres, responsável por essa abominação, deveria largar o cinema imediatamente. Procurar fazer qualquer outra coisa na vida: Cozinhar, andar de bicicleta, talvez estudar, porque para cinema ele não possui o menor talento. Nenhum. Zero. A impressão que tive ao ver o filme era de que a sétima arte estava se desfalencendo, morrendo aos poucos. Algo realmente horrível. O roteiro do filme é recheado de diálogos sofríveis, o tom é completamente machista e a idéia central é tão mal explorada que nos causa ódio e repulsa.
O simpático Senton Mello se perde em um projeto que não consegue aproveitar o seu potencial. Luana Piovani não acrescenta nada ao filme que não seja a sua beleza em cenas de quase nudez. O elenco secundário é desprezível. As melhores cenas do filme (se é que existem) já se encontravam no trailer. O restante da projeção não tem mais nada a mostrar. E o que me deixou mais revoltado: O exercício de metalinguagem no final é tão ridículo que chega a ser mais engraçado que essa porcaria de filme brasileiro.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema
Tags: Luana Piovani, Nudez, Selton Mello
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