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Arquivo de novembro, 2009

23/11/2009 - 20:52

2009 Magic World Championships

brazil

Eu acompanhei o campeonato mundial de magic desse ano desde o começo, com grande expectativa e ansiedade. Depois de um primeiro dia fantástico, os brasileiros infelizmente deixaram o top 4 de equipes escapar e não tivemos nenhum jogador do país no top 8. Realmente decepcionante, se levarmos em consideração que terminamos o primeiro dia em primeiro lugar no campeonato por times e tivemos dois jogadores com um excelente 5-1.

A maior esperança era, claro, Paulo Vitor Damo da Rosa, não apenas por sua projeção internacional, mas pela sua excelente temporada que permitiu ele chegar no mundial com chances reais de ser o Player of The Year, título que considero o mais importante de todos.  Depois de uma quinta-feira fantástica, onde em seis partidas no formato Standard ele ganhou cinco, comandando o seu Jund deck, PV seguiu para uma sexta e um sábado medíocres, fazendo 3-3 nos formatos Draft e Extended.  Se ele tivesse conseguido entrar no top 8 teria sido excepcional, pois seria seu segundo ano consecutivo. Por isso a minha enorme torcida.

O torneio por equipes foi ainda mais triste. Ver o Brasil terminar em quinto lugar, tendo encerrado o primeiro dia em primeiro (e com uma diferença de 9 pontos para o segundo colocado!!!) foi estarrecedor. A agonia foi ainda maior porque ficamos de fora do top 4 no critério de desempate. Tanto o Brasil quanto a Austria estavam com 117 pontos no sábado à noite, mas a Austria roubou nosso lugar porque o membro da sua equipe com mais pontos (Benedikt Klauser – 36)  superava o nosso jogador com a maior pontuação (Carlos Romão e Paulo Vitor – 33).

Quanto ao campeonato de forma geral há pouco a dizer. O deck de Jund dominou esmagadoramente o field, mas não levou o troféu. Quem ganhou foi um português (hã?!?) cheio de tiques com o Naya Lightsaber. Ah! E como o staff da Wizard cansou de falar durante a cobertura do evento, essa é a primeira vez em 77 PT que não houve nenhum americano e nenhum japonês no top 8. Impressionante, não?

Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Games Tags:
18/11/2009 - 23:30

Filmes de Novembro

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Como não tive tempo de escrever sobre cada um dos filmes que vi durante esse mês, decidi fazer uma minicrítica de todos eles de uma só vez. Está certo que ainda não estamos no final do mês, mas da próxima vez que eu entrar em uma sala de cinema, pretendo ter tempo de expressar minhas opiniões por aqui.

This is it – O filme é um documentário. Só isso já seria suficiente para eu reclamar. Esse formato é um “soco” na bela tradição de contar histórias. É tudo tão mecânico, tão repetitivo. Além disso, Michael Jackson é uma figura trágica e tratá-lo como um Deus é insano.

500 dias com ela – Eu adorei o filme. O personagem principal, Tom, usa headfone e ouve The Smiths. Seria impossível criar uma empatia maior com ele. A história é de uma honestidade ímpar e a forma como o diretor Marc Webb filma é extremamente criativa, vide a cena onde há a separação entre “Realidade” e “Expectativa”.

Coco antes de Chanel - Se eu concordasse com essa história de público alvo, eu diria que certamente esse filme não foi feito para pessoas como eu. Mas é óbvio que há problemas aqui independentes da platéia. A história é contada sem ritmo, não possui foco algum e, o que é pior, em nenhum momento somos envolvidos pelos personagens.

Os Fantasmas de Scrooge – Robert Zemeckis era um grande diretor. Alguém com Forest Gump, Náufrago, Contato e a trilogia De Volta para o Futuro na filmografia tem que ser colocado no escalão mais alto. No entanto, seus projetos em motion capture não convencem.  Aqui é ainda pior por se tratar de um conto de natal com um discurso moral infantil e bobo.

Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema Tags: , ,
16/11/2009 - 18:41

Uma experiência de sete solidões

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Eu escrevi um conto e desejo publicá-lo aqui no Blog. Obviamente, não sei se isso será possível. Tem sido cada vez mais difícil escrever nesse espaço, mas vou fazer o meu melhor. Uma espécie de demanda individual. Não pretendo rotular a história, mas as influências filosóficas são evidentes. Minha única esperança é que isso torne o texto mais interessante. Serão 5 partes e aqui apresento a primeira.

Parte I – O cemitério

Nietz caminhava confiante entre os corpos putrefatos. A noite era tão densa que seria capaz de engolir o calor do sol e a neblina fantasmagórica cobria o lugar como uma manta fria que se impõe pelo medo e pelo terror. O cemitério era pobre e as covas eram todas rasas e abertas, não havia nenhum tipo de tratamento especial para os mortos, a eles era dedicado apenas o esquecimento. O manto negro de Nietz cobria uma caveira quando ele parou diante de uma lápide. As inscrições na pedra haviam sido desgastadas pelo tempo, mesmo assim, com dificuldade, era possível ler:

“Hératlo, o Inimigo de Deus”

Ao lado da frase havia um símbolo, a marca do banido, o cálice feito de ouro, um material que destoava fortemente do ambiente. Com muita calma, Nietz retirou um punhal de suas vestes mórbidas e o utilizou para extrair a figura que estava incrustada na laje sepulcral. O selo dourado caiu tolamente na lama e Nietz não desperdiçou nem sequer um segundo com ele, concedeu-lhe apenas desprezo. Depois de um breve momento de auto-reverência, o andarilho da escuridão olhou para o solo sob seus pés e proferiu as seguintes palavras:

“Deus está morto e fomos nós que o matamos!”

Uma mão cadavérica atravessou a terra negra e fechou os seus dedos no tornozelo de Nietz.

Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Literatura Tags: ,
03/11/2009 - 19:17

Supernatural

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E mais uma série que eu desisto de ver. Supernatural já é uma série bem antiga, no momento em que escrevo ela está na quinta temporada, mas eu nunca me interessei pela saga dos irmãos winchester. Até recentemente.

Decidi, obviamente, começar pelo episódio piloto e logo de saída vi que a série tinha uma excelente premissa. O inexplicável sendo tratado como real, algo palpável e ameaçador. Os episódios seguintes não acrescentaram nada a trama e vi que a fórmula ia apenas se repetir. Casos isolados sobre seres sobrenaturais que os irmãos Dean e Sam iriam resolver. No entanto, da mesma forma que Arquivo X repetia sua fórmula em cada episódio, mas tinha uma história maior por trás das cortinas, imaginei que o mesmo aconteceria em Supernatural. Sendo assim avancei em mais alguns capítulos. O que me incomodava nesses primeiros episódios não era a inexistência de história, mas como os irmãos Winchester conseguiam dinheiro para viver. Isso é explicado de forma tola dizendo que eles usam fraude de cartões de crédito e dinheiro do poker. Nenhum dos dois tem perfil de jogador de poker e fraudar  cartões atrás de cartões sem ser pego precisa de muito mais do que um mero streetwise.

O ponto crítico para eu deixar de assistir a série foi o capítulo 9 da primeira temporada, chamado de Home. Nesse episódio fica claro que os roteristas não tinham a menor noção do que estavam fazendo. Eu esperava que Supernatural construísse uma mitologia para o seu cenário. Estabelecesse, por exemplo, quais são os tipos de fantasmas que existem. Quais são as criaturas físicas que assombram à noite? Vampiros? Lobisomens? Como elas se relacionam? Existe algum tipo de organização? E os demônios? Eles podem invadir o nosso mundo sempre que quiserem? Existem regras para esse mundo de trevas? E tantas outras perguntas… No entanto, quando aparece uma personagem que pode começar a construir essa mitologia, ela simplesmente diz que não sabe de nada?!? Decepcionante.

Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Séries Tags: ,
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