Arquivo de julho, 2009
31/07/2009 - 12:54
Eu gosto de listas. Há muitas delas por aí na internet, mas nenhuma delas me agrada. Decidi, então, fazer as minhas próprias listas, começo com essa: As 10 melhores frases do cinema. Palavras que são inesquecíveis para mim.

- Luke I’m your father – Star Wars episodio V: The Empire Strikes Back.
- I believe in America – The Godfather.
- May the force be with you – Star Wars episodio IV: A New Hope.
- Adrian, I did it! – Rocky.
- First rule of Fight Club is: You do not talk about Fight Club – Fight Club.
- Say “hello” to my litle friend – Scarface.
- Freedom! – Braveheart.
- The dark side of the Force is a pathway to many abilities some consider to be unnatural - Star Wars episodio III: Revenge of the Sith.
- This is Sparta! – 300.
- Why so serious? – Batman: The Dark Knight.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema, Pessoal
Tags: frases, Star Wars
29/07/2009 - 13:48

Jonny Depp é um ator injustiçado. Já deveria ter ganho o Oscar há muito tempo. Jack Sparrow, uma das melhores interpretações de sua carreira, não é apenas “engraçadinho” ou o aventureiro de uma história infantil. É um papel construído em detalhes, repare como o pirata usa diversos adereços pelo corpo, como se ele “pegasse” algo de cada lugar que ele visita no mundo. O jeito destrambelhado, a lábia inconfundível, o exagero nas história que conta, enfim, um personagem perfeito. Isso para não falar em Edward mãos-de-tesoura, onde Jonny Depp no início da carreira realiza uma das melhores interpretações da história do cinema.
Inimigos Públicos é mais um filme onde Depp pode demonstrar todo o seu talento. Ele faz John Dillinger, um gângster real do início dos anos 30, período de recessão da economia americana. Depp consegue impor uma dualidade ao personagem. Ao mesmo tempo que é um assassino frio e calculista, Dillinger é charmoso, apaixonado e possui uma espécie de moral que o impede de roubar os clientes dos bancos que assalta. Além disso, como não simpatizar com um homem que se encanta com o cinema?
Não que Depp tenha feito tudo sozinho. A direção de Michael Mann (responsável pelo excepcional Colateral) é segura, realista e coerente. As cenas de ação são verosimilhantes, o som dos tiros é seco e a quantidade de sangue adequada. A minha única reclamação é que o filme ficou muito longo. Algumas cenas poderiam ter sido cortadas sem perda. Palmas também para a bela Marion Cotillard que faz uma mulher insegura e completamente apaixonada com um tom plausível. Cristian Bale fica um pouco apagado com seu detetive obsessivo, mas não compromete a projeção.
Por último não poderia deixar de fazer uma comparação entre Inimigos Públicos e Inimigo Público número 1, filme francês que conta a história de Jacques Mesrine. Esse último é o que normalmente se denomina como cult e passa somente em um circuito limitado. Não vou comentá-lo, só queria dizer que ao ver esses dois filmes parece muito óbvio porque o cinema americano é o melhor do mundo.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema
Tags: gângster, John Dillinger, Jonny Depp
25/07/2009 - 18:04

Considero esse um assunto fascinante. Pensar sobre o tempo é algo que me deixa mais perto da compreensão. Não apenas de um único ponto. Mas de todos eles. Sempre tive a sensação de que o universo por mais vasto e complexo que seja, está aberto ao nosso entendimento e essa descoberta começa pela noção do tempo. Não é à toa que Santo Agostinho relacionava a ideia de Deus com a concepção do que é o tempo. Faz muito sentido. O Doutor da Graça foi responsável por moldar a imagem linear do fluxo temporal. Como tudo que existe só pode existir dentro do tempo, a própria figura divina se confunde com o rio que representa essa passagem. O tempo passa a ser a explicação primeira, assim como Deus.
Os gregos pensavam de forma diferente. Na visão clássica, o tempo é circular. A criação de tudo sucede ao fim. Eles até imaginavam um período para esse ciclo: 10 mil anos. Durante esse intervalo, tudo ocorreria, para depois se repetir no círculo seguinte. Assim surge Atlântida, civilização superior que antecede a sociedade grega que já representa o declínio, o fim do ciclo. Os gregos tinham muito viva a sensação de decadência da sua própria época, a idade de ouro e glória ficara para trás, no incío do ciclo. É interessante notar como esse sentimento ainda permanece hoje. Muitas vezes olhamos para o passado com saudade e admiração, com a percepção de que ficou para trás um tempo melhor. Finley, para citar apenas um exemplo, em seu livro Democracia Antiga e Moderna, exalta o sistema democrático grego, expressando claramente que a democracia antiga é melhor do que a moderna.
O tempo é realmente fascinante.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Reflexão
Tags: democracia, Deus, Grécia, Santo Agostinho, tempo
20/07/2009 - 19:12

É difícil falar de Harry Potter. Eu acompanhei a série por vários anos, sempre esperando ansioso pelo próximo livro, participando compulsivamente de listas de discussões e fóruns pela internet, lendo e relendo os capítulos lançados. Fui realmente apaixonado pela saga do jovem bruxo. A decepção com o último livro da série, As Relíquias da Morte, foi inacreditável. O desfecho da história foi tão ruim que de fã número 1, eu me tornei indiferente a saga. No entanto, esse post não é para falar dos livros de Harry Potter. Certamente, no futuro farei uma resenha de cada um dos livros e um texto com os motivos que me fizeram abandonar o menino-que-sobreviveu. Aqui vou comentar o sexto filme da série, lançado recentemente.
Harry Potter e o Enigma do Príncipe é um filme fantástico. Divertido do início ao fim e com momentos de grande tensão, o novo longa da franquia explora indubtavelmente o que há de melhor na criação de Rowling: Os objetos mágicos e maravilhosos, as partidas de quadribol, personagens muito interessantes e, principalmente, as relações enre eles. O roterista Steve Kloves tomou a liberdade de fazer diversas adaptações ao texto original, o que funciona extraordinariamente bem, pois respeita a “alma” da criação de Rowling. Logo no início do filme, por exemplo, Harry flerta com uma garçonete trouxa, o que demonstra a sua completa despreocupação quanto as origens da moça.
Destacar que Harry não tem nenhum preconceito é essencial para a trama (O fato da garçonete ser negra é ainda mais apropriado). Muitos fãns não compreendem o valor de uma boa adaptação cinematográfica (Isso não vale apenas para os fãns de Harry Potter, na verdade esse fenômeno atinge todas as obras que já conquistaram muitos entusiastas e, posteriormente, são levadas para o cinema). Esse pessoal reclama de qualquer alteração do material original, o que é uma grande besteira e uma completa incompreensão de como funciona a sétima arte.
Enigma do Príncipe conta também com atuações admiráveis. Aliás a seleção de elenco dos filmes de Harry Potter é algo magnífico. Para citar apenas alguns nomes: Richard Harris, Michael Gambon, Maggie Smith, Alan Rickman, Ralf Fiennes, Robbie Coltrane, Emma Thompson, Jason Isaacs, Helena Bonham Carter, John Cleese (John Cleese!), Kenneth Branagh, David Thewlis e Gary Oldman. Tenho difilculdades de acreditar que foi possível reunir em um mesmo projeto tantos atores fenomenais.
A narrativa desse sexto filme flui de forma consistente. O ritmo é acelerado, o diretor David Yates não deixa o expectador cansar em nenhum dos 150 minutos de projeção. A câmera passeia pelos corredores de Hogwarts te envolvendo no contexto da história. Direção de arte e fotografia são impecáveis. O castelo grandioso, o beco diagonal abandonado, o trem apinhado, enfim, tudo é mostrado com esmero. Um belíssimo filme.

Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema
Tags: Harry Potter, Rowling
15/07/2009 - 12:20

Eu retirei a palavra arte do meu vocabulário e posso afirmar que ela desapareceu sem nenhuma perda. Não sinto a sua falta. Arte não significa nada, na verdade, tem tantos sentidos que acaba não dizendo nada. As pessoas quando falam em arte querem na verdade comunicar uma idéia de beleza, bom gosto, emoção, superioridade ou algum outro sentimento. A palavra Arte em si não acrescenta nada. Como disse Ernst Gombrich, famoso historiador de arte: “Não existe nada a que se possa dar o nome de arte, existem somente aritistas.”
Cada pessoa interpreta o que quiser de um objeto de arte. O que pensar de um olho sendo cortado? Como no filme “Um cão andaluz” de Luiz Buñuel? O que você acha de uma mesa de jantar onde as cadeiras são privadas? Ou de uma mulher vestida com pedaços de carne podre? Tudo isso é chamado de arte. Como a essência da arte está fora dela mesma, ou seja, na mente do observador, tudo pode ser chamado de arte. Qualquer porcaria, depende somente do que se convenciona como artístico.
O que mais me irrita (e acredito que isso também irrite muita gente) é alguns membros da elite posarem como intelectuais e afirmarem que determinada obra signifca isso ou aquilo. Como se eles enxergassem algo que os outros não enxergam. Quando na verdade eles estão impondo uma interpretação particular e que nada tem de verdadeira ou especial. Esses energúmenos nem ao menos percebem o quão distantes estão da discussão que é realmente relevante, a estética na filosofia. Essa sim trata de temas fundamentais e não essa baboseira que normalmente se chama de arte.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Reflexão
Tags: arte, Buñuel, elite, Gombrich
08/07/2009 - 21:43

Pode parecer rasgação de seda gratuita. Algo do tipo: “Só está falando bem porque é amigo dos caras.” Mas não é verdade. Eu realmente gosto da banda PS.: NOVA, trupe musical de alguns amigos meus. Não sou especialista em música, para ser sincero não acredito que alguém possa ser especialista em música ou em qualquer forma de arte. No fundo é justamente disso que o rock trata, danem-se os entendidos em harmonia ou ritmo, o importante é ter personalidade, originalidade e atitude. Os meus amigos da PS.: NOVA tem os três.
É gostoso ouvir a música deles. As guitarras cantam junto com o vocalista e a bateria afunda os sentimentos negativos, te lembrando que é muito bom estar vivo. A cadência do baixo é envolvente e as letras são marcantes. Inegavelmente agradável. Se você me perguntar se eu acho que eles vão fazer sucesso, eu digo que sim. Mas também digo que isso não é importante, o sucesso comercial não é medidor de qualidade. Algo que é óbvio, no entanto, frequentemente esquecido por pessoas que usam esse argumento como se ele fosse incontestável. Sempre que alguém me diz que o sucesso é sinônimo de qualidade, eu lembro do nome de Paulo Coelho. Como pode?
“Porque agora eu sou Inquebrável!“
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Música
Tags: amigos, Paulo Coelho, PS.: NOVA, rock
06/07/2009 - 21:16
Finalmente eu chego a marca de 50 posts!!! Não que isso signifique alguma coisa, na verdade, não representa nada. Ainda assim, aproveito essa ocasião para dar uma reformulada no blog. Acrescentei alguns links, mudei a imagem do topo, aprendi a usar as tags, fui apresentado as widgets e etc… A mudança mais importante que eu tinha planejado seria dar uma identidade ao blog, ou seja, passar a escrever apenas em uma linha de assuntos. Mas logo abandonei essa idéia. Minha prioridade é ter vontade para escrever. Portanto, vou continuar escrevendo sobre o que me parecer interessante, no que chamam por aí de blog opinativo.
Boa leitura!
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Pessoal, Sem categoria
Tags: blog, widget
Voltar ao topo