Arquivo de abril, 2009
29/04/2009 - 17:37

Eu gosto muito de fÃsica. Não aquilo que professores medÃocres “ensinam” durante a nossa estada no colégio. Refiro-me ao mundo das idéias e ao conhecimento que nos deslumbra, tamanha força e ousadia. Durante muito tempo nos passam uma enxurrada de fórmulas sem fundamentação teórica cujo único objetivo é a “decoreba” e a posterior aplicação direta, copiosa, sem nenhuma compreensão. Essa fÃsica é odiosa, a beleza está na busca da arqué (obrigado Conrado por ter me ensinado o significado dessa palavra, ela expressa com perfeição o objetivo último da ciência).
Essa procura pelas causas, a ansiedade de responder aos porquês, foi seriamente abalada pelo surgimento da mecânica quântica no inÃcio do século XX. A idéia de causa e efeito foi desmoronando a medida que a probabilidade invadiu os princÃpios teóricos da fÃsica. A tão conhecida batalha entre Albert Einstein e Max Planck não é apenas intelectualmente irresistÃvel, ela representa um debate filosófico riquÃssimo sobre o curso do universo. Isso porque segundo a fÃsica quântica, os fenômenos ocorrem de forma aleatória, sem ser possÃvel uma previsão completamente assertiva. O acaso é o senhor do todo. A oposição de Einstein a essa idéia é famosa, expressa em uma de suas frases mais célebres: “Deus não joga dados com o universo”, escrita em uma carta a seu amigo Max Born.Â
Devo dizer que concordo com o pai da relatividade, o que não torna a idéia quântica desinteressante, pelo contrário, o estÃmulo reflexivo dessa proposta é gigantesco. Imaginar que todo o nosso universo é apenas um caso particular dentre infinitas possibilidades é incrivelmente original e interessante. Nos últimos 70 anos a fÃsica teórica não conseguiu desenvolver uma solução para esse embate essencial, mas sinto-me um privilegiado de viver em uma época em que essas questões são debatidas.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Reflexão
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23/04/2009 - 22:21
Onde nosso mundo vai parar? Se já não bastasse o odioso programa de televisão, ainda temos pessoas que correm atrás dessa menina. Para quê?!? Sinceramente, estamos cada vez mais enterrados nas sombras da caverna. Gramsci disse certa vez que o objetivo da filosofia era entender o homem, isto é, tentar compreender o que o homem pode se tornar. Diante de uma notÃcia como essa, a única resposta razoável à s inquietações de Gramsci é a miséria humana. Somos nojentos, dotados de uma pequenez intelectual absurda e o nosso destino é a degradação total.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Notícias
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21/04/2009 - 23:24

Para quem anda frustrado com essa nova edição maluca de magic (Alara Reborn), esse novo set (Divine vs Demonic) pode ser um alÃvio. Com a tradicional temática de Anjos contra Demônios, esses dois decks se concentram em cartas clássicas e eternas. Os desenhos estão fantásticos, não deixem de ver o do Lord of the Pit. Um dos fatores mais interessantes de magic: the gathering é a história por trás das cartas e arrisco dizer que é esse sabor a mais que torna magic o cardgame mais jogado do planeta há anos. Desde a busca de Gerrard pela fortaleza de Volrath, passando pelo distante mundo de Mirrodin e indo até as recentes guerras tribais de Lorwyn, as lendas que enriquecem o jogo sempre fascinaram a minha imaginação. Cada edição significa um novo mundo a ser explorado. A expectativa é enorme e, portanto, a decepção também é tamanha quando não encontro uma história satisfatória.
Em Alara Reborn, assim como o bloco de Alara como um todo, não tivemos uma trama empolgante. O estilo do ciclo é tosco, não combina com a riqueza de magic. Veja o set Divine vs Demonic como contraposição. Aqui o branco retorna a suas origens e assume a sua forma mais pura: Anjos, bondade e ordem. O preto em sua rompagem mais essencial! Diabólico, cheio de maldade e terror. Isso é magic! As cores ressaltando suas caracterÃsticas, fiéis a seus princÃpios. Quem dera se esse Duel Deck fosse estendido em uma edição de verdade. Os estilos de cada cor novamente valorizados. Uma pena que ao invés disso vamos ter uma edição toda multicolor. Dourada como a Wizard está chamando. Eu digo que é um ouro escuro e sem valor.
“Liliana learned the secrets she sought, but at a price that was etched on her fate.“
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Games
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19/04/2009 - 23:15

Eu vejo muitos seriados. Gostaria de escrever sobre cada um deles aqui no Blog. É uma infelicidade que o tempo seja um recurso escasso. Neste aspecto, muito escasso. O interessante é que com a facilidade da internet e dos downloads atualmente, podemos assistir uma infinidade de séries gratuitamente. Vislumbro um futuro onde isso passe a ser institucionalizado e não seja mais necessário comprarmos nada. Hoje podemos ouvir música, ver filmes e ler livros sem pagar um centavo. Amanhã, talvez, poderemos comer, nos vestir e viajar sem nos preocupar com restrições orçamentárias. Se essa utopia não for possÃvel que, pelo menos, a máxima “As melhores coisas da vida são de graça” continue valendo.
A lista dos seriados que acompanho, isso quer dizer que espero ansiosamente por cada episódio:
- The Mentalist
- House
- The big bang Theory
- Two and a half men
- Lost
House, por exemplo, é fantástico. The Mentalist é a nova sensação. Fica melhor a cada capÃtulo. The big bang theory é a “menina dos olhos”. A série pela qual tenho o maior carinho. As cenas mais engraçadas que já vi pertencem a esse sitcom nerd. Two and a half men é um clássico, Charlie e Alan Harper são simplesmente hilários. E Lost? O que falar sobre Lost? A história tem altos e baixos. Alguns episódios foram horrÃveis, principalmente, durante a terceira temporada. No entanto, a partir da quarta o show voltou a ser ótimo. Afinal, o que há sob a sombra da estátua?
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Séries
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16/04/2009 - 19:18
O quanto idiota é o futebol. Um jogo simplório, sem nenhuma sofisticação e praticado por bárbaros com instrução medÃocre. O esporte como idéia foi corrompido e distorcido. Na Grécia antiga, esporte era cooperação e não competição. As pessoas praticavam o esporte para reforçar a concepção de grupo e não para admirar a brutalidade individual. A olimpÃada de hoje é uma deturpação da verdadeira olimpÃada que era um encontro sem rivalidade. Para Platão o esporte era parte fundamental de um projeto de educação amplo e constitutivo de valores morais. É triste ver o quão distante estamos dessa idéia.
Ontem, mesmo com um temporal no fim da manhã, uma enorme fila se formou na frente do maracanã. Os ingressos para a final do campeonato carioca, entre Flamengo e Botafogo, esgotaram. 68.709 entradas vendidas em poucos dias! É impossÃvel esquecer Thorstein Veblen e não ficar atônito diante do instinct of workmanship desfigurado em instinct of sportsmanship. Pessoas e mais pessoas aglutinadas em um espÃrito combativo, agressivo e violento. Marx disse que a religião é o ópio do povo. Eu diria que é o futebol. Lamentável.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Notícias
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13/04/2009 - 11:27

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Não há nada para falar aqui. Apenas isto: O filme é uma grande decepção. Uma porcaria. Não assista! Em hipótese alguma.
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Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema
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05/04/2009 - 13:38
Eu adoro House. É um seriado inteligente, engraçado e extremamente interessante. O personagem principal é fascinante, o exemplo vivo do que Thorstein Veblen chamou de idle curiosity. O Doutor Gregory House é tacanho, grosseiro e não possui nada de empatia, mas ainda assim rouba nossa simpatia com sua visão visceral do mundo. Mas esse post não é sobre ele. Quero dizer que a atriz que interpreta a Dra. Remy Hadley é lindÃssima. Perfeita. Olivia Wilde está de parabéns. Com apenas 25 anos conseguiu ser parte do elenco principal de uma das séries mais importantes da história da televisão. Conhecida pelos Ãntimos como Dra. Thirteen, ela encanta e seduz qualquer um que assista ao programa. A história da personagem é trágica, o que aumenta ainda mais nossa compaixão e afago.
Alguns amigos meus tem a ousadia de dizer que a Dra. Cuddy é mais bonita e interessante do que a minha querida Thirteen. Só tenho uma coisa para dizer a eles: Loucos!
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Séries
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04/04/2009 - 04:15

Eu podia ter gostado do filme, mas não. O filme poderia ter sido brilhante, no entanto, é fraco e rasteiro. Sendo sincero, não é possÃvel gostar de um filme cujo ritmo é sonolento e não me refiro a falta de cenas de ação, pois há muitas delas, afinal estamos falando de uma revolução. Não, não é isso. A história é contada de forma devagar, lenta e quase irritante. Steven Soderbergh não consegue unir as duas narrativas de maneira eficiente, as cenas que retratam o discurso de Che na ONU possuem um tom radicalmente diferente daquelas que visam mostrar os momentos mais dramáticos da revolução.
Do ponto de vista técnico, o filme é belÃssimo. A fotografia é ótima e as locações foram perfeitamente escolhidas. Porém, cabe aqui uma reclamação as distribuidoras. As legendas do filme na sala em que vi são brancas e apagam nas cenas de 1964, porque o diretor decidiu colocar as imagens em preto e branco buscando um estilo documental. As legendas ilegÃveis comprometem o entendimento do filme e, consequentemente, a qualidade de todo o projeto. Em relação ao elenco há pouco a se dizer. BenÃcio Del Toro é um ator excelente e interpreta muito bem o personagem dentro da estrutura do filme. Os outros aparecem pouco.
Certamente, esse é um filme de idéias polÃticas. Talvez seja justamente aà que esteja o grande problema. Um homem que diz ser amor o principal sentimento que guia um revolucionário possui, obviamente, uma visão distorcida da realidade. Afinal é o amor responsável por pegar em armas? Não faz sentido. É preciso deixar isso claro. Assim como as visões de imperialismo norte-americano são ingênuas por parte do médico argentino, além de teoricamente erradas. Che foi uma figura importantÃssima e justamente por isso tratá-lo de forma tão amena é imperdoável.
Autor: Mário Maximo - Categoria(s): Cinema
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