TEGUCIGALPA - Soldados e policiais antimotim hondurenhos cercaram novamente nesta quarta-feira a embaixada brasileira na capital Tegucigalpa, onde o presidente deposto Manuel Zelaya está refugiado, no que ameaça se tornar uma longa disputa que deve agravar a crise do país. Centenas de efetivos de segurança, alguns mascarados e outros portando armas automáticas, cercaram uma área ao redor do prédio da embaixada do Brasil onde Zelaya se refugiou com a família e um grupo de 40 partidários. Zelaya entrou em Honduras escondido, na segunda-feira, pondo fim a quase três meses de exílio após ter sido retirado do poder por um golpe de Estado em 28 de junho. O governo brasileiro disse que garantirá a proteção do presidente deposto dentro da embaixada e pediu ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas uma reunião de emergência para discutir a pior crise na América Central em décadas. Confrontos na terça-feira Policiais e militares dispersaram com bombas de gás lacrimogêneo, carros hidrantes e uma antena que emitia um som ensurdecedor os manifestantes que se aglomeravam diante da embaixada brasileira na terça-feira. Polícia dispersa partidários de Zelaya na manhã de terça-feira / AP Os manifestantes pró-Zelaya se defenderam jogando pedras, num conflito que deixou dezenas de feridos e presos. Várias testemunhas disseram na terça-feira que a eletricidade e a água da embaixada estavam cortadas, mas que estava permitida a entrada de alimentos. Em entrevista ao jornal chileno "La Segunda", Zelaya qualificou de "ataque aleivoso" a repressão policial contra seus apoiadores que se reuniram diante da Embaixada do Brasil, onde ele recebeu abrigo na segunda-feira, quando voltou a Honduras. "Há nove feridos no hospital e se fala de pessoas desaparecidas. Não sabemos se estão mortos", denunciou o presidente deposto. Segundo ele, "bombas de gás lacrimogêneo" foram atiradas contra as pessoas. Negociações para diálogo O presidente de fato, Robert Micheletti, disse que Zelaya pode ficar na embaixada por "5 ou 10 anos, nós não temos nenhum inconveniente que ele viva ali", sinalizando estar preparado para um conflito demorado. O governo de facto se recusou a suavizar sua posição contra a volta de Zelaya. "Zelaya nunca voltará a ser presidente desse país", disse Micheletti em entrevista à Reuters. Mais tarde, ele disse estar disposto a conversar com Zelaya se ele reconhecer a legitimidade da próxima eleição presidencial marcada para 29 de novembro, mas esclareceu que não negociaria a volta do presidente deposto ao poder. Zelaya não respondeu à oferta de diálogo, mas disse em entrevista à imprensa local que está aberto a conversar. "Se estou aqui, o que custa sentar a uma mesa de diálogo?", disse Zelaya, que, no entanto, duvidou das reais intenções de negociação de Micheletti. Os Estados Unidos, a União Europeia e a Organização dos Estados Americanos (OEA) pediram uma saída negociada para que Zelaya retorne ao poder. Um toque de recolher, que virtualmente parou a capital, foi ampliado para esta quarta-feira e provocou o fechamento de aeroportos, escolas e comércios.
Arquivo da Categoria Sem categoria
(CRISE DIPLOMÁTICA) Embaixada do Brasil esta cercada por tropas em Honduras
(CRISE DIPLOMÁTICA) Honduras acusa Brasil de ingerência
A vice-chanceler do governo interino de Honduras, Martha Lorena Alvarado, acusou o Brasil de ingerência nesta terça-feira por permitir que o presidente deposto Manuel Zelaya mobilize manifestantes a partir da embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde está abrigado.
Em entrevista à BBC, Alvarado negou que o governo tenha ordenado que as forças de segurança de Honduras disparassem tiros para dispersar os simpatizantes de Zelaya reunidos diante da embaixada.
A vice-chanceler de Honduras diz que o governo do país considera o Brasil responsável por um possível “derramamento de sangue” caso a tensão aumente diante da embaixada.
Alvarado afirmou ainda que a restituição de Zelaya ao poder “não é viável” e que a única alternativa para o presidente deposto é “enfrentar um processo judicial.
Leia abaixo a entrevista.
BBC – Houve informações de que manifestantes reunidos em torno da embaixada do Brasil foram retirados do local com violência. A senhora pode confirmar?
Martha Lorena Alvarado – Há um toque de recolher desde ontem (segunda-feira). E o toque de recolher significa, em todo mundo, que as pessoas não podem sair às ruas, e Zelaya está convocando as pessoas a ir às ruas. O toque foi respeitado durante toda a noite. Foi dada uma margem (de tempo) para que as pessoas saíssem das ruas, apesar de o toque de recolher ter começado ontem. Então, bombas de gás lacrimogêneo foram utilizadas. Creio que deve haver gente armada entre os manifestantes.
BBC – Houve informações de disparos contra a embaixada do Brasil. A senhora poderia confirmar ou desmentir?
Alvarado – Não, não. Isso não aconteceu. Os militares sabem que se trata de uma sede diplomática, e o governo também. Apesar de a sede diplomática estar sendo utilizada como quartel-general por Zelaya, que convoca uma insurreição dali, e comprometendo o Brasil. Por isso, esperamos que, nas próximas horas, o Brasil o entregue ou conceda a ele asilo político.
BBC – Fala-se de presos, mortos e feridos às portas da embaixada do Brasil.
Alvarado – Eu vivo muito perto da embaixada do Brasil, e a única coisa que senti foram os disparos das bombas de gás lacrimogêneo e um pouco de fumaça. Agiram para desalojar essas pessoas.
BBC – A senhora descarta que o Exército ou a polícia tenham recebido ordens de disparar contra a embaixada do Brasil?
Alvarado – Sim, porque eu estava ali no momento em que o Exército foi instruído. E tenho fé em Deus de que assim seja, de verdade. As instruções eram as normais, que se recebe em qualquer parte do mundo, para evitar fazer vítimas.
BBC – Manuel Zelaya garantiu que não pensa em deixar Honduras. A senhora sabe quais são os próximos movimentos políticos do governo interino de Roberto Micheletti diante dessa situação?
Alvarado – Ontem, lemos um comunicado da chancelaria no qual se expressava um rechaço absoluto à atitude do Brasil de ter permitido o retorno de Zelaya e de ele estar dirigindo, da embaixada, uma insurgência civil. Essa situação é obviamente complexa, porque ele entrou no país sob proteção do Brasil. E o que se pediu é que o entreguem de imediato às autoridades hondurenhas, para que enfrente o processo judicial que tem pendente em Honduras. Por outro lado, a outra opção que ele teria é obter asilo político. Diante dessa situação, a decisão de Zelaya de continuar no país depende da atitude que o governo brasileiro tomar diante da situação de Zelaya de fazer de sua embaixada um quartel-general.
BBC – Qual seria a atitude do governo interino no caso de Zelaya decidir abandonar a embaixada do Brasil?
Alvarado – No caso de ele abandonar a embaixada sabe que espera por ele um processo judicial, pelo qual seria preso, porque há uma ordem de prisão e vários delitos pendentes, acrescentados a uma quantidade de delitos que foram descobertos. Então, a melhor forma para ele seria submeter-se a um julgamento e demonstrar, se assim for, que é inocente ou assumir as responsabilidades de sua culpa.
BBC – Essa situação ocorre em um momento em que ocorre a Assembleia Geral da ONU e o G-20 estão prestes a se reunir, o governo interino de Honduras está isolado internacionalmente e a comunidade internacional está observando Honduras.
Alvarado – Até ontem, foi possível ver que isso está sendo muito bem orquestrado, por tudo que se passa lá nos Estados Unidos. Nós desconhecemos o que está sendo planejado entre o senhor Zelaya e a comunidade internacional. O que, sim, pode ser provado é que a ingerência da Venezuela é evidente em tudo isso e agora, lamentavelmente, a do Brasil também.
BBC – Diante das notícias de que milhares de pessoas estão chegando a Tegucigalpa, como o governo interino planeja administrar essa situação?
Alvarado – A situação está se agravando e consideramos o governo brasileiro responsável por propiciar um derramamento de sangue que, até agora, não ocorreu. Está atiçando dali uma insurreição civil e a situação se complicou. Há informações claras para que as Forças Armadas não utilizem mais bombas de gás lacrimogêneo. Mas, à medida que essa multidão vai se exaltando, está armada e conta com recrutadores profissionais treinados por cubanos e venezuelanos, estamos diante de uma situação que pode se tornar dramática.
BBC – Os senhores, na medida em que controlam o Exército e a polícia, têm responsabilidade sobre essa situação. Que ordens o Exército está recebendo?
Alvarado – Estamos sendo o mais cautelosos, dentro do possível, por convicção, por respeito à lei e à cidadania, e porque o que se quer evitar é um derramamento de sangue, desde o primeiro dia. Tal como se deu com a captura e extradição do senhor Zelaya, quando não houve derramamento de sangue. As instruções são a de um Exército profissionalizado e que compreende qual é sua responsabilidade em relação aos direitos humanos, e que quer evitar a todo custo derramamento de sangue. É difícil quando se começam a ouvir alguns disparos. Mas, antes da chegada de Zelaya, não houve distúrbios. Agora, não se sabe o que acontecerá. E ele faz um chamado para que se viole o toque de recolher.
BBC – A senhora acredita que vocês podem perder o controle da situação?
Alvarado – Não perdemos o controle porque as multidões são de números administráveis. Cercam um quarteirão ao redor da embaixada e vão até a embaixada dos Estados Unidos. Não tenho informação do que aconteceu durante a noite. Mas são pessoas administráveis por nossas Forças Armadas. Mas, nesse momento, é um problema de ingerência do Brasil em Honduras.
BBC – Mas a comunidade internacional condenou o golpe de Estado e o governo de Micheletti.
Alvarado – Mas isso não permite a qualquer embaixada que, desde seu território, que é o Brasil, fomente uma insurreição civil. Tudo bem que apoiem o retorno de Zelaya, mas a força não é um forma de fazê-lo.
BBC – E qual seria a forma adequada?
Alvarado – A comunidade internacional já entendeu que o retorno de Zelaya ao poder não é viável porque a Suprema Corte e o Congresso Nacional, império da lei que governa qualquer país do mundo, o declararam culpado. E, quando se extradita o senhor Zelaya, o que quer se evitar é o que vocês estão vendo agora, uma turba dirigida por ele, uma turba que não é uma maioria.
BBC – Zelaya disse estar disposto a dialogar com Micheletti. Qual a posição do governo a respeito?
Alvarado – A proposta de Zelaya está condicionada a sua entrega à Justiça, porque há uma ordem de prisão. Essa é a condição à proposta de Zelaya. As pessoas que não têm dívidas com a Justiça não têm qualquer problema, mas o processo contra o senhor Zelaya tem que ser cumprido.
BBC – Quando houve a destituição de Zelaya, os senhores contavam com o apoio do Judiciário, do Executivo e dos militares. Agora, que apoio interno tem o governo interino?
Alvarado – Nós nos vimos obrigados a tomar uma decisão como essa para garantir o processo democrático que Zelaya estava ameaçando prejudicar, com uma nova reeleição e uma Constituinte. Esse país está sob um Estado de direito, em que a Justiça funciona. E esse é um governo transitório, que não busca permanecer no poder. O único que quer é que sejam reconhecidas as próximas eleições. Essa é a única saída legítima para uma crise provocada por Manuel Zelaya.
(CRISE DIPLOMÁTICA) Governo de Honduras Reprime partidários pró Zelaya, deixando dois mortos, afirma TV
TEGUCIGALPA – Os confrontos entre partidários de Manuel Zelaya, presidente deposto de Honduras, e soldados do país na manhã desta terça-feira deixaram ao menos dois mortos, segundo informa a rede de TV venezuelana Telesur. A informação não foi confirmada pela polícia ou por outras fontes em Honduras.
Segundo informou a emissora Telesur, da Venezuela, as autoridades dispararam e lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Em conversa com seu correspondente na capital hondurenha, a rede de TV informou que duas pessoas morreram e há vários feridos, mas tal informação ainda não foi confirmada.

Soldados hondurenhos cercam embaixada brasileira / AFP
Militares hondurenhos cercaram na manhã desta terça-feira a embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está abrigado o presidente deposto Manuel Zelaya, e obrigaram os manifestantes que passaram toda a noite diante do edifício a deixar o local, observaram jornalistas da AFP.
Os soldados e policiais hondurenhos, muitos com os rostos cobertos com gorros, chegaram ao local às 6h locais (9h de Brasília). Eles lançaram bombas de gás lacrimogêneo e agrediram com cassetetes os quase quatro mil simpatizantes de Zelaya para obrigar uma dispersão da frente do prédio da representação brasileira.

Polícia dispersa partidários de Zelaya na manhã desta terça / AP
O porta-voz da polícia, Orlin Cerrato, informou aos jornalistas que os agentes tiveram que recorrer “os níveis de força adequados” para dissipar os manifestantes, que “continuam nos arredores” da representação diplomática brasileira.
Perto da embaixada dos Estados Unidos em Tegucigalpa, que fica na mesma região em que está localizada a do Brasil, uma patrulha da polícia foi queimada, ao passo que os vidros e os pneus de pelo menos cinco carros de passeio foram quebrados e esvaziados.
Depois de desalojar os manifestantes, os militares instalaram equipamentos de som direcionados à embaixada brasileira e começaram a tocar em alto volume o hino nacional de Honduras, segundo o próprio Zelaya.
“Os militares atacaram a embaixada com gás mostarda”, acusou Zelaya em entrevista ao canal americano CNN. “Os militares colocaram sons estridentes para tentar enlouquecer as pessoas que estão dentro da embaixada”, completou.
Um fotógrafo da agência AFP permanece dentro da embaixada brasileira, onde o presidente deposto buscou refúgio na segunda-feira depois de retornar de forma surpreendente ao país, e confirmou que a área da embaixada foi esvaziada.

Soldados de Honduras usam sistema de som na rua da embaixada brasileira / AFP
Vigília
Centenas de seguidores de Manuel Zelaya permaneceram na madrugada desta terça-feira em vigília em frente à embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde se encontra o líder deposto, desafiando o toque de recolher imposto pelo governo em exercício.
O governo de Honduras estendeu o toque de recolher no país até o fim da tarde desta terça-feira, 18h na hora local (21h de Brasília), informou o presidente em exercício, Roberto Micheletti. O governo interino também ordenou o fechamento dos aeroportos de todo o país “até segunda ordem”, informou a Aviação Civil hondurenha.

Partidários de Zelaya fazem vigília em frente à embaixada do Brasil / Reuters
Em princípio, o regime de Micheletti indicou que o toque de recolher finalizaria na manhã de terça-feira. A mudança foi anunciada enquanto centenas de seguidores de Zelaya permaneciam em vigília em frente à embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde se encontra o líder deposto.
“Restituição ou morte”
Zelaya disse na madrugada desta terça-feira que ninguém voltará a expulsá-lo de seu país e que seu lema a partir de agora será “pátria, restituição ou morte”.
“Ninguém mais vai me agarrar dormindo e minha posição é a pátria, a restituição ou a morte”, disse Zelaya na embaixada do Brasil, ao lembrar o golpe militar que o tirou do poder, no dia 28 de junho passado.

Zelaya dá entrevista na embaixada brasileira em Tegucigalpa / AP
Refúgio na embaixada brasileira
Na última segunda-feira, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, voltou a seu país e ficou refugiado na embaixada brasileira em Tegucigalpa. Roberto Micheletti, presidente interino de Honduras, fez um pedido para que o Brasil entregue Zelaya à Justiça.
No início da noite de segunda-feira, a energia elétrica foi cortada pelas autoridades na zona da embaixada do Brasil, no bairro de Palmira, no nordeste de Tegucigalpa, para onde foram enviadas várias ambulâncias da Cruz Vermelha.
Em entrevista coletiva, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, disse ter conversado diretamente com Zelaya por telefone. Segundo ele, o Brasil espera que a volta do presidente deposto a Tegucigalpa represente um novo estágio nas negociações com o governo interino.
Amorim afirmou que o Brasil “não teve nenhuma interferência” nos fatos que levaram à presença de Zelaya em sua embaixada, limitando-se a conceder permissão para que ele entrasse no prédio, algumas horas antes de sua chegada.

Zelaya acena para partidários na embaixada brasileira na última segunda-feira / AFP
“Massacre”
Em um comunicado emitido na segunda-feira, o Conselho Permanente da OEA exigiu que o governo interino de Honduras ofereça “plenas garantias para assegurar a vida e a integridade física” do líder deposto Manuel Zelaya.
A entidade exigiu ainda a adoção imediata dos termos do Acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Árias, que determina o retorno de Zelaya ao poder, a fim de que ele exerça o cargo até o fim de seu mandato, previsto para janeiro de 2010.
Segundo Zelaya, o secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, chegará a Honduras nesta terça-feira para ajudar a solucionar a crise.
Quase ao mesmo tempo, em Caracas, o presidente venezuelano Hugo Chávez afirmou que a presença da comunidade internacional em Honduras é importante “para evitar um massacre” no país.
“Temos que apoiar a presença de organismos internacionais para evitar um massacre e para que se garanta de maneira pacífica seu retorno (de Zelaya) ao poder”, disse Chávez em transmissão ao vivo pela televisão estatal.
Fonte: (Com AFP, Reuters e informações da BBC Brasil)
(CRISE DIPLOMÁTICA) Presidente do Brasil pede saída negociada a autoridades de Honduras
NOVA YORK (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira em Nova York que o Brasil garante o direito
do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, de buscar refúgio na embaixada do país em Tegucigalpa após ter voltado escondido ao país.
Lula apelou ao governo de facto de Honduras que negocie uma saída para a crise política no país da América Central.
“O Brasil fez apenas aquilo que qualquer país democrático faz na hora em que um cidadão pede abrigo na sua embaixada. O Brasil está garantindo que ele fique lá”, disse a jornalistas Lula, que conversou com Zelaya por telefone mais cedo nesta terça-feira.
“É um direito, eu diria, internacional e nós esperamos que os golpistas não mexam na embaixada brasileira, e esperamos que negociem”, acrescentou Lula.
(Por Walter Brandimarte; Edição de Pedro Fonseca) Fonte: ( REUTERS) Veja algumas imagens do conflito Próximo a embaixada Brasileira
(CRISE DIPLOMÁTICA) Honduras ordena fechamento de aeroportos e amplia toque de recolher
Claudia Jardim
De Caracas para a BBC Brasil
O governo interino de Honduras, liderado por Roberto Micheletti, ordenou o fechamento de todos os aeroportos do país e ampliou o toque de recolher até às 18 hrs desta terça-feira (1h horário de Brasília).
As medidas foram tomadas após o retorno do presidente deposto, Manuel Zelaya, ao país, quase três meses após sua deposição, em 28 de junho. Zelaya se refugiou na embaixada do Brasil na capital hondurenha, Tegucigalpa.
O toque de recolher havia sido ordenado a partir das 16 hrs (horário local) até as 7 horas da terça-feira. Logo depois, ainda na noite da segunda-feira, com um chamado em cadeia nacional, o governo ampliou a duração do toque para quase toda esta terça-feira. Na madrugada desta terça-feira, entretanto, milhares de pessoas desafiaram o toque de recolher para manifestar apoio a Zelaya em frente à embaixada brasileira.
O governo interino também ordenou o fechamento dos aeroportos de todo o país “até segunda ordem”, informou a Aviação Civil hondurenha.
Organizações de direitos humanos consideram a medida como uma tentativa de coibir a manifestação pró-Zelaya convocada para esta terça-feira, com a adesão de professores e funcionários públicos que convocaram uma paralisação. 
‘Restituição ou morte’
Da Embaixada brasileira em Tegucigalpa, Zelaya disse que ninguém voltará a expulsá-lo de seu país e que seu lema a partir de agora será “pátria, restituição ou morte”.
“A partir de agora, ninguém voltará a nos tirar daqui. Por isso, nossa posição é pátria, restituição ou morte”, afirmou Zelaya diante dos milhares de simpatizantes que cercaram a embaixada brasileira para comemorar a volta do presidente.
Zelaya disse ainda estar disposto a estabelecer um diálogo com todos os setores do país com o fim de solucionar a crise política instaurada em 28 de junho, quando o líder foi preso, ainda em pijamas, por um grupo de militares e levado ao exílio na Costa Rica.
Em entrevista à BBC Mundo, Zelaya disse que estaria disposto a encontrar Micheleti, se isso ajudasse a pôr fim à crise.
Na segunda-feira, Micheleti exigiu que o governo brasileiro entregue Zelaya às autoridades judiciais hondurenhas.
“Faço um chamado ao governo do Brasil para que respeite a ordem judicial ditada contra Manuel Zelaya entregando-o às autoridades competentes de Honduras”, disse Micheletti em discurso transmitido em cadeia nacional de televisão.
Micheletti disse que o Estado hondurenho “está comprometido” a respeitar o direito ao devido processo legal a Manuel Zelaya. Ele advertiu o Brasil sobre sua participação na crise.
“Os olhos do mundo estão colocados sobre o Brasil e também sobre Honduras”, acrescentou.
Por meio de uma nota, a chancelaria interina disse que responsabilizará o Brasil por possíveis atos de violência gerados em decorrência do refúgio dado ao presidente deposto.
“A tolerância e a provocação que se realiza desde o local dessa representação do Brasil são contrárias às normas do direito diplomático e transformam a mesma e seu governo nos responsáveis diretos dos atos violentos que possam suscitar dentro e fora dela (embaixada)”, disse a chancelaria do governo interino.
‘Massacre’
Em um comunicado emitido na segunda-feira, o Conselho Permanente da OEA exigiu que o governo interino de Honduras ofereça “plenas garantias para assegurar a vida e a integridade física” do líder deposto Manuel Zelaya.
A entidade exigiu ainda a adoção imediata dos termos do Acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Árias, que determina o retorno de Zelaya ao poder, a fim de que ele exerça o cargo até o fim de seu mandato, previsto para janeiro de 2010.
Segundo Zelaya, o secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, chegará a Honduras nesta terça-feira para ajudar a solucionar a crise.
Quase ao mesmo tempo, em Caracas, o presidente venezuelano Hugo Chávez afirmou que a presença da comunidade internacional em Honduras é importante “para evitar um massacre” no país.
“Temos que apoiar a presença de organismos internacionais para evitar um massacre e para que se garanta de maneira pacífica seu retorno (de Zelaya) ao poder”, disse Chávez em transmissão ao vivo pela televisão estatal. Fonte: (BBC BRASIL) OPINIÃO : BRASIL ERRA EM SE ENTROMETER NESTA CRISE HONDURENHA, E SE UTILIZANDO DE SUA EMBAIXADA EM TERRITÓRIO HONDURENHO. MOSTRA DIANTE DO MUNDO ,EM QUE POSIÇÃO SE ENCONTRA. É LAMENTAVEL A POSIÇÃO DO BRASIL NESTE EPISÓDIO DA CRISE HONDURENHA. RADIONETNEWS.
(ARTIGOS & COLUNAS) Sob o império da esquerda petista
Por
Gen. Bda Refo Valmir Fonseca Azevedo Pereira
É consabido, que aquela organização de conduta mafiosa tem disseminado seus tentáculos em todos os setores da vida nacional, e dominado o cenário político, jurídico, sindical e educacional de forma incontestável. Não existe nicho, onde não estejam locupletados cumpanheiros ou cumpanheiras. Alguns setores, eles dominam de ponta a ponta, como os sindicatos, os centros acadêmicos, os movimentos de minorias sociais, raciais, sexuais e congêneres.
Nos demais partidos, de maior ou menor expressão, acomodam – se enrustidos, mas que não mascaram suas preferências ideológicas, políticos de reconhecido viés comuno – socialista. A maioria pode sê – lo por conveniência, pois ser socialista está na moda; outros bebem na fonte do Gramscismo.
Ser de direita, hoje, após intensa lavagem cerebral dos adeptos do comunismo disfarçado, significa ser contra o povo, contra a democracia, ser liberal ou neoliberal, antinacionalista, contra a melhoria das condições de vida dos desabonados, a favor do aumento dos impostos, enfim ser contra tudo o que a esquerda sublinha como o seu discurso para envolver os incautos.
Neste glorioso País, onde abundam os populistas, os oportunistas políticos e os políticos oportunistas, o brado de “tudo pelo social” tornou – se a palavra de ordem. E assim, dividindo o que é dos outros (como é o caso da produtividade rural), sem freios, avançam e apossam – se do poder.
Em prol de seu projeto de domínio, apresentam – se como os benfeitores a repartir o pão e o vinho, que facilmente multiplicam (imposto sobre a poupança, CPMF, IOF…). Seu objetivo é enfeixar nas mãos de uma cúpula privilegiada e sem limites, o poder do mando e do desmando. Tudo, para atender aos “interesses do Governo ou do Estado”, a desculpa não importa, desde que, conformado às suas conveniências.
Neste bizarro cenário, vejamos os nossos possíveis candidatos à Presidência da República. Dilma ou Serra? Marina ou Ciro? Credo. Nenhum de direita, nem de centro. Não há oposição. O modelo em vigor, corrupto, vil e de trapaças se encaixa perfeitamente ao perfil dos “nossos homens públicos”.
Portanto, diante do deserto de candidatos minimamente confiáveis, dispostos a acabar com o engodo, de brecar a estatização, ou melhor, a “petetização” do Estado, prevalece no imaginário de minguados cidadãos, que qualquer que seja o eleito, nosso destino continuará regido pelo mais torpe esquerdismo de ocasião. Infortunadamente, não vemos nem o túnel, que dirá a luz, pois se escapamos dos “petralhas”, mergulhamos de cabeça nas mãos de variantes, que não mudarão um grau no tétrico rumo que seguimos.
É nítido que o PT não tem um projeto de Nação, mas um vitorioso projeto de tomada do poder, e de sua preservação pelos próximos vinte ou trinta anos.
No Executivo sua presença é total, e mesmo imperial, a julgar pelo atropelo ao Acordo de Itaipu, a recente criação de nova reserva indígena em Roraima, a descarada preferência à compra de aviões da França, e um sem fim de decisões pessoais e personalistas que ferem a dignidade e a soberania nacional. Pouco falta para ouvirmos a frase “L’ Ètat c’est moi”e ponto final.
No Congresso, mesmo com a descoberta do mensalão, não faltam os partidos de ocasião, sempre prontos a se agregarem ao poder, não interessando os procedimentos fora de ética, desde que, mediante compensações.
No Judiciário, a presença é agressiva e despudorada, como comprovamos com a indicação do Toffoli para o STF, que será engolida, doa a quem doer. No STM não é diferente. Diante de um mesmo caso (Battisti), sob as mesmas leis, os doutos conseguem divergir. Ao que parece quem as redigiu não sabia o que estava fazendo; ou será que tudo depende de interpretações pessoais? Pode ou não pode? Estamos aguardando uma solução para o impasse. Uma que livre a cara do Executivo e a do Ministro da Justiça. Quem viver verá.
Lembramos a quase meia – centena de Ministérios criados para inflar o Estado com sinecuras para os petistas. Aqueles Ministérios e muitas autarquias dedicam – se a insuflar diferenças sociais, pecuniárias e, amiúde, extrapolam suas atribuições e consumam barbáries, através de normas e leis estabelecidas ao arrepio da Constituição, sem que uma voz responsável iniba suas divisionárias ações.
Negros, índios, quilombolas, sem – terra, sem – teto, sem – vergonha, não interessa a minoria, nem a sua bandeira, todos têm abrigo e amparo, inclusive financeiro, para levar avante ações repletas de ilegalidade, mas que são acobertadas até pelas autoridades que deviam coibi – las. Quanto aos demais segmentos sociais e, mesmo a própria Nação, estes podem ser maculados e vilipendiados em detrimento dos interesses dos comuno – socialistas, à guisa de um “resgate social”.
O descaramento é tão grande, que entre ampliar e aumentar o Bolsa – Família e cortar, drasticamente, os recursos para a vida vegetativa das Forças Armadas, cujo efetivo já reduziram, a sentença é implacável, viva o Bolsa, viva o PAC, viva a casa própria, viva…
Porém, a matemática é simples, basta somar o número de votos do Estamento Militar, e comparar com os votos dos pretensamente beneficiados; ou compute – se o voto dos “sem – terra” e do bando agregado a eles, com direito a cesta – básica e etc, e compare – se com o número de proprietários de terras.
Assim, não dá para esperar coisa diferente do que está acontecendo.
Brasília, DF, 19 de setembro de 2009
(QUESTÃO DIPLOMÁTICA) Governo de facto de Honduras pede que Brasil entregue Zelaya
TEGUCIGALPA - O presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, pediu nesta segunda-feira que o Brasil entregue ao seu governo o presidente deposto, Manuel Zelaya, que se refugiou na embaixada brasileira na capital hondurenha, Tegucigalpa.
“Faço um pedido ao governo do Brasil para que respeite a ordem judicial ditada contra o senhor Zelaya entregando-o às autoridades competentes de Honduras”, disse Micheletti em uma mensagem transmitida pela televisão. Fonte: (REUTERS)
(É VERDADE!) DIFERENÇAS ENTRE PRESÍDIO E TRABALHO
PRESÍDIO 
Você passa a maior parte do tempo numa cela 5×6m.
TRABALHO
Você passa a maior parte do tempo numa sala 3×4m.
_____________________________________________________
PRESÍDIO
Você recebe três refeições por dia de graça.
TRABALHO
Você só tem uma, no horário de almoço, e tem que pagar por ela.
_____________________________________________________
PRESÍDIO
Você é liberado por bom comportamento.
TRABALHO
Você ganha mais trabalho com bom comportamento.
______________________________________________________
PRESÍDIO
Um guarda abre e fecha todas as portas para você.
TRABALHO
Você mesmo deve abrir as portas, se não for barrado pela segurança por ter esquecido o crachá.
_____________________________________________________
PRESÍDIO
Você assiste TV e joga baralho, bola, dama…
TRABALHO
Você é demitido se assistir TV e jogar qualquer coisa.
_____________________________________________________
PRESÍDIO
Você pode receber a visita de amigos e parentes.
TRABALHO
Você não tem nem tempo de lembrar deles.
_____________________________________________________
PRESÍDIO
Todas as despesas são pagas pelos contribuintes, sem seu esforço.
TRABALHO
Vocêtem que pagar todas as suas despesas e ainda paga impostos e taxas deduzidas de seu salário, que servem para cobrir despesas dos presos..
_______________________________________________________
PRESÍDIO
Algumas vezes aparecem carcereiros sádicos…
TRABALHO
Aqui no trabalho, carcereiros usam nomes específicos: Gerente,
Diretor, Chefe…
_______________________________________________________
PRESÍDIO
Você tem todo o tempo para ler piadinhas.
TRABALHO
Ah, se te pegarem….
TEMPO DE PENA
No presídio, eles saem em, no máximo, 15 anos.
No trabalho você tem que cumprir 35 anos, e não adianta ter bom comportamento.
AHHHHHHHH E VAI TRABALHAR….
EM VEZ DE FICAR LENDO E-MAIL’S…
VC ACHA QUE TAH ONDE ???
NO PRESÍDIO É?
(Artigos & Colunas) SOMOS TODOS LIBERTINOS
Por Maria Lucia Victor Barbosa Dizer que somos todos libertinos, isso é, livres de qualquer peia moral, devassos, dissolutos, depravados, licenciosos, pode parecer ofensivo. Digamos, então, que existem graus de libertinagem conforme a época e a sociedade. Por exemplo, o Império Romano em sua decadência foi extremamente devasso.
Quanto ao Brasil, se comparado a outros países, já nasceu dissoluto. Que se rememore a exploração e a colonização do gigantesco território feito de modo ganancioso e desleixado.
Daquela “embriogenia defeituosa” moldou-se nossa maneira de ser, nossa visão de mundo, nossa mentalidade do “rouba, mas faz”, do “levar vantagem em tudo”, do “se eu estivesse lá faria o mesmo”. Desde o início a plasticidade de costumes, o oceano imenso entre os colonizadores e a matriz de costumes mais rígidos. Nas imensidões a serem desbravadas logo se aprendeu que não “existe pecado do lado debaixo do Equador”. E na simulação de uma moral inexistente nos movemos desde os primórdios na mentira que trespassou nossas instituições políticas, econômicas e se entranhou profundamente no tecido social.
É certo que todos os povos mentem. Que em todas as nações a mentira é uma das técnicas mais apuradas de conquista de poder e que a humanidade como um todo se compraz na mentira porque precisa de ilusão, de guias mentirosos, de falsas metas utópicas. Mas, também é certo que em certos países os poderes constituídos são mais respeitados, que suas atividades econômicas costumam se processar em níveis mais leais que nossas costumeiras práticas corruptas, que a confiança mútua é mais generalizada.
Isso, é claro, não produz santos, apenas indivíduos menos libertinos, porque em tais contextos sociais existe o funcionamento mais adequado da lei. Justamente a expectativa de que leis vão ser cumpridas constitui a melhor advertência para que libertinos pensem duas vezes antes de infringi-las.
Nós somos sabidamente o país da impunidade. Nossa Justiça é morosa. Exemplos dados pelo Judiciário nem sempre são dignificantes. Estamos longe da isonomia capaz de fazer justiça. Nossa Constituição pode entrar para o livro dos recordes tal a profusão de leis que contém em contraste com seu pífio cumprimento.
Entretanto, conforme o pensamento de Thomas Hobbes, em O Leviatã, poucas e boas leis são necessárias para o bem do povo. Esse filósofo político, diferente de Aristóteles para o qual o homem era naturalmente sociável, naturalmente cidadão (zoon politikon, animal político) pensava que a natureza não colocou no homem o instinto de sociabilidade, pois “o homem só procura companheiros por interesse ou necessidade”. Deriva daí a importância de um poder comum, ou seja, do Estado como gerador das leis e, portanto, capaz de assegurar a segurança e a paz.
Entende-se a partir daí a importância dos Poderes Legislativo e Judiciário, que compõem com o Executivo o tripé do Estado Democrático de Direito. O problema em nosso país é o funcionamento desses Poderes, na medida em que o Legislativo e o Judiciário sempre foram a reboque de um Executivo excessivamente centralizador.
No momento a centralização se acentua. O Congresso Nacional, sobretudo, a Câmara, se submete aos desejos presidenciais. E o Judiciário está passando por mais um teste crucial de credibilidade em sua instância mais alta, o Supremo Tribunal Federal.
Para pertencer ao STF é necessário ser brasileiro nato, ter mais de 35 anos, exibir notável saber jurídico e apresentar reputação ilibada. O candidato a ministro é indicado pelo presidente da República e o Senado pode aceitá-lo ou não.
Pois bem, com a vaga deixada pelo ministro Carlos Alberto Direito, que faleceu recentemente, o presidente Lula da Silva indicou para preenchê-la o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli. Reprovado duas vezes em concurso para juiz estadual, o notório saber do companheiro se resume a ter sido advogado do PT e amigo de poderosos petistas tais como José Dirceu, algo capaz de abrir portas que costumam estar fechadas para “pessoas comuns”. Contudo, coisa mais grave, Toffoli foi condenado em dois processos que correm em primeira instância no Estado do Amapá. Se o Senado aceitar a indicação presidencial como sempre ocorre e os processos de Toffoli chegarem ao STF com ele lá, como é que fica?
Note-se que para o Executivo e o Legislativo não existe o critério de reputação ilibada, o que é pena. Mas se há para o Judiciário, como pode o presidente da República indicar para tão elevado cargo alguém sobre cuja reputação paira dúvidas relativas à prática de atos imorais e ilícitos?
Isso não tem problema. Afinal, se a maioria pudesse faria o mesmo que o companheiro Toffoli fez no Amapá. E se a entrada do jovem advogado-geral da União acabar de vez com o que resta de credibilidade no STF, aqueles poucos que disso tomarem conhecimento darão de ombros. No Brasil o direito de ser libertino é assegurado. Os companheiros do PT que o digam.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com
(ARTIGOS & COLUNA) SOBE A TEMPERATURA NAS FORÇAS ARMADAS.
Por Carlos Chagas A premissa, em primeiro lugar: raras vezes na História do Brasil as forças armadas vêm mantendo conduta política tão exemplar. Desde que deixaram o poder, em 1985, acostumaram-se a engolir sapos em posição de sentido. Ainda que reverenciando o passado, os oficiais-generais de hoje nada tiveram com o período autoritário, quando eram aspirantes ou tenentes.
O problema é que do outro lado muita gente procura conservar acesa a chama do confronto. E não se trata de um fenômeno peculiar ao PT. Desde o governo Fernando Henrique que a prática tem sido de isolar, escantear e até humilhar as forças armadas. Tome-se os cortes e contingenciamentos em verbas orçamentárias imprescindíveis à manutenção das suas estruturas ao sucateamento dos equipamentos imprescindíveis para o desempenho das funções castrenses e a criação do ministério da Defesa para afastar Exército, Marinha e Aeronáutica das discussões ministeriais.
O governo Lula seguiu na mesma linha dos oito anos do antecessor, até exagerando em certas figurações, como a recente exclusão cerimonial dos comandantes das forças das proximidades do presidente da República, no desfile militar do último Sete de Setembro.
O grave, porém, é a continuidade da redução de recursos, que a anunciada mega-compra de aviões, submarinos e helicópteros não engana.
Tome-se a decisão adotada pelo Exército, de imitar o Congresso e suprimir atividades nos quartéis às segundas e às sextas-feiras, por falta de dinheiro para providenciar o almoço da tropa. Nem se fala do cancelamento de exercícios, pelo mesmo motivo. Ou da redução drástica do número de jovens admitidos no serviço militar antes dito obrigatório.
Feeds
Categorias
- Sem categoria (224)
- Terrorismo (106)
- Esportes (2)
- BRASILEIRÃO 2008 (1)
- Tecnologia (33)
- Pessoal (31)
- Artigos (76)
- Radioamadorismo (20)
- POLITICA (255)
- Música (4)
- SAUDE (7)
- SOLIDARIEDADE (7)
- Curiosidade (24)
- Religião (71)
- Meio ambiente (51)
- Policial (103)
- Guerra (80)
- Massacre em gaza (31)
- Economia (6)
- COLUNA (37)
- AMAZÔNIA (1)
- SEMANA DA PÁTRIA (3)
- Tragédia (68)
- ENSINO (2)
- Notícias Nacionais (95)
- Aconteceu no Mundo (287)
- CRISE MUNDIAL (36)
- Fúria da Natureza (15)
- MILITAR (140)
- JUSTIÇA (12)
- Ciência (26)
- ASTRONOMIA (2)
- ORIENTE MÉDIO (60)
- SUCESSÃO (44)
- Artigo Internacional (6)
- Homenagem (5)
- RELEMBRANDO A HISTÓRIA (16)
- VIOLÊNCIA URBANA (50)
- LUTO (10)
- Africa (11)
- EPIDEMIA (3)
- America central & Caribe (9)
- AMÉRICA LATINA (4)
- CRIME AMBIENTAL (1)
- Ocupação territorial (24)
- APELO (5)
- CRISE NUCLEAR (22)
- ACIDENTE AÉREO (23)
- CRISE NO IRÃ (11)
- VERGONHA NACIONAL (15)
- America central e caribe (2)
- CRISE EM HONDURAS (10)
- TERRORISMO VERMELHO (1)
Arquivos
- novembro 2009 (19)
- outubro 2009 (33)
- setembro 2009 (45)
- agosto 2009 (18)
- julho 2009 (29)
- junho 2009 (90)
- maio 2009 (25)
- abril 2009 (11)
- março 2009 (11)
- fevereiro 2009 (12)
- janeiro 2009 (34)
- dezembro 2008 (57)
Posts recentes
- (ARTIGOS & COLUNA) HISTÓRIA DA CONFECOM
- (ARTIGOS & COLUNA) O Tribunal Racial da UnB
- (ARTIGOS & COLUNA) REFÚGIO DE BANDIDOS
- Adolescentes são condenadas por morte de brasileira que pulou de janela
- (VENEZUELA X COLOMBIA) Colômbia acusa Venezuela de explodir duas pontes na fronteira
- (AMÉRICA LATINA) Tribunal peruano ordena prisão de supostos espiões chilenos
AVIAÇÃO
COLUNA
ENTRETERIMENTO
Historia & Mitos
Jornalismo & Variedades
- AGÊNCIA AFP
- BBC BRASIL
- CORREIO BRAZILIENSE
- FOLHA ONLINE
- JORNAL DE HOJE (RGN)
- JORNAL DO BRASIL
- O DIA ONLINE
- O ESTADÃO
- O GLOBO
- PORTAL G1
- RADIONET.GOV
- REUTERS BRASIL
- TERRORISMO NUNCA MAIS
- TOTALNEWS
- VERDADE SUFOCADA
JUDICIÁRIO & SEGURANÇA
MILITAR
Radioamadorismo
Religião & variedades
Tags mais populares
- “Ministro receberá indenização por exílio durante Adicionar nova tag Análise: Ataque transforma ‘guerra contra terror’ ASIA PF DIVULGA RETRATO FALADO DE SUSPEITO DE ASSASSINATO DE Presas ex-noiva e sua madrinha e PM envolvidos na tenta SAUDE se matam no Paquistão SOLIDARIEDADE Três terroristas que planejavam atentado se matam no P VERGONHA NACIONAL
