Por Nivaldo Cordeiro

As origens da CONFECOM não se esgotam no Fórum Social Mundial de 2009, conforme está sugerido no meu artigo anterior. Seu marco mais remoto está no Foro Nacional pela Democratização das Comunicações, de 2001, cujo documento fundamental pode ser encontrado no link Para entender a CONFECOM. No site do FNDC o leitor achará farta documentação histórica sobre suas atividades. Devo a um dileto amigo, nascido e residente em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, esclarecimentos essenciais sobre esse esforço inaugural para a sovietização do setor, agora em sua fase final. Ele também me esclareceu que o primeiro presidente da FNDC foi Daniel Hertz, primo do ministro Tarso Hertz Genro e do professor de jornalismo Adelmo Genro Filho.
Como se vê, a história tem raízes profundas e está no DNA do governo do PT e de seus principais quadros. O grupo já tinha atuado de forma orgânica por ocasião da Constituinte, mas viu-se derrotado pela correlação de forças. Agora voltaram com tudo, aproveitando que estão com a Presidência da República. Entendo que devemos levar muito a sério as “propostas” do FNDC para a CONFECOM, razão pela qual eu as pus como documento relevante no link acima. É provável que essas propostas contenham toda a política do PT e aliados para o setor e será a vontade política a prevalecer na Conferência. Quem conhece como se movem as forças de esquerda sovietizadas sabe que jamais chegam a um evento desses sem ter tudo costurado, pronto para homologação.
Uma olhada nessas “propostas” revela o que querem: estatizar tudo, perseguir o que sobrar de empresas privadas, controlar os conteúdos, passar por cima do Congresso Nacional, criando instâncias regulatórias sem ouvir o Legislativo, a implantação da lógica sindical às relações de trabalho, a imposição de diploma de jornalismo como mecanismo de controle das pessoas no exercício da atividade de comunicação, o basismo em tudo, consolidando a lógica de sovietização do poder.
Parte dessa vontade política depende de leis a serem votadas no Congresso Nacional, porém parte importante depende de simples decretos ou portarias ministeriais, podendo entrar em vigor imediatamente. Aqui se revela o perigo maior do que vai emergir da CONFECON, com Lula em final de mandato: uma ruptura dos marcos legais, levando o país a marchar mais célere no rumo da sovietização. Os empresários brasileiros irão descobrir que o trabalho de lobby para agir na esfera de poder de nada valerá, pois o centro de poder será deslocado dos poderes constituídos para essas células sovietizadas, pulverizando as instâncias decisórias que só são reunidas novamente no âmbito do comitê central do partido governante. Nem se sabe ao certo quem compõe esse núcleo de poder. O Brasil entrará o Ano Novo sob a ameaça de acordar no admirável mundo novo dos leninistas. A Argentina acabou de passar uma legislação semelhante ao que propõe o FNDC.
A lógica é implantar no setor o modelo que já está consolidado no SUS: o basismo rigidamente controlado pelos chamados “movimentos populares”. Estamos diante da figura do Legislador descrita por Rousseau, ansioso para aperfeiçoar a natureza humana pelo processo legislativo e para instaurar a Igualdade, assim como extirpar do mundo a corrupção. O supremo delírio do genebrino virando realidade sob o Cruzeiro do Sul.
E a liberdade? Ora, para essa gente essa é a liberdade, vez que subordinam toda a lógica ao igualitarismo comunista. Certo, é o grande sofisma, quem estuda filosofia a sério sabe disso. Mas quem estuda filosofia a sério? Toda nossa academia está infiltrada de discípulos de Rousseau. Sua produção intelectual parte sempre do suposto de que a meta é alcançar o igualitarismo. Puro paralogismo, que leva necessariamente a conclusões errôneas.
Alguém poderá dizer que tudo pode acabar em samba. Não desta vez, penso eu. Nunca vi as esquerdas tão fortes, tão desenvoltas. Pesquisar o assunto me levou a concluir que seus dirigentes não estão dando a mínima para a discrição. Dizem o que querem fazer, provêem os meios e partem para obter os resultados, dando-lhes ampla publicidade. A CONFECOM é a expressão dessa certeza de espírito de que estão possuídos. Sabem que não há nenhuma força de oposição digna do nome. Sabem que o Império americano, que derrotou o comunismo stalinista clássico sob Reagan, está se derretendo e está administrado por um dos seus parceiros, Obama nas alturas. Como sempre, a única oposição de fato que existe é a própria realidade, que nega aos revolucionários dobrar-se aos seus talantes. Aí virá a fase final, na qual esta senhora sofrerá cirurgias plásticas, para ficar mais bonitinha. Será deformada pelo Legislador cirurgião. Lembremos das execuções em massa que aconteceram por onde os sovietes foram implantados. Os ossos estão ainda em suas tumbas coletivas, um testemunho mudo, verdadeiros Gritos do Silêncio.
Mas pode acabar em samba, sim, por que não? Liberdade é um amor a ser conquistado, como a namorada ou o namorado. Aí eu canto como o nosso Matinho da Vila, em samba célebre:
Segure tudo que for conquistado
Segure tudo que não for de mais
Segure o braço do seu namorado
Segure a menina rapaz
Assegure um amor sem despedida
Dando amor e lealdade
Pra não terminar a vida
No tal bloco da saudade
(ARTIGOS & COLUNA) HISTÓRIA DA CONFECOM
(ARTIGOS & COLUNA) O Tribunal Racial da UnB
“A estupidez humana parece não ter limites”, mas é certo que se encontra presente no governo ! Até quando teremos que suportar os preconceitos e a discriminação racial cultivadas no atual governo? José Carlos Leite Filho Por: ROBERTA FRAGOSO MENEZES KAUFMANN Você já ouviu falar de Tribunal Racial? Só na Alemanha, nos tempos de Hitler? E no Brasil? Pois saiba que em Brasília, a poucos metros da Corte Constitucional, a UnB resolveu instalar uma Comissão Racial, de composição secreta, que, com base em critérios secretos, define quem é branco e quem é negro no Brasil.
Desnecessário comentar sobre o verdadeiro massacre ao princípio da igualdade, da razoabilidade e da dignidade da humana.
Em pleno século XXI, o item 7, e subitens, do Edital n o02/2009 do vestibular Cespe/UnB ressuscitou os ideais nazistas, hitlerianos, de que é possível decidir, objetivamente, a que raça a pessoa pertence.
Em outras palavras: será constitucional que uma comissão composta por pessoas arbitrariamente escolhidas pelo Cespe diga a que raça alguém pertence? Quais são os critérios utilizados? Em um país altamente miscigenado, como o Brasil, saber quem é ou não negro vai muito além do fenótipo. Após a Nigéria, somos o país com maior carga genética africana do mundo! Nesse sentido, importa mencionar a recente pesquisa de ancestralidade genômica realizada em líderes negros brasileiros pelo geneticista Sérgio Pena. Na ocasião, observou-se que a aparência de uma pessoa diz muito pouco em relação à ancestralidade.
O sambista Neguinho da Beija-Flor, por exemplo, possui 67,1% de ascendência europeia.
A mesma coisa pode ser afirmada em relação à ginasta Daiane dos Santos e à atriz Ildi Silva, nas quais a ascendência europeia é maior do que a africana.
Assim, no Brasil, há brancos na aparência que são africanos na ancestralidade. E há negros, na aparência, que são europeus na ascendência! O professor Sérgio Pena, no estudo denominado Retrato Molecular do Brasil, chegou à conclusão de que, além dos 44% dos indivíduos autodeclarados pretos e pardos, existem no Brasil mais 30% de afrodescendentes, dentre aqueles que se declararam brancos, por conterem no DNA a ancestralidade africana, principalmente a materna (a medicina comprova a história de miscigenação precoce).
Nessa linha, infinitos são os questionamentos possíveis em relação aos critérios segregatórios (se é que existe algum critério) de definição racial utilizados pela tal comissão.
Por exemplo: quantos por cento de ancestralidade africana fazem alguém ser considerado negro? E se a pessoa for africana na ancestralidade, mas branca na aparência, e nunca tiver sofrido preconceito e/ou discriminação, isso faz com que ela também possa ser beneficiária da medida? E se o indivíduo negro estrangeiro tiver acabado de chegar ao Brasil para aqui ser residente, ele também pode ser beneficiário da política? E se o negro não descender de escravos, terá direito? E o branco na aparência que comprovar descender de negros escravos, poderá ter acesso privilegiado? E o negro que descender de negros que possuíram escravos, também poderá ser beneficiário?
Por outro lado, admitir que uma “Banca Racial” decida quem é negro no Brasil, utilizando-se de critérios arbitrários e ilegítimos, lastreada em perguntas do tipo “Você já namorou um negro?”; “Você já participou de passeatas em favor da causa negra?”, é totalmente ofensivo a os princípios da igualdade, moralidade, publicidade e autonomia universitária.
A questão que se levanta não é superficial: se não se pode definir objetivamente os verdadeiros beneficiários de determinada política pública, então sua eficácia será nula e meramente simbólica.
De fato, a estupidez humana parece não encontrar limites.
ROBERTA FRAGOSO MENEZES KAUFMANN é advogada.
(ARTIGOS & COLUNA) REFÚGIO DE BANDIDOS
Por Percival Puggina
O nosso STF, a um formidável custo de dinheiro e de recursos intelectuais, levou meses estudando o caso Battisti. Por fim, depois de horas a fio esfregando flanela no próprio saber e ostentando seu lustro jurídico, os membros da corte deliberaram que sua decisão valia tanto quanto a opinião do senhor que abastecia de água o copo do ministro Gilmar Mendes.
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A esquerda vibrou! Após anos de empenho para retornarmos ao Estado Democrático de Direito, a esquerda vem mostrando o quanto o despreza. Ao expressar seus apoios, deixa evidente que, para ela, coisas como devido processo e cumprimento das leis são papo de burguês. Bom mesmo é meter o pé na porta e puxar o gatilho. Não exagero, não. Ela está para o caso Battisti, para as FARC, para o MST, para o terrorismo islâmico, para o chavismo, etc., assim como a torcida do Flamengo está para o Flamengo.
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Há um poderoso lobby de apoio às ações criminosas desenvolvidas por tais grupos. Cresce, no Brasil, a indulgência de setores da mídia, das instituições de Estado. Esse abraço protetor procede, também, de boa parte do mundo acadêmico, dos cursos de doutorado, da Igreja e do universo da cultura. Azar, leitor, se um grupo invadir propriedade sua, destruir seus bens e o submeter a cárcere privado. Azar seu! Mas se houver intervenção judicial ou policial, imediatamente se erguerão vozes para denunciar a tal “criminalização dos movimentos sociais”. De modo ardiloso, invertem os critérios de juízo e a função das instituições. Transformam os réus em vítimas e as vítimas em réus.
Eu pensei que essa esperteza fosse criação da malandragem brasileira. Não é. Procurei no Google as palavras “criminalization of social movements”, e encontrei, para espanto meu, mais de 200 mil referências. Em português a coisa saltou para 1,2 milhão. E, em espanhol, passou de dois milhões! Creio que isso basta para evidenciar a força de convencimento que se associa à persistente reiteração de chavões. Ou, dizendo melhor, às estratégias de mistificação para dissuasão.
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Descobri que no Paraguai, na Colômbia e no Peru é a mesma coisa. Mas nosso país vai além. Está se transformando em valhacouto da bandidagem nacional e internacional. Aqui as FARC têm “embaixador”. Aqui se concede refúgio a qualquer delinqüente que exiba no currículo a integração a alguma organização criminosa esquerdista travestida de “social”.
Quando as forças colombianas bombardearam, em território equatoriano, um reduto das FARC, acabaram apreendendo o famoso notebook de Raúl Reyes. Foi um corre-corre mundial porque havia de tudo ali, informações sobre tráfico, remessas de dinheiro venezuelano, afetuosas mensagens de Reyes para o presidente do Equador, e por aí vai. Entre essas peças, um email do paraguaio Partido Patria Libre celebrando a acolhida proporcionada pelo nosso governo aos companheiros Juan Arrom, Anuncio Martí e Victor Colman.
Quem são eles? Os três pertenciam ao Partido Patria Libre (PPL). Esse grupo, depois de promover vários crimes no Paraguai, deu origem a outro gentil movimento, o Exercito Popular Paraguaio (EPP). Como estavam querendo criminalizá-los por coisas triviais como assalto a banco e sequestro uns fugiram para a Argentina, que lhes deu um pé no traseiro, e outros para o Brasil, que os acolheu de braços abertos. Aqui, só devolvemos, mesmo, perigosos atletas cubanos.
Adolescentes são condenadas por morte de brasileira que pulou de janela

Segundo o processo, pouco antes de sua morte, no dia 17 de maio de 2008, Rosimeiri Boxall, então com 19 anos, havia sido a vítima de uma sessão de agressões físicas e verbais por Kemi Ajose, então com 17 anos de idade, e Hatice Can, de 13 anos à época.
Rosi, como era chamada por seus pais adotivos britânicos, havia sido abandonada pela mãe alcoólatra em um orfanato para crianças carentes no Rio de Janeiro, e adotada aos dois anos de idade pelo missionário Simon Boxall e sua esposa, Rachel, que viviam no Brasil.
O casal criou a brasileira ao lado de seus outro quatro filhos em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Em 2005, Simon e Rachel regressaram para a Europa, para, entre outras razões, prover uma melhor educação e mais oportunidades para Rosi.
Entretanto, em meio a dificuldades de adaptação e um sombrio prospecto de desempenho escolar, a brasileira abandonou a escola e , dois anos depois, a casa dos pais. O contato com os pais adotivos a partir daí foi descrito como “esporádico”.
No relato apresentado ao júri, foi revelado que Rosi passou por diferentes endereços, vivendo ocasionalmente em uma quitinete providenciada pelo serviço de assistência social a Kemi no bairro de Blackheath, no sudeste de Londres. Foi nesse endereço que ela passou a sofrer intimidações e agressões.
‘Abuso prolongado’
Horas antes de sua morte, durante uma discussão por causa de garotos que haviam conhecido na véspera, Rosi foi agredida a tapas e socos por Hatice e Kemi, que estavam sob efeito de vodca.
Kemi vivia em quitinete providenciada pelo serviço social em LondresOs promotores exibiram aos jurados imagens feitas em um telefone celular por outro residente do mesmo abrigo para jovens, no qual Kemi bate em Rosi e puxa o seu cabelo, enquanto Kemi ri.
Segundo eles, Kemi borrifou spray desodorante no rosto de Rosi e socou a cabeça da jovem, que permanecia sentada na cama, passivamente. Ela também teve a blusa rasgada por Hatice.
Segundo os promotores, as jovens ameaçaram forçar a brasileira a beber água sanitária.
“Rosi saltou para a morte com medo de mais violência”, disse o promotor, Roger Smart. “Ela pulou da janela da cozinha para escapar de um período de abuso verbal e físico prolongado.”
Segundo os relatos, quando Rosi agonizava em decorrência dos ferimentos múltiplos que causariam sua morte, Hatice chegou a gritar “Bem feito, cadela!” para a vítima, jogando contra ela um telefone celular.
Após a morte da brasileira, a polícia chegou a prender Hatice e Kemi por suspeita de homicídio doloso – quando há intenção de matar a vítima. Depois, as acusações foram revistas para homicídio culposo, quando não há intenção premeditada.
Preço alto
As duas agressoras foram condenadas por homicídio culposo e serão sentenciadas no próximo dia 15 de dezembro. Enquanto isso, Kemi permanecerá no hospital psiquiátrico onde se encontra, e Hatice continuará sob custódia da autoridade local.
Rosi saltou para a morte com medo de mais violência. Ela pulou da janela da cozinha para escapar de um período de abuso verbal e físico prolongado.
Roger Smart, promotor
O detetive que coordenou as investigações, Bob Meade, disse que o caso mostra “o quão longe as vítimas de intimidações podem ir para evitar o seu tormento”.
“(Rosi) pagou o preço mais alto por tentar fugir de duas intimidadoras mal intencionadas”, afirmou.
Em um pronunciamento lido diante da imprensa após o julgamento, o missionário Simon Boxall disse que “continua a rezar pelas responsáveis pela morte de Rosi”.
“Queremos que elas saibam que nós as perdoamos. Isto não significa que o que elas fizeram não tem importância. Uma vida é tão valiosa que só Deus pode nos ensinar o seu valor”, declarou o reverendo.
Ele acrescentou que as duas agressoras “têm de enfrentar as consequências”, mas que o casal deseja que o seu perdão “permita às garotas crescer e se tornar o tipo de gente que Deus gostaria”.
“Ninguém pode machucar (Rosi) agora”, disse o religioso.
(VENEZUELA X COLOMBIA) Colômbia acusa Venezuela de explodir duas pontes na fronteira
Em meio à crescente tensão diplomática entre Colômbia e Venezuela, o governo de Bogotá acusou nesta quinta-feira militares venezuelanos de dinamitarem duas pontes na fronteira entre os dois países.
O ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, disse que um grupo de militares venezuelanos explodiu as pontes para pedestres do município de Ragonvalia, no departamento (Estado) de Norte de Santander, ação que teria deixado “isolados” os moradores da região.
“Uniformizados que chegaram em caminhonetes do lado venezuelano, aparentemente pertencentes ao Exército da Venezuela, localizaram duas pontes de pedestre comunitárias que unem as comunidades dos dois lados (…) e dinamitaram as pontes do lado venezuelano”, afirmou Silva a jornalistas em Bogotá.
“Essa ação representa uma violação à lei internacional, à lei humanitária, é uma agressão contra os civis”, acrescentou.
O incidente ainda não foi confirmado pelo governo venezuelano. A BBC Brasil procurou os ministérios de Defesa e de Relações Exteriores da Venezuela mas ainda não obteve resposta.
“Desgraçado”
A tensão entre os dois países vem aumentando desde que a Colômbia anunciou um acordo militar com os Estados Unidos que permitirá a militares americanos acesso a sete bases militares em território colombiano.
Para o governo de Hugo Chávez, o acordo desestabiliza a região e é parte de um “plano de guerra” contra a Venezuela.
Há duas semanas, Chávez ordenou que militares e civis se preparassem “para a guerra para garantir a paz”.
Essas declarações foram interpretadas pelo governo de Álvaro Uribe como uma “ameaça de guerra”, o que levou Bogotá a apresentar uma reclamação contra a Venezuela na Organização de Estados Americanos (OEA) e na Organização das Nações Unidas (ONU).
A última troca de farpas entre os dois governos ocorreu na quarta-feira, quando Chávez chamou o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, de “desgraçados” devido a críticas à União de Nações Sul-americanas (Unasul).
Bermúdez criticou a organização por não ter condenado as declarações de Chávez pedindo que o seu país se preparasse para um conflito.
“Saiu o chanceler da Colômbia dizendo que a Venezuela fala de guerra. Não lhes digo o que me provocava porque estamos no ar. (Mas) vou te dizer, desgraçado, como desgraçado é seu presidente, e desgraçaram a Colômbia!”, disse Chávez, durante um ato político transmitido pela TV estatal venezuelana.
(AMÉRICA LATINA) Tribunal peruano ordena prisão de supostos espiões chilenos
Um tribunal no Peru ordenou a prisão de dois militares chilenos acusados de envolvimento em um caso de espionagem.
Os oficiais são acusados de pagar um agente da Força Aérea do Peru (FAP) para revelar informações secretas de seu país ao Chile.
O militar peruano, Victor Ariza Mendoza, foi preso na sexta-feira acusado de espionagem. Um alto Funcionário da Aérea do Peru informou que os dados que o suposto espião teria enviado ao Chile “não comprometem a segurança nacional”.
A emissora de rádio Programas del Peru noticiou que o militar detido recebia entre US$ 5 mil e US$ 8 mil por mês por seus serviços de espionagem.
Segundo o jornal peruano El Comercio, Mendoza trabalhou para a embaixada peruana no Chile em 2002.
O presidente do Peru, Alan García, declarou que deixará a cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec) um dia mais cedo para acompanhar o caso de perto e disse ter cancelado planos de conversar com a líder chilena, Michele Bachelet, durante o encontro, que acontece este fim de semana em Cingapura.
Ainda segundo informações publicadas pela imprensa peruana, Lima ainda teria convocado seu embaixador no Chile para dialogar.
Desavenças históricas
Segundo o correspondente da BBC Mundo no Chile, Rodrigo Bustamente, o ministro chileno das Relações Exteriores, Mariano Fernández, que também está em Cingapura, não quis fazer comentários sobre o incidente diplomático.
“Até o momento temos visto apenas informações da imprensa, não temos qualquer informação oficial e este é um tema delicado. Por isso, o governo chileno não tecerá qualquer comentário sobre o assunto nem aqui em Cingapura, nem em Santiago”, afirmou o chanceler.
As relações entre Peru e Chile sofrem altos e baixos desde que os países se enfrentaram no final do século 19 em uma guerra ganhada pelo Chile e que culminou com a perda de territórios peruanos para o país vizinho.
No mês passado, as tensões aumentaram depois que o Chile realizou um exercício militar numa disputada região de fronteira.
Peru e Chile ainda nutrem desavenças no que se refere às fronteiras marítimas. No ano passado, o Peru entrou com um pedido no tribunal internacional de Haia para resolver a questão.
(IRAQUE) Grã-Bretanha investiga denúncias de abusos por tropas no Iraque
O ministério da Defesa britânico está investigando novas denúncias de abusos cometidos por tropas britânicas no Iraque.
Os advogados que representam ex-detentos iraquianos estão pedind
o a abertura de um inquérito público para investigar 33 supostos casos de abusos que teriam ocorrido durante a passagem das tropas britânicas pela cidade de Basra, de 2003 até junho deste ano.
Em um dos casos, dois soldados britânicos teriam estuprado um adolescente iraquiano de 16 anos em 2003.
O secretário das Forças Armadas da Grã-Bretanha, Bill Rammell disse que as acusações estão sendo tratadas com seriedade, mas ponderou que nenhuma investigação deve ser realizada “com julgamentos prematuros”.
Rammell dise à BBC que cerca de sete casos foram denunciados no último mês.
“Os demais se referem a anos anteriores e já estão sendo investigados”, afirmou ele.
Atualmente, um inquérito está em andamento para apurar a morte de do civil iraquiano Baha Mousa, que morreu em custódia britânica com 93 ferimentos.
Segundo uma reportagem divulgada pelo jornal britânico The Independent, uma das vítimas alega ter sido estuprada por dois soldados britânicos enquanto outras afirmaram terem sido obrigadas a ficar sem roupa para serem fotografadas.
Outro detento teria contado que, ao ser preso, foi espancado por soldados britânicos.
Rammell acrescentou que mais de 120 mil soldados britânicos prestaram serviço no Iraque e que “a vasta maioria teve uma conduta de acordo com os padrões, demonstrando integridade e comprometimento”.
“Apesar de ter havido circunstâncias em que os indivíduos se comportaram mal, apenas um pequeno número demonstrou não ter correspondido com os nossos padrões”, disse o secretário.
(ARTIGO & COLUNAS) O Muro de Brasília
Editorial do Instituto Federalista
As televisões de todo o mundo mostraram as comemorações dos 20 anos da Queda do Muro de Berlim, e o momento é oportuno para uma tropicalizada analogia – 0 Muro que separa o princípio do verdadeiro Estado de Direito do Direito do Estado. Este muro, separa o indivíduo brasileiro de sua real cidadania, liberdade e autogestão, assim como, das esferas de governo mais próximas de sua vida – o município e o estado, que deveria ser federado.
O Muro de Brasília separa o Estado Unitário da Federação, esta que está do lado de fora das pretensões cada vez mais centralizadoras dos últimos governos federais. O Muro de Brasília multiplica-se em congêneres estaduais e municipais, aonde o poder, na absoluta maioria das situações, é também centralizado, de maneira que o cidadão fica isolado em sua restrita cidadania.
Muito se discute quanto aos direitos do cidadão, muito até se condena quando se constatam exageros, como no caso do ECA – Estatuto da Criança e Adolescente – ou do MST, cujos “direitos” de invasão como protesto ou pressão são apoiados por muitos governos, a começar pelo Federal. Mas os verdadeiros direitos do cidadão como o de abrir uma empresa em apenas um dia, sem a multiplicidade de carimbos e licenças, de obter crédito com juros civilizados, o de obter justiça rápida e tecnicamente bem fundamentadas na justiça e não apenas em direitos que se confrontam com esta, de viver em um modelo de Estado com tributos justos e não escorchantes que agravam os preços por tributar a produção, de ter uma imprensa livre, que não seja servil aos interesses dos ocupantes do Estado, que tenha direito a segurança, educação e saúde de qualidade, e que se forem privados que possam pagar por isso, enfim, direito de buscar a sua própria felicidade, estes estão soterrados do outro lado do Muro, um muro invisível construído diligentemente pelos ocupantes dos palácios governamentais.
A Queda do Muro de Berlim se oferece como um símbolo que vai além da condenação ao comunismo, deve ser compreendida sob uma nova perspectiva que nos ameaça, uma matrix plutocrática regida pela mistura do capitalismo que sustenta um esmagador controle social, seja no Brasil ou mesmo em países do chamado Primeiro Mundo. A analogia deste fato, ora comemorado deve servir para avaliar este novo muro que se ergue, pois não se poderá derrubá-lo a marretadas. Movimentos de descentralização dos poderes, dos recursos financeiros, das decisões legislativas, políticas e administrativas são as únicas formas de combate a esta negra perspectiva contra a Humanidade. Pouco importa o nome que se dê, federalismo, poder local, autonomia local ou simplesmente descentralização. Importa é desconcentrar os poderes. A síndrome dos muros é uma doença do poder, e só pode ser combatida com a vacina certa.
(ARTIGO & COLUNA) Militares aceitam maior presença do poder civil nas Forças Armadas
MILITARES ACEITAM? Se é do Jobim, só pode ser contra as
Instituições Militares! Cada vez mais busca-se restringir a influência dos Chefes Militares… Não tardará a se ver a intromissão da política partidária na vida castrense! Quem viver verá!! Esse cara não é confiável, pois não gosta de militar e evidencia sempre tirar proveito de suas posições em prol de sua carreira política nada brilhante…Gen Ex José Carlos Leite Filho.
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Militares aceitam maior presença do poder civil nas Forças Armadas
JB Online
BRASÍLIA – Temas tabus nas Forças Armadas, o papel de “policial das fronteiras” e a submissão completa ao poder civil foram digeridos pela cúpula militar depois de um processo de negociação, comandado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. A articulação envolveu a promessa de orçamentos mais robustos para Exército, Aeronáutica e Marinha e a edição de um novo plano estratégico ao gosto dos militares. As informações são da edição deste sábado do jornal O Estado de S. Paulo.
O resultado é que o governo, como apurou o Estado com fontes militares, não vai enfrentar maiores problemas na caserna durante a tramitação no Congresso da proposta de alteração da Lei Complementar 97, que estende para a FAB e Marinha o poder de polícia e dá mais poderes ao ministro da Defesa.
No campo político, para que as resistências às mudanças fossem as menores possíveis, Jobim dedicou os últimos meses a promover diversas reuniões com lideranças partidárias, além de integrantes das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara e do Senado.
O Estado antecipou ontem o texto que será encaminhado ao Congresso, segundo o qual as Forças Armadas estarão cobertas pela proteção legal para realizar operações típicas de manutenção da lei e da ordem. Pela proposta, em operações de vigilância na fronteira e demais ações ordenadas pelos Poderes constituídos, Exército, Marinha e Aeronáutica poderão revistar pessoas, veículos e instalações e fazer prisões em flagrante delito.
O projeto fortalece, ainda, o cargo de ministro da Defesa, que passa a ter comando operacional sobre as três Forças, que ficam, efetivamente, subordinadas ao poder civil. Segundo o novo texto, os comandantes das Forças passam a ter obrigação de apresentar ao ministro a lista de escolha dos militares a serem promovidos, assim como os nomes dos indicados para os respectivos cargos. No caso do emprego das Forças, a subordinação continua sendo ao presidente da República, comandante supremo, mas por intermédio do ministro da Defesa.
- Essas mudanças representam uma evolução natural de um primeiro momento, em que se criou o Ministério da Defesa em 1999 – declarou o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Senado.
- Reconhecemos que o Brasil precisa de uma nova estrutura de Defesa e existe um clima positivo para aprovar o projeto – acrescentou.
Já o deputado José Genoino (PT-SP) afirmou que as alterações no texto são “necessárias e corretas”, acrescentando que elas visam a integrar as três Forças militarmente e nas questões orçamentárias. Genoino discorda, no entanto, da interpretação de que se dará poder de polícia para as Forças Armadas. Segundo ele, os militares, nesse caso, estarão cumprindo missões especiais, algumas de garantia da lei e da ordem.
Apesar de a maioria concordar com o novo texto, houve algumas duras críticas. Ex-comandante militar do Leste, o general Luiz Cesário da Silveira Filho, que foi para a reserva em março, classificou a proposta como “absurda”, alegando que ela “vai reintroduzir o componente político” nas Forças Armadas.
Esse é o mesmo pensamento do presidente do Clube Naval, almirante Ricardo Veiga Cabral. Ambos entendem que a decisão de passar a escolha dos comandantes para o ministro vai levar instabilidade às Forças. – Daqui a pouco vai ter senador e deputado pedindo pela promoção de A ou B ou pedindo para remanejá-lo para este ou aquele local. Isso é uma ingerência descabida – atacou Cesário.
Informações do jornal O Estado de S. Paulo
(ARTIGO & COLUNAS) UM DIA HISTÓRICO 09 DE NOVEMBRO DE 2009
Por Nivaldo Cordeiro

Lembrar e relembrar da queda do Muro de Berlim é uma obrigação dos amantes da liberdade e dos valores superiores da civilização. Foi um dia histórico, um marco da luta pela liberdade política. Foi espetacular porque foi surpreendente. Foi grandioso pela mobilização de massa, diante das câmaras do mundo inteiro. Foi glorioso porque foi o triunfo da liberdade. Podemos ver nas imagens do Youtube a surpresa como tudo aconteceu. Parece que o ato nasceu do erro do porta-voz, Günter Schabowski, pois a decisão do governo da então Alemanha Oriental era fazer a abertura paulatina e organizadamente, como é fazer as coisas do jeito alemão. Sem querer Schabowski soltou as forças da liberdade, deixou emergir o anseio humano irreprimível, que brota sempre do fundo insubornável de cada um de nós. A massa humana moveu-se incontrolável no rumo do Ocidente.
O martelo, ferramenta símbolo do comunismo, foi usando para quebrar seus próprios grilhões. As fotografias e, depois, as imagens que ganharam o mundo foram o que mais marcou: o martelo destruindo a prisão da alma que é uma sociedade construída dentro do coletivismo, seja a comunista, a socialista ou de qualquer outra denominação. A experiência sofrida da Alemanha deu-nos uma prova, por assim dizer, laboratorial, do que significa as duas formas de sociedade, a coletivista e o mundo livre. Um muro maldito, um muro da vergonha, um insidioso monumento erigido pela estupidez humana deu-nos a prova definitiva que nada pode substituir as instituições da democracia representativa, do livre mercado e do império da lei por qualquer sucedâneo artificial. A então Alemanha Oriental vivia submergida no atraso econômico por culpa de suas más instituições políticas.
É preciso aqui lembrar que há muros de concreto e há muros mentais também. Muita gente que usufrui das facilidades e do bem-estar gerados pela economia de mercado alimenta a ilusão de construir sociedades coletivistas, a despeitos dos reiterados fracassos históricos. Estamos vendo isso em toda parte, na América de Obama, na Venezuela de Chávez, no Brasil de Lula, para termos aqui alguns exemplos. Lembrar desse Nove de Novembro é lembrar a tragédia política que o coletivismo pode produzir. Se para algo serve a história é para isso, para nos fazer refletir sobre aquilo que está de acordo com a natureza humana e aquilo que não passa de delírio perigoso, no âmbito da organização política.
Sugiro a você, meu caro leitor, que leia o magnífico relato dos acontecimentos feito pelo jornalista Daniel Johnson, filho do historiador Paul Johnson (publicado na revista Standpoint), em texto bastante minucioso feito por alguém que acompanhou o passo a passo dos acontecimentos. Como bem previu Eric Voegelin, filósofo alemão, no livro de 1952 A NOVA CIÊNCIA DA POLÍTICA, no espaço de três gerações o comunismo totalitário iria ruir porque estava em desacordo com as necessidades da alma. O dito e o feito. Daniel Johnson conseguiu passar no texto a emoção que foi viver aqueles momentos decisivos. Nomes de heróis – de meus heróis – como Ronald Reagan, Margareth Thatcher e João Paulo II agiram como heróis precisam agir, com coragem, determinação e inteligência, no intuito de debelar o mal do mundo.
O mesmo faço para o texto do Roger Kimball, da revista New Criterion. Ele lembra que o totalitarismo é apoiar-se na arbitrariedade e no controle das pessoas, em suma, abolindo a liberdade. Porém, ao fim e ao cabo de um certo período, sobrevém o caos e o povo marcha sobre os tiranos reafirmando sempre os valores da liberdade. O mal da tirania não tem como se perpetuar.
O contraponto a esses elogios à liberdade eu encontrei no texto de José Arbex, o único jornalista brasileiro presente à queda do Muro de Berlin, a serviço da Folha de São Paulo. Ele é um exemplo de que muros físicos podem ser destruídos, mas o muro das ideologias nocivas é doença incurável. Testemunha ocular da história e dispondo de todas as informações, o infeliz jornalista ainda recita o bordão dos militantes comunistas dizendo que o que havia na Alemanha Oriental e na ex-União Soviética não era o socialismo (ver entrevista). Essa gente é escrava da cegueira ideológica e não se rende nem mesmo quando um muro desaba sobre eles. É preciso que gente assim seja desmascarada, pois são mentirosos na acepção mais profunda do termo: mentem para si mesmo.
Comemoremos o triunfo da liberdade, mas não nos descuidemos. Como se vê, os inimigos da sociedade aberta estão sempre de prontidão para subjugar a nós todos às garras sangrentas do totalitarismo.
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