Por Nivaldo Cordeiro
Não posso deixar passar sem um comentário a excelente entrevista concedida pelo economista Armínio Fraga ao jornal Valor Econômico, publicada na edição de hoje. O economista é um homem brilhante, que realizou grande carreira na iniciativa privada, vindo a tornar-se um notável homem público. Suas opiniões precisam ser observadas e levadas em conta. Não são palavras jogadas ao vento, mas sim, resultado da observação de alguém qualificado e que dispõe de informações privilegiadas.
Pergunta: Coloca-se o Estado máximo como contraponto ao Estado mínimo. Quem defende a opção de um Estado mínimo? Resposta:Não sei. Nem o Roberto Campos no auge do seu liberalismo defendia isso. Aliás, ele próprio foi o pai do BNDES. Nunca ouvi falar em alguém que defenda o Estado mínimo. Essa é uma tentativa de delimitar o debate a partir de uma premissa falsa, o que é muito grave.
A declaração de Armínio Fraga, salvo as exceções de regra, reflete a mais pura verdade. No Brasil, ninguém relevante no meio político e empresarial abraça a bandeira do Estado Mínimo, nem mesmo como liberalismo de salão. É certo que, nos tempos recentes, algumas coisas novas em defesa da idéias liberais, em matéria de Economia, estão sendo feitas, como o Instituto Millenium e os já tradicionais Institutos Liberais do Rio de Janeiro e de Porto Alegre (este agora chamado Instituto Liberdade). As pessoas que formam esses institutos são intelectuais abnegados e alguns empresários que estão longe do poder de Estado. São pequenos demais para formar a opinião pública.
Armínio apenas constatou o aspecto mais óbvio da nossa tragédia como Nação, o fato de que nossa juventude é adestrada desde o berço para abraçar as idéias estatistas e coletivistas. O regime político brasileiro é, para sermos rigorosos em termos teóricos, fascista. Tem a forma corporativa que os teóricos do fascismo imaginaram. “Tudo para o Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”, é máxima que vigora em nossa sociedade e a fala do Armínio expressa essa realidade, que não é de hoje. A novidade é que o governo Lula acelerou o processo, fazendo a inclusão (palavra torpe) dos pobres excluídos do butim estatal, a troco dos votos, para se perpetuar no poder. Foi no governo Lula também que os fundos de pensão estatais passaram de fato ao controle dos sindicalistas laborais, dando tônico mais forte ao caráter corporativista do regime político nacional.
O exemplo clamoroso disso é o caso muito comentado nos últimos dias, o da empresa Vale do Rio Doce, sobre o que expressou-se Armínio Fraga: “A Vale é uma empresa que tem tido muito sucesso, gerou muito valor para o país ao longo dos anos – antes e depois da privatização – e sempre foi conduzida pensando grande. Ninguém pode acusar a Vale de pensar pequeno. É uma empresa que tem mecanismos de governança bem definidos, onde há espaços para se definir estratégias, para se discutir investimentos. Uma politização desse processo, confesso, me surpreendeu e incomoda. Vejo com maior preocupação ainda quando profissionais de altíssimo gabarito são perseguidos porque, em algum momento, fizeram parte de outro governo, aliás em funções de natureza técnica e com altíssima exposição. São pessoas cujo patriotismo, para usar uma palavra importante, está acima de qualquer suspeita”.
Ora, é próprio dos regimes fascistas a politização do processo econômico, por isso entendo que não há surpresa alguma aqui. Quem tem o poder vai exercê-lo na plenitude. O fato é que as corporações sindicais laborais estão no centro do processo político e estão presentes em todas as agremiações políticas, além de terem o controle de praticamente todo o aparelho de Estado. Armínio falou em “surpresa” como um eufemismo para manifestar o seu mal-estar. No fascismo, assim como no comunismo e no nazismo, acaba-se completamente a separação entre o que é econômico e o que é político. Ao desaparecer a fronteira a senda fica aberta no rumo do totalitarismo ou, como tenho chamado, do Estado Total.
Quando comentou a política cambial Armínio Fraga colocou o dedo em outra ferida, que tem sido a chaga do Brasil desde sempre: “Há, também, a defesa de uma ação mais ‘firm’ na intervenção, no fundo uma espécie de ‘tabelamento’ do câmbio, que requer uma discussão mais ampla. Não é só fazer. Isso exige pensar numa outra perna importante do tripé, a política fiscal. Um modelo que pode dar certo para a China, país que poupa 40% do PIB e tem juro real negativo, pode não necessariamente dar certo aqui”. E acrescentou: “Teríamos um custo fiscal extremamente elevado e, ao contrário de uma carta branca para gastar mais, isso recomenda o oposto: mais cautela. Se esse é realmente o objetivo, o que hoje é essencial, que é uma política de responsabilidade fiscal e disciplina, passa a ser mais do que essencial. Passa a ser vital. Senão, a conta não fecha”.
Disso sabemos todos, mas um regime de governo fascista/esquerdista não quer ouvir falar em disciplina fiscal permanente. Essa gente acha que a lei da escassez pode ser driblada. O fato é que os desequilíbrios fiscais acabam por se tornar o duplo problema de balanço de pagamentos e de inflação. É nesse rumo agora que navega a política de Lula e é nesse rumo que navegará seu provável sucessor, José Serra. Este sempre foi um intervencionista fanático em matéria cambial. Noto também que Armínio não opinou sobre a abusiva carga tributária em vigor, aspecto da mesma tragédia. O dinheiro arrecadado nunca chega para os crescentes gastos públicos.
Pergunta: “Na campanha de 2006, Lula colou no candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, a pecha de privatista da qual ele não conseguiu se desvencilhar, como se isso fosse uma falha imperdoável. Me parece que a sociedade brasileira gosta da presença do Estado”. Resposta: “Li recentemente um artigo extraordinário de um professor de Chicago, Luigi Zingales, chamado ‘Capitalism After the Crises’, publicado na ‘National Affairs’, que no fundo diz o seguinte: existe uma defesa do Estado porque tipicamente os interessados conseguem identificar onde vai estar a sua boquinha, e a esmagadora maioria da população sente pouco ou vai sentindo aos poucos o custo disso, mas não consegue se mobilizar. Essa é a marca de um Estado que a literatura chamava de corporativo, patrimonialista, populista, que, infelizmente acaba desembocando num Estado hiperdimensionado, pouco eficiente, injusto e corrupto”.
Bem lembrado o caso de Geraldo Alckmin, que podia ter ganhado aquela eleição se tivesse respondido imperativamente, a favor do livre mercado, sem titubeios. Talvez tenha faltado aqui a Armínio ser mais incisivo na resposta, como faltou incisão a Alckmin: esse modelo fascista caminha para o totalitarismo político e para a destruição do Estado e da economia. Não é brincadeira o que está em curso. Armínio foi contido na resposta, no que lamento, porque a situação é alarmante. Ela precisa ser revertida e só o será se pessoas como ele falarem de maneira clara e categórica dos riscos e perigos a que a Nação está exposta. Os riscos são de todos, deles ninguém escapa, nem o mais humilde, nem o mais rico. Vimos o que decisões desastradas no âmbito estatal, no caso a empresa Vale do Rio Doce, pode fazer com o Grupo Gerdau, que sofrerá competição direta do produtor estatal, afetando participações do mercado de aço e preços do mercado internacional do produto. Caminha-se inexoravelmente para a estatização de tudo.
Quando há aceleração do processo histórico, em tempos fascistas e coletivistas, os grandes grupos empresariais são os primeiros a serem engolidos. Estamos assistindo a essa aceleração neste preciso momento. São tempos de grandes perigos e é deles que Armínio fala em sua entrevista.
Arquivo de outubro, 2009
(ARTIGO & COLUNA) A ENTREVISTA DE ARMÍNIO FRAGA
(ARTIGO & COLUNA) Terrorismo em Honduras
Por Ernesto Caruso As ameaças se concretizam?
Do palanque de Zelaya montado na Embaixada do Brasil, apoiado acintosamente pelo governo Lula/Dilma/Amorim, se ouviu uma sucessão de discursos com imposição de prazos e bravatas.
O hóspede não respeita a casa que o acolhe como ditam as normas de boa educação, nem cumpre as regras internacionais do asilado político que demonstra ser com todas as letras, a despeito de já estar no exterior, retornar e ganhar o rótulo de perseguido político pela artimanha lulopetista e esquerda afim.
Zelaya abusa da “hospitalidade” incitando protestos, insurgência com prejuízos na ordem pública, danos ao patrimônio e falta de segurança.
Eis que o pequeno país, com o respaldo dos Poderes lá constituídos denunciou o Brasil na Corte Internacional de Haia por ingerência em seus assuntos internos, mais do que sobejamente comprovados pelas imagens nem sempre acompanhadas de comentários isentos da mídia amestrada.
Em contrapartida os comentários de integrantes do governo Lula afrontam o povo hondurenho e não propriamente ao governo de Micheletti como se fosse terra de ninguém, sem símbolo, pátria, bandeira e soberania. Nítido descumprimento do princípio da não intervenção.
Tratamento bem diferente diante da invasão das forças bélicas de Evo Morales nas dependências da Petrobrás em território boliviano.
Os efeitos já se fazem presentes.
O sobrinho do presidente Micheletti, Enzo Micheletti, e o coronel Concepción Jiménez, chefe da Indústria Militar do país, foram assassinados, o primeiro juntamente com outro jovem no norte de Honduras e o segundo em Tegucigalpa, atacado a tiros em frente à sua casa. Notícia que muito levemente perambulou pela mídia.
De início, a incitação, seguida de distúrbios civis, ajudou a retumbância pretendida, reforçada com os mártires produzidos, típicos dos movimentos revolucionários comunistas no mundo e também no Brasil.
Nesses dias o governador José Serra, em entrevista pela TV, abordando a questão das invasões do MST, em resposta ao jornalista, lembrou dos mártires que o movimento visa produzir. Claro, que o governador conhece bem o assunto, pois os vários contendores de hoje, estudaram na mesma cartilha. Vale lembrar que os protetores das crianças e dos adolescentes não dão muita importância quando crianças de colo são levadas para o enfrentamento com a polícia nas ações de reintegração de posse, nem os responsáveis por tais fatos são presos. Querem a aplicação do ECA só para filhos que ajudam os pais em atividades primárias na luta pela sobrevivência.
O governo Lula que estava em fase de observação sobre a questão Zelaya, recuando estrategicamente e gerando outras evidências midiáticas para camuflar o hóspede irrequieto, agora retorna ao cenário mundial provocado pela nação que teima em manter a alternância no poder como dogma da democracia. Cobra do Brasil responsabilidades sobre os malefícios advindos das nefastas ações do trio Lula, Amorim e MAG.
Além da pressão interna — distúrbios civis, mártires, assassinatos de chefias militares e parentes de Micheletti — o mecanismo internacional, só aceita um acordo, desde que Zelaya volte à presidência.
Com o reforço norte-americano, e, desqualificando a decisão da corte suprema de Honduras que afastara o presidente infrator, impõe uma nova afronta ao Judiciário, ao administrar uma composição com as partes envolvidas, de modo que uma votação no parlamento seja o fiel da balança para a reassunção de Zelaya.
Pobre Davi a enfrentar os vários Golias vermelhos.
(FORÇA AÉREA DESAPARECIDO) Índios encontram avião com nove sobreviventes na Amazônia, diz Funasa
A aeronave C-98 da FAB (Força Aérea Brasileira), que estava
desaparecida desde a manhã de quinta-feira, foi localizada por volta das 9h40 desta sexta-feira.
Segundo informações da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), das onze pessoas que estavam a bordo do avião, nove sobreviveram e passam bem. Um militar estaria desaparecido.
A fundação destacou ainda que integrantes da tribo Matis notificaram a Funai sobre a localização da aeronave. A Aeronáutica confirma a localização do avião e diz ter sido informada sobre a existência de sobreviventes, mas não confirmou o número.
Os quatro tripulantes que estavam na aeronave são o primeiro-tenente Carlos Wagner Ottone Veiga, o segundo-tenente José Ananias da Silva Pereira, o suboficial Marcelo dos Santos Dias e o primeiro-sargento Edmar Simões Lourenço. As outras sete pessoas eram os funcionários da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) Diana Rodrigues Soares, João de Abreu Filho, Jositéia Vanessa de Almeida, Marcelo Nápoles de Melo, Maria das Dores Silva Carvalho, Maria das Graças Rodrigues Nobre e Marina de Almeida Lima.
Ainda segundo informações da Aeronáutica, a aeronave encontra-se em meio à Floresta Amazônica, entre as Aldeias Aurélio (da Tribo dos Matis) e Rio Novo (da Tribo dos Murugos), próximo ao Rio Ituí, afluente do Rio Javari.
Desaparecimento
O avião desapareceu, na manhã de quinta-feira, quando seguia para o município amazonense de Tabatinga em apoio a uma missão de vacinação do Ministério da Saúde.
A confirmação do desaparecimento foi feita pelo Comando da Aeronáutica. O Comando da Aeronáutica informou ainda que as condições meteorológicas eram boas no horário do desaparecimento do avião.
De acordo com o órgão, as buscas prosseguiram durante toda a madrugada com a ajuda de um helicóptero HM-3 Cougar do Exército e uma aeronave R-99 da FAB equipados com sensor para varredura térmica. Nesta manhã, sete aeronaves realizaram as buscas ao avião.
Modelo C-98 Caravan
O modelo C-98 Caravan foi desenvolvido no início dos anos 80 nos Estados Unidos para transporte de pequenas cargas e passageiros em curtas distâncias. No Brasil, é utilizado desde 1987 em tarefas de apoio, utilitárias e de evacuação aeromédica. Também é usado pelo Correio Aéreo Nacional e em ações cívico-sociais do Exército.
(ARTIGO & COLUNA) Aparelhamento das Forças Armadas: qual?
Artigo enviado pelo Gen Ex. José Carlos Leite Filho
O Ministro da Defesa Nelson Jobim nunca me enganou e, quanto a isso, já me manifestei claramente em diversas oportunidades. É sabido que ele não gosta dos militares e nem se interessa em adequar as Forças Armadas à sua missão constitucional. Foi escolhido a dedo para o cargo, ao que consta, com o propósito principal de submeter as Instituições Militares ao chamado “poder civil”, vale dizer, de ofuscá-las e de afastá-las do centro das decisões, mesmo as que lhes competem! A já conhecida Estratégia Nacional de Defesa é uma prova eloquente do que afirmo: redução de efetivos e de cargos de chefia ou comando; fusão de comandos terrestres com distritos navais e comandos aéreos sem preocupação com as respectivas missões; mudanças na destinação legal de emprego; transferência de responsabilidade de organismos técnicos militares, especialmente da Aeronáutica, para órgãos civis a serem criados; centralização das aquisições militares no Ministério da Defesa sob a responsabilidade de “companheiros”, melhor dizendo, de civis capacitados…; etc, etc. Tudo isso valendo-se da boa fé e da disciplina castrenses uma vez que os chefes militares acreditam em valores que ele nem sabe existir! Político ambicioso, exibicionista e com projetos pessoais na política partidária, jamais se interessará, fora de suas próprias conveniências, pela adequação das Forças Armadas às necessidades estratégicas do Brasil! Como aliado incondicional do presidente Lula/PT, o seu norte é o traçado pelos revanchistas e “pelas esquerdas”, sem qualquer visão de estadista! Deus permita que eu esteja errado, mas é difícil isso acontecer.
–Preocupante.
Aparelhamento das Forças Armadas: qual?
Por : Sérgio Paulo Muniz Costa
Intenta-se hoje a mais profunda intervenção política na área militar já vista na tão decantada história republicana do Brasil
ENQUANTO USA sua maioria parlamentar para defletir uma miríade de polêmicas, o governo federal vai fazendo avançar sem resistências um assunto que trará consequências duradouras à vida política no país: a missão, o emprego e a estruturação das Forças Armadas.
Sob a justificativa de seu aparelhamento e o guarda-chuva pseudopolítico da subordinação dos “militares ao poder civil”, intenta-se a mais profunda intervenção política na área militar já vista na tão decantada história republicana do Brasil.
A moldura desse quadro estava pronta havia tempos. Os ressentimentos de toda sorte em relação ao regime militar, a ânsia dos poderosos de cada momento em exibir obediência castrense e os interesses estrangeiros em formatar nossa estrutura de defesa segundo suas conveniências ambientaram o mal disfarçado projeto hegemônico de longo prazo que agora se estende às Forças Armadas.
Um simples acompanhamento do planejamento e da execução orçamentários permite verificar que o Ministério da Defesa extrapolou em muito, há tempos, as atribuições previstas na lei de sua criação.
Mas foi no início do segundo mandato presidencial que se inaugurou uma nova escalada de confrontação com as Forças Armadas, em particular com o Exército.
Alguns ministros depois -novos titulares de pastas criadas e inventadas-, foram enviesadamente apresentadas medidas caudatárias de uma Estratégia Nacional de Defesa que não se coadunam com a Política Nacional de Defesa, alteram as condições de cumprimento da missão constitucional das Forças Armadas e dão ao poder político condições de intervir partidariamente na estrutura militar, um pesadelo erradicado da vida pública brasileira há mais de 40 anos.
A inauguração da atual República em 1985 foi a única na história do Brasil que não se deu por um golpe de Estado, e isso se deveu, em boa parte, ao apartidarismo das Forças Armadas.
Ao contrário do que a maioria dos analistas costuma apontar, foi durante o regime militar que elas se afastaram da política partidária e se profissionalizaram definitivamente.
Deixar para trás o salvacionismo das primeiras décadas do século 20, as correrias de 1920 e 1930, o golpe de 1937 e a intervenção pela retomada democrática em 1946, deteriorada com a instabilidade dos anos 1950, que culminou na ruptura de 1964, foi uma consistente evolução.
É compreensível que governos atuem ideologicamente, explorando oportunidades de aperfeiçoamentos sociais, políticos e econômicos. Mas não é razoável implementar modificações na estrutura do Estado que colidam com a evolução histórica do país e tenham o potencial de trazer instabilidade. Muito menos sensato é introduzir os objetivos de grupos de pressão hospedados no governo como variáveis da complexa equação da defesa nacional.
A alguns causará estranheza isso estar acontecendo, acomodados na percepção de que a questão é afeta aos militares.
Além de não se tratar de uma exclusividade, é fácil verificar na leitura da Estratégia Nacional de Defesa que ela foi redigida à revelia e mesmo em contraposição a ponderações de comandos das Forças Armadas.
Alegações de tomada de modelos estrangeiros não resistem à mais elementar comparação, considerada a irrelevância político-estratégica de uns e a política do “faça o que eu digo, mas não o que eu faço” de outros.
De fato, o emprego das Forças Armadas como elemento vital para a preservação da soberania e da democracia no Brasil está sendo alterado pelo governo em exercício, e não cabe aos militares questioná-lo.
Àqueles que não podem evitar um sorriso de satisfação diante dessa situação, porque comemoram a subordinação do “poder militar ao civil” ou porque se comprazem nos seus sentimentos de revanche, cabe lembrar que o estamento militar se subordina ao poder político em qualquer regime, situação ou direção.
Se evoluímos como democracia responsável e consolidada, além dos arautos do governo, cabe à classe política se pronunciar quanto ao aparelhamento das Forças Armadas que realmente interessa ao Brasil.
SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA é historiador. Foi delegado do Brasil na Junta Interamericana de Defesa, órgão de assessoria da OEA (Organização dos Estados Americanos) para assuntos de segurança hemisférica.
(CRISE DIPLOMÁTICA) Honduras apresenta queixa contra o Brasil no Tribunal de Haia

O governo interino de Honduras apresentou nesta quarta-feira uma queixa contra o Brasil no Tribunal Internacional de Justiça Haia, alegando intervenção em assuntos internos do país.”O governo se reserva o direito de solicitar à Corte a adoção de medidas cautelares a menos que cessem as atividades ilegais do governo brasileiro, que alteraram a ordem pública em Honduras e que representam uma ameaça ao desenvolvimento pacífico do processo eleitoral do país”, disse a nota divulgada pelo ministério das Relações Exteriores do governo interino hondurenho.
Ainda segundo a nota, o governo de fato poderia ainda solicitar uma indenização ao Brasil “por danos causados” pelo fato de o país ter permitido a presença em sua embaixada em Tegucigalpa do presidente deposto, Manuel Zelaya, desde o dia 21 de setembro.
A assessoria de imprensa do Itamaraty disse não ter conhecimento oficial da queixa, mas acredita que “uma solicitação do governo golpista não teria como prosperar por falta de legitimidade. O tribunal da ONU representa apenas governos legítimos”.
Estados Unidos
Nesta quarta-feira, o principal representante de Zelaya nas negociações com o governo interino, Manuel Mesa, disse que o diálogo está paralisado.
“Entendo que o diálogo será reativado na medida em que exista disposição para resolver o tema que está pendente, que é precisamente o da restituição de Zelaya”, disse ele após encontro com o enviado da Organização dos Estados Americanos (OEA), Victor Rico.
Rico deve encontrar-se ainda nesta quarta-feira com o secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA, Thomas Shannon – nomeado para ser embaixador no Brasil, mas ainda aguardando aprovação do Senado americano.
Shannon e outros dois funcionários do departamento de Estado americano chegaram nesta quarta-feira em Tegucigalpa para uma visita de dois dias na qual vão tentar encontrar uma saída para a crise política do país.
Segundo um porta-voz do Departamento de Estado, Shannon pedirá “flexibilidade” a Zelaya e Micheletti para resolver o impasse, antes das eleições marcadas para 29 de novembro.
Também nesta quarta-feira, a polícia hondurenha denunciou um suposto plano da “esquerda radical” para assassinar e sequestrar empresários e militares do país.
Mas a polícia não relacionou a descoberta aos recentes acontecimentos políticos do país e aos assassinatos recentes de um coronel do Exército hondurenho e de um sobrinho do presidente interino, Roberto Micheletti.
(SUCESSÃO 2010) FOLHA DESCOBRE CONLUIO SERRA/LULA/CIRO
Por Nivaldo Cordeiro Os leitores que acompanham minhas n
otas estão perfeitamente cientes do que se passa nos bastidores da sucessão presidencial, com o conluio por cima entre Lula e Serra, para sacramentar previamente as eleições do ano que vem, tornando-as um evento insignificante, uma perfeita marmelada. Finalmente um dos notáveis da Folha de São Paulo descobriu o que se passa, como podemos ler na edição do último dia 26 (Alckmin e Serra em São Paulo), na coluna de Fernando de Barros e Silva.
O jornalista simula um espanto: “Os holofotes da sucessão se voltam, no momento, para a hipótese extravagante de que Ciro Gomes possa ser candidato ao governo paulista apoiado pelas forças de Lula. Fora das luzes, porém, há uma outra batalha sendo travada no interior do campo tucano”. Nada há de extravagante, exceto o fato de que profissionais da informação estão desinformados sobre o fato político mais significativo, o arranjo para a marmelada esquerdista. E desinformam o público leitor.
Completa Fernando de Barros e Silva: “Se José Serra for mesmo disputar a Presidência, qualquer solução que não seja a candidatura de Geraldo Alckmin em São Paulo custaria caro demais ao PSDB. É o que pensam pessoas influentes do serrismo. A razão é simples: Alckmin tem mais de 40% das intenções de voto nas pesquisas. O outro postulante à vaga, o secretário de Governo, Aloysio Nunes Ferreira, não passa dos 2%”. Ora, até as pedras sabem que Serra não quer Alckmin, um ET dentro do PSDB, partido cada vez mais tomado pelas antigas lideranças raivosas dos exilados do Regime Militar, Serra à frente. O artificialismo de qualquer candidatura que não a de Alckmin ao governo de São Paulo salta aos olhos e só adquire significado se o observador se der conta que se trata de reciprocidade: o PT lança a inexpressiva Dilma, praticamente elegendo Serra de antemão e, em troca, ganha o governo de São Paulo, para tanto o PSDB lançando também um fantoche sem votos.
O único fato imprevisto foi a vinda de Ciro Gomes para São Paulo. Ele é o fato novo, o inesperado. Ciro aproveitou-se da fachada de disputa entre a candidata do PT e o governador José Serra para se eleger o anti-Serra, supostamente ajudando o PT. Ao se instalar em São Paulo cacifou o seu nome contra a vontade do PT e contra José Serra. Agora terá que ser acomodado, pois se Ciro sair por aí atirando em Serra mela o jogo previamente combinado. Ninguém o quer mas ele é grande demais para ser descartado. E tem forças para seguir sozinho contra a vontade de Lula e Serra. Criou um grande problema a ser resolvido.
Ciro tem posição consolidada no Ceará, onde governa seu irmão, que deve ser reconduzido ao cargo, e onde é candidato ao Senado seu padrinho político de toda vida, Tasso Jereissati. Não poderia jamais se colocar contra esses dois. Vir para São Paulo resolveu seu problema doméstico e o cacifou para jogar o grande jogo da sucessão presidencial. Dar a ele a chance real de disputar o governo do Estado de São Paulo, com a ajuda do PT e com a passividade do PSDB, parece ser a única solução possível. As forças dominantes não querem que saia candidato à Presidência da República. O PT paulista terá que engolir o grande sapo cearense.
Menos mal que a Folha ao menos tocou no assunto, que, como sempre, é segredo de Polichinelo. Todo mundo sabe e ninguém comenta. A sucessão será mais que uma marmelada, será um grande circo, e Ciro Gomes, de palhaço, foi elevado a condição de trapezista ou alpinista, como queira. Fez uma grande jogada, pode ser eleito governador, contra tudo e contra todos e com o apoio de todo mundo. Não é mesmo um circo?
(ATENTADO EM HONDURAS) Sobrinho de Micheletti e chefe militar são assassinados em Honduras
TEGUCIGALPA – Enzo Micheletti, sobrinho do presidente de fato hondurenho, Roberto Micheletti(Fóto)
, e o coronel Concepción Jiménez, chefe da Indústria Militar do país, foram assassinados no norte de Honduras e em Tegucigalpa respectivamente, informou nesta segunda-feira a polícia.
O sobrinho de Micheletti tinha desaparecido dias atrás e seu corpo foi encontrado ontem junto ao de outro jovem, perto de Choloma, no norte do país, quando foi reconhecido por seus familiares, enquanto Jiménez foi atacado a tiros na noite de domingo, em frente à sua casa em Tegucigalpa, disse o porta-voz da polícia, Orlin Cerrato.
O porta-voz afirmou que a polícia está investigando os dois casos “como um assunto de violência comum”, mas assegurou que “as investigações abrangem todos os aspectos necessários”.
Os crimes foram cometidos enquanto o país segue imerso na crise política causada pelo golpe de Estado que tirou do poder o presidente do país, Manuel Zelaya, no dia 28 de junho.
O corpo de Enzo “já foi reconhecido por seus familiares”, disse Cerrato. No entanto, a outra vítima encontrada ainda não foi identificada, segundo ele.
Os dois corpos foram encontrados ontem em um terreno de mata alta no setor de Choloma, no departamento de Cortés (norte), mas não foram identificados imediatamente.
Cerrato acrescentou que, segundo informações preliminares da polícia, Enzo desapareceu na sexta-feira e aparentemente foi morto a tiros da mesma forma que a outra pessoa.
Segundo a imprensa local, Enzo, de 24 anos, era filho de Antonio, irmão falecido do presidente de fato hondurenho, cuja família é originária da cidade de El Progresso, no departamento de Yoro, norte do país.
Já o coronel Jiménez morreu ontem à noite no Hospital Militar de Tegucigalpa, pouco após ter sido atacado a tiros quando saía de seu carro, em frente a sua casa, em um bairro no setor sul da cidade.
O porta-voz policial disse que os suspeitos são “três ou quatro jovens que estavam em um táxi”.
(TRIBUNAL PENAL) Karadzic boicota abertura do julgamento em Haia
Quando os juízes sentaram em suas cadeiras, o banco dos réus estava vazio. O tribunal – estabelecido pela ONU para julgar os crimes cometidos durante a Guerra da Bósnia – foi adiado até terça-feira, enquanto os magistrados decidem o que fazer.
Karadzic enfrenta 11 acusações, entre elas de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra durante o conflito, nos anos 90.
Na semana passada, Karadzic – que nega as acusações – havia ameaçado boicotar o julgamento, argumentando que não teve tempo de ler as mais de um milhão de páginas do processo e preparar sua defesa.
“O maior, mais complexo, importante e sensível caso já apresentado neste tribunal está prestes a começar sem a preparação adequada”, alertou o réu.
A data para o início do julgamento já havia sido adiada duas vezes, e desta vez o ex-líder sérvio da Bósnia havia pedido mais um adiamento de 10 meses.
Em julho passado, a corte rejeitou o apelo de Karadzic para que o caso fosse suspenso porque, segundo ele, o ex-mediador americano Richard Holbrooke havia lhe oferecido imunidade caso concordasse em deixar a vida pública. Holbrooke nega a alegação.
Opções
Os juízes da corte de Haia agora têm que decidir como prosseguir com o julgamento sem a presença de Karadzic. Entre as opções estaria impor um conselho para representá-lo, começar os procedimentos sem ele ou forçá-lo a comparecer.
A apresentação de Karadzic de abertura estava marcada para a semana que vem, mas de acordo com um de seus advogados, ele estaria disposto a boicotar o julgamento até se sentir preparado.
O ex-presidente da República Sérvia (uma das duas regiões da Bósnia-Herzegóvina), chefe do Partido Democrático da Sérvia (SDS) e comandante do exército sérvio da Bósnia se recusou a se declarar culpado ou inocente das acusações, mas afirmou que vai cooperar com a corte para provar sua inocência.
Ele foi indiciado em 1995 por duas acusações de genocídio e vários outros crimes cometidos contra muçulmanos, croatas e outros civis não sérvios da Bósnia durante a guerra que deixou mais de 100 mil mortos entre 1992 e 1995.
As acusações se referem a vários eventos, entre eles a campanha de bombardeio e os ataques de franco-atiradores em Sarajevo, durante o cerco de 44 meses à cidade, no qual cerca de 12 mil civis morreram.
Karadzic também é acusado de estar por trás do massacre de mais de 7.000 homens e jovens bósnios muçulmanos em Srebrenica, em julho de 1995, e dos ataques contra mais de 12 cidades bósnias no início da guerra.
“A promotoria alega que Karadzic cometeu todos esses crimes junto a outros membros de uma operação criminosa conjunta com o objetivo de remover permanentemente os habitantes bósnios muçulmanos e bósnios croatas dos territórios que fariam parte da chamada República Sérvia”, afirma um comunicado do tribunal da ONU.
Se for condenado, Karadzic poderá pegar a pena máxima de prisão perpétua.
As informações são de que os juízes querem encerrar o caso até 2012, depois que o julgamento do ex-presidente da Iugoslávia Slobodan Milosevic terminou sem um veredicto depois de quatro anos, com a morte do réu na prisão.
A promotoria reduziu o escopo da acusação e vai convocar menos testemunhas para o julgamento de maior importância até agora na corte da ONU.
Quando Karadzic foi encontrado em julho de 2008, vivendo disfarçado e sob falsa identidade em Belgrado, algumas autoridades afirmaram que o general Ratko Mladic seria o próximo, mas ele continua foragido.
(TERRORISMO) Número de mortos em atentados no Iraque já ultrapassa 150
Autoridades iraquianas disseram nesta segunda-feira que o número de mortos em um atentado em Bagdá no domingo já chega a 155. Outras 500 pessoas ficaram feridas.

Os ataques coordenados, próximo a ministérios do governo e à sede do governo da província, foram os mais violentos desde abril de 2007. Homens-bomba detonaram dois veículos – um caminhão e um carro.
O presidente americano, Barack Obama, disse que os ataques foram “odiosos e destrutivos”.
“Eu condeno com veemência estes ataques escandalosos contra o povo iraquiano e mando meus pêsames mais profundos àqueles que perderam entes queridos”, disse Obama, em um comunicado.
“Estas bombas não servem a outro propósito que matar homens inocentes, mulheres e crianças, e eles revelam a agenda odiosa e destrutiva daqueles que querem negar ao povo iraquiano o futuro que eles merecem.”
Repercussão
Soldados americanos foram chamados para ajudar nas investigações. O premiê iraquiano, Nouri Maliki, prometeu punir na Justiça os culpados.
O ministério iraquiano das Relações Exteriores disse que os atos terroristas pretendem “minar a estabilidade e o processo de reforço das estruturas democráticas”.
As explosões aconteceram quase ao mesmo tempo, às 10h30 da manhã de domingo, na hora local, quando as pessoas se dirigiam ao trabalho, e atingiram o Ministério da Justiça e outro prédio do governo perto da Zona Verde, a região fortemente protegida no centro da capital iraquiana, causando muita destruição.
O primeiro-ministro iraquiano, Nouri Al-Maliki, visitou o local do ataque e emitiu um comunicado acusando a Al-Qaeda e simpatizantes do ex-presidente Saddam Hussein pelos atentados.
“Esses ataques terroristas covardes não podem afetar a determinação do povo iraquiano de continuar com sua luta contra os remanescentes do regime desmantelado e os terroristas da Al-Qaeda, que cometeram crimes brutais contra civis”, disse.
“Eles querem provocar caos no país, impedir o processo político e evitar as eleições parlamentares”, afirmou o premiê.
O presidente Jalal Talabani, por sua vez, disse que os autores dos ataques “não escondem mais seu objetivo”. “Eles declaram publicamente que estão atacando o Estado”, disse.
Entre os mortos, acredita-se que estariam vários funcionários do conselho provincial de Bagdá, responsável pela administração da cidade, cujo escritório foi atingido pelas explosões.
A violência em geral caiu dramaticamente no Iraque no último ano, mas ataques esporádicos continuam em várias partes do país. DA (BBCBRASIL)
(ALJAZEERA) Carro-bomba provoca grande número de mortos no Iraque

As explosões saiu menos de um minuto para além de domingo, perto do Ministério da Justiça e da sede do próximo governo provincial a Bagdá do rio Tigre.
Bombeiros retirou carbonizados e mutilados corpos das ruas perto do prédio do governo provincial, enquanto queimados carros estavam amontoados no local da explosão.
Havia muitos feridos que os carros civis foram pressionados no serviço para levar os feridos aos hospitais da área.
“Os muros caíram e tivemos que correr para fora”, Yasmeen Afdhal, um funcionário da administração provincial de Bagdá, alvo de uma das bombas, disse.
“Há muitos feridos, e eu os vi sendo levado embora. Eles estavam puxando as vítimas dos escombros, e apressando-los para as ambulâncias”.
Autoridades fecharam as estradas que conduzem aos locais de bomba como bombeiros e ambulâncias lutou com o tráfego de espessura para atingir os edifícios em chamas.
Baathistas responsabilizou
Ali al-Dabbagh, porta-voz do governo iraquiano, disse que suspeita ou a Al-Qaeda ou restos de antigo governo do Iraque de estar por trás dos ataques.
“A análise inicial mostra que carrega as impressões digitais da al-Qaeda eo Baath”, disse ele.
Al-Dabbagh, disse que estava no Al-Mansour nas proximidades do hotel quando a bomba explodiu e ele e outros ao redor dele foram despejadas em vidro.
O momento do ataque levantou suspeitas porque os líderes políticos iraquianos foram criados para atender ainda neste domingo para resolver uma disputa que poderia levar a um atraso nas eleições programadas para janeiro.
Nuri al-Maliki, primeiro-ministro iraquiano, disse que se houvesse um atraso “… o governo eo Parlamento vão perder sua legitimidade, que não haveria um retorno ao sectarismo”.
Com as explosões, o ataque mais sangrento na capital iraquiana durante meses, não estava claro se os rivais políticos correriam o risco de convocação.
Mensagem política
Al-Maliki, que depois percorreu o local das explosões, também acusou a Al-Qaeda e ex-membros do partido Baath, de estar por trás do ataque.
Mahmoud Othman, um deputado curdo no Parlamento iraquiano, disse à Al Jazeera o bombardeio foi uma mensagem aos políticos iraquianos e os investidores estrangeiros.
“Isso envia duas mensagens, uma delas é a conferência de investimento em Washington, realizada poucos dias atrás, como se para dizer não aos investidores vêm para o Iraque … Ao mesmo tempo, eu acho que pode ser uma mensagem para a reunião de hoje do conselho político de segurança nacional “, disse ele.
“Eles estão tentando resolver os problemas relativos à lei eleitoral. Espero que isso exorto-os a trabalhar mais do que antes para solucionar este problema.”
Bombardeios condenado
Jalal Talabani, presidente do Iraque, condenou o ataque, assim como outras potências mundiais.
“A presidência da União Europeia condena as bombas de hoje do carro em Bagdá”, disse um comunicado emitido pela Suécia, que detém actualmente a presidência rotativa da UE.
“A Presidência transmite suas condolências às famílias das vítimas deste atentado terrorista”, disse.
Em agosto, explosões perto de ministérios do governo mataram quase 100 pessoas e centenas de feridos no dia mais sangrento no Iraque este ano.
Embora a violência diminuiu no Iraque, os ataques ainda são comuns.
Muitos funcionários iraquianos advertiram que antes das eleições previstas, a violência dos grupos intenção de transformar o país parece instável, pode subir.
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