Por Percival Puggina |
23/11/2008 |
Os parlamentos brasileiros, é bom lembrar, estão constitucionalmente impedidos, em todos os níveis, de propor medidas que determinem acréscimo na despesa pública. O próprio Congresso Nacional não pode ter iniciativas que criem ônus para a União. No entanto, nesta federação de araque, o primo rico federal – pasmem! – se sente autorizado a propor leis que geram gastos para os primos pobres, como fez ao editar a Lei nº 11.738/08 que criou o piso salarial para o magistério. Por que não para todos os servidores?Junto com outros nove estados, o governo gaúcho, coerente com a alma federativa do Rio Grande do Sul, argüiu a inconstitucionalidade da norma. E encaminhou à Assembléia Legislativa projeto propondo que aquele piso não seja base para avanços e promoções na carreira. Conseqüência? Greve. Nestes meus 63 anos já vi greves esdrúxulas. Já vi greves de estudantes, greves de solidariedade, e até greves de protesto sobre assuntos da pauta política internacional. Mas ainda não tinha visto greve contra a tramitação de um projeto de lei. Isso é coisa tão nova quanto absurda. Sabe por quê? Porque um projeto de lei é apenas isso mesmo, mera proposição sobre a qual haverá deliberação posterior, sendo o parlamento o foro democrático adequado para as pressões e contrapressões das partes. Embora sempre reste aos eventuais prejudicados o recurso ao Poder Judiciário, seria possível cogitar de uma greve após a aprovação da lei. Nunca, porém, de uma greve que promete cessar quando o projeto for retirado da Assembléia. A história da apropriação da Educação pública pelo sindicato da categoria já é bem antiga no Rio Grande do Sul. Paradoxalmente, suas pautas voltam-se, quase sempre, contra o interesse dos professores. O magistério é uma categoria valiosa e numerosa, cujas possibilidades de melhor remuneração andam na contramão das suas reivindicações habituais (mais professores, mais funcionários, menos alunos na sala de aula, menor carga horária). No entanto, qualquer professor de matemática ensinará às lideranças da categoria que quanto maior o denominador (número de servidores) menor o quociente (recursos disponíveis para ganhos salariais). Na medida em que a liderança sindical foi se fazendo mais política, partidária, ideológica e corporativa, pior foi se tornando o desempenho nas salas de aula, com dano ao interesse público. A deficiência educacional de uma geração compromete o futuro social, político e econômico de todo o Estado. A Educação não é pública por ser comandada pelo Estado (e menos ainda pelos professores), mas por estar disponível a todos. Tal oferta pode ocorrer de vários modos e o nosso é o pior possível. A educação de ensino básico, por exemplo, será tão mais pública quanto mais municipal se tornar. E tenderá à maior qualidade quanto mais estreitos forem seus laços com a comunidade e menores as pressões políticas sobre ela. O modelo adotado para a Educação pública no Brasil faliu. Ele é sede de um jogo de poder político e ideológico que só satisfaz os interessados no próprio jogo. E só se mantém intocável por um reacionarismo que se expressa na fórmula “está tudo errado, mas não mexe”. |
Arquivo de novembro, 2008
A GREVE DO CPERS E AS INSTITUIÇÕES
CRISE DA ESTUPIDEZ
Por Nivaldo Cordeiro
28/11/2008
Entendo que a abordagem de autores como Vilfredo Pareto, Gaetano Mosca e Robert Michels ao estudar a formação das elites se esgota no aspecto descritivo. Esses autores constataram a existência de elites econômicas e políticas ao longo de história e o mais óbvio, que não há como existir um corpo social sem que uma elite dirigente seja constituída por qualquer critério, legítimo ou ilegítimo.
Outra coisa é compreender a responsabilidade que as elites constituídas carregam em si. Elas precisam legitimar-se, servir como representação existencial das gentes, mas precisam também conduzir os destinos do conjunto social. Para isso servem. Por isso a obra de Ortega y Gasset se torna muito importante para sublinhar que essa dita elite precisa ser egrégia, carregar os valores da tradição, ter presente em si a consciência histórica. Ser elite é ter responsabilidade diante de todos e de cada um e pressupõe essa diferenciação moral que faz do integrante da elite um ser humano distinto, capaz de tomar as melhores decisões.
Na mesma linha, a obra de Irving Babbit sublinha a necessidade vital para a ordem democrática da emergência de lideranças ativas, conscientes de seu papel moral enquanto dirigentes. Seu livro DEMOCRACIA E LIDERANÇA é especialmente instigante por conter a mais sólida crítica à filosofia de Rousseau (capítulo II) já escrita, que na prática demonstra a incompatibilidade de uma liderança moral, comprometida de fato com os valores superiores, e a igualdade geral defendida pelo genebrino. Babbit é atualíssimo e precisa voltar a fazer parte dos currículos universitários, se é que algum dia o foi no Brasil.
É fundamental a idéia de que o líder precisa conduzir a sociedade e não se deixar conduzir por ela. Basta olhar em nossa volta, com a eleição de Barack Obama e de Lula por aqui, para se perceber o abismo em que se encontra o mundo. Não é mais o cachorro que balança o rabo, é o rabo que balança o cachorro. O bordão “Yes, we can” é esse grito da multidão para o falso líder, que não tem o preparo adequado e nem a disposição de impor às massas as decisões necessárias para o bom governo da sociedade.
E tenho que comentar de novo a obra de Voegelin, HITLER E OS ALEMÃES, porque nela o autor mostrou que o fenômeno do nazismo pode ser lido como uma constatação do aviltamento da elite dirigente ao nível das massas, isto é, a estupidificação da elite. Voegelin vai mais longe, ao qualificar essa elite pervertida de “ralé”, sem tirar nem pôr. É precisamente o que estamos a ver nos EUA (e entre nós também, mas seria tema para outra reflexão).
A crise econômica que explodiu com a bolha do subprime é exatamente o resultado do uso ilegítimo dos poderes do Estado para a satisfação do imediatismo do apetite das massas. É a omissão das elites e até mais: é a perversão das elites. Os fatos: 1- a lei da escassez existe e não pode ser extinta; 2- Há uma hierarquia social que é determinada fundamentalmente pelas habilidades e aptidões individuais. Procurar a equalização prática de toda a gente é a grande e violenta ilusão socialista; 3- O monopólio da emissão da moeda dado a si pelo Estado impõe a responsabilidade de ser o guardião da moeda, apesar de tudo e de todas as pressões.
A bolha imobiliária foi criada porque políticos e burocratas bem intencionados quiseram abolir a lei da escassez, quiseram impor arbitrariamente o acesso ao crédito de forma artificial para quem não deveria ter, praticaram uma frouxa e artificial política monetária, que alimentou uma expansão econômica impossível de ser mantida. A inflação nos EUA só não aumentou muito porque eles são (ainda) os emissores mundiais de moeda conversível, houve grande aumento da produtividade ligado às novas tecnologias de informática e de telecomunicações e a China entrou para valer no mercado mundial ofertando mão de obra barata. Esses fatores benéficos, todavia, não servirão mais de contrapeso à crise que chegou.
O sonho acabou, a realidade se impôs. A isso é o que chamamos de crise. Sua origem está na elite dirigente dos EUA, que violentou as leis econômicas e se recusou a conduzir as massas, passando a ser por elas conduzidos. Veja, caro leitor, essa promessa de Obama de universalizar o acesso à saúde. É impossível de ser honrada: serviços de saúde são um bem econômico caro e o Estado norte-americano, mesmo rico, não é rico o bastante para abolir sua escassez. Faz-me lembrar os socialistas que, anos atrás, quiseram implantar a Tarifa Zero nos transportes coletivos de São Paulo. Não passaram das intenções porque é pura maluquice.
A conclusão é que está no poder uma elite irresponsável e estúpida, que não cumpre o seu papel e não tem a estatura moral para ser condutora do Estado. Tem sido assim de há muito, mas o singular do momento é que a concentração de estúpidos no poder nunca foi tão grande. A eleição de Obama é esse coroamento da estupidez, do hermetismo da alma, do sonho gnóstico de recriar o homem dentro de um paradigma que nega a antropologia. A sucessão de “pacotes” para o resgate da crise mostra essa ausência dos egrégios: estão a praticar as maiores iniqüidades com o dinheiro público e com a moeda, em nome de uma falsa ciência econômica, que não pode justificar atos estúpidos.
A experiência nazista (e a comunista também, da mesma natureza, portadora da mesma estupidez criminosa de sua elite) redundou em um cataclismo mundial. Como o mundo idealizado não se ajusta ao real, a falsa elite tenta moldá-lo à força e para isso só dispõe dos instrumentos de Estado, que é violência concentrada. Temo pelo que virá. Se em Obama não estiver a alma de um estadista, disposto a contrariar as massas e seus cabos eleitorais, como a família Clinton, qualquer coisa pode acontecer.
Fragata “Constituição” realiza Operação BOGATUN-2008
Notícias da Marinha do Brasil A Fragata “Constituição” (F42) participa entre os dias 25, 26 e 27 de novembro, juntamente com navios da Marinha do Chile, da Operação “BOGATUN-2008″, realizada na área marítima compreendida entre as cidades de Talcahuano e Valparaiso, no Oceano Pacífico, na costa chilena.Participam os seguintes meios navais do Chile: Fragatas “Almirante Cochrane” e “Prat”; Submarino SSK “Carrera”; Rebocador “Galvarino” e as Aeronaves PC-7, P-3ACH e P-111, baseadas em terra.
Nesta operação, o Grupo-Tarefa brasileiro-chileno realiza diversos exercícios de Guerra Anti-Submarino; de Superfície e Antiaéreo; Operações Aéreas com helicópteros orgânicos; Tiro
de Superfície sobre Alvo Rebocado; Tiro Anti-Aéreo sobre Granada Iluminativa; Transferência de Carga Leve, entre outros. A operação visa obter uma maior interoperabilidade entre as Marinhas brasileira e chilena, aumentando o nível de adestramento e aprestamento dos navios e de suas atripulações nas operações conjuntas entre países.
A participação da Marinha do Brasil na Operação “BOGATUN-2008” tem como um dos seus propósitos o intercâmbio de conhecimentos técnico-profissionais, troca de experiências profissionais e o estreitamento, cada vez maior, dos laços de amizade entre o Brasil e o Chile.
O encerramento da Operação “BOGATUN” ocorrerá com a atracação dos navios no porto de Valparaíso, ocasião em que a Fragata “Constituição” iniciará a sua participação na Exposição e Conferência Internacional Marítima e Naval para a América Latina (EXPONAVAL), que contará com a presença de Navios e Empresas de vários países como: Reino Unido, Itália, França, Holanda, Estados Unidos, México, Argentina, Peru, Canadá, África do Sul, Bélgica, Alemanha, China, entre outros.
NOTA DO CLUB NAVAL
Matéria enviada pelo Gen.Ex.José Carlos Leite Filho Temos que reagir! Não é possível omissão ou acomodação às provocações que não cessam, quer de grupos políticos rancorosos quer de iniciativa do próprio governo federal, todos com um mesmo objetivo: o Poder. Para tanto sabem que é preciso reescrever a História e vulnerar os que se opõem à sua causa!
A REVOLTA DE 1910
Faz, neste mês de novembro, 98 anos desde a eclosão da revolta de 1910, que colocou de um lado os canhões dos encouraçados, e do outro, as instituições da República.
Foi um episódio lamentável, pois representou o rompimento da legalidade, a fragilização da ordem constitucional, a quebra da hierarquia e da disciplina e, sobretudo, resultou no assassinato de oficiais e praças que se opuseram à sedição e ao motim, entre eles o Capitão-de-Mar-e-Guerra João Batista das Neves, Comandante do Encouraçado Minas Gerais.
As reivindicações dos revoltosos, que precisam ser compreendidas na época e no contexto em que foram feitas, terminaram acolhidas pelo Congresso Nacional que, sob a mira dos canhões, votou, inclusive, a anistia.
É completamente fora de propósito trazer para o tempo presente um conflito superado há quase cem anos, e, ao arrepio da história, tentar vinculá-lo à questão racial, como se fez no evento do dia 20 de novembro no Rio de Janeiro.
Em toda a revolta de 1910 a ninguém ocorreu perguntar sobre a raça ou a cor da pele dos revoltosos ou dos que morreram na defesa da legalidade.
Enganam-se aqueles que acham possível dividir a Marinha em negros e brancos ou em oficiais e praças.
Não é possível.
O povo brasileiro bem sabe que após os eventos de 1910, oficiais e praças lutaram e morreram, pela honra da pátria, na Primeira e na Segunda Guerra Mundial.
É a eles que devemos prestar homenagem.
JOSÉ JULIO PEDROSA
Almirante-de-Esquadra
Presidente do Clube Naval
24/11/2008.
Índia mata militantes e encerra ataque que deixou 195 mortos
MUMBAI - Comandos militares indianos mataram os últimos atiradores que estavam refugiados no hotel Taj Mahal de Mumbai neste sábado, terminando o cerco de três dias que provocou a morte de pelo menos 195 pessoas e já vem sendo descrito como o 11 de setembro da Índia. Pelo menos 295 pessoas ficaram feridas. Pelo menos três militantes e um soldado foram mortos depois de uma derradeira troca de tiros por um labirinto de corredores, quartos e salas, segundo disse o chefe do comando militar, Jyoti Krishna Dutt, à multidão de repórteres que esperava do lado de fora do prédio de 105 anos, com marcas de destruição provocadas pela batalha.
Os atiradores colocaram fogo em algumas áreas do hotel e entraram em um jogo de gato e rato com os componentes dos bem treinados comandos da Índia, conhecidos como Gatos Negros. Eles deixaram corpos pelo caminho, alguns com granadas dentro de suas bocas ou alojadas nas partes inferiores Cães farejadores foram levados para o famoso hotel e trabalhadores usando máscaras cirúrgicas chegaram para retirar os corpos. Alguns comandos fizeram uma última busca nos quartos, enquanto outros entravam em ônibus para ir embora, parecendo exaustos.
Muitos hóspedes ficaram presos em seus quartos enquanto a batalha se desenrolava ao redor deles. Eles saíam, depois, impressionados com as cenas desesperadoras.
“Havia sangue por toda parte”, disse uma mulher americana chamada Patricia ao canal de notícias NDTV, se engasgando entre lágrimas. “E quando nós conseguimos chegar ao lobby, todas as centenas e centenas de policiais que estavam ali pareciam tão exaustos e tão tristes.”
Rastros negros de cinza das chamas manchavam os tijolos, varandas brancas e os telhados vermelhos da fachada do hotel. O piso térreo estava devastado, com as paredes revestidas de madeira enegrecidas e rachadas pelas explosões e pelo fogo.
Taças de vinho e tigelas de sopa ficaram espalhadas pelo piso, um candelabro chamuscado jazia quebrado em pedaços pelo carpete e os cacos de vidro cobriam as butiques do Taj.
“Em um determinado momento, era tão magnífico. Nós ficávamos admirando, sentados perto da piscina”, disse Patrícia. “Em um dado momento, tudo era sereno e sensacional, e então, logo depois, tudo se acabou”, afirmou.
es. Nove dos envolvidos no ataque foram mortos, e o décimo foi capturado vivo. Ele disse durante o interrogatório que eles queriam entrar para a história como o 11 de setembro da Índia, e também que foram inspirados pela explosão que ocorreu em setembro no hotel Marriot de Islamabad, segundo informações divulgadas pelo canal de TV Times Now, citando um oficial do Ministério da Defesa que não foi identificado.
A Índia responsabiliza “elementos” do Paquistão pelo ataque, o que aumenta as tensões entre os dois rivais com poderio nuclear. O Paquistão disse que os dois países enfrentam um inimigo comum e que enviará um representante de sua agência secreta para dividir informações de inteligência.
Batalha final
O Taj Mahal foi o último palco de uma batalha que se prolongou por três dias de combates intensos em várias partes da cidade de 18 milhões de habitantes. Vários jornais disseram que alguns dos militantes se hospedaram no hotel Taj dias ou semanas antes dos ataques, enquanto o Times of Índia declarou que eles alugaram um apartamento na cidade há alguns meses, fingindo ser estudantes.
Na sexta-feira, um general do exército disse que os atiradores pareciam ser bem familiarizados com a planta do hotel e eram bem treinados.
“Às vezes, percebíamos que eles estavam no mesmo nível que nós quanto ao combate e às movimentações”, disse um soldado ao Hindustan Times. “Ou eles eram soldados ou então passaram por um longo treinamento militar.”
Autoridades de Mumbai informaram que pelo menos 195 pessoas foram mortas e 295 feridas, e o número de vítimas fatais aumenta conforme os corpos recolhidos no luxuoso Taj e em seu vizinho Trident-Oberoi, palco de outro cerco que teve fim na última sexta-feira.
Um ministro indiano disse que um dos militantes presos era um paquistanês e o primeiro-ministro Manmohan Singh alertou para o “preço” que os vizinhos da Índia podem pagar se não tomarem ações concretas para que seus territórios não sejam mais usados para organizar ataques terroristas.
O homem preso confessou ser parte do um grupo militante Lashkar-e-Taiba, baseado no Paquistão, que vem enfrentando forças indianas em Kashmir, região disputada pelos dois países, e é acusada de ter cometido o ataque contra o parlamento da Índia em dezembro de 2001, segundo informações dos jornais.
Mas o ministro das Relações Exteriores do Paquistão Shah Mehmood Qureshi divulgou uma nota conciliatória e prometeu cooperação total.
“Quem quer que tenha feito isso não é amigo de vocês e tampouco é nosso amigo”, disse ele a repórteres em Nova Délhi. “Nós não somos responsáveis por isso e não é do nosso interesse nos envolvermos com algo como isso”. Fonte: Ag. Reuters
Cinco reféns são mortos no centro judaico de Mumbai
MUMBAI – As forças de segurança indiana, que recuperarm o controle de um centro judaico de Mumbai das mãos de extremistas islamitas, encontraram os corpos de cinco reféns, informou nesta sexta-feira o número dois da embaixada israelense em Nova Délhi. Segundo a rede de notícias CNN, o número de mortos nos ataques sobe agora para 155.
“Foram encontrados os corpos de cinco reféns. Eram de nacionalidade israelense”, afirmou o diplomata Eli Belotsercovsky.
Nas primerias horas desta sexta-feira, forças de segurança invadiram o centro judaico de Mumbai onde extremistas mantinham um número desconhecido de reféns.
Imagens da TV indiana mostraram soldados descendo por meio de cordas de um helicóptero que sobrevoava o local e oficiais se aproximando por terra do escritório do centro judaico Chabad Lubavitch.
Segundo o correspondente da BBC David Loyn, os soldados inicialmente atiraram bombas de fumaça para confundir os extremistas.
Horas antes, uma mulher e uma criança saíram do local, mas ainda não está claro se elas foram libertadas pelos militantes ou se conseguiram escapar.
A criança foi identificada como o filho de dois anos de idade do rabino Gavriel Noach Holzberg, líder da comunidade. O centro judaico está localizado no complexo comercial e residencial de Nariman, no sul de Mumbai.
Confronto final no Taj Mahal

O exército indiano lançou na manhã desta sexta-feira um novo ataque com granadas contra o Hotel Taj Mahal, em Mumbai, para eliminar o último militante ainda entrincheirado.
Quatro granadas foram lançadas na parte do hotel onde o terrorista estaria se escondendo. Houve resposta por parte do militante, que atirou na direção dos jornalistas. Uma câmera da AFP foi ferida na perna por um estilhaço e levada para o hospital.
“Pelo menos um terrorista ou no máximo dois” ainda estavam encurralados no saguão do hotel, mas não há mais reféns no prédio, “até onde nós sabemos”, indicou o chefe da polícia do estado de Maharashtra, A.N. Roy, em entrevista à televisão indiana.
Hotel Oberoi sob controle
Nesta sexta-feira, a polícia informou que outro hotel onde hóspedes eram mantidos reféns, o Hotel Oberoi/Trident, já está sob controle.
Durante a ação, pelo menos 93 pessoas, em sua maioria estrangeiros, foram libertadas, mais de 36 horas depois que o hotel foi atacado por extremistas islamitas, informou a polícia, adicionando que 24 corpos foram encontrados no local.
O vice-presidente do grupo hoteleiro Oberoi, S.S. Mukherji, afirmou que havia 200 pessoas presas no hotel.
Ataques
Os homens armados lançaram ataques em pelo menos sete locais diferentes da cidade indiana no final da noite de quarta-feira (horário local), matando pelo menos 155 pessoas.
Usando armas automáticas e granadas, os extremistas atacaram, além dos hotéis e do centro judaico, a principal estação ferroviária da cidade, um hospital e um restaurante freqüentado por turistas.
Opinião do Alte. Karam: “LAMENTÁVEL”
Matéria enviada pelo Gen.Ex. José Carlos Leite Filho Quando o próprio presidente da República não se dá ao respeito nem se envergonha de deturpar a História, é indispensável difundir palavras abalizadas de um ex-Ministro da Marinha! Por isso REPASSO! A minha continência ao senhor Almirante-de-Esquadra e ex Ministro da Marinha, ALFREDO KARAM. LAMENTÁVEL Um triste acontecimento na História do Brasil e da sua própria Marinha foi a ” Revolta de 1910″ , um fato deplorável, um motim planejado e premeditado que causou mortes e sofrimentos de pessoas,principalmente no Encouraçado “Minas Gerais”, onde estava servindo João Candido
Felisberto, um marinheiro de raça negra, um suposto líder e mentor do movimento, mas que , na verdade obedeceu ao sinal ou a ordem de outros cúmplices, para dar início às danosas ações que se desenvolveram.
À João Candido, hoje batizado de Almirante Negro, por aqueles que desconhecem o seu verdadeiro comportamento, coube posteriormente apenas negociar a anistia.
Naquele episódio, vários oficiais, sargentos e marinheiros foram sacrificados, enquanto instalações e materiais diversos foram danificados,sobressaindo o massacre a que foi submetido o então Comandante do ”Minas Gerais” que teve o seu corpo desrespeitado por um dos revoltosos que ainda urinou sobre seu cadáver.
Num curto espaço de tempo, estava também ocorrendo uma crise institucional de extrema gravidade, ameaçando inclusive a cidade do Rio de janeiro, na época, a capital do País.
Tal episódio deve ser considerado como uma ruptura do preceito hierárquico, uma vez que, na Marinha do Brasil as reivindicações dos subalternos, em via de regra, quase sempre obtiveram a compreensão, o reconhecimento e o respaldo para decisão superior, por meio de argumentações e diálogos entre as partes envolvidas.
Assim, em hipótese alguma, aquele movimento não pode ser interpretado como ato de bravura ou de caráter humanitário e a Marinha deste País , estou certo, jamais reconheceria qualquer heroísmo naquelas ações desencadeadas pelos amotinados.
Portanto, no meu entender, não existiu a menor justificativa para que fosse homenageado um “Falso Herói”, na ocasião em que se comemora o “Dia da Consciência Negra”, com a colocação de uma estátua daquele indisciplinado marinheiro na Praça XV , nesta cidade, num evento que contou com a presença de autoridades, notadamente a do Comandante Supremo das Forças Armadas – O Presidente da República.
Considero mesmo que, no dia 20 de novembro de 2008, a nossa imaculada Marinha do Brasil foi desprestigiada, Marinha que sempre esteve presente em defesa da nossa soberania, desde quando atuou para consolidar a nossa independência, como também, nas duas Guerra Mundiais que eclodiram nos idos de 1914 a 1918 e de 1939 a 1945.
LAMENTÁVEL.
Alfredo Karam , Almirante-de-Esquadra ex Ministro da Marinha
Tailândia declara estado de emergência em aeroportos
BANGCOC (Reuters) – O primeiro-ministro tailandês, Somchai Wongsawat, declarou estado de emergência nesta quinta-feira em dois aeroportos de Bangcoc tomados por manifestantes, afirmou um membro do governo ao mesmo tempo em que rumores de um golpe circulavam pela capital.
Em pronunciamento à nação na tevê, Somchai disse que a polícia e algumas unidades militares tentaria pôr fim aos bloqueios nos aeroportos de Suvarnabhumi e Don Muang pela Aliança do Povo pela Democracia (APD), que estão causando sérios danos à economia do país.
O vice-ministro da Agricultura tailandês, Thirachai Sankaew, disse que a polícia ficará responsável pelos aeroportos.
“O gabinete decidiu usar o estado de emergência em dois aeroportos para trazer a situação de volta ao normal”, disse à Reuters após um encontro do gabinete na cidade de Chiang Mai.
A APD se recusa a encerrar o protesto, que forçou o cancelamento de vôos e complicou milhares de viajantes.
“Não vamos sair. Vamos usar escudos humanos contra a polícia, se ela tentar nos dispersar”, disse o líder da APD, Suriyasai Katasila, à Reuters.
Não estava claro que tipo de ação a polícia iria tomar, mas 30 equipes médicas estavam de prontidão para o caso de uma repressão violenta, afirmou o jornal “Nation” em sua página na Internet.
Algumas pessoas deixaram o trabalho mais cedo em Bangcoc, e a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu a seus funcionários que voltem para casa e não saiam para a rua.
A crise política na Tailândia já dura três anos, mas se agravou muito desde segunda-feira, quando a APD iniciou sua “batalha final” contra o premiê, a quem acusa de ser um fantoche do seu antecessor e cunhado, Thaksin Shinawatra, derrubado pelos militares em 2006.
GOLPE
Com rumores de outro golpe a caminho, Somchai pediu ao Exército que permaneça a postos e negou planos de afastar o comandante Anupong Paochina, que um dia antes pediu a convocação urgente de eleições.
“As tropas devem permanecer em seus quartéis, e o primeiro-ministro não vai demitir ninguém”, declarou Nattawaut.
Diversos setores da sociedade cobram uma intervenção militar para evitar uma confrontação civil no país. A imprensa local especula que o primeiro-ministro poderia estender o estado de emergência para todo o país por causa dos rumores de um golpe militar.
Um oficial de alta patente disse à Reuters, sob anonimato, que seus soldados estão “100 por cento de prontidão”.
O aeroporto internacional Suvarnabhumi, um dos maiores da Ásia, continua ocupado pela oposição pelo terceiro dia consecutivo, o que deixa milhares de turistas retidos, pois todos os vôos foram cancelados.
Os manifestantes também cercam o antigo aeroporto Don Muang, que opera vôos domésticos, o que na prática deixa esta cidade de 8 milhões de habitantes praticamente inacessível por via aérea.
“Entendemos que isso tenha afetado algumas empresas privadas, mas a causa do problema é este governo”, disse o dirigente oposicionista Somsak Kosaisuk a jornalistas no Don Muang.
“Sabemos que este governo está chegando ao fim”, acrescentou Somsak, cujo grupo desafiou uma liminar expedida na noite de quarta-feira obrigando à desocupação dos aeroportos.
O lucrativo setor de turismo da Tailândia deve sofrer um grande impacto com o bloqueio do aeroporto de Suvarnabhumi, importante ponto de conexão na Ásia e porta de entrada para aproximadamente 15 milhões de visitantes ao país no ano passado.
(Reportagem adicional de David Fox e Ed Cropley)
Fonte: REUTERS BRASIL
China executa charlatão que criava “formigas afrodisíacas”
PEQUIM (Reuters) – A China executou o líder de um esquema fraudulento de criação de formigas para a produção de afrodisíacos, responsável pela perda de 3 bilhões de iuanes (439 milhões de dólares) por parte de investidores, informou nesta quinta-feira a agência estatal de notícias Xinhua.
Wang Zhendong foi executado na quarta-feira na província de Liaoning, no nordeste do país, afirmou a Xinhua, citando uma autoridade local.
O projeto fictício de criação de formigas liderado por Wang aparece com destaque em pôsteres e outros materiais educativos do governo, que alertam para o risco de esquemas de pirâmide e outras formas de investimento que parecem boas demais para serem verdadeiras.
Wang prometia retornos de 35 a 60 por cento aos investidores de seu projeto fictício, disse a Xinhua. As formigas deveriam ser usadas para a fabricação de licores, remédios de ervas e afrodisíacos.
Um investidor cometeu suicídio após perceber a fraude, e muitos outros entraram em depressão, acrescentou a Xinhua.
(Reportagem de Jason Subler) Fonte: REUTERS BRASIL
Airbus com 5 pessoas a bordo se acidenta na França
MARSELHA, França (Reuters) – Um Airbus A320 com cinco pessoas a bordo se acidentou no mar na costa sudoeste da França enquanto fazia um vôo de treino nesta quinta-feira, informaram autoridades regionais.
“Um avião se acidentou por volta das 17h (14h no horário de Brasília) na região costeira perto de Perpignan. Era um A320″(foto), disse um porta-voz do serviço marítimo, a autoridade regional responsável pela área no sudoeste da França.
O A320 é um dos modelos da Airbus de corredor único mais vendidos.
Representantes do DGAC, a autoridade de aviação civil da França, estavam checando as informações do acidente.
Não foram informados mais detalhes, e a Airbus, unidade do grupo europeu EADS, não comentou imediatamente.
(Reportagem de Jean-Francois Rosnoblet)
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