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30/10/2009 - 15:43
Aconteceu uma coisa legal e eu queria contar pra alguém.
Mas esse alguém não podia ser uma antiga paixão, que tanto me fez mal e de quem mantenho uma distância segura. Nem um amigo próximo que hoje está distante (apesar de que, talvez, ele gostasse de saber). Também não poderiam ser minhas amigas do quarteto, que são tão mais inteligentes que eu e não ficariam tão animadas quanto eu gostaria. Muito menos meu eterno-melhor-amigo, que não fala mais comigo. Meu ex-namorado, com quem eu tento ter uma amizade? Nem pensar. Ele? Também não, me conhece há tão pouco tempo, não entenderia a dimensão da notícia. Jamais contaria pra minha mãe, não quero dar esperanças falsas. Não pode ser aquele gosta tanto de mim e que acha tudo o que eu faço bom, seria egoísta da minha parte usá-lo para obter elogios. Amigas de fora da faculdade festejariam, e muito, mas eu queria contar pra quem entendesse.
Queria contar pra quem me viu angustiada nesses últimos tempos e que entendesse esse sentimento tão bom por uma coisa meio boba, mas que é ao mesmo tempo um grande feito pra mim.
Queria contar pra quem soubesse o quanto eu questiono meu intelecto e minha capacidade nesses momentos. Só poderia contar, em primeira mão, pra uma pessoa que soubesse tudo isso.
Aí lembrei do meu verdadeiro eterno-melhor-amigo. Aquele que sempre está por perto, que é essa pessoa – e espero que isso não mude. Mandei um SMS, pois não posso esperar pra nos encontrarmos amanhã, no Rio: “Achei um projeto de mestrado! =^D bjo, chuchu! Nos vemos amanhã, weeeeeeeeeeee”
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Inspirada pelo: pó da biblioteca. E Blur.
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria
Tags: alegria, amizade, amor, terapia
22/06/2009 - 01:58
éééé, amigos. Teste pra cardíaco. Estou impressionada com a veracidade deste texto. Disponível em
http://www.theonion.com/content/opinion/but_if_we_started_dating_it?utm_source=twittershare&utm_medium=twitter
I really like you. I do. You”re so nice, and sweet, and you listen to all my problems and respond with the appropriate compliments. But, well, I don”t really see a relationship in our future. It would be terrible if we let sex destroy this great friendship we have where I get everything I want and you get nothing you want. Don”t you think?
I knew you would understand. You always do.
We”re so perfect as friends, you know? I can tell you anything, and you know you can always come to me anytime you need to hear me bitch about work or how ugly I feel. You wouldn”t want to ruin a friendship like that just so you could be my boyfriend, and have me look at you with desire and longing in my eyes, if only oncewould you? Of course not. Well, if we started dating, it would only complicate this wonderful setup I”ve got going here.
It”s just
you”re like my best friend, and I would hate for something you desperately want to change that. I mean, sure, we could go on some dates, maybe mess around a little and finally validate the six years you”ve spent languishing in this platonic nightmare, but then what? How could we ever go back to the way we were, where I take advantage of your clear attraction to me so I can have someone at my beck and call? That part of our friendship means so much to me.
No. We are just destined to be really, really good friends who only hang out when I don”t have a boyfriend, but still need male attention to boost my fragile and all-consuming ego.
Anything can happen once you bring romance in. Think about how awful my last relationship was at the end, remember? The guy I”d call you crying about at 3 a.m. because he wouldn”t answer my texts? The guy I met at the birthday party you threw me? I had insanely passionate sex with him for four months and now we don”t even talk anymore. God, I would die if something like that happened to us.
Plus, ick, can you even imagine getting naked in front of each other? I”ve known you so long, you”re more like a brother that I”ve drunkenly made out with twice and never mentioned again. It”d be way too weird. And if we did, then whenever you”d come shopping with me, or go to one of my performances or charity events, or take me for ice cream when I”ve had a bad day at work, you”d be looking at me like, “I”ve seen her breasts.” God, I can”t think of anything more awkward that that.
Oh, before I forget, my mom says hi.
Anyway, you would totally hate me as your girlfriend. I”d be all needy and dramatic and slowly growing to love you. If I was your girlfriend, I would never be able to tell you all about the other asshole guys I date and pretend I don”t see how much it crushes you. Let”s never lose that. That”s what makes us us.
Don”t worry. You”re so funny and smart and amazing, any girl but me would be lucky to date you. You”ll find someone, I know it. And when you do, I”ll be right by your side to suddenly become all flirty and affectionate with you in front of her, until she grows jealous and won”t believe it when you say we”re just friends. But when she dumps you, that”s just what we”ll be.
Best friends. Friends forever
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Inspirada por: minha filhinha, que sofre dos mesmos dramas que eu.
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria
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07/06/2009 - 17:31
Estava andando na Paulista, em 21 de maio, quando me deparei com a pichação:

Saquei meu celular (adoro modernidades) e fotografei, tentando escapar dos carros que passavam atrapalhando e sendo observada por pessoas que deviam achar estranho alguém fotografar um muro. A foto ficou lá, guardada, praqueles momentos de aula insuportável em que eu fico olhando fotos e/ou lendo SMSs antigos.
Aí hoje na Revista da Folha vem uma matéria sobre “paulistanos que demonstram seu amor em pichações e na pele”. Lá estava, quase do mesmo ângulo que a minha, uma foto do muro. No texto, a explicação de que um anônimo saiu espalhando a frase pela cidade, em diversos pontos, e que virou assunto em blogs, por exemplo o www.vodcabarata.blogspot.com.
E por exemplo esse.
Por que eu quis fotografar? Por que essa frase simples virou assunto de blogs? Por que “o amor é importante, porra” virou assunto pra matéria de capa da Revista da Folha?
Pelo mesmo motivo que faz de Roberto Carlos o rei, que justifica a realização da passeata dos solteiros, que faz comédias românticas terem tanta bilheteria… estamos famintos de amor.
Isso mesmo, aquele amor descarado, cafona, brega, aquele que te faz sentir uma vergonha alheia (ou própria) de fazer corar e cobrir o rosto com as mãos… o amor que dá uma invejinha (obviamente não assumida) ao ouvir o casal na muretinha do metrô falando com vozinha de nenê e usando apelidinhos fofinhos.
Até os relacionamentos ditos amorosos estão passando por uma crise de romantismo. As mulheres não querem parecer tão apaixonadas pra não quebrarem a cara igual aconteceu com o cara anterior, os homens não querem parecer apaixonados para não serem taxados de bobos ou, mais temido, fofos.
Porque estabelecemos que o que é fofo, o que é apaixonado, o que é bobo não tem sex appeal, não tem força, potência, não tem uma agressividade e uma distância consideradas necessárias para sobreviver na “selva”. E até o amor fica meio assim: contido, discreto, elegante, falando baixinho e cruzando as pernas.
Aí vem um cara e diz o que é óbvio, com a agressividade que todo mundo tanto preza: “o amor é importante, porra”.
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria
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10/05/2009 - 23:54
Coisas da vida (ou de São Paulo) que continuam me impressionando.
Começou quando eu ia de ônibus para o cursinho, na Paulista, e vi umas coisas na calçada, ali entre a Pamplona e a Joaquim Eugênio. O ônibus passou rápido, e eu, ainda sonolenta, não consegui identificar do que se tratava.
Mais uns dias pra que eu reparasse nas inscrições: “Márcia vive!!!”. Quem seria Márcia? E por que alguém a homenagearia na Paulista? Ainda não consegui ver direito o que é que tinha na calçada, mas fiquei pensando na tal da Márcia.
Acho que foi de carro que eu vi que era uma bicicleta. E daí que não entendi nada mesmo. Pensando agora, até era óbvio, mas acho que na época não foi. E continuei com aquela dúvida.
Até que me curvei ao metrô como transporte para o cursinho. Eu não gosto do metrô nessa hora: ele é quente, cheio, tem pessoas mal-humoradas e mal-educadas; porém, demora uns 15 minutos a menos que o ônibus. São valiosos minutos de sono e de aula, já que atrasar é o meu forte. Parei de olhar pela janela do ônibus, parei de ver a calçada. E esqueci completamente da Márcia.
Aí hoje fui ler o http://www.botecosujo.net/, meu novo vício. Caçando textos aqui e ali, me deparo, finalmente, com a explicação da história de Márcia: http://www.botecosujo.net/2009/04/vida-qualquer-preco-nao-vale-para-mim.html.
Demais. Mesmo. Emocionante, sem pieguices.
Ainda segui para o http://www.bicicletada.org, e estou pensando em alterar, mais uma vez, meu transporte para o cursinho.
Ou pelo menos na volta dele.
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Inspirada por: a Mafalda-Márcia em mim.
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05/05/2009 - 20:31
Porque o legal de ler blogs é ver o que você sente escrito de um jeito que você jamais escreveria…
http://emobra.blogspot.com/2009/05/um-diploma-na-mao-e-uma-quarterlife.html
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria
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02/05/2009 - 14:20
Ontem eu assisti com o Ike e a Gabi (esferas de amizade se misturando) “Ele não está tão a fim de você”, um filme que eu já tinha começado a baixar, porque achava que era uma comédia romântica boba que não valeria a pena ser vista no cinema… resolvi ver porque, enfim, a companhia era legal.
Puxa. O filme é tenso na primeira metade. Não que você não ria, você ri. De nervoso, de vergonha alheia, de vergonha própria, de constrangimento. A gente se identifica com as patetices, com as ilusões, até com o evil side dos personagens… e ri de constrangimento.
Um personagem diz para a patética mor: homens, quando querem ficar com você, fazem acontecer. Se ele não te ligou, é porque não quer te ver. Sim, há exceção. Mas você é a regra; você NÃO É a exceção.
Depois, o filme fica mais leve e quase desconfirma o que o personagem diz… a não ser pelo fato de que aquilo fica martelando o tempo todo na cabeça: esse filme é a exceção, não é a regra. E você NÃO É a exceção.
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Inspirada pela: saudade de ser a exceção.
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria
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16/04/2009 - 23:30

Come with me, come with me
We´ll to travel to infinity
I´ll always be there, uh-oh, my future love
I´ll always be there, for you, my future love!
(Gravity´s Rainbow, Klaxons)
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vejo vocês nos Jurídicos – ou não.
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria
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09/04/2009 - 20:17
é abrir os arquivos. Não tem jeito. Só assim pra gente ter uma opinião (ou não) sobre tudo isso. A gente pode continuar sem saber o que a gente pensa, mas a chance de pensar tem que nos ser dada.
(post lembrado por Emilia, no comentário ali embaixo).
=^)
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria
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07/04/2009 - 22:02
disse: “nenhuma pessoa pode ficar feliz com a morte de outra. Mas era uma guerra. E, numa guerra, é um a menos do outro lado.”
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07/04/2009 - 21:59
Não tem um lado bom, não tem um lado mal. Como tudo na vida, lidamos com nuances. E o filme soube contrabalançar essas nuances, sem forçar o espectador a ter uma visão, a formar sua opinião ali, em menos de duas horas.
Eu também não formei a minha. Pra mim, há diferença entre crime político e crime normal. E torturar não é crime político (isso vai influenciar minha opinião sobre a Anistia). Mas não consigo ficar feliz com a morte de alguém. Mas entendi e me sinto em paz por entender o que todos ali sentiram com a morte de Boilesen.
Era um pai morrendo. Era uma ideia, um ideal morrendo. Era um exemplo morrendo. Um marido amoroso, um amigo fiel morrendo. Um senhor de idade. Um capitalista. Um torturador. Um estrangeiro que saiu da pobreza e ficou rico.
Espalharam folhetos explicando o porquê da morte e, como em todas as ações, um militante ficou pra trás para dar o tiro de misericórdia, para assegurar que ele estava morto. Não dava pra reconhecê-lo, de tantos tiros que tomou no rosto, segundo seu filho. Todos os integrantes da ação, exceto Carlos Eugênio e um outro, estão mortos. Apenas um deles de morte natural.
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria
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