Márcia vive!
Coisas da vida (ou de São Paulo) que continuam me impressionando.
Começou quando eu ia de ônibus para o cursinho, na Paulista, e vi umas coisas na calçada, ali entre a Pamplona e a Joaquim Eugênio. O ônibus passou rápido, e eu, ainda sonolenta, não consegui identificar do que se tratava.
Mais uns dias pra que eu reparasse nas inscrições: “Márcia vive!!!”. Quem seria Márcia? E por que alguém a homenagearia na Paulista? Ainda não consegui ver direito o que é que tinha na calçada, mas fiquei pensando na tal da Márcia.
Acho que foi de carro que eu vi que era uma bicicleta. E daí que não entendi nada mesmo. Pensando agora, até era óbvio, mas acho que na época não foi. E continuei com aquela dúvida.
Até que me curvei ao metrô como transporte para o cursinho. Eu não gosto do metrô nessa hora: ele é quente, cheio, tem pessoas mal-humoradas e mal-educadas; porém, demora uns 15 minutos a menos que o ônibus. São valiosos minutos de sono e de aula, já que atrasar é o meu forte. Parei de olhar pela janela do ônibus, parei de ver a calçada. E esqueci completamente da Márcia.
Aí hoje fui ler o http://www.botecosujo.net/, meu novo vício. Caçando textos aqui e ali, me deparo, finalmente, com a explicação da história de Márcia: http://www.botecosujo.net/2009/04/vida-qualquer-preco-nao-vale-para-mim.html.
Demais. Mesmo. Emocionante, sem pieguices.
Ainda segui para o http://www.bicicletada.org, e estou pensando em alterar, mais uma vez, meu transporte para o cursinho.
Ou pelo menos na volta dele.
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Inspirada por: a Mafalda-Márcia em mim.