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Arquivo de novembro, 2008

19/11/2008 - 02:26

The final countdown

Essa informação é para poucos. Eu nunca sou insone, exceto em noites que antecedem grandes eventos.

Desde criança é assim: antes do primeiro dia de aula, aquela dificuldaaaade pra dormir. Deixava tudo arrumadinho – material na mochila, normalmente a única vez no ano que ficava arrumado -, roupa do dia seguinte escolhida, deitava e… pronto, horas pensando em como ia ser, quem eu ia ver, sobre o que ia falar. O mais engraçado é que eu sempre estudei na mesma escola! Mas ainda assim, ansiedade.

Antes da primeira aula no cursinho, então… nossa! Cidade nova, casa nova, gente nova, Paulista nova. Lembro da roupa até hoje: a camiseta que fizemos no terceiro colegial, com um extintor – isso fica pra outra história – na frente e os nomes atrás. Super simbólico, claro, os meus amigos me acompanhando nesse começo, eu mostrando quem eu era e de onde vinha para os meus novos amigos.

Na faculdade, foram dois dias com olheiras: o da matrícula e o do primeiro dia de aula. Ainda lembro que eu cheguei antes das sete e vinte e cinco – pouquíssimas vezes isso se repetiu, aliás, pouquíssimas vezes eu cheguei às sete e vinte e cinco – e fiquei num canto do pátio, em uma arcada que eu raramente frequentei depois, conversando com pessoas com quem eu raramente conversei depois.

Amanhã é minha última prova na faculdade. Acho que só agora, que eu escrevi, me dei conta de que é mesmo o fim. E eu sei porque, nessa noite, não consigo dormir.

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Inspirado por: minha falta de sono.
Escrevi ouvindo: o eco da pergunta repetida milhões de vezes: é triste estar no quinto ano?

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/11/2008 - 19:25

Solidão

Posso estar só
Mas, sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ah, nem! Ah, não! Ah, nem dá!
Solidão, foge que eu te encontro
Que eu já tenho asa
Isso lá é bom, doce solidão?

Lembra daquela história, “solidão é se sentir só numa multidão”?
Exatamente.

Sofri alguns abandonos importantes esse ano e as conseqüências têm aparecido. Pode ser a proximidade do fim de tudo (faculdade, diretoria), mas acho mesmo que é perceber, finalmente, que não tem volta: são abandonos mesmo, não é só um tempo, não é só um afastamento.

Pode ser egocêntrico, afinal ninguém tem que ficar por perto.
Sei lá.
Dói de novo, mas ao mesmo tempo, eu estou tão cansada que nem essa dor eu quero curtir. Quero que passe. Na verdade, quero que volte a ser indolor. E que volte a ser divertido. E que existam alfajores de novo.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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