17/06/2008 - 19:23
Começa a música que me acompanhou em tanto sofrimento, tanta dor, tantas lembranças… a música que sempre vai me lembrar desse período.
Ao meu lado, ouvem e cantam junto eles, aqueles mesmos que me causaram o sofrimento, a dor, as lembranças. Que trabalham comigo todo dia e que agora estão juntos, oficialmente.
E o mais engraçado? Não dói mais.
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pra cantar junto conosco:
The Killers – Mr Brightside
I”m coming out of my cage
And I”ve been doing just fine
Gotta gotta be down
Because I want it all
It started out with a kiss
How did it end up like this
It was only a kiss, it was only a kiss
Now I”m falling asleep
And she”s calling a cab
While he”s having a smoke
And she”s taking a drag
Now they”re going to bed
And my stomach is sick
And it”s all in my head
But she”s touching his-chest
Now, he takes off her dress
Now, letting me go
And I just can”t look its killing me
And taking control
Jealousy, turning saints into the sea
Swimming through sick lullabies
Choking on your alibis
But it”s just the price I pay
Destiny is calling me
Open up my eager eyes
“Cause I”m Mr Brightside
I never…
I never…
I never…
I never…
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria
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17/06/2008 - 09:35
Estou preparando minha prova de Medicina Forense. O professor disse que temos que escolher uma doença mental e escrever sobre ela, e eu resolvi escolher “transtorno alimentar”.
Engraçado que o professor disse que iria nos conhecer conforme a doença mental que escolhêssemos, dizendo “a doença que vocês escolherão será aquela que vocês têm, ou que acham que têm”.
É mais ou menos por aí. Não sou anoréxica/bulímica nem nunca fui, mas a minha relação com a comida sempre foi um tanto complicada. Não quis mais mamar assim que completei seis meses de idade, comia muito pouco (pouco mesmo, segundo os presentes à época) até os dois anos. Quando cresci, desenvolvi uma certa compulsão por doces e passei a usar a comida como refúgio em vários momentos (costumava dizer que se estava alegre, comia para comemorar; se estava triste, comia para esquecer).
Ano passado, após o fim do namoro, passei dois meses me alimentando muito pouco, emagreci (músculo, sobretudo) e fiquei muito preocupada, o que me fez repensar seriamente a minha relação com a comida.
Quinta-feira agora, trinquei o pé e tenho que ficar 15 dias parada, sem apoiar e “andando” de muletas. Sabe o que mais me chateou? Pensar que depois de dois jogos universitários nos quais eu emagreci, posso voltar a engordar por ser obrigada a ficar parada.
Li alguns blogs pró-ana e pró-mia. Não chego nem aos pés dessas meninas com suas neuras de ter, por exemplo, 1,77 para 62 quilos. Me tranquilizou saber que eu não sou doente porque, por mais que eu já soubesse, uma das características da doença é não se saber doente.
Inspirada por: Mayara, blogueira pró-ana de 16 anos, que voltou da psicóloga e foi à farmácia comprar laxantes.
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria
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