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Arquivo de abril, 2008

16/04/2008 - 18:35

Pequenas felicidades

… e depois de um dia tão cheio (de trabalho, de problemas, de fracassos), a diretoria esvazia, eu consigo ouvir claramente a música do meu notebook e ler os blogs amigos…

Olho pela janela, vejo o horizonte paulistano (aquele que sempre me faz feliz), suspiro fundo e penso que sou feliz.

(mesmo que logo em seguida venha alguém querer que eu resolva problemas)

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/04/2008 - 09:56

Conversas com uma franciscana de verdade

Cena: saindo da faculdade após a aula noturna, eu e Natálias nos deparamos com uma aglomeração no Largo de São Francisco. O motivo era a apreensão (pela segunda vez) do carrinho de pipoca do “pipoqueiro da faculdade”. Três viaturas (eram cinco, nos informam os integrantes da aglomeração) e uma dezena de GCMs mobilizados para tanto, além de um caminhão para o transporte. Uma caloura tirava fotos e me mostrava, revoltada: “olha! Quando precisa eles nunca estão, mas só para a apreensão tinha oito!”

Nisso, uma franciscana que conversava com o Seamus (amigo nosso) puxa papo: “é realmente revoltante, e aí na eleição é sempre aquela história; aliás, vocês votam em quem? Serra?”. Aí ela já ganhou pontos comigo, ex-petista mas ainda anti-tucana, com a Kuchar, filha de comunista católico, e Natália, pretensamente esquerdista.

A partir daí, ela nos mostra um morador de rua que havia apanhado dos GCMs ainda na noite anterior, com o dedo bem inchado, e reclama dos abusos cometidos pelos azuizinhos no Centro da cidade. Nos conta que havia distribuído 450 litros de leite naquela noite (depois ficamos sabendo que ela recebe ajuda do “Leve Leite”), que gosta de ajudar as pessoas, que é brava com quem procura sua ajuda, “mas porque eu quero que eles sejam iguais a mim”.

Partilha seu sonho de conseguir um cantinho de terra para uma instituição que ajudaria essas pessoas sem rumo; comenta, em mais uma crítica ao governo, que tem tanta terra sem uso, desocupada… Reclama do fato de não ser considerada uma prestadora de assistência e de ter pouco incentivo para continuar seu trabalho.

Fala como uma política, apesar de ressalvar que de política não entende nada. Nós, que tínhamos que chegar cedo em casa (já passava das 22h), não conseguíamos um intervalo para interromper nossa interlocutora, o que lembrou técnicas de telemarketing. Ao final, a franciscana nos entrega um papel com seu site: http://www.cevad.org.br/

Ah, a franciscana não era aluna da São Francisco. Era uma freira da ordem franciscana, irmã Tereza.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/04/2008 - 09:55

You´re part time lover and a full time friend

Era algo que eu já estava pensando há tempos. E ontem, na Folha Equilíbrio, o Flávio Gikovate concordou comigo.

abaixo o amor
Em seu novo livro, o psiquiatra Flávio Gikovate defende o triunfo do individualismo nas relações afetivas

(…)

Folha - O individualismo tem uma conotação pejorativa. Por que valorizá-lo?

GIKOVATE – Individualismo não é egoísmo. O egoísta gosta de turma, porque é aí que encontra um generoso para “mamar na teta”. O generoso também não é individualista porque tem a necessidade de dar. O individualismo resolve o dilema entre o egoísmo e a generosidade: é eu me entender como uma unidade e, se eu me sentir desamparado, resolver isso por mim mesmo, e não por meio do outro. Isso não significa não me relacionar, mas o outro deve ser escolhido por afinidade intelectual, como os amigos.

Folha – Se esse encontro não ocorre, é possível ser feliz sozinho?

GIKOVATE – Meu livro tem dois finais: um é ficar sozinho; outro, bem-acompanhado. Ambos representam a vitória da individualidade. Posso jogar tênis sozinho ou em dupla. O que não posso é jogar com um parceiro desleal, ciumento e que queira mandar em mim.Ninguém aceitará gente querendo mandar. Isso não é ser egoísta. O egoísmo se caracteriza pela intolerância à frustração. O independente resolve agüentar suas dores. Além disso, hoje, o mundo é mais favorável a pessoas sozinhas.

A parte que eu mais gostei foi “é eu me entender como uma unidade e, se eu me sentir desamparado, resolver isso por mim mesmo, e não por meio do outro.”
Estou tentando me bastar sozinha, não só nos relacionamentos ditos amorosos, como também nas relações sociais em geral. Por uma série de motivos, mas acho que o principal é tentar crescer.

Finalmente.

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03/04/2008 - 11:43

Pergunta

Questionei o professor sobre o porquê de não termos tantos registros de mulheres psicopatas.

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03/04/2008 - 11:42

Psicopata

5.Características
Ausência total de sentimento de culpa. No psicopata não existe conflito intra-psíquico, não há conflito com ele mesmo. O conflito dele é com o ambiente (caso do psicopata agressivo). Não tem fidelidade nos seus relacionamentos, não tem compromisso nenhum com as pessoas, pode mentir compulsivamente.
5.1.3 Compreensão psicodinâmica
Compreensão geral do quadro:
-Instinto agressivo muito forte —> projeção (no ambiente em torno) —> o ambiente passa a ser hostil, e o psicopata desenvolve um senso de persecutoriedade —> atitude de defesa e de ataque.
-Para resolver o conflito com o outro, o psicopata desenvolve a inveja—> projetando-a no outro (quem inveja se sente invejado)-> esvaziando o outro.
-Narcisismo—> o outro é unicamente objeto de satisfação, de ataque e de destruição.

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03/04/2008 - 11:41

Criminologia

Resolvi finalmente escrever esses posts durante a aula de criminologia, a minha preferida nesse semestre. Hoje o tema era psicopatia. Fiz uma pergunta, coisa rara na faculdade.

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03/04/2008 - 11:41

Um troço qualquer morreu

Saí de “I´m not there” extremamente feliz, apesar de o filme ter um perfil mais obscuro. Saí de “Juno” triste, apesar da atmosfera feliz. O problema de ver filmes sozinha é que, como você não precisa falar sobre ele com ninguém, você fala dele com você mesma. E foi isso que aconteceu com “Juno”: comecei a pensar na minha vida e a considerar novamente que talvez tenha perdido a habilidade de me apaixonar – e aqui não falo no sentido metafórico. Se eu não me apaixonei por aquele que é o meu Bleeker… por quem?

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03/04/2008 - 11:40

Paixão

Me apaixonei por Juno, a personagem. Adoro me apaixonar por pessoas, sejam elas homens, mulheres, crianças ou velhos. Não que eu seja pansexual: eu me apaixono meio que metafisicamente por essas pessoas cativantes. E me comporto como uma adolescente bobinha, reparando nos dentinhos imperfeitos de Juno (na verdade, de Ellen Page) ou em seu narizinho perfeito.

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03/04/2008 - 11:40

Filmografia

Após um longo inverno sem filmes (perdi absolutamente todo o “É tudo verdade”), vi dois filmes seguidos: “Não estou lá” e “Juno”. O primeiro é lindo, terminou e eu queria ver de novo, inexplicável, diferente, inovador. Juno é delicado, sensível, engraçado. Me apaixonei pelos dois.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/04/2008 - 11:39

Inusitado

Além de ter encontrado o Judson em Registro, o que já é bastante inusitado, ainda merecem menções:
- ficar rodando sem rumo com o carro da minha mãe, fugindo da chuva na sexta à noite;
- encontrar meu ex-namorado no clube e ficarmos conversando ele, a atual namorada, eu, minha mãe e a mãe da namorada dele. Dentro da piscina. E ouvir a piadinha “eu quase fui sogra dele” da minha mãe.
- ir a uma balada de psy.
- nessa balada de psy, ser cobiçada pelos caras que sempre me esnobaram. E perceber que não valia a pena ficar triste por ser esnobada.
- ainda nessa balada, ser considerada paulistana por um paulistano. “O quê? Você é daqui? Até parece!”

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