We are Carnaval
Confesso que é difícil sair do lugar comum de textos sobre o Carnaval. Por isso farei um mix.
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São Luís do Paraitinga, ou Patotinha, como apelidado pelos meus amigos, bombou. Eu mesma indiquei a umas quatro pessoas diferentes. Agora comecei a pensar que provavelmente vários conhecidos meus se conheceram lá (e talvez até se pegaram). Não é um mundo orkut este em que vivemos?
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Fui para Votuporanga, Votubaranga, Votupas ou Votu para os íntimos. Longe feito o demônio (o demônio é longe?), mas superou as expectativas: em minha primeira micareta (porque Peruada NÃO É micareta) dancei loucamente, ri muito, bebi moderadamente, curti desmedidamente. A pegação eu deixei pra próxima, afinal tudo na vida tem que ser feito com calma. Acima de tudo, fiz novas amizades e solidifiquei as que já existiam. É incrível como cinco dias na mesma casa fazem a gente se aproximar (nem que seja porque dividimos dois banheiros em 27 pessoas).
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E ainda bem que a companhia era boa, porque o público do Carnaval votuporanguense era majoritariamente de pitboys e gostosas, ou seus genéricos. A quantidade de coleirinhas prateadas com camisas de futebol agarradinhas e chapinhas loiras com vestidinhos floridos era absurda. E aí, comparando ambos os carnavais de público universitário, percebi que na Patotinha a maioria é de uspianos, enquanto que em Votupas pululavam puccampianos. Realmente, nós somos mais nerds.
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Resolvi netar nesse Carnaval. O que significa netar?, vocês se perguntam. Um grande amigo meu, o Neto, é super desencanado, o oposto de mim: não se preocupa com a organização das viagens, com bagunça nas coisas dele, com gastos, desperdício, demora, enfim, todas aquelas coisas que quem me conhece sabe que me preocupam. A idéia, para o feriado, era que eu fosse mais ele e menos eu. E deu certo!
A vitória mor foi durante o banho, quando resolvi parar de acelerar e tomar um banho decente, ainda que para isso tivesse de fazer alguém esperar lá fora. Outra boa foi não trocar o papel higiênico quando ele acabou. Sim, pode parecer um pouco cretino esse comportamento, mas eu precisava de um tratamento de choque. Agora a meta é atingir o meio-termo.
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Amanhã, ou melhor, daqui a seis horas, vou para o Rio. Quero voltar inspirada para escrever o melhor texto sobre Carnaval de todos os tempos.
Inspirada por: todas as 26 pessoas que pularam na cama inflável na qual eu dormia e não ouviram uma reclamação minha.
Ouvindo: marchinhas para o Bloco do XI (dia 24/02).