iG
iBest BrTurbo

Arquivo de janeiro, 2008

26/01/2008 - 18:35

Divagando

Dia 22 este blog completou cinco anos de existência. Não que eu saiba isso de cabeça, mas olhei meus “arquivos antigos” aí do lado e percebi que atingimos (eu e ele) essa marca incrível.

Quando ouvi falar de blog, terrivelmente mal traduzido para “diário virtual”, não gostei muito da idéia. Achei uma coisa de emo (eles não existiam à época, ok, mas algo equivalente), gente reprimida, exibicionista (sim, eu conseguia ser mais chata ainda quando era mais nova)…

Então veio o convite, do Adauto, para integrar um blog, o “Barretos Blig Show” (a história de como eu conheci o Adauto e como fui escrever em um blog de Barretos fica pra um próximo post). Tive que fazer uma conta no blig (”o blog do ig”) e comecei a achar uma boa virar emo (ou seu equivalente), reprimida e exibicionista.

O blog esteve lá no meu ano de cursinho, me viu virar pucana (nem que tenha sido por apenas um post), me acompanhou nas calourices (e ainda me acompanha), quase me rendeu um processo por calúnia/difamação, assistiu minhas escolhas profissionais e minhas crises existenciais de universitária.

Quando o blog começou não havia orkut, ipod, egroups (pelo menos não na minha vida), as máquinas digitais ainda não tinham virado febre, os celulares super equipados eram realidade para poucos. Quando o blog começou, eu nem imaginava que um dia acharia um notebook necessário. Quando o blog começou, a Internet era discada na maioria das casas.

O blog já achou que cigarro era uma roubada maior que maconha (e talvez ainda ache), que “drogas, tô fora”, experimentou todonha, mas não se tornou “Blog F., drogado e prostituído”. O blog era virgem quando começou, e nunca tinha beijado mais de um no mesmo dia, até a Peruada 2007.

O blog viu dois namoros e alguns protorrelacionamentos. Nele foram escritas algumas declarações de amor e algumas de ódio. E muitas, mas muitas, declarações de confusão. O blog presenciou muitas músicas e posts internos, que só faziam sentido para algumas pessoas, que normalmente não liam o blog. Ele também se sentia confuso.

O blog viu Jurídicos, Carnavais, Peruadas, Natais, feriados, aniversários de São Paulo, viagens a Registro, viagens alheias, viagens mentais. Viu mortes, casamentos, nascimentos, eleições e acima de tudo relacionamentos (meus com o mundo).

O blog aprendeu que eu escrevo impulsivamente, mas que quando eu penso antes o post fica muito melhor. Aprendeu que eu escrevo informalmente, ainda que depois do Direito tenha aprendido um pouco de latim. O blog aprendeu que muita gente escreve melhor que eu, mas poucos tão espontaneamente. O blog, acima de tudo, aprendeu que eu uso muitos parênteses.

E hoje o blog teve seu primeiro post apagado antes que alguém lesse. A gente sempre pode surpreender, inclusive aqueles que mais nos conhecem.

Inspirado por: meu blog, meu amigo há cinco anos.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/01/2008 - 01:37

Todo carnaval tem seu fim

Ok, título estranho para um texto pré-carnaval.
Mas eu hoje eu sinto exatamente isso. Sabe aquela história de que após o ápice há a queda?

Estou em queda.

Dezembro foi demais. Janeiro começou bem. Mas agora, a uma semana do carnaval, o desânimo toma conta de mim. Seja na vida pessoal ou profissional, seja no âmbito dos relacionamentos (amorosos?) ou nas relações familiares, não quero mais. E nem sei o que eu não quero mais.

Post hermético? Pode ser. Mas hoje eu também estou desanimada para explicar para qualquer pessoa o que eu tenho. Só quero parar de ter.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/01/2008 - 19:20

Gosto de pôr músicas na minha vida.

É uma saudade tão doída de você
Que eu não sei mais nada não
E é isso aí sempre que o amor não pode ser
Sempre que a distância pode mais que o coração

Olhos que se olham, mas que não se podem ter
Mãos que estão unidas, mas não estão
Olhe, meu amor, tudo o que eu quero é não sofrer
Mais uma separação

Fomos enganados pelo tempo
Teu amor chegou tarde demais
E o amor é sempre um sentimento
Que a separação não deixa em paz

Pode ser assim, mas quem sou eu pra resolver
As razões do coração?
Olhe, meu amor, tudo o que eu quero é nunca ser
Mais uma recordação.

É engraçado. Uma música, que era de alguém, virou uma música de alguéns.

Inspirado por: alguém que eu revi ontem, alguém que está na Alemanha e alguém que está sempre tentando agradar.

Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo