Divagando
Dia 22 este blog completou cinco anos de existência. Não que eu saiba isso de cabeça, mas olhei meus “arquivos antigos” aí do lado e percebi que atingimos (eu e ele) essa marca incrível.
Quando ouvi falar de blog, terrivelmente mal traduzido para “diário virtual”, não gostei muito da idéia. Achei uma coisa de emo (eles não existiam à época, ok, mas algo equivalente), gente reprimida, exibicionista (sim, eu conseguia ser mais chata ainda quando era mais nova)…
Então veio o convite, do Adauto, para integrar um blog, o “Barretos Blig Show” (a história de como eu conheci o Adauto e como fui escrever em um blog de Barretos fica pra um próximo post). Tive que fazer uma conta no blig (”o blog do ig”) e comecei a achar uma boa virar emo (ou seu equivalente), reprimida e exibicionista.
O blog esteve lá no meu ano de cursinho, me viu virar pucana (nem que tenha sido por apenas um post), me acompanhou nas calourices (e ainda me acompanha), quase me rendeu um processo por calúnia/difamação, assistiu minhas escolhas profissionais e minhas crises existenciais de universitária.
Quando o blog começou não havia orkut, ipod, egroups (pelo menos não na minha vida), as máquinas digitais ainda não tinham virado febre, os celulares super equipados eram realidade para poucos. Quando o blog começou, eu nem imaginava que um dia acharia um notebook necessário. Quando o blog começou, a Internet era discada na maioria das casas.
O blog já achou que cigarro era uma roubada maior que maconha (e talvez ainda ache), que “drogas, tô fora”, experimentou todonha, mas não se tornou “Blog F., drogado e prostituído”. O blog era virgem quando começou, e nunca tinha beijado mais de um no mesmo dia, até a Peruada 2007.
O blog viu dois namoros e alguns protorrelacionamentos. Nele foram escritas algumas declarações de amor e algumas de ódio. E muitas, mas muitas, declarações de confusão. O blog presenciou muitas músicas e posts internos, que só faziam sentido para algumas pessoas, que normalmente não liam o blog. Ele também se sentia confuso.
O blog viu Jurídicos, Carnavais, Peruadas, Natais, feriados, aniversários de São Paulo, viagens a Registro, viagens alheias, viagens mentais. Viu mortes, casamentos, nascimentos, eleições e acima de tudo relacionamentos (meus com o mundo).
O blog aprendeu que eu escrevo impulsivamente, mas que quando eu penso antes o post fica muito melhor. Aprendeu que eu escrevo informalmente, ainda que depois do Direito tenha aprendido um pouco de latim. O blog aprendeu que muita gente escreve melhor que eu, mas poucos tão espontaneamente. O blog, acima de tudo, aprendeu que eu uso muitos parênteses.
E hoje o blog teve seu primeiro post apagado antes que alguém lesse. A gente sempre pode surpreender, inclusive aqueles que mais nos conhecem.
Inspirado por: meu blog, meu amigo há cinco anos.
Autor: pululante - Categoria(s): Sem categoria Tags: